Out 22
O fundo do poço está longe?
por Equipe De Primeira20h14
Por Núbia Tavares, após Santo André 2 x 0 Palmeiras
O jogo: Desencanei geral. Futebol pra ninguém ver e que ninguém merece ver.
Defesa: Marcos calou a boca ontem (falou muita merda no jogo anterior) e sofreu com o pior ataque do campeonato. Sem culpa na palhaçada. Sobre a zaga é volta Maurício Ramos e Danilo, please! O Maurício é bom, mas tá pipocando bonito. O Figueroa é um bom ala, mas péssimo na marcação. O Armero é fundamental – para o time de atletismo do Palmeiras.
Meias: Fora Edmilson. Agradeço pelas boas partidas, mas ele não sabe jogar de volante, pensa que é terceiro zagueiro e deixa um espaço gigante no meio de campo. O Souza tá igual o Maurício, sentindo o peso das decisões. Não dá pra jogar no 4-4-2 com essa dupla de volantes nem fodendo. Volta, Pierre, pelamordedeus. E acrescento que não dá pra jogar no 3-5-2 também. Cleiton Xavier não tem o que comentar, futebol ridículo e desprezível. Marquinhos fez ontem sua melhor partida pelo Palmeiras e por isso espero que ele possa ter uma sequencia agora, seja jogando no lugar do CX ou como companheiro de ataque do Vagner Love. Ontem percebi que assim como no jogo contra o Flamengo, o Diego Souza não tocou nenhuma vez a bola para o Vagner Love, que só tocou a bola para o Diego Souza uma vez, no final do jogo - aos 40 minutos do segundo tempo.
Ataque: No primeiro lance em que fez uma jogada e deu um passe, Wagner Lovel colocou o Diego Souza na cara do gol. Chega de bola na área e chutão, combinado? Aqui não é o São Paulo. No mais, Robert, Obina e Ortigoza são todos jogadores medianos.
Muricy: Não sabe o que fazer com o time depois que o Pierre se machucou. Cada hora aparece com um time diferente e deixa os jogadores inseguros e sem saber o que vai acontecer. A verdade é que a última vez que o Palmeiras jogou um futebol bonito, foi contra o Corinthians, quando do Jorginho estava no comando.
Lamentavelmente, gastamos todas as nossas reservas de pontos. Mas ainda estamos em vantagem, porque a tabela dos outros times será complicada nessa rodada, exceto o Atlético.Ainda acredito no caneco porque teremos um tempo até o jogo contra o Goiás, então, dá pro Muricy tentar arrumar a casa (e ele disse que o faria, ontem, após a partida, curiosamente de uma maneira muito fria e calculista). Mas, por preucaução, vou esperar um pouco mais pra comprar a passagem para o Rio.
Out 09
O Flamengo e a reta final do Brasileirão...
por Equipe De Primeira01h11
Por Daniel Soares
Primeiro tempo maluco no Barradão, no jogo Vitória x Flamengo. Pra quem não tomava gol há 6 jogos, tomar dois de bola parada e mais um de contra-ataque foi fogo. E eu que achava que o principal problema seria o ataque formado por Dênis Marques e Zé Roberto. O Zé está em ascensão e jogou muito bem, principalmente no primeiro tempo.
O Dênis Marques só consegue fazer gol quando a bola desvia no zagueiro. Tá com cara de que vai se consagrar no Campeonato Carioca 2010 fazendo muitos gols em cima de Boavista, Resende, Tigres et caterva. Depois de um segundo tempo sonolento, o Flamengo achou um gol aos 46 minutos. O ponto em Salvador acabou sendo lucro dadas as condições do jogo.
Mas o Flamengo continua tendo que vencer todos os quatro jogos que tem em casa (São Paulo, Santos, Goiás e Grêmio), mais o clássico contra o Botafogo (o jogo será no Engenhão) e vencer as três partidas teoricamente mais fáceis fora de casa (Barueri, Náutico e Corinthians) pra continuar com chances de Libertadores. Muito difícil encaixar uma sequência tão regular, mas é possível até os resultados me provem em contrário.
Os outros jogos....
-O Internacional conquistou uma vitória obrigatória no Beira Rio. Nem as vitórias obrigatórias vinham acontecendo. Voltou a ser candidato sério à Libertadores.
-Acabou o fôlego do Jason? O São Paulo empatou com o Coritiba no Morumbi num daqueles momentos do campeonato em que isso é quase entregar a Taça pro adversário. Alias, no final do jogo o travessão salvou o time do Morumbi de perder em casa. E lá vai o Marcelinho Paraíba mantendo o Coxa na Série A. Esqueci de falar, no texto sobre o Fla x Flu, que ele foi um dos reforços que acertaram o Flamengo no segundo semestre de 2008.
-O Fluminense é um condenado à morte. Ainda está vivo, mas aguarda apenas marcarem a data da execução. Dead man walking. Corinthians? Feliz Natal!
-O Santos fez o que tinha que fazer pra ter um pouco de paz e o Sport já tem o veredito. Aguarda apenas a marcação da data, como o tricolor carioca.
-O 0x0 na Arena da Baixada não chegou a ser tão ruim para os dois clubes. O Atlético segue mantendo distância segura do rebaixamento e mantém proximidade da zona da Sulamericana (alguém se importa?). O Grêmio mantém respirando por aparelhos as chances de Libertadores.
-Quantas pessoas terão pago ingresso para assistir o "clássico" Barueri x Santo André? Ninguém precisa de dois clubes paulistas sem torcida na Série A, a não ser os grandes paulistas, que assim ganham um número maior de partidas em casa.
-A Nação Rubro Negra, mais uma vez comovida, agradece os esforços atleticanos e esmeraldinos de dar emoção ao campeonato. O Botafogo respira e ganha confiança. O Cruzeiro se permite sonhar com a Libertadores.
-O São Paulo provavelmente também agradece ao Palmeiras, que com o empate suado de hoje dá ânimo novo ao tricolor após a ducha fria do empate de ontem. Dois empates em 2x2 com times do sul do país.
Jun 05
Quantos mais terão que morrer?
por Felipe Lessa01h09

Na noite de quarta-feira, uma briga entre torcedores de Vasco e Corinthians terminou com um assassinato e oito pessoas feridas. Cerca de 15 ônibus da Força Jovem do Vasco passavam pela Marginal Tietê, na capital paulista, quando se depararam com um ônibus e alguns carros de corinthianos.
Sem o reconhecimento de “torcida organizada”, não havia escolta para o grupo pertencente a Gaviões da Fiel, denominado Movimento Rua São Jorge, parado por outro grupo de policiais para uma revista – no momento em que também se dirigiam da zona leste ao Pacaembu.
Foi o suficiente para que paus, pedras e barras de ferro estivessem em punhos de “torcedores” para um combate brutal, supostamente iniciado por vascaínos que correram em direção dos donos da casa, em número bem menor. Os 20 batedores da Polícia Militar, que realizavam a escolta, afirmaram que nada puderam fazer até a chegada de reforço. Realmente, o contingente policial era pequeno para acalmar e controlar os mais de 500 vascaínos ali presentes.
Um promotor afirmou que o ataque foi realizado pelos corinthianos. Ele deveria nos responder a razão de não haverem disparos da calibre 12, portada pelos mesmos – já que a policia paulistana não realiza escolta para quem não reconhece como torcida. No mundo das organizadas, se a polícia resolve não escoltar, é cada um por si. A qualquer momento pode ser realizado um ataque rival.
Com isso, o despreparo policial permitiu 15 minutos de violência e um saldo trágico. Algo que torcedores comuns, daqueles que vão ao estádio apenas para ver futebol, jamais teriam vontade de experimentar. Mas que os organizados sabem que pode ocorrer a qualquer momento. Os policiais também.
No final do jogo, ainda houve tempo para que um dos ônibus da “torcida” carioca fosse incendiado. Ficou no prejuízo o motorista que, sem seguro e ainda pagando as parcelas do veículo, não sabe o que fazer da vida.
A promotoria pública de São Paulo agora fala em jogos com torcidas únicas. Mas seria essa a solução? Imagino que um torcedor do Vasco, não pertencente a uma organizada, jamais iria ao Pacaembu com a intenção de defender a bandeira cruzmaltina na porrada, antes ou após eliminação na Copa do Brasil. Simplesmente vive longe, ou até na própria São Paulo, e gostaria de ver seu clube em campo. Eles, e outros tantos torcedores que não querem brigar, para variar serão penalizados? A secretaria de segurança pública paulistana também vai ser investigada? Se a corda arrebentar, dessa vez que não seja somente no lado mais fraco.
Mortes no futebol brasileiro
A violência relacionada com as bancadas do futebol brasileiro chegou ao extremo no dia 17 de junho de 1988. Minutos depois de sair de um bar, próximo ao Parque Antártica, Cléo Sostenes dirigia-se até a sede da torcida Mancha Verde do Palmeiras. Precisava realizar um telefonema, deu alguns passos e foi atingido por três tiros. Os suspeitos do assassinato eram integrantes da Gaviões da Fiel, que antes do ataque teriam assaltado o veículo utilizado para cumprir a missão.
No estádio Nicolau Alayon, localizado na Zona oeste da capital paulista, em janeiro de 1992, ocorre a primeira morte dentro de um estádio. Integrantes da Independente, do São Paulo, arremessaram uma bomba contra a torcida do Corinthians. Rodrigo Gaspari, de 13 anos, morreu ao ser atingido. Ele assistia seu time pela Copa São Paulo de Juniores.
No Pacaembu estádio, pelo mesmo torneio, em 1995, houve a maior briga entre torcidas organizadas do futebol brasileiro. São-paulinos indignados com a perda do título invadem ao gramado para brigar contra palmeirenses que comemoravam a conquista. Uma batalha campal como jamais foi vista em estádios brasileiros é traçada.
Integrantes da torcida Independente aproveitam o grande número de entulhos localizados na região onde estavam para carregarem-se de munição. Mastros de bandeiras também são utilizados no conflito que deixa como vítima o tricolor Marcio Gasparim.
No final dos anos 90, um jovem morreu ao ser atingido por uma bomba após briga entre atleticanos e coxas, em um terminal de Curitiba. Em 2007 um integrante da Jovem Fla morreu após emboscada das torcidas organizadas de Vasco e Botafogo.
No decorrer dos anos, uma das principais bandeiras do Ministério Público foi a extinção das organizadas e a proibição das faixas nos estádios de diversos estados. As organizadas voltaram e os atos violentos continuam acontecendo até hoje em grandes centros como São Paulo, Curitiba, Belém, Natal, Porto Alegre, Recife, Florianópolis, Rio de Janeiro, entre outros.
Falha policial
Em 2005, um integrante da Leões da TUF, do Fortaleza, foi assassinado após perseguição proporcionada por integrantes da torcida Fúria Jovem do Botafogo. O fato ocorreu no Rio de Janeiro, e integrantes da torcida afirmam que a polícia mudou os planos na hora da volta. Um integrante da facção carioca também foi morto na troca de tiros.
São diversas as ocasiões em que integrantes de torcidas organizadas seguem integrantes de grupos rivais para efetuar disparos. Vale deixar a questão: Como essas armas da torcida visitante entraram no Rio de Janeiro? Se a polícia permitiu a troca de tiros na estrada, algo que ocorre constantemente nesse estado, a escolta foi falha? A secretaria de segurança fluminense deveria investigar a questão de “acordos” entre policiais e componentes de organizadas.
Agressões
Não existem estatísticas que provem o contrário, porém, durante conflitos de torcidas é maior o número de feridos ou o detidos? Em uma das ações policiais, uma torcedora do Paraná Clube perdeu a visão – após incidente ocorrido na saída da Arena da Baixada.
Outro incidente que mostra operação policial questionável envolve faixas dos torcedores.Entre os casos mais conhecidos, a ocasião em que policiais paulistanos revistavam a faixa de uma organizada do Cruzeiro, no início dos anos 2000. Não permitiram a entrada da mesma no estádio e horas depois o material apareceu na mão de torcedores do Corinthians, supostos integrantes da Gaviões da Fiel. Um caso similar ocorreu também com o desaparecimento de uma faixa da torcida do São Paulo, na mesma época, durante embarque em um aeroporto da cidade.
Entrevista
Apesar da Guarda Popular do Internacional não ser uma torcida organizada, passa pelos mesmos problemas. Ao viajar, o movimento de torcedores independente de facções depende de escoltas e precisa lidar com o desgosto de torcidas rivais. Por isso, entrevistamos Hierro Martins, um dos organizadores do grupo. Ele fala sobre alguns problemas relacionados as bancadas de futebol e uma possível solução.
DP - Existe solução para a violência no futebol?
Hierro - Existe, sim. E a solução começa por cada um de nós. A conscientização de que violência no futebol não precisa existir é o primeiro passo a ser dado por todos que vivem o futebol, principalmente as lideranças de torcidas - pra ser a melhor, não precisa ser a mais violenta!
DP - Acha que o fim das organizadas vai acabar ou amenizar a violência?
Hierro - Podem acabar com as organizadas. Vão somente acabar com o comando, vão acabar com o elo aliado contra a violência, mas as organizadas não acabarão, as pessoas vão continuar organizadas dentro do estádio de futebol, organizadas e sem comando, onde o que vale é quem dá mais porrada, e não o que um líder recomenda.
Temos o maior exemplo disto no Rio Grande do Sul, onde as maiores torcidas não são organizadas como entidade, mas se organizaram e se agrupam dentro do estádio. No RS, os estádios estavam propícios a se tornarem campo de guerra. Antes das primeíras vítimas fatais aparecerem, a conscientização anti-violência falou mais alto.
DP - Voce falou no elo aliado contra a violência. E nos casos em que esse elo não pretende ser um aliado contra a violência?
Hierro - Se o elo não é aliado contra a violência, ele não tem que existir !
DP - Qual o papel da polícia e poder público para contribuir com a violência?
Hierro - Eu incluo na sua pergunta o papel da grande mídia também. Se ela publicasse e tornasse informativo toda realidade que acontece quando, por exemplo, o poder público não pune quem tem que ser punido, a polícia não previne. Somente dá borrachada
Tem muitas outras coisas que todos nós que vivemos o futebol sabemos que estes órgãos continuam falhando e deixando acontecer errado. A partir do dia que a grande mídia noticiar e informar as falhas e conivências - torcedor escoltado largado na mão de torcida inimiga, faixa de torcida recolhida e depois vendida pra torcida rival e etc - de quem é pago pra prevenir e proteger, toda sociedade saberá e cobrará muito mais. A generalização de marginal não caberá somente ao torcedor. Extorsões, conivências, cacetada e spray de pimenta não conscientiza, só gera violência.
DP - Comente algumas das ações da popular que ajudaram a diminuir os atos de violência
Hierro - A principal de todas foi quando na véspera de um clássico, num churrasco no pátio do Beira-Rio, fomos alvo de disparos de arma de fogo por torcedores rivais. No momento havia um mutirão de preparativos para o clássico (Grenal), onde tinha mulher e crianças ajudando pra fazer a festa do dia seguinte.
O momento era de cólera geral. Passados 15 minutos dos disparos, 4 ou 5 motos chegando com armas pro revide. Era uma coisa que até então nem tinha que perguntar nada para ninguém. Tinha que ir no rival e responder do mesmo jeito. Os presentes esperavam isso, as pessoas no clube sabiam que o barril de pólvora iria explodir, o próprio rival esperava e se escondia com medo da resposta.
Um momento de lucidez caiu sobre 3 de nós e surpreendentemente decretamos: "Ao primeiro disparo contra o rival, acabamos com a torcida !" no dia do clássico apresentamos uma faixa de 25 metros de comprimento - A TORCIDA QUE NÃO USA ARMAS! Fizemos uma passeata na avenida principal do estádio, começamos em 100, depois 150 torcedores. Quando chegamos no portão de acesso do nosso setor já éramos 5 mil torcedores. Todos querem a paz nos estádios, basta praticar!
DP - Já passaram algum problema por evitar brigas?
Hierro - Eu respondo processo no fórum de Porto Alegre, por ter evitado de um torcedor rival encontrado no setor ser espancado talvez até a morte. A suposta "vitima" e o poder público me acusam de não ter sido cordial com o torcedor rival e ter tirado ele do meio do espancamento com força bruta!
DP – Deixe uma mensagem aos leitores do blog
Hierro - A cada dia que se notícia um conflito entre torcidas, eu me entristeço, fico triste. Essas pessoas não deveriam de se orgulhar pelo conflito, por terem participado, por terem colocado o dito "inimigo" pra correr. Elas precisam repensar suas vidas e abrir os olhos para o buraco que estão jogando esta "classe" (torcidas). Nós mesmo, os torcedores, estamos nos derrotando. Em um conflito da torcida "x" contra a torcida "y" não tem vencedor. Só derrotados!
Abr 21
Em defesa de Diego Souza
por Jones Rossi06h24
Que tipo de punição merece Diego Souza, meio campo do Palmeiras que surtou no último sábado, já no final do jogo contra o Santos? Depois de uma discussão com o zagueiro santista Domingos, Diego empurrou de leve o adversário, que se jogou no chão como se tivesse sido atingido de verdade. Revoltado com a simulação, o palmeirense foi tomar satisfações e precisou ser detido pelos companheiros. Quando tudo já parecia resolvido, Diego Souza retornou ao campo e deu uma rasteira em Domingos. Você pode ver tudo aqui: http://www.youtube.com/watch?v=FSYsUCjIsoA
No vídeo, uma gravação da Sportv, com narração de Milton Leite e comentários de Mauricio Noriega, no momento da confusão, os dois já pedem uma "punição exemplar" ao meia palmeirense. No calor do momento, nada mais natural. Mas agora é preciso analisar o que aconteceu de fato.
Para começar, Diego Souza não foi violento. Pode ter sido burro, pode ter ficado nervoso além da conta, pode ter exagerado na reação às provocações de Domingos, mas não foi violento. Ficou claro que o empurrão não machucou o zagueiro santista. (E aqui cabe também a defesa de Domingos. Ele fez o certo. Diante do destempero do adversário, fingiu ter sido agredido para ganhar vantagem. Se o juiz caiu nessa, problema do juiz. Como também poderia o árbitro poderia ter visto e punido apenas ele. Calculou os riscos, e foi em frente. Deu certo desta vez. Da próxima, com uma arbitragem atenta, talvez não dê.)
Mas se ficou claro que o empurrão não machucoou Domingos, a rasteira também não passou de um lance circense, ao melhor estilo Trapalhões (veja o vídeo abaixo). Plasticamente deu a impressão de ser algo muito brutal, o que não foi, absolutamente. No primeiro jogo da semifinal do campeonato paulista entre São Paulo e Corinthians, por exemplo, Ronaldo deu uma entrada violentíssima em André Dias http://www.youtube.com/watch?v=9U74Oa8t-6U. Recebeu apenas um cartão amarelo.
Então, se o empurrão e a rasteira que Diego Souza deu em Domingos não passaram de lances que poderiam ter sido protagonizados por Mussum e Zacarias, o que sobra? Há quem diga que Diego criou um clima de beligerância no estádio, inflamando a torcida, que poderia ficar sem controle, estimulada pelas cenas de agressão. Argumento inválido. Cada um é responsável por seus atos. O que Diego fez não é desculpa para ninguém sair por aí batendo na torcida rival. E todos sabemos que as torcidas organizadas nunca precisaram de justificativa para brigar por aí.
Diego, no entanto, deve ser punido. Pela agressão e pela expulsão. Dois, três jogos no máximo. Nada de punição "exemplar". Se for assim, é preciso tirar Ronaldo das finais do Paulista. O que ele fez em André Dias foi bem pior.
Mussum coloca Diego Souza no bolso
Mar 22
Futebol, paixão e insanidade
por Felipe Lessa21h22
Mantos sagrados
Ocorreu sábado (21), em Curitiba, o maior encontro de colecionadores de camisa do Brasil. Com 40 participantes, mais os visitantes, foram expostas até mesmo relíquias usadas por Pelé, Vavá, entre outros grandes nome do futebol. Para obter as preciosidades, houve gente que desembolsou valores acima de R$ 1 mil reais. Um dos objetivos dos organizadores é de, em breve, formar uma associação, como já ocorre em países como Argentina e Inglaterra.
Santistas insanos
Neymar e Ronaldo já haviam sido ofuscados por Dentinho, durante a vitória corinthiana contra o Santos, por 1 a 0. Indignados, creio que por isso, os torcedores resolveram tentar aparecer mais que os jogadores. O pau comeu e o saldo foi de torcedores e policiais machucados. A treta ocorreu depois de um início de tumulto entre seguidores de ambos os times, que arremessavam copos e objetos uns contra os outros, quando a Polícia Militar foi acionada. Sem medo algum dos policiais, os torcedores santistas foram para cima. Até mesmo o presidente do Peixe, Marcelo Teixeira, é acusado de incitar o tumulto. Ele nega.
Degola paranaense
Seis equipes paranaenses ainda correm risco de rebaixamento no Estadual 2009. Londrina, Iguaçu, Toledo, Cascavel, Engenheiro Beltrão e Foz do Iguaçu são os candidatos. Até o momento, os três primeiros a serem citados ficam com a ingrata vaga na segundona do Campeonato Paranaense. O Tubarão, fritando mais do que sardinha em pastelaria chinesa, enfrenta o Coxa em casa. Já o time de União da Vitória, tenta dar seus últimos suspiros contra o paraná, em Curitiba. No jogo dos desesperados, o Porco enfrenta o time da fronteira, no 14 de Dezembro. Outro em situação perigosa é o Engenheiro, que dependendo da combinação de resultados pode cair. E pior. Enfrentará o furacão, que precisa se reabilitar, na Arena. Aperta coração!
tormenta sobre a farda atleticana
A marca que já é a grande tormenta dos vascaínos, pretende aprontar também em Curitiba. Como consta no Arquibancada Virtual, do camarada Leo Mendes Jr, a Champs pretende substituir a Umbro no Atlético. Trata-se do mais novo pesadelo dos torcedores rubro-negros. Que desgraça!
Miguxês alviveiiid?
Repararam na camisa que o Palmeiras jogou contra o Guaratinguetá, pelo Campeonato Paulista 2009? Letras e números “54M5UN6” substituíram o Samsung. Que proposta essa do patrocinador, heim. Creio que que seja algo pala agladar akelix ki exclevem aximmmmmmmmmmm.
Retrô desprezível
Essa saiu no blog do Antônio Bordallo. Pelo visto, os simpatizantes do nazismo estão tentando utilizar da boa fama das camisas retrô para fazer propaganda. Algumas camisas da seleção alemã, dos tempos de Adolf Hitler, podem ser compradas na internet. Imagine a alegria de um judeu ao ver um infeliz utilizando a camiseta. Creio que algo será feito para conter a onda de preconceito que pode ser protagonizado pela camisa. A primeira atitude deve ser barrar a comercialização, como já foi feito com a Fiorentina, que tentou esconder algumas suásticas em uma de suas camisas dos anos 90.
Dez 19
A era dos "profissionais"
por Leonardo Mendes Jr.18h15
No começo da semana escrevi que Carlinhos Paraíba poderia ser o ala-armador pelo lado esquerdo no Coritiba de Ivo Wortmann. Pois parece que o Ivo nem terá a chance de testar essa opção.
O Palmeiras está negociando a aquisição de Carlinhos Paraíba. O roteiro é aquele que já vimos tantas vezes que provoca até náusea. Clube comprador acerta tudo com o empresário, que diz só faltar o acerto com o clube vendedor. O comprador é um grande time, mas o vendedor também e só haverá negócio se for bom para as duas partes e para o jogador e blábláblá… Ah, claro, enquanto isso o jogador fica isolado, sem atender o telefone, esperando que alguém decida o seu futuro sem incomodá-lo.
Carlinhos Paraíba é um exemplo perfeito do jogador de futebol atual. Surgiu no Santa Cruz, fez grandes partidas por lá. Aí, quando achou que seu futebol era grande demais para o Mundão do Arruda, pediu para sair.
Veio para o Coritiba. E a história se repetiu. Grandes atuações, gols, passes, carrinhos na lateral para inflamar a torcida... Tornou-se um dos reis do Couto Pereira. Que, claro, se tornou pequeno demais para seu futebol.
Agora está próximo do Palmeiras. Logo estará no Palestra Itália. Irá encantar a todos por lá, afinal, é um grande jogador. Possivelmente terá algum problema com Luxemburgo mais ou menos na época em que perceber que sua bola é grande demais para o Brasil. Então, vai para um clube periférico da Europa ou para o Oriente Médio, ganhará um bom dinheiro, fará boas partidas, até achar que é hora de partir mais uma vez, seguir para um centro mais condizente com seu futebol.
Carlinhos é assim. Dezenas de jogadores hoje em dia são assim. É o tal “profissionalismo”. Pura bobagem.
Não passam de garotas de programa de chuteiras, que usam seus encantos para seduzir o próximo cliente, dizem que eles são os maiorais e, quando se dão por satisfeitas, colocam o dinheiro no bolso e correm para o banheiro tirar da boca o gosto de quem se enganou com suas juras de amor eterno.
Dez 07
Kukín e Eu
por Equipe De Primeira02h17
por Leonardo Bonassoli
2000 era o ano. Tardes vazias se espalhavam, talvez pela primeira vez e última vez muitos anos. "Oficina vazia, cabeça do diabo", diria alguém errando o ditado como a Magda do Sai de Baixo, que estava em voga na época, exceto se estiver sendo traído pela minha memória-fantasia.
A outra ponta do contexto do início da história: estrangeiros. Vivemos atualmente com uma boa presença de estrangeiros no futebol brasileiro. Antes, tivemos alguns picos. No Atlético Paranaense, houve uma série de estrangeiros que começou com o uruguaio Matosas no início de 1996. Naquela época, só dois estrangeiros por equipe podiam ser relacionados. Depois do sucesso de Nowak e Piekarski, o Atlético Paranaense resolveu trazer dois jogadores de uma mesma nacionalidade para o clube: os peruanos Abel Augusto Lobatón Espejo e Carlos Antonio Flores Murillo.
Lobatón foi o que mais deu certo. Não que o centroavante fosse um primor técnico (longe disso). O que aconteceu foi o fato de ter feito um gol em Atletiba na primeira de suas duas curtas passagens pelo time da Baixada.
Já Flores, que carregava a alcunha de "Kukín", pouco jogou pelo Furacão. Aí que o primeiro e o segundo parágrafos se encontram: eu vi ele jogar no dia 27 de outubro de 2000, na Arena da Baixada, num amistoso entre um mistão do Atlético e equipe do Juventus de São Paulo. A Copa João Havelange, em disputa na época, tinha número ímpar de times, o que fazia com que os times tivessem folgas na tabela. Este amistoso foi em uma das folgas.
Foi uma partida fraca tecnicamente (um time reserva contra um que estava a milhas da elite). Bentinho, com a 9 do CAP, perdeu gols a rodo. Tanta gente jogou que depois do número 18 começaram a repetir os números das camisas. E com a 8 entra o herói de nossa história. Ele joga alguns minutos, com bons passes e antecipações no meio. Jogador mais clássico e que jogava de primeira passes açucarados e antevia movimentos. Nada para impedir um empate em 2 gols contra o Juventus, que não deperdiçou suas chances.
Pouco tempo disso, ele retornou para o Sport Boys, clube de origem, sendo que a alegação foi de "problemas pessoais". Passei a acompanhar alguns passos deste jogador, entre os mais obscuros da história recente do clube (Roland Tüske está no mesmo nível). Clube atrás de clube. Resgatei uma frase dele: "é so a gente beber duas garrafas que já dizem que estamos nos embebedando", para entender um pouco do perfil polêmico do atleta.
No Unión Huaral, após sair do clube, disparou: "esses dirigentes não entendem de futebol. Com exceção de 2 ou 3, eles só entendem de frango". Foi nessa passagem pelo Huaral que aconteceu a lendária foto da comunidade Futebol Alternativo do orkut. E seguia o polêmico Kukín de clube em clube.
No Villa del Mar, da Segundona, Flores foi acusado de entrar em luta corporal no vestiário com o treinador, sob a alegação de não ter gostado de ser substituído. Entre sumidas e aparecidas seguiu nosso "herói".
Há alguns anos, surgiu a notícia de que Carlos Flores esteve internado numa clínica para se curar de dependência química. Era realmente mais um bom jogador que poderia ter ido mais longe se não fossem os vícios e confusões. A lista não é pequena e cada um conhece dezena de casos.
Mas incrivelmente ele "fugia" de competições internacionais, pois neste troca-troca de times ele sempre parava em clube que não disputava nem Libertadores, nem Sulamericana. Tudo até este ano, quando o Sport Ancash disputou a Sulamericana com Flores envergando a camisa 10. Foi meu reencontro com o futebol dele (desta vez pela TV). Era o dia 24 de setembro, e numa partida sonolenta, Ancash e Palmeiras ficaram no zero a zero na cidade de Lima. Todas as bolas paradas eram de Flores e muitas levaram perigo ao gol do goleiro Marcos. O peruano sentiu um pouco os 34 anos de idade, mas mesmo com a mobilidade reduzida mostrou lances de habilidade como um cruzamento de beach soccer.
Ele viria para o Brasil depois de oito anos. Mas alegaram que ele não teria tomado uma vacina, sendo barrado. Outros diziam que na verdade era um problema com a FIFA, pois Flores tinha ultrapassado o limite de times que poderia defender no período de um ano. Ele não pôde jogar uma partida oficial aqui no Brasil.
O jogo que vi dele teve um público pequeno. Alguns brasileiros viram pela TV o jogo recente dele. Tem uma anedota de música que Indie é aquele que tem uma banda que só ele conhece. Eu tenho um jogador que eu fui um dos poucos a ver em atuação num estádio do Brasil. Seria eu um indie do futebol?
Nov 25
O futebol acabou (Eu não falei isso antes?)
por Jones Rossi00h14
Marquinhos, do Vitória, foi contratado pela Traffic. Vai para o Palmeiras, ano que vem. Então resolveu, desde já, vestindo as cores do Vitória, usar uma chuteira VERDE, em homenagem ao PALMEIRAS, seu futuro clube. Sentiu o drama?
Pois bem, não acaba aí. O guri vai enfrentar neste fim de semana, ainda pelo Vitória, o Palestra. Se jogar bem e ajudar a vencer, deixa o Palmeiras e a si mesmo de fora da Libertadores de 2009, como argumentou Juca Kfouri, sempre bancando o paladino da ética, mas desta vez cheio de razão, em seu blog.
Na boa, isso é pior que Palmeiras x Juventude nos tempos de Parmalat.
Nov 06
Diego contra os professores
por Equipe De Primeira18h01
Por Luis Augusto Simon
A escolha de Maradona para dirigir a seleção argentina pode ser - e tomara que seja - um contraponto à ditadura dos "professores" que inundam o futebol brasileiro. O personagem, cujo estereótipo mais forte é Luxemburgo, ganhou muita força. Passou a ter importância maior que o craque. São os mais procurados por entrevistas - um cara pode fazer três gols no jogo e sempre haverá espaço para o depoimento do "professor" - e comentaristas buscam explicar o resultado de um jogo apenas e tão somente pelas táticas aplicadas pelo "professor".
Ganham milhões por isso. Luxemburgo, quando estava no Corinthians, chegou a colocar um ponto no ouvido de Ricardinho, em partida contra o Santos. Um fato que é a subversão do futebol. Onde ficam a criatividade, a espontaneidade, a opção pela jogada "errada" que se transforma em um golaço se você tem um "professor" falando em seu ouvido?
Com Maradona, isso pode terminar. Ele, com certeza, dará mais liberdade de criação aos jogadores. Ele acredita e sabe que o craque é que resolve. Há dois problemas, é lógico
1) Craque não sabe ensinar. Treina pouco e espera que alguém resolva, como ele resolvia em seu tempo. Só que o tempo dele passou.
2) É capaz del DIEZ querer jogar.
Bem, de uma forma ou de outra, ele não faria o que o professor Luxemburgo fez ontem. Mandou os seus reservas para um alçapão enfrentar um jogo nervoso e foi fazer um bico na TV Globo.
Out 22
Promiscuidade ou muito amor?
por Felipe Lessa18h36

DO ORKUT PARA O MUNDO:
"QUANDO SURGE O CORINGÃO IMPONENTE...."
"SALVE O PALMEIRAS...O CAMPEÃO DOS CAMPEÕES"
Linda demonstração de amor....se todos fossem assim, o mundo seria melhor.
Confira o link, se achar que é mentira.