2.08.07
Datilografia sem mestre, em sete lições

O meu nome é Helena Santana Cardoso. Eu tenho dez anos de idade e gosto de datilografar. Estudo no Colégio Imaculado Coração de Maria e moro no Méier. Tenho uma irmã chamada Sara. A Sara tem nove anos de idade. Nas minhas próximas férias eu vou viajar para Vila Velha.
O meu nome é Helena Santana Cardoso. Eu tenho quinze anos e gosto de datilografar. Os meus pais são separados. Eu estudo no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca. Tenho uma irmã chamada Sara. Ela tem quatorze anos de idade. Nas minhas próximas férias eu vou ficar no Rio.
O meu nome é Helena Santana Cardoso. Eu tenho vinte anos e gosto de digitar. Eu não sei qual faculdade eu vou fazer. Estou em dúvida entre Cinema, Arquitetura, Biologia e História. Se eu passar para alguma, me matriculo. Eu tenho uma irmã chamada Sara. Ela tem dezenove anos e faz
faculdade de Relações Internacionais.
O meu nome é Helena Santana Cardoso. Eu tenho vinte e um anos e gosto de digitar. Eu passei para todos os vestibulares que eu tentei e por isso me matriculei em tudo, mas curso a faculdade de Cinema. Minha mãe não ficou feliz no começo, mas agora ela gosta da idéia. Eu tenho uma irmã chamada Sara. Ela tem vinte anos e continua cursando Relações Internancionais.
O meu nome é Helena Santana Cardoso Ivich. Eu tenho vinte e cinco anos e sou casada. Acabei de passar para a faculdade de Direito, mas odeio o curso. Cinema não dava dinheiro. O meu marido é advogado. Eu continuo gostando de digitar. E mais ainda de escrever. Eu não sei o que eu quero da vida. Nem a minha irmã, apesar dela ter terminado a faculdade há muito tempo.
O meu nome é Helena Santana Cardoso Ivich. Eu tenho vinte e sete anos de idade, sou casada e não tenho filhos. Eu ainda não terminei a faculdade e trabalho num lugar que odeio. Ainda não sei o que eu quero da vida. Minha irmã também não, mas pelo menos ela está fazendo uma pós-graduação.
O meu nome é Helena Santana Cardoso Ivich. Talvez eu fosse feliz se fosse secretária, apesar da minha vó sempre ter me contado que nunca conheceu uma Helena feliz durante toda a vida. E ela já tem oitenta e cinco anos de idade.
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Adorei o conto! Parabéns!
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Dá pra sentir. Procurando, meio sem graça, querendo aprofundar na alma de quem escreve, sem pedir licença, dá pra ver, (no perfume, transportes são feitos, o espírito sai, vai e, sabe-se.) neste aroma, folha, bem verde, na folha, o orvalho, lágrima da noite chorosa, esperando o amanhecer, como se dele dependesse, para ter certeza de ser e estar, ou estar e ser, vivo. bem feliz, eu quero.
Sou filha.
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