Tableteiro sem Tablet

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Dias atrás, estive em um evento que sorteou vários iPads. Arrisquei a minha sorte em cinco tentativas. Otimista, tive a certeza que eu ganharia em alguma delas. Uma de cinco, razoável. Aquele filminho passou na minha cabeça cinco vezes, sempre com o mesmo roteiro. O meu nome era anunciado, com todos ao redor lamentando num coro de "ahhhh...", enquanto eu abria caminho pela multidão, soltando um vitorioso "sou eu! sou eu!". Filme arquivado, os ganhadores devem ter roubado minhas vibrações positivas. Impostores.

Nunca vi dono de iPad meter o pau no trocinho. É que nem Paris, todo mundo que conhece se encanta. Logo, deve ser bom ter um. Melhor ainda se conquistado num sorteio banal. Estou longe de investir perto de dois mil reais na compra de um tablet, por mais bacana que ele seja. Pra mim é grana pra burro.

Parcelar? Fora de cogitação, pois já tem coisas demais marcando presença na fatura mensal do meu cartão de crédito. A passagem da viagem que fiz recentemente pra Europa, por exemplo. Isso sim é fundamental pra mim, parcelável. Quanto aos iPads, Samsung Tabs, Motorola Xooms e outros, não quero lembrar todo mês, durante um ano, que continuo comprando um tablet. Prefiro olhar pro negócio e lembrar que um simples sorteio me deu aquilo.

Sou um aficcionado por aparelhinhos da modernidade. Faço bom uso deles. Esse texto que você está lendo foi integralmente digitado em um smartphone, publicado graças ao 3G que me permitiu acessar o painel de edição deste blog. Adoro fuçar as possibilidades que cada trequinho oferece, sobretudo aquelas que compreendem publicação e leitura. Textos, vídeos, imagens, áudio, tudo vindo da internet. Tudo indo pra internet. Acho isso fascinante, bem mais que joguinhos. É o bom e velho diálogo, sem fios, em uma outra plataforma, conectado.

E fico aqui com a certeza de que seria uma delícia tudo isso em um tablet também. Não se trata de status por ter algo. Bobagem. É questão de dar um passo adiante naquele processo que se iniciou uns 15 anos atrás, quando consegui ter o meu primeiro computador. Lembro de ter achado o máximo aquela nova possibilidade, de conseguir passar meus textos do papel, escritos à caneta, pra documentos do Word, guardado dentro daquela caixa. Ou do disquete. A admiração continua a mesma hoje em dia, só que residindo em um tablet agora.

É isso, acho que mereço ganhar um. Ou então, ter dinheiro sobrando pra isso. Em breve, by tablet.





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Comentários:


Comentário de: Rodrigo Ghedin · http://www.rodrigoghedin.com.br

Eu vendi o que estava sem uso aqui (notebook e video game) e peguei um iPad. É a melhor coisa desde que inventaram o computador.

Mas como nem tudo são flores ou, dentro da metáfora, nem todo perfume parisiense é dos melhores, o meu veio com um "cisco" na tela e a Apple está fazendo jogo duro pra trocá-lo...

[]'s!


Re: Ghedin, não fale que o iPad é a melhor coisa do mundo. Tem que dizer que o treco é de uma inutilidade sem precedentes. Assim, eu me convenço por alguns meses a não querer um. Boa sorte na troca aí! :)

PermalinkPermalink 06.12.11 @ 17:16



Comentário de: Walisson Aires · http://www.dombom.com.br

E o desespero agora se mostra justificável, pois menos de 1% da população mundial sabe o que é ter um desses em mãos.

PermalinkPermalink 01.03.12 @ 13:04



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