Gustavo de Almeida e Marcele Fernandes são cariocas, casados e rubro-negros. Ele tem 40 anos e trabalha de noite. Ela tem 27 anos e trabalha de dia. Os dois se encontram nas poucas folgas que restam, nos posts do blog e, quase sempre, nos sonhos também.
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Marcele Fernandes









15.10.08

Rio de Janeiro: verão e inferno

Senti primeiro no ar-condicionado. A sensação de que ele está tossindo, engasgando, fazendo o máximo de esforço mas rendendo pouco. Os de veículos então, são os mais flagrantes - muitas vezes o melhor é abrir a janela e contar com a velocidade do Aterro do Flamengo e seu vento anexo.
Depois, senti no caminhar. Os pés ficam mais pesados. E a sensação sobe: a calça jeans passa a pesar uns 15 quilos, sem exagero.
E em casa, foi sentar no computador que em cinco segundos eu já procurei o botão do ventilador ao lado.

É fato: o verão acabou.

Não se surpreenda com a frase: "verão" é como chamamos o período em que faz um calor desgraçado no Rio e que vai de março a fins de setembro, meados de outubro. É sério.
Aquilo que acontece de outubro a março, preferimos chamar de INFERNO.
É quando, de segunda a sexta, fará um sol senegalês no Rio, para enfim chover cântaros nos fins de semana, aliviando a barra. Se bem que tem chovido praticamente todos os dias na cidade, né?

E em janeiro, outro evento fixo do calendário: vamos começar a receber emails dos lageanos Mau e Paula contando como é a vida em Lages, Santa Catarina, no mesmo mês em que, no Rio, não conseguimos ir até a esquina sem suar. A vida em Lages? É o que aparece nos meus sonhos (com ar-condicionado ligado) de noite: vinhos, massas, um friozinho convidativo, lareiras, caminhadas noturnas ao frio e ao luar.

Enfim, civilização. No Rio 40 graus, ainda fico com medo de receber visitas de antropólogos ou turistas querendo comprar artesanato. Um dia, a principal atração turística será uma grande fritadeira de ovos ao ar livre. Aliás, por que não? Um grande golpe de merchandising: alinha-se cinco ou seis caminhonetes Pajero e ovo nelas, fritando ao sol. Tal evento ganharia projeção internacional, atrairia turistas do Marrocos ou da Argélia em busca de climas temperados e ainda promoveria marca em troca de dinheiro que construísse benesses para a cidade.

O dinheiro poderia ser aplicado na construção da tão sonhada redoma climática do Rio. Uma redoma que nos mantivesse, nos períodos de mais calor, nos 23 graus.

Que venha a redoma! Verão e Inferno não dá!

por Gustavo de Almeida as 10:39:36

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Comentários:


Seus comentários

Nome: Marília
Url: http://maroma.wordpress.com/
Putz!
Imagino o que vocês deves estar passando... eu não estou aguentando São Paulo!!
15.10.08 @ 23:55
Nome: Paula Clarice
Url: http://engavetado.blospot.com
A verdade é que eu morro de inveja de vocês morarem na praia e terem calorzinho sempre. Nhé.
19.10.08 @ 16:50
Nome: julia
Url: http://htll.0463
eu adoro o verão do rio de janeiro
15.05.09 @ 15:09
Nome: Gabriel walker baubeger
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eu adoro o verao do Rio de janeiro..alias o Rio de janeiro continua lindo...passei minhas ferias lá..apesar de ser carioca e nao morar lá..eu amo a cidade.so quem conhece sabe como é o querido Rio de janeiro,a "capital do sangue quente do brasil,a capital do sangue quente do melhor e do pior do brasil!"....
uma das melhores cidades do Brasil..a cidade amada e odiada por muitos =)
07.11.09 @ 18:38

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