18.09.07
Adeus: a senhora do café, o tchau para o pai e o último dia
No sábado o filho dela morreu. E na segunda-feira ela estava na agência, fazendo café para os funcionários. "Ela chegou aqui, falou que o filho morreu, fez café e foi embora", me contou uma colega. "Ela ainda veio aqui?", eu perguntei assustada. E a resposta era sim. Ela foi trabalhar, como vai em todos os outros dias. E provavelmente voltará no dia seguinte, apesar do filho ter sido assassinado no último sábado. Nesse momento não me importa o que ele era: bandido, polícia, alguém andando no morro. O filho de alguém foi morto nesse fim de semana. Os filhos de tantas pessoas foram mortos nesse fim de semana. O filho de alguém também tinha filhos. Duas meninas. E tinha trinta e três anos de idade. E não saiu em nenhum jornal, não apareceu na tevê, ninguém escutou no rádio sobre sua morte. O filho de alguém morreu, o pai de alguém morreu e o mundo não ouviu.
Achei esse vídeo abaixo na Casa do Zander:
Domingo foi o último dia do Rio Body Count.
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Vim te visitar, viu???? rsrs
bjs
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