15.07.09
Au, my god!
Pela primeira vez, o Eclipse vai falar de sexo. Oh! E sexo animal! Sexo animal SELVAGEM! Não, nada disso: sexo animal doméstico. Sexo Pet. E não é do Petkovic que estou falando. Sim, vamos falar sobre a nova revolução, se não em sexo para cachorro, pelo menos em releases para divulgar um produto.
Recebemos um release sobre a DoggieLoverDoll. Em tese, a solução para os cachorrinhos que têm a mania de subir na perna das visitas e, er, bem, você sabe: fuque-fuque de mentirinha. A gente sabe que não acontece nada - ou pelo menos eu passei a saber depois de ler o release abaixo.
Como?
Sim, o release abaixo informa que o cachorrinho não ejacula na sua perna quando isso acontece porque não dá tempo. E faz comentários do tipo "Os humanos possuem as mãos para praticarem a masturbação".
A tese que eu defendo é que este release funciona. Sim, funciona. Milhares de bobos como eu vão publicá-lo em blogs, todos vão ler até o fim em voz alta com outras pessoas em volta, mas o danado vai cumprir sua função, que é a de divulgar o produto.
Tudo bem: os caras poderiam ter poupado a gente de saber que a cadelinha inflável tem "um reservatório de fácil higienização". Não queria terminar meu dia pensando em alguém limpando sêmen canino na pia da cozinha.
Vamos ao release. Negritei os meus trechos favoritos, se me dão licença.

Depois de ler isso, impossível continuar achando que todos os cães merecem o céu...
Você deve conhecer ou já deve ter ouvido falar sobre essas bonecas para homens que são populares em Sex Shops de todo o mundo. Existem aquelas infláveis, inteiras de silicone, entre outros modelos. Pois é, agora está sendo lançada no Brasil a primeira boneca para cães do mundo. É isso mesmo, uma boneca para cães praticarem sexo. A maioria dos cães não castrados vive atrás de alguma coisa para ter relações sexuais. Eles tentam cruzar com almofadas, bichos de pelúcia, pernas alheias e até mesmo com outros animais.Para acabar com isso, e melhorar a vida dos cãezinhos, a empresa PetSmiling, com sede em Miami, nos Estados Unidos, e sede em São Paulo, no Brasil, está trazendo ao mercado a DoggieLoverDoll: uma cadela fabricada em borracha macia com canal vaginal de silicone e um reservatório de fácil higienização. O produto acompanha também um tubo de lubrificante íntimo, à base de água, para aumentar a vida útil do produto.
A boneca é fabricada nos tamanhos: pequeno, médio e grande, para poder atingir todas as raças existentes. “Tive a idéia de fabricar a boneca, quando meu maltês começou a querer pegar a perna de todo mundo. Fui pesquisar sobre o produto para comprar e não encontrei em lugar nenhum do mundo. Resolvi fabricá-lo!”, revela Marco Giroto, proprietário da empresa PetSmiling, responsável pela novidade mundial. O produto é exclusivo e já foi patenteado nos principais países do mundo onde ele será comercializado. A novidade mal foi lançada e já recebeu pedidos de vários países, inclusive, dos Estados Unidos, Alemanha e Japão.
Durante a fase de testes do produto, com alguns cães, inclusive com o maltês Flock (responsável pelo surgimento da idéia), os animais mostraram uma melhor qualidade de vida que foi medida pela diminuição da ansiedade, menos latidos, menos demarcações de território. Ou seja, os cães vivem melhor, pois colocam para fora toda sua sexualidade reprimida, durante anos, em alguns casos.
Quando o cão tenta cruzar com pernas, bichos de pelúcia e outros objetos, ele não consegue chegar à ejaculação; já com a DoggieLoverDoll, ele consegue. Os humanos possuem as mãos para praticarem a masturbação, agora os animais domésticos, que têm pouco ou nenhum contato com fêmeas no cio, agora podem se aliviar com o brinquedo desenhado especialmente para eles. Os cães possuem um grande apetite sexual e essa novidade, com certeza, irá melhorar a vida deles.
A novidade, em breve, poderá ser encontrada nos melhores pet shops do mundo. Estará disponível para venda, a partir do dia 22 de julho, ao cliente final no site http://www.doggieloverdoll.com. Os pet shops que quiserem revender a novidade, que promete sacudir o mercado PET (em pleno crescimento), poderá entrar em contato com a empresa no telefone (11) XXXX-XXXX ou pelo e-mail contato@petsmiling.com.
3.11.08
Os estereótipos irritantes, parte 2
A pergunta que eu mais fazia para meus colegas nas semanas que precederam o meu primeiro encontro com o Gustavo era: "qual é a sua altura?". Eu precisava saber qual era a diferença de altura entre eu e qualquer outra pessoa, para tentar imaginar os dez centímentros que eu sabia que Gustavo e eu teríamos de diferença. Você deve estar pensando que eu sou uma idiota e provavelmente você tem razão, mas eu não era a única paranóica nessa história.

Neste segundo parágrafo, é melhor abrir um parênteses: Gustavo e eu nos conhecemos através de nossos antigos blogs, há mais de seis anos. Depois de um mês e meio, alguns comentários, muitos e-mails gigantescos, um livro do Ernesto Sábato enviado de presente e duas conversas ao telefone, nós decidimos nos encontrar, no dia 29 de julho de 2002. Mas o Gustavo tinha uma exigência:
-- Eu preciso estar sentado. Quando você me ver pela primeira vez, eu preciso estar sentado.
Sim, a altura importava para ele. E a exigência foi cumprida. Na primeira vez em que vi o Gustavo, ele estava sentado no banco traseiro de um táxi. E eu usava um par de mocassins velhos, maltratados e, mais importante, de solas extremamente gastas. O que, obviamente, não diminuiu nem um pouco a diferença de altura entre nós e fez o Gustavo perguntar (essa, aliás, deve ter sido a primeira pergunta que ele me fez pessoalmente):
-- Você está usando salto alto?
Depois dessa noite, eu usei salto alto várias vezes. Ele não se importou -- muito pelo contrário. E bem, eu devo dizer, a reação das pessoas nas ruas é curiosa. Talvez, o mais engraçado é que todos lembram de nós. Nos restaurantes, nas lojas, nos mercados; nós somos um casal fácil de se lembrar: a menina morena alta com o loiro baixinho.
Lembro bem do primeiro casal que eu vi em que a mulher era bem mais alta que o homem. Eu devia ter uns seis anos de idade e eles eram meus vizinhos. Fiquei espantada. Nunca tinha visto um casal como aquele. E lembro de ter perguntado para a minha mãe:
-- Ué, isso pode?
Se não existia algum tipo de lei que proibia mulheres altas de namorarem homens baixos, por que isso não acontecia com mais freqüência? Por que as meninas altas se preocupavam tanto em encontrar namorados mais altos? Pra mim, era um mundo estranho. E esse mundo estranho que começou a desmoronar -- graças aos céus -- no ginásio, quando quase todos os meninos mais populares do colégio eram, também, os de menor estatura. E namoravam, é claro, as meninas mais populares da turma (quase todas, mais altas do que eles. Bem mais altas).
Recentemente, uma marca de maionese lançou uma campanha mostrando um casal que bem que poderia ser a Marcele e o Gustavo (a diferença de altura é a mesma, as cores dos cabelos também). Vários amigos ligaram e escreveram e-mails quando viram o anúncio, às gargalhadas. Eu também ri bastante com a coincidência (até de nomes -- o personagem masculino também se chama Gustavo):
30.10.08
O celular erótico da Revista M...
A revista M é feita por uma galera de muito talento, que se envolve também na produção dos primeiros stand-ups cariocas, no melhor estilo Jerry Seinfeld. Agora eles prometem revolucionar o mercado com o Teste Vibracall. Bom, não vou me estender mais e vou logo passar a palavra para Ulisses Mattos, um dos editores da revista M. Afinal, ficar escrevendo sobre um teste destes pode me levar a tomar um bom esporro em casa.
Fala aí, Ulisses:
Qual não foi a mulher que viu seu celular vibrando e não pensou em algo mais íntimo com o aparelho? Bem, qual foi essa mulher nós não sabemos, mas as que já partiram para essa prática estão em videozinhos desaconselháveis para menores na internet. No entanto, nunca ninguém fez um teste sério e documentado para verificar que modelos podem dar mais prazer. A terceira edição da revista "M...", que chega às bancas nesta terça-feira, dia 4 de novembro, atendeu às leitoras femininas trazendo o "Teste do Vibracall", que contou com uma modelo testando cinco aparelhos e dizendo quais dão mais prazer.
Foram testados cinco aparelhos. O vencedor foi o aparelho da Samsung e o grande perdedor foi o Iphone, que decepcionou por demais nossa piloto de testes.
O "Teste do Vibracall" também foi filmado e postado na internet:
Seja testemunha dessa grande iniciativa, que visa acabar com o machismo e mostrar que as mulheres também têm vez. Se você é mulher, vale a pena ver ver, como consumidora consciente. Se você é homem... Bem, para os homens o vídeo é interessante por mostrar celulares. Os homens gostam de celulares, não é mesmo?
Passe adiante, recomende, ponha no seu orkut, mostre no seu blog. Espalhe M...
Está dado o recado...
16.09.07
Não comi ninguém em 1988
Fiz 20 anos em 1988. Diferenças para 1978? A mais forte era a ausência do pai, claro, mas a sensação de não saber o que fazer da vida parecia prevalecer. Então em 1988 não havia o jornalismo, e sim uma espécie de limbo. Nesse ano eu me livrei do segundo grau, imaginem vocês. Todo retardado. Comecei em 1983 meu segundo grau, mas fiz curso técnico. Fiquei em dependência em Matemática e Física (acho que isso era um sinal de que eu iria perecer na vida e fazer jornalismo) por anos e anos. Negociações, provas sozinho na sala de aula na frente de um professor e a sensação horrenda de ter de ir a uma escola onde já não haviam mais conhecidos que não fossem os próprios professores.
Sensação tal e qual a descrita por Chico Buarque quando disse que saudade era arrumar o quarto do filho que já morreu. Bom, reconheço que exagerei. Mas vamos dizer que é como passar na Lagoa Rodrigo de Freitas, tomar uma água de coco e dizer: “Aqui já foi o Tivoli Parque”.
Em 1988 eu me livrei dessa porra toda. Comecei o ano pegando o diploma de segundo grau – já que tinha desistido de fazer o estágio obrigatório que me daria o diploma de Técnico em Edificações. O mundo ficou melhor quando eu desisti de ser técnico em Edificações – e posteriormente de ser engenheiro – e o mais triste é que ninguém percebeu o quanto o mundo ficou melhor. Penso em quantos Palaces 2 devem ter sido evitados, quantas pontes deixaram de cair, quantos viadutos deixaram de esmagar milhares de pessoas por eu ter renegado tal carreira.
Ah, sei que é um detalhe bobo, irrelevante, mas acho curioso. Tenho o ano de 1988 marcado na agenda da memória como O Ano Em Que Eu Não Comi Ninguém. Quer dizer, até 1985, quando fiz isso pela primeira vez, todo ano tinha sido assim – mas como essa história de mulher começou mesmo em 1985 (até então o que havia eram treinamentos e simulações periódicas), acho que vale o registro: do dia 1º de janeiro de 1988 até o dia 31 de dezembro de 1989 eu não comi ninguém mesmo. Fiz apenas UMA sessão de beijo na boca, mas em Barbacena, Minas Gerais – o que me credencia a dizer que passei o ano invicto jogando em casa.
Mas eu tinha 20 anos e 1,57 (três centímetros a menos do que hoje – estou falando de altura, claro), era tímido e...praticava luta livre esportiva. Note bem, não me refiro à luta olímpica, que usa aqueles collants esquisitões, e sim à luta livre esportiva, que eu rebatizei como “O Jiu-Jitsu do Paraíba”. Eu sempre fui meio paraíba mesmo. Por que o Jiu-Jitsu do Paraíba? Porque a luta era disputada com uma calça estilo moleton, só que de nylon, solta, e uma camiseta onde estava escrito Luta Livre Esportiva. Nada de quimono. A paraibada (eu incluso) sem dinheiro para comprar quimono, ia lutar a LLE, com um professor excelente chamado Jefferson Oliveira Pereira. A academia se chamava JOP, a sigla do nome dele. Um dos alunos, meu amigo na época, ficava dizendo que a sigla era Jefferson O Paraíba. E olha que ele era cearense.
A LLE me deu corpo e musculatura, além de, volta e meia, umas porradas na base de tapa na cara. De vez em quando treinávamos (muito de vez em quando, graças a Deus) Vale-Tudo, mas, claro, em vez de socos, treinávamos com tapa. Tomei muito tapa na cara, dei alguns, mas sempre levava a luta para o chão. Às vezes ganhava, às vezes era trucidado. Mas com 20 anos é mole ser trucidado. Nem sonhava em ter barriga e hérnia de disco. E tinha cabelo pacas. Incrível, devo ser feio mesmo, para ter passado 1988 sem comer ninguém, mesmo tendo barriga tanquinho e cabelo à vera.
Me lembro de eleições em 1988 – já votei nessa. Votei no Marcello Alencar para prefeito do Rio. Eu era bem de esquerda, e achava que o Marcello Alencar era de esquerda. Afinal, “era do PDT”, “era do Brizola”, “tinha sido advogado dos presos pela ditadura”. Anos depois, Marcello Alencar colocou na secretaria de Segurança o general Nilton Cerqueira, aquele que matou Lamarca – e o pior é que os crimes caíram muito. O pior, não. O melhor.
Mas até então eu não estava muito politizado – só achava que a diferença entre esquerda e direita era fácil: “A esquerda tem pessoas lutadoras, honestas, que combatem o autoritarismo, lutam pelos pobres e querem mudar o mundo. A direita é de pessoas ricas, desonestas, conservadoras, que querem que todos sejam pobres e trabalhem para elas e acham o mundo maneiríssimo”. Hoje, possivelmente alguém do governo me perguntaria, ao ouvir essa definição: “E nós? Somos de esquerda ou de direita?”.

Em 1988 fiz 20 anos, consegui o diploma de segundo grau e fiquei muito puto com o gol do Cocada. Roguei uma praga: “Dali em diante o Flamengo jamais perderá uma final para o Vasco, com exceção da Taça Guanabara, que não é título”. A praga funcionou!
Espero que a praga seja mantida mesmo depois que eu completar 40 anos. Mas sobre os 40 vou falar depois, bem depois. Agora tenho que me lembrar dos meus 30 anos – de 1998 vai ser difícil lembrar alguma coisa.
Mas pelo menos tenho quase certeza de que comi alguém. Ou algo.
7.08.07
O nu viral

Começo a ficar meio desconfiado dessas “fotos que vazam” (como a que ilustra esse post) toda edição um pouco mais aguardada da Playboy. Na verdade, aguardava apenas uma espécie de salvo-conduto da Marcele para abordar tema tão vasto quanto os ensaios de mulher seminua dessa prestigiada e superestimada revista americana com filial no Brasil. Creio que o fato dela ter comprado a Playboy da bandeirinha Ana Paula Oliveira foi como um sinal: “Nicholas, tudo bem. Pode falar do assunto. Mas não fica olhando muito tempo para a última foto do ensaio da bandeirinha”, me pareceu dizer o olhar dela.
Fato é que tive acesso às fotos da bandeirinha uns seis dias antes da data marcada. Aí a Playboy “antecipou” o lançamento para um sábado. Falando sério, existe logística o suficiente para uma operação como essa? Antecipar a circulação em âmbito nacional de uma revista em cinco dias? Avisar os distribuidores, estes avisarem jornaleiros, anteciparem material promocional, tudo isso sem um planejamento?
Aconteceu agora, de novo, com as fotos da Íris Stefanelli, a Siri do Big Brother Brasil. Recebi antes, dois dias antes para falar a verdade.
A primeira vez que houve o tal vazamento das fotos de mulher nua da Playboy foi da Tiazinha. Me lembro que eu trabalhava em conhecido jornal popular, e ao receber as fotos o vazamento logo virou tema de reportagem com chamada na primeira página, tendo como principal estandarte o popozão da depiladora de adolescentes. Versão da época: um Office-boy copiou as fotos para um CD que por sua vez foi copiada ad nauseaum e as fotos repassadas por e-mail.
Bom, a acreditar nesta e em outras versões de vazamento, poderia acreditar também que a redação da Playboy fica ao ar livre, em uma comunidade hippie, onde o papel das embalagens do Photoshop oficial que eles compram serve para enrolar baseados da grossura de um polegar do Maguila. Ora, sabemos todos da dificuldade que é entrar em uma redação profissional como a da Playboy, e sabemos todos das medidas de sigilo. Antes de mais nada, tivessem fotos profissionais vazado de fato e já teríamos ouvido falar de processos na Justiça contra a Playboy por parte de alguma das peladonas. Afinal, o material obtido sob contrato estava sob a tutela e responsabilidade da editora da revista. Perdido e difundido, é coerente imaginar que caberia aí uma ação de reparação.
Não posso acreditar também que um office-boy onanista que tivesse “acesso às fotos” iria se deter apenas nas fotos que acabariam publicadas. Valha-me Deus. Na era da Banda Larga, não posso aceitar que as fotos selecionadas para publicação tivessem sido copiadas para um CD e imediatamente depois levadas por um motoboy para a gráfica. No meio do caminho, o motoboy pararia numa Lan House para jogar Counter Strike e enquanto desse uns tirinhos pelo Morro Dona Marta, no Rio, deixaria o dono da Lan House copiar as fotos da Siri, em São Paulo.
A outra tese, claro, é até coerente e os rasgadinhos na foto aí em cima até corroboram: alguém na gráfica em que rodou a revista pega sempre um exemplar, s(a)caneia e já coloca na rede, só de zoeira.
Aos simples mortais como eu não cabe entender os desígnios do Departamento de Marketing, mas no mínimo os caras criam o Nu Viral. Devem ter números que mostrem a realidade: o fato de ver as fotos da estrela da capa nua antes na Internet não afeta o desejo de comprar a revista, pelo menos para o fã mais decidido. Para o onanista, deve fazer até diferença – o computador não tem a mobilidade que uma revista de papel tem na hora de put the hair off the clown´s head. Ainda que eu não ache a menor graça em usar a Playboy para essas coisas. E para o colecionador, bom, esse não é afetado em nada pela Internet. O colecionador de verdade curte ver a pilha de playboys ficar do tamanho dele e até ultrapassar.
Do alto dos meus 1,60m, devo dizer que no meu caso foi fácil.
P.S.: Hoje, dia 7 de agosto, tem lançamento dos livros O livro negro de André Dahmer e Mais preto no branco, de Allan Sieber na Livraria da Travessa de Ipanema, às 19h. Imperdível! Marcele e eu estaremos lá.



