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XAVECO ARTE: RECEITA para um ENCONTRO À DISTÂNCIA (Parte I de II)

11 de Setembro de 2009

02:09 Contos, Relacionamentos

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por Jan Schwarzes

Um dos maiores clichês atrelado aos relacionamentos trata de um PODER que muitos casais desenvolvem para superarem as mais absurdas adversidades. Creio na existência desse ‘poder’ como um conjunto de pensamentos e atitudes com aspirações pragmáticas, mas ocasionalmente mal desenvolvido; muitas vezes limitado a um discurso impávido que escamoteia [ amiúde inconscientemente ] um barril entupido de preguiça e incompetência.

E para transpor os desafios impostos pelas limitações de um relacionamento à distância, o primeiro passo é resolver quaisquer sortes de preguiça e incompetência inerentes às suas expectativas; aplicando uma forma prática ao desejo de qualificar e pluralizar as vias pelas quais passam o amor que você dá e o amor que você recebe.

O verbo ENCONTRAR é um dos mais utilizados pelos casais que estão separados pela distância, contudo ele é quase sempre professado no tempo futuro. Ora, todo e qualquer relacionamento é regido por encontros reais, onde duas pessoas proporcionam, compartilham e conjugam sensações. E fazendo do relacionamento um mero exercício contemplativo de uma equação que reúne o passado e o futuro como termos, abstém-se de uma resolução simples que é a possibilidade de uma vida saudável agora.

O objetivo dessa pequena introdução é preparar o leitor desejoso de revoluções nas formas de relacionar-se com a pessoa querida, porém ausente. Percebendo que essas limitações podem ser usadas ao seu favor, bastando que a sua vontade alie-se à criatividade, explorando e desenvolvendo um número considerável de novas possibilidades para encontros no presente.

[ Jan Schwarzes, 51, é alemão e professor titular de psicologia e coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas para Relacionamentos Lúcidos da Universidade Wachsenwild. Mantém, ao lado de sua esposa, a arquiteta francesa Marin Maués, a transatlanticisme.org, uma ONG dedicada à promover o encontro de casais pobres separados por grandes distâncias. ]

Comentários (13) |

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Comentários, Trackbacks:

Comentário de: Sandra Email · http://sandrapontes.com/
Vou esperar a segunda parte para dar minha opinião...

Beijos


RESPOSTA:
Bem, Sandra, a segunda parte já está no ar. Aguardo sua opinião.

beijos.
PermalinkPermalink 12.03.07 @ 08:29


Comentário de: Yvonne Email · http://bloggente.blogspot.com
Vou aguardar o restante. De cara já gostei. Beijocas


RESPOSTA:
Se gostou de cara, Yvonne, vai gostar de costas e de cabeça pra baixo também. :p]
Agradeço agora e aguardo a presença.

beijos muitos.
PermalinkPermalink 12.03.07 @ 08:31


Comentário de: K- Email
Quando mencionou aquele barril, me veio em mente uma série de casais que escondem seu ligamento frágil atrás de uma grande muralha moralista.
Aguardo ansioso a próxima parte deste tópico.

[]s


RESPOSTA:
Caro, Patrick, o problema é que os casais se impõem regras como todos, mas esses aí dos barris só se limitam, não transcendem nunca. Preferem ficar dentro de uma suposta segurança. Mas continua sendo PREGUIÇA, sim.

A segunda parte já está no ar, camarada, aguardo tua presença

Abraços
PermalinkPermalink 12.03.07 @ 08:31


Comentário de: ju Email · http://azaroseuquerida.wordpress.com
menino, este professor arrasa.



RESPOSTA:
Ele sabe de quase tudo, Juliana, e aprende muita coisa com outras professoras bem bacanas.

beijoca.
PermalinkPermalink 12.03.07 @ 10:15


É, acho que ele explicou bem.

Deu preguiça.



RESPOSTA:
Preguiçosa.
Mas você não é preguiça para o seu homem, que eu sei.

um beijo, moça bonita.
PermalinkPermalink 12.03.07 @ 10:44


Comentário de: André Marmota Email · http://interney.net/blogs/marmota
Não vou esperar a segunda parte: já tive a infeliz experiência de me relacionar à distância. Acreditei por muito tempo, mas uma sucessão de obstáculos repetidos me desiludiram completamente. É como se sentir preguiçoso ou incompetente diante de alguém que pede para chegar à África nadando. Em casos assim, eu admito as duas coisas.

Em todo caso, vamos aguardar a parte dois.



RESPOSTA:
Mas, André, no seu caso você foi até a África nadando, e isso em momento algum é demonstração de preguiça e incompetência. Enquanto você acreditou nisso, fez o melhor que pôde e suas histórias são para mim um exemplo de paixão que guardo com carinho.

Saber o quanto é problemático essa coisa de distância te faz manter distância de qualquer possibilidade do gênero e eu faço coro contigo. Não me meteria a outra aventura dessa (o caso agora é que eu sabia que o problema se resolveria a curto prazo, por isso o investimento).

Abraços, meu amigo.
saudades.


PermalinkPermalink 12.03.07 @ 12:00


Comentário de: Ana Marques Email · http://escritoserabiscos.blogspot.com
Cada um tem a sua vivência.

Eu conheci meu marido pela Internet. A gente conversou algumas vezes e - aos poucos - descobrimos tantas afinidades que (apesar da loucura toda) nos descobrimos apaixonados.

Ele morava em Brasília e eu em Sampa. Ele foi me conhecer num fim de semana e a gente descobriu que a coisa era séria. Ele voltou pra BSB, separou (sim, ele era casado!), arrumou um apartamento e foi morar sozinho.

A gente viajava 1200 km para se encontrar a cada quinze dias (uma vez de cada um), nos falávamos por telefone, icq, e-mail.

Até que resolvemos radicalizar, e casamos. Eu arrumei emprego em BSB, coloquei minha filha debaixo do braço e aqui estou.

Estamos casados há 6 anos, temos um filho e somos sim muito felizes.

Mas funcionou porque a gente se comprometeu logo. A gente queria MESMO ficar junto e superamos tudo.

Estou bem feliz. :) Posso garantir.



RESPOSTA:
NOSSA, Ana, me identifico com 90% da tua história. Já te mando um e-mail, é melhor assim. rs

Muito feliz por ti (e não tenho dúvidas da tua felicidade).
beijo.
PermalinkPermalink 12.03.07 @ 13:17


Comentário de: Giu! Email · http://torpor.blogspot.com
Eu nunca tive a sorte de um amor tranqüilo. :)


RESPOSTA:
Mas é que você é uma moça inquieta, explosiva, little big Giu.
Beijoca.
PermalinkPermalink 12.03.07 @ 14:30


Comentário de: renmero Email · http://www.renmero.com/blog
Como é que o instituto não me chamou? Um dos fundamentalistas da teoria qual ele se baseia?

Exijo retratação.


RESPOSTA:
Renê, pode explicar essa história direitinho.
que passo é esse rapaz????
Abraços, bom te ver por estas bandas.

PermalinkPermalink 12.03.07 @ 15:08


Comentário de: pequenos delitos Email · http://pequenosdelitos.wordpress.com
A reflexão é pertinente, se bem que a mente tem suas astúcias e é capaz de subverter essa lógica do tempo/espaço.

Sobre relacionamentos à distância, dê uma olhada nos posts do Bunda Furada, blog da minha amiga Lívia. O link está no meu blog.



RESPOSTA:
Sr. PD, o reflexão do professor quer justamente provar isso. Já dizia um amigo: "quando dois corpos se desejam, tempo e espaço é mera burocracia". E nisso eu concordo e assino embaixo. Já tinha minhas crenças, e já subverti muita coisa e muita gente.

Entrei lá no blog da sua amiga, é ótimo. adorei o TOP 10.
E teu blog tá foda, melhorando sempre.
abraços.



PermalinkPermalink 12.03.07 @ 15:26


Comentário de: Drosófila Basófila · http://drosofila.blogspot.com
Sou adepta dos torpedos eróticos.



RESPOSTA:
Não só dos torpedos, Drosó.
pessoas como nós transformam até jornal em material erótico.
hahahahhahah.

beijo.
PermalinkPermalink 12.03.07 @ 15:36


Comentário de: VANEZA Email
O Q DEVO FAZER QUANDO ALGUMA MENINA DÁ EM CIMA DO MEU NAMORADO SEM PARAR?????????????
PermalinkPermalink 29.05.07 @ 18:47


Comentário de: Nanata
Vivo um relacionamento a distância Maranhão X Rio de Janeiro (rsrs). Já namoramos há 7 meses, destes 4 distantes e por enquanto não temos data próxima prevista para nos encontrarmos.A saudade é imensa e o compromisso um com o outro está firme...poré não é nada fácil lidar com insegurança, cíume, saudade e muito amor ...
PermalinkPermalink 07.05.08 @ 19:38


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