Gustavo de Almeida e Marcele Fernandes são cariocas, casados e rubro-negros. Ele tem 40 anos e trabalha de noite. Ela tem 27 anos e trabalha de dia. Os dois se encontram nas poucas folgas que restam, nos posts do blog e, quase sempre, nos sonhos também.
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Marcele Fernandes









26.10.09

A hora do rubro-negrismo racional, radical, intransigente e ultimate fighting

Atenção: esse não é um post pago. É um post amigo e de compadre, mas não é pago. Não confundam, por favor. Essa história de post pago e, pior ainda, de patrulhamento de quem faz post pago já cansou muito. Este post não é pago, até porque, numa boa, acho muito difícil que alguém queira pagar por um post meu. Na humildade e sem falsa modéstia.
Mas vamos lá ao assunto principal:é só para lembrar que daqui a uma semana tem lançamento do Manual do Rubro-Negrismo Racional, do Ultimate Rubro-Negro Arthur Muhlemberg.
Segue um release que preparei para o evento:

Arthur Muhlemberg recebe os compatriotas (da Nação Rubro-Negra) no Belmonte do Jardim Botânico (Rua Jardim Botânico 617) às 19h do dia 3 de novembro (terça-feira) para o lançamento do Manual do Rubro-Negrismo Racional. Mais do que auto-estima, o autor, que escreve o blog Urublog no site GloboEsporte.com, ressuscita com seus textos, diários, a velha Marra Rubro-Negra. O Manual do Rubro-Negrismo Racional é de leitura insuportável para torcedores de outros clubes.

Para quem não conhece o Urublog, lembre deste vídeo aqui:

Arthur consegue a proeza de citar Niesztche, Schoppenhauer e Bezerra da Silva para provar que o Flamengo é maior e não tem conversa.
Um trecho do livro:

“Comparar o Brasil com o Flamengo é até covardia. A nação rubro-negra é muito mais perfeita em sua organização, mais justa na divisão de responsabilidade e dos deveres de seus cidadãos e, principalmente, não
comporta a odiosa divisão de classes. E, claro, não penaliza os mais pobres com o ônus da honra duvidosa de pagar a conta pela nacionalidade. Por essas e outras que o Flamengo é o meu país.”


Informações sobre o autor

Arthur Muhlenberg chegou a começar carreira como ator aos 13 anos, interpretando o Pequeno Polegar na produção Sitio do Picapau Amarelo, da Globo. Desde então, atuou no teatro, novelas e cinema, participando de filmes como Parahyba Mulher Macho, de Tizuka Yamasaki, Bete Balanço, de Lael Rodrigues, The Emerald Forrest, de John Boorman e O Rei do Rio, de Fabio Barreto. Ainda trabalhou também na produção do controvertido longametragem Rio Babilônia, com Joel Barcellos, Pedrinho Aguinaga, Christiane Torloni e Denise Dumont.

Trabalhou em diversas agências de publicidade, especializando-se em marketing político, tendo ajudado a eleger prefeitos, senadores e governadores em todo o Brasil. Em 1996 roteirizou a série Dossier Chatô, adaptação do livro de Fernando Moraes sobre Assis Chateaubriand, com direção de Walter Lima Junior, exibido no GNT. Desde 2007, comanda o “Urublog”, blog do torcedor do Flamengo, um dos campeões de audiência do portal globoesporte.com, com mais de 1 milhão de acessos mensais – http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/.

Um servicinho para os bibliotecários:

Manual do rubro-negrismo racional
Arthur Muhlenberg
ISBN 978-85-7577-621-6
116 páginas | R$ 25,00

Um mapa para quem quer se achar no Rio:

Desnecessário dizer que espero encontrar todo mundo lá, né? Mesmo não sendo (ainda) lançamento de livro meu. E espero que possamos confraternizar estando todos no tal do G4.
Saudações rubro-negras.

por Gustavo de Almeida as 23:05:19

25.01.09

Hoje é domingo, sabem como é...

É dia de vestir uma roupa mais elegante para ir à missa.

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Foi mal aê, quem não é abençoado.

por Gustavo de Almeida as 13:37:51

1.12.08

Há 30 anos, o Deus da Raça

rondinelli

Me vem uma sensação de vertigem porque me lembro como se tivesse acontecido ontem. A luz da memória varia entre o sépia e o fim-de-tarde, mas as imagens continuam as mesmas, sempre. O som é que é estranho. Porque, curiosamente, eu confundo o inconfundível: na minha cabeça, o gol de Rondinelli aos 41 minutos do segundo tempo da decisão do Carioca de 1978 contra o Vasco foi narrado por Jorge Cúri, a voz potente, empostada, num gooooooooooooooooooooooooooooool profundo, gigantesco, monumental. Mas a verdade já dita (me foi dita inclusive pelo próprio Rondinelli) é que o gol foi narrado pelo não menos gigante Waldir Amaral (quando criança, eu não gostava dele, e sim do Curi).
O Waldir Amaral do "calibra o centro, executa, entra Zico de cabeça é goool".
Ambos, já desaparecidos, Waldir e Jorge Curi. Gigantescos. Inesquecíveis. E naquele momento, realmente, minhas memórias acertam quando erram: possivelmente os dois narraram na eternidade o gol de Rondinelli, depois do cruzamento no escanteio cobrado por Zico.

Isto aconteceu há 30 anos e me assusta dizer isto. Eu vivi trinta anos desde então e não parece que foi tanto. Será culpa do Rondinelli?
A imagem é clara. O rádio sendo desligado com raiva, conformados, pai e filho. Os minutos intermináveis de silêncio por causa da presunção de que o título estava perdido - o do segundo turno, e isto nos levaria a uma finalíssima com o mesmo Vasco.
E o rádio sendo religado exatamente no momento do gooooooooooool, ali no meio da palavra, um segundo sem saber de quem era o gol, até que se ouviu a vinheta "Fla-men-go-go", e o berro Rondineeeeeeeeeelli que, mais uma vez, eu achava sempre que era do Jorge Curi, mas foi do Waldir Amaral, e a eternidade me ensinou que foi dos dois ao mesmo tempo, e continuará sendo, através dos tempos.
Reveja o lance abaixo. Dê "pause" no momento em que Rondinelli sobe, depois de entrar como um aríete na área cruzmaltina. Repare no momento em que Rondi está suspenso, prestes a cabecear de forma fulminante, arrebatadora, vencendo Leão depois de uma batalha sangrenta e tão terrível quanto poderia ser mesmo uma batalha entre um homem e uma fera.

E veja que Rondi, na queda, sai correndo e não sabe para onde explodir, até que dá uma cambalhota porque não sabia o que fazer.
A torcida, em volta, enlouquece. O Flamengo é aquilo que você vê quando dá pause, Rondinelli suspenso na eternidade, o grito sendo preparado, o coração, o sangue, as veias e vísceras. Olhe nos olhos daquilo que você vê. É o Flamengo.

****
Mas você pode descobrir o que é o Flamengo também nesta quarta-feira, 3 de dezembro, quando se completam os 30 anos e os cineastas Pedro Asbeg e Felipe Nepomuceno exibem o documentário "O Deus da Raça", sobre aquele homem chamado Rondinelli. Será às 20h na Praça Luís de Camões, na Glória. É no subsolo daquela estátua da cabeça de Getúlio Vargas, ali bem perto da subida para o Outeiro da Glória. Programa imperdível para os rubro-negros.O ingresso será apenas R$ 5.

por Gustavo de Almeida as 13:23:40

25.11.08

Um bizarro tributo a Rubinho vindo das terras germânicas

Eu confesso que imaginaria outros nomes parecidos. Não tem Huey Lewis & The News? Por que não Lewis and The Hamiltons? Ou Nelson e os Piquetes? Agora, quando vi que existia uma banda chamada Rubens & The Barrichellos, realmente vibrei.
A coisa já havia pipocado aqui e ali em alguns blogs, principalmente o do Fábio Seixas, especializadíssimo em Fórmula 1. Ele foi o primeiro a revelar a existência de uma inacreditável banda de surf music/country rock alemã chamada Rubens & The Barrichellos. O lançamento deles, o CD "Gran turismo", já está à venda nos EUA e pode ser baixado via E-Mule ou rapidshare. Vejam as capas abaixo e prestem atenção nos nomes dos integrantes.

barrica

barrica02

Não me peçam para definir se o nome da banda - que na verdade é derivada de outra chamada The Motorpsychos - é uma brincadeira ou é um ato de louvor ao nosso tão malfadado piloto. É impossível saber.

Na Alemanha, tenho certeza, Rubinho seria reconhecido como grande piloto. Não um Schumacher, evidentemente, mas um piloto reconhecidamente de competência e talento. É vice-campeão mundial, é recordista de GPs disputados, tem uma extensa folha corrida de atuações boas. Não é, repito, o Schumacher. Nem o Senna, nem o Piquet. Mas teve lá sua participação. Está em um patamar acima de vários outros pilotos brasileiros que chegaram ao circo da F1 com ganas de arrebentar - vide Mauricio Gugelmin ("É Perdigão? Então manda!"), Raul Boesel, Luciano Burti. Todos bons. Mas não emplacaram.

Rubens & The Barrichelos pode ser um tributo alemão ao "cara sangue bom que formou com o Schumy na humildade" (como se diria isso em alemão?). Pode ser uma zoação total, sem dúvida - afinal, é só o segundo nome de uma banda, uma relação meio "Blur-GorilaZ". Mas é divertidíssimo ver uma banda de ritmo tão acelerado homenagear nosso velho e bom Barrica.

Neste link, uma palinha de Rubens & The Barrichellos, com a música "Tamburello".

por Gustavo de Almeida as 17:28:53

6.09.08

"Está falando de mim aí, meu chapa?"

Uma grande lição para todo mundo que escreve em blog (digamos, uma população de uns cinco milhões de pessoas em todo o mundo): o mundo gira, a Lusitana roda e o Google não perdoa nunca. Preste bem atenção antes de falar de alguém. Pode contar sempre com um novíssimo fato da vida, mais inexorável que a morte, o nascimento do ciso ou visita de parente em fim de semana de decisão: você será encontrado pelo Google. É sempre uma questão apenas de tempo.
Prova disso é o que rolou com o Eclipse esta semana. Por sorte, estou rindo, dando gargalhadas, até porque se tratava de alguém que eu elogiei. Claro, não é muito legal uma pessoa que você conhece pessoalmente descobrir que você colocou a Playboy em que ela aparece como uma das cinco melhores.
Digamos que seja no mínimo constrangedor. Algo como ir com os sogros a um campo de nudismo. Ou pior.
Eis que eu estava em um táxi a caminho do trabalho esta semana quando resolvi checar os emails pelo celular. E comecei a ler, ler, ler o comentário abaixo. E a cada linha eu ia vendo o dia escurecer....

mostrar detalhes 4 set (2 dias atrás)
Blog: eclipse
Post: Cinco Playboys (não são os da Barra)
Autor: Suzane Carvalho
Email: email reconhecido como legítimo
Url: http://www.suzane.com
Comentário:
Sempre tive vontade de me transformar em um passarinho para saber o que as pessoas falam de mim pelas "costas".
Me senti sobrevoando o blog.
Parabéns Marcelle e Gustavo.

Fui ao post. E vi que vergonha eu passei. Falei que a Suzane "estava muito gata mesmo na época". Caramba, por que diabos a Marcele não me deu um esporro e mandou eu retirar esse comentário? Bom, depois fiquei pensando na parte que só grifei agora, o "na época". Caramba, como assim "na época"?
Corro o risco de tomar uma porrada da Marcele, mas vamos corrigir: a Suzane continua muito bonita como naquela época. Eu envelheci muito mais - tenho barriga, ela não.
Enfim, só lendo o post para vocês verem a vergonha que eu passei. Chamei a Suzane de "sisuda". Suzy Sisuda poderia ser nome de vocalista de banda dos anos 80. Ou 90. A sorte é que um santo me iluminou e eu salvei a pátria com um comentário simples sobre a vez em que reencontramos a Suzane Carvalho, anos e anos depois: "Ruga zero".
Pronto, estou salvo. De quebra ainda dou o link pro site da Suzane, cliquem aqui e conheçam nossa mais famosa piloto.

por Gustavo de Almeida as 00:02:35

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