ALÔ, MARCELO?
Meu nome é Marcelo. Grande coisa, ué, você deve estar resmungando agora. Enfim, dias desses, por conta do meu emprego, tive que ligar pra um tal de Marcelo também:
- Alô, Marcelo? - voz de um homem. Como esse cara poderia saber o meu nome? Será que já aguardavam pela minha ligação naquele horário? Estranho isso.
- Sim, quem fala? - respondi, feliz por ter que dispensar apresentações.
- Marcelo? - pô, eu já falei que sou eu! Tá gagá, meu filho?
- Sim.
- Quem fala?
- …
- …
- Então, eu gostaria de falar com o Marcelo.
- Então, Marcelo? - tive vontade de responder algo como "Não, é o Bozo. Papai Papudo está?"
- …
- Você quer falar com quem?
- Com o Marcelo, diga pra ele que é o Marcelo, também.
- Ah, você é Marcelo, também.
- Marcelo? É você?
- Sim? Marcelo?
- Ok, entendi, você é o Marcelo.
- Sim? Marcelo? Exatamente. O que deseja, Marcelo?
Pessoas que respondem ao chamado do nome como se tivessem perguntando pelo mesmo. Mania besta. Definitivamente, sou contra. Quem? Eu, Marcelo? Sim.
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Comentários:
HAHAHAHAHAHAHAHA. Não deu pra não plagiar a Anarina no comentário. =P
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Re: Ah, não é plágio. Eu comparei aqui os dois comentários. O seu tem mais HAs. Não que eu esteja desmerecendo a @anarina.![]()
Huahuahua! Como é possível essa história ter ficado mais legal escrita do que ao vivo?
Re: uia, é mesmo. Vc a ouviu! Então, escrevendo, tem como dar atenção aos detalhes que importam, né?
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Já aconteceu coisa parecida com um amigo meu. Eis que alguém liga e pergunta: "ei, quero falar com o Fulano". Lá vão passar o telefone para Fulano. "Ei, é o Marcelo, seu primo do Acre". Detalhe: o tal Marcelo queria falar com Fulano sim, mas o homônimo daquele outro fulano. E, ao que me consta, ainda que fosse meio mulherengo em outras épocas, o avô da pessoa em questão não teve cem filhos nem passou pelo Acre.
Re: Lembrei de uma que aconteceu comigo. Certa vez, um cara ligou pro escritório da minha família, perguntando pelo Marcelo. Depois de dias ligando em vão, sem querer deixar um recado, ele resolveu aparecer no escritório. A secretária deve ter deixado o endereço, provavelmente. Lá, o cara falou que eu estava saindo com a mulher dele e que teria uma "conversinha séria" comigo. Depois de muita explicação por parte de minha mãe, o cara se tocou que eu não era o tal Marcelo garanhão. Também pudera, na época eu estava morando no interior, bem longe dali. Sorte a minha. Já pensou? Morrer por causa de um corno equivocado? Coisa besta.
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