Gustavo de Almeida e Marcele Fernandes são cariocas, casados e rubro-negros. Ele tem 40 anos e trabalha de noite. Ela tem 27 anos e trabalha de dia. Os dois se encontram nas poucas folgas que restam, nos posts do blog e, quase sempre, nos sonhos também.
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Marcele Fernandes









30.03.09

Movimento Seinfeld toma conta da Internet

Há muito tempo não vejo uma idéia tão despretensiosa crescer tanto e ganhar tantos adeptos. O funcionamento do site consiste no seguinte: a cada semana os integrantes do grupo assistem a um episódio, seguindo a ordem cronológica, do primeirão até o derradeiro.
Nas quintas-feiras, o site será atualizado com informações e resenhas de um episódio e as pessoas debaterão por meio do sistema de comments.

Já no embalo desta novidade, segue aí o novíssimo SEINFELD REFERENCES, publicado primeiro no blog YouFail:

seinfeldreferencias

As respostas você vê neste link. Está tudo no FLICKR, portanto, pode clicar e procurar pelo tamanho maior.

por Gustavo de Almeida as 18:32:22

29.03.09

Stand-up, um bom programa noturno

Quem leu só a primeira parte do título não precisa se levantar. Quem fica stand-up, como qualquer um que tenha internet há pelo menos dois dias, é o comediante. A coisa aqui no Rio ainda não chegou a ser uma febre, e muito menos é novidade - afinal, shows de humor com Costinha, Ary Toledo, Juca Chaves e Chico Anysio sempre foram atração nestas bandas. E, creiam-me: era stand-up. Ainda que de vez em quando usassem um banquinho.
A diferença básica é que os caras contavam anedotas, um hábito que já se tornou chato. Hoje em dia piada é uma coisa que é enviada por email e jamais contada pessoalmente. Virou demodé. Coisa da Rádio Tupi. Ligeiramente cafona. Ainda que algumas piadas tenham sobrevivido na forma de expressão.
Já é de uso corrente a expressão "Como o gorila da piada: não fala, não escreve, não telefona" para alguém reclamar de um amigo sumido. E quando alguém toma uma chamada do trabalho e sente que vai rodar, conta pro amigo assim: "O chefe me mandou escrever duas cartas" - esta é referência àquela do presidente russo que assume e recebe dois envelopes do antecessor. O primeiro é para ser aberto na primeira crise, e está escrito "Ponha a culpa em mim". O segundo é "Escreva duas cartas". Haha. Boa, né? Não, não é boa, você não riu. Pois é, piada virou algo sem graça.
Os PontoComicos, no entanto, me fizeram ter síncopes de riso, não com piadas clássicas contadas na terceira pessoa, mas com observações sobre o Nada no melhor estilo Seinfeld.
É lógico que os caras vão ficar putos por eu postar o convite agora que - por enquanto - não tem nenhum show programado. Mas é bom para ir avisando: os PontoComicos são realmente cômicos, e eu me arriscaria a dizer que são uma alternativa de programação noturna bacana para se curtir numa sexta-feira antes da birita. O preço é tranquilo: R$ 15.

Os caras são realmente engraçados. Abaixo, alguns vídeos para dar uma idéia do politicamente incorreto que permeia o espetáculo:

O curioso foi que eu não consegui achar nenhum vídeo do Odisseu. É uma criatura cada vez mais cercada de mistério. Há quem o tenha visto escrevendo na REVISTA M

por Gustavo de Almeida as 16:11:31

23.03.09

Jurassic Magalhães Park

Deve ter sido assim: cientistas especializados em engenharia genética recolheram todos os mosquitos da casa onde aconteceu o seqüestro, no início da década de 1970. Havia mosquitos congelados (sei lá como). Pegou-se o sangue que havia lá dentro, que era da vítima. E aí se desenvolveu in vitro uma cantora que infelizmente tornou realidade a volta da Praga das Seis Cordas (o violão).

Se você acha que isto é ficção, analise as fotos:

Por essa os seqüestradores não esperavam. A ciência os venceu. Mas perdemos, todos nós.

por Gustavo de Almeida as 15:01:21

22.03.09

Depois do churrasco

É um vasto e repetido tema, este da Reunião em torno da Carne na Brasa que nós brasileiros definimos como churrasco. Pela internet, o que não falta é postagem como essa aqui ditando as regras e vicissitudes de um bom churrasco.
O verbete já é tão importante que não importa o que esteja na brasa - se houver apenas queijo coalho mas todo mundo estiver bebendo em volta já é churrasco.

O churrasco ao qual fui ontem pode ser enquadrado na categoria Perfeito, por uma série de quesitos, os quais espero descrever nesta postagem.
Quando se opta pelo churrasco para comemorar um aniversário - em vez de uma festa em boate ou um bolo com guaraná - deve-se entender que a estrutura do evento é toda alterada. Para começar, o churrasco é inter-geracional, ao passo que uma festa em boate é algo para o qual deve-se evitar chamar aquela sua tia que tem horário certo para colocar a dentadura no copo. A festa em boate é mais caótica e dispersiva. Já o Bolo com Guaraná é um evento bem mais fechado, exclusivamente in-door. Eu diria que o bolo com guaraná está pro churrasco como um show do João Gilberto para 50 pessoas está para uma apresentação do Metallica diante de 200 mil metaleiros ensandecidos.
Vamos aos elementos fundamentais:

1- O babaca da churrasqueira - Não é nada pessoal, e nem significa que o cara que vai mexer os espetos não possa ser um cara legal. É um estado temporário. O bom babaca de churrasqueira deve ser um pouco marrento, um pouco mal-humorado. Hoje em dia, estão findos os tempos românticos em que o Babaca da Churrasqueira emergia do grupo com naturalidade. Os churrascos de hoje têm profissionais contratados. Reconheço que perdeu-se um pouco do glamour, mas a solução é muito boa. Nos antigos Babacas havia um ponto da festa em que ninguém comia mais porra nenhuma, já que o cara ficava revoltadinho de estar todo mundo bêbado e ele lá mexendo em espeto. O Babaca da Churrasqueira, portanto, pode definir o sucesso de um churrasco.
Hoje em dia há estas empresas especializadas, como neste link.

2- Como será gelada a cerveja - Saia imediatamente do churrasco cuja cerveja fica em geladeira ou freezer. Isto significa sem tirar nem pôr que você vai beber cerveja quente. O ideal para o bom churrasco é a cerveja imersa em gelo (filtrado ou não) em uma tina. Cerveja em freezer significa apenas que o consumo de energia elétrica vai às alturas com um bando de cachaceiros abrindo e fechando a porta toda hora.

3- O cunhado que faz alguma coisa - Este é um elemento necessário. Todo cunhado, você sabe, é metido a saber algo que os outros não sabem. Seja filmar o público, seja armar o som ou gravar fitas cassete pro churrasco, seja fazer caipirinhas, enfim, entreter as crianças com folguedos infantis, desarmar bombas (causadas pelos folguedos), receber as pessoas, etc. O cunhado é mão-de-obra que elimina postos de trabalho. E o pior é que faz tudo de graça.

4- A amiga gostosona da mulher do amigo e que ninguém conhece - Em toda rede social é necessário buscar a harmonia e aliviar os conflitos. Portanto, é importante dizer "sim, tudo bem" quando algum amigo seu te perguntar se pode levar "uma amiga da namorada junto" ou "a prima de Roraima que está passando uns dias aqui". É importante porque ela, se for realmente gostosona, interromperá a discussão quase-vias-de-fato entre os homens sobre os culpados pela Tragédia do Sarriá em 1982 ou se o titular deve ser Josiel ou Obina.

5-Arroz, farofa e salada de batata - São elementos necessários. Há gente que come isso durante churrasco. Eu fico impressionado. Por que diabos não preferem um bom espaguete?


6- Disco "Just one night" do Eric Clapton -
Acredite: é um dos melhores discos para churrasco. Outro bom é "Alchemy", ao vivo do Dire Straits. As coletâneas "Chronicle" do Creedence Clearwater Revival e o "Seeger Sessions" do Bruce Springsteen também são ótimos. Não tendo nada disso, vai de Kelly Key mesmo. Mas só depois que estiver todo mundo bêbado.


7- Bolo ou massa
- Nunca vou entender porquê, mas depois de comer quilos de carne de churrasco, geralmente o ser humano tem uma fissura em comer pizza ou outra massa qualquer - pode ser de bolo. Deve ser porque a combinação proteína (da carne) com carboidrato (da massa) é a fórmula para engordar. De todo modo, no churrasco de ontem ainda teve um bolinho para dar aquela quebrada.

Acredito que, se for dada atenção a estes sete elementos, seu churrasco será um sucesso. E aí você será introduzido no segundo capítulo: "De como uma festa na boate ou um bolo com guaraná dão muito menos trabalho no final do que um churrasco para 100 pessoas".

por Gustavo de Almeida as 14:56:04

21.03.09

99 links para ficar horas no YouTube

Ok, não sei a origem disso e muito menos quem é o tal Greg Rutter. Mas adianto que, apesar do título, nem todos os 99 links apresentados neste site levam a alguma gracinha no YouTube. Tem bizarrices fantásticas como este site, incompreensível, e outras chulices mais.
Grande parte do que já vimos de bizarro no YouTube está lá - mas tem sempre algo que você não viu ainda.
Um dos vídeos nos remete ao início disto tudo - o começo da internet: o bebê que dança (e que aparecia sempre para Ally McBeal).
Divirtam-se: http://www.youshouldhaveseenthis.com/
Para o tal Greg Rutter, se você nunca viu nenhum destes 99 links, ou você é velho ou você tá muito por fora. Ou ambos.
Bom, se depender de sites como este, tenho 90 anos e uso Netscape. E vejo filme em Betamax.

por Gustavo de Almeida as 01:36:14
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Categorias: Cotidiano


20.03.09

O sonho de quem é mal-atendido

(Dê foluín têics pleisse betuím tree pí em and fór pí em)

São 15h. Dillinger está em casa limpando suas duas pistolas Glock calibre 380, vendo a primeira temporada de Prison Break na Fox. O ar está meio quente no Rio de Janeiro. Dillinger se emociona com o roteiro de Prison Break até que, de repente, a TV a cabo falha; Dillinger dá de ombros e pega o telefone para reclamar. Entra uma música com o texto, clássico, imutável:
- No momento, todos nossos operadores estão ocupados. Aguarde, que em breve você será atendido. Não desligue. A sua ligação é muito importante para nós.
Dillinger espera. E espera. E espera. A musiquinha é de uma rádio, igualzinha daquelas que ficam tocando no cinema vazio antes da sessão começar. Dillinger já ouviu duas músicas do Burt Bacharach nos anos 70, uma do Johnny Mathis e quase todo o repertório de Neil Sedaka. Dillinger está quase enlouquecendo.
O setor de atendimento telefônico não tem idéia do que seja Dillinger enlouquecido. Eles vão saber.

Possesso, Dillinger guarda as duas Glocks nos coldres, coloca sua cartucheira na cintura, carrega um fuzil AK-47, uma escopeta calibre 12, e guarda em uma bolsa duas granadas, duas facas, uma ampola de ácido sulfúrico, outra de cianureto lacrada e uma corda. Dillinger está pronto para qualquer coisa.
"Mission: go to the central telephonic callcenter of cable TV"
"Target: search and destroy"
As duas frases aparecem em seu telecomunicador prompter betagama. Dillinger entra em um bólido que o leva em questão de minutos ao local-alvo. Com habilidade felina, ele galga dois muros, sobe por uma calha e logo alcança a janela de um compartimento de almoxarife. Silenciosamente ele mata o chefe do almoxarifado com uma facada na garganta, não sem antes preencher em três vias para ele um requerimento chatérrimo que pede até o número de identidade da mãe.
Em silêncio, ele se arrasta encostado à parede principal, até alcançar a recepção antes da sala de call-center. Apesar de armado até os dentes, ele é obrigado a se sentar e pegar uma revista Manchete dos anos 80 que mostra todo o luxo e glamour do Concurso de Fantasias do Hotel Glória. Dillinger usa técnicas ninjas de auto-controle para não vomitar diante de uma fantasia intitulada O Grande Pavão Branco e Coberto de Mel Despeja o Encanto e a Purpurina sobre o Reino Encantado de Monteiro Lobato. Dillinger é valente e não se entrega. Logo é atendido e pede para ingressar no Call-Center. É autorizado. Assim que passa pela porta, faz reféns o chefe da mesa de Reclamações, dois atendentes e o rapaz de patins que leva água e cafezinho para as baias. Água quente, claro. Tão pensando o quê?
- O que você pensa que vai estar fazendo? - pergunta o chefe da mesa de reclamações. O grito em gerúndio chama a atenção dos 20 atendentes para a mesa de Vendas e do office-boy do setor de programação musical de Espera.
- Chame aqui imediatamente o coordenador de "Vamos Estar Transferindo A Ligação" (VETAL). Ou vou estar explodindo tudo com uma granada.
A divisão de resgate tático é acionada a quilômetros dali, mas a chegada é rápida. Dillinger mal terminou de transmitir suas exigências ao diretor da VETAL.
- Eu quero ser atendido por apenas UMA pessoa, você está me entendendo (sacode o cara pelo pescoço). UMA PESSOA, PORRA! TÁ ME ENTENDENDO (brande o revólver)?!?!?
O medo toma conta do call-center. As equipes táticas tomam posição do lado de fora, com dois snipers. Dillinger interrompe uma moça que estava começando a sorrir. Arranca de sua cabeça o fone e o microfone acoplados:
- Ei! Eu tinha acabado de vender um grill George Foreman!
Dillinger pergunta se ela não trabalha na TV a Cabo. Que porra é essa de George Foreman.
O diretor de VETAL coça a cabeça enquanto lá fora os megafones berram para Dillinger se entregar. Ele está confuso. Como assim, Grill George Foreman?
- É, você realmente não sabe. Não sabe - diz o diretor da VETAL.
Dillinger aponta a Glock e engatilha:
- Não sei o quê? Você vai falar agora.
- Estão todos aqui. Todos. Você achava que existiam vários callcenters, mas é ilusão. Existe apenas um. O Grande Call-Center.
O diretor da VETAL se dirige até uma porta grande que parece um armário, e a abre com um gesto só, quase hipnótico. A cena que se vê é incrível. Dá passagem para mais um salão, só que muito maior, do tamanho de um campo de futebol. Há dezenas de baias. Só se ouve vozes falando em gerúndio. E sons de ligações sendo transferidas.
Lá fora, os homens de preto preparam o lançador de granadas de efeito moral.
- Era isto que você queria saber?
- NÃO! - responde Dillinger, levando as mãos à cabeça. - NÃO! NÃO! FECHE ESTA PORTA!
O diretor fecha suavemente e passa um trinco. E volta para o lado dos outros reféns.
- SE ALGUÉM FALAR EM GERÚNDIO AQUI, AGORA, EU VOU EXPLODIR ESTAS GRANADAS COM TODOS AQUI DENTRO, OKAY? VOCÊS ME ENTENDERAM?
Dillinger está tenso. O telefone toca. É o capitão da equipe tática querendo negociar. Um dos funcionários é que atende.
- Pois não senhor. Vamos estar transferindo sua ligação para o setor responsável. Tenha em mãos seus documentos para um melhor atendimento.
Dillinger ouve isto e dá uma coronhada no funcionário. Tarde demais. A ligação foi transferida. O diretor de VETAL não contém um sorrisinho. Do lado de fora, o capitão fica tenso ao ouvir mais uma versão de "Pour Elise".
Dillinger continua suas exigências:
- Escute, quando eu digitar a porra do meu CPF no telefone, não quero que me peçam o mesmo CPF de novo, ok? Não faz sentido! Ou eu falo a merda do CPF, ou eu digito. Digitar e falar é sacanagem.
- Anotado, senhor. Vamos estar...
- NÃO! VAMOS ESTAR É O CACETE! Deixa eu falar, só. Veja, quando alguém ligar para a minha casa, não deve perguntar "com quem eu falo", não tenho que dizer meu nome para qualquer um que ligue, ok?
- Sim, senhor.
O telefone toca ao lado. É o capitão. O funcionário que atende aproveita para oferecer um Programa de Fidelidade em Hotéis que ao fim de um ano dá a chance de escolher duas diárias em uma cidade a sua escolha, e você ainda pode viajar pelo programa de milhas. E aceitando agora ganha uma bolsa de viagem.
- Dillinger, é você?
- Sim, sou eu. Estão todos reféns. Quero que aceitem minhas exigências, senão vou começar a matar todos, todos!
- Tenha calma. O local está cercado. Você não tem chance de fuga.
- Quero um meio de fugir, senão todos morrem.
A ligação cai e entra uma voz dizendo "Obrigado por ligar para a Equipe Tática, a sua ligação é muito importante para nós. Pressione 1 para seqüestro com morte, 2 para seqüestro sem morte, 3 para situação com reféns em via pública, 4 para situação com reféns em local privado, 6 para resgate de felinos em árvores e 9 para falar com um de nossos atendentes".

Dillinger pede ajuda ao diretor da VETAL:
- O comando tático também tem um call-center?
- Tem sim, e é da maior qualidade, todo informatizado, e você ainda tem...
- Não interessa! Como eu consigo falar de novo com o capitão? A ligação caiu.
- Senhor, infelizmente nosso sistema se encontra fora do ar. Tente mais tarde.
Dillinger está suado. Ele só queria que a televisão voltasse a funcionar. Não queria estar ali, ao lado daquele rapaz de óculos que foi interrompido enquanto cancelava o cartão de crédito de alguém; não queria estar perto daquela moça que explicava para uma velhinha as vantagens do Amex. Não, nada disso lhe interessava. Só queria terminar de ver Prison Break. Cansado, procurou a saída. Estava cercado. Só havia uma saída. Precisava paralisar o tempo. Tornar tudo relativo. Destruir o conceito de tempo-espaço. Transformar a realidade em algo tangível e inconstante. Destruir a estabilidade e o conhecimento. Visualizar um outro mundo.
Dito e feito. Pegou o celular, teclou alguns números. Levou o aparelho ao ouvido e, diante de todos os presentes, disse para a atendente do outro lado da linha.

- Bom dia, quero marcar a vistoria do Detran.

Os homens de preto se tornaram liquefeitos. O mundo passou a ser outro. Ou vai estar passando a ser.

por Gustavo de Almeida as 01:09:04

15.03.09

15 de março

Para sempre na minha vida. Quem acompanha este Eclipse há mais tempo, sabe que é aniversário daquela que é a razão deste blog existir. E é o sétimo aniversário de Marcele que passamos juntos, o que é para mim razão de muita felicidade e mais do que motivo para cobrí-la de presentes, proseccos e carinhos.
Como sou um marido dedicado e chegado a uma extravagância, voltem aqui às 20h30 e cliquem neste link. Vejam o que acontece às 20h43 deste domingo. É uma coisinha que mandei colocar no céu para meu amor.
Parabéns, meu amor. E que bom poder estar em casa com você para este aniversário! Afinal, com os anos a gente descobre que a Marcele não é a razão apenas do Eclipse existir.
Marcele é o motivo para tudo o mais.

por Gustavo de Almeida as 13:47:49

13.03.09

Tu és o HD da minha vida

Se alguém parodiar Raul Seixas e disser que você é o HD da vida desta pessoa (em vez de MDC, como na música original abaixo), saia correndo. Ser o HD da vida de alguém significa que um dia você vai abandonar esta pessoa levando tudo o que ela tem. Quer dizer, menos a roupa do corpo. Pelo menos enquanto não inventam a cueca compatível com Windows. "É linux?" deve ser uma pergunta horrível quando a gente tira a roupa.

Como vocês perceberam, o meu HD de 500GB foi para a Caraleo's House, levando com ele todas as fotos, filmetes, documentos de matérias investigativas, textos ficcionais, milhares de músicas, enfim, tudo, tudo, tudo o que eu tinha acumulado em uns quatro anos de computador.
Desnecessário tentar descrever que me senti mais ou menos como se tivesse acordado em uma banheira cheia de gelo e com uma cicatriz na altura dos rins. Minto. Eu teria dado um rim para salvar meu HD.
Rim tudo bem, tenho dois. Pulmão? Não sei. Talvez se salvassem e ainda fizessem um backup.
Backup é uma palavra que é sempre usada. "Mas você não fez backup?". Ora, que diabos, onde vou fazer o backup de um HD de 500GB? Só se for em outro HD de 500GB. Meu outro HD, o sobrevivente, tinha 80GB, e permaneceu intacto. Mas sem quase nada. Salvaram-se - graças a Deus - as fotos do nosso casamento cedidas sei lá por quem. Mas isto tínhamos em CD. Perder HD é algo tão massacrante que na época em que lançaram as TVs de LCD "FULL-HD" eu fiquei apavorado.
- Como assim? É uma TV que acumula os programas num HD e, se pifar, você perde tudo e se fode para sempre? - eu perguntava a mim mesmo, até o dia em que raciocinei (algo raro) e percebi que HD era High-Definition.
Eu não consigo encontrar equivalentes pré-era da Informática para a perda de um HD. Na minha infância nos anos 70, nunca perdi algo nesta dimensão. Talvez o Football Cards do Zico, que era um dos mais difíceis.
Mas é fato: antes de termos computador, o que equivalia a perder um HD? Bom, não vale dizer membros superiores, inferiores e muito menos intermediários. Queimar a TV preto e branco no dia da semifinal do Brasileirão? Quebrar a agulha do toca-discos? Enrolar uma fita no tape-deck?
Não sei. Só sei que nunca me preparei psicologicamente para a perda de um HD e sinto falta de um grupo de ajuda.
- Cada um de nós se apresenta e fala do seu HD.
- Olá, eu sou o Roberto, bom, eu tinha um HD de 160GB, e, bem, eu sabia que era pouco, até porque minha memória RAM era enorme, e eu era muito feliz com os 2 gigas dela. Até que um dia a placa não reconheceu o HD e...e...
Soluço, engolir em seco.
- Vamos lá, quero que todos abracem o Roberto. Abracem o Roberto!
E segue um longo abraço coletivo até o próximo a confessar o que aconteceu.
O nome do grupo? Que tal BNA ("Backups Não feitos Anônimos").

por Gustavo de Almeida as 13:46:20

12.03.09

O efeito "Previously"

Acho que os americanos deveriam escolher um só locutor, padronizar, algo tipo nosso Cid Moreira para Salmos ou Iris Lettieri para aeroportos. A voz do "previously" deveria ser única. "Previously in Grey's Anatomy" quem diz é uma mulher. "Previously in 24 hours" é um homem. "Previously in Lost" eu nem sei, porque nunca vi Lost. Tenho medo de começar a ver Lost.
Principalmente depois da soma feita por estes dois videomakers abaixo: são 2,78 dias para ver tudo o que aconteceu antes (sem dormir, claro) até poder "alinhar" com a temporada ora em andamento.

O vídeo acima diz tudo e é sensacional. Quem postou primeiro foi o Sérgio Maggi, no excelente blog Papo Série. Ri muito, porque de certa forma está acontecendo comigo em 24 Horas: resolvi conhecer a série e seus excelentes roteiros e para isso tive que comprar a primeira temporada.
A primeira coisa que percebi é que é uma merda acompanhar 24 Horas pela TV. Dublado, nem pensar. Com intervalos? Pelamordedeus. E quando, por exemplo, na segunda temporada, o episódio termina com o Jack Bauer a bordo de um avião em chamas, em queda livre, atingido por um míssil? Como esperar uma semana por isso? Daí eu e Marcele estarmos empreendendo verdadeiras maratonas (principalmente nas noites de sexta), com episódios atrás de episódios. Chega a ser difícil dormir depois de duas horas e meia de tiroteios, tensão, torturas e pancadarias.
Lost é algo que não quero nem começar a ver, a não ser que alguém me dê de presente todas as temporadas, do começo ao fim definitivo (as caixas de DVDs de Lost são extreamamente caras). E assim é com House.
Já aceitei minha natureza desorganizada que me impede completamente de estar sempre na mesma hora em determinado dia na frente do televisor. E isso desde criança. Roí unhas várias vezes ao ouvir a chamada "Amanhã, na mesma bat-hora, no mesmo bat-canal".
Graças à Divina Providência, com o passar dos anos descobri que todos podem ser bat-canais. E que existem até bat-DVDs.
Previously in "Eclipse": havia textos melhores.

por Gustavo de Almeida as 09:45:32

10.03.09

Eclipse dando sinal de vida

E voltamos a ter computador em casa. Quer dizer, Marcele não parou de ter, já que ela consegue teclar com facilidade naquele teclado preto de teclas afundadas antes mesmo de serem pressionadas. E mexer naquele mouse dáctilo que para mim permanece um mistério. Marcele consegue usar notebook. Eu não.
Já disse que adoraria poder usar apenas a forma compacta dos laptops modernos, desde que eu pudesse acoplar ali um mouse, um teclado gigante e um monitor LCD de 17 polegadas. A partir daí poderíamos até conversar.
Enfim, é o mundo dos gadgets.
Agora, legal mesmo é o mundo de coisas inúteis deste site aqui (já que falamos nisso):
http://www.vat19.com/
O que é melhor: estão à venda de verdade.
Bom, estamos de volta então, o Eclipse está vivo. Meio mal-dormido, mas vivo.

por Gustavo de Almeida as 23:13:53

2.03.09

Em memória de André AZ

Os colegas de profissão de André AZ celebrarão missa em sua memória nesta terça-feira, dia 3 de março, às 19h, na Igreja Nossa Senhora de Fátima da Rua do Riachuelo. Fica bem ao lado da sede do jornal O DIA, no trecho da Rua do Riachuelo compreendido entre as ruas Henrique Valadares e Frei Caneca.
Apesar de um assessor de imprensa do Estado (um ex-jornalista) ter dito que "o caso de André é só mais um", acho válido que os amigos prestigiem a missa. Eu vou tentar escapar do trabalho e ir. AZ merece.

por Gustavo de Almeida as 16:25:14
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