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De Primeira: Futebol, Futebol e Futebol

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Foto ilustrativa

Out 27

O prefeito tem culpa sim

por Jones Rossi15h56

A morte de João Henrique Mendes Xavier Vianna, 21 anos, também é culpa do prefeito de Curitiba, Beto Richa. O mesmo Beto Richa que gosta de posar em fotos com membros das torcidas organizadas. Também é culpa do governador. E também é culpa do secretário de segurança e principalmente do ineficaz Ministério Público, um órgão decorativo no que se refere à violência cometida pelas organizadas.

Além da morte de João, houve alguma novidade no pós-Atletiba de domingo? Dezenas de ônibus depredados, brigas na periferia, bombas no estádio. Tudo isso constitui um roteiro previsível em dia de Atletiba. Então, por que nada foi feito? Por que nenhuma precaução foi tomada? Por que os culpados por vandalismos e agressões de outros Atletibas não estão presos ou ao menos impedidos de ir aos estádios?

Vamos dar nome aos bois - ou aos burros. Começando pelo Ministério Público, que não faz cumprir o Estatuto do Torcedor. A lei manda que envolvidos em atos violentos nos estádios sejam proibidos de frequentar estádios em dia de jogo. Têm de ficar na delegacia. Não é isso o que acontece. Houve uma iniciativa isolada da justiça em São José dos Pinhais e só. O MP também teve a chance de extinguir as torcidas organizadas no Paraná. Preferiu passar a mão na cabeça e exaltar supostos programas sociais realizados por elas. Normalmente os promotores aparecem depois de eventos trágicos como o que aconteceu com o João para propor alguma solução mirabolante e que os faça ganhar destaque na mídia.

Passemos ao governo do estado. Claramente a secretaria de segurança não considera o Atletiba um problema. Ou, se considera, toma medidas inócuas para prevenir e controlar os estragos. A Polícia Militar não prende ninguém, nunca. É só fazer o levantamento e ver quantas pessoas estão na cadeia por eventos violentos relacionados ao Atletiba. Arrisco dizer, sem medo de errar: ninguém. É como se portadores de camisas de torcidas organizadas tivessem um salvo-conduto para tocar o terror. Sabem que não serão presos. Pior fica quando a Polícia Militar resolve dar combate. Sai por aí batendo em inocentes. Em um Atlético x Paraná, a PM cegou com um tiro de borracha uma menina que foi ao estádio com o namorado. E existe um setor de inteligência na Polícia Civil, que se infiltre nas torcidas organizadas e saiba quem são os bandidos lá dentro? Se não existe, deveria existir. Se existe, devem estar pastando na grama dos estádios paranaenses em busca de pistas.

E, finalmente, o prefeito galã, o carinha que curte posar ao lado dos membros das torcidas que aprontam essas atrocidades. Um cara que surfou na onda da Copa 2014 sem ter movido um dedo para levá-la para Curitiba. Mas, que na hora de procurar soluções para o flagelo do Atletiba, preferiu não fazer nada. É inconcebível que diante de todas as informações que se têm sobre o que acontece em dia de clássico o prefeito simplesmente lave as mãos. Se o que falo está errado, que a assessoria da Prefeitura me envie a agende de compromissos dele antes do clássico e mostre o que ele fez para evitar a barbárie de domingo. Publicarei aqui no blog.

Gostaria de ver ele posar hoje, dia 27 de outubro de 2009, com a mesma cara sorridente ao lado dos organizados da Império - ou Fanáticos, ou Fúria, ou qualquer uma dessas facções. Em um mundo no qual os dividendos políticos valem mais que a moral, mortes como a de João Henrique continuarão acontecendo. E daqui a dez anos, em um Atletiba qualquer, tudo estará igual.

PS: Alô, pessoal que defende clássicos de uma torcida só. Vou mais além. Está na hora de simplesmente acabar com os clássicos. Sim. Sem mais Atletibas. Extinguam o clássico até que todas as providências que evitem as barbáries sejam tomadas. Quando vereadores pegos usando armas estejam na cadeia. Quando quem se envolver em brigas nunca mais pise novamente nos estádios. Aí o Atletiba pode voltar. Até, deve ser adotado o W.O. obrigatório nos clássicos. Já começam sem os eventuais pontos do clássico no Campeonato Brasileiro. Quem sabe assim aprendem.

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Feliz, prefeito? pt. 2

por Equipe De Primeira03h06

A foto acima mostra um torcedor do Coritiba desmaiado na calçada e seu carro tombado ao fundo. Segundo relatos de integrantes da comunidade do orkut onde a imagem foi postada, ela é resultado de um incidente entre organizadas de Coxa e Atlético no dia do clássico. A briga ocorreu na região leste de Curitiba.

Parabéns, prefeito. Um já morreu. Por pouco não aumentam as estatísticas.

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Out 26

Feliz, prefeito?

por Jones Rossi20h35


Morre torcedor atleticano atropelado por rival após o clássico

Segundo balanço preliminar da Urbs, 28 ônibus foram quebrados no clássico

No maior público do ano, festa dentro do estádio e arruaça pela cidade

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Out 09

O Flamengo e a reta final do Brasileirão...

por Equipe De Primeira01h11

Por Daniel Soares

Primeiro tempo maluco no Barradão, no jogo Vitória x Flamengo. Pra quem não tomava gol há 6 jogos, tomar dois de bola parada e mais um de contra-ataque foi fogo. E eu que achava que o principal problema seria o ataque formado por Dênis Marques e Zé Roberto. O Zé está em ascensão e jogou muito bem, principalmente no primeiro tempo.

O Dênis Marques só consegue fazer gol quando a bola desvia no zagueiro. Tá com cara de que vai se consagrar no Campeonato Carioca 2010 fazendo muitos gols em cima de Boavista, Resende, Tigres et caterva. Depois de um segundo tempo sonolento, o Flamengo achou um gol aos 46 minutos. O ponto em Salvador acabou sendo lucro dadas as condições do jogo.

Mas o Flamengo continua tendo que vencer todos os quatro jogos que tem em casa (São Paulo, Santos, Goiás e Grêmio), mais o clássico contra o Botafogo (o jogo será no Engenhão) e vencer as três partidas teoricamente mais fáceis fora de casa (Barueri, Náutico e Corinthians) pra continuar com chances de Libertadores. Muito difícil encaixar uma sequência tão regular, mas é possível até os resultados me provem em contrário.

Os outros jogos....

-O Internacional conquistou uma vitória obrigatória no Beira Rio. Nem as vitórias obrigatórias vinham acontecendo. Voltou a ser candidato sério à Libertadores.

-Acabou o fôlego do Jason? O São Paulo empatou com o Coritiba no Morumbi num daqueles momentos do campeonato em que isso é quase entregar a Taça pro adversário. Alias, no final do jogo o travessão salvou o time do Morumbi de perder em casa. E lá vai o Marcelinho Paraíba mantendo o Coxa na Série A. Esqueci de falar, no texto sobre o Fla x Flu, que ele foi um dos reforços que acertaram o Flamengo no segundo semestre de 2008.

-O Fluminense é um condenado à morte. Ainda está vivo, mas aguarda apenas marcarem a data da execução. Dead man walking. Corinthians? Feliz Natal!

-O Santos fez o que tinha que fazer pra ter um pouco de paz e o Sport já tem o veredito. Aguarda apenas a marcação da data, como o tricolor carioca.

-O 0x0 na Arena da Baixada não chegou a ser tão ruim para os dois clubes. O Atlético segue mantendo distância segura do rebaixamento e mantém proximidade da zona da Sulamericana (alguém se importa?). O Grêmio mantém respirando por aparelhos as chances de Libertadores.

-Quantas pessoas terão pago ingresso para assistir o "clássico" Barueri x Santo André? Ninguém precisa de dois clubes paulistas sem torcida na Série A, a não ser os grandes paulistas, que assim ganham um número maior de partidas em casa.

-A Nação Rubro Negra, mais uma vez comovida, agradece os esforços atleticanos e esmeraldinos de dar emoção ao campeonato. O Botafogo respira e ganha confiança. O Cruzeiro se permite sonhar com a Libertadores.

-O São Paulo provavelmente também agradece ao Palmeiras, que com o empate suado de hoje dá ânimo novo ao tricolor após a ducha fria do empate de ontem. Dois empates em 2x2 com times do sul do país.

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Out 08

O torcedor atleticano esperava mais contra o Grêmio

por Felipe Lessa01h10

Depois de atuar bem contra o Palmeiras e vencer o Corinthians fora de casa, o torcedor atleticano se encheu de confiança. Uma vitória contra o Grêmio poderia indicar que o rubro-negro terminaria o Brasileirão com tranquilidade. Mas infelizmente não deu, o jogo foi ruim e o placar da noite desta quarta-feira foi 0 x 0 na Arena da Baixada.

O Atlético Paranaense até que tentou impor o ritmo do jogo. Foi para cima e dominou o adversário nos minutos iniciais da partida. Quase marcou com Paulo Baier, em cobrança de falta aos 15 minutos do primeiro tempo. Parou numa bela defesa do goleiro Marcelo.

Depois da maior chance de gol rubro-negra, prevaleceu a antiga técnica dos tricolores: quando não ganha na bola, mata a jogada como der. Ficou barato amarelar apenas Rochemback, Tcheco e Lúcio, já que o grande número de faltas inibiu a equipe atleticana e ajudou o Grêmio a ganhar força no jogo. O time do técnico Paulo Autuori pôde assim avançar o campo de marcação, deixando o Atlético desesperado, muitas vezes sem saber o que fazer com a bola.

No segundo tempo, o Grêmio começou com perigo. Logo aos 2 minutos, Tcheco finta pelo lado direito de Galatto e chuta. Por sorte, Rafael Miranda estava em cima da linha. Apesar da demora, o que deixou a torcida apreensiva, ele manda a pelota para longe da área atleticana.

Contou também para o resultado a atuação de Marcinho. Abaixo do que vinha jogando nas últimas partidas, ele saiu na virada de tempo. Entrou Alex Mineiro que jogou bem e volta a ser cogitado como titular para o jogo contra o Inter, em Porto Alegre. Quem também saiu, pouco depois, foi Márcio Azevedo. Este mancando, vítima da violência dos visitantes.

Alex Sandro entrou bem, articulou a jogada que aos 36 do segundo tempo deixou seu xará de sobrenome Mineiro em posição de girar e fuzilar o goleiro gremista. No rebote, Valência isola a bola nas arquibancadas.

Foi um jogo de certa forma feio de se ver. Faltaram mais oportunidades de gol e até mesmo uma maior presença de jogadores como Jonas e Tcheco pelo lado gremista. Diante do que foi a partida, esse 0 x 0 até que foi um placar justo. O torcedor atleticano esperava mais contra o Grêmio.

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Ago 25

El Arenazo Sub-20

por Felipe Lessa00h42

Na chuvosa tarde desta segunda-feira, a Seleção do Uruguai venceu o Atlético Paranaense em amistoso válido pela categoria Sub-20. Apesar do clima de jogo que não vale nada, os desocupados de plantão aproveitaram para seguir até a Arena da Baixada acompanhar a peleja internacional e apoiar o Rubro-Negro.

La Celeste Olímpica, representada por jogadores de tradicionais uruguaios como Peñarol e Nacional, mostrava então sua fina forma de tratar a pelota. Mostrava ao curitibano como joga a vieja escuela, mesmo quando não poupou grosserias. Desde o apito inicial, aproveitaram da falta de pulso do árbitro, desceram o sarrafo e ainda iniciaram um tumulto para ganhar tempo. Para conter a situação, os jogadores rubro-negros encararam. Partiram para os empurrões e deram sua pequena amostra de “patriotismo”.

No entanto, foi só o que os atleticanos tiveram para apresentar. O time da casa jogou sem vibração, personalidade ou vontade de vencer, forçando então os favoritos uruguaios a mostrar um pouco da classe de seu futebol para vencer a peleja por 1 a 0.

Após escanteio pela esquerda, no fundo do gol onde estavam as esvaziadas dependências da organizada Os Fanáticos, Sebastian Coates, o camisa 10 da Albiceleste, subiu para cabecear com requinte platino. Balançou as redes do Furacãozinho e festejou abraçando a los parceros.

Pouco depois, o destaque celeste, um jovem de número 14 e que até agora não descobri o nome, foi substituído. Parecia acabar a graça do espetáculo dentro de campo. Foi ele o autor da cobrança do escanteio no gol uruguaio. Também realizou pelo menos três grandes jogadas de ataque no mano a mano, fora as inversões de jogo com perfeição. No entanto, o carregador de piano da roja alviceleste de hoje teve que dar seu lugar a um companheiro, de futebol mediano e igual ao dos outros.

Chegava a hora das atenções na Arena voltarem a ter o povão das arquibancadas como protagonistas. Os cerca de 300 “plantonistas” atleticanos não perdoaram o cumprimento dos atletas uruguaios que trocavam beijinhos logo após cada substituição. Elogios não faltaram por parte dos torcedores, que a cada cena de carinho também gritavam: “Ronaldo”, imitando o personagem Zina, corinthiano que aparece aos domingos no programa Pânico na TV...mas com simbologia um pouco diferentes para o aceno. Isso quando não gritavam “beija, beija, beija” ou algo mais agressivo, relacionado com a sexualidade de cada atleta.

Uma turma de maria chuteiras também não perdeu sua pose na hora de “participar” do jogo. A cada dividida, passe de bola ou tentativa de ataque, a mais velha delas, uma loira que aparentava não ter mais que 25 anos, gritava: “Vai amor, força”. Porém, apesar de ser a única pessoa que sabia o nome de cada um dos jogadores atleticanos, não foi somente um deles que escutou o incentivo carinhoso.

Um casal de estudantes também pagou seus R$ 2 da aposta da Time Mania para entrar no estádio. No entanto, os adolescentes ao invés de olhar a partida, ficavam brincando de pega-pega. Depois passearam pelo estádio. Olharam um pouco das bolas, amarelas ou brancas que estavam no gramado. Fizeram de tudo. Mas para a agonia da platéia, além de não verem a bola entrar, não se beijavam. Esse jogão ficou no oxo brabo.

Na hora de ir embora, antes mesmo de acabar a partida, a garota parecia emburrada. Nem parecia dar bola para os cerca de 20 garotos que se juntaram atrás do gol para cantar as músicas do Atlético. Ficaram lá tietando os juniores do Furacão, mas não ganharam camisas e ainda ficaram tristes com o futebol de péssima qualidade apresentado pela sua equipe. O mesmo motivo também deixou a turma dos aposentados com cabeça dolorida.

Faz parte. Apesar do Arenazo, sempre é bom acompanhar um combate diferenciado, como o que foi visto na tarde de hoje. Mas algo inquestionável foi comentado pelos atleticanos presentes: a qualidade dos futuros sucessores de Palo Baier, Alex Mineiro, Galatto & cia.

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Jul 29

Punição desviada e impunidade

por Equipe De Primeira21h49

Por Ricardo Campelo

No último clássico estadual entre Atlético x Coritiba, alguns torcedores proporcionaram cenas lamentáveis dentro do estádio. Arremesso de bombas, cadeiras e até de azulejos deixaram alguns feridos e todos os demais aterrorizados. Os incidentes duraram praticamente todo o intervalo do jogo (cerca de quinze minutos) sem nenhuma resposta ou coerção eficiente por parte da polícia presente.

Ao final do jogo, o árbitro relatou os acontecimentos na súmula da partida. Em tempo recorde, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva apresentou sua decisão: punição a Atlético e Coritiba, que perderam mando de campo e terão que pagar multas de, respectivamente, R$ 20.000,00 e 10.000,00. Ambos os clubes recorreram, mas tudo parece se encaminhar para a manutenção da pena.

Compreensivelmente, muitos dos – verdadeiros – torcedores de Atlético e Coritiba classificaram como justa a condenação imposta. Ninguém gosta de presenciar violência, e a ausência de punição proporcionaria uma inaceitável sensação de insegurança para quem quer apenas torcer por seu time.

O próprio Código Brasileiro de Justiça Desportiva é que estabelece punições deste tipo. Seu art. 213 determina que as entidades que abrigam jogos em suas praças devem tomar medidas para prevenir e reprimir situações de violência, como esta que ocorreu na Baixada. E o mesmo artigo prevê a possibilidade de punição do time visitante pelos atos de sua torcida – muito embora se saiba que não há nenhuma medida ao alcance de seus dirigentes capaz de evitar estes incidentes.

Particularmente, considero este tipo de punição (ou sua própria previsão) injusta. Não vejo formas eficazes que os clubes possam adotar para evitar totalmente este tipo de ocorrência. Me parece utópico imaginar que os seguranças contratados pelos mandantes irão revistar integralmente o corpo de todos os torcedores, impedindo que estes ingressem no estádio com artefatos perigosos. Aliás, creio que não demorará para que elementos passem a se infiltrar em torcidas adversárias para promover atos de arruaça com o intuito provocar a punição desportiva ao clube rival do seu. Mas não é isso que quero debater.

Minha intenção não é discutir se a punição aos clubes é justa. Mas sim se ela é suficiente. Veja-se bem: marginais ingressaram em um estádio de futebol e arremessaram bombas e azulejos contra a torcida adversária, onde estavam pessoas comuns, que nada tinham a ver com o conflito. E nós estamos a achar suficiente “puni-los” meramente com a subtração de mandos de campo do seu time?

Parece-me um total absurdo, e esta situação é, sim, de impunidade. Estes elementos praticaram crimes de, no mínimo, lesão corporal (talvez tentativa de homicídio). Para este tipo de conduta, o Código Penal prevê prisão. Isto mesmo, pena privativa de liberdade. Esta é a condenação que deve incidir para estas práticas, e não meras perdas de mando de campo. Estamos diante de fatos que demandam coerção na esfera criminal, independente do que ocorre na esfera desportiva.

Alguns defendem que este tipo de punição é eficiente, pois faz com que os demais torcedores, preocupados com possíveis prejuízos para o clube que torcem, policiem e delatem a conduta dos arruaceiros. Como se esta atribuição fosse minha, sua, nossa, e não da polícia. Ora, se alguém ameaça arremessar-me um azulejo na cabeça, eu quero que a polícia me proteja, e não o colega de arquibancada do agressor.

Portanto, me preocupa esta sensação de saciedade que tenho visto, por parte de muitos, com a punição imposta a Atlético e Coritiba. As dezenas de marginais que provocaram a algazarra no Atletiba continuam soltos, impunes, aguardando nova oportunidade para se confrontarem. Não estão pouco aí para o fato de que seus clubes foram prejudicados, pois para eles a preocupação não é o futebol, e sim a violência. Isso tem nome: impunidade, com a qual infelizmente estamos tão acostumados a conviver no Brasil.

A César o que é de César: a polícia é a responsável por reprimir estes crimes. Ela é que deve ser cobrada. Assim, cabe a pergunta: alguém foi preso neste incidente?

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Jun 28

Proteção ao clube do coração ou dois Corinthians na Série A?

por Felipe Lessa06h30

Diversos sites publicaram que o Atlético Paranaense venceu um time chamado Corinthians B, sabadão, na Arena da Baixada.

Curioso, procurei na tabela do Campeonato Brasileiro 2009 e não encontrei nenhum clube com esse nome. Time B, até onde se sabe, são aqueles clubes inscritos para jogar divisões inferiores dos campeonatos.

Foi o caso do Palmeiras, no Paulistão. No Paranaense, Londrina e Paraná, por exemplo, já inscreveram seus times B. Porém, vasculhei melhor a tabela do Brasileirão e o máximo que encontrei de B corinthiano foi o J. Malucelli, na série D.

Infelizmente, se o grupo do Corinthians tem peças de reposição ruins, caso pretenda poupar atletas para jogos importantes, não creio que seja o papel do jornalista atuar em defesa de seus clubes do coração. Praticar jornalismo é uma coisa, assessoria é outra. Até onde se sabe, Julio, Boquita, Souza, Jucilei,Lulinha, MOrais, entre outros, assinaram Contrato com o Sport Club Corinthians Paulista. Ou não?

Se você não curtiu o que escrevi e acha que é certo o jornalista prestar serviço de assessoria ao Corinthians, clique aqui .Deixe seu currículo, quem sabe não arruma uma vaguinha.

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Jun 15

Voltamos a sorrir

por Felipe Lessa04h18

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Jun 09

Trocou de lar, permaneceu na mesma rua

por Felipe Lessa23h32

Errou o torcedor paranista, quando pensou que uma das grandes punhaladas sofridas na história do clube foi ter visto seu ex-presidente no lado adversário da Vila Capanema. Mesmo vencendo por 1 a 0 a partida contra o Marília, pela segunda divisão do Campeonato Brasileiro de 2008, a presença de Ocimar Bolicenho era vista como tormenta pelos tricolores.

Erraram aqueles que pensaram ser um choque único, daqueles que merecem o esquecimento eterno. Uma tormenta de proporções muito mais incômodas estaria por vir. Ele agora se muda para o outro lado da Engenheiro Rebouças, na Arena da Baixada. Bolicenho é o mais novo diretor de futebol do Atlético Paranaense.

No currículo, os grandes feitos fazem parte de uma história que parecia ser eterna pelo então clube de seu coração. Porém, talvez para ele, a promiscuidade clubística não pareça ser problema grave. Mesmo praticada na vizinhança. Há tempos, o novo diretor atleticano decidiu que no futebol moderno deve se deixar a paixão em segundo plano.

Começou sua carreira no Água Verde, clube da elite curitibana. Nos anos 80, era no Pinheiros onde coordenava o mesmo cargo que vai ocupar na baixada. Depois da fusão com o Colorado, mostrou audácia. Foi presidente do Paraná Clube na gestão 94/95. Até então, tinha seu nome vinculado a conquistas e títulos.

Mas pensando que a simples paixão não enche a barriga da família, licenciou-se do cargo de presidente do conselho normativo tricolor. Nunca mais levantou nenhum caneco, mas conquistou prestígio profissional. Para isso, teve sorte. Aproveitou-se da ascensão de seu ex-funcionário paranista, Vanderlei Luxemburgo. Pediu generosidade em uma possível oportunidade de emprego.

Foi parceiro no Instituto Wanderley Luxemburgo. Pela WL Sports, tomou frente do Joinville. Só que diante da derrotada campanha na equipe catarinense, decidiu caminhar por outros rumos. Por nova indicação do amigo, ex-funcionário, consegue novo emprego: assume o Marília.

Por lá, viu a equipe ser rebaixada para a terceira divisão do Campeonato Brasileiro, ano passado. Preferiu colaborar com os cofres...do clube... organizando uma das partidas desse campeonato, contra o Corinthians, em campo rival. Levou o jogo para Londrina, renomado quintal corinthiano, onde o MAC foi pressionado por uma multidão de alvinegros. O bicho pegou. Apesar da lavada, deu empate.

Apesar da queda futebolística de sua equipe, no interior paulista, Bolicenho não deixou de ascender. Conquistou uma vaga no Santos. Na Vila Belmiro, a grande amizade com Luxa foi uma das qualidades mais enaltecidas durante sua contratação. Porém, o sonho acabou. Após grave desentendimento com o treinador do Peixe, Vagner Mancini, foi despedido.

Mas Boli voltará ao lar. Quase isso. Afinal, vai comandar o outro clube do Rebouças. Poderá até, quem sabe, voltar a comparecer no Tribunal de Contas do Estado do Paraná. Por lá, nomeado desde 93, sua situação funcional estaria “à disposição”. Ou seja, emprestado a algum outro órgão público. Porém, não creio que o ilustre diretor de futebol esteja recebendo pelo cargo de economista. Seria impossível estar em dois lugares ao mesmo tempo, e Bolicenho quer mesmo ganhar sua vida no futebol.

Afinal, Juca, como é apelidado, sempre foi conhecido pelo esforço e dedicação no trabalho - desde sua infância. Não mancharia a reputação dos humildes vendedores de flores nos dias de finados. Nem daquelas crianças pobres que vendem sorvete, às vezes apenas para poder saborear um lanche no final do dia. Juca é trabalhador, deixou de lado a paixão futebolística para faturar seu ganha pão honesto no outro clube do Rebouças.

E garanto que no Atlético Paranaense, junto com o nobre patrício rubro-negro Marcos Malucelli, irá ajudar a construir uma história de riquezas. Ajudará nossa excelência a provar que o marketing não está com nada. E que o negócio é futebol. Mesmo no lado oposto da rua.

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