Orgasmos Músicos Eu sou meique viciado em música. Sabe aquele lance de sentir que o iPod é a melhor invenção de todos os tempos? Mais que a camisinha e o macarrão de copinho? Pois é, sou eu. Adoro ficar azeitando as tags no iTunes e, nos tempos áureos em que a internet bombava de kbps’s na minha humilde choupana, baixava mermo tudo quanto era de álbum (caso você seja da PF, entenda isso como uma piada). Mas, se tem uma coisa que não gosto é de fuder ouvindo música. E, quando digo fuder, estou sendo específico quanto ao momento do nheco nheco, até porque Love and Happinnes, do Al Green, makes me feel honry e acho que a voz do Marvin Gaye, até cantando música política, nos faz querer tirar a roupa. Porém, contudo, todavia, entretanto, acho mesmo que música só deve ser usada pra fazer clima. E, se a gente pensar que, normalmente, encontramos as soul mates da noite em bares, boates ou shows, consequentemente vai existir música no meio. Então, ter “a nossa música”, comprar um vinhozinho e bebê-lo ao som de Lenny Kravitz, até mesmo dançar agarradinho em festas de amigos, pra provar que ainda é um casal, tudo isso aí é permitido. Mas embalar o entra-e-sai, querendo que o peru dance ao som da melodia ou até tentar acompanhar aquele verso enquanto morde a boca de tesão tira, e muito, a atenção da coisa em si. E sexo requer atenção, pelo menos para que o que tem que ser colocado, seja colocado no lugar (apesar de que eu não conheça ninguém que quis penetrar o ouvido de alguém, ou coisa do tipo). Música é algo tão legal, tão único, que fica complicado misturar. Mais ou menos a mesma coisa que faço quando vou à um show de alguém que curto muito e não bebo nada alcóolico porque quero prestar atenção à cada instantezinho do bagaça. Então, caso um dia eu transe com você, deixe sua bag de cd’s, seu iPod, seu pen drive musical em casa. Na hora do “vamo vê”, gosto é de ouvir gemidos. Tanto por prazer quanto por vaidade. @rafaelcampos luisrafaelc@gmail.com |