20.11.08
Imperial e a história da cenourinha
A minha próxima ida à livraria (que deve ser hoje) já tem missão definida: adquirir o livro "Dez! Nota Dez! Eu sou Carlos Imperial", de Denilson Monteiro, resenhado de forma excepcional pelo grande Silvio Essinger no cada vez melhor Raios Triplos (Raios Triplos). Aliás, a lista de 80 blogs da revista Época acertou em incluir muitos blogs 100% impossíveis de excluir, como o Pensar Enlouquece. Mas vacilou ao não colocar o ótimo Raios Triplos. Mas, enfim, cada um tem sua lista - e o Eclipse, que não está em lista nenhuma, não é o blog mais tarimbado para estas discussões, com certeza!
Fiz um comentário lá no Raios Triplos sobre o post do Essinger, e o autor do livro, o próprio Denilson Monteiro, viu, gostou e me respondeu. Dali em diante, troquei emails e fiz a entrevista.
Seguem ilustrações do livro e um link por onde você consegue comprar "Dez, nota dez!"
ECLIPSE - Por que catzo logo o Imperial?
DENILSON MONTEIRO - É interessante que em 1971, ele fez essa mesma pergunta ao André José Adler, assistente de direção do Pedro Rovai, quando este o convidou para fazer o Coronel Alexandrão no filme "A viúva vrigem" - obviamente sem fazer essa alusão ao orgão sexual masculino no idioma do Paolo Conte. Bem, porque ele é o personagem mais interessante que já vi, um sujeito capaz de realizar coisas inacreditáveis, desde mandar um cartão de natal onde aparecia sentado numa privada, até carregar uma cruz em pleno centro do Rio de Janeiro.
E- No caminho para reconstituir os passos do Imperial na Terra, o que te surpreendeu mais?
DENILSON - Pensei que muita gente iria bater o telefone na minha cara e que os filhos dele não iriam querer revelados detalhes da vida ítima dele. Claro que uma ou duas pessoas bateram o telefone na minha cara, mas a maioria das pessoas colaborou muito e com grande prazer, revelavam muita gratidão pelo que Imperial havia feito por elas. Quanto aos filhos dele, nunca houve problema algum, sempre me disseram que queriam vê-lo como realmente era e que tinham orgulho disso. Maria Luiza me dizia uma frase dele: "Curtir ou é fácil, ou é impossível".
E- Imperial era machista daquele jeito mesmo ou era só pose?
DENILSON - Ele era daquele jeito em vários momentos e em outros era apenas um personagem. Os amigos comentam que ele sempre tratou muito bem as mulheres com quem vive. Ele se apaixonava, sofria, essas coisas todas. Também tinha seu lado sátiro, chegou a morar com 12 lebre em seu apartamento na Avenida Atlãntica. Ele estimulava muito a independência da mulher, nunca foi um sujeito que recorreu ao recurso do "dá ou desce". A atriz Myrian Pérsia, de quem ele foi namorado e posteriormente se tornou grande amigo, certa vez o abordou:
- Gordo, você é um cara legal, ajuda as pessoas, é bom pai, bom filho, até à missa você vai! Por que você não deixa as pessoas saberem disso?
- Myrian, você não entende nada, se eu me mostrar como sou, não vende.
E- O livro traz o tal episódio envolvendo um ator, um diretor da Globo e uma cenoura? Dizem que foi o Imperial que espalhou o tal boato sobre o ator a pedido de um diretor enciumado....
DENILSON - Claro que traz! Ora, uma biografia do Imperial sem a história da cenoura não teria credibilidade. Eu conto tudo, com riqueza de detalhes, revelações bombásticas (com voz de Nelson Rubens e tudo!). Mas vão ter que ler o livro!
Agradecimentos ao Denilson! Para quem quer detalhes de como adquirir o livro, o link está também aqui.
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