22.09.07
Capitão Nascimento, o herói indesejado

Os dados são deste sábado, dia 22 de setembro: há 33 comunidades no Orkut sobre o Capitão Nascimento, personagem vivido por Wagner Moura no filme Tropa de Elite - agora, liberado para críticas, resenhas e comentários, já que o mesmo estreou no Festival do Rio e o povo já pode parar de fingir que não viu o DVD pirata. A maior delas – como sempre acontece no Orkut, intitulada “oficial" – tem mais de 3 mil participantes.
Um dos internautas da comunidade é sucinto e, ingenuamente, sem saber o quanto estava sendo esclarecedor, dá a dica:
“Você nunca mais ouviu falar em Chuck Norris? Pois saiba que o Chuck Norris queria entrar no BOPE, mas o Cap. Nascimento fez ele desistir apenas dizendo:
- Você é o novo xerife, sr. 08!
Depois disso ele nunca mais foi visto!”
Sim, agora finalmente entendi: o Capitão Nascimento está conquistando muito dessa galera ocupando o nicho que antes era de Chuck Norris, e também de Rambo - já se distribui pela grande rede o "capitão nascimento facts". Há quanto tempo não se ouve falar de um herói que enfrente um “inimigo retórico comum”?
Rambo enfrentava os comunistas do Vietnã. Chuck Norris, em muitos filmes, os comunistas russos e os latino-americanos desnutridos que insistem em oferecer aos americanos os prazeres da cocaína. Nosso Capitão Nascimento é simples: enfrenta o nosso maior inimigo, que é o banditismo e a corrupção. E, à maneira do que apregoava a famosa camiseta do Casseta e Planeta nos anos 80, sabe que “para enfrentar a violência, só com muita porrada”.
Capitão Nascimento deveria fazer Wagner Moura ser indicado para o Oscar de melhor ator. Na minha opinião, deve acontecer tal indicação, já que temos aí a Paramount na distribuição, a Universal no esquema e os irmãos Weinstein (ex-Miramax) fazendo o filme ganhar o mundo – além, é claro, da enxurrada de DVDs piratas que simplesmente fizeram os cariocas (e muitos Brasil afora) considerarem “o melhor filme brasileiro de todos os tempos”.
No Orkut, há fóruns discutindo qual a melhor frase do Capitão Nascimento. “Bota na conta do Papa”, em que ele manda executar um interrogado, aparece como uma das favoritas. As pessoas estão de saco tão cheio de banditismo que abstraíram o terror que é a banalização da execução. Sim, o Rio hoje tem a convicção: para acabar com a violência, só com muita porrada. Por isso, o Capitão Nascimento virou herói.
O diretor José Padilha me enviou, por email, em uma entrevista que fiz para a revista Rolling Stone, a seguinte frase, concisa:
- Tropa de Elite não tem heróis.
Ficamos então com a constatação básica: o diretor fez um filme que não queria. A bem da verdade, fez o filme que queria, baseado no roteiro que queria, com todo o aparato que queria. Mas o melhor do filme, José Padilha não queria: esta repercussão que endeusa o Capitão Nascimento.
Na minha opinião, à parte a discussão sobre as execuções e torturas do personagem (discussões mais longas no contexto do filme), vejo como bom sinal, sim, a idolatria ao Capitão Nascimento.
O cidadão comum demonstra através dessa simbiose que está de saco cheio de corrupção, de saco cheio da violência do crime, de saco cheio do estado paralelo nas favelas, de saco cheio do Rio sendo estragado a cada dia. O cidadão comum demonstra admiração pela superação (o treinamento do Bope), pela obstinação (Neto e Matias, personagens do filme, são obstinados) e pelo combate ao que é errado (Neto e Matias se revoltam contra a corrupção banalizada dentro da polícia).
O filme divide a conta: ao contrário do que a mídia sempre procurou pautar, a polícia não é deste jeito apenas porque “o policial nasce corrupto e violento”. O filme divide a conta com a administração pública, quando diz que anos de abandono levaram batalhões e policiais a um sistema falido. O filme divide a conta com a sociedade civil organizada quando mostra a convivência pacífica e promíscua de ONGs com bandidos armados até os dentes. O filme divide a conta com os cidadãos comuns quando realçam a tese (de forma até exagerada, diga-se) de que o usuário de drogas contribui para a violência.
Um dos roteiristas, o ex-capitão do Bope Rodrigo Pimentel, me disse que ele mesmo não acredita na tese – embora reconheça que o usuário é também parte do problema. Pimentel sabe que a violência urbana é multifatorial: desemprego, exclusão, distribuição perversa de renda, salário baixo, política falida de habitação, educação falida, saúde falida e corrupção policial.
- O Capitão Nascimento é um excelente executor da política de Segurança Pública que ele mesmo contesta. Ele sabe que é ruim subir a favela por um mês só para garantir o sono do Papa por uma noite, mas ele cumpre as ordens. Não sem questionar. Até mesmo no caso do Baiano, o traficante do filme, repare que ele questiona o que teria levado o Baiano a ser traficante, se tinha sido uma infância difícil.
Além das comunidades com o nome do capitão, ainda há grupos inteiros dedicados a frases: as comunidades “O senhor é um fanfarrão, xerife”, “23, o senhor está sem bandoleira”, “Bota na conta do Papa”, “Essa pica agora é do aspira” estão virando um sucesso na Internet.
Há muitos anos um filme não provoca tanta catarse. Se Cidade de Deus significou a retomada do cinema brasileiro, Tropa de Elite talvez signifique outra retomada – mas exclua-se daí a palavra “cinema”. O filmaço de José Padilha já é um fenômeno sociológico.
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Seus comentários
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Agora só uma coisa ainda não está bem definida, o filme ter vazado para a internet foi descuido, ou viral?
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O MELHOR TEXTO SOBRE ESTA FIGURA COMPLEXA, QUE É O CAPITAO NASCIMENTO.
RODRIGO PIMENTEL
ROTEIRISTA
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Ou será que só americano é que merece ser macho no mundo?
Tomara que o diretor pare de ser babaca, e lance logo uma continuação, explorando ainda mais esse lado heróico da trama. Quem sabe o cap. Nascimento não poderia ser convidado pela ABIN para ir à Bolivia dar uma lição naquele bostinha do Evo Morales? Eu ia delirar, e tenho certeza que muita gente no Brasil também.
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Pena que o povo não enxergue que a culpa da atual situação não está nem nos policiais nem nos bandidos. A população está tão alinanda e fixada nesta fantasia de herói que se o Wagner Moura se candidatar a Governador, certamente será eleito.
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É fato que o grande responsavél pelo tráfico de drogas é o usuário, assim como os grandes responsáveis pelas FARCs na Colombia sao os americanos e europeus que cheiram cocaina ! Como o tráfico iria sobreviver sem o consumidor ? Talvez criassem outras alternativas, afinal de contas o brasileiro sempre acha um "jeitinho" ...
Assisti a versao da internet e faco questao de rever no cinema !
Url: http://www.chocrivel.blogspot.com
Acredito que a idolatria feita ao Cap. nascimento seja devido a uma falta de uma figura politicamente "correta" em nosso pais.
Concordo plenamente na indicação do Wagner Moura para o Oscar de melhor ator. Tenho lá minhas duvidas mas acredito que o filme documentário "noticias de uma guerra particular" tenha servido de inspiração para "Tropa de Elite".
Não sou a favor de uma continuação (Tropa de Elite 2) assim tão rápido, acho que a linhagem do filme possa servir de inspiração para mostrar a realidade brasileira sob um novo olhar.
No caso do filme vazar na internet e a grande distribuição pirata nas grandes cidades mesmo que de forma "corrupta", foi o grande marketing para o grande sucesso do filme, e ninguem vai querer ficar fora das salas de cinemas.
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Esse comentário citado foi feito por mim em meu blog:
“Você nunca mais ouviu falar em Chuck Norris? Pois saiba que o Chuck Norris queria entrar no BOPE, mas o Cap. Nascimento fez ele desistir apenas dizendo:
- Você é o novo xerife, sr. 08!
Depois disso ele nunca mais foi visto!”
Como disse o ex-capitão do BOPE, Paulo Storani em entrevista: "O Capitão Nascimento será visto como herói nacional." Como esclarece o artigo, ele já está sendo...
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Tem muito crítico execrando as práticas do BOPE. Como o próprio filme diz, isso é uma guerra e os traficantes não perdoam.
Eles nos matam, sequestram e colocam fogo dentro de pneus, são presos e sorriem pras câmeras e nós temos que tratá-los como pessoas de bem?
É Direito Penal do Inimigo neles!(tese que existe e já caiu até em prova do MP de Minas)
E ainda tem crítico inventando, dizendo que ele bateu na mulher e que nem conhece o filho (eles só brigaram e o filho é recém nascido!!!) Só faltou esses críticos exaltarem o uso de drogas!!! Dá um tempo! Devem ser adeptos da teoria da paz e amor e de que um baseadozinho não faz mal pra ninguém.
Eu vibrei muito quando ele deu aquela dura no maconheiro. E quantos de nós nunca quiseram fazer o mesmo com essa escória presentes em todas as classes sociais? No filme o BOPE deu tiro em pessoas ARMADAS, ensacou bandidos e cúmplices de bandidos e liberou e prendeu quem dedurou.
Além disso, quando ele invadiu as casas deixou claro que isso não era correto e que pro personagem (e aí fica clara a veia da ficção nessa parte) era uma situação de desespero, pois precisava voltar para sua família e as outras equipes se recusaram a fazer pq não era correto.
Em outro post em outro site li uma pessoa que dizia morar em comunidade dizendo que ele apóia sim as ações da polícia e que os moradores não reclamam dos traficantes pq não podem, ou serão mortos. Que os traficantes estupram e matam muitas pessoas na comunidade, inclusive jovens mulheres ainda adolescentes.
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Perfeito o comentário do Post e o seu comentário.
É o melhor filme nacional de todos os tempos ! Não apenas pelas atuações mas também por nos permitir sonhar em viver numa Cidade e País onde exista punição para os traficantes e homicidas que esquartejam e queimam.
A reação do público nos cinemas serve para mostrar também o real sentimento da população em relação à impunidade reinante neste país, onde assassinos , quando presos , entram em regime semi-aberto após 3 anos , quando traficantes e homicidas monstruosos vivem andando de jato para cima e para baixo às nossas custas.
Neste País onde a OAB e os políticos só servem para defender o IR e VIR dos bandidos e onde existe uma Constituição "cidadã" que só descreve direitos e quase nenhum dever, a nossa esperança neste instante passa a ser :
Caveira neles!
P.S : Quanto aos críticos viciados que se sentiram atingidos pela mensagem de que o vício alimenta o tráfico, deixa pra lá , um dia o vício de alguma forma volta contra eles.
Url: http://www.eupodiatamatando.com
o cpt. nascimento é um anti-herói e nós o admiramos apesar dos seus métodos serem condenáveis. digo condenáveis porque sufocar com saco plástico e enfiar a vassourada em alguém não é todo mundo que tem coragem de fazer e voltar pra casa sem tremer a consciência.
li outro dia que a Anistia Internacional tava caindo em cima do BOPE. ora, quem cai em cima dos traficantes e marginais que matam e ateiam fogo (lembrando o caso do tim lopes) em quem é inconveniente? o BOPE.
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MANDA O BOPE PRA CURITIBA
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Exagerada?
Espero que vc não seja um usuário de merda...
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O sucesso do Cap. Nascimento de imediato é explicado pelo fato de todos nós cidadão de bem termos bem-lá no fundinho um certo grau de identificação com o capitão.Quem nunca se sentiu indignado ao ler ou asistir um noticiário??? Quem que nunca se viu diante de uma situação opressora ou de opressividade... e não pode fazer nada.... o dito capitão além de se colocar diante dos opressores ele os oprime de tal maneira que os "manos" virem umas menininhas.
O problema é que nunca paramos para analizar se além de Nascimentos nós temos Baianos dentro de nós....quem de nossa cultura núnca furou uma fila ou deu uma molhadinha na mão do guarda para fazer vistas grossas as nossas cagadas...ou seja se alguma maneira violou o sistema e saiu como se nada tivesse feito.
A falencia mostrada no filme não é só pertinente ao setor público mas a cultura em sí. Uma frase que passou desapercebida no filme foi "O sujeito que corrompe o sistema, também corrompe a família". Eu também faço um monte de cagada não sou santo, e é por isso que estou escrevendo neste post, eu vi no filme as consequencias dos atos de uma sociedade inteira onde o "se dar bem a qualquer custo" é institucional.
De umediato ações como as do BOPE, vistas no filmeminimizam e vende jornais, a méio e longo prazo só educação e uma profunda reforma cultural resolverão o problema.
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O que me surpreendeu é que, apesar da minha convicção neste aspecto, confesso que idolatrei o meu colega de posto com seus métodos "acima da Lei". Acredito que vejo desta forma porque sei que a luta é desigual. Um policial dá uma "escorregada" e perde sua profissão, vai preso e do outro lado...menoridade penal, benefício da lei de menor potencial ofensivo, "bons? antecedentes, réu primário, cumprimento de 1/6 da pena em regime fechado...logo tá aqui fora roubando e matando até mesmo policial de novo!
Não serei jamais, nem de perto um Capitão Nascimento, mas não me incomodaria se que houvessem vários deles fazendo a "justiça obscura" a favor dos cidadãso de bem.
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Quem liga para o que Padilha ou W. Moura pensam do Nascimento? Concordo com oCapitão, não com o ator e o diretor. Maconheiros têm que ser tratados como Matias trata o aluno de Direito; a bandidagem é cruel, o Bope é cruel: não se envia cordeiros para caçar lobos. Estes, do contrário, "perderão a noção do perigo"; e nós, a vida.
Que o W. Moura diga que não endossa os comentários que defendem a repressão do crime, e não a educação, como o meio mais eficaz para a segurança pública só mostra que o sujeito se esqueceu de ver o filme que protagonizou. Ou, se viu, não entendeu.
Aqyeke professor que passa o trabalho sobre Foucault é quem ministra educação por todo o país. Educação pública de 3º grau, aqui, como mostra o filme, não consiste senão em dar argumentos à classe média maconheira contra os policiais honestos, contra os homens que arriscam a vida para honrar a farda. No Bananão, as universidades são os órgãos de publicidade do banditismo.
Quem diz ser a educação pública (que é uma merda)a única saída, se alinha junto àqueles iluminados de "consciência social", que formam ONGS iguais às do filme.
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Guerra é guerra, se os traficantes nao tem pena da gente, pq teriamos q ter pena deles.
Tem mais é que subir o morro e passar bala em todos os traficantes, e nao sair de la ate que nao sobre um para contar historia.
Depois disso, as favelas deveriam ser demolidas e o local reurbanizado de forma a dar mais dignidade e saude para todos da favela.
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Eu ja vi o filme tres vezes mas eskeci o nome dela!!!!!!
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O brasileiro merece alguém como o Capitão Nascimento, pois este personagem nos deu a satisfação de ver bandido se ferrando pra valer, como merecem, diga-se de passagem. Precisamos do BOPE no país inteiro e não só no RJ. Eu assistí o filme numa versão baixada da internet, gostei tanto que fui ao cinema assistir, pelo simples fato que querer que os produtores do filme tenham retorno do que investiram e façam mais fimes como esse, como a Cidade de Deus e Carandiru. Está provado que o Brasil pode produzir filmes de um altíssimo nivel de qualidade. E temas polêmicos pra esses filmes não faltam por aqui.
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Sem sombras de dúvidas os filme é excelente. Estão de parabéns todos os que contribuiram para a realização dessa obra, sebretudo o ator Wagner Moura, que incorporou o espírito militar e foi impecável. Porém, no meu modesto entender, a trama criou um conceito distorcido da Polícia Militar entre os cinófilos, ao dividi-la em duas "corporações", sendo a "Polícia Convencional" e a "Tropa de Elite-BOPE", uma corrupta e outra honesta. Na verdade a Corporação é uma só, porém se desdobra em vários grupos com missões específicas, BOPE, GATE, ROTAM, etc. A doutrina policial militar básica é inerente a todos os policiais, sendo a disciplina e a hierarquia seus pilares de sustentação. Portanto, não creio que exista corrupção nestas instituições militares, pode até ter, porque nenhuma corporação está imune às mazelas e aos erros, porém não tão escancarada como mostra o filme, até porque a disciplina militar é muito rígida e quem está sob suas iras tem que "andar na linha", se não quiser sofrer as penalidades e as sansões previstas no Código Penal Militar e no Código de Regulamento Disciplinar.
Um forte abraço a todos.
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Mais filmes e mais história precisam ser produzidas mostrando o lado cruel do banditismo e da corrupção, está que se utiliza do aparato provido pelo estado para bancar um "sistema". Não vejo passeatas quando policiais morrem. Isso é verdade, até porque morrer policial virou coisa comum e muitas pessoas acham bonito e gostam de falar mal de policiais.
Hipócritas!!! Hipócritas!!! Esse povo que adora vestir camisa de Che Guevara e defender os direitos humanos...Esse povo não vê a verdade: estamos numa guerra que nunca acaba.
Lendo textos de várias épocas, percebo sempre as pessoas dizerem: estamos em guerra. A guerra é uma propriedade da humanidade. Ela nasce dentro de nós e extrapola quando produzimos as contradições que nós mesmos criamos. Precisamos deixar de ser ingênuos e observar o seguinte: não acordo com bandido, não amor com bandido, não há perdão com bandido. Mas ainda há aqueles que são confundidos com bandido. Aqui devemos ter cuidado, para não colocar dentro do saco a cabeça de pessoas inocentes, vítimas da decadência social...
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Nascimento seria numa sociedade saudável, um ótimo anti-herói. Mas num país que assiste bandidos mais perigosos no senado do que nas ruas, talvez Capitão Nascimento tenha vindo como salvador. A intenção do diretor era na verdade mostrar que o personagem sofria com stress, pressão, tomava remédios e tinha uma certa síndrome de pânico, mas na verdade o público viu outras características que precisava encontrar: coragem, obstinação e honestidade.
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Você está sendo irônico nesse parêntese? Ou você realmente acredita que o filme fez isso de forma exagerada. Você só pode estar de sacanagem... Pra mim, falou foi muito pouco... A "sociedade civil", no caso, nós, brancos, moradores do "asfalto", temos muito mais culpa no cartório do que o filme falou...
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Quem o admira ou quiser ser ele, imitá-lo, que aceite as consequências.
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filme além de passar q o mal
sempre perde influenncia
as crianças fazer o bem chega
de querer ser traficante agora eles
que ser do BOPE
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Assim acredito que o capitão Nascimento passou a ser visto como herói,porém não me alegra a idéia de ser preciso um sistema desses para que se haja cotrole sobre o tráfico, na verdade a doença do país continua sendo multifatorial,e o bop assim como outros sistemas funcionam de forma paleativa,não trazendo solução definitiva.
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Mas sério, já vimos tanta coisa em nosso país que está difícil surpreender-nos com quaisquer falcatruas.
CORRUPTOS (SAFAAAAAADOS) ATENÇÃO: O ELEMENTO SURPRESA JÁ EXPIROU FAZ MUITO TEMPO!!!!
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A DISTRIBUIÇÃO DE CINEMA BRASILEIRO É UMA MERDA.
QUERO COMPRAR UMA CÓPIA PIRATA DO DIRETOR JOSÉ PADILHA.
BOTE O PREÇO, DIVULGUE A CONTA E O BANCO QUE EU DEPOSITO.
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Concordo que o filme ja ganhou status sociológico e até acho isso bacana. Por mais que tanja a possibilidade de analisarmos o Cap. Nascimento como herói ou vilao, o questionamento causado pelo frenesi do filme ja nos faz esperançosos. Até por isso acho que seria legal a pretensao a um Oscar: a discussao talvez ganhasse notoriedade mundial.
Acho que todos concordamos que cidades como o Rio vivem uma verdadeira guerra, entao porque nao publicizar esta mazela?
Abraço.
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Estamos realmente numa guerra, na qual, infelizmente, quem perde é o cidadão honesto que sai de casa às 05 hrs da manhã pra pegar ônibus lotado, voltar à noite e ganhar um salário mínimo (e olhe lá!).Por isso, o Capitão Nascimento tornou-se herói!Ele nos reacendeu a esperança de ver o bem vencendo e provou que é necessário pessoas honestas e corajosas no país. Embora seus métodos sejam questionáveis, missão dada é missão cumprida.
Muito interessante também deixar bem clara a questão do financiamento do tráfico e observar que os maconheiros são justamente estudantes de Direito (parece irônico, não é?)
Ahhhh, outra coisa que não posso deixar de comentar e que o público feminino deve ter notado: o Wagner Moura já está super sexy e com o Caio Junqueira... IRRESISTÍVEIS!!!
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"pede pra sair pede pra sair
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Não, gente! É PUC! É faculdade paga, galera!
Sobre o filme, o que se vê por parte do cidadão comum é uma senhora falta de ideologia, e esse é o cerne do problema. Por mais que as pessoas digam que querem um mundo ideal onde a polícia "Entre sem Bater", cadê a ação? Ideologia requer ação, pois você só tem ideal se bota a mão na massa. Se você não faz nada, você não acredita realmente no que fala.
Criticaram a hipocrisia do cara que usa camisa de Che Guevara como esquerdista hipócrita. Acho que a hipocrisia tá tanto na esquerda como na direita, aonda não apareceu UM SER que mostrasse uma solução.
Aí nos resta admirarmos conterrâneos fictícios como o Capitão Nascimento, ou pessoas reais, mas estrangeiras, como a recém-finada Benazir Bhutto.
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Não sei que graça esse povo vê em um policial como todos os outros que espanca, xinga e maltrata os outros...
Vai se foder capitão nascimento, e todo mundo que gosta dele tambem kkkkkkkkkkkkkk
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