Gustavo de Almeida e Marcele Fernandes são cariocas, casados e rubro-negros. Ele tem 40 anos e trabalha de noite. Ela tem 27 anos e trabalha de dia. Os dois se encontram nas poucas folgas que restam, nos posts do blog e, quase sempre, nos sonhos também.
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Marcele Fernandes









11.11.08

Um breve passeio do Eclipse

O Eclipse foi vitimado por um ligeiro abandono, mas vamos fazer então aquele post cheio de tópicos só para manter o pessoal atualizado do que vem acontecendo. Problemas no computador (já resolvidos), férias da Marcele que acabam, muitas tarefas no dia-a-dia, pendências sendo resolvidas, enfim, a vida vai andando neste fim de ano. Tenho ficado impressionado com o quesito "resolução de problemas". Mas vamos lá.

***
Na quarta e na quinta-feira da semana passada, dias 5 e 6, enquanto o mundo celebrava o Obama, eu festejava o Dênis. Dênis é o técnico de computadores que encontrei por acaso. O cara em dois dias vez "só" o seguinte:
- Recarregou os cartuchos e fez revisão na impressora
- Otimizou o sistema
- Instalou nova placa de vídeo (já veio com ela)
- Instalou novo pente de memória RAM, de um gigabyte (já veio com ela)
- Instalou um gravador de DVD
- Revisão geral no PC tornando-o rápido como antes

Mão-de-obra e acessórios vendidos por ele: 300 reais. Já já prometo postar aqui o telefone do homem, o cara realmente resolve. E atende sábado/domingo, preferencialmente Zona Sul e Centro do Rio.

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Museu Imperial de Petrópolis

De computador renovado, eu e Marcele colocamos o notebook na bagagem e resolvemos fazer uma viagem curta, só no fim de semana, para deixá-la feliz. De qualquer maneira, a minha mudança de emprego fez com que as férias dela fossem prejudicadas, já que eu mesmo mandei as minhas para o espaço. Por um lado, férias são sempre férias, e Marcele aproveitou as dela para adiantar substancialmente a monografia.
Mas não tínhamos viajado. Decidimos viajar. É meio estranho, sei lá, a gente decide viajar e nem tem idéia de para onde ir. Não temos muitos amigos que curtam as viagens da mesma forma que nós curtimos, e os que curtem raramente podem ir junto. Ou raramente querem. Desta forma, temos que decidir só nós dois, senão a gente não faz nada.
Procura dali, procura daqui, resolvemos, via Google Talk: vamos a PETRÓPOLIS!
Meio cafona, o destino? Vejamos:
- Fica a menos de uma hora do Rio
- Tem vários passeios maneiríssimos, incluindo museus
- A passagem Rio-Petrópolis custa R$ 13,50
- A gastronomia é espetacular
- A onda nossa era só pegar um hotel com piscina, e Petrópolis tem um hotel que tem piscina aquecida em ambiente idem, com frigobar e ducha de alta pressão DENTRO da piscina. Quer mais?
O hotel é caro, mas como iríamos ficar uma diária, resolvemos ir. E aproveitar bem, ao máximo, dando aquela bandeira total de que o casal é pobre. Gentalha pura.

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Como se dá a bandeira de que se é gentalha? Bom, para começar, chegamos de táxi Fiat Palio, e já demos de cara, de frente, com aquele simbolozinho da Mercedes Benz reluzindo no carro de um dos hóspedes. Eu, de tênis, sem casaco e em camisa comum da Taco, daquelas de R$ 19,90 o litro.
Só pobre compra qualquer coisa que custa alguma coisa E NOVENTA.
Chegando lá, distraidamente (puro reflexo), mantive meu hábito de só me hospedar em espeluncas que deixam o hóspede carregar toneladas de bagagem sozinho. E comecei a carregar a minha. Imediatamente fui abordado por um carregador. E na hora lamentei não ter levado minha nota de cinco dólares para dar na mão dele quando chegássemos no quarto.
Enfim, o espetacular Solar do Império não é para um pobretão do meu quilate. Mas se um dia vocês quiserem tirar uma onda, vão lá. Façam como eu fiz: paguem a hospedagem no cartão, parcelado, e o jantar no débito, de uma vez, à vista.
O jantar foi inesquecível. Madame Marcele miava enquanto saboreava a casquinha de bacalhau mais espetacular de sua vida. Nós bebíamos um argentino Alberto S, Malbec, safra de 2003, com água mineral gasosa. Marcele quase repetiu, durante a casquinha de bacalhau, a famosa cena de Meg Ryan.

Quando chegaram os pratos principais - o dela um "Bacalhau pensado na cama" e o meu o steak au poivre com molho ao brie e risoto de açafrão - já estávamos irremediavelmente entregues às tentações capitalistas, coroadas com uma sobremesa que deveria ser crime em pelo menos alguns estados brasileiros: brownie de nutella.
Fomos para o sensacional quarto com colchão especial, TV de plasma com DVD e conexão de Internet, como vocês vêem abaixo:

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Tá vendo esse fiozinho solto? É a internet

Voltamos numa boa para o Rio, devidamente revigorados. Petrópolis vale muito a pena e você nem sente a viagem de volta.

Quer dizer, eu acho que devo sentir a viagem toda lá pelo dia 23, que é quando vence o cartão de crédito. Aguardem.

por Gustavo de Almeida as 01:00:31

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Comentários:


Seus comentários

Nome: Vandressa
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Ai que tudo! Viajar é sempre bom, mesmo que seja só subir a serra! Amei o site do hotel... e fiquei pensando.. será que pega mal chegar de Fiat Uno (cheia de laminha de patinhas de gato)? Hehehehe
Abraços!
11.11.08 @ 13:54
Nome: Alexandre (pai da Luiza e do Matheus)
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Pobre é uma m****!!!
13.11.08 @ 21:19
Muito legal... há muito não lia texto tão saboroso...!!!
Parabens! beijos nos dois.
12.12.08 @ 20:49

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