Gustavo de Almeida e Marcele Fernandes são cariocas, casados e rubro-negros. Ele tem 40 anos e trabalha de noite. Ela tem 27 anos e trabalha de dia. Os dois se encontram nas poucas folgas que restam, nos posts do blog e, quase sempre, nos sonhos também.
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Marcele Fernandes









10.06.07

Gente estranha de Copacabana, parte 1

Calçadão de Copacabana

Ela entrou no carro de um jeito meio estabanado. A chave, graças a deus, estava na ignição. Fechou a porta, mas a cauda do vestido ficou para fora. Uma parte do véu também. Abriu a porta de novo. Puxou a cauda, puxou o véu, fazendo tudo o mais que rápido que conseguia. Foi exatamente o tempo de dois padrinhos entrarem pela porta do carona. Uma das madrinhas descia a escadaria, já descalça, gritando “me espera, me espera!”. Ela resolveu esperar. O mal já estava feito, não custava nada esperar mais um pouco. “Para onde vamos?”, ela ouviu um deles perguntar. Ela não sabia. Ela realmente não sabia a resposta.

A igreja ficava no Alto da Boa Vista. Dirigiu, dirigiu, dirigiu por metade da cidade e chegou em Copacabana. Lembrou do boteco que freqüentava com os amigos e resolveu ir para lá. A madrinha e os dois padrinhos não questionaram. Se você precisa beber em algum dia de sua vida, provavelmente esse dia é o que você sai correndo do seu casamento, certo?

Eles sentaram nas cadeiras de ferro, em volta da mesa que ficava na calçada. O garçom só perguntou o quê eles iriam beber, enquanto as pessoas em volta fingiam que uma noiva não estava sentada num botequim na avenida Prado Júnior. Ou simplesmente não ligavam. Afinal, a fauna por ali era vasta. Havia, sem sombra de dúvida, todo tipo de gente. Algumas patricinhas bebiam cervejas numa mesa ao lado; várias moças trabalhavam duro com os gringos. Homens engravatados conversavam animados. Alguns velhinhos jogavam baralho enquanto bebiam cerveja. E a noiva, cercada por uma moça de vestido longo vermelho e dois homens de fraque, esperava pela vodca calada.

(Continua. Quer dizer, assim eu espero).

"Gente estranha de Copacabana" é o nome de uma comunidade no Orkut. E é também o nome de uma série de contos que eu pretendo publicar aqui. Pessoas estranhas de Copacabana, por favor, não me levem a mal. Eu não nasci no bairro, mas fui moradora por alguns anos, ainda trabalho por lá e, cá entre nós, sou completamente apaixonada pela Princesinha do Mar.

por Marcele Fernandes as 02:57:33
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Categorias: Contos



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Oba, vou adorar acompanhar essa série! Me lembrou o dia do meu casamento, quando, depois de dez horas de festa, fomos beber com os remanescentes num bar na mesma rua do buffet. A única diferença é que levei o noivo junto, hehe.

Dez horas? dez horas?! Isso não é um casamento, é praticamente uma rave! :) E quanto ânimo... Apesar de que, quando a festa do meu casório acabou, eu -- confesso -- fiquei com gostinho de quero-mais. Bem que ela podia ter durado dez horas...
11.06.07 @ 00:01
E aí, e aí?!! O que aconteceu?!

"(Continua. Quer dizer, assim eu espero)"
Acho bom continuar mesmo, porque agora eu preciso saber o que aconteceu depois! rss
É sério hein!

Beijinhosss
Gabi

Assim que eu descobrir o que vai acontecer, escrevo!
11.06.07 @ 00:02

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