26.10.09
A hora do rubro-negrismo racional, radical, intransigente e ultimate fighting
Atenção: esse não é um post pago. É um post amigo e de compadre, mas não é pago. Não confundam, por favor. Essa história de post pago e, pior ainda, de patrulhamento de quem faz post pago já cansou muito. Este post não é pago, até porque, numa boa, acho muito difícil que alguém queira pagar por um post meu. Na humildade e sem falsa modéstia.
Mas vamos lá ao assunto principal:é só para lembrar que daqui a uma semana tem lançamento do Manual do Rubro-Negrismo Racional, do Ultimate Rubro-Negro Arthur Muhlemberg.
Segue um release que preparei para o evento:
Arthur Muhlemberg recebe os compatriotas (da Nação Rubro-Negra) no Belmonte do Jardim Botânico (Rua Jardim Botânico 617) às 19h do dia 3 de novembro (terça-feira) para o lançamento do Manual do Rubro-Negrismo Racional. Mais do que auto-estima, o autor, que escreve o blog Urublog no site GloboEsporte.com, ressuscita com seus textos, diários, a velha Marra Rubro-Negra. O Manual do Rubro-Negrismo Racional é de leitura insuportável para torcedores de outros clubes.

Para quem não conhece o Urublog, lembre deste vídeo aqui:
Arthur consegue a proeza de citar Niesztche, Schoppenhauer e Bezerra da Silva para provar que o Flamengo é maior e não tem conversa.
Um trecho do livro:
“Comparar o Brasil com o Flamengo é até covardia. A nação rubro-negra é muito mais perfeita em sua organização, mais justa na divisão de responsabilidade e dos deveres de seus cidadãos e, principalmente, não
comporta a odiosa divisão de classes. E, claro, não penaliza os mais pobres com o ônus da honra duvidosa de pagar a conta pela nacionalidade. Por essas e outras que o Flamengo é o meu país.”
Informações sobre o autor
Arthur Muhlenberg chegou a começar carreira como ator aos 13 anos, interpretando o Pequeno Polegar na produção Sitio do Picapau Amarelo, da Globo. Desde então, atuou no teatro, novelas e cinema, participando de filmes como Parahyba Mulher Macho, de Tizuka Yamasaki, Bete Balanço, de Lael Rodrigues, The Emerald Forrest, de John Boorman e O Rei do Rio, de Fabio Barreto. Ainda trabalhou também na produção do controvertido longametragem Rio Babilônia, com Joel Barcellos, Pedrinho Aguinaga, Christiane Torloni e Denise Dumont.
Trabalhou em diversas agências de publicidade, especializando-se em marketing político, tendo ajudado a eleger prefeitos, senadores e governadores em todo o Brasil. Em 1996 roteirizou a série Dossier Chatô, adaptação do livro de Fernando Moraes sobre Assis Chateaubriand, com direção de Walter Lima Junior, exibido no GNT. Desde 2007, comanda o “Urublog”, blog do torcedor do Flamengo, um dos campeões de audiência do portal globoesporte.com, com mais de 1 milhão de acessos mensais – http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/.
Um servicinho para os bibliotecários:
Manual do rubro-negrismo racional
Arthur Muhlenberg
ISBN 978-85-7577-621-6
116 páginas | R$ 25,00
Um mapa para quem quer se achar no Rio:

Desnecessário dizer que espero encontrar todo mundo lá, né? Mesmo não sendo (ainda) lançamento de livro meu. E espero que possamos confraternizar estando todos no tal do G4.
Saudações rubro-negras.
25.01.09
Hoje é domingo, sabem como é...
1.12.08
Há 30 anos, o Deus da Raça
Me vem uma sensação de vertigem porque me lembro como se tivesse acontecido ontem. A luz da memória varia entre o sépia e o fim-de-tarde, mas as imagens continuam as mesmas, sempre. O som é que é estranho. Porque, curiosamente, eu confundo o inconfundível: na minha cabeça, o gol de Rondinelli aos 41 minutos do segundo tempo da decisão do Carioca de 1978 contra o Vasco foi narrado por Jorge Cúri, a voz potente, empostada, num gooooooooooooooooooooooooooooool profundo, gigantesco, monumental. Mas a verdade já dita (me foi dita inclusive pelo próprio Rondinelli) é que o gol foi narrado pelo não menos gigante Waldir Amaral (quando criança, eu não gostava dele, e sim do Curi).
O Waldir Amaral do "calibra o centro, executa, entra Zico de cabeça é goool".
Ambos, já desaparecidos, Waldir e Jorge Curi. Gigantescos. Inesquecíveis. E naquele momento, realmente, minhas memórias acertam quando erram: possivelmente os dois narraram na eternidade o gol de Rondinelli, depois do cruzamento no escanteio cobrado por Zico.
Isto aconteceu há 30 anos e me assusta dizer isto. Eu vivi trinta anos desde então e não parece que foi tanto. Será culpa do Rondinelli?
A imagem é clara. O rádio sendo desligado com raiva, conformados, pai e filho. Os minutos intermináveis de silêncio por causa da presunção de que o título estava perdido - o do segundo turno, e isto nos levaria a uma finalíssima com o mesmo Vasco.
E o rádio sendo religado exatamente no momento do gooooooooooool, ali no meio da palavra, um segundo sem saber de quem era o gol, até que se ouviu a vinheta "Fla-men-go-go", e o berro Rondineeeeeeeeeelli que, mais uma vez, eu achava sempre que era do Jorge Curi, mas foi do Waldir Amaral, e a eternidade me ensinou que foi dos dois ao mesmo tempo, e continuará sendo, através dos tempos.
Reveja o lance abaixo. Dê "pause" no momento em que Rondinelli sobe, depois de entrar como um aríete na área cruzmaltina. Repare no momento em que Rondi está suspenso, prestes a cabecear de forma fulminante, arrebatadora, vencendo Leão depois de uma batalha sangrenta e tão terrível quanto poderia ser mesmo uma batalha entre um homem e uma fera.

E veja que Rondi, na queda, sai correndo e não sabe para onde explodir, até que dá uma cambalhota porque não sabia o que fazer.
A torcida, em volta, enlouquece. O Flamengo é aquilo que você vê quando dá pause, Rondinelli suspenso na eternidade, o grito sendo preparado, o coração, o sangue, as veias e vísceras. Olhe nos olhos daquilo que você vê. É o Flamengo.
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Mas você pode descobrir o que é o Flamengo também nesta quarta-feira, 3 de dezembro, quando se completam os 30 anos e os cineastas Pedro Asbeg e Felipe Nepomuceno exibem o documentário "O Deus da Raça", sobre aquele homem chamado Rondinelli. Será às 20h na Praça Luís de Camões, na Glória. É no subsolo daquela estátua da cabeça de Getúlio Vargas, ali bem perto da subida para o Outeiro da Glória. Programa imperdível para os rubro-negros.O ingresso será apenas R$ 5.
25.11.08
Um bizarro tributo a Rubinho vindo das terras germânicas
Eu confesso que imaginaria outros nomes parecidos. Não tem Huey Lewis & The News? Por que não Lewis and The Hamiltons? Ou Nelson e os Piquetes? Agora, quando vi que existia uma banda chamada Rubens & The Barrichellos, realmente vibrei.
A coisa já havia pipocado aqui e ali em alguns blogs, principalmente o do Fábio Seixas, especializadíssimo em Fórmula 1. Ele foi o primeiro a revelar a existência de uma inacreditável banda de surf music/country rock alemã chamada Rubens & The Barrichellos. O lançamento deles, o CD "Gran turismo", já está à venda nos EUA e pode ser baixado via E-Mule ou rapidshare. Vejam as capas abaixo e prestem atenção nos nomes dos integrantes.
Não me peçam para definir se o nome da banda - que na verdade é derivada de outra chamada The Motorpsychos - é uma brincadeira ou é um ato de louvor ao nosso tão malfadado piloto. É impossível saber.
Na Alemanha, tenho certeza, Rubinho seria reconhecido como grande piloto. Não um Schumacher, evidentemente, mas um piloto reconhecidamente de competência e talento. É vice-campeão mundial, é recordista de GPs disputados, tem uma extensa folha corrida de atuações boas. Não é, repito, o Schumacher. Nem o Senna, nem o Piquet. Mas teve lá sua participação. Está em um patamar acima de vários outros pilotos brasileiros que chegaram ao circo da F1 com ganas de arrebentar - vide Mauricio Gugelmin ("É Perdigão? Então manda!"), Raul Boesel, Luciano Burti. Todos bons. Mas não emplacaram.
Rubens & The Barrichelos pode ser um tributo alemão ao "cara sangue bom que formou com o Schumy na humildade" (como se diria isso em alemão?). Pode ser uma zoação total, sem dúvida - afinal, é só o segundo nome de uma banda, uma relação meio "Blur-GorilaZ". Mas é divertidíssimo ver uma banda de ritmo tão acelerado homenagear nosso velho e bom Barrica.
Neste link, uma palinha de Rubens & The Barrichellos, com a música "Tamburello".
6.09.08
"Está falando de mim aí, meu chapa?"

Uma grande lição para todo mundo que escreve em blog (digamos, uma população de uns cinco milhões de pessoas em todo o mundo): o mundo gira, a Lusitana roda e o Google não perdoa nunca. Preste bem atenção antes de falar de alguém. Pode contar sempre com um novíssimo fato da vida, mais inexorável que a morte, o nascimento do ciso ou visita de parente em fim de semana de decisão: você será encontrado pelo Google. É sempre uma questão apenas de tempo.
Prova disso é o que rolou com o Eclipse esta semana. Por sorte, estou rindo, dando gargalhadas, até porque se tratava de alguém que eu elogiei. Claro, não é muito legal uma pessoa que você conhece pessoalmente descobrir que você colocou a Playboy em que ela aparece como uma das cinco melhores.
Digamos que seja no mínimo constrangedor. Algo como ir com os sogros a um campo de nudismo. Ou pior.
Eis que eu estava em um táxi a caminho do trabalho esta semana quando resolvi checar os emails pelo celular. E comecei a ler, ler, ler o comentário abaixo. E a cada linha eu ia vendo o dia escurecer....
mostrar detalhes 4 set (2 dias atrás)
Blog: eclipse
Post: Cinco Playboys (não são os da Barra)
Autor: Suzane Carvalho
Email: email reconhecido como legítimo
Url: http://www.suzane.com
Comentário:
Sempre tive vontade de me transformar em um passarinho para saber o que as pessoas falam de mim pelas "costas".
Me senti sobrevoando o blog.
Parabéns Marcelle e Gustavo.
Fui ao post. E vi que vergonha eu passei. Falei que a Suzane "estava muito gata mesmo na época". Caramba, por que diabos a Marcele não me deu um esporro e mandou eu retirar esse comentário? Bom, depois fiquei pensando na parte que só grifei agora, o "na época". Caramba, como assim "na época"?
Corro o risco de tomar uma porrada da Marcele, mas vamos corrigir: a Suzane continua muito bonita como naquela época. Eu envelheci muito mais - tenho barriga, ela não.
Enfim, só lendo o post para vocês verem a vergonha que eu passei. Chamei a Suzane de "sisuda". Suzy Sisuda poderia ser nome de vocalista de banda dos anos 80. Ou 90. A sorte é que um santo me iluminou e eu salvei a pátria com um comentário simples sobre a vez em que reencontramos a Suzane Carvalho, anos e anos depois: "Ruga zero".
Pronto, estou salvo. De quebra ainda dou o link pro site da Suzane, cliquem aqui e conheçam nossa mais famosa piloto.






