2.05.09
Não há nada de errado em gostar do Rush
O.K., não sou nenhum fanático, e acho que nunca escutei nada feito recentemente pelo power trio canadense. E confesso que tem obras deles que eu nem gosto, não me causam interesse ou empolgação. Mas depois de ver "Eu te amo, cara", com o Paul Rudd e o Jason Viegel pulando empolgados ao som de Limelight, percebi que o Rush não é esse lixo todo que os moderninhos andaram pregando por aí. Pelo contrário: Geddy Lee é um senhor baixista, Alex Lifeson é bom guitarrista, sim, e o tal Neil Peart dispensa comentários, é uma máquina.
Trecho de "Eu te amo, cara": homenagem singela ao Rush
Por alguns anos se convencionou que é "cafona" gostar de Rush. Já tenho uma antipatia automática em relação às pessoas que costumam avaliar música pelo teor de novidade nela embutido. A obsessão pelo novo, na música, é tão idiota quanto o nacionalismo. Nos dois casos, o sujeito deixa de apreciar música de qualidade por critérios idiotas: "Foi feita há muito tempo" ou "Não é do meu país", ora, pelo amor de Deus, né?
Se música boa tivesse que necessariamente ser novinha e fresca, Wagner e Beethoven não estaria até hoje aí entretendo nossos ouvidos e nos fazendo rir (no caso da tirinha).
Quanto ao nacionalismo, mestre Hermetho Pascoal deu a dica: "Música não é folclore".
No fim da década de 90 e início da atual, ficou meio que definido o que a juventude iria consumir/gostar: bandas e músicos da gravadora Trama, conjuntos ingleses sofredores, bandinhas de filhos de milionários em crise e cantoras punk neogóticas. Tudo isto, é claro, depois que a Tininha ou a Val, que foram a Londres mês passado, dissessem se é bom ou não. Nesse pacotão dos neo-undergrounds entrou até banda norueguesa. O que importava era ser novo. E o terceiro CD era sempre uma merda. O segundo ninguém ouvia.
Dentro do kit-in constava lá: "Odiarás as bandas antigas". Claro, os cocozinhos críticos musicais decretavam ano após ano o fim dos Rolling Stones. Tudo para assistirem embasbacados aos Stones fechando Nova York tocando no alto de um terraço ou explodindo Jumpin Jack Flash para 3 milhões de pessoas em Copacabana.

Eu tinha, do Rush, alguns LPs. Mas o melhor era de propriedade do meu irmão, "Moving Pictures", que tinha a linda Limelight, a famosíssima Tom Sawyer e a louca YYZ - esta última uma brincadeira com o aeroporto de Toronto, toda em código morse.
Acho que nunca serei um fã empedernido da banda porque prefiro um estilo mais chegado ao blues e ao rock tradicional, e também ao folk. Mas estas músicas citadas e mais algumas por aí valem a pena serem ouvidas. Nem que seja para fazer exercício com air drummer, air bass player e a air guitar. Taí: nada de mal em gostar do Rush. Pelo contrário.
Pelo filme, vocês vão ver que o sujeito que gosta de Rush e assume tende a ser um cara legal. Babaquice é deixar de ouvir.
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não entendo. principalmente não entendo porque já escutei muita gente que tem algum gosto/respeito por música propagando a bobagem só por isso, pela bobagem.
não bastasse apenas ser uma GRANDE banda - e olha que eu só gosto dos discos até o ao vivo de 1980 -, legou pra toda geração do prog metal atual o cuidado com a técnica instrumental.
[e Doni, essa trinca que tu citou é absolutamente matadora]
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Beijo, desculpa o off topic
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Mta gente não enxerga o lado bom, e só quer criticar...na moral, pnc dessas pessoas
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