12.06.09
A nossa fazenda é melhor do que a deles
Gustavo e eu estamos viciados na Fazenda. Mas não se trata do Reality Show da Record (que, segundo já vi no YouTube, tem cenas impagáveis). A Fazenda que está tomando o tempo dos moradores do solar Fernandes-Almeida é outra, muito mais parecida com uma fazenda tradicional: a FarmTown, localizada no FaceBook.

Para quem não conhece o Facebook, ele é parecido com o Orkut, mas com milhares de aplicativos. Lá você pode fazer testes esdrúxulos (e, claro, muito divertidos e úteis) como "Qual país europeu você é?", "Qual é o seu QI?" e "Quão pervertida é sua mente?". Mas até agora eu não tinha achado nada tão viciante quanto a Farm Town, onde você pode passar horas e mais horas plantando, colhendo, visitando os vizinhos e cuidando dos animais, sem sair da frente do computador.
Como eu disse para uma amiga outro dia, o FarmTown é um vício típico de criança crescida na cidade que nunca teve a oportunidade de fazer essas coisas pessoalmente. Se algum leitor resolver aderir ao vício, por favor procure a Fazenda Agridoce, da senhora Sarah Gould, que eu estou precisando de vizinhos!
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2.12.08
Doar por doar

Um bom site (e confiável, já chequei) para fazer doações ao povo de Santa Catarina é o HotSite aberto pelas empresas BuscaPé e Pagamento Digital. Clicando aqui você escolhe como ajudar: se doando dinheiro (de R$ 5 a ER$ 100) ou se colocando em seu blog/site um selinho da campanha.
As doações podem ser feitas por cartão de crédito (método que considero duvidoso pela urgência do dinheiro) ou por boleto bancário, gerado na hora.
Heresia Loira, nossa colega de Portal do Interney fez boa postagem mostrando os dados mais confiáveis de todos para ajudar. Vale a pena ler a dela antes de decidir qualquer coisa.
Não vou informar o quanto doei, porque não é esta a questão. Vale doar qualquer coisa. Ou vale colocar o selinho. Ou vale repassar aos amigos, se não quiser (ou, às vezes, não puder) mesmo doar.
A questão é que se vive um estado de emergência muito grave. No Rio de Janeiro, também temos, em Campos, oito mil desabrigados, e espero que em breve a campanha por eles comece.
Há brasileiros, claro, que estão sempre em estado de emergência. O que não diminui a tragédia e a dor dos nossos brasileiros de Santa Catarina.
Doar roupas, agasalhos, também é de grande valia.
20.11.08
Imperial e a história da cenourinha
A minha próxima ida à livraria (que deve ser hoje) já tem missão definida: adquirir o livro "Dez! Nota Dez! Eu sou Carlos Imperial", de Denilson Monteiro, resenhado de forma excepcional pelo grande Silvio Essinger no cada vez melhor Raios Triplos (Raios Triplos). Aliás, a lista de 80 blogs da revista Época acertou em incluir muitos blogs 100% impossíveis de excluir, como o Pensar Enlouquece. Mas vacilou ao não colocar o ótimo Raios Triplos. Mas, enfim, cada um tem sua lista - e o Eclipse, que não está em lista nenhuma, não é o blog mais tarimbado para estas discussões, com certeza!
Fiz um comentário lá no Raios Triplos sobre o post do Essinger, e o autor do livro, o próprio Denilson Monteiro, viu, gostou e me respondeu. Dali em diante, troquei emails e fiz a entrevista.
Seguem ilustrações do livro e um link por onde você consegue comprar "Dez, nota dez!"
ECLIPSE - Por que catzo logo o Imperial?
DENILSON MONTEIRO - É interessante que em 1971, ele fez essa mesma pergunta ao André José Adler, assistente de direção do Pedro Rovai, quando este o convidou para fazer o Coronel Alexandrão no filme "A viúva vrigem" - obviamente sem fazer essa alusão ao orgão sexual masculino no idioma do Paolo Conte. Bem, porque ele é o personagem mais interessante que já vi, um sujeito capaz de realizar coisas inacreditáveis, desde mandar um cartão de natal onde aparecia sentado numa privada, até carregar uma cruz em pleno centro do Rio de Janeiro.
E- No caminho para reconstituir os passos do Imperial na Terra, o que te surpreendeu mais?
DENILSON - Pensei que muita gente iria bater o telefone na minha cara e que os filhos dele não iriam querer revelados detalhes da vida ítima dele. Claro que uma ou duas pessoas bateram o telefone na minha cara, mas a maioria das pessoas colaborou muito e com grande prazer, revelavam muita gratidão pelo que Imperial havia feito por elas. Quanto aos filhos dele, nunca houve problema algum, sempre me disseram que queriam vê-lo como realmente era e que tinham orgulho disso. Maria Luiza me dizia uma frase dele: "Curtir ou é fácil, ou é impossível".
E- Imperial era machista daquele jeito mesmo ou era só pose?
DENILSON - Ele era daquele jeito em vários momentos e em outros era apenas um personagem. Os amigos comentam que ele sempre tratou muito bem as mulheres com quem vive. Ele se apaixonava, sofria, essas coisas todas. Também tinha seu lado sátiro, chegou a morar com 12 lebre em seu apartamento na Avenida Atlãntica. Ele estimulava muito a independência da mulher, nunca foi um sujeito que recorreu ao recurso do "dá ou desce". A atriz Myrian Pérsia, de quem ele foi namorado e posteriormente se tornou grande amigo, certa vez o abordou:
- Gordo, você é um cara legal, ajuda as pessoas, é bom pai, bom filho, até à missa você vai! Por que você não deixa as pessoas saberem disso?
- Myrian, você não entende nada, se eu me mostrar como sou, não vende.
E- O livro traz o tal episódio envolvendo um ator, um diretor da Globo e uma cenoura? Dizem que foi o Imperial que espalhou o tal boato sobre o ator a pedido de um diretor enciumado....
DENILSON - Claro que traz! Ora, uma biografia do Imperial sem a história da cenoura não teria credibilidade. Eu conto tudo, com riqueza de detalhes, revelações bombásticas (com voz de Nelson Rubens e tudo!). Mas vão ter que ler o livro!
Agradecimentos ao Denilson! Para quem quer detalhes de como adquirir o livro, o link está também aqui.
3.11.08
Os estereótipos irritantes, parte 2
A pergunta que eu mais fazia para meus colegas nas semanas que precederam o meu primeiro encontro com o Gustavo era: "qual é a sua altura?". Eu precisava saber qual era a diferença de altura entre eu e qualquer outra pessoa, para tentar imaginar os dez centímentros que eu sabia que Gustavo e eu teríamos de diferença. Você deve estar pensando que eu sou uma idiota e provavelmente você tem razão, mas eu não era a única paranóica nessa história.

Neste segundo parágrafo, é melhor abrir um parênteses: Gustavo e eu nos conhecemos através de nossos antigos blogs, há mais de seis anos. Depois de um mês e meio, alguns comentários, muitos e-mails gigantescos, um livro do Ernesto Sábato enviado de presente e duas conversas ao telefone, nós decidimos nos encontrar, no dia 29 de julho de 2002. Mas o Gustavo tinha uma exigência:
-- Eu preciso estar sentado. Quando você me ver pela primeira vez, eu preciso estar sentado.
Sim, a altura importava para ele. E a exigência foi cumprida. Na primeira vez em que vi o Gustavo, ele estava sentado no banco traseiro de um táxi. E eu usava um par de mocassins velhos, maltratados e, mais importante, de solas extremamente gastas. O que, obviamente, não diminuiu nem um pouco a diferença de altura entre nós e fez o Gustavo perguntar (essa, aliás, deve ter sido a primeira pergunta que ele me fez pessoalmente):
-- Você está usando salto alto?
Depois dessa noite, eu usei salto alto várias vezes. Ele não se importou -- muito pelo contrário. E bem, eu devo dizer, a reação das pessoas nas ruas é curiosa. Talvez, o mais engraçado é que todos lembram de nós. Nos restaurantes, nas lojas, nos mercados; nós somos um casal fácil de se lembrar: a menina morena alta com o loiro baixinho.
Lembro bem do primeiro casal que eu vi em que a mulher era bem mais alta que o homem. Eu devia ter uns seis anos de idade e eles eram meus vizinhos. Fiquei espantada. Nunca tinha visto um casal como aquele. E lembro de ter perguntado para a minha mãe:
-- Ué, isso pode?
Se não existia algum tipo de lei que proibia mulheres altas de namorarem homens baixos, por que isso não acontecia com mais freqüência? Por que as meninas altas se preocupavam tanto em encontrar namorados mais altos? Pra mim, era um mundo estranho. E esse mundo estranho que começou a desmoronar -- graças aos céus -- no ginásio, quando quase todos os meninos mais populares do colégio eram, também, os de menor estatura. E namoravam, é claro, as meninas mais populares da turma (quase todas, mais altas do que eles. Bem mais altas).
Recentemente, uma marca de maionese lançou uma campanha mostrando um casal que bem que poderia ser a Marcele e o Gustavo (a diferença de altura é a mesma, as cores dos cabelos também). Vários amigos ligaram e escreveram e-mails quando viram o anúncio, às gargalhadas. Eu também ri bastante com a coincidência (até de nomes -- o personagem masculino também se chama Gustavo):
20.10.08
E só para começar bem a semana
Não há mesmo limites para a imaginação na grande rede: quem diria que por trás de uma alucinação visual/caleidoscópio de quadrados irritantes à vista estariam 300 cartas verdadeiras de amor.
Amor?
Bom, nem sempre. Talvez ensaios sutis de amor. Mas valem a visita. Cliquem aqui e divirtam-se muito.
Boa segunda-feira. Se é que isto existe.




