21.07.07
Vícios
De tempos em tempos eu fico viciada em certas leituras. Já aconteceu com Érico Veríssimo, com José Saramago, com Mario Vargas Llosa e com J.K. Rowling (e sim, eu sou uma das pessoas que vai comprar o novo Harry Potter hoje porque não consegui comprar ontem à noite). Dessa vez, o vício é Mia Couto.

O sistema de se viciar em algum autor é assim: você lê um livro, não pode esperar para ler o outro e vai procurando/comprando/emprestando tudo o que ver dele pela frente. Nessa última semana li pela primeira vez um livro de Mia Couto: "O outro pé da sereia". O escritor nasceu em Moçambique, no ano de 1955, como Antônio Emílio Leite Couto e se transformou em Mia graças a um apelido que ganhou do irmão mais velho. É considerado um dos dez melhores escritores africanos, é publicado no Brasil pela Companhia das Letras e er, o NN que me desculpe, mas eu estou completamente apaixonada.
Não conheço nada de literatura africana. Ou melhor, para não dizer que não conheço nada, só me lembro de ter lido um outro autor do continente, esse nascido em Angola: José Eduardo Agualusa. A obra de Agualusa também foi amor à primeira vista. Li "O ano em que zumbi tomoou o Rio" durante a Flip de 2004. O escritor também estava em Parati e fez uma das melhores palestras da feira literária. Quando voltei ao Rio comprei "O vendedor de passados" e agora estou lendo "As mulheres de meu pai", seu último livro publicado.
O problema de ler escritores de Angola e de Moçambique é que fico louca de vontade de visitar os dois países, de conhecer o ambiente em que eles nasceram, de ver o universo que os ajudou a escrever desse jeito. Coisa que eu só devo conseguir fazer daqui a uns dez anos, se depender da minha atual situação financeira.
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Bárbaro!!!!!!!!
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