Categoria: Artes

COMO MELHORAR A SUA PAREDE

É muito fácil.

Na sala do meu apartamento, fiz os cinco passos abaixos, que mudaram para melhor - muito melhor - o aspecto do ambiente:

1 - Encontre um trecho da sua parede que esteja feio. No caso aqui, temos um quadro de energia sem tampa.


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2 - Selecione dois pregos comuns.


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3 - Pegue um martelo.


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4 - Com o martelo, fixe os pregos bem acima da parte tosca da parede. Ambos devem estar com a mesma distância em relação ao chão.


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5 - Pendure um quadro dos Beatles.

Pronto, a sua parede ficou melhor.


Permalink01.08.09, 19:25:58, by Tuca Hernandes Email , Artes, Cotidiano, Música, Meu Umbigo 9 comentários

STAR TREK - O PIOR FILME DE TODOS OS TEMPOS

O que falar de um filmeco pretensioso, que procura dar uma roupagem moderninha para uma série que já rivalizava com a Turma do Chaves em matéria de elementos ridículos? A vontade é de terminar essa minha análise aqui mesmo, só para não relembrar o amontoado de bobagens que fui obrigado a acompanhar no cinema. Star Trek conseguiu a proeza de me provocar uma imensa vontade de ir para os Estados Unidos. Para quê? Só para jogar ovos e tomates podres nos responsáveis por esse lixo em forma de cinema. É um filme tão ruim que, se você quiser terminar um relacionamento, chame a pessoa para assistir esse desastre ao seu lado. Ela nunca mais vai querer olhar na sua cara. Pode apostar isso.

Para começar, o filme se ampara numa praga que há muito tempo vem infestando o cinema norte-americano: a de mostrar as origens de heróis já conhecidos do grande público. Isso aconteceu com o Batman, Hulk, Homem Aranha, Wolverine, Quarteto Fantástico e agora, pasmem, com a turminha mala do Dr. Spock. Não estranharei se daqui a pouco resolverem fazer o mesmo com o Pateta, que, do inocente e atrapalhado personagem da Disney, será transformado em um atormentado ser mitológico pelos maneirismos anêmicos dos roteiristas atuais. Finalmente saberemos se o Pateta é um cachorro mesmo ou uma entidade extraterrestre que ganhou superpoderes graças a um vazamento radioativo em uma sombria Patópolis. Nas mãos dos atuais gênios dos enredos hollywoodianos, não basta ser herói e ponto final. É preciso explicar as origens, que invariavelmente resultam em personagens atormentadinhos e cheios de motivações por causa de seus traumas. A moda agora é oferecer um embasamento psicológico para os que salvarão o mundo. E adivinha se não temos isso no novo Star Trek?

Sim, o jovem capitão Kirk, constrangedoramente interpretado pelo inexpressivo Chris Pine, agora pode se deitar do divã para contar todos os seus probleminhas. Rapaz sensível esse. Não basta ter que pilotar a Enterprise, que aqui mais parece uma dessas criações cafonas pra Hans Donner nenhum botar defeito. É preciso ir em busca de um objetivo de vida, algo que o motivará a viajar pelo universo, uma metáfora tão pobre que faz parecer qualquer letra de pagode uma obra-prima. Ao invés dos produtores terem se preocupado em oferecer uma diversão de qualidade para o público, resolveram passar uma mensagem edificante para nós, como se fossemos cordeirinhos perdidos em busca de pílulas de auto-ajuda. Mais irritante do que isso, impossível.

Faltou ousadia ao longa, que preferiu requentar de maneira indigesta os mesmos personagens entediantes que há décadas compoem o universo dessa série. Os responsáveis por essa versão perderam a chance de excluir o Dr. Spock, por exemplo. O orelhudo não teria feito falta alguma com o seu jeito recluso e esquisitão, que só abre a boca pra falar bobagens que envergonham a galáxia inteira. Mas não, criaram um Spock pior do que o original, agora jovem e com uma arrogância mais doentia ainda, que mais provoca vergonha alheia do que respeito. Já que resolveram preservar o personagem, era obrigação dos produtores responsáveis subverter a essência dele. Poderiam, por exemplo, ter dado a Spock um ar mais cômico, mais clown, traço esse que contrastaria de maneira inteligente com a chatice do Spock original. Mas não, resolveram optar pela opção mais burra. Tão burra que chega a causar indignação, dessas de querer sair no meio da projeção e exigir o dinheiro do ingresso de volta.

Roteiro pobre, interpretações dignas da pior novela mexicana, efeitos especiais medíocres, trilha sonora pavorosa e muito mais. Isso é o novo Star Trek. Se você tem amor pelo seu dinheiro e, sobretudo, à sua paciência, fuja. Agora, se você tem tendência ao masoquismo e quer castigar as suas retinas, vá em frente, que o povo da nave Enterprise fará isso com bastante competência.

Avaliação do Filme: eu ia colocar o símbolo de uma bomba aqui. Mas eu achei que seria elogio demais da minha parte. Se existir algo abaixo disso, me avisem.

Ps: essa é uma crítica de mentirinha. Me deu vontade de brincar desses projetos de críticos mal humoradinhos que tem aos montes por aí, em jornais, revistas, blogs etc. Não gostam de algo e resolvem polemizar, só para irritar quem pensa o contrário. Simples assim. Quanto a Star Trek, pouco conheço da versão original e ainda não vi o novo filme. Mas vou assistir e, a se julgar pelas opiniões de amigos meus que já conferiram no cinema, eu acho que gostarei também. :)


Permalink14.05.09, 02:13:55, by Tuca Hernandes Email , Artes, Cinema, Humor, Cultura Pop 6 comentários


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