Gustavo de Almeida e Marcele Fernandes são cariocas, casados e rubro-negros. Ele tem 40 anos e trabalha de noite. Ela tem 27 anos e trabalha de dia. Os dois se encontram nas poucas folgas que restam, nos posts do blog e, quase sempre, nos sonhos também.
Siga-nos no Twitter Gustavo de Almeida
Marcele Fernandes









5.10.08

A velha e boa babaquice continua firme

Há uma coisa que me conforta muito ao usar o extraordinário Stumble UpOn (vício tão incontrolável quanto outros como heroína ou estouro de bolhas de embalagens – parece que para o primeiro caso até há remédios que controlam a dependência). E esta coisa basicamente é saber que a velha e boa babaquice não morre nunca na grande rede, por mais que a banda larga e a Internet Dois Ponto Zero tentem transformar o mundo virtual em uma fábula de Al Gore. Enquanto nos digladiamos com conceitos políticos-ambientais em sites como o Facebook e os blogs do The Guardian, vejam bem, ainda há gente se esforçando para que a Babaquice não pereça. E isto é salutar.
No início da Internet para mim, lá por volta de 1997, havia sites só de piadas e “babaquices” em geral. Me lembro de um site em especial, todo escrito com uma fonte esquisita, tipo uma mistura escabrosa de Comic Sans com Courier New, fundo azul claro, com diversas piadas, anedotas e textos creditados a Luis Fernando Veríssimo e Millôr Fernandes. Tenho a tese de que no início os nerds achavam a Internet uma coisa tão exótica que simplesmente escreviam suas merdas e creditavam a estes dois monstros sagrados para que, bem, as pessoas pelo menos começassem a ler.
Um dos textos do site, que ainda está no ar e no link a seguir, era o clássico “Um dia de merda”.
Parêntese: se você freqüenta a sério a Internet, não pode fazer expressão de estranhamento diante de duas expressões: o Trote do Pareto e o Dia de Merda. O trote do advogado já foi até tema aqui no Eclipse.
Já o Dia de Merda é uma história até boba, simples: um sujeito pega um ônibus em um dos aeroportos de Buenos Aires, sente uma pequena cólica, resolve não ir ao banheiro porque acha que o trajeto até o outro aeroporto vai ser “rapidinho”. Isto não acontece. Há um engarrafamento e acontece o inevitável chamado da natureza.
Seguem-se então hilariantes expressões como “um volume almofadado”, “um urubu bicando a minha cueca”, “uma privada tão limpa que eu poderia comer meu almoço nela” e, last but not least, “o trem merda está chegando em altíssima velocidade à Estação c(*)”.
Esta era a velha e boa babaquice de Internet. Depois, os PowerPoints da vida acabaram com a transmissão destas coisas, na medida em que há cada vez menos gente com saco de abrir um PowerPoint.
Usando o Stumble UpOn achei quatro fotos e um vídeo que faço questão de compartilhar aqui com os amigos:


Eu adoraria ser editor desta revista. E comandar pessoalmente a reunião de pauta

seriefotos02

No rótulo da esquerda, você vomita; do da direita você infarta


Nada como um cartaz que deixa as coisas todas bem esclarecidas,né?

seriefotos04
Espetacular este capacho! Está na hora de abandonar essa demagogia de de Welcome!

Abaixo, uma disputa psicológica entre homem e gato. Não sei quem venceu.

É, eu dou razão para você. Falta de assunto é dose. Mas, enfim, a velha e boa babaquice também surgia da falta de assunto.

por Gustavo de Almeida as 02:14:42

Posts similares:
Inspirada ode à falta de inspiração blogal
O acervo de uma lenda da Internet vai a leilão!
CAROÇO VIRTUAL


Comentários:


Sem Comentários para esse post ainda...

Seus comentários

Seus comentários::


Tags XHTML permitidas: <p, ul, ol, li, dl, dt, dd, address, blockquote, ins, del, span, bdo, br, em, strong, dfn, code, samp, kdb, var, cite, abbr, acronym, q, sub, sup, tt, i, b, big, small>
(Quebras de linha se tornam <br />)
(Set cookies for name, email and url)