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Jun 26

LDU es mucho mas que uma pátria de chuteiras

por Felipe Lessa00h07

Antes, durante e depois da LDU deixar o Fluminense de 4 na primeira final da Líber, percebi por quais razões o time equatoriano tem que levar a taça. A LDU é a pátria de chuteiras. Para falar a verdade, acaba sendo bem mais que isso. Na torcida pelos equatorianos juntam-se brasileiros e argentinos, fora os anônimos.

O Equador carrega a chance de conquistar a primeira Copa Libertadores da América vestindo azul, vermelho e branco. E chegar na final é para eles uma glória bem maior que a dos cariocas. O Fluminense quer vencer para mostrar aos rivais, em especial ao seu filho no futebol, o Flamengo, que também pode chegar lá. A LDU quer vencer para acabar com o sofrimento de seu povo, no futebol. Sofrimento de quem nunca ganhou e quer ganhar.

No passado, já chegaram na Semi, mas mesmo que o rival Barcelona tenha chegado por duas vezes nas finais, para eles não importa. A solidariedade e o orgulho de um time equatoriano ser respeitado fala mais alto. O comentário de um leitor do site futbolecuador.com deixa claro: “Si somos de la Liga o si somos de algun otro equipo vamos a apoyar al equipo que se a ganado todo el respeto del Ecuador”. Os equatorianos são LDU.

Ainda assim, no começo do torneio, nem os seguidores da LDU imaginavam que chegariam lá, mas, sempre guardaram a ilusão de que poderiam ser os libertadores da pátria. Torciam, ou, se torturavam com expectativas e melancolia de amantes de um time desacreditado no continente e que começou a Líber com empate, contra o flu, em casa. No final das contas, passaram fase por fase, sacaram los favoritos “americanos” do México e voltaram a encontrar com o flu, na final.

Diante de tanta empolgação patriótica e receio dos equatorianos, percebo confiança. No entanto, “regionalizando” o lance, me pergunto: e os brasileiros? Estão torcendo pelo Fluminense? Duvido. O post de Jones Rossi fala um pouco do que os brasileiros, em especial atleticanos, esperam da decisão. No restante da nação, pelo papo das pessoas que tenho conversado, vejo algo semelhante, adaptado às respectivas realidades de cada torcida e clube. Para apimentar as coisas, os brasileiros são LDU.

Se por aqui o apoio e amor pela LDU, como pelo Flu, ainda é um pouco tímido, na vizinha Argentina não. Os de River já esqueceram a eliminação do Boca pelo Flu. A euforia acabou. Os de Boca sentem ódio. Hoje esquecem da utópica história da tentativa de contratação de Ronaldinho Gaúcho e Davids para torcer contra o time do outro Gaúcho, o Renato. Torcem contra ele, o carrasco. Mas torcem a favor do compatriota, Edgardo Bauza, o homem do 3-5-2. E se o tricolor carioca conta com o Conca, os equatorianos contam além do treinador argentino, com o assistente técnico e com o preparador físico da terra de Maradona. E no time ainda existe espaço para Norberto Araújo, Bieler e Manso. Os argentinos estão loucos por uma derrota brasileira. Fora o Conca, eles também são LDU.

Um timaço que ganhou com o Casablanca lotado. Ganhou com um time ofensivo, em especial, no primeiro tempo. Um time que jogou com bem mais nomes que Cevallos, Norberto Araújo, Enrique Vera, Manso, Bieler, Campos, Urrutia e Guerrón.

Equador, Brasil e Argentina foram parte do time da LDU. Os fluminenses podem pedir “a bênção, João de Deus”. Podem contar com a ajuda da brasileiríssima, leia-se carioquíssima, rede global de televisão, seus atores e apresentadores. Contem com o que quiserem. Vamos contar com um Maracanazo!

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Jun 05

Por que torcer para a LDU nesta final

por Jones Rossi01h04

A foto acima é apenas um dos motivos. Vamos aos outros:

- O Fluminense de 2008 é simpático, tem Washington, que é um grande sujeito, mas ainda tem que expiar seus graves pecados do passado antes de erguer a Copa.

- Já faz oito anos, mas o Fluminense disputou a bizarra Copa João Havelange, equivalente à primeira divisão do Brasileiro em 2000, pulando direto da terceira divisão, da qual foi campeão em 1999.

- Em 1996, foi rebaixado, mas uma virada de mesa nojenta o manteve por mais um ano na Série A. Em 1997 foi rebaixado novamente.

- Ainda em 1996, mais uma vergonha: a torcida invadiu o campo para agredir o goleiro Ricardo Pinto, do Atlético, que venceu o tricolor nas Laranjeiras por 3 a 2. Bráulio teve traumatismo craniano e não pôde defender o Atlético na fase decisiva do Brasileiro daquele ano.

- A LDU tem as torcidas com os nomes mais legais do universo: Los Dinosaurios e las CHICAS COCODRILO. Insuperável.

E, para finalizar, uma coincidência:

- Em 2004, ano da última Eurocopa, a Libertadores foi vencida pela zebraça Once Caldas. Este ano teremos mais uma Euro. E a zebra da vez é a LDU.

¡ Adelante , Adelante , Adelante Universidad,
en el tiempo , en el espacio , tu nombre sonará
Universidad, Universidad Central !

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