28.07.09

Orgasmos Músicos

Eu sou meique viciado em música. Sabe aquele lance de sentir que o iPod é a melhor invenção de todos os tempos? Mais que a camisinha e o macarrão de copinho? Pois é, sou eu. Adoro ficar azeitando as tags no iTunes e, nos tempos áureos em que a internet bombava de kbps’s na minha humilde choupana, baixava mermo tudo quanto era de álbum (caso você seja da PF, entenda isso como uma piada).

Mas, se tem uma coisa que não gosto é de fuder ouvindo música. E, quando digo fuder, estou sendo específico quanto ao momento do nheco nheco, até porque Love and Happinnes, do Al Green, makes me feel honry e acho que a voz do Marvin Gaye, até cantando música política, nos faz querer tirar a roupa. Porém, contudo, todavia, entretanto, acho mesmo que música só deve ser usada pra fazer clima.

E, se a gente pensar que, normalmente, encontramos as soul mates da noite em bares, boates ou shows, consequentemente vai existir música no meio. Então, ter “a nossa música”, comprar um vinhozinho e bebê-lo ao som de Lenny Kravitz, até mesmo dançar agarradinho em festas de amigos, pra provar que ainda é um casal, tudo isso aí é permitido.

Mas embalar o entra-e-sai, querendo que o peru dance ao som da melodia ou até tentar acompanhar aquele verso enquanto morde a boca de tesão tira, e muito, a atenção da coisa em si. E sexo requer atenção, pelo menos para que o que tem que ser colocado, seja colocado no lugar (apesar de que eu não conheça ninguém que quis penetrar o ouvido de alguém, ou coisa do tipo).

Música é algo tão legal, tão único, que fica complicado misturar. Mais ou menos a mesma coisa que faço quando vou à um show de alguém que curto muito e não bebo nada alcóolico porque quero prestar atenção à cada instantezinho do bagaça. Então, caso um dia eu transe com você, deixe sua bag de cd’s, seu iPod, seu pen drive musical em casa.

Na hora do “vamo vê”, gosto é de ouvir gemidos. Tanto por prazer quanto por vaidade.

@rafaelcampos
luisrafaelc@gmail.com

Categorias: Comportamento, Música, Sexo, Humor @ 13:41:51 - 2 Comentários - #Link


09.07.09

Com os ouvidos que a terra haverá de comer

Sem muita inspiração pra escrever, deixo com vocês minha playlist bombada do IFhode.
Beijos da Capuccino.

ZEZÉ DI CAMARGO & LUCIANO
Fruko

AMY WINEHOUSE
Amy Winehouse????

LADY GAGA
Ahhhhhhhh que alivio

SIDNEY MAGAL (SANDRA "BLUE" MADALENA - RARE TRACK SINGLE)
Affffff

XUXA - UMA HOMENAGEM (VARIOUS ARTISTS)
Eu sou feio mas to na moda

GEORGE MICHAEL JACKSON (HEIN?)
Assume logo, meu santo

TITANIC (SOUNDTRACK)
Afunda, Titanic.

UNIVERSAL´S GREATEST HITS FOREVER & EVER
Eu imagino

Categorias: Música @ 18:14:52 - Comentários - #Link


07.07.09

A véia vencerá?

Por Rafael Campos

Não quero chorar sobre o defunto derramado, mas desde que o MJ resolveu usar o pó de pirlimpimpim para ir além de Neverland não consigo pensar em outra coisa a não ser no quão grande vai ser a briga entre ele e a Madonna pelo funeral mais babado.

MJXMD

Não que depois de morto ele tenha pensado em todo esse mise en scène midiático, mesmo que a bizarrice pós-brancura tenha deixado a alucinação bem anos-luz da normal. E, claro, um artista tão grande em todos os sentidos, em parte, merece todo essa produção post morten.

Entretanto, pensar em toda a potência bagaceira da Madonna, que usa qualquer aspecto bizarro para conseguir ganhar mais milhões de fãs, me faz imaginar que ela vai ser uma perda ainda mais difícil de superar.

Tudo bem que é provável que, com aquele corpo, a cabala e, por nosso senhor, com Jesus (NOT), ela não vá ter uma morte trágica, envolta em barbitúricos. Acho que a cena será mesmo ela bem mais véia que já véia está, com pelaquinhas discretas, esperando Lourdes Maria da sua nova incursão no show bussines, relembrando que “times goes by so slowly”.

Mas, morte chega, nem que seja vestida de garota gótica, e a véia vai ter que brigar, mesmo lá de cima [porque Deus pode ser justo, mas não é bobo de deixá-la ir pro lado de baixo], com o que será feito para bater o velório do MJ.

Das pessoas questionadas [aqueles amigos beeshas que você sabe que vão partilhar da sua opinião], todas foram unânimes que o fato de MJ ser freak atrapalha a comoção, já que a dor fica misturada à pena.

Ou seja, o lance é ficar relembrando Thriller e esquecer Macaulay Culkin. Já com a véia, você dança Like a Virgin, rebola com Music e ainda sobre tempo de aguentar 4 minutes to save the world sem sentir vontade de parar.

Não é querer comparar talento musical. É mais por revoluções produzidas. Madonna parece não sofrer daquele mal que diz que o auge criativo é entre os 20 e os 30 anos. MJ comprimiu tudo isso em uma voz estupenda e um gingando mais ainda, mas que foi altamente bombardeado por toda a historinha de infância sofrida que todos nós conhecemos.

Ele é freak por consequencia. Ela é diva por sabedoria. Ele é o Rei do Pop por capacidade. Ela é a Rainha do Pop por esperteza. Os dois tem todos os defeitos e qualidades que a gente deve amar em um ícone, mas MJ parece ter deixado de lado o que, realmente, faz das estrelas o que elas são: talento.

Não que ele o tenha perdido e é capaz de os shows de Londres calarem muita gente. Mas agora, só consigo imaginar uma queira de drags espalhadas por todo mundo chorando a morte da véia e um feriado mundial em luto por sua partida.
No caso de MJ, ficam as belas homenagens. Mas também fica o [suspeito] monte de analgésicos da noite anterior. E, correndo o risco de ser injusto, acho que esse é também um dos motivos que vão fazer eu deixar minhas lágrimas guardadas pra Madonna.

@rafaelcampos
luisrafaelc@gmail.com

Categorias: Comportamento, Cotidiano, Música, Televisão @ 18:18:33 - 1 Comentário - #Link


10.05.07

Tête-à-tête com o Bono

...que deixou de ser Vox faz tempo.

Foi assim: eu tava flanando na frente do Copacabana Palace quando um galalau branquelo e sem graça avisou, em inglês, que o Bono tinha ido ao aniversário do Romário na casa do Edmundo. What??? O cara foi curto e grosso: "comportem-se e façam fila. Bono falará com vocês". Graças a tia Monalisa, o ser humano que me empurrou no mundo da língua enrolada, eu tinha entendido tudo, tudinho o que o mal-humorado havia dito. Só que duvidei um bocado da minha tecla SAP. Fui tirar a dúvida com o colega do lado e pronto… o coração disparou e veio uma tremedeira infeliz que quem me conhece sabe que afeta até o dentes.

Deus salve Romário por fazer aniversário no mesmo dia que eu: 29 de janeiro. E Edmundo pela comemoração que me deixaria fucinho a fucinho com o Bono. A primeira visita do U2 ao Brasil tinha um jeitão de sonho-aventura. Dobrei o chefe do estágio, fui ao Rio e convenci a família de que o pacote shows (foram três!) mais viagens (era Rio de Janeiro + São Paulo) matariam qualquer outro presente durante o ano, incluído o dia das crianças e Natal.

Pois ali perto das 22h30, em 29 de janeiro de 1998, abracei o meio-metro do Bono entre uma crise de tremedeira e choro que celebrizaram um mico lembrado até hoje por primos e amigos. Segurando a mão do cantor, a única coisa que eu me lembrava de dizer era: it´s my bir-ir-ir-ir-thday! Pode ser coisa da minha imaginação, mas juro que ele se comoveu com a história. Disse algumas coisas que não processei e soltou um "enjoy it, don't´ cry!".

——

Tinha só 13 anos quando ouvi minha primeira música do U2. Foi Unforgetable fire — que nem hit é —, dentro do carro do irmão da amiga que levava a gente para escola. Lá pelos idos de 90 meu gosto musical era uma mistura de trilha sonora de novela com Cassino do Chacrinha mais Angela Maria, Silvio Caldas, Orlando Silva, Dalva de Oliveira e outras velharias que ouvia dentro de casa. Não que eu tenha me desapegado de tudo isso. Mas parece que Unforgetable fire ativou a veia da insanidade, de um culto que beira a chatice, admito. Mas, digamos, já tive fases piores. Eu gosto do Bono. Gosto e ponto final.

Sei que ele não se chama Vox desde o Achtung Baby! e desafio qualquer um a achar um só crédito oficial a partir de 1990 que conste o bendito apelido que ele deixou pra trás há bons 17 anos. O engraçado é que os amigos são bem cuidadosos quando falam de U2 ou Bono perto de mim. Essa semana recebi um link com um aviso de não leia. Era uma notícia dando conta que Elevation foi eleita por uma rádio inglesa com uma das piores letras de música de todos os tempos, mas sem especificar qual é esse todos os tempos. Talvez os caras não tenham ouvido Discothèque. Quer coisa mais ridícula do que

Oh you know there's something more
But tonight, tonight, tonight
Boom cha, boom cha, discothèque ?

Além dessa existem outras tantas que não agüento nem o primeiro acorde: Bullet the blue sky, Grace, Holy Joe, Last night on Earth, Pop musik só pra citar algumas. Também me dá um desespero danado a tal do Chupa toda , com Ivete Sangalo, coisa que deletei da memória RAM, mas a cache insiste em lembrar de vez em quando. Viram só? Não sou tão intransigente assim. U2 mete os pés pelas mãos e Bono idem. Acho até graça do vai tomar no cu (sem acento pelamordedeus), vídeo que entupiu minha caixa de e-mails nas últimas semanas, com a estampa do cantor logo nos primeiros acordes. Tudo bem, podem mandar o Bono tomar no cu. Mas sem acento, por favor. É que com acento dói.

* Ah, esse post era só pra desejar Feliz Aniversário ao Bono. Querido se você estiver lendo isso daqui, enjoy your day. :D

Categorias: Música @ 14:58:40 - 3 Comentários - #Link


27.02.07

Coldplay faz amor gostoso com a platéia

Chris Martin é um freak descompensado que não sabe dançar e tem voz de dor de barriga. Talvez tenha sido um desses nerds pega-ninguém da escola. Bonito não é, convenhamos. Mas isso depende de gosto, referencial coisa e tal. Promíscua que sou — isso daqui é impróprio pra menores de 18?! — peguei o rapaz (uepa!) só porque ele faz amor gostoso. Ele e o bando dele. Morra de inveja ou aprenda com ele.

Chris não é lá muito simpático com a imprensa. Chega a ser seco com seus “yes”, “no” e “absolutely”, mas prefiro acreditar que é só timidez ou um total desprezo com o mundo. Sabe-se lá. Talvez a gente daqui esteja acostumado a abraços, beijos e preliminares. Foi mal — baixaria de novo! — mas ele já chega metendo e ninguém reclama.
Ok, o rapaz é duas caras: em cima do palco é o protótipo que manda flores e liga no dia seguinte. Fora dele, não espere muita coisa: atrasa no primeiro encontro, manda os amigos na frente para fazer sala, e às vezes, ou melhor, quase sempre, parece estar em órbita. Sua justificativa é que não nasceu para falar e sim cantar, ou talvez choramingar. E como choraminga bem o desgraçado do inglês.

Nesse mundo meio doido e tão descompensado quanto, Chris arranjou o melhor meio de vida: é pop star chorão, baby. E isso faz dele um sujeito boa praça e, vamos lá, bonitão.
Martin e o resto do bando (Jon Buckland, guitarra; Will Champion, baterista e Guy Berryman no baixo) sabem que não são assim uns ou U2, apesar de meio mundo gostar de comparar as bandas. Bobagem da grande. Falta carisma — fora dos palcos, claro — ao líder do Coldplay e mais uns 20 anos de poeira para chegarem ao topo do topo da cadeia alimentar. Mas uma coisa eles já aprenderam com Bono e cia: fazer o homem, e a mulher também, gemer sem sentir dor.

Hoje tem mais e amanhã também. Me esperem rapazes, porque uma é pouco, duas é boa e a terceira é namoro. Explico melhor essa teoria noutro post. Bom show!

Coldplay no Brasil é…

- Cadeira marcada mesmo de verdade verdadeira. Se no seu ingresso está marcado F18 da F18 você não sairá.

- Sentado? Só se você quiser. Eu não quis. Nem vou querer.

- Prepare-se para o momento corredor. Ontem a banda saiu pela lateral direita e matou de alegria quem estava na redondeza. No clima prazer em conhecer, fez um pocket show-traquina com direito a gargalhadas, violão acústico e quilos de poses para os fãs. Talvez hoje a saída seja pela esquerda.

Categorias: Música @ 18:58:22 - 3 Comentários - #Link















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