Nov 09
6 motivos pro Fluminense torcer pelo rebaixamento
por Felipe Lessa21h25
1. A união
As campanhas motivacionais de Atlético-MG, Corinthians e Vasco provaram que o clube volta fortalecido quando joga uma segundona. E hoje em dia o Flu não tem força alguma. Está mais zoado que os dentes do maluco que fala no Pânico: “oh oh Adriano, ta me ouvindo?”. Jogar a segunda divisão será um ato grande para o tricolor, um TIM (team, em inglês) que quer ser respeitado e grande. Até mesmo aqueles que são meros simpatizantes se tornarão torcedores tão fanáticos quanto os de um clube que não caiu - na luta pela moralização de seu time do coração. Estreitam seus laços, acompanham as notícias e convidam os camaradas da rua a debater questões clubísticas. Em tempos onde torcida sequer tem o direito de dar opinião sobre como tirar sua equipe de uma crise (a diretoria do Flu só escuta marginal de organizada, aqueles que ganham uma porrada de ingressos pra se calarem eternamente), essas mesmas pessoas (os torcedores comuns, aquele que paga de verdade o ingresso e compra produtos oficiais), sem ter abertura política algum nos quadros diretivos, sentem-se responsáveis pela volta de seu clube no próximo ano. A união faz a força.
2. Relevância
Erraram todos jogadores, comissão técnica e diretores do Fluminense ao dizer que a presença dos torcedores nos próximos jogos do Brasileirão é importante. Não digo pela questão de receitas que isso gera ao clube carioca, mas sim por terem deixado explícito que a fase final da Sul-Americana é segundo plano. Essa é a chance do Flu conquistar um título internacional de casa cheia, acabando com o complexo pós vice na Libertadores e dando auto-estima aos tricolores para que pensem grande, sofram (e também façam) uma lavagem cerebral que mostre serem um time grande. Acho que a diretoria do Flu deveria dizer ao torcedor: não vá ao estádio, vamos deixar o time cair e aí vocês voltam na segundona pra nos fazer voltar. O lance é mostrar que não estão nem aí para o Brasileirão (o que, de fato, é a verdade entre diretores tricolores).
3. Poder
As verbas que entram nos caixas de times como o Fluminense são extremamente mais gordas que a dos demais clubes da Segundona. Mesmo recebendo menos da TV, esss clubes tem tanta exposição nacional que podem conquistar receitas maiores que a de equipes regionais da primeira divisão. Com o mínimo de organização, tem tudo para atropelar seus rivais no B-side do Campeonato Brasileiro. Os torcedores ficam confiantes, a diretoria também. Até mesmo a auto-estima dos atletas tende a aumentar, ao ponto de chegar em 2011 como clube favorito ao título, que aprendeu com erros passados e tem sede de mudança. Dá pra iludir legal e fazer uma historinha, filminho, camisa promocional, livro e até roupa de palhaço. Esses caras precisam ser mais ligeiros...
4. Marketing
Timão e Vasco mostraram como se faz. Criaram campanhas publicitárias que ficarão para o resto da vida. Os corintianos viraram bando de loucos apenas por seguir seu time em sua “difícil” trajetória em 2008. Criaram outros bordões como “nunca vou te abandonar”, lançaram isso em camisetas e ainda ganharam grana com a tristeza da fiel, que comprou tudo que podia para ajudar seu clube do coração. No Vasco, o sentimento não acabou, colocaram 76 mil no Maracá em jogo simples contra o Ipatinga e ainda vão ganhar dinheiro com heróis como Carlos Alberto. É isso que precisa o Fluminense, uma nova projeção, uma nova cara, que os faça esquecer de vexames passados. Alias, a exposição do Vasco em programas de televisão chega a ser maior que a de Flu e Fogo. Afinal, está ganhando tudo. O Fluminense tem tudo na mão. Qual o clube brasileiro sem estrutura e organização alguma que teria tudo isso de mão beijada? Só fazer um esquema terceirizado de comunicação e marketing e pronto, tem gente que pode até tirar um por fora com isso.
5. Lavando a alma
O estereótipo do tricolor das laranjeiras é o do time grande que virou pequeno e só voltou para a elite do futebol nacional depois de intervenções políticas. É, isso é verdade. Isso é negativo para a torcida, que diariamente sofre gozações de flamenguistas, botafoguenses e, principalmente, de vascaínos. Sofre e com razão. Cair seria ótimo para o clube. O Flu pode receber todo suporte político para voltar dentro dos campos, basta não ter medo. A situação de hoje é bem diferente dos tempos em que a CBF precisou resgatar o tricolor de elevador da terceira para a primeira divisão. Vasco, Corinthians e Atlético Mineiro deram a sentença. É a hora do Fluminense repensar o peso que tem sua camisa. Alias...faz tempo que ela não pesa nada, mas as emissoras que transmitem o PPV da Segundona querem ajudar (pra manter a Série B varolizada) e os pangões ficam moscando. Não pode. Não dá.
6. Brazil Tour
O Brasil tem uma Série A seletiva. Digo isso em relação aos estados, já que em 2009 são 20 equipes e 6 são paulistas – gente que não está nem aí para o futebol carioca. Dois clubes são mineiros, mas por lá apenas parte do interior gosta de futebol carioca. Em Curitiba, os cariocas também não fazem muito sucesso. Quem vai lá ver jogo são apenas algumas caravanas de Santa Catarina e de Paranaguá. Alias, só tem um time de Santa Catarina na Série A. Outro estado que apóia eles é a Bahia...e por aí vai...é pouco. Mas se jogar a Série B, poderão visitar pontos importantes do Brasil e com grande contingente de pessoas que ama o Fluzão. Brasília, Natal, Floripa, Fortaleza...é muito terreno fértil a ser explorado. Sem falar de jogos contra times pequenos de São Paulo, onde a torcida carioca será predominante e até mesmo a existência de embates no interior do Rio de Janeiro. É a chance de bombar os estádios dentro e fora de casa. E o Flu vai perder a oportunidade?
*Me olvidé (esqueci, no linguajar que não é o do tricolor dos pampas) de hablar (contar) sobre o que se passou com los de Grêmio en la (na) Segundona. Los pibes gremistas achavam a segundona realmente o máximo, quase tão legal quanto a Liber e o Gauchão. Quem quiser ler um pouco mais sobre isso, clique aqui que os parceiros do Impedimento mandaram a letra.
Out 09
O Flamengo e a reta final do Brasileirão...
por Equipe De Primeira01h11
Por Daniel Soares
Primeiro tempo maluco no Barradão, no jogo Vitória x Flamengo. Pra quem não tomava gol há 6 jogos, tomar dois de bola parada e mais um de contra-ataque foi fogo. E eu que achava que o principal problema seria o ataque formado por Dênis Marques e Zé Roberto. O Zé está em ascensão e jogou muito bem, principalmente no primeiro tempo.
O Dênis Marques só consegue fazer gol quando a bola desvia no zagueiro. Tá com cara de que vai se consagrar no Campeonato Carioca 2010 fazendo muitos gols em cima de Boavista, Resende, Tigres et caterva. Depois de um segundo tempo sonolento, o Flamengo achou um gol aos 46 minutos. O ponto em Salvador acabou sendo lucro dadas as condições do jogo.
Mas o Flamengo continua tendo que vencer todos os quatro jogos que tem em casa (São Paulo, Santos, Goiás e Grêmio), mais o clássico contra o Botafogo (o jogo será no Engenhão) e vencer as três partidas teoricamente mais fáceis fora de casa (Barueri, Náutico e Corinthians) pra continuar com chances de Libertadores. Muito difícil encaixar uma sequência tão regular, mas é possível até os resultados me provem em contrário.
Os outros jogos....
-O Internacional conquistou uma vitória obrigatória no Beira Rio. Nem as vitórias obrigatórias vinham acontecendo. Voltou a ser candidato sério à Libertadores.
-Acabou o fôlego do Jason? O São Paulo empatou com o Coritiba no Morumbi num daqueles momentos do campeonato em que isso é quase entregar a Taça pro adversário. Alias, no final do jogo o travessão salvou o time do Morumbi de perder em casa. E lá vai o Marcelinho Paraíba mantendo o Coxa na Série A. Esqueci de falar, no texto sobre o Fla x Flu, que ele foi um dos reforços que acertaram o Flamengo no segundo semestre de 2008.
-O Fluminense é um condenado à morte. Ainda está vivo, mas aguarda apenas marcarem a data da execução. Dead man walking. Corinthians? Feliz Natal!
-O Santos fez o que tinha que fazer pra ter um pouco de paz e o Sport já tem o veredito. Aguarda apenas a marcação da data, como o tricolor carioca.
-O 0x0 na Arena da Baixada não chegou a ser tão ruim para os dois clubes. O Atlético segue mantendo distância segura do rebaixamento e mantém proximidade da zona da Sulamericana (alguém se importa?). O Grêmio mantém respirando por aparelhos as chances de Libertadores.
-Quantas pessoas terão pago ingresso para assistir o "clássico" Barueri x Santo André? Ninguém precisa de dois clubes paulistas sem torcida na Série A, a não ser os grandes paulistas, que assim ganham um número maior de partidas em casa.
-A Nação Rubro Negra, mais uma vez comovida, agradece os esforços atleticanos e esmeraldinos de dar emoção ao campeonato. O Botafogo respira e ganha confiança. O Cruzeiro se permite sonhar com a Libertadores.
-O São Paulo provavelmente também agradece ao Palmeiras, que com o empate suado de hoje dá ânimo novo ao tricolor após a ducha fria do empate de ontem. Dois empates em 2x2 com times do sul do país.
Out 06
O que o Flamengo pode fazer neste Brasileiro?
por Equipe De Primeira02h10

Por Daniel Soares
Estive no Maracanã no domingo. No primeiro tempo, a invenção do Andrade de escalar o time no 4-3-3, com Adriano, Dênis Marques e Zé Roberto não deu certo. Com o meio campo todo desarticulado, Adriano mal foi percebido em campo, Dênis Marques só errou e o Zé foi apenas disposição. Desguarnecida, a defesa ficou aberta e permitiu ao Fluminense fazer alguns contra-ataques perigosos. Parecia que a escrita estava mantida: Fla-Flus são jogos duros e equilibrados, independente da posição dos clubes na tabela.
Só que no intervalo o Andrade fez o que devia fazer: sacou o Dênis Marques e colocou o volante Willians no lugar, que além de ser um carrapato e roubar muitas bolas sem fazer falta, tem alguma qualidade no passe, velocidade e faz um bom apoio no ataque caindo pela direita. Com a marcação acertada lá atrás, Pet, Zé Roberto e o próprio Leo Moura tiveram mais liberdade. As várias opções de ataque desarticularam a marcação do Flu, espaços foram abertos e aí foi só tocar no Imperador que ele resolveu. Aos 20 minutos o jogo estava definido, com o Fluminense sem qualquer capacidade de reação.
O momento é bom. O Flamengo virou um time de futebol e ganhou estabilidade. Seis jogos invicto e sem sofrer gols. 14 pontos conquistados em 18 disputados. O problema é a instabilidade do Flamengo em campeonatos longos, que fica evidente desde 2007, quando bons times começaram a ser montados. O time se desmonta no início da janela e só se recompõe no final dela. Naquele ano, depois de freqüentar o rebaixamento durante todo o primeiro turno (com vários jogos a menos por conta do Pan), o time fez uma arrancada histórica e chegou à Libertadores, com o 3º lugar na tabela. Não foi só milagre do Papai Joel. O time montado para a Libertadores e campeão carioca começou o campeonato claudicante, ainda na ressaca da eliminação da Libertadores. Depois perdeu Renato Augusto e Renato Abreu. Foi se recompor apenas no fim do primeiro turno com as chegadas de Fábio Luciano e Ibson.
No primeiro semestre de 2008 o Flamengo montou o seu melhor time em muitos anos. Foi bicampeão carioca com facilidade e só não foi mais longe na Libertadores por causa de um oba-oba tipicamente rubronegro que terminou no vexame histórico contra o América do México no Maracanã. Mesmo assim, começou o Brasileiro de forma espetacular. Na décima rodada liderava com seis pontos de vantagem. Aí perdeu Marcinho e Souza, na janela. E, de novo, só foi se recompor no final da janela, no início do returno. Voltou a atuar bem e a conquistar boas vitórias. Deixou de ir à Libertadores por dois pecados imperdoáveis: empates no Maracanã contra a Portuguesa (2x2) e Goiás (3x3), este último depois de fazer 3x0 no primeiro tempo.
Em 2009, foi tricampeão carioca meio no embalo e na falta de adversários. Fez uma Copa do Brasil meia boca, apesar de ter crescido nos jogos contra o Inter e ter sido eliminado no Beira Rio com um gol no final. Começou o campeonato de forma errática. Adriano deu gás no início, mas fora de forma, alternava atuações boas e ruins. Mesmo assim, o time passou a ter um ataque, que não tinha até ali. Nos 13 jogos com Cuca, conquistou apenas 17 pontos e era o 11º. A entrada do Andrade deu um embalo que durou dois jogos: Santos fora e Atlético Mineiro em casa. Aí começou a sentir a perda de Ibson, que tinha ido embora pouco antes do Cuca, de Émerson que voltou pras Arábias, de Kléberson, estourado pela Estônia e do próprio Adriano, convocado. Nos seis jogos entre 16ª e a 21ª rodadas, o Flamengo viveu sua tradicional fase ruim do final do primeiro turno. Foram 4 pontos conquistados em 18 disputados. Com as chegadas de Álvaro e Maldonado, a defesa se acertou. Adriano entrou em forma e o Pet surpreendentemente entrou em forma e passou a fazer belas partidas.
Agora, vai ter que fazer sua já quase tradicional reação. Pode até chegar na Libertadores. Há muitos jogos difíceis: São Paulo, Goiás, Grêmio, Palmeiras e Atlético Mineiro, estes dois últimos fora de casa. Perderemos o Adriano, convocado, justo contra o São Paulo. Mas a reação é possível. O problema é que com os apagões da janela, o Flamengo perde a chance de disputar o título brasileiro que não vem há 17 anos.
Mai 26
Receita do sucesso
por Jones Rossi22h38
1 - Pegue um time tradicional, tradicionalmente acostumado a viradas de mesa, que está na primeira divisão vindo diretamente da terceira, sem escala na segundona
2 - Péssimas atuações, mesmo tendo um patrocinador que simplesmente despeja (lava?) dinheiro no clube
3 - Um bando de desocupados, marmanjos, e uma pu*a gorda que não gosta de trabalhar
4 - Falta total de estrutura para treinamento
5 - Permissividade com o bando de palhaços supracitado
6 - Junte tudo em um estádio caindo aos pedaços
Fez tudo isso? Então confira o belo resultado abaixo AQUI. E não esqueça de ver o VÍDEO.
Mai 11
Sopa de perguntas
por Alessandro Manoel17h03
Fluminense apresentou novos uniformes nesta segunda-feira. Detalhe para o número 2, com duas faixas diagonais.
Eis, então, algumas perguntas que surgem.
O Vasco foi o primeiro clube brasileiro a usar faixas diagonais? Os torcedores cruz-maltinos farão piadas sobre a 'cópia'? É verdade que o Vasco adotou esta faixa quando foi treinado por um argentino, que queria homenagear o River Plate? Esse uso dos millonarios tem a ver com o caminho diagonal que os europeus fizeram para chegar ao centro do mundo (Buenos Aires)?
O Peru copiou quem?
A Ponte Preta usava antes do Vasco? E o uso do uniforme alvinegro listrado verticalmente no primeiro título de sua história este ano pode fazer com que os torcedores pensem que a faixa diagonal dá azar? Eu fui influenciado pelo bom momento ponte-pretano ou pelo poder paulista quando ao final da década de 70 eu achava que time preto e branco com faixa diagonal era a Ponte e não o Vasco?
Será que um post com tantas perguntas atrairá bons comentários?