Mar 19
Futebol, vídeo e música
por Felipe Lessa00h54
Da cumbia tão praticada por nossos hermanos sulamericanos, ao Rock difundido pelo ocidente ao mundo, o futebol foi inspiração para diversos temas de bandas. Desde aquelas que o mundo todo conhece, até aquelas que não ultrapassam os limites de suas comunidades. Em algumas ocasiões os próprios seguidores trataram de organizar seus vídeos, adaptando canções aos seus cânticos. Em outros casos, foram os fãs usaram o futebol para dar nome aos seus grupos, como no caso de (W)Vagner Love. Sem falar, claro, no time que usou o nome da banda. Isso é futebol, uma paixão de todos. Já que uma das intenções do De Primeira é deixar você feliz, escolhi alguns vídeos legais para que você, leitor, possa se entreter. Divirta-se.
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1 - Yerba Brava - Cumbia de Los Trapos...para los hermanos
A cumbia é um estilo musical das raízes “villeras” da América do Sul. Bandas, ou torcidas, argentinas, chilenas, uruguaias e do Paraguai se inspiram neste tipo de música para criar suas canções cantadas nas arquibancadas. E muitos grupos também falam sobre futebol. Segue abaixo Yerba Brava, com a música Cumbia de Los Trapos. Um clássico hecho em Argentina, o país do futebol!
2 - St. Pauly e ACDC....toquem os sinos
Entrada do St. Pauly em campo. O clube alemão ficou famoso pelos quatro cantos do mundo por três fatores: o estereótipo dos simpatizantes carregarem tendências antifascistas, o presidente é atuante gay, e o que nos leva a acrescentá-los aqui: a entrada do time em campo, com as batidas dos sinos de Hells Bels, clássico do ACDC.
3 - Skank - Uma partida de futebol...Uai, sô!
No Brasil, é inevitável lembrar da canção do Skank, Uma Partida de Futebol. O grupo mineiro convocou torcedores do Atlético Mineiro e Cruzeiro para o vídeo clip, contracenou no Mineirão e foi um sucesso nacional.
4 - Legião Urbana e a Geração Coca-Cola F.C.
O Legião Futebol Clube dispensa comentários. Nasceu em Brasília, expoente de homenagem ao grupo liderado por Renato Russo: Legião Urbana. Além de surgir do rock, os caras sabem como agradar o torcedor. A cerveja é por conta da casa.
5 - Sham 69 - Hurry up England...música para beber e torcer
O Sham 69 é um grupo punk inglês que soa como futebol. Sem frescuras e com acordes fáceis, tocam hinos que parecem ter surgido direto das arquibancadas, ou de um grupo de torcedores bêbados, chapando em um lugar qualquer. Infelizmente, para nós brasileiros, foi isso que os impediu de vir para cá. A música “Hurry up Harry”, virou “Hurry up England” e fez a festa dos ingleses nos telões espalhados por diversas cidades britânicas. E o som do grupo liderado por Jimmy Pursey virou febre, foi veiculado nas tv´s, rádios e walk mans da garotada. Realmente, o hino cheira álcool e futebol.
6 - O Ska do Millwall
Já que falamos em ingleses, finalizamos com o hino do Millwall. Afinal de contas, escutar o hino do seu time sempre é legal. Imagine se ele for tocado ao ritmo jamaicano do Ska...
EXTRA - Para alegrar as meninas
Segue aí um vídeoclipe do Kid Abelha com a presença do ex-tricolor paulista Raí. O outro é do Ricky Martin, para uma das Copas do Mundo. Rááááá!!!!
Gostou, mas sentiu falta de algum vídeo. Mande sua sugestão e nós publicamos. Comente também os clipes. Escolha o seu favorito.
Dez 19
Alemães hum... é... bem
por Alessandro Manoel00h08
Futebol alemão como você nunca viu (ou quis ver):
Pelo menos alguma coisa você, que só fala português, vai entender.
Out 19
O underground mantém o ídolo
por Felipe Lessa03h53
Hoje de chuteiras penduradas, o ídolo veste all star, tem bagagem de quatro overdoses, simpatia pela geração hippie, afeto pelas drogas e muitos gols pelo Corinthians e Seleção Brasileira. No entanto, Walter Casagrande Júnior ainda bambeia na condição de convocado para a história dos anti-heróis do futebol mundial.
Para se juntar ao time craques como Diego Maradona, George Best e Paul Gascoigne, Casa ainda precisa lutar para manter sua reputação futebolística e acabar com essa história de se apresentar como viciado redimido.
Hoje (19-10), entrevistado no Altas Horas, da Globo, o matador deu indícios que merece vaga no seleto grupo dos malvadões do futebol. Disse que gosta de viver nos limites, gostaria de ser Jim Morrison* e precisa ir semanalmente ao consultório médico. “Sou dependente químico e desde menino tive uma atração pelas drogas”, é o que disse Walter.
Apesar de todo o bombardeio da moralidade, espero que o Casão não se entregue. Continue em contato com os roqueiros moderados do Titãs. Fale mais da sempre falada Democracia Corinthiana. Lembre das glórias com a indisciplina que o permitia ser matador nato, como foi no campeonato paulista de 1982. Fale da diferença entre jogar no desconhecido São Francisco, da Bahia, e ser campeão da Copa da Itália pelo tradicional Torino.
Casagrande é craque e não precisa dar explicação. Jogadores como Walter existiram para fazer a alegria dos torcedores. Mitos folclóricos existem para serem venerados, mesmo quando degenerados. Nós torcemos! Um brinde ao Casão.
* Vocalista do The Doors, filho de uma família conservadora, especula-se que o astro do rock morreu após overdose de heroína. Seu grupo é conhecido pelas clássicas notas de "Light my fire" e "Riders on the storm".

Jul 30
Entre goles e gritos, futebol e Rock’n’Roll
por Felipe Lessa01h16

Ao som dos batuques do samba na tradicional e antiga organizada do Londrina Esporte Clube, a Sangue Azul, jamais imaginava que o ritmo do futebol poderia ser trilhado pelo Rock’n’Roll. Uma das razões para o meu pensamento, ficava pelo contexto histórico das organizadas brasileiras. Elas nasceram uniformizadas e com charangas de animação, nos anos 40, com fortes ligações no carnaval do Rio de Janeiro.
E na cabeça adolescente, que beirava dos 13 para os 14 anos, que ainda rumava para seus primeiros passos em danceterias e botecos da cidade do norte paranaense, uma questão. Eu não conseguia associar os mesmos cabeludos ou punks que comigo no sábado passavam a noite bebendo destilados baratos e ouvindo Ramones, Clash ou AC/DC, com os tiozinhos que, nas tardes ensolaradas de domingo, dividiam espaço nas arquibancadas cantando pelo alviceleste.
De fato, por ser um moleque, magrelo, xarope e ranhento, meu circulo de amizades na torcida dificilmente passava de uma tia de terceiro grau que era uma das fundadoras da torcida, em 77, além de seus amigos, de mesma época. De fato, eu estava em situação diferenciada no ambiente, pois a maioria dos cerca de 200 integrantes seguia a mesma linhagem.
Tudo bem que ser amigo deste pessoal que beirava a terceira idade, mas que era completamente insano, era bacana. Poderia ajudar em alguns problemas com desafetos de idade mais avançada que a minha. Mas, o interesse do momento era sair na caçada de garotas, novos sons e alguma moeda para o álcool, degustado sem apreciação, apenas para manter a loucura.
Semanas antes, eu era quase uma criança, que a poucos, ainda era obrigada a freqüentar ambientes religiosos com a família. Um infanto-juvenil que dava seus primeiros passos rumo aos mais diversos ambientes rueiros, aos ônibus madrugueiros, e claro, aos goles de cachaça. Meus amigos estavam na mesma.
Quando a grana de qualquer serviço prestado para terceiros caia em mãos, eu já sabia onde gastar. E foi nessa que fiz amizade com alguns outros porra loucas, que seguiam a mesma caminhada. Eu já pensava em esquecer do futebol. Na idade das incertezas, o Londrina por pouco não ficou de lado. Foi quando resolvi sair para um destes rolês com uma camisa do clube.
Para ser sincero, não foi nada feito para demonstrar amor ao pequeno grande time de uma cidade rodeada por torcedores de clubes paulistas. Com a surrada camisa dos Ramones na lavanderia, a contra gosto, quem apareceu na frente foi a do tubarão. Como era antiga, poderia servir bem para a ocasião. E assim o azul e branco se mesclou ao visu de calça jeans desbotada na água sanitária e o tênis All Star sujo, com as conhecidas terras vermelhas do norte paranaense.
De fato, eu preferia estar com a camisa do quarteto norte-americano marcado pelo 1,2,3,4 na pele. Mas, no fim das contas, o jogo virou para 5,6,7 e até 8, ao meu favor. Quando chego no boteco, alguns dos camaradas abrem um sorriso e disparam. “Você torce mesmo para o Londrina ou está pagando um pau com a peita?”. No ar das boas vindas, logo mando um “ihhh, meu irmão. Aqui é Sangue Azul desde criancinha”. O que não era mentira.
Estava legitimada minha aceitação. Era hora de beber para cacete, sem precisar pagar uma dose que fosse. Eu deveria apenas contar um pouco das histórias contadas por minha tia e já estava bom. Ao longo do papo, umas cachaças com refrigerante, umas goladas de Rabo de Galo para atrair as perversas e muita troca de idéias sobre a arte da peleja nos gramados, as brigas de torcida, bebedeiras nas arquibancadas, as excursões.
Tudo que eu escutava entre os tiozinhos era cuidadosamente repassado aos meus camaradas, que empolgados, logo se dizem torcedores do LEC. Diziam ser daqueles que rumavam aos estádios com radinhos e bandeiras do clube, assim como eu. Diante do sucesso do papo, trataram logo de intimar para um encontro no domingo. Dia dos atormentados-pequenos-magrelos-desajustados comparecerem em peso no Estádio Vitorino Gonçalves Dias.
Quem diria. Eu quase abandonei o clube que traçou toda minha infância em troca das noitadas de Punk Rock e agora descobria que era possível unir o útil ao agradável. E para o VGD fomos, no dia seguinte, em uma turma de oito. Eu estava acostumado a ficar na Sangue, localizada nos primeiros espaços da entrada do posto, pela Jorge Casoni.
Por aí poderíamos bem admirar melhor as Caldaretes, umas modelos gandulas que o louco do Caldarelli, ex-presidente do Londrina, havia contratado, fruto de uma parceria com um dos patrocinadores do clube.
Mas quando chegamos lá, um dos camaradas, alguns meses mais velho e respeitado, o Leandro, já citava. “Que nada, vamos na Falange. Olha o visu dos caras. Caveiras nas camisas, bandeiras do Iron Maiden, uns caras tatuados. Talvez seja mais a nossa cara. Por ali ficam menos garotas gandulas, mas sempre tem uma ou outra. E outra coisa. Minas como essas não dão mole para moleques como a gente”.
De fato, eu fiquei um pouco desanimado em escutar a realidade sobre as garotas gandulas que sempre encarei, e muitas vezes, chamei de gostosas ou safadas. Mas, sabendo que era verdade, e que mesmo assim, poderia trocar a vista de um jogo geralmente truncado para mirar a bunda formosa de pelo menos uma das caldaretes, seguimos na direção do pessoal da Falange.
Essa organizada era consideravelmente menor que a antiga. Mas seus cerca de 30 ou 40 integrantes faziam questão de manter a parte do meio para o fundo das descobertas do VGD sonorizadas. Era a disposição das gargantas de adolescentes alguns anos acima da gente e que também gostavam de ouvir uma barulheira, seja no estádio, seja no radinho de casa.
Tudo bem. Os caras, em boa parte, chegavam ao seu extremo quando ouviam Iron Maiden. A maioria deles curtia mais eram sons como Pink Floyd, Nazareth e Raul Seixas, coisa que minha turma nunca foi de gostar. Mas, assim pelo menos descobri que não era ilusão a ligação entre o Rock’n’Roll e o futebol. Alguns anos depois, quando os meus antigos amigos do Punk Rock sumiram, eu ainda continuei na torcida. Cheguei inclusive a fazer a carteira de associado, em 98.
Uma coisa que passei a reparar foi que na Falange, os caras gostavam tanto de bandas como Raul Seixas e AC/DC, que estas viraram bandeiras presentes nas arquibancadas, junto com as antigas do Iron Maiden. E nessa linha, descubro que diversas organizadas dedicavam bandeiras unindo as cores do seu clube ao Rock’n’Roll.
Entre elas a Império do Coritiba, com algumas bandeiras com a estampa do Eddie, fora outra do AC/DC. A Jovem do Vasco tinha como mascote o próprio Eddie, enquanto a Fanáticos do Atlético tem bandeiras com as imagens do Raul, a logo do Slayer e uma grande bandeira do MotoRocker, o antigo AC/DC cover. Nas torcidas de Newell's Old Boys da Argentina e Nacional de Medellin da Colômbia, fitei pela TV bandeiras do Ozzy Osbourne.
E a partir disso, descobri que a torcida do Atlético Paranaense, rival dos tiozinhos da Sangue Azul, mas amiga dos moleques da Falange, era outra organizada ligada ao som das guitarras distorcidas. Descobri que no começo dos anos 90, estes já transformaram Another Bricky in the Wall do Pink Floyd em hit. Um ataque ao pudor dos coxa-brancas, cantado não apenas por rockeiros, como também por crianças, mulheres, engravatados e idosos.
E dos rubro-negros, ainda surge das arquibancadas o “Dá-lheeeee, Dá-lhe, Dá-lhe oooooo, Dá-lhe Atlético, Dá-lhe Atlético, Dá-lhe, Dá-lhe oooooooooo”. Essa canção, poucos sabem, inclusive grande parte dos integrantes da Fanáticos, virou hino de uma das mais conhecidas bandas de Punk Rock, o Vanilla Muffins, da Suíça. Não copiaram a letra, mas sim, o ritmo, que deve ter vindo de inspiração das gargantas de alguma ultra européia.
Na Europa é muito comum uma banda de Rock não apenas gostar de futebol, como também dedicar temas para o esporte, ou, copiar sons das arquibancadas trocando as palmas das mãos pelos acordes distorcidos e pesados de guitarra e baixo. Um exemplo está no som Punk dos Cockney Rejects, de Londres.
Torcedores fanáticos do West Ham que decidiram cantar sobre seu clube e ganhavam de brinde uma penca de problemas com outras torcidas, principalmente em seus shows fora de casa. Parte de seu repertório era copiado de canções de arquibancada dos Hammers, nos anos 70. De forma mais moderada, nos dias de hoje, existe na Inglaterra exemplos de bandas como os The Dead Shores, que mesclam um som que varia entre o Punk Rock e o experimental.
Na versão metal, o Tankard é exemplo na Alemanha. A banda participou de coletâneas de Hooligan Rock, adora cantar sobre bebidas alcoólicas e seu vocalista é fanático pelo Eintracht Frankfurt. A retribuição veio do convite feito pelo clube para que a banda tocasse na abertura de um jogo.
Na Espanha, boas bandas como Los Nikis, Matadero e Gol Nord são as referências. Os primeiros tocam Punk Rock ao estilo Ramones. Ficaram conhecidos por ter uma ou duas músicas que citam a polêmica torcida do Real Madrid, a Ultras Sur. A segunda banda toca metal e canta fanatismo sobre o Sporting Gijon. A terceira é clássica. Mescla o Punk Rock com hinos de estádio, e canta em homenagem ao Llevant de Valência.
Das terras argentinas, cita-se o Doble Fuerza, banda influenciada pelos Rejects ingleses. Do Brasil, Flicts, Mão de Ferro e até mesmo o Skank, que gravou vídeo clipe no Mineirão com as presenças das organizadas Máfia Azul e Galoucura, de Cruzeiro e Atlético de Minas.
Nesse tempo todo, cheguei inclusive a conhecer um garoto que participou do clipe. Conheci bastante gente ligada simultaneamente ao Rock’n’Roll e ao futebol. Inclusive, um amigo meu sempre presente em shows de Hard Core é um dos fundadores da organizada do Paraná Clube. Outro bom contato fora da torcida do Londrina é o de um adepto fanático do Atlético de Goiânia.
Isso que eu já ouvi falar de certos idiotas que o futebol e o Rock não combinavam, pois geravam brigas nos shows e nos bares. De fato, o que gera brigas são babacas que utilizam o futebol como escape para fazer besteiras.Estes geralmente mexem com a pessoa errada e tomam seus prejuízos. Gostar de Rock e de futebol, pelo contrário, é um beneficio. Torcedores espertos e que gostam de Rock geralmente estão mais ocupados em beber, fazer amizades, curtir um som e claro, pulando em cima de garotas, no fino trato, ao som de um clássico, grosseiro e distorcido Rock'n'Roll.
Jul 19
Hoje é dia de futebol
por Leonardo Mendes Jr.04h06
O dia é do futebol, mas bem que poderia ser da música. Não há combinação mais perfeita de duas artes do que entre acordes e dribles, riffs e passes, batidas e carrinhos, refrões e gols.
Chico Buarque (sempre ele) fez um tributo definitivo àquilo que os saudosistas consideram que o Brasil já teve de melhor. Com a genialidade de um Pelé, juntou a bossa nova ao retrato do jogo mágico e cadenciado dos anos 50, 60 e 70. E fez-se “O Futebol”.
“Para estufar esse filó/ Como eu sonhei/ Só/ Se eu fosse o Rei/ Para tirar efeito igual/ Ao jogador/ Qual/ Compositor/ Para aplicar uma firula exata/ Que pintor/ Para emplacar em que pinacoteca, nega/ Pintura mais fundamental/ Que um chute a gol/ Com precisão/ De flecha e folha seca.”
E vem também de Chico a receita perfeita para se livrar daquele presente que um amigo torcedor de um time rival deu para o seu filho recém-nascido, na esperança de marcar um gol de placa justo na casa do inimigo.
“Amigo Cyro / Muito te admiro / O meu chapéu te tiro / Muito humildemente/ Minha petiz/ Agradece a camisa / Que lhe deste à guisa /De gentil presente / Mas caro nego / Um pano Rubro-Negro / É presente de grego / Não de um bom irmão / Nós separados Nas arquibancadas / Temos sido tão chegados / Na desolação”
“Amigo velho / Amei o teu conselho / Amei o teu vermelho / Que é de tanto ardor / Mas quis o verde / Que te quero verde / É bom pra quem vai ter / De ser bom sofredor / Pintei de branco o teu preto / Ficando completo / O jogo de cor / Virei-lhe o listrado do peito / E nasceu desse jeito / Uma outra tricolor.”
E foi com o amor ao Flamengo, rejeitado por Chico, ardendo no peito que Moraes Moreira chorou a saída de Zico para a Europa. A perda do ídolo, a perda da válvula de escape para os problemas do dia-a-dia lamentadas em “Saudade do Galinho”.
“E agora como é que eu fico/ nas tardes de domingo/ Sem Zico no Maracanã/ Agora como é que eu me vingo/ de toda derrota da vida/ Se a cada gol do Flamengo/ Eu me sentia um vencedor.”
As peripécias flamenguistas no maior do mundo também inspiraram Jorge Ben. Do goleiro ao ponta-esquerda, o Zé Pretinho cantou o futebol.
Aos goleiros, avisou:
“Goleiro, eu vou lhe avisar/ Não pode ficar com fome/ Na hora de jogar/ Se não é um frango aqui, um frango ali, um frango acolá”
Aos zagueiros, uma preleção que nem Telê Santana daria de maneira tão genial:
“Ele é um zagueiro/ É o anjo da guarda da defesa / Mas para ser um bom zagueiro / Não pode ser muito sentimental / Tem que ser sutil e elegante / Ter sangue frio / Acreditar em si / E ser leal / Zagueiro tem que ser malandro / Quando tiver perigo com a bola no chão / Pensar rápido e rasteiro / Ou sai jogando ou joga a bola pro mato / Pois o jogo é de campeonato / Tem que ser ciumento / E ganhar todas as divididas / E não deixar sobras pra ninguém / Tem que ser o rei e o dono da área / Nessa guerra maravilhosa de 90 minutos.”

E para o ataque, a inesquecível “narração” de um gol de placa em “Fio Maravilha”:
“Tabelou, driblou dois zagueiros / Deu um toque driblou o goleiro / Só não entrou com bola e tudo / Porque teve humildade em gol.”
E não podia faltar, claro, a homenagem ao ídolo Zico.
“É o camisa 10 da Gávea”
Na música brasileira, por sinal, não faltam homenagens aos nossos camisas 10 e seus comparsas. Pelé é cantado com a urgência profética de Tom Zé
“Vocês vão ver como é/ Didi, Garrincha e Pelé/ Dando um baile de bola”
À inocência da cantiga roda
“Se eu fosse Pelé, tomava café/ Se eu fosse Tostão, tirava o calção/ Seu eu fosse Dario, pulava no Rio/ Se eu fosse Garrincha, não pulava, não”
Das gerações mais atuais, Rivaldo é justamente lembrado. Uma bola na rede do genial anticraque é comparável, na sensacional “Meu esquema”, do Mundo Livre, a “um esquema” com aquela garota que todos sonhamos um dia encontrar.
“Ela é o que meu médico receitou / Rivaldo Maravilha mandando um gol / Minha chapação...”
Ainda na linha chuteiras e garotas, Dr. Sin concebeu a simples, direta e incontestável
“Futebol, mulher e rock&roll/Meu Deus como isso é bom”
Como também é bom ver que o Skank já cantou a uma geração inteira o que é, sem rodeios, uma boa e velha partida de futebol
“O meio campo é lugar dos craques/ Que vão levando o time todo pro ataque/ O centroavante, o mais importante/ Que emocionante, é uma partida de futebol/
O goleiro é um homem de elástico/ Só os dois zagueiros tem a chave do cadeado/ Os laterais fecham a defesa/ Mas que beleza é uma partida de futebol”
Uma relação tão próxima que não faltam exemplos de músicos tirando onda de craques e craques bancando os músicos.
Chico Buarque jura já ter passado dos mil gols no comando do ataque do Polytheama.
E Pelé já perdeu as contas de quantas vezes correu os dedos pelo violão e soltou a voz, mesmo mostrando em versos como “ABC/ Toda criança tem que ler e escrever” e “Quem sou eu, Maradona/ Quem é você/ Você quer ser eu/ E eu quero ser você” que o Édson calado é um poeta.
E também, convenhamos, não há festa de título sem uma música. “Deixa a vida me levar” foi o hino da família Scolari; “Sorte grande (poeira)” virou canção oficial do centenário do Benfica; e “Seven Nation Army” emprestou seus arranjos ao “Siamo campione del mondo/ Uô, po, po, po, po, po, po, po” que varreu o mundo na voz dos italianos em 2006.
Portanto, quando for pensar no seu time neste sábado, não deixe de cantarolar a música que lembra aquele gol de placa, ou um jogo inesquecível. Afinal, hoje é dia do futebol. E dia da música.
Texto descaradamente inspirado nesta muito mais competente obra de André Pugliesi
Jun 15
Estação Mangueira, agora na Ipiranga com São João
por Jones Rossi02h49

Aos 94 anos (92 declarados), José Clementino Bispo dos Santos, o Jamelão, continua ativo como sempre esteve na Estação Primeira de Mangueira*. A prova inconteste pode ser tirada às quartas-feiras, no Bar Brahma, no centro de São Paulo. Desde novembro do ano passado, o maior intérprete do carnaval carioca vem se apresentando toda semana com lotação máxima.
Na platéia, bambas do samba como Luiz Ayrão e Leci Brandão se comportam como tietes adolescentes perto do grande mestre. "Impressionante, aos 94 anos ainda cantando. Nem Frank Sinatra conseguiu isto", empolgava-se Ayrão, sentado na primeira cadeira em frente ao palco para não perder nada. Leci Brandão, mais atrás, também se derretia em elogios. "Nos Estados Unidos, Jamelão seria milionário."
A reverência ao mestre, como todos o chamam à medida que ele caminha por entre as mesas em direção ao palco, é compartilhada pelo público. Todos silenciam quando ele finalmente se acomoda no banquinho. De terno marrom, blusa preta de gola alta para proteger do frio da noite paulistana, bengala de madeira em punho, chapéu e sapatos que testemunharam boa parte de sua septuagenária carreira, Jamelão começa a conversar com a platéia. "Deixa eu pensar bem no que eu vou falar, porque quem fala demais às vezes queima a língua", vaticinava, enquanto fazia gestos com as mãos, sempre amarradas por elásticos comuns, desses de escritório, por razões não reveladas. "O elástico é coisa dele. Não pode colocar o motivo na reportagem", avisava a assessora Beth Dutra.
Enquanto isto, o velho intérprete começa a improvisar um discurso sobre sua idade. "Sou um coroa que ainda não recebeu ordens de subir." Já se preparava para prosseguir quando viu Luiz Ayrão em pé, tentando tirar uma foto com seu celular. "Quer tirar fotografia, tira. Pensam que sou grande coisa, mas não sou. Olha aí... Luiz Ayrão... virou fotógrafo!", disse, quase sorrindo, contrariando a fama de mal-humorado. E começou o show cantando Boa Noite, uma música de sua autoria (Boa noite/ Você por aqui é novidade/ Louvado seja Deus nosso senhor/Quem lhe trouxe aqui foi a saudade/Da recordação do nosso amor).
Na segunda canção, esquece a letra. Mas segue improvisando versos feitos na hora e é aplaudidíssimo. Termina a música, olha para a platéia em busca de alguém até que encontra. É o doutor Fábio Rossi, cardiologista do Hospital Dante Pazanezzi, que foi acompanhar a apresentação do paciente. "Estou sob as ordens do doutor Fábio. Vou tomar só uma, só uma...", justificou-se, misturando um pouco de água tônica ao copo de uísque equilibrado perto do microfone. A reportagem se espanta e pergunta ao doutor Fábio: "Ele está tomando uísque?" "Está." "E pode?" Ao que o médico responde apenas abrindo os braços como se dissesse: "E quem sou eu para proibir?"
Talvez para não preocupar o médico e a platéia, Jamelão conta a história do compositor Lúcio Cardim, que foi seu amigo. "Aqui em São Paulo havia um dos maiores letristas que já conheci, mas não era muito boêmio. Bebia café, água mineral, outras perfumarias. De não beber, morreu de cirrose. Este é o meu catecismo: quem bebe morre, quem não bebe morre também. Por isso de vez em quando dou um tapa no beiço." Em homenagem ao parceiro de música, canta Matriz e Filial, composição de Cardim. Sem parar, preenche o Bar Brahma com sua voz. "Olha aquela menina novinha ali cantando", interrompia Ayrão, apontando para uma jovem que sabia todas as músicas de cor. Perto dali, na mesa ao lado, Marta Mendonça, mulher de Altemar Dutra e assídua freqüentadora, assistia a tudo emocionada, de lenço na mão.
Cheio de energia, pede para todo mundo cantar os primeiros versos do samba-enredo da Mangueira de 1986, aquele do "xinxim e acarajé/ tamborim e samba no pé." Mas Jamelão não se poupa. A cada hora chegam cada vez mais pedidos de músicas, sempre escritos em guardanapos. Ele pega um por um, ajeita os óculos para ler e diz se pode ou não atender o pedido. Quando pode, puxa uma pasta velha ao seu lado, e tira de lá papéis envelhecidos, com as bordas gastas, com as letras. Depois de 17 músicas, o copo de uísque ao seu lado já está vazio. Jamelão se prepara para encerrar o show. Só por galhofa, cantarola: "O papai já vai embora." A platéia devolve um sonoro "Nãooo."
Então é a vez de cantar o hino da Mangueira. O cenário é uma beleza. Jamelão parece que ainda está no começo de sua apresentação. Quando termina, solta um lacônico "acabou. É só". Se retira aplaudido de pé. Agradece a todos. Vai devagarinho, se apoiando na bengala, para o tranqüilo bar que fica na parte de trás do Brahma. A reportagem vai junto, advertida de que Chico Pinheiro, apresentador do SPTV, foi xingado pelo cantor dias atrás ("mas acabaram virando amigos", ressalva Álvaro Aoas, proprietário do Bar Brahma). Pergunta se pensa em se aposentar. "Você já viu alguém se aposentar da música? Enquanto alguém quiser me ouvir, vou cantar."
*Escrevi esta matéria em 2005, para o caderno Variedades, do Jornal da Tarde, quando Jamelão esteve em São Paulo para uma temporada no Bar Brahma. O blog é só de futebol, mas poucas coisas têm mais a ver com futebol no Brasil que samba. E, em se tratando de samba, sua autoridade máxima foi Jamelão, que nos deixou neste sábado, de madrugada, horário de boêmio.
Jun 05
As 100 velinhas do primeiro campeão brasileiro....da segundona
por Felipe Lessa17h44

No dia 28 de junho, um dos mais queridos clubes de Minas Gerais e do Brasil completa 100 anos. É o Villa Nova, de Nova Lima, clube que ao mesmo tempo que seu primo rico, Atlético Mineiro, conquistava o primeiro Campeonato Brasileiro, em 1971. E os torcedores alvi-rubros pouco se importam quando falam que o título foi o da segunda divisão, pois na verdade, foi da primeira. Como menciona o site do clube, a elite do futebol brasileiro fazia parte da divisão extra. Era o time do Villa, levando o nome da cidade aos olhos e ouvidos de todo país desbancando o Remo na final.
Apesar do passado repleto de glórias, nos dias de hoje os torcedores do Leão do Bonfim se contentam com a sexta colocação obtida no Campeonato Mineiro 2008, torneio que venceu em 1932 (época em que as ligas de futebol em MG não eram unificadas), 33, 34, 35 e 51. No ano de seu centenário, o Villa venceu times como o "possível azarão da série A", o Ipatinga, mas, não superou o Cruzeiro no Mineirão, nem o Atlético em casa.
Perdeu para os clubes da capital? E daí. Os Villa-Novenses estão faceiros da vida, comemorando com pão de queijo e garapa o jogo contra o Flamengo/RJ, dia 27, em uma das principais atividades festivas da comemoração dos 100 anos. As cores do vermelho e branco de Nova Lima, interior do Estado prometem tomar conta de casas, ruas, bares, e claro, do estádio. Na segunda-feira, 2/6, foi lançada a campanha "Uma cidade em Vermelho e Branco", iniciativa que pretende tingir toda a cidade nas cores do clube, fato que já vêm ocorrendo desde a realização do “Carnaval do Centenário”.
Dia do Villa
O aniversário de cem anos será refinado. Agora, todo 28 de junho em Nova Lima é dia de festa. Trata-se do Dia do Villa-Novense, uma iniciativa do vereador local, Luciano Vítor Gomes, presidente da Câmara Municipal de Nova Lima.

Parabéns via correio
Até mesmo selo e carimbo personalizados lançados pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) fazem parte da festa. Para legitimar a sentença, o evento de lançamento dos selos contou com a presença do diretor dos Correios em Minas Gerais, Fernando Miranda.
O selo elaborado pelos Correios traz o escudo do Villa Nova estilizado em forma de coração, com a inscrição “Uma Cidade em Vermelho e Branco”, numa homenagem, também, aos 307 anos de fundação do Município de Nova Lima.

Literatura leonina
Em abril de 2008, foi lançada Enciclopédia do Leão, o livro "Villa Nova: 100 Anos de Glória em Vermelho e Branco", de autoria do jornalista Wagner Augusto, assessor de imprensa da agremiação.
No segundo semestre, a literatura leonina ganhará mais dois títulos: "Almanaque do Leão do Bonfim", um arquivo com todos os jogos realizados pelo Villa Nova de 1908 a 2008, e "Villa Nova: 100 Anos de História em Foco", livro que reunirá fotografias do clube ao longo dos últimos 100 anos.

Let´s Rock
Para não dizer que o ritmo do futebol é o pagode, uma banda de Nova Lima entrou em ação. Os Beira Kaos gravaram o hino do clube em versão Rock´n´Roll e vão se apresentar amanhã (06/05). A apresentação faz parte do Projeto Sextas nas Feiras Especiais, onde neste mês de junho, outras três bandas ainda fazem a festa da torcida em frente ao Estádio do Villa Nova.
Festa para curar ressaca
No dia do Villa, 28 de junho, os toques de sino começam meio-dia. Talvez para acordar os torcedores que possivelmente estejam de ressaca, após longa comemoração de vitória sobre o Flamengo. Logo depois, tem carnaval, desfile do Bloco Leão Maluco com a Banda do Bloco dos Sujos, Bateria da Escola de Samba Monte Castelo, Bateria da Escola de Samba Unidos do Rosário e Banda Kero Biss. Sorte que o dia seguinte é domingo. Parabéns Villa, Nova Lima e torcedores.
Para mais informações sobre os 100 anos do Villa Nova acesse:
http://www.villanovamg.com.br
Abençoado pó-de-arroz
por Felipe Lessa00h18

“Treino muita falta e por isso estou sendo abençoado por Deus”, declarava Washington no fim da partida que levava o clube a inédita final de Libertadores. O coração valente é um daqueles poucos jogadores que nos dias de hoje ainda causam identificação com a torcida de seu time e deixava o torcedor do fluminense feliz, mais uma vez. A mesma torcida cantava: “A benção, João de Deus, nosso povo te abraça”. Washington empatou o jogo em 1 a 1 com um golaço de falta, na gaveta, aos 17 do segundo tempo.
Já o argentino Conca disse: “foi especial eliminar o Boca”. Conca apesar de ser irmão pátrio de Riquelme e Palermo, é River. Ele marcou o segundo gol, ao bater cruzado, em bola que desviou na zaga. Aos 26 da segunda etapa, virou o jogo que era dado como ganho pelos bosteros.
Dodô errou um, dois, mas aos 47, não errou o terceiro. Para falar a verdade, Dodô, que diz que é normal errar gol fácil mas comum fazer o complicado, acertou tudo desde que entrou no segundo tempo. Sofreu a falta que terminou em gol de Washington, participou ativamente da jogada do gol do argentino Conca e no fim, fechou o caixão do Boca Jr's, o favorito que volta chorando para casa. Choramingou o jogo inteiro, principalmente depois que Palermo abriu o marcador, aos 12 do segundo tempo. Agora, o Boca vai ter tempo de sobra para chorar, na volta para a Argentina.
Enquanto isso, o Fluminense vai jogar contra a LDU de Quito. Antes de pensar no jogo contra os equatorianos, Dodô finaliza: “ainda não temos nada para comemorar. São Paulo e Boca que o digam”.
Mas Dodô, não tem como falar para os mais de 80 mil tricolores presentes não comemorarem. A Laranjeiras está em festa, comemorando a benção de João de Deus aos fluminenses.
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15 minutos é uma das grandes sacadas da MTV neste ano de 2008. A fórmula do programa é simples: o humorista Marcelo Adnet e um personagem mascarado chamado Kiabo, num cenário que parece um quarto, conversam sobre os mais variados assuntos diante de um computador.
Futebol é tema recorrente (a final de contas, são dois marmanjos dialogando), mas a interpretação dos hinos do Íbis, do Nova Iguaçu e do Pelotas, que ele fez semana passada, é algo memorável. Veja:
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Músicas de estádio: juventude sadia canta mais
por Felipe Lessa00h08

Em um momento de inspiração proporcionado pela Rede Globo, que agora faz dublagem de músicas de estádio, aproveito da tecnologia e recorro a internet para baixar uns sons. Logo de prima, a partir de um contato virtual, o que rolou foram dois belos hinos da principal torcida do Vasco da Gama, a Força Jovem (FJV).
Como o De Primeira está sempre um passo a frente, não apenas dublamos. Mandamos as letras, comentamos e ainda entrevistamos um torcedor. Gostou? Então confira o especial, que hoje é da FJV.
Clique aqui para baixar os hinos e saborear uma boa música.
Versão original:
Garota, sou eu
Garota eu sou da Força Jovem
Vou ver meu time no cinema
Freqüento a praia de Ipanema
Eu vou curtir o mar legal
Eu dou a volta picho um muro
Fumo um bagulho
Assalto um banco
Na minha vida ninguém manda não
Eu vou aonde vai o vascão!
Força Jovem 3a família
A bomba explodiu
Airo Meida (leia-se Iron Maiden) se soltou
Terceira família
Força Jovem do Vasco!
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Versão comentada:
Garota, sou eu
Garota eu sou da Força Jovem
*A psicologia explica: ele quer mostrar quem manda!
Vou ver meu time no cinema
*Que é isso, companheiro. Torcida organizada deixando de ir ao estádio para ir ao cinema. Pega mal. São Januário é o campo do Vasco, poxa.
Freqüento a praia de Ipanema
*Playboy hein, truta.
Eu vou curtir o mar legal
*Surfista De Primeira. Uma pena que o DP é apenas futebol, futebol e futebol
Eu dou a volta picho um muro
*Malandro. Cuidado com o Bope.
Fumo um bagulho
*Portar maconha é crime, garoto. Podem te confundir com traficante. Cuidado.
Assalto um banco
*Irmão, você acabou de fumar um bagulho. Vai acabar se dando mal. Isso se não dormir no meio do ato. Vai bater no máximo carteira de gringo. O Bope não tolera. Cuidado, vai acabar sendo preso!
Na minha vida ninguém manda, não
*Procure uma igreja. Droga mata!
Eu vou aonde vai o vascão!
*Vai nada, amigão. Estará tão chapado que vai dormir dentro do cinema. Cuidado.
Força Jovem 3a família
A bomba explodiu
Airo Meida (leia-se Iron Maiden) se soltou
Terceira família
Força Jovem do Vasco!
*Amigão. Fala pra gente. Se você gostasse mesmo de Iron Maiden, não estaria cantando funk. Metaaaaalllllllll.
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Entrevista especial com Duduzin FJV Família Barra da Tijuca. Encontrado pela reportagem via orkut, o garotão de 15 anos intitula-se autor dos hinos e fala tudo para o De Primeira. Confira:
DP - Curte um Iron?
Dudu FJV - Ahm? Iron?
DP - Airon Meida, do som que você fez.
Dudu FJV – Coé irmão, fala direito aí. Com respeito. É o mascote da FJV.
DP - Perdão. Curte ir ao cinema?
Dudu FJV - Sim. Na pista sempre rola alemão (NE – torcida rival).
DP – Depois rouba bancos? Sabia que isso é crime?
Dudu FJV – Coé sangue ruim, quer me complicar? Tá ferrado. Sensacionalista, vai ficar sinistro. Fui!