Gustavo de Almeida e Marcele Fernandes são cariocas, casados e rubro-negros. Ele tem 40 anos e trabalha de noite. Ela tem 27 anos e trabalha de dia. Os dois se encontram nas poucas folgas que restam, nos posts do blog e, quase sempre, nos sonhos também.
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Marcele Fernandes









30.10.09

Quatro dias para sair do ar

A resposta já está assinalada, mas se quiser você pode ir treinando. Teve gente que respondeu errado e se deu muito mal. De qualquer maneira, é dica de um bom filme para se ver nessa folga boa.

marcelluswallace

Um bom feriado para todos. De muito pensamento positivo. A gente volta na terça-feira direto para o Belmonte do Jardim Botânico (ver post abaixo).

por Gustavo de Almeida as 01:50:54

26.10.09

A hora do rubro-negrismo racional, radical, intransigente e ultimate fighting

Atenção: esse não é um post pago. É um post amigo e de compadre, mas não é pago. Não confundam, por favor. Essa história de post pago e, pior ainda, de patrulhamento de quem faz post pago já cansou muito. Este post não é pago, até porque, numa boa, acho muito difícil que alguém queira pagar por um post meu. Na humildade e sem falsa modéstia.
Mas vamos lá ao assunto principal:é só para lembrar que daqui a uma semana tem lançamento do Manual do Rubro-Negrismo Racional, do Ultimate Rubro-Negro Arthur Muhlemberg.
Segue um release que preparei para o evento:

Arthur Muhlemberg recebe os compatriotas (da Nação Rubro-Negra) no Belmonte do Jardim Botânico (Rua Jardim Botânico 617) às 19h do dia 3 de novembro (terça-feira) para o lançamento do Manual do Rubro-Negrismo Racional. Mais do que auto-estima, o autor, que escreve o blog Urublog no site GloboEsporte.com, ressuscita com seus textos, diários, a velha Marra Rubro-Negra. O Manual do Rubro-Negrismo Racional é de leitura insuportável para torcedores de outros clubes.

Para quem não conhece o Urublog, lembre deste vídeo aqui:

Arthur consegue a proeza de citar Niesztche, Schoppenhauer e Bezerra da Silva para provar que o Flamengo é maior e não tem conversa.
Um trecho do livro:

“Comparar o Brasil com o Flamengo é até covardia. A nação rubro-negra é muito mais perfeita em sua organização, mais justa na divisão de responsabilidade e dos deveres de seus cidadãos e, principalmente, não
comporta a odiosa divisão de classes. E, claro, não penaliza os mais pobres com o ônus da honra duvidosa de pagar a conta pela nacionalidade. Por essas e outras que o Flamengo é o meu país.”


Informações sobre o autor

Arthur Muhlenberg chegou a começar carreira como ator aos 13 anos, interpretando o Pequeno Polegar na produção Sitio do Picapau Amarelo, da Globo. Desde então, atuou no teatro, novelas e cinema, participando de filmes como Parahyba Mulher Macho, de Tizuka Yamasaki, Bete Balanço, de Lael Rodrigues, The Emerald Forrest, de John Boorman e O Rei do Rio, de Fabio Barreto. Ainda trabalhou também na produção do controvertido longametragem Rio Babilônia, com Joel Barcellos, Pedrinho Aguinaga, Christiane Torloni e Denise Dumont.

Trabalhou em diversas agências de publicidade, especializando-se em marketing político, tendo ajudado a eleger prefeitos, senadores e governadores em todo o Brasil. Em 1996 roteirizou a série Dossier Chatô, adaptação do livro de Fernando Moraes sobre Assis Chateaubriand, com direção de Walter Lima Junior, exibido no GNT. Desde 2007, comanda o “Urublog”, blog do torcedor do Flamengo, um dos campeões de audiência do portal globoesporte.com, com mais de 1 milhão de acessos mensais – http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/.

Um servicinho para os bibliotecários:

Manual do rubro-negrismo racional
Arthur Muhlenberg
ISBN 978-85-7577-621-6
116 páginas | R$ 25,00

Um mapa para quem quer se achar no Rio:

Desnecessário dizer que espero encontrar todo mundo lá, né? Mesmo não sendo (ainda) lançamento de livro meu. E espero que possamos confraternizar estando todos no tal do G4.
Saudações rubro-negras.

por Gustavo de Almeida as 23:05:19

24.10.09

Viagem fantástica ao mundo de Tuhu*

Quer fazer um programaço numa tarde de sábado (ou até num dia de semana mesmo) no Centro do Rio? Corre, porque até o dia 5 de janeiro a exposição Viva Villa, aberta no momento em que se completa 50 anos da morte do maestro Heitor Villa-Lobos, está lá, gratuita, no maravilhoso solar do Arquivo Nacional, onde ficava a Casa da Moeda. Para quem é carioca, mole de ir: fica ao lado do Hospital Souza Aguiar, bem em frente a uma entrada do Campo de Santana, já perto da Avenida Presidente Vargas. Dá para ir de metrô numa boa. O local, infelizmente, é meio ermo (não tivemos problemas, registre-se) para ir sábado de tarde muito a pé, mais calmo é pegar um táxi e saltar na porta.

Toda a trajetória de Villa Lobos, desde o nascimento em 1897 até a morte em 17 de novembro de 1959 está lá, magistralmente registrada numa exposição que parece ser o trabalho de uma vida. A curadoria é de Fabiano Canosa. O visitante poderá ler nos painéis detalhes maravilhosos da vida de Villa-Lobos, dar de cara com um painel gigantesco com 30 mil crianças que foram regidas pelo maestro no Estádio de São Januário, conhecer a criação do Sôdade do Cordão, o bloco carnavalesco que o maestro criou, e mergulhar nas histórias internacionais de Villa: musical na Broadway, trilha sonora para filmes, contatos com Audrey Hepburn, Anthony Perkins. Histórias deliciosas como a de Arthur Rubinstein, o pianista polonês consagrado como o maior intérprete de Chopin em todos os tempos. Num carnaval, não havendo fantasia nenhuma a mais, Villa-Lobos colocou o sisudo polonês vestido de baiana.



Imagens do pátio do Arquivo Nacional, no Centro do Rio, que foi reformado em 2004

Depois de passar por diversos painéis, ler curiosidades, se impressionar com objetos (a reprodução da sala da casa onde Villa morou nas Laranjeiras é magistral), tudo isso ao som de diversas peças do maestro, o visitante da exposição desce ao pátio do magnífico palacete do Arquivo Nacional e procura a entrada do trenzinho caipira. Neste ponto, você já está maravilhado com a exposição, mas o trenzinho termina de encantar o visitante completamente. Em frente a cada assento, uma vidraça, dentro de vagões que reproduzem um trem com perfeição. Atrás das vidraças, filmes de época. Tive a emoção de ver um filme da década de 40 que mostrou, por breves três ou quatro segundos, o Flamengo com Domingos da Guia no alto. Impossível não reconhecer: alto, sereno, quase uma estátua de vigilante, as feições sérias e meio quadradas. Muito emocionante ver uma imagem em movimento de Domingos, eu que só conhecia suas fotos.

Por trás de duas das vidraças, a reprodução perfeita de uma floresta amazônica, dos tempos em que Villa-Lobos explorou a selva. Ali o público “desembarca” do trem e caminha sobre terra, grama, mato de verdade. Cheiros de selva, oxigênio puro, são lançados no ar. Ouve-se o canto do uirapuru. Numa pequena clareira mais iluminada, duas pequenas vitórias-régias são vigiadas por uma borboleta perfeita. Em outro vagão, imagens de Paris, da época em que o maestro viveu por lá. Tudo explicadinho em dezenas de textos bem esclarecedores. Para situar o visitante, ao longo de toda a exposição há anúncios antigos, de produtos que o tempo se encarregou de sepultar, como o óleo de fígado de bacalhau, “Bom para as creanças (sic)”.

Fiz um pequeno filme dentro do trenzinho. Não ficou muito bom, mas é mais na intenção de dar uma ideia do ambiente lá dentro. Dá para ouvir o canto dos pássaros e do uirapuru.

Uma tarde na Viva Villa faz a gente voltar a acreditar que ainda dá. Claro, depois a gente sai do local, passa no camelódromo em pleno fechamento, vê a degradação, miséria, urina, fezes humanas espalhadas, produtos piratas, barracas quebradas, fogueiras, e lembra que não está mais na Cidade Maravilhosa de Villa. Mas isto é apenas o contraponto.
A esperança ainda está lá, na História. Viva Villa.

Ah, pega aí o link para o site oficial da exposição: http://www.vivavilla.com.br/

*Tuhu, do título: apelido de infância de Villa-Lobos, porque ele ficava imitando o apito do trem. Essa eu só soube indo na exposição.

por Gustavo de Almeida as 20:45:06

16.10.09

O PSDB e os militares

Se o título fosse para a gente fazer uma redação no colégio, eu entraria com isso:

Tucano

Marcele sai para caminhar na Pista Claudio Coutinho, local paradisíaco localizado na Praia Vermelha, Zona Sul do Rio. Eu não posso me arriscar a um passeio porque estou me recuperando de bronquite forte. Eis que ela volta com a foto acima. Um tucano, numa área militar.

Um tucano. Selvagem? Sei lá se ainda existe tucano selvagem.

"Deve ter fugido de algum lugar", me disse a Marcele.

Note como até esse aí fica em cima do muro.

por Gustavo de Almeida as 20:38:08

15.10.09

Beleza e desespero: a abertura de "ANTICRISTO"

Se você me perguntar se Anticristo é um bom filme, ou se você deve ir vê-lo, eu não poderei te responder nada. Mas talvez eu te diga:
- São cinco minutos iniciais extraordinários.
Sou dos partidários de que Anticristo é um filme fortíssimo, caricato em alguns momentos, mas que "gruda" em seu cérebro por meses. Lars Von Trier, com esse filme, mostra que fazer cinema é antes de tudo conseguir que o espectador se sinta dentro de um sonho (ou, no caso, pesadelo) do qual é possível acordar (ou seja, sair) antes das coisas ficarem pior.
Eu, por exemplo, quando sonho que estou numa fila de condenados à execução em um paredón, só acordo quando recebo a minha bala na cabeça. Passo o horror de ver todos meus companheiros de luta (ou de festa, vá saber se eu não era um ditador do Cone Sur antes de estar ali) perecerem até a minha vez de ter os miolos explodidos por dez carabinas.
Com Lars Von Trier você pode simplesmente se levantar e sair do cinema.
Eu fiquei.
O vídeo acima é sobre a parte que explica tudo o mais que vem a seguir. Os padrões são completamente diferentes do restante - nesta abertura fantástica, Lars Von Trier usa o recurso da câmera lenta, do Preto & Branco com tons azuis e ainda por cima com a ária Lascia ch´io pianga, da primeira ópera de Haendel, "Rinaldo".
Pequeno parêntese: não conheço Haendel direito, até o filme de Trier, "Rinaldo" para mim era nome de atacante nordestino que joga no Sudeste.
Voltando a Trier, não pretendo aqui fazer uma resenha do filme. Admito que, no final do filme, nas cenas finais MESMO, aconteceram coisas que até agora não entendi. Mas no cômputo geral, a frase que parece definir vem de She (os personagens são He, William Dafoe, e She, Charlotte Gainsbourg): "A natureza é a igreja de Satã".
Lars Von Trier não é cinema para apenas pensar. É cinema para sentir, e também para algo que mistura as duas coisas sem ser a inteligência emocional dos best-sellers.
Claro que há momentos no filme que são contraditoriamente "bobos". Mas acho que até estes momentos ajudam a quebrar o raciocínio durante o filme. O telespectador é obriga a mudar o eixo. Tem que sair do eixo racional e ir voltando aos poucos. Tem que "sonhar". De repente, é puxado para a superfície de novo. E assim por diante.
Aguarda-se a visão do horror, do inferno, das vísceras, mas nada disso vem. Vem a sutileza, a cena de muito escuro com muito claro no meio, a selva fechada, a solidão de quem atravessa uma ponte, a solidão de quem está sonhando e não pode pedir ajuda ao ser amado.
Anticristo é um filmaço. Não culpo quem não gostou. Não acho que seja um filme obrigatório, reconheço que tem gente que não precisa passar por isso, e tem gente que nem deve passar por isso. Não se deve dar uma medalha para quem viu e gostou, e nem mesmo desancar quem não gosta.

Digamos que Anticristo seja uma droga que ainda não está ilícita.

Mas um dia ficar ilícita, é porque uma forma de cinema muito bacana terá deixado de existir, esse cinema da fuga.

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Ah, em tempo: tentei criar um botãozinho aqui do lado, mas como sou muito tosco para mexer em template, vai aqui mesmo - o link para a comunidade do Eclipse na Internet:
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=34882884

Ainda não tem atividade nenhuma, mas é bom para recebermos reclamações ou até elogios. Fica a dica.

por Gustavo de Almeida as 20:54:27

A caixinha da sorte grande e do azar alheio

Ainda sem estreia prevista no Brasil, "The Box" é um filme com Cameron Diaz de protagonista. Quando isso acontece, a menos que o Ben Stiller esteja por perto, o resultado é sem graça. Mas como o diretor é o mesmo Richard Kelly que, além de dirigir ainda escreveu o roteiro de um filme chamado Donnie Darko (que me foi muito recomendado), fiquei curioso.
Os dilemas éticos são atraentes, cativantes, interessam ao ser humano, exploram os limites da alma do mesmo jeito que ficar perdido na selva explora os do corpo. Em Batman Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan, a discussão ética é sobre qual barcaça seria explodida primeiro: uma carregando os ditos "cidadãos de bem" e a outra presidiários.
Em "The Box", já se sabe: um cara estranho (vivido pelo genial Frank Langella, o Nixon de Frost/Nixon) chega à casa de Cameron e seu marido, vivido por James Marsden. Ele abre uma caixa com um botão, e avisa que se eles apertarem o mesmo, ganham um milhão de dólares (eles, claro, estão meio que precisando de grana). Só que, em contrapartida, uma pessoa - que eles não fazem ideia de quem seja - morre em outro lugar.
Claro, o primeiro pensamento dos dois provavelmente foi: "Caramba, será que vai ser a minha mãe? Vou ganhar um milhão de dólares para matarem minha mãe?". A regra do jogo é que vale morrer qualquer pessoa mesmo.
Vou esperar ansiosamente esse "The Box", que deve pintar ainda neste semestre. Enquanto isso, divirta-se com a sátira genial abaixo.

por Gustavo de Almeida as 04:46:12

1.10.09

Falando de política

O que? Nesta casa limpinha aqui eu iria falar de política? A Marcele me mata! Coloquei o título apenas como "teaser" para lembrar que comecei a fazer uma humilde coluna sobre Política, hospedada no site Quero Notícia. É só clicar aí e procurar CALÇADÃO DO PLENÁRIO. É uma coluna-blog.

Comentem. Xinguem. Se acharem conveniente, deêm um apoio à causa!

por Gustavo de Almeida as 01:50:57







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