21.03.10
Uma pequena grande história de paixão pelo cinema
São quase três meses sem postar nada aqui no nosso querido Eclipse. O espacinho andou meio desmotivado, as coisas estão muito bem entre os integrantes da equipe, nosso casamento anda muito bem, mas a gente anda tão ocupado com nossos projetos (trabalho, emagrecimento, economizar, planejar filhos...) que mal tem tempo para acessar esta pequena livraria no meio de blockbusters e megasaraivas que é o nosso blog.
Mas desta vez, venho postar por um motivo especial: consegui finalmente colocar no YouTube o curta-metragem Pequena História do Brasil através dos monumentos da cidade do Rio de Janeiro.
As imagens, vocês vão perceber, estão bem gastas pelo tempo. O filme foi convertido para VHS em 1990, mas logo a fita deteriorou.
Conseguimos agora passar para DVD e, enfim, o velho e bom formato AVI para que se pudesse colocar no YouTube.
É um curtametragem da época em que a... Embrafilme obrigava a ter um "tema nacional" sempre antes de qualquer filme a ser exibido. Meu pai, que se foi em 1984, adoraria saber que, com a internet, muito mais gente vai ver o filme em um dia do que naqueles tempos duros de 1977. Ah, eu tinha apenas 10 anos, mas estou nos créditos, claro.
Minha mãe e meu irmão também estão nos créditos. Aliás, ela foi quem conseguiu a passagem para DVD e ele fez a cópia, incluindo a devida conversão para o AVI. Para nossa família, incluindo primos, tios, sobrinhos, netos, etc, é um documento sem igual. É o registro do esforço de um homem por sua paixão, ainda que seus recursos fossem muito simples. E o roteiro, bem simples também, com o ligeiro ufanismo do fim da década de 1970.
"Pequena História..." é o símbolo de um grande amor. E acho que um dia vou querer fazer um filme sobre este filme, talvez. Lembrar as etapas de produção, o dia-a-dia, o passeio em um Rio que não existe mais, as descobertas daquela criança de 10 anos que mal sabia onde ficava a estátua do Tiradentes (claro, em frente à Assembléia Legislativa).
Foram dias inesquecíveis, aqueles. E graças, mas graças mesmo, à internet, posso agora deixar este filme para sempre na posteridade. Como meu pai certamente iria adorar. Curtam este pequeno curtametragem. Foi feito por sonhos.
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