10.06.07
Gente estranha de Copacabana, parte 1

Ela entrou no carro de um jeito meio estabanado. A chave, graças a deus, estava na ignição. Fechou a porta, mas a cauda do vestido ficou para fora. Uma parte do véu também. Abriu a porta de novo. Puxou a cauda, puxou o véu, fazendo tudo o mais que rápido que conseguia. Foi exatamente o tempo de dois padrinhos entrarem pela porta do carona. Uma das madrinhas descia a escadaria, já descalça, gritando “me espera, me espera!”. Ela resolveu esperar. O mal já estava feito, não custava nada esperar mais um pouco. “Para onde vamos?”, ela ouviu um deles perguntar. Ela não sabia. Ela realmente não sabia a resposta.
A igreja ficava no Alto da Boa Vista. Dirigiu, dirigiu, dirigiu por metade da cidade e chegou em Copacabana. Lembrou do boteco que freqüentava com os amigos e resolveu ir para lá. A madrinha e os dois padrinhos não questionaram. Se você precisa beber em algum dia de sua vida, provavelmente esse dia é o que você sai correndo do seu casamento, certo?
Eles sentaram nas cadeiras de ferro, em volta da mesa que ficava na calçada. O garçom só perguntou o quê eles iriam beber, enquanto as pessoas em volta fingiam que uma noiva não estava sentada num botequim na avenida Prado Júnior. Ou simplesmente não ligavam. Afinal, a fauna por ali era vasta. Havia, sem sombra de dúvida, todo tipo de gente. Algumas patricinhas bebiam cervejas numa mesa ao lado; várias moças trabalhavam duro com os gringos. Homens engravatados conversavam animados. Alguns velhinhos jogavam baralho enquanto bebiam cerveja. E a noiva, cercada por uma moça de vestido longo vermelho e dois homens de fraque, esperava pela vodca calada.
(Continua. Quer dizer, assim eu espero).
"Gente estranha de Copacabana" é o nome de uma comunidade no Orkut. E é também o nome de uma série de contos que eu pretendo publicar aqui. Pessoas estranhas de Copacabana, por favor, não me levem a mal. Eu não nasci no bairro, mas fui moradora por alguns anos, ainda trabalho por lá e, cá entre nós, sou completamente apaixonada pela Princesinha do Mar.
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Dez horas? dez horas?! Isso não é um casamento, é praticamente uma rave!
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"(Continua. Quer dizer, assim eu espero)"
Acho bom continuar mesmo, porque agora eu preciso saber o que aconteceu depois! rss
É sério hein!
Beijinhosss
Gabi
Assim que eu descobrir o que vai acontecer, escrevo!
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