25.06.07
Os filmes mais tristes da minha história
Essa mania do NN de fazer listas para tudo é contagiante. Depois do meu último post sobre o Cine Paradiso, fiquei com vontade de escrvever sobre os filmes mais tristes da minha história. Algumas vezes, os filmes não são propriamente tristes; eles se tornaram tristes pelo o que eu estava passando no momento. Em outras, a película faz até o mais insensível dos humanos se debulhar em lágrimas.

Pelo que eu já ouvi por aí, "A rosa púrpura do Cairo", filme de Woody Allen lançado em 1985, não é exatamente de fazer marmanjo chorar. Mas a história de Cecília (Mia Farrow) me emocionou e marcou de um jeito difícil de explicar.
Tenho uma dívida com Allen. Uma dívida que vou pagando aos pouquinhos. "A rosa púrpura do Cairo" era um filme que eu não tinha visto até o ano passado (ninguém pode dizer que eu não avisei que fui uma estudante de cinema desnaturada; pelo menos agora eu sou uma ex-estudante de cinema desnaturada). Foi um filme que eu assiti no conforto do meu sofá, com as luzes de casa apagadas, debaixo de um cobertor. E foi na cena final, quando Cecilia foi ao cinema, que minha crise de choro começou. E só terminou uma hora depois, para desespero do NN -- que já não sabia mais o que fazer.
Deve ser porque, assim como a Cecilia, eu também fujo da realidade no Cinema. Quando entro naquela sala escura a Marcele sempre desaparece. Não, eu não viro a mocinha do filme. Mas desapareço. Desapareço para viver dentro da história, fazendo uma ponta qualquer.
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beijo, meu amor, tou no trabalho já
Obrigada, babe. Apesar de ser assustador você saber que eu estava escrevendo de um cyber café, obrigada. Faz parte da nova campanha emagrecedora: escreva na hora do almoço e economize quinhentas calorias. Beijos, Marcele.
Url: http://lulu-diariodalulu.blogspot.com
A gente também tem a Cabíria aqui em casa. E eu também sofro com ela, e também choro muito, apesar de nem tanto como sofro com a Cecilia (eu realmente me identifico com a Cecilia; ou então, não vejo Noites de Cabíria há muito tempo). É um lindo, lindo, lindo filme.
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Abraço
Pietra, eu também preciso fazer uma lista dessas. Dos filmes não vistos e, pior, dos livros não lidos. Aliás, eu li o livro "As pontes de Madison" antes de ver o filme. E, claro, chorei como uma condenada. Tanto lendo quando vendo. É um das poucas adaptações em que eu prefiro o filme ao livro. Vá entender...
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Minha esposa consegue chorar, mas eu não.
Fico ali, mergulhado em minhas lágrimas-não-vertidas.
Acho que, assim, a emoção é ainda mais forte.
Abraços.
Eu até tento não chorar. Quando estou em público, como no cinema, tento mesmo. Mas é difícil... Pra não dizer impossível. Não sei se sem chorar a emoção é mais forte; acho que -- pelo menos, no meu caso -- o choro é a água caindo do copo, a emoção transbordando mesmo.
Url: http://acaminho.wordpress.com
Só pra informar que tomei a liberdade de acrescentá-los em minha (fresquinha) lista de blogs.
Abraços.
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a gente não tem Noites de Cabíria, você se confundiu!
Caminhante, obrigado pela força que nos dá!
NN
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