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De Primeira: Futebol, Futebol e Futebol

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Out 09

O Flamengo e a reta final do Brasileirão...

por Equipe De Primeira01h11

Por Daniel Soares

Primeiro tempo maluco no Barradão, no jogo Vitória x Flamengo. Pra quem não tomava gol há 6 jogos, tomar dois de bola parada e mais um de contra-ataque foi fogo. E eu que achava que o principal problema seria o ataque formado por Dênis Marques e Zé Roberto. O Zé está em ascensão e jogou muito bem, principalmente no primeiro tempo.

O Dênis Marques só consegue fazer gol quando a bola desvia no zagueiro. Tá com cara de que vai se consagrar no Campeonato Carioca 2010 fazendo muitos gols em cima de Boavista, Resende, Tigres et caterva. Depois de um segundo tempo sonolento, o Flamengo achou um gol aos 46 minutos. O ponto em Salvador acabou sendo lucro dadas as condições do jogo.

Mas o Flamengo continua tendo que vencer todos os quatro jogos que tem em casa (São Paulo, Santos, Goiás e Grêmio), mais o clássico contra o Botafogo (o jogo será no Engenhão) e vencer as três partidas teoricamente mais fáceis fora de casa (Barueri, Náutico e Corinthians) pra continuar com chances de Libertadores. Muito difícil encaixar uma sequência tão regular, mas é possível até os resultados me provem em contrário.

Os outros jogos....

-O Internacional conquistou uma vitória obrigatória no Beira Rio. Nem as vitórias obrigatórias vinham acontecendo. Voltou a ser candidato sério à Libertadores.

-Acabou o fôlego do Jason? O São Paulo empatou com o Coritiba no Morumbi num daqueles momentos do campeonato em que isso é quase entregar a Taça pro adversário. Alias, no final do jogo o travessão salvou o time do Morumbi de perder em casa. E lá vai o Marcelinho Paraíba mantendo o Coxa na Série A. Esqueci de falar, no texto sobre o Fla x Flu, que ele foi um dos reforços que acertaram o Flamengo no segundo semestre de 2008.

-O Fluminense é um condenado à morte. Ainda está vivo, mas aguarda apenas marcarem a data da execução. Dead man walking. Corinthians? Feliz Natal!

-O Santos fez o que tinha que fazer pra ter um pouco de paz e o Sport já tem o veredito. Aguarda apenas a marcação da data, como o tricolor carioca.

-O 0x0 na Arena da Baixada não chegou a ser tão ruim para os dois clubes. O Atlético segue mantendo distância segura do rebaixamento e mantém proximidade da zona da Sulamericana (alguém se importa?). O Grêmio mantém respirando por aparelhos as chances de Libertadores.

-Quantas pessoas terão pago ingresso para assistir o "clássico" Barueri x Santo André? Ninguém precisa de dois clubes paulistas sem torcida na Série A, a não ser os grandes paulistas, que assim ganham um número maior de partidas em casa.

-A Nação Rubro Negra, mais uma vez comovida, agradece os esforços atleticanos e esmeraldinos de dar emoção ao campeonato. O Botafogo respira e ganha confiança. O Cruzeiro se permite sonhar com a Libertadores.

-O São Paulo provavelmente também agradece ao Palmeiras, que com o empate suado de hoje dá ânimo novo ao tricolor após a ducha fria do empate de ontem. Dois empates em 2x2 com times do sul do país.

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Mai 20

Viva!

por Jones Rossi17h44

Um dias após a prisão de Graboski, a Império Alviverde publicou em seu site uma nota de esclarecimento escrita por Papagaio, presidente dos uniformizados coxas. Veja abaixo:

Nota de esclarecimento...

Eu, como Presidente da Império Alviverde não concordo com muitas coisas que tem acontecido ultimamente nos jogos de futebol, tanto não concordo que nos dias 05/05 e 14/05 me reuni com representantes das torcidas de Atlético e Paraná Clube para buscarmos soluções para acabarmos com o problema da violência no futebol.

Na última segunda feira, dia 18/05 liguei para o Ministério Público, falei com o Sr. Maximiliano Ribeiro Deliberador que é Promotor de Justiça para agendarmos uma reunião para apresentarmos as propostas que foram estabelecidas na reunião do dia 05/05 e 14/05, ficou marcado para quinta feira dia 21/05 as 15 hs esta reunião.

No dia 16/05, antes do jogo entre Coritiba x Santo André, conversei com o Delegado da Policia Civil, Dr Clóvis Galvão, o mesmo solicitou cerca de 10 camisas da Império para que seus agentes possam infiltrar-se entre os torcedores, concordei prontamente com a solicitação do Delegado, assim que receber o oficio da Policia Civil estarei enviando as referidas camisas.

Destaco ainda, que desde 2001 quando assumi a Presidência da Torcida Império Alviverde, os índices de vandalismo diminuíram sensivelmente, tanto no quesito briga entre torcidas, bem como no número de Ônibus danificados, conforme números da própria Urbs.

No ano de 2005 desenvolvi o projeto Torcida Social, onde ajudamos várias instituições carentes de nossa Cidade, essas ações podem ser acompanhadas pelo site www.torcidasocial.com.br.

Sobre o Vice-Presidente da Império, no que se refere à parte profissional, não tenho nada a reclamar, no tocante a sua detenção no dia 19/05, cabe a justiça julgar o caso.

Quero salientar que por 2 vezes a COPE esteve fazendo batidas em nossa sede e em nenhuma das situações encontraram qualquer objeto ilícito dentro do recinto.

Moramos em um País com leis claras e com penas previstas tanto no código civil como no criminal, portanto nenhum cidadão esta acima da lei, também consta que todo cidadão responde pelos seus atos, tanto civil como criminalmente.

Autor/Fonte: Luiz Fernando Corrêa (Papagaio)
Publicação: 20/05/2009

Dá para comentar bastante coisa, mas vou me ater ao terceiro parágrafo. Reproduzo-o novamente aqui:

No dia 16/05, antes do jogo entre Coritiba x Santo André, conversei com o Delegado da Policia Civil, Dr Clóvis Galvão, o mesmo solicitou cerca de 10 camisas da Império para que seus agentes possam infiltrar-se entre os torcedores, concordei prontamente com a solicitação do Delegado, assim que receber o oficio da Policia Civil estarei enviando as referidas camisas.

Não é genial? É preciso elogiar a perspicácia, a astúcia e a sagacidade da "polícia do meu Paraná", como diria o mestre Alborguetti, Dalborga para os chegados. Como ninguém pensou nisto antes: solicitar à torcida organizada os uniformes da... própria torcida organizada?

E que não se deixe passar despercebida outra ideia sensacional gerada na terra das araucárias: por que não avisar o presidente da torcida organizada que será objeto de investigação que agentes serão infiltrados entre os torcedores?

Não quero crer que Papagaio, de posse de tais informações, tomasse qualquer atitude que pudesse atrapalhar tão sólidas investigações conduzidas pelo Dr. Clóvis, como alertar os membros de sua torcida da presença dos agentes ou mesmo enviar uniformes alterados que fossem facilmente identificáveis, assim entregando os policiais "disfarçados".

Enfim, a se acreditar nas palavras tão bem redigidas pelo psitacídeo (meu corretor ortográfico tentou alterar psitacídeo para psicopata, mas que corretor vagabundo que tenho) alviverde, Dr. Clóvis Galvão empalidece outras mentes brilhantes do cenário paranaense - e quiçá nacional - com sua argúcia sem limites. Se todos os policiais paranaenses fossem como ele, Curitiba jamais estaria na frente de São Paulo no ranking das capitais mais violentas do País. Folgo em saber que meu Paraná está em boas mãos.

Vamos nos ufanar deste momento histórico para as investigações policiais. Viva Graboski, viva Papagaio, viva Dr. Clóvis, viva Curitiba, viva o Paraná!

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Mar 04

Conheça o Travinha: novo blog paraense

por Felipe Lessa01h15


A blogosfera futebolística ganhou recentemente um novo representante de peso: o Travinha, do colega de casa Leonardo Aquino. Cheirando açaí e maniçoba, o novo meio de informação, que leva o nome de um futebol popularmente jogado nas ruas do Pará, surgiu em meados de fevereiro e promete ser a mais nova enciclopédia virtual das pelejas do estado nortista.

Seu conteúdo varia entre as notícias factuais, curiosidades, histórias e personagens da terra de Tuna Luso, Remo e Paysandu. Outra missão é resgatar imagens e vídeos de diversas épocas e estádios. Sem mais palavras, acesse:

http://travinha.wordpress.com/

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Fev 01

O modo como posts surgem

por Alessandro Manoel15h15

Em Curitiba é bem raro as pessoas saberem de cabeça qual o número das linhas de ônibus que pegam. E o número 666 é o de uma linha chamada Novo Mundo. Talvez seja piada do pessoal da Urbs (empresa municipal curitibana que gerencia o transporte público local) com o número da besta e um mundo novo para apavorar quem acredita nestas coisas. Vai saber.

O ponto é que a gente se acostuma e não repara que algumas coisas podem ser algo engraçado para outros mesmo sendo comuns em nosso mundinho particular. Este assunto já chegou perto de ser abordado em posts sobre a Terceirona do Brasileirão. Em 2008 havia a minha torcida para que Brasil de Pelotas e Holanda-AM. Se acontecesse certamente alguma matéria da Placar iria ligar o confronto entre os dois times e um dos três jogos entre as seleções em copas (1974, 1994 e 1998) Quem seria o Van der Saar amazônico? O Cruyff do Pulmão do Mundo??

Enquanto eu pensava no 666 que passeia em direção ao sul curitibano, lembrei de dois confrontos no campeonato paranaense. Fox do Iguaçu x Iguaçu (de União da Vitória) e Paraná x Paranavaí. Pra paranaenses é comum. Será que a distância os nossos amigos de Belém acham isso engraçado?Lembro também que O Havelange uma vez estava em Curitiba e foi convencido a assistir a Atlético x Paraná Clube. Um repórter foi lá perguntar o que o rapaz achava do confronto e ele soltou um “estou satisfeito em acompanhar o jogo entre Paraná e Paranaense”. Mas também tivemos Engenheiro Beltrão x Francisco Beltrão.

Em São Paulo é engraçado o jogo entre Noroeste e Oeste. Será este o futuro clássico Rosa-dos-ventos? Os torcedores do Oeste vão tirar sarro porque o Noroeste é um mero ponto colateral e irão levar ao estádio uma bandeira com o dom Odilo Pedro Scherer? Uma pena que não temos mais um afastamento necessário pra sorrir em um confronto São Paulo x Paulista. Sem falar na quantidade de santos presentes.

A série A2 nos traz o clássico maniqueísta Rio Preto x Rio Branco com o Rio Claro chegando pra dizer que a mistura é que ganha jogo. Atlético Sorocaba x São Bento ainda é um dérbi mais legal, confesso. O fato é que o Bandeirante vai subir pra série A2 só pra invadir Sertãozinho. Ou talvez Nacional e Internacional subam junto e transfiram este jogo inusitado pra uma divisão mais chique. Monte Azul x Pão de Açúcar deveria estar no mesmo grupo.

À primeira vista, os cariocas só têm a nos oferecer América x Americano, que estão em divisões diferentes. Mas na terceira divisão há um clube que consegue fazer um “autoclássico”. O alvinegro Associação Esporte Clube Rio São Paulo. Rio São Paulo! E misturando tudo, há o Boavista da primeira divisão com o Bela Vista da terceira. Por sinal esta divisão carioca conta com times de nomes bem sugestivos: Semeando Cidadania Futebol Clube, Rubro Social Esporte Clube, Futuro Bem Próximo Atlético Clube e Fênix 2005 Futebol Clube.

E preparem-se. Guarani x Tupi se enfrentam no próximo dia 8 em Divinópolis. E dia 14 jogam Social x Democrata. Aliás, Democrata de Governador Valadares x Democrata de Sete Lagoas é bem comum por lá. Pena que atualmente este último está no Módulo II (a série B local).

Só consegui forçar a barra no Catarinense com Videira x Figueirense, que estão em divisões diferentes. O Gauchão tem como destaque a quantidade incrível de Esporte/Sport Clube/Club (Oito na principal e seis na segunda). Mato Grosso do Sul devia arrumar um par a altura para a Associação Atlética das Moreninhas. Operário x Comercial parece muito sem graça diante disso.

Preciso que algum leitor baiano nos ajude a confirmar se está correta a informação que tirei do site da Federação Baiana de Futebol sobre a existência de um time chamado Botafogo Esporte Clube e OUTRO chamado Botafogo Sport Clube. De qualquer forma dá para montar Serrano x Serrinha com Monte Rey querendo entrar na briga. Pernambuco tem três Ferroviários: Clube Ferroviário do Recife, Ferroviário Esporte Clube de Serra Talhada e Ferroviário Esporte Clube do Cabo.

Vou parar por aqui pra não ficar um post grande demais. Você, leitor, pode apontar novos jogos alternativos entre equipes de um mesmo estado. É que se for pra colocar jogos de times de qualquer lugar aí o céu é o limite e Chapadão x Chapadinha é imitar demais o Léo Aquino...

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Jan 21

Este é o fim do futebol como o conhecemos. E não me sinto bem

por Jones Rossi03h52

O futebol se parece um pouco com a política. Às vezes mais do que a gente gostaria. Quando a comunidade não está interessada em seus próprios rumos, quem toma conta são os políticos desonestos e corruptos. No futebol, quando cidades inteiras deixam de se importar com seus times para adorar o que vem de fora, empresários e espertalhões invadem o galinheiro antes que se possa dizer "categoria de base".

Por isso os estaduais são o que são. Meia dúzia de times com alguma tradição contra ex-times de tradição transformados em entrepostos de venda. Até o suposto melhor campeonato estadual do país, o Paulista, está recheado de times que não fazem o mínimo sentido: Guaratinguetá, Ituano, Paulista, São Caetano e por aí vai. Jogos às quartas-feiras de madrugada, estádios que se parecem entre si, torcidas tão vibrantes quanto um jogo de bocha com seu tio de 80 anos. Este é o Paulista. Imagine os outros.

Poucos vão concordar, mas campeonato estadual é o Gaúcho. Por um motivo simples. O interior ainda concentra times que têm conexão com a comunidade. Quem já foi para o interior gaúcho sabe como as cidades e a população valorizam seus times, mesmo que não sejam grandes coisas. E aí está a diferença para o interior paulista e paranaense, nos quais a população prefere torcer pela TV por times que no máximo irão ver no estádio uma vez na vida.

Qual o sentido em morar em Maringá e torcer pelo Corinthians e não pelo Grêmio Maringá (quando este existia)? Por que o Corinthians (ou São Paulo, Palmeiras, o time não vem ao caso) vence mais que o Maringá? Pô, mas é óbvio que vence e sempre vencerá. Mas deixem que os paulistanos cuidem do Corinthians. Torcer para um time local representa afirmar uma identidade própria, não importada, que faça sentido e tenha relação com o lugar em que você mora. Aos poucos, criam-se tradições, os domingos no estádio, as vitórias heróicas, aquele título duramente conquistado, o choro pelo rebaixamento.

Uma das histórias mais bonitas que escutei e não sei se é verdade, mas que cala fundo quando eu penso no Grêmio Maringá, é a de um torcedor do Atlético-PR que escutava todo o pré-jogo e desligava o rádio quando a partida começava. "Para mim basta saber que o Atlético existe", explicava. Para mim, bastaria saber que o Grêmio existe e começaria neste fim de semana mais um Campeonato Paranaense. Nem isso eu tenho.

Por isso, os campeonatos estaduais têm que acabar. Não faz sentido os clubes que têm relação com a torcida, ainda são grandes e têm força, disputarem um campeonato apenas para dar sobrevida, e principalmente grana, a times cujas próprias cidades já os abandonaram. Por causa do estadual, a aberração dos infernos Corinthians Paranaense vai ganhar alguns meses de destaque e pode provocar estragos duradouros no futebol paranaense. Por causa dos estaduais, os empresários conseguem colocar jogadores meia-boca na vitrine a preços baixos, em Guaratinguetás da vida. Na quarta divisão do Campeonato Brasileiro estes times só seriam motivo de piada, como realmente são, embora de vez em quando um ou dois abortos da natureza escapem e cheguem à Primeira Divisão.

(Pensando bem, seria até engraçado ver um dia o Corinthians Paranaense, que queiram ou não, é administrado por profissionais, gente que é dona de instituições financeiras, ganhando do Corinthians original, tocado por amadores e mal-intencionados. Será que o acordo tem alguma cláusula impedindo os dois de frequentarem a mesma divisão?)

Voltando ao assunto. A grande alternativa são os regionais: Rio-SP, Sul-Minas, Nordestão. Mas as federações jamais permitiriam perder o poder. Cada federação representa um voto e a CBF dificilmente bateria de frente com elas. A verdade é que a Federação de Futebol de Roraima é tão ou mais importante aos olhos da CBF que o Flamengo, que joga o estadual para sustentar o Nova Iguaçu e o Cabofriense, ao passo que clubes tradicionais como o América-RJ, Bangu, Madureira e Goytacaz fade away.

Trocando em miúdos, não há solução por enquanto. Se o presidente de um clube campeão brasileiro já me disse que sugeriu a volta da Sul-Minas e foi impossível convencer clubes como Cruzeiro a tomarem parte, é porque estes clubes também caminham para o inevitável apequenamento. Talvez o futuro seja assim mesmo. No lugar do Toledo, uma franquia do São Paulo. No lugar do Goiânia, cria-se o Corinthians Goianiense. Extingua-se o CSA em favor do Flamengo Alagoano - até porque Corinthians eles já têm. E o Brasil do "Bahia, minha porra", do "Santa é lindo", do "A-tlé-ti-co" e do "Vamo, vamo, Inter"; do Brasil de Claudio Milar, do Remo e do Sampaio Correa, dará lugar a um único coro unânime: "somos um bando de loucos". E estaremos cheios de razão. Seremos loucos e idiotas.

E assim espero ter encerrado minha série lacrimosa sobre essa porcaria toda que se tornou o futebol. Ainda há esperança, Kaká disse não ao Manchester City. E disse pelos motivos certos. Pode ser que o vento tenha mudado direção. Não conto com isso, mas não custa sonhar.

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Dez 16

João Neves: um herói nunca cai no anonimato

por Felipe Lessa07h14

João Neves foi o maior zagueiro do Londrina Esporte Clube. O eterno camisa 4 do Tubarão marcou história pela presença na boemia, pela raça e amor ao alviceleste. Sua história poderia compor com a mesmice de tantos outros que passaram pelo Tubarão. Acusações de bebedeiras antes dos jogos, salários atrasados, ausência de títulos e o anonimato no futuro.

No entanto, não foi assim. Ao menos em tudo, não. Muito se tentou estereotipar o grande xerife londrinense pela violência desnecessária. A cor negra, mesclada com a força de um brutamonte com mais de 1, 90 metro de altura, realmente era assustadora. Características que intimidavam adversários em todas as circunstâncias.

Seu físico também intimidava aos jornalistas. Estes, defensores de um futebol arte. Algo fresco e refinado, características nada peculiares ao mito pé vermelho. Definitivamente, era preciso retirar o brutamonte do futebol. Para estes, o "grande" momento de João Neves ocorreu quando o mito inverteu a regra: quebrou Pachequinho em pleno Couto Pereira.

O talento promissor do Coritiba, nos anos 90, foi fazer brincadeirinhas com o dono da defesa londrinense e conheceu a fúria de João Neves. Foi anulado. Não apenas de um simples Londrina e Coxa, como também da carreira. Tratava-se de uma resposta ao imperialismo da capital contra os clubes do interior. Era o preço pago por brincar com quem não se deve.

Quem também brincou com os brios do atleta foram os diretores do União Bandeirante. Davam a conquista do Campeonato Paranaense de 1992 como certa. Esnobaram do LEC, e também do mestre. A resposta veio no dia 29 de novembro. Na terceira peleja, entre Londrina e União, no Estádio do Café, se decidiria o rumo do troféu maior do futebol paranaense: seria entregue em terras de cafezais ou plantações de cana-de-açúcar? Tratava-se de um jogo truncado. Pior. O Tubarão não contava com Aléssio, suspenso.

Era a maior tormenta londrinense, que desde 81 não vencia o campeonato. Sem desmerecer, a pontaria de Leco não correspondia. Parecia que tudo dava errado. Com Cláudio José no banco, a posição de aríete alviceleste era praticamente nula e precisava ser ocupada por outro combatente.

Foi o que ocorreu em meados do primeiro tempo. Um dos atletas chamou para si tal função. Depois de uma falta cobrada por Roberto, pela ponta esquerda, a bola alçada na área do União tem destino certo. O camisa 4 eterno, o destemido João Neves, sobe sozinho e praticamente fuzila o grande arqueiro Anselmo. A testada de ferro repassava toda agonia ao clube do coronel da bola, com a mesma redonda no fundo das redes daquele que foi considerado o melhor goleiro do campeonato.

Do lado londrinense, mais de 40 mil pessoas comemorando. Um amontoado de jogadores seguia o líder, João Neves, que ovacionado pelo público, ainda teve um novo momento de alegria. Após reflexo rápido, desacostumado a comemorar gols, o camisa 4 faz o gesto do número 1 tão acostumado a se repetir nas mesas da boemia londrinense. Tal fato lhe rendeu uma caixa de cerveja. Não da Brahma, mas sim oferecida pelos revendedores da Skol na cidade.

Era um sinal de que além de matador, João era um dos possíveis visionários da bola. Previu a criação da Ambev e deveria, hoje, ser digno de reconhecimento pela mesma. Porém, o mesmo não é feito nem mesmo em Londrina. Por parte do clube, uma dívida interfere no bom relacionamento entre ambas as partes. João precisou inclusive entrar na justiça para tentar receber algo do LEC, o que ainda não aconteceu.

A redenção poderia vir em nome da torcida. Apostando no sucesso entre os adeptos alvicelestes, o quarto zagueiro foi um dos 401 candidatos a uma cadeira no Legislativo Municipal em Londrina, pelo PSB. Sem dinheiro, apostou na popularidade para superar verdadeiras máquinas da política londrinense. Porém, com apenas 126 votos, sucumbe a tentativa de ficar com uma das 19 vagas da Câmara de Vereadores.

João Neves ficou na 306ª colocação. A festa realmente acabou. E o mítico zagueiro, que encerrou a carreira de forma melancólica na Portuguesa Londrinense, em 2000, teve que voltar a realidade. Esquecido por clube e torcida, retornou ao trabalho na carceragem do 2º Distrito Policial do município. Dizem que por lá, durante o ofício, ao menos o xerifão continua intimidando adversários. Principalmente os que duvidarem de toda sua fama no futebol.

O camisa 4 pode ter em seu currículo fatores como jogar duro, beber antes dos jogos e finalmente, cair no esquecimento. No entanto, João Neves não passou em branco no Londrina.

Há 16 anos ganhou o último grande título alviceleste e fez o gol que marcou a honra de sua carreira. Os presidiários que não se esqueçam. Ou então, poderão ter o mesmo destino do jogador coxa. Duvido que eles queiram, ainda mais na cadeia. Garanto que por lá, todos recordam quem foi o maior zagueiro do Londrina Esporte Clube.

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Nov 29

Remo busca saída na conciliação

por Equipe De Primeira11h17

Por Leonardo Aquino

Enquanto ainda absorve o golpe de uma eliminação/rebaixamento na série C, o Remo parece ter acertado a única bola dentro em termos de gestão nos últimos anos. Só foi preciso um pouco de inteligência para chegar a uma solução prática para enxugar as dívidas trabalhistas do clube, estimadas em cerca de 6 milhões de reais. A diretoria decidiu abrir mão de brigar pela sede campestre, um terreno inútil que havia sido arrematado num leilão da Justiça do Trabalho por 3 milhões de reais. A decisão faz com que a própria Justiça suspenda o bloqueio de rendas de jogos e patrocínios. Além de aceitar a perda do patrimônio, o Remo resolveu resistir à tentação de ver a cor do dinheiro: vai manter a bolada nos cofres judiciais, para que seja utilizada no pagamento dos débitos por meio de conciliações.

As audiências estão marcadas para a próxima quinta-feira, 4 de dezembro. Estão na pauta da Semana Nacional de Conciliação, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça. O Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região já convocou todos os credores do Remo para um dia inteiro de audiências. O clube já terá direito a utilizar 1 milhão e 600 mil reais para negociar. Não é pouco. Com esse dinheiro em conta, o clube terá um razoável poder de barganha. Isso porque, na conciliação, uma boa oferta para pagamento à vista é sedutora e acaba com o desgaste dos trâmites judiciais “normais”. A diretoria remista espera reduzir pela metade as dívidas, apenas na base do diálogo. Isso não é tão improvável, já que os débitos reais geralmente são inflacionados por advogados.

Desde 2001, crise financeira e dívidas trabalhistas são assuntos comuns no Remo. Em 2006, a situação ficou pior. Os atrasos nos salários se tornaram cada vez maiores. Os problemas de bastidores, mais evidentes. A imagem de mau pagador, mais consolidada. E o atoleiro, mais profundo. Os resultados foram vistos em campo: dois rebaixamentos seguidos e uma grande angústia envolvendo as perspectivas para 2009. Na segunda-feira, três dias antes das audiências de conciliação, o Remo elege o novo presidente para os próximos dois anos. Quem sabe ele já não vai começar o mandato com uma condição mais fácil para comandar uma reestruturação na base da humildade.

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Nov 02

Tuna Luso é campeã!

por Equipe De Primeira23h42

Vou dar agora aos amigos leitores do De Primeira uma notícia que não era veiculada há 16 anos: a Tuna Luso é campeã! A última vez que a terceira força do futebol paraense havia conquistado um título foi em 1992: o brasileirão da série C. Ano passado, os cruzmaltinos chegaram a levantar o troféu do primeiro turno do campeonato estadual, mas convenhamos: conquista parcial não conta.

Agora vem a parte curiosa da notícia. O título foi em um torneio amistoso e a decisão foi contra um clube que não existe mais. Eu explico. A Copa do Centenário foi criada pela Federação Paraense de Futebol com dois objetivos: comemorar os cem anos do primeiro campeonato estadual e movimentar Remo e Paysandu depois da eliminação da série C. Seria um quadrangular em turno e returno envolvendo a dupla Re-Pa e os outros dois clubes com títulos paraenses no currículo: a Tuna Luso e o União Esportiva. Só que o União havia sido extinto na década de 60. Para representa-lo, o Ananindeua forneceu o elenco.

Na primeira rodada, Tuna e União levaram a melhor sobre Remo e Paysandu, respectivamente. O público foi decepcionante: pouco mais de mil torcedores na rodada dupla no Mangueirão. Tendo em vista o fracasso nas arquibancadas, a dupla Re-Pa pediu para abandonar a competição. A FPF atendeu e mudou o regulamento. O torneio seria decidido numa final entre Tuna e União. A Tuna teria a vantagem do empate por causa do melhor saldo de gols (vencera de 3x1 na primeira rodada, contra os 2x1 do União Esportiva).

A decisão, neste domingo no Mangueirão, também não ficou muito atrás da primeira rodada em termos de público. Mesmo na preliminar de Águia e Duque de Caxias pela série C, a partida não atraiu mais do que algumas centenas de torcedores. Para piorar, foi um jogo duro de assistir. Com a exceção de um bom ataque da Tuna no primeiro tempo e três belas chances do União/Ananindeua no segundo, foi difícil editar um compacto com os melhores momentos. Resultado: 0x0. Sem prorrogação e nem pênaltis, a Tuna conquistou um título da forma mais sem graça. Mas pelo menos o troféu foi parar na empoeirada prateleira, o que já é motivo suficiente para festejar.

**** Por Leonardo Aquino

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Set 04

Precisamos de novos antigos goleadores em Londrina

por Felipe Lessa18h37

Não bastasse a humilhante posição de ter que jogar a Copa Paraná, os torcedores londrinenses sentem falta de goleadores. Goleadores natos, daqueles que ajudam o clube. Os de hoje são incógnita. Ninguém sabe, ninguém viu, mas antes de aparecer para dar satisfação para a torcida que fica todos os dias no VGD, no boteco, na rua, no clube, já chamou logo a imprensa para dizer que era cover do Marcelinho Carioca. Um tal de Meme. Achando que vai chegar tomando wiski fino.

Pelo Londrina passou tambem um tal de Zé Louco. Um goleador nato. Daqueles que passaram vendo o clube nas pretensões medíocres que vive, fez amizade com o povo das arquibancadas e ainda ficou devendo o dinheiro da cachaça que consumiu na sede da torcida organizada.

Outro goleador foi Carlos Alberto Garcia. Na verdade ele foi um goleador de dois tipos. Quando jogador, levou o time ao auge de toda sua história. Como presidente foi o goleador de champanhe importado, no Aguativa Resort, junto com o Raul Plasman, ex-diretor do clube e jogador da seleção brasileira. Sua pretensão em gastar cerca de R$ 1500 do clube, por garrafa nas noitadas alcoólicas, ninguém sabe.

Mas foi uma pretensão presenciada e fotografada por gente de confiança. No entanto, apesar de todo charme londrino dos goleadores do arroto caro e importado, ídolos como Alexandre Bianchi ficam em dificuldade para golear o leite de cada dia.

E o João Neves então. Ainda sonha em receber as pendências que o clube deve. Para alicerçar sua carreira política, mesmo que seja fazendo campanha em boteco, da mesma forma como fez sucesso na terra pé-vermelha, na boemia do Zerão. Das vilas. Nos jogos de futebol amador. Camisa 4 que fez o gol do caneco em 92. Quebrou a perna de ídolo da capital. Virou ídolo eterno em Londrina e bebeu para comemorar.

No entanto, para a eternidade, tenho que falar de outros goleadores de péssima lembrança. Goleadores do mesmo nível do rapaz do champanhe importado. Das mesmas pretensões. Aldivino Generoso da Silva, Marcelo Caldarelli, Dorival Pagani, Persius Antunes Sampaio, Gilberto Pontes e Sidiclei Menezes. Empresários profissionais. As últimas revelações do Londrina Esporte Clube. A partir disso não somos mais referência em nada de futebol. Apenas em diretores de sucesso no futebol.

Na contra-mão, correu conosco outro bom goleador. Gente que em vezes (muitas) caiu no prejuízo por fazer parte da bandeira e da causa alvi-celeste. Nada mais justo que citar Agostinho Garrote. O homem da fabriqueta de papelão que não teve sua empresa enriquecida graças ao LEC. O eterno presidente que foi o grande homem londrinense e não recebeu título de cidadão honorário. O homem da cachaça barata com os torcedores de boteco e que honrava os compromissos do Londrina com dinheiro do próprio bolso, dos lucros do trabalho.

Destes humildes goleadores estavam também outros heróis. Entre eles, Freitas Nascimento, um paraibano porreta, dono da bodega e que chegou para por ordem na comissão técnica londrinense. Chegou rosnando, e não cantando de galo. Foi mais humilde. A cada difícil vitória, uma comemoração com a torcida, com os atletas. Mesmo que fosse apenas um gole.

Da mesma equipe que jogou no inicio do milênio no time de Freitas Nascimento, esteve o zagueiro Ivanildo, que também foi um dos homens de caráter que duelaram na batalha de Brasília, onde perdemos para o Gama por 3 a 0. Perdemos a chance de subir para a primeira divisão. Mas não perdemos o respeito e companheirismo do comemorador de carnavais diários. Que pagava cervejas na balada em troca da omissão: Não contem para o Freitas, por favor. Mas darei tudo de mim no jogo de domingo.

E a vida é essa. De gente assim que gostamos. Dos comprometidos. A torcida pede apenas orgulho e disposição ao usar a camisa alviceleste. Se gosta de um gole...No hay problema, tambien bebemos. O Londrina Esporte Clube nasceu de um grupo de goleadores nortistas que invejavam o Nacional, em Rolândia. De gente preocupada com a cidade. Com seus cidadãos.

Gente que torce pelo Londrina. Que não passa apenas para receber o seu no final do mês, sem compromisso algum. Gente que causou essa ressaca maldita que persiste entre os torcedores do Londrina. Gente que odeia goleadores do tipo os que só conhecemos pois existem pelo gole de cada dia. Apenas pelo gole.

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Ago 14

A decadência dos pequenos grandes clubes brasileiros

por Felipe Lessa00h09

Villa Nova e Uberlândia em Minas, Londrina e Grêmio de Maringá no Paraná, Campo Grande, América e Bangu no Rio de Janeiro, Internacional de Limeira, União de Araras e Juventus em São Paulo e Tuna Luso no Pará. São clubes que carregam em suas histórias algo muito importante em comum. Foram destaque no cenário nacional e sonharam com o dia que seriam grandes.

Alguns foram vice, outros campeões, mas hoje não carregam distinções. Todos dependem de calendário improvisado pelas federações locais para continuar jogando. Alguns, até mesmo dispensam tal calendário extra, por falta de dinheiro.

A falta de grana é fruto de dois fatores. O primeiro fica pela administração amadora destes clubes. O segundo é a Lei Pelé (9.615/98), que favorece empresários e clubes empresas.

Para tentar dialogar e debater sobre o segundo problema, dirigentes de clubes e federações estiveram reunidos terça-feira, em Brasília. Na Câmara dos Deputados, eles analisaram e opinaram em assuntos sobre possíveis mudanças na Lei Pelé.

No que vai dar, não sabemos. Mas, para você não pensar que certos clubes já morreram, o De Primeira preparou um pequeno guia dos desesperados. Saiba um pouco mais sobre os clubes que já sonharam em ser grandes, no entanto, hoje, fora do campeonato nacional, lutam para não cair no esquecimento.


Londrina Esporte Clube/PR - Campeão da Taça de Prata em 1980, quarto colocado na elite do brasileiro em 77 e três vezes o melhor do estadual. Tais campanhas não impedem um saldo devedor que supera R$5 milhões. Para tentar se salvar e viver, a diretoria do time precisou realizar uma parceria com um empresário paulista. O novo dono cuida de todos acordos do clube, inclusive da venda de atletas. O empresário salvador da pátria fica com mais de 80% da arrecadação do Tubarão, que vai disputar a Copa Paraná com intenção de se classificar para a Quarta Divisão do Brasileiro em 2009. Atualmente, o grande feito do antigo clube de Elber é a torcida. Os alvicelestes se aquecem para o torneio regional jogando na Time Mania, fazendo do LEC o maior do interior do Brasil nas apostas.
Site: www.londrinaesporteclube.com.br


Grêmio de Maringá/PR - O saldo negativo nas contas fez com que o clube mudasse de nome. Sem dinheiro, mas com esperança de voltar a ser o grande Galo Guerreiro que bateu no Santos e foi vencedor do Torneio dos Campeões da CBD em 68, diretores entregaram o clube ao "empresário" Aurélio Almeida. O homem que, por interesses pessoais tentou fazer Maringá esquecer dos três campeonatos paranaenses, foi defenestrado, surgindo o Galo, novo time da cidade. O novo clube, apesar de ter toda a simpatia dos antigos adeptos do Grêmio e de toda a cidade canção, ainda luta para conquistar receitas e voltar forte ao cenário nacional. No segundo semestre de 2008, o Galo vai ficar parado, aguardando novidades sobre o paranaense 2009. Vai investir nos times de base.
Site: www.galomaringa.com.br


Internacional de Limeira/SP - Foi o primeiro clube paulista a levar o caneco para o interior do Estado, em 86. Já em 88, o alvinegro conquistaria a segunda divisão do campeonato brasileiro, batendo o Náutico. Hoje, longe da fama, o Leão de Limeira fechou uma parceria com um empresário carioca. O novo dono da bola enviou um treinador para comandar a equipe no Sub-20 estadual 2008 e futuramente, na A3 paulista. Pelo jeito, ainda vai demorar para que o Limeirão, com capacidade para 40 mil pessoas, volte a lotar para fazer festas em preto e branco. Os torcedores andam desanimados.
Site: www.internacionaldelimeira.com.br


União São João de Araras/SP - Dos decadentes, é o mais recente a vencer um campeonato importante. Em 1996, o ex-clube de Roberto Carlos, venceu a 2ª Divisão do Brasileiro. Hoje atua apenas pela Copa Paulista, e está fazendo feio. Na 5ª rodada estava em 6º do grupo 3, sem nenhuma vitória. Em 2009 vai disputar o Campeonato Paulista pela A-2.
Site: www.uniaosaojoao.com


Juventus/SP - O Moleque Travesso levou a segunda divisão do campeonato brasileiro para a Mooca em 1983, ao bater no que viraria tri-vice-campeão do torneio, o CSA de Alagoas. Na atualidade, disputa a Copa Paulista. Na condição de terceiro colocado de seu grupo, o Juve empatou sua última partida com o São José em casa, na Rua Javari.
Site: www.juventus.com.br


Tuna Luso/PA - Os cruz-maltinos do norte conquistaram a segundona do Campeonato Brasileiro em 1985. Carregam nas costas 10 campeonatos paraenses. No ano passado, na condição de vice estaduais, disputaram a C do brasileiro. Em 2008, o fiasco veio com a penúltima posição no estadual. Fiasqueira legitimada com a goleada de 5 a 1 para o Paysandu, na rodada final.
Site: www.tunaluso.net


Villa Nova/MG - O primeiro campeão da segundona nacional, em 1980, completou o centenário em 2008. Foi uma grande festa mensal, que rendeu selo nos correios, hino cantado por banda de rock e amistoso contra o Flamengo. A equipe se prepara para fazer bonito na Taça Minas Gerais e venceu um jogo treino contra o América por 1 a 0. O Leão do Bonfim comemora sua presença na mídia, embora, na posição de campeão nacional, merece lugar bem mais digno.
Site: www.villanovamg.com.br


Uberlândia/MG - O Periquito do triângulo mineiro foi o melhor da segunda divisão do Brasileiro em 1984. Em 2007, o verdão de Minas chegou a contratar Viola, com a missão de fazer Uberlândia sorrir. Mas, atualmente os torcedores reclamam da ausência de Sheslon e Pedro Paulo para a estréia contra o Tupi. O jogo será válido pela Taça Minas Gerais. E faz tempo que o Periquito está em baixa. Tanto que precisa comemorar conquista Sub-21 do Atlético Mineiro na Holanda, com participação de sete jogadores do time do alviverde, que em 2009, volta ao campeonato da elite mineira. Foi vice-campeão da segundona estadual. O América Mineiro foi o vencedor.
Site: www.uberlandiaec.com.br


Bangu/RJ - Em 1985, o time do bicheiro Castor de Andrade deu show no brasileiro da primeira divisão. Apenas não passou pelo Coritiba, nas penalidades, com um maracanã completamente lotado. O campeonato carioca foi parar em Moça Bonita duas vezes. Atualmente, o show acabou. O clube implora por uma parceria. Ainda assim, vai bem na segundona local. No seu último confronto, o Bangu que era líder, foi derrotado em casa pelo Miguel Couto. Mas foi uma zebra.
Site: www.bangu.net


Campo Grande/RJ - O Campusca foi campeão da segundona do brasileiro em 1982, mas seu time de maior sucesso foi o de 91. Na ocasião, o clube contou com Roberto Dinamite e Cláudio Adão. Falando em ídolos, (W)Vanderley Luxemburgo começou sua carreira no alvinegro, em 1983. Seu principal rival é o Bangu. Atualmente o clube se encontra na terceira divisão carioca.
Site?


*América/RJ – O campeão dos campeões de 1982 quase tirou o São Paulo do brasileiro de 86. Trata-se de um dos mais tradicionais clubes do Brasil, que inspirado pelos feitos do Bangu em 85, se agigantou diante do tricolor do Morumbi. O São Paulo se classificou pela contagem mínima, privilegiado por ter Careca em seu elenco, um dos maiores centro-avantes que nossa pátria já viu jogar. Foi a última grande campanha do Diabo. Atualmente, o time de Tim Maia sumiu do mapa. Em 2008, conseguiu a proeza de ser rebaixado no Campeonato Carioca.
Site: www.americafootballclub.com
*Juan Saavedra colaborou c/ o América/RJ

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