Gustavo de Almeida e Marcele Fernandes são cariocas, casados e rubro-negros. Ele tem 40 anos e trabalha de noite. Ela tem 27 anos e trabalha de dia. Os dois se encontram nas poucas folgas que restam, nos posts do blog e, quase sempre, nos sonhos também.
Siga-nos no Twitter Gustavo de Almeida
Marcele Fernandes









25.06.07

Os filmes mais tristes da minha história

Essa mania do NN de fazer listas para tudo é contagiante. Depois do meu último post sobre o Cine Paradiso, fiquei com vontade de escrvever sobre os filmes mais tristes da minha história. Algumas vezes, os filmes não são propriamente tristes; eles se tornaram tristes pelo o que eu estava passando no momento. Em outras, a película faz até o mais insensível dos humanos se debulhar em lágrimas.

A Rosa púrpura do Cairo

Pelo que eu já ouvi por aí, "A rosa púrpura do Cairo", filme de Woody Allen lançado em 1985, não é exatamente de fazer marmanjo chorar. Mas a história de Cecília (Mia Farrow) me emocionou e marcou de um jeito difícil de explicar.

Tenho uma dívida com Allen. Uma dívida que vou pagando aos pouquinhos. "A rosa púrpura do Cairo" era um filme que eu não tinha visto até o ano passado (ninguém pode dizer que eu não avisei que fui uma estudante de cinema desnaturada; pelo menos agora eu sou uma ex-estudante de cinema desnaturada). Foi um filme que eu assiti no conforto do meu sofá, com as luzes de casa apagadas, debaixo de um cobertor. E foi na cena final, quando Cecilia foi ao cinema, que minha crise de choro começou. E só terminou uma hora depois, para desespero do NN -- que já não sabia mais o que fazer.

Deve ser porque, assim como a Cecilia, eu também fujo da realidade no Cinema. Quando entro naquela sala escura a Marcele sempre desaparece. Não, eu não viro a mocinha do filme. Mas desapareço. Desapareço para viver dentro da história, fazendo uma ponta qualquer.

por Marcele Fernandes as 13:56:57

Posts similares:
Cine Paradiso
Woody Allen faz cinema como poucos
Filmes


Comentários:


Seus comentários

Nome: Nicholas Name
Url: http://www.interney.net/blogs/eclipse
Tão lindo seu texto sobre o filme magistral, extraordinário, do gênio Woody Allen que nem vou comentar essa sua postagem feita de um cibercafé, ehhehehehe

beijo, meu amor, tou no trabalho já

Obrigada, babe. Apesar de ser assustador você saber que eu estava escrevendo de um cyber café, obrigada. Faz parte da nova campanha emagrecedora: escreva na hora do almoço e economize quinhentas calorias. Beijos, Marcele.
25.06.07 @ 16:24
um filme triste, que dói, para mim, que eu tenho em casa, e vejo porque é lindo, mas é triste triste triste é Noites de Cabíria, do Fellini.A Cabíria é uma das personagens mais tristes, de uma melancoli ameio patética, que eu já encontrei na vida.

A gente também tem a Cabíria aqui em casa. E eu também sofro com ela, e também choro muito, apesar de nem tanto como sofro com a Cecilia (eu realmente me identifico com a Cecilia; ou então, não vejo Noites de Cabíria há muito tempo). É um lindo, lindo, lindo filme.
26.06.07 @ 09:08
Marcele, e eu que só assisti "As pontes de Madison" há uns 4 meses atrás?! E também chorei... Como vc disse antes, a vida é verdadeira e algumas coisas doem verdadeiramente. E por falar em fazer listas de coisas, estou fazendo uma dos filmes não vistos, com prazo determinado pra cumpri-la!
Abraço

Pietra, eu também preciso fazer uma lista dessas. Dos filmes não vistos e, pior, dos livros não lidos. Aliás, eu li o livro "As pontes de Madison" antes de ver o filme. E, claro, chorei como uma condenada. Tanto lendo quando vendo. É um das poucas adaptações em que eu prefiro o filme ao livro. Vá entender...
26.06.07 @ 12:00
Nome: Caminhante
Url: http://acaminho.wordpress.com
Quando me emociono no cinema, choro pra dentro.
Minha esposa consegue chorar, mas eu não.
Fico ali, mergulhado em minhas lágrimas-não-vertidas.
Acho que, assim, a emoção é ainda mais forte.

Abraços.

Eu até tento não chorar. Quando estou em público, como no cinema, tento mesmo. Mas é difícil... Pra não dizer impossível. Não sei se sem chorar a emoção é mais forte; acho que -- pelo menos, no meu caso -- o choro é a água caindo do copo, a emoção transbordando mesmo.
26.06.07 @ 16:38
Nome: Caminhante
Url: http://acaminho.wordpress.com
Meus caros,
Só pra informar que tomei a liberdade de acrescentá-los em minha (fresquinha) lista de blogs.
Abraços.
27.06.07 @ 14:18
Nome: Gustavo de Almeida
Url: http://www.interney.net/blogs/eclipse
Marcele,
a gente não tem Noites de Cabíria, você se confundiu!

Caminhante, obrigado pela força que nos dá!

NN
28.06.07 @ 11:57
Nome: HELI FONSECA
Url:
Gostei tanto de "noites de Cabíria" (tá no meu "top five") que quando minha filha nasceu seria batizada de Cabíria, mas houve protestos na família e ficou ÉRICA mesmo, em homenagem ao Érico Veríssimo.
14.11.07 @ 13:35
Nome: mia
Url:
Eu também tenho meu filme triste e lindo,que é o TITANIC todas as veses que eu assisto eu choro de emoção,pena que este filme ja esta meio esquessido mais eu gosto dele mesmo assim,você sabe quando ajente se emossiona com um filme é porque ele nos toca no fundo do coração. BEIJOS.
10.12.08 @ 13:43
filmes triste q me fassa chorar e me emocione sao meus preferidos tenho muitos exemplos mas nao vou dizer parabens pessoal vcs sao de bons gostos alguns
01.02.09 @ 00:11
Nome: HELI FONSECA
Url:
Querem ver filmes tristes? Assistam TENSÃO EM RUANDA, HISTÓRIA DE UM MASSACRE, UMA VIDA NOVA e A VIDA DOS OUTROS.
17.08.09 @ 13:21
Nome: lorenna
Url:
adorei o todos os flime
mim emociomei muito
13.12.09 @ 13:36
Nome: ricardo
Url:
adorei o corno NN dando uma conferida

hahahahaha
16.01.10 @ 00:12

Seus comentários::


Tags XHTML permitidas: <p, ul, ol, li, dl, dt, dd, address, blockquote, ins, del, span, bdo, br, em, strong, dfn, code, samp, kdb, var, cite, abbr, acronym, q, sub, sup, tt, i, b, big, small>
(Quebras de linha se tornam <br />)
(Set cookies for name, email and url)