Terça, 24 de Julho de 2007
Esmée Denters - Um conto de fadas dos dias de hoje
Desde agosto de 2006 Esmée Denters, uma holandesa nascida em 28/09/1988 (18 anos atualmente) publicava seus vídeos no YouTube, inicialmente usando uma webcam emprestada da sua irmã, eram covers de músicas pop famosas, ela acompanhava a música baixinho no rádio e cantava por cima, ou ouvia a música em um fone de ouvido enquanto cantava para seus espectadores.
É inquestionável que a qualidade dos vídeos eram absolutamente amadores, e por não curtir muito o estilo de música que ela interpretava sempre achei que essas aventuras da moça não dariam muito certo. Porém mesmo sem nenhum tipo de produção alguns desses vídeos ultrapassaram a marca de 1 milhão de visualizações, como esse dela cantando We Belong Together - Mariah Carey:
Por ser jovem e bonita muita gente questionou seu sucesso, será que grande parte da música não era apenas dublada? E o povo impressionado por aquele rostinho bonito ficava louvando a moça exageradamente? Bem, vídeos sem nenhum tipo de acompanhamento musical ajudaram a tirar essa dúvida, como esse dela cantando So Simple - Stacie Orrico:
E quando achavam que a moça não tinha brilho próprio eis que ela prova o contrário ao publicar suas próprias composições, Anything is Possible - Esmée Denters:
O resultado dessa novela é um contrato com o selo Tenman Records o novo selo de Justin Timberlake, e para provar que essa parceria tem tudo para dar certo ela publicou um vídeo cantando What Goes Around... Comes Around com Timberlake tocando piano e fazendo backing vocals. Esse vídeo já ultrapassou 7 milhões de visualizações no YouTube:
Apesar da história incrível Esmée não é a primeira cantora talentosa pelo YouTube, na Wikipedia existe uma página dedicada as Celebridades do YouTube e na seção de canais do YouTube existem outros músicos ao lado de Esmée.
Será que seu disco vai chegar ao topo das paradas e torná-la a primeira pop-star da era da internet? Como já falei não sou fã do estilo de música, mas a história é empolgante, pois mostra uma transformação na ordem das coisas e projeta a internet como um meio rico em oportunidades que ainda vão transformar a vida de muita gente atualmente desconhecida.
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Terça, 17 de Julho de 2007
Porres Memoráveis: Festival da Cachaça
O ano era 1990 ou 1991, já não lembro mais com tanta certeza. O cenário era a pacata cidade de Presidente Bernardes no interior de Minas Gerais (não confundir com Presidente Bernardes do interior de São Paulo, aquela que tem o presídio), também conhecida como Calambau (nome índigena original da região).
O grande culpado: cachaça à vontade, bastava comprar uma canequinha ou cuia e beber até cair, e não era uma cachaça qualquer, como se não bastasse ser mineira e artesanal ainda era, em grande parte, fabricada por parentes meus, mais da metade dos alambiques da região foi fundada por meus antepassados, tanto por parte de pai como por parte de mãe.
O grande incentivo: meus primos, bêbados por parte de pai e mãe, homens e mulheres, tinha muita gente pra me animar a tomar 'alguns goles.
Lembro que muitas canecas depois eu olhei as estrelas do céu, elas olharam pra mim e depois eu acordei olhando o teto da casa da minha tia. Mas eu não caí num banco de praça ou numa calçada, eu continuei andando de um lado para o outro, completamente embriagado, pedindo desculpa a cada paralelepípedo em que eu tropeçava e sem registrar nada do que estava acontecendo, simplesmente me esqueci de metade daquela edição da festa.
Nunca mais tomei outro porre desses, a ponto de esquecer o que aconteceu, mas me embebedei 'moderadamente' em outras edições. Depois de levar alguns amigos cheguei a uma média curiosa, depois de quatro doses ou você perde a memória ou perde o juízo, evidentemente que essa conta não vale para os 'nativos', provavelmente a genética deles já tolera maiores doses de álcool no sangue.

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Sábado, 14 de Julho de 2007
5 edições de Playboy que me trazem boas recordações
Estava comentando com o amigo Inagaki sobre os posts fantásticos que derivaram do Cinco capas inesquecíveis da Playboy e apesar de não ter o costume de participar dessas correntes me vi obrigado a fazer um post sobre o assunto já que o bate-papo estava rendendo material que não poderia ficar sem registro para a posteridade.
Paloma Duarte, Abril de 1996, na novela "O Fim do Mundo" a personagem de Paloma (Letícia) quer se livrar da virgindade antes que o mundo acabe, deixa os homens loucos e ganha a capa de Playboy.
Em algumas fotos Paloma Duarte aparece mordendo e chupando os dedos, não sei se foi aí que tudo começou mas certamente essas fotos marcam uma época onde o rapaz que só pensava em penetração e masturbação deu lugar ao homem que pensava em joguinhos de sedução, carícias e outras brincadeiras como forma de ampliar e maximizar o prazer de uma relação sexual.
Adriane Galisteu, Agosto 1995, a mulher mais falada do Brasil após a morte de Airton Senna finalmente pousa nua para saciar a curiosidade dos marmanjos que viviam de olha na 'viúva' do corredor.
Numa das fotos Adriane Galisteu aparece com um barbeador limpando os pelos pubianos, em quase todas as rodas de marmanjos se falava disso, se alguém já tinha visto a cena pessoalmente, se já tinha participado disso com alguma garota, um fetiche de poucos derepente se tornava uma curiosidade da multidão.
Cissa Guimarães, Agosto 1994, muita gente tinha suas taras pela garota do Video Show, que na verdade não tinha nada de garotinha, um mulherão de 37 anos mostra que não precisa ser menininha para povoar as fantasias dos barbados brasileiros.
Foi a primeira revista Playboy que comprei nas bancas, havia feito 18 anos em fevereiro daquele ano e comprar uma Playboy sem ter de pegar emprestado dos amigos estava na minha lista de coisas imbecis que adolescentes planejam fazer depois de conquistar a maioridade. A revista parecia ter um cheiro diferente, tinha uma cara diferente e aguçou ainda mais meu desejo por mulheres mais maduras.
Vanusa Spindler, Junho 1989, não foi uma garota muito famosa, mas aos meus 13 anos encontrar essa revista na casa dos amigos me fez repensar a tara por bundas e olhar seios com mais atenção, eu nunca esqueci aquelas fotos com peitos enormes e passei a desenvolver uma fixação por seios, não necessariamente enormes, mas imaginar milhares de coisas que se poderiam fazer com eles. Diferentes desejos para diferentes tamanhos e formatos.
Isso evitou que eu me tornasse aquele tipo de maníaco que olha para todas as bundas que passam na calçada, mas criou outro tipo de problema, várias vezes conversando frente a frente com uma garota fui pego olhando um pouco abaixo da linha dos olhos.
Lúcia Veríssimo, Abril de 1988, não era a primeira vez que Lúcia Veríssimo saia na Playboy, essa edição em tese não deveria ser especial de maneira nenhuma, porém foi exatamente essa revista que encontrei na estante de um tio meu quando procurava algum livro para ler, eu sempre tive uma paixão genuína por livros e realmente estava procurando algo para ler. Eu devia ter algo entre 12 e 13 anos, e aquela mulher que eu já havia visto em alguma novela vestindo apenas uma camisola na capa aguçou a minha 'curiosidade científica'.
Levei a revista para o banheiro, não para a prática do onanismo, apenas para poder folhear calma e tranquilamente aquele tipo de novidade, uma revista com fotos de lindas mulheres nuas, depois achei outros exemplares naquela e em outras casas de parentes e amigos, eu havia encontrado um novo mundo e descoberto novos vícios, uma nova maneira de cultivar o tesão que a cada dia crescia no meu corpo juvenil, Playboy começou a ter um significado em minha vida com esta edição.
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Sexta, 6 de Julho de 2007
Exposição
1 apresentação organizada de um assunto, oralmente ou por escrito; palestra, explanação
1.1 ação de declarar, de manifestar
Sempre fui muito bom em expor assuntos diversos, apesar de não ser nenhum orador fantástico eu me viro bem, provavelmente foi por conta de uma irresponsabilidade que cometeram comigo quando eu ainda tinha 14 anos e trabalhava em uma escola de informática: Um dia me jogaram numa sala de aula, depois de uns 15 minutos gaguejando e tremendo eu falei pra todo mundo que aquilo era uma novidade pra mim, mas eu conhecia muito bem do assunto do curso, se não entendessem me perguntassem que eu tentaria explicar de uma nova maneira. Bem, a classe poderia ter se revoltado contra a escola e pedido a substituição por um professor mais experiente, porém resolveram ser complacentes comigo e foi uma ótima experiência, desde então eu adquiri segurança pra falar em público.
Porém, eu sempre tive MUITA dificuldade em me expor, falar dos meus sentimentos, chorar na presença de outras pessoas, abrir meu coração, assumir meus medos e inseguranças. Mais ou menos na mesma época que comecei a lecionar cursos de informática eu comecei a escrever poemas, nunca foi nenhuma obra de arte, mas servia para desabafar, eram lidos por poucas pessoas e serviam como uma ótima terapia.
Quando meu site começou a ser bastante visitado e meus amigos, parentes e colegas de trabalho começaram a comentar sobre os poemas eu confesso que travei, perceber que dezenas de pessoas ficavam especulando sobre como estava meu coração ao escrever aquelas linhas foi uma descoberta um pouco bizarra. Quando descobri que centenas de pessoas no Orkut usavam meus poemas em seus profiles e nas descrições de comunidade, o que era pra ser um enorme incentivo para continuar/voltar a escrever acho que foi mais um golpe para me transformar em alguém mais fechado.
Ultimamente o único lugar onde eu desabafava e falava um pouco mais de mim era na mesa de bar, agora depois dessa amidalite devo passar alguns dias me resguardando, fico cansado depois de andar poucos metros ou levantar pouquíssimo peso. Obviamente não foi só a doença que acabou comigo, eu já estava com baixa resistência e estressado, a doença foi apenas uma espécie de 'golpe final'.
Foi então que lembrei que tenho essa mesa de bar virtual aqui, que pouca gente lê, pouca gente comenta. Resolvi escrever certo de que não estaria me expondo, mas ao mesmo tempo torcendo pra muita gente ler, talvez o mesmo choque que passei aos 14 anos me liberte novamente, vai saber...
Agora vou voltar ao caos do meu mundo, ainda confuso e cansado, mas um pouco mais leve, depois de deixar aqui nessas palavras um pouco do peso que repousava sobre meus ombros.
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