30.07.08
Três anos, esta manhã: cinco músicas para o meu amor
O futuro é uma entidade meio assustadora, tipo um bicho-papão a nos ameaçar com sua sombra escura, ameaçadora e interminável. Desde criança, é isso: “Come direito, no futuro você pode ficar doente se não comer” ou “Você tem que pensar no seu futuro, olhe lá”. E aí muitas vezes em nome do futuro vai-se perdendo vida pelo caminho, tal e qual restos de nós mesmos que jogamos para o alto como lastro. Menos peso, para enfrentarmos o tal do futuro. Eu, como qualquer outro, nunca soube direito do meu futuro. Não no sentido financeiro, de ter uma poupança aqui e outro ali – neste ponto, andei oscilando mas já começo a me recuperar. Mas falo do futuro no sentido daquilo que a vida pode ou não nos dar. Do que aparece de bom pelo caminho, independentemente do que você faça: dieta, exercícios, MBA, poupança, especialização em neurocirurgia, cortar frituras, jogar na mega sena, conferir os freios do carro. Quer dizer, no meu caso, ver se tem alguém suspeito no ônibus antes de entrar.
Lá atrás, nesta entidade calmante e tranqüilizante chamada Passado, eu oscilei muito na hora de pensar nesta parte imponderável do futuro: me casarei? Encontrarei um grande amor? Terei filhos? Muitas vezes a resposta para todas as perguntas foi “Não”. Algumas vezes foi “Sim” para umas e “Não para outras”, ou seja, achei que talvez eu encontrasse um grande amor e não me casasse (de fato aconteceu uma vez, não posso omitir) ou me casasse com alguém que não fosse o meu grande amor. Ou não encontrasse ninguém e me tornasse um eremita, conversando com alguma peça de material esportivo chamada Wilson ou tocando blues numa encruzilhada ao lado de um sujeito esquisito cheirando a enxofre.
Mas eu nunca tinha pensado em dizer SIM para todas as três perguntas do Imponderável.
Só que aconteceu, e há exatos três anos: eu disse sim e me casei com o meu grande amor com quem terei filhos.
Há exatos três anos eu entendi tudo o que havia na expressão Antes do Fim.
Parabéns, meu amor por estes três anos sob o mesmo teto!
PS - Um post que começa mostrando a Igreja Nossa Senhora das Graças, onde nos casamos (e ainda o nosso bolo de casamento, no meio do texto), só poderia terminar com Cinco Músicas para o meu Amor:
Come Rain or come shine, de Johnny Mercer, com Bill Evans Trio (a interpretação cantada, com Al Jarreau, foi a primeira coisa que nós trocamos pelo telefone)
Can'f find my way homem, de Stevie Winwood, com Blind Faith (música que nos identificou como nômades em busca de um lar - um outro ser)
Samba e amor, de Chico Buarque, acima com Marisa Monte (a versão de Caetano Veloso é outra que nos trouxe identificação mútua)
Our House, de Crosby, Stills, Nash & Young, acima em um videoclipe simpático feito por alguém para presentear outrem e num video sem o Young(música que faz Marcele ficar com os olhos ainda mais distantes que o normal)
Your Song, de Elton John, acima com o próprio (primeira música que dançamos, por acidente, já que seria a música para voltarmos ao salão e Come Rain or come Shine seria a música da dança. Mas sabe que a troca foi boa? As promessas de Your Song também são valiosas)
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Fiz 4 meses de casado dia 29. No nosso tocou More Than Words, In these arms, I´ll be there for you, all you need is love e eu entrei com o solo de novermber rain. (deu pra ver q gostamos de rock farofa dos anos 80, né?)
Enfim... parabéns. Que esses 3 anos se multipliquem.
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Ser mãe é padecer no inferno mesmo!
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