DEPOIS DO IPAD, APPLE SURPREENDE E LANÇA O IBLENDER

Parece não ter fim a vocação da Apple para surpreender o mundo. Apenas alguns dias após o lançamento do iPad, a empresa anunciou ontem em São Francisco mais uma novidade que promete ser um marco inovador na história da tecnologia: o iBlender, o primeiro liquidificador da Apple. "A experiência na cozinha nunca mais será a mesma depois dele.", afirmou um entusiasmado Steve Jobs.
De acordo com algumas fontes, o dono da Apple ficou chateado com as críticas que o iPad recebeu, quase todas relacionadas ao baixo teor de inovação do produto. Por essa razão, de modo a compensar a frustração do mercado com a empresa, ele resolveu antecipar o lançamento do iBlender, que estava previsto para o fim desse semestre.
Confiante, Jobs começou a apresentação dele com uma banana nas mãos, falando para a plateia que era possível beber aquela fruta. "Mas como eu poderei fazer isso?", ele perguntou para a audiência, com um ar enigmático. Triunfante, ele desceu a cortina que escondia o iBlender. "Eis o futuro!!!", disse o executivo, enquanto colocava a banana e um pouco de leite dentro do revolucionário produto. A plateia não se conteve e começou a aplaudir de Jobs de pé ao vê-lo girando o botão que iniciou a mistura dos componentes que ali estavam.
"Olhem! A banana, junto com o leite, virou... líquido!", anunciou Jobs, vitorioso. Em seguida, a lenda viva da Apple se ocupou de dar mais detalhes sobre o iBlender. Destacou com bastante ênfase o botão giratório de liga e desliga, fundamental para que o aparelho venha a funcionar. "Bem, desde que esteja conectado a uma tomada", avisou. O design do produto também recebeu bastante atenção, bem similar aos demais liquificadores existentes no mercado. "Olhem só isso: tem uma tampa que... fecha!!!", anunciou Jobs.
A inovação acontece também na forma como os complementos do iBlender serão comercializados, todos exclusivamente a partir da Apple Store. O aparelho só funcionará com as frutas e demais alimentos adquiridos diretamente das quitandas virtuais da empresa, as chamadas iFoods, que nada mais são do que a versão alimentícia do iTunes.
Um reporter que estava no evento perguntou a Jobs se ele não tinha receio que acusassem o iBlender, a exemplo do iPad, de ser mais um produto pouco inovador. Afinal, ele exibe as mesmas funcionalidades de qualquer outro liquidificador já inventado, justificou o jornalista. Tranquilo, o executivo deu uma resposta que definiu bem o conceito do produto: "Ei, esse é um liquificador da Apple, entendeu? Se você for um cara legal e descolado, vai querer um desses na sua cozinha, correto? Então..."
E a plateia, mais uma vez, se levantou para aplaudir Jobs, que encerrou a apresentação ali mesmo, carregado pela multidão.
MAIS UMA ALUNA É HOSTILIZADA EM UNIVERSIDADE

Tudo indica que a sociedade ganhou mais uma mártir do preconceito universitário. Trata-se de Carla Regina Certens, estudante do terceiro ano de Direito da Unigrana, que na última sexta-feira foi hostilizada pelos seus colegas de forma mais agressiva ainda que a loira da Uniban. "Tudo aconteceu muito rápido", disse uma assustada Carla. "Foi só eu deixar cair alguns livros no caminho para a sala de aula para que várias pessoas começassem a berrar, apontando o dedo pra mim: 'OLHA AÍ, ESSA TOSCA VEIO AQUI PRA ESTUDAR! É CDF!!! PEGA A CDF!!!' Cinco minutos depois, toda a universidade estava correndo atrás de mim, me xingando sem parar."
A estudante conseguiu se refugiar na biblioteca da instituição, que teve as portas trancadas pelos seguranças. Do lado de fora, o coro dos universitários crescia cada vez mais, chegando a níveis ensurdecedores, tamanho o descontrole que tomou conta de todos ali:
- ARRÁ, URRU!!! Ô CDF, EU VOU COMER O SEU C...
- A ESTUDIOSA VAI MORRER... OLÊÊÊÊ, OLÊÊÊÊ, OLÁ!!!
"Sabe aquelas cenas de filmes de terror, em que uma multidão de zumbis cerca uma casa e tenta de todo modo invadir o local pra comer o cérebro de quem está lá? Foi mais ou menos isso que aconteceu.", relatou um estudante que não quis se identificar. Se não tivesse sido resgatada pela Tropa de Choque da PM, o destino mais provável de Carla teria sido a fogueira que alguns colegas mais exaltados acenderam ao lado da cantina.
Já em casa, ainda se recuperando do susto inicial, a estudante comentou sobre os motivos que a levaram a ser hostilizada de forma tão intensa. "Eu sempre gostei de estudar. Faço faculdade porque eu quero aprender. E isso incomoda o povo ali. Faz tempo que eu venho sentindo uma agressividade no ar em relação a mim. Basta eu tirar dúvidas com o professor, na sala de aula, para que eu receba olhares de ódio. Naquela noite, o pessoal surtou ao ver que eu tinha gastado meu dinheiro com livros ao invés de roupas ou baladas. Aí, deu no que deu...", lamentou Carla, desconcertada, ainda tremendo de medo.
Parece que ninguém se arrependeu da perseguição. "Bem feito!", disse Ana Carolina Baladenhis, estudante do quarto ano de Filosofia da Unigrana, umas das que integraram o coro de xingamentos. "Meu, que mina ridícula! RIDÍCULA! Fica aí se mostrando direto com aqueles livros, pra lá e pra cá. Ela não tem semancol, não? Tipo assim, aonde ela pensa que está???", desabafou Ana Carolina, enquanto tomava alguns goles de cerveja no boteco ao lado da universidade, momentos antes de ir para a XII Festa da Pegação Geral da Unigrana.
"Bem, convenhamos, ela provocou.", comentou Nelson Lucro, reitor da instituição. "Todos aqui sabem que existe um decoro a ser seguido. Muitas pessoas podem ficar ofendidas quando alguém começa a exibir certos comportamentos que não são condizentes com os padrões de excelência da no$$a universidade. Se a senhorita Carla quiser estudar, ler livros, essas coisas, que o faça entre quatro paredes, na casa dela, longe daqui.", afirmou Lucro. "Mesmo assim, lamentei pela reação violenta de nossos alunos. Eles precisam aprender que gente assim merece ser ignorada."
Procurado pela nossa reportagem, o macaco Zezé, colega de classe de Carla e um dos líderes do tumulto, mandou uma banana como resposta ao nosso pedido de entrevista.
FETICHES

- Isso, assim, Aninha... Aí, agora com um pouquinho mais de força, com jeito... Ah, que maravilha, tô ficando doidão! Coisa linda!
- Esfrega mais?
- Sim! Mas esfrega gostoso, meu bem. De ladinho mesmo. Vai, ESFREGA! ISSO, NÃO PARA!!!
- Tempo, tempo! Meu braço tá doendo já.
- Pôxa, você estava indo tão bem...
- Credo, esse tapete tá muito encardido. Tô esfregando essa escova nele há meia hora e... nada! Não é melhor você pagar alguém pra fazer isso?
- Jamais! Eu já não te disse que fico excitado ao ver você limpando a minha casa? Então...
- Sei não, tô começando a achar que isso é só uma desculpa pra você economizar com faxineira.
- Eu??? Aninha, não me fale uma barbaridade dessas, por favor! Você acha que eu seria capaz de fazer uma crueldade dessas com você? Você acha? Fiquei ofendido agora, sério.
- Ah, sei lá...
- Eu tenho culpa se descobri, justamente com você, que o meu maior fetiche é ver uma mulher linda e graciosa, bem do seu estilinho, fazendo a faxina na minha casa? Eu tenho culpa???
- Ah, Di... Acontece que é algo bem cansativo, sabe?
- Eu sei, meu xuxu. Sou solidário com você. Te entendo perfeitamente! Mas o que é melhor? Que o seu amorzinho aqui fique insatisfeito sexualmente ou que ele te veja com essa escova de limpeza na mão, como se fosse a coisinha mais... mais... deliciosa que existe na face da Terra???
- A segunda opção, Di... é claro.
- Então, já descansou o bracinho? Já? Tá melhorzinho, né? Vem cá, vem! Eu quero ver você no banheiro, agora! Ah, você limpando o meu banheiro é uma LOUCURA! Vai lá... vai! Linda!
Quando alguns amigos mais próximos o recriminavam por abusar da coitadinha, só porque ela estava apaixonada, ele se justificava, indignado: "Vocês têm ideia do absurdo que uma faxineira cobra por meio período? Têm??? Então..."
No começo, ele achara interessante aquele fetiche da namorada. Original. Com o tempo, acabou se cansando, ainda mais quando a conexão do local dava problemas:
- Tudo que eu peço é só uma tentativa. Garanto que você vai adorar! Diz que sim, por favor! - ele implorava, quase ajoelhado naquela suíte de motel. Pelo jeito, ela não ficou sensibilizada:
- Eu já disse. Sem messenger, não rola. Não entro no clima. Esquece!
- Toda preliminar precisa ser pelo messenger? TODA?
- Vou responder pela enésima vez: PRECISA! Você sabe disso. Eu aqui, no meu notebook, e você aí, no seu. Sempre foi assim.
- Vamos sem preliminar então. Já que estamos aqui...
- Nem pensar! Você está cansado de saber também que eu JAMAIS transo sem uma preliminar...
- ... que, por sua vez, você só consegue fazer pelo messenger...
- Exatamente!
- E como era quando não havia isso?
- Meu bem, o começo da minha vida sexual coincidiu com a entrada do messenger na vida de todo mundo. Mais uma coisa que eu já contei milhares de vezes pra você.
- Tá, eu sei, desculpa... É que... pôxa... Seria tão bom se não dependessemos disso, concorda?
- Não! Sou feliz assim, on line. E você é tão bom nisso... você tecla de um modo tão... tão... intenso! Amo!
- Ok, ok... E agora, o que fazemos? Já vimos que não rola conexão aqui. Definitivamente, estamos off line.
- Hum... paciência.
- Ok, paciência. No seu notebook ou no meu?
UM SUJEITO PÂNDEGO, TRAQUINAS E SERELEPE

O feriado na praia seria tranquilo para ele se não tivesse que conviver também com aquele amigo do cunhado. Na manhã do último dia, pensou em não cumprimentá-lo. Mas, como era muito educado, resolveu seguir o protocolo:
- Bom dia...
- Bundinha? De quem? De quem? hahahaha
- Nossa, como você é engraçado, hein? Um gênio da comédia!
- Calma, mau humor faz mal pra saúde, senhor Bundinha... hahahah
- Sabe o que faz mal pra saúde? Ouvir essas piadas imbecis que você vive contando. Isso sim!
- Piada? Eu? Eu não lembro de ter piado.
- Hein?
- Piu, piu, piu... Ah, agora sim! hahahaha
- Meu Deus... Cara, deixa eu te dar um conselho...
- Ah, você quer me dar um conselho? Tem mais alguma coisa que você queira dar pra mim? hahaha
- Então, você, com essas brincadeirinhas, pega mal...
- Eu pego mal mesmo. Aliás, eu não pego nada. E você? Pega bem? Hum... Pega aqui então!!! hahahaha
- Continuando, você não é um cara engraçado. É constrangedor ver você se queimando por causa desses comentários idiotas.
- Hum... quer dizer que você fica constrangido em me ver se queimando, né?
- Lá vem...
- É, deve ser traumático ver os outros se queimando depois de ter queimado tanto... a rosca!!! hahahaha
- Olha aí. Não teve graça alguma. Só você está rindo. Ninguém mais. Cara, é um problema ter que conversar com você. Antes de falar qualquer coisa, a pessoa precisa avaliar se não vai soltar nada que possa ter duplo sentido. Muito chato isso!
- É, deve ser difícil decidir se solta ou não. Ainda mais pra você, que adora segurar, né? hahahaha
- Tá, eu desisto...
- Desistiu do quê? De segurar ou soltar? Se decide aí, meu! hahaha
- Olha, por sua causa, eu não comi vegetal algum por aqui. Vejo uma cenoura e já imagino você fazendo uma observação idiota sobre ela. "Cenoura? Curte uma cenoura então? Hum... sei..." E a mesma coisa com pepino, mandioca, abobrinha, banana...
- Pô, cara. Fiquei feliz agora. Você não come mais vegetais por minha causa? Ótimo! Vai por mim, é mais interessante comer outras coisas. Mulher, por exemplo. hahahaha
- Benzadeus...
- Pô, deve ser complicado tentar transar com um alface, um abacaxi... hahaha
- Isso, é complicado tentar transar com um abacaxi. Tá certo...
- Aliás, abacaxi ou abaixa aqui??? hahahaha
- Socorro...
- Isso me fez lembrar de uma sobremesa deliciosa que comi dias atrás. Era um pavê de abacaxi. No começo eu não sabia se era pavê...
- PERAÍ! PODE PARAR! VOCÊ NÃO VAI CONTAR A PORRA DA PIADA DO PAVÊ, CACETE! NÃO VAI!!! TUDO TEM LIMITE! PAVÊ OU PACOMÊ PRA CIMA DE MIM NÃO!
- Calma, calma! Não é nada disso.
- AH, BOM!!!
- Deixa eu completar. No começo eu não sabia se era pavê ou... PAMORDÊ!!! HAHAHAHA
Foi preciso quase cinco pessoas para segurá-lo. Caso contrário, num ato de desespero, ele teria conseguido furar os próprios tímpanos com os dedos. Dava dó de ver. Opa, dava? Hum... sei, sei...
CQC E O ENCANTO DO DEDO MÉDIO

- Nossa, não acredito! O gostoso do Marco Luque mostrou o dedo do meio pra mim. Que delícia! - berrou a mocinha da platéia, histericamente encantada com o gesto do apresentador do CQC no intervalo do programa, em resposta aos apelos dela, todos no estilo "Marcoooo, seu gostoso! Lindo, maravilhoso! Te amo! Olha pra mim!!!"
Não enxerguei antipatia na reação dele. Foi um dedo erguido com estilo, lentamente, como se a outra mão estivesse girando uma alavanca imaginária. Tudo isso sorrindo, dando a entender que a mensagem foi a seguinte: "Ok, vocês me acham gostoso, coisa e tal. Ouço isso todos os dias. Bacana. Mas, quer saber? Aqui pra empolgação de vocês, ó..."
A moça adorou - deve ter ovulado num volume suficiente para gerar quíntuplos -, como se aqueles segundos de atenção fossem um convite para algo maior. As amigas dela acharam o máximo. O cara sabia que qualquer sinal dele seria encarado como charme. Quando o time está bem no campeonato, certas liberdades são perdoadas pela torcida. Isso é universal. Mas não deixa de ser curiosa essa relação entre fã e ídolo, em que um é tratado feito uma criança gracinha pelo outro: qualquer gesto é motivo para suspiros de encanto. Mesmo que esse gesto consista na exibição do dedo médio. "Ai, que lindo!!!!"
Naquele ambiente, um programa de humor habitualmente ácido com uma audiência jovem em sua maioria, até que fez sentido toda a situação. Seria esquisito se, por exemplo, o Papa resolvesse dar uma dessa no meio da missa de domingo, no Vaticano, em resposta aos apelos de alguns fiéis mais exaltados:
- Santo Padre, nos dê a sua benção! - e sorridente, lá iria o velhinho mostrar o dedo do meio para uma platéia escandalizada com o gesto, até então inédito em séculos de papado.
No lugar do Marco Luque, eu experimentaria várias formas de reação além do dedo médio. Só para ver até até onde iria o limite da aceitação. Coisas escatológicas como arroto e vômito forçado estão fora de cogitação, pois é certo que qualquer emissão de gases ou fluído corporal tende a ser vista com simpatia pelos fãs. O povo perdoa e aplaude. Isso é clássico. "O peido que ele deu no microfone foi sensacional! Encantador, como tudo que ele faz!"
Admito que não consegui imaginar situação alguma que causasse reprovação geral. Que fizesse a mulherada passar, em questão de milésimo de segundos, da ovulação para a TPM. Bem, talvez a sua imaginação esteja melhor que a minha. Se for esse o caso, que tal deixar a a sua sugestão aqui nos comentários? Fique à vontade. Só não vale mencionar coisas como pedofilia, zoofilia, pansexualismo, sacríficio de bichos fofinhos (como pintinhos, ursos pandas recém-nascidos, joaninhas etc) e outras coisas que o seu bom senso irá julgar bem. Confio em você.
(Estive no CQC na semana passada, graças ao Urso. Lá, depois do programa, pude filar umas coxinhas e esfirras no camarim dos apresentadores. Resumindo, pessoal gente fina.)

