23.10.07
Pede pra sair!
Ficar ao lado do busto do Garrincha no Maracanã antes de um jogo é um verdadeiro estudo antropológico. No último domingo, no Flamengo x Grêmio, combinei com o Gustavo de encontrá-lo bem ao lado da estátua do ídolo do Botafogo, no topo da rampa de principal acesso ao estádio. O tempo ia passando, a torcida rubro-negra (que lotou o estádio – o público presente ultrapassou 73 mil) foi chegando e a reação dos torcedores diante do alvinegro eram as mais variadas possíveis.

Muitos davam um tapa na nuca do craque de pernas tortas. Outros faziam cafuné e davam beijinho. A grande maioria dos torcedores estapeava o Mané sem nenhuma dó. No entanto, duas pessoas deram um tapa na cara pra lá de característico em Garrincha. Eles – em momentos separados, é bom deixar claro – chegaram bem pertinho dos olhos da estátua, fizeram cara de mau, deram um safanão e berraram, com o dedo em riste:
– Pede pra sair, zero sete! Pede pra sair!
Depois, batiam um pouco mais e iam embora. Capitão Nascimento, se não torcer para o Botafogo, vai ficar orgulhoso dos pupilos.
Posts similares:
São Paulo vence o 1º turno
Sigam-me os bons
Vice de novo
Comentários:
Seus comentários
Url: http://www.interney.net/blogs/eclipse
Url:
Para completar seu estudo antropológico, experimente voltar ao ponto de observação num jogo do Botafogo. Você verá muita gente tocar o busto do Garrincha, não com bofetes raivosos de quem desafia um inimigo mortal, mas tapinhas afáveis de quem revê um velho amigo. Ao subir aquela rampa, sempre vou ao busto, dou três tapinhas na estrela solitária com a mão esquerda e penso "Vambora, Mané". Depois contorno o busto e rumo para a arquibancada. Fileira 21, claro.
Url:
Seus comentários::


