Categoria: Memórias
CEMITÉRIO DE COISAS
Eu nunca fui de me apegar a objetos, por mais úteis que eles fossem para mim. Isso é válido mesmo para os que poderiam me trazer boas lembranças. Depois de um tempo, simplesmente olho para aquela coisa já meio empoeirada, largada num canto e me pergunto: "Existe ainda alguma possibilidade disto ser usado por mim?" No caso de uma resposta negativa, me livro do troço sem dramas, repassando pra outra pessoa - se eu perceber que ainda tem alguma utilidade ali - ou jogando no lixo mesmo. Guardar à toa, jamais.
No entanto, existem pessoas que não se desfazem de suas coisas de maneira tão fria e pragmática. Ficam guardando uma série de quinquilharias inúteis até que boa parte da casa se torne uma espécie de "Museu do Eu Mesmo." Qualquer coisinha, por mais inútil que seja, remete a uma lembrança peculiar:
- Esse aqui não é um palito de fósforo qualquer. Me lembro como se fosse hoje: eu, numa tarde linda de primavera, acendendo um cigarro pra ela, com esse palito. Aliás, por onde andará aquela ingrata?
No entanto, nem todos podem se dar ao luxo de acumular tudo que vão adquirindo pela vida. Afinal, chega um momento em que não há mais espaço para isso. Nem todos têm o privilégio de morar em casas enormes, apartamentos de luxo, essas coisas. Assim, os menos afortunados sempre terão momentos em que precisarão decidir sobre o que fazer com parte daquela tralha bonitinha mas ordinária. Não deve ser fácil pra muita gente transformar em entulho determinados objetos que ainda possuem um valor sentimental. Alguns, se pudessem - ou melhor, se tivessem espaço para tanto - enterrariam seus pertences queridos, com lápide e tudo. Isso mesmo, em um cemitério de coisas.
Seria curioso se existisse um cemitério nesses termos. Até já imagino como seriam as visitas das pessoas, saudosas por aquilo que um dia fez parte da vida delas, intensamente:
- Difícil de superar a perda, não? - um homem tenta se aproximar de uma mulher, que chora sem parar diante de uma lápide.
- Pois é - ela tenta conter um pouco os soluços - ele era um celular tão bonzinho!!! As primeiras conversas que tive com meu marido foram através dele. Até que um dia... simplesmente deixou de funcionar. O rapaz da assistência disse que não tinha mais como consertar... - ela enxuga as lágrimas, enquanto acaricia o seu celular atual.
- Nossa, muito triste isso...
- E você? Veio visitar quem, digo, o quê? - a mulher tenta puxar papo também.
- Um tênis meu... Nossa, como eu adorava esse All Star! Era perfeito pro meu pé. Cada caminhada que eu dei com ele... - o homem solta um suspiro, de queixo já tremendo - Eu fui remendando com fita adesiva até onde pude. Até que chegou num ponto em que... não era mais possível salvá-lo. - ele lamentou, enquanto mirava melancolicamente para uma lápide escrita "Aqui jaz o meu querido All Star Vermelho / 1985 - 1989"
- Tem mais Coisas suas por aqui? - pergunta a mulher
- Ah, sim. Logo ali, estão enterrados os meus Playmobills, a minha coleção de gibis da Turma da Mônica, o meu primeiro walkmen, o... o... Nossa, é tanta Coisa! Tanta Coisa! - ele não aguenta e cai num choro convulsivo, que faz a mulher voltar a chorar também, feito um bebê. Coisas da vida.
Do meu lado, eu não teria razões pra reservar uma sepultura nesse cemitério. Afinal, pra mim, se algo deixou de funcionar e não tem conserto, vai direto pro lixo. Bem, menos aquele videocassete que está no armário do meu quarto. Sabe como é, eu vi muitos filmes ali. Alguns, na companhia daquela menina que tinha tudo pra ser a mulher da minha vida. Eita, poeira boa!
Momento Auto-Merchand: aproveitando a atual onda de trotes imbecis e violentos, que tal conferir o post "Zezé, o Calouro", escrito por mim no ano passado?
QUALQUER TV

A televisão que estava no meu quarto quebrou. A imagem dela começou a ficar com um tom azulado que deixava todo e qualquer programa similar a um episódio dos Smurfs. Na assistência técnica autorizada, deram um orçamento que, com mais cem reais, me possibilitaria comprar uma nova daquele modelo. Não convencido, a levei para o japonês aqui perto de casa, que conserta de torradeiras a monitores LCD. Com ele, o mesmo diagnóstico, o mesmo preço para o conserto. Resignado, trouxe de volta para casa aquele tubo aleijado. Ainda não sei o que fazer com esse mais novo ferro-velho. Talvez eu o dê para os meus quatro sobrinhos:
- Meu presente de Natal para vocês. Toma, um martelo pra cada um. Tão vendo aquela TV ali? Podem descer o sarrafo! Um, dois, três e... já!!! Valendo! - seria divertido ver a molecada agindo como aqueles vândalos do apocalipse que aparecem na trilogia Mad Max. Bem, considerando-se o estado da mobília da casa deles, não é algo muito difícil de se imaginar.
No lugar da quebrada, coloquei uma mais antiga, bem menor que a anterior, que estava encostada no quarto ao lado. E quer saber de uma coisa? Não senti diferença alguma. No começo, cogitei de comprar uma novinha em folha, dessas achatadas - de plasma, LCD, PQP, sei lá o quê. Mas, ainda bem que fiz aquela clássica pergunta pra mim: "eu serei uma pessoa mais feliz com isso?" A vozinha da razão, essa que me escapou tantas vezes nos últimos tempos, resolveu dar o ar graça, respondendo um singelo "não."
É certo que o meu instinto consumista iria soltar rojões ao sair da loja de eletrônicos com aquela caixa contendo a tal TV achatada. "Uau, agora faço parte da turma que possui televisão moderna!" - esse deve ser, atualmente, um dos lemas mais populares da classe média, amiguinha do crediário casas baiânico. No entanto, desconfio que eu sentiria um vazio danado ao perceber que a programação da tela continuaria a mesma, tanto dos canais abertos quanto dos fechados. Seria o mesmo tédio de sempre. Sei que a alegria do consumista dura até o primeiro bocejo diante do que um dia foi cobiçado.
E além do mais, pouco importa a qualidade da tela se o conteúdo ali consegue fisgar a nossa atenção. É isso que venho percebendo com a televisãozinha dos anos 90 que está no meu quarto. Com isso, lembrei das vezes que eu assistia desenhos em preto e branco, na companhia do meu irmão e da minha irmã: nós três ali, hipnotizados pelo espancamento sistemático que o Popeye era submetido pelo Brutus, salvo apenas pelo espinafre meio acinzentado que chegava até os nossos olhos. Hoje em dia, a molecada da classe média convencional precisa ver qualquer um dos 50 canais de desenho disponíveis numa TV LCD de 90 polegadas e Home Theather. Caso contrário, perdem a fome, tadinhos.
Ah, feliz natal pra você, que, sinceramente, espero que não seja diante de um especial da Xuxa na super TV da sua família.
CÉU AZUL E AR DE MICROONDAS

Se eu pudesse ser o roteirista pleno de minha própria vida, o meu horário de dormir, todos os dias, iria do início das manhãs até o fim das tardes. Tudo isso para fugir da luz do sol compreendida nesse intervalo de tempo. Principalmente no verão. Não que eu seja uma espécie de esquisitão que sofre de fotofobia e prefira ficar em casa meditando no escuro sobre qualquer coisa da alma. Acontece que a luz do sol nas horas mais intensas me incomoda, bastante. Mesmo na sombra, o ar de microondas consegue me deixar com saudades dos dias frios. Ou pelo menos das horas de clima mais ameno.
Sim, não gostar de dias quentes pode ser um absurdo em um país que está habituado a jogar confetes sobre o sol mais escancarado. Logo de manhã, temos sinais de que o clima promete, com aquele céuzão azul? Opa, então, se for um dia de descanso, a ordem é ir para um lugar em que possamos ficar na mira dos raios ultravioletas, como se fossemos oferendas para o deus Sol, confere? Não se iludam: a pele bronzeada é apenas uma reação da epiderme a uma queimadura. Por isso, é uma bobagem das grandes associarem esse estado com saúde. Dermatologicamente falando, a moça branquela é bem mais saudável do que a outra que mantém a cútis no estilão pastel-de-feira.
Tenho lá minhas razões para fugir do sol mais intenso. Deixei de exercer a profissão na qual me formei por causa de um tumor - benigno, vá lá, mas tumor - que tive na pele, perto do nariz, originado por causa de exposição excessiva ao sol. A principal razão de eu ter optado pela medicina veterinária foi a possibilidade de trabalhar no campo, o dia inteiro vagando pelos pastos ao redor da bicharada. No entanto, percebi que essa rotina seria uma provocação direta para a minha pele de espanhol branquelo. O tumorzinho foi um aviso. Recado assimilado, voltei para a cidade grande, no conforto das salas fechadas, devidamente climatizadas pelo simpático ar-condicionado. Era oito ou oitenta: se fosse para ser veterinário, que fosse no campo. Não deu.
Alguém poderia me sugerir algo simples para evitar esse meu divórcio com o sol: o uso contínuo de filtro solar. O dia inteiro, todos os dias? Tô fora. Ok, eu sei que o recomendável é se lambuzar com esse troço todos os dias do ano, seja lá aonde estivermos. Qualquer dermatologista diz isso, ainda mais nesses tempos de superaquecimento global. Mesmo assim, relapso confesso, eu ainda acho que estou um bocado mais protegido agora, vivendo boa parte de meus dias envolto por tetos e paredes. Mesmo sem filtro solar. A radiação continua chegando a mim, é fato, mas de uma forma bem menos intensa de quando eu trabalhava com os meus amigos avestruzes, por exemplo.
Bem, já sabem, se me chamarem pra pegar um solzinho naquele dia de céu azul, depende. Se for para ver o sol nascer ou o dia morrer no crepúsculo, tô dentro. Caso contrário, dispenso o ar de microondas.
Olá! Já que provavelmente você não vai fuçar nos arquivos deste blog, que tal pelo menos conferir os 3 posts abaixo?
- O Crachá-Espetáculo
- Pra Ler no Banheiro
- Pra Onde Foi o Meu Dinheiro?
EU, O LIXEIRO
"O que você quer ser quando crescer?" Eu, na maturidade de meus cinco anos, respondia, na lata: "Lixeiro!" Todos achavam graça naquele loirinho de cabelos encaracolados - sim, já fui bonitinho, acreditem -, convicto na sua escolha. Astronauta? Jogador de Futebol? Ator de Hollywood? Que nada, pra mim, o barato mesmo era ser lixeiro. Eu lembro de ficar pendurado na grade da janela da sala, dessas que dão vista para a rua, observando aqueles caras de uniforme laranja, pendurados no caminhão de coleta. Sentia uma pontinha de inveja ao vê-los subindo e descendo de seus postos, correndo para recolherem os sacos de lixo depositados na calçada. Era algo divertido, que certamente meus pais não deixariam que eu fizesse. Para tanto, eu deveria aguardar uma eternidade, até completar 18 anos.
Claro que, após assoprar as 18 velinhas de meu aniversário, anos atrás, o meu projeto de me tornar lixeiro já era algo um tanto quanto arquivado. E sem ressentimentos. Mas até hoje eu imagino o que aconteceria se eu tivesse me mantido fiel à essa convicção. Afinal, conheço várias pessoas que realmente se tornaram aquilo que projetaram na infância - se bobear, até o Sérgio Naya, toda vez que construía seus frágeis predinhos de areia na praia. Incompreendido pela maioria, realizado na minha profissão, seria bem capaz que muitos viessem me perguntar a razão de minha escolha, bem como a teimosia em seguir adiante nela:
- Mas, veja bem, rapaz. Você veio de uma família com condições de pagar seus estudos. Poderia ter se formado numa coisa bacana, como medicina veterinária, por exemplo. Ou então, poderia estar trabalhando com algo relacionado à internet. E ganhando bem mais do que agora. Mas não, taí, trabalhando como… lixeiro?
- E daí? Eu gosto, é divertido, sempre quis isso. Você não entende que, desde quando eu era criança…
- Tá, já sei toda a estória. Que você ficava na janela, observando fascinado os lixeiros trabalharem etc e tal. Mas você era criança, rapaz. Não aconteceu nada mais nessa vida que chamasse a sua atenção?
- Bem, até que teve algo. Mas eu jamais teria condições de me dedicar a isso.
- Por quê?
- Ah, eu cresci demais. Ninguém me aceitaria como anão de comercial.
De qualquer forma, admiro aqueles que insistem naquilo que acreditam, independente do quanto isso poderá remunerar no fim do mês. Não importando se a opção é ou não controversa para os olhos de quem optou pelo convencional. Vale o clichê: o que importa mesmo nessa vida é ser feliz, fiel consigo mesmo. Pelo meu lado, cá entre nós, eu continuo considerando a possibilidade de trabalhar como lixeiro. Mas desde que seja em Mônaco, é claro.
EU, O NÁUFRAGO
Eu tinha vinte e poucos anos e morava sozinho em Jaguariúna, uma cidadezinha do interior de São Paulo. Recém-saído da faculdade, sem namorada, longe dos amigos do peito, da família, pouca grana, vida social zero. Uma angústia só. Nada ali me lembrava o ar universitário com o qual eu me acostumara nos cinco anos anteriores. Depois de meses sem conversas interessantes, cheguei a cogitar a criação de um amigo imaginário, da mesma forma que o Tom Hanks fez naquele filme, "O Náufrago". O meu Wilson seria um ovo de avestruz vazio, pintado com canetinha mesmo. A coisa estava feia. SOS.
Antes que eu pirasse de vez em minha ilha particular, consegui fazer amizade com um casal de namorados, vizinhos meus no horário comercial. Os dois, bem novinhos, davam aulas numa escola de informática que ficava ao lado de minha casa. Após dias de belas conversas, de tanto ouvir meus lamentos sobre o tédio daquela cidade, o rapaz decidiu me convidar pra festa de aniversário da irmã dele. Aceitei no ato, já imaginando a libertação que seria aquele evento. De antemão, eu decidi que iria beber feito uma esponja, chegando junto de tudo quanto era mulher desacompanhada e minimamente mais ou menos que estivesse por ali. Se bobear, nem a aniversariante eu perdoaria. Eu tinha muito tempo perdido pra recuperar. A coisa prometia.
No dia aguardado, acordei com aquela expectativa que ronda o centroavante nas horas que antecedem a final da Copa do Mundo. Fazia um belo domingo de primavera, desses sem nuvens. Ideal pra um churrasco. Bem, só poderia ser um churrasco, vide o horário marcado pro início daquela festa, duas da tarde. Pontualmente, munido de meu melhor perfume, apertei a campainha da casa do meu novo amigo. Quando ele abriu a porta, estranhei a ausência do cheiro de churrasco. Estranhei mais ainda a ausência dos amigos e, principalmente, das amigas dele. Ninguém. Tudo que vi foram os pais e umas tias ao redor da enorme TV da sala, sintonizada no Domingão do Faustão.
Em estado de choque, fui apresentado à aniversariante, que completava 5 anos naquele dia.
Me cederam um espaço no sofá, o que talvez fosse uma honra, por eu ser a única pessoa de fora ali. O clima era amistoso, em grande parte por causa das gargalhadas arrancadas pelas pegadinhas e videocassetadas - Ô loco, meu! Pelo jeito, só eu ali não dava risada de verdade. No máximo, um sorriso amarelo, pra não ficar chato. De conversas mesmo, nada. Tudo bem, ninguém ali teria nada de interessante pra falar mesmo, considerei. Ah, nada como umas cervejas pra suportar tudo aquilo. Infelizmente, estavam em falta, também. Sem churrasco, cerveja, e mulher. Considerando-se a fase que eu vivia, uma tragédia, sem dúvida alguma.
Enquanto eu comia meu sanduíche de carne louca, bebericando meu guaraná, o programa do Faustão deu uma pausa pra uma partida de futebol. Resolveram colocar no Domingo Legal, do Gugu. Ôpa, maravilha, era a hora da banheira. Até que enfim alguma emoção ali, ora essa. Que nada, aquela era uma família que preservava a moral e os bons costumes, nada daquela baixaria ali. Com a TV desligada, não restava nada a não ser cantar os parabéns. Antes, uma das tias pediu a palavra:
- Gente, toda vez que uma criança faz aniversário, é o Menino Jesus que aniversaria também! Então, vamos aplaudir os aniversarianteeeees!!!! - eu aplaudi também, é claro, como não?
Enquanto eu comia o bolo, sugeri pro meu casal de amigos que a gente fosse dar uma saída, pra aproveitar o resto daquele domingo bonito. Tomar umas cervejas, encontrar um pessoal jovem e maior de idade, essas coisas. Eu ainda tinha minhas esperanças. Eles concordaram, não sem antes voltarem novamente para o sofá, de forma a acompanharem, com o resto da família, mais uma rodada de pegadinhas e videocassetadas, agora no programa do Gugu. Fiz menção de ir embora, já visivelmente impaciente. Os dois pediram que eu esperasse um pouquinho mais, enquanto enxugavam as lágrimas das gargalhadas que todos ali compartilhavam.
Uma hora depois, estávamos no carro do rapaz, rumo ao "centro jovem da cidade", uma avenida que ficava lotada aos domingos, perto de minha casa. Encostaram o carro em um posto, desses com loja de conveniência. Imediatamente, fui comprar umas cervejas - finalmente! Dos amigos do casal que estavam lá - todos casais também - ninguém quis uma latinha sequer. Assim, no fim da tarde, lá estava eu, bebericando minha cerveja, no meio daquele pessoal de papo tão empolgante quanto discurso de telemarketing as sete da manhã. Sobravam frases econômicas, entremeadas por "é…", "só…", "pois é…". Nem deu meia hora ali, o meu amigo disse que precisaria ir embora, com a namorada a tiracolo.
- Ué, já??? - perguntei, surpreso
- É que a gente precisa se preparar pra ir na missa, mais tarde… - o rapaz respondeu.
Me despedi deles como um náufrago que volta pra ilha, desses derrotados por terem confundindo a nuvem do horizonte com um navio de resgate. De volta à estaca zero, definitivamente. Entrei na loja de conveniência, comprei mais umas dez cervejas, e fui pra casa. Umas horas depois, eu bebia a última gota, da última latinha, ao som de Rolling Stones, no último volume. Dançando e cantando feito um alucinado, por toda a casa, como que exorcizando todo o silêncio careta daqueles novos tempos. É, vinte e poucos anos. Oh, yeah!
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E que tal:
- Ver (ou rever) dois vídeos? O primeiro é o ultra-mega-tosco "Thriller da Índia". O outro, o primeiro episódio da saga de "Chad Vader", o irmão do Darth Vader.

