Out 08
O que começa no campo de futebol, morre no campo
por Felipe Lessa18h30

Depois de vencer de virada o Sóesporte, por 2 x 1 no Estádio Cleto Marques Luz, em Maceió, as jogadoras do Cesmac se viram obrigadas a partir para uma nova batalha. Dessa vez, nada válida pelo Campeonato Alagoano de Futebol Feminino como o jogo da tarde desta quarta-feira (7/9). Provocações durante os 90 minutos do rolar da pelota proporcionaram uma espécie de prorrogação previamente anunciada, sendo o árbitro Anderson Fernandes um dos acusados: pela negligência.
O pau comeu. Ou melhor, as diferenças e qualquer covardia dentro de campo foram tiradas a limpo. Sem armas e sem vandalismo. Queriam apenas um acerto de contas e nada mais. Na mão, ou no máximo com as travas da chuteira, como prega o simbólico código de conduta do futebol. O que nasce no gramado, morre ali. Fim de papo.
O clímax de toda cena está no momento em que a número 3 do Alviceleste Cesmac estava fora de combate. No meio da lavação de roupa suja, ela parece ter sido intimidada por uma jogadora da equipe Amarelão Sóesporte. Sua adversária retira a chuteira e, com ela em punhos, agride uma garota do Cesmac aplicando friamente a chuteirada. Sim, usou seu calçado para bater na outra atleta com as travas.
E então, a personagem do dia, nossa camisa 3 que parecia tranquila e contente com sua única voadora em uma adversária, supostamente toma gosto pela boa e velha ultraviolência. Sem dever nada àquela praticada por gente como Alex e seus Druggies.
A defensora começa a distribuir socos e pontapés. Bica uma, bica duas, corre atrás de outra. Estava ensandecida. Tenta atingir a rival com nova voadora. Até mesmo um garoto, provavelmente irmão de alguma das meninas, tenta separar a treta. Resultado: leva de cara um tabefe na orelha.
Sem polícia ou ambulância no estádio, quem caiu em combate precisou aguardar tudo terminar para ir ao hospital. Wítala, do Sóesporte, foi um exemplo. Levou um chute no rosto e precisou ser transferida para cuidados médicos em uma clínica de saúde.
Para fechar com chave de ouro, a mídia noticiou o confronto nacionalmente. Mesmo o poderoso Globo Esporte relatou como lamentável o ocorrido. Era a primeira vez que a Alviceleste ganhava destaque no site do programa. No restante, restavam apenas estatísticas. Ou seja, o todo-poderoso meio de comunicação falhou. Preferiu omitir a constante falta de ambulância e policiamento nos jogos, e até mesmo a estrutura deste campeonato, para punir as atletas por resolverem tudo como deve ser resolvido.
A Federação Alagoana de Futebol também resolveu dar destaque para a briga em seu site. Incrível a moralidade, já que o presidente da mesma federação é acusado de orquestrar um espancamento contra dois jornalistas que cobriam a partida entre Asa de Arapicara x América Mineiro, em setembro deste ano, pela Série C do Brasileirão.
Uma baita hipocrisia culpar essas meninas por resolverem seus desentendimentos de forma honesta. A violência ocorreu, mas sem a covardia das vangloriadas gangues de torcidas organizadas que se municiam até mesmo de armas de fogo para realização de tocaias contra facções rivais. Essas garotas são apenas vítimas, que inclusive chegaram a se retratar e pedir desculpas em seu blog oficial. Foram comparadas ao mesmo nível de gente que apenas se utiliza do esporte para praticar violência e ganhar dinheiro. Mas recurso é o que mais falta no desprezado futebol feminino. Essas meninas sempre sonharam com o dia que iriam aparecer na grande mídia. Sonhavam en receber devido reconhecimento por seu futebol. Mas estão sendo tratadas como marginais, o que não são.
E como a briga acabou, podemos voltar a falar de futebol. O Blog De Primeira realizou contato inicial com o time do Cesmac em seu Orkut oficial. Tentaremos descobrir também quem é a guerreira combatente Camisa 3. Pretendemos acompanhar, desde já, a trajetória do glorioso Alviceleste na Copa Brasil de futebol feminino. Depois de detonarem o Potiguar por 3 x 1 em casa, elas enfiaram 4 x 1 no Rio Grande do Norte. Estão classificadas e no dia 22 de outubro enfrentam as meninas do São Francisco da Bahia no Estádio Nelson Feijó, em Alagoas. Outra destaque do time é Karine, que com 2 gols na competição balançou as redes o mesmo número de vezes que renomadas como Marta e Cristiano, do Santos. Com os votos de apoio do Blog de Primeira: Avante, Cesmac Futebol Feminino! Rumo ao título nacional.

Jun 05
Quantos mais terão que morrer?
por Felipe Lessa01h09

Na noite de quarta-feira, uma briga entre torcedores de Vasco e Corinthians terminou com um assassinato e oito pessoas feridas. Cerca de 15 ônibus da Força Jovem do Vasco passavam pela Marginal Tietê, na capital paulista, quando se depararam com um ônibus e alguns carros de corinthianos.
Sem o reconhecimento de “torcida organizada”, não havia escolta para o grupo pertencente a Gaviões da Fiel, denominado Movimento Rua São Jorge, parado por outro grupo de policiais para uma revista – no momento em que também se dirigiam da zona leste ao Pacaembu.
Foi o suficiente para que paus, pedras e barras de ferro estivessem em punhos de “torcedores” para um combate brutal, supostamente iniciado por vascaínos que correram em direção dos donos da casa, em número bem menor. Os 20 batedores da Polícia Militar, que realizavam a escolta, afirmaram que nada puderam fazer até a chegada de reforço. Realmente, o contingente policial era pequeno para acalmar e controlar os mais de 500 vascaínos ali presentes.
Um promotor afirmou que o ataque foi realizado pelos corinthianos. Ele deveria nos responder a razão de não haverem disparos da calibre 12, portada pelos mesmos – já que a policia paulistana não realiza escolta para quem não reconhece como torcida. No mundo das organizadas, se a polícia resolve não escoltar, é cada um por si. A qualquer momento pode ser realizado um ataque rival.
Com isso, o despreparo policial permitiu 15 minutos de violência e um saldo trágico. Algo que torcedores comuns, daqueles que vão ao estádio apenas para ver futebol, jamais teriam vontade de experimentar. Mas que os organizados sabem que pode ocorrer a qualquer momento. Os policiais também.
No final do jogo, ainda houve tempo para que um dos ônibus da “torcida” carioca fosse incendiado. Ficou no prejuízo o motorista que, sem seguro e ainda pagando as parcelas do veículo, não sabe o que fazer da vida.
A promotoria pública de São Paulo agora fala em jogos com torcidas únicas. Mas seria essa a solução? Imagino que um torcedor do Vasco, não pertencente a uma organizada, jamais iria ao Pacaembu com a intenção de defender a bandeira cruzmaltina na porrada, antes ou após eliminação na Copa do Brasil. Simplesmente vive longe, ou até na própria São Paulo, e gostaria de ver seu clube em campo. Eles, e outros tantos torcedores que não querem brigar, para variar serão penalizados? A secretaria de segurança pública paulistana também vai ser investigada? Se a corda arrebentar, dessa vez que não seja somente no lado mais fraco.
Mortes no futebol brasileiro
A violência relacionada com as bancadas do futebol brasileiro chegou ao extremo no dia 17 de junho de 1988. Minutos depois de sair de um bar, próximo ao Parque Antártica, Cléo Sostenes dirigia-se até a sede da torcida Mancha Verde do Palmeiras. Precisava realizar um telefonema, deu alguns passos e foi atingido por três tiros. Os suspeitos do assassinato eram integrantes da Gaviões da Fiel, que antes do ataque teriam assaltado o veículo utilizado para cumprir a missão.
No estádio Nicolau Alayon, localizado na Zona oeste da capital paulista, em janeiro de 1992, ocorre a primeira morte dentro de um estádio. Integrantes da Independente, do São Paulo, arremessaram uma bomba contra a torcida do Corinthians. Rodrigo Gaspari, de 13 anos, morreu ao ser atingido. Ele assistia seu time pela Copa São Paulo de Juniores.
No Pacaembu estádio, pelo mesmo torneio, em 1995, houve a maior briga entre torcidas organizadas do futebol brasileiro. São-paulinos indignados com a perda do título invadem ao gramado para brigar contra palmeirenses que comemoravam a conquista. Uma batalha campal como jamais foi vista em estádios brasileiros é traçada.
Integrantes da torcida Independente aproveitam o grande número de entulhos localizados na região onde estavam para carregarem-se de munição. Mastros de bandeiras também são utilizados no conflito que deixa como vítima o tricolor Marcio Gasparim.
No final dos anos 90, um jovem morreu ao ser atingido por uma bomba após briga entre atleticanos e coxas, em um terminal de Curitiba. Em 2007 um integrante da Jovem Fla morreu após emboscada das torcidas organizadas de Vasco e Botafogo.
No decorrer dos anos, uma das principais bandeiras do Ministério Público foi a extinção das organizadas e a proibição das faixas nos estádios de diversos estados. As organizadas voltaram e os atos violentos continuam acontecendo até hoje em grandes centros como São Paulo, Curitiba, Belém, Natal, Porto Alegre, Recife, Florianópolis, Rio de Janeiro, entre outros.
Falha policial
Em 2005, um integrante da Leões da TUF, do Fortaleza, foi assassinado após perseguição proporcionada por integrantes da torcida Fúria Jovem do Botafogo. O fato ocorreu no Rio de Janeiro, e integrantes da torcida afirmam que a polícia mudou os planos na hora da volta. Um integrante da facção carioca também foi morto na troca de tiros.
São diversas as ocasiões em que integrantes de torcidas organizadas seguem integrantes de grupos rivais para efetuar disparos. Vale deixar a questão: Como essas armas da torcida visitante entraram no Rio de Janeiro? Se a polícia permitiu a troca de tiros na estrada, algo que ocorre constantemente nesse estado, a escolta foi falha? A secretaria de segurança fluminense deveria investigar a questão de “acordos” entre policiais e componentes de organizadas.
Agressões
Não existem estatísticas que provem o contrário, porém, durante conflitos de torcidas é maior o número de feridos ou o detidos? Em uma das ações policiais, uma torcedora do Paraná Clube perdeu a visão – após incidente ocorrido na saída da Arena da Baixada.
Outro incidente que mostra operação policial questionável envolve faixas dos torcedores.Entre os casos mais conhecidos, a ocasião em que policiais paulistanos revistavam a faixa de uma organizada do Cruzeiro, no início dos anos 2000. Não permitiram a entrada da mesma no estádio e horas depois o material apareceu na mão de torcedores do Corinthians, supostos integrantes da Gaviões da Fiel. Um caso similar ocorreu também com o desaparecimento de uma faixa da torcida do São Paulo, na mesma época, durante embarque em um aeroporto da cidade.
Entrevista
Apesar da Guarda Popular do Internacional não ser uma torcida organizada, passa pelos mesmos problemas. Ao viajar, o movimento de torcedores independente de facções depende de escoltas e precisa lidar com o desgosto de torcidas rivais. Por isso, entrevistamos Hierro Martins, um dos organizadores do grupo. Ele fala sobre alguns problemas relacionados as bancadas de futebol e uma possível solução.
DP - Existe solução para a violência no futebol?
Hierro - Existe, sim. E a solução começa por cada um de nós. A conscientização de que violência no futebol não precisa existir é o primeiro passo a ser dado por todos que vivem o futebol, principalmente as lideranças de torcidas - pra ser a melhor, não precisa ser a mais violenta!
DP - Acha que o fim das organizadas vai acabar ou amenizar a violência?
Hierro - Podem acabar com as organizadas. Vão somente acabar com o comando, vão acabar com o elo aliado contra a violência, mas as organizadas não acabarão, as pessoas vão continuar organizadas dentro do estádio de futebol, organizadas e sem comando, onde o que vale é quem dá mais porrada, e não o que um líder recomenda.
Temos o maior exemplo disto no Rio Grande do Sul, onde as maiores torcidas não são organizadas como entidade, mas se organizaram e se agrupam dentro do estádio. No RS, os estádios estavam propícios a se tornarem campo de guerra. Antes das primeíras vítimas fatais aparecerem, a conscientização anti-violência falou mais alto.
DP - Voce falou no elo aliado contra a violência. E nos casos em que esse elo não pretende ser um aliado contra a violência?
Hierro - Se o elo não é aliado contra a violência, ele não tem que existir !
DP - Qual o papel da polícia e poder público para contribuir com a violência?
Hierro - Eu incluo na sua pergunta o papel da grande mídia também. Se ela publicasse e tornasse informativo toda realidade que acontece quando, por exemplo, o poder público não pune quem tem que ser punido, a polícia não previne. Somente dá borrachada
Tem muitas outras coisas que todos nós que vivemos o futebol sabemos que estes órgãos continuam falhando e deixando acontecer errado. A partir do dia que a grande mídia noticiar e informar as falhas e conivências - torcedor escoltado largado na mão de torcida inimiga, faixa de torcida recolhida e depois vendida pra torcida rival e etc - de quem é pago pra prevenir e proteger, toda sociedade saberá e cobrará muito mais. A generalização de marginal não caberá somente ao torcedor. Extorsões, conivências, cacetada e spray de pimenta não conscientiza, só gera violência.
DP - Comente algumas das ações da popular que ajudaram a diminuir os atos de violência
Hierro - A principal de todas foi quando na véspera de um clássico, num churrasco no pátio do Beira-Rio, fomos alvo de disparos de arma de fogo por torcedores rivais. No momento havia um mutirão de preparativos para o clássico (Grenal), onde tinha mulher e crianças ajudando pra fazer a festa do dia seguinte.
O momento era de cólera geral. Passados 15 minutos dos disparos, 4 ou 5 motos chegando com armas pro revide. Era uma coisa que até então nem tinha que perguntar nada para ninguém. Tinha que ir no rival e responder do mesmo jeito. Os presentes esperavam isso, as pessoas no clube sabiam que o barril de pólvora iria explodir, o próprio rival esperava e se escondia com medo da resposta.
Um momento de lucidez caiu sobre 3 de nós e surpreendentemente decretamos: "Ao primeiro disparo contra o rival, acabamos com a torcida !" no dia do clássico apresentamos uma faixa de 25 metros de comprimento - A TORCIDA QUE NÃO USA ARMAS! Fizemos uma passeata na avenida principal do estádio, começamos em 100, depois 150 torcedores. Quando chegamos no portão de acesso do nosso setor já éramos 5 mil torcedores. Todos querem a paz nos estádios, basta praticar!
DP - Já passaram algum problema por evitar brigas?
Hierro - Eu respondo processo no fórum de Porto Alegre, por ter evitado de um torcedor rival encontrado no setor ser espancado talvez até a morte. A suposta "vitima" e o poder público me acusam de não ter sido cordial com o torcedor rival e ter tirado ele do meio do espancamento com força bruta!
DP – Deixe uma mensagem aos leitores do blog
Hierro - A cada dia que se notícia um conflito entre torcidas, eu me entristeço, fico triste. Essas pessoas não deveriam de se orgulhar pelo conflito, por terem participado, por terem colocado o dito "inimigo" pra correr. Elas precisam repensar suas vidas e abrir os olhos para o buraco que estão jogando esta "classe" (torcidas). Nós mesmo, os torcedores, estamos nos derrotando. Em um conflito da torcida "x" contra a torcida "y" não tem vencedor. Só derrotados!
Mai 21
Raio-x histórico das semi-finais da Copa do Brasil 2009*
por Equipe De Primeira11h00
Por Daniel Soares
1- Vasco X Corinthians
Histórico do C.R. Vasco da Gama na Copa do Brasil:
Título: Nenhum
Finais disputadas: 2006
Semifinais disputadas: 1993, 1994, 1995, 1998, 2006, 2008 e 2009
Última participação: 2008 (semifinalista)
Histórico do S.C. Corinthians Paulista na Copa do Brasil:
Títulos: 1995 e 2002
Finais disputadas: 1995, 2001, 2002 e 2008
Semifinais disputadas: 1995, 1997, 2001, 2002, 2008 e 2009
Última participação: 2008 (vice-campeão)
Encontros pela Copa do Brasil:
Semifinais 1995
Vasco 0x1 Corinthians, no Rio de Janeiro
Corinthians 5x0 Vasco, em São Paulo
Últimas partidas (Série A 2007)
Vasco 2x0 Corinthians, no Rio de Janeiro
Corinthians 0x1 Vasco, em São Paulo
2- Coritiba X Internacional
Histórico do Coritiba F.C. na Copa do Brasil:
Títulos: nenhum
Finais disputadas: nenhuma
Semifinais disputadas: 1991, 2001 e 2009
Última participação: 2008 (eliminado na segunda fase)
Histórico do S.C. Internacional na Copa do Brasil:
Títulos: 1992
Finais disputadas: 1992
Semifinais disputadas: 1992, 1999 e 2009
Última participação: 2008 (eliminado nas quartas-de-final)
Encontros pela Copa do Brasil:
Confronto inédito na competição.
Últimas partidas (Série A 2008):
Internacional 3x0 Coritiba, em Porto Alegre
Coritiba 4x2 Internacional. em Curitiba
*Leia também o raio-x histórico das quartas-de-final da Copa do Brasil 2009
Mai 13
Raio-x histórico das quartas-de-final da Copa do Brasil 2009
por Equipe De Primeira14h31
Por Daniel Soares
1- Vitória x Vasco
Histórico do E.C. Vitória na Copa do Brasil:
Títulos: Nenhum
Finais disputadas: Nenhuma
Semifinais disputadas: 2004
Última participação: 2008 (eliminado na segunda fase)
Histórico do C.R. Vasco da Gama na Copa do Brasil:
Título: Nenhum
Finais disputadas: 2006
Semifinais disputadas: 1993, 1994, 1995, 1998, 2006, 2008
Última participação: 2008 (semifinalista)
Encontros pela Copa do Brasil:
Oitavas-de-final 1989
Vitória 0x0 Vasco, em Feira de Santana
Vasco 1x2 Vitória, no Rio de Janeiro.
Último encontro (Série A 2008):
Vitória 5x0 Vasco, em Salvador
Vasco 0x2 Vitória, no Rio de Janeiro
2- Fluminense x Corinthians
Histórico do Fluminense F.C. na Copa do Brasil:
Títulos: 2007
Finais disputadas: 1992, 2005 e 2007
Semifinais disputadas: 1992, 2001, 2005, 2006 e 2007
Última participação: 2007 (campeão)
Histórico do S.C. Corinthians Paulista na Copa do Brasil:
Títulos: 1995 e 2002
Finais disputadas: 1995, 2001, 2002 e 2008
Semifinais disputadas: 1995, 1997, 2001, 2002 e 2008
Última particiação: 2008 (vice-campeão)
Encontros pela Copa do Brasil:
Confronto inédito na competição.
Último encontro (Série A 2007):
Corinthians 1x1 Fluminense, em São Paulo
Fluminense 1x1 Corinthians, no Rio de Janeiro
3- Coritiba x Ponte Preta
Histórico do Coritiba F.C. na Copa do Brasil:
Títulos: nenhum
Finais disputadas: nenhuma
Semifinais disputadas: 1991 e 2001
Última participação: 2008 (eliminado na segunda fase)
Histórico da A.A. Ponte Preta na Copa do Brasil:
Títulos: nenhum
Finais disputadas: nenhuma
Semifinais disputadas: 2001
Última participação: 2007 (eliminada na primeira fase)
Encontros pela Copa do Brasil:
Primeira fase 2002:
Coritiba 2x1 Ponte Preta, em Curitiba
Ponte Preta 4x1 Coritiba, em Campinas
Último encontro, descontando o jogo de ontem (Série B 2007):
Coritiba 2x1 Ponte Preta, em Curitiba
Ponte Preta 1x1 Coritiba, em Campinas
4- Internacional x Flamengo
Histórico do S.C. Internacional na Copa do Brasil:
Títulos: 1992
Finais disputadas: 1992
Semifinais disputadas: 1992 e 1999
Última participação: 2008 (eliminado nas quartas-de-final)
Histórico do C.R. Flamengo na Copa do Brasil:
Títulos: 1990 e 2006
Finais disputadas: 1990, 1997, 2003, 2004 e 2006
Semifinais disputadas: 1989, 1990, 1993, 1995, 1996, 1997, 2003, 2004 e 2006
Última participação: 2006 (campeão)
Encontros pela Copa do Brasil:
Quartas-de-final 1996:
Internacional 3x2 Flamengo, em Porto Alegre
Flamengo 3x1 Internacional, no Rio de Janeiro
Quartas-de-final 1997:
Internacional 1x1 Flamengo, em Porto Alegre
Flamengo 1x0 Internacional, no Rio de Janeiro
Último encontro (Série A 2008):
Flamengo 2x1 Internacional, no Rio de Janeiro
Internacional 1x1 Flamengo, em Porto Alegre
Mai 07
Há esperança
por Jones Rossi12h29
Em 2004, neste mesmo blog, após uma derrota do Atlético por 1 a 0 para o São Paulo no Morumbi, disse que aquele time tinha cara de campeão. Foi por pouco. Chegamos em segundo. Pois digo que, após os dois confrontos contra o Corinthians pela Copa do Brasil, que vamos chegar à Libertadores.
Este time é bastante jovem. O mais velho do time titular, Galato, tem 26 anos. Tem boas promessas como Wallyson e Raul, que em pouco tempo de carreira já enfrentaram jogos muito duros e decisivos. Raul já jogou duas vezes contra o Corinthians em um Pacaembu lotado - pela Copa do Brasil e pela final da Copa SP de Futebol Júnior. É o tipo de coisa que une um grupo e molda o caráter do jogador, dando cancha para voos mais altos.
Geninho parece ter finalmente dominado o time taticamente, a ponto de mudar o time várias vezes dentro da partida sem perder consistência. Ontem, contra o Corinthians, o time foi muito bem. Teve um pênalti não marcado - confirmado pelo imparcial Humberto Peron, que trabalha aqui ao meu lado na Editora Globo - e duas grande chances desperdiçadas por Wallyson. Parreira foi crucificado, mas estava certo quando disse que o gol é um detalhe. É o detalhe mais importante, mas que raramente nasce do acaso. É preciso muito trabalho para produzir as chances de gol que o Atlético produziu ontem no Pacaembu.
É claro, perdemos pela falta de gols. Já o Corinthians está demonstrando uma eficiência absurda, graças a Ronaldo e ao esquema de Mano Menezes. Aproveita quase 100% das poucas chances que tem no jogo. Foi assim contra o Santos na Vila Belmiro e contra o Atlético nos dois jogos da Copa do Brasil. Lembra bastante o São Paulo do Muricy, porém mais rápido e com mais alternativas.
Voltando ao Atlético, perdeu por não ter um Ronaldo. Mas Wallyson, Raul e companhia aprenderam a lição. O Atlético vem forte. E acho que voltará a ter o fator Arena a seu favor. Domingo, contra o Vitória, vamos ver se estou certo.
Jun 13
O Corinthians que eu conheço...
por Equipe De Primeira11h42
Por Glauco de Pierri
O Corinthians que perdeu a Copa do Brasil não é o Corinthians que eu conheço...
Não é o Corinthians de Gilmar, Solito, Carlos, Ronaldo, Dida...
Não é o Corinthians de Edson Abobrão...
Não é o Corinthians de Guinei, Marcelo Djian, Fábio Luciano, Embú...
Não é o Corinthians de Dida, Kléber, Wilson Mano...
Não é o Corinthians de Biro-Biro, Jacenir, Fabinho, Márcio Bittencourt...
Não é o Corinthians de Sócrates, Zenon, Walter Casagrande, Marcelinho...
Não é o Corinthians de José Ferreira Neto, o xodó da Fiel...
Não é o Corinthians de Tupanzinho, esse, o talismã da Fiel...
O Corinthians que eu conheço não toma dois gols e fica passivo. O Corinthians que eu conheço perde sim, mas luta até o final e faz a vitória do outro time ser algo heróico...
O Corinthians que eu conheço perdeu do Palmeiras nas Libertadores de 1999 e 2000...
O Corinthians que eu conheço foi campeão paulista (quanto valor!) em 1988 em cima do Guarani de Evair...
O Corinthians que eu conheço pôs o Palmeiras de Felipão no bolso no Paulistão de 1999 (embaixadinhas do Edilson...) O Corinthians que eu conheço perdeu do Palmeiras de Evair, Edmundo, Edilson (o mesmo das embaixadas) em 1993...
O Corinthians que eu conheço perdeu sim do Palmeiras de Valdívia em 2008...
O Corinthians que eu conheço caiu pra Série B em 2007 e faz uma campanha digna de seus 98 anos em 2008... E vai voltar com tudo pra Série A (de onde nunca deveria ter saído) em 2009.
Só que esse Corinthians, do ótimo Mano Menezes, não foi Corinthians nesse 11 de junho.
Foi Flamengo de 2004. Foi Fluminense de 2005. Foi Palmeiras de 1986. Foi São Paulo de 1991. Foi Colo-Colo de 2008. Foi Boca Juniors de 2004...
Nem o Corinthians que perdeu pro River Plate por duas vezes (em 2003 e em 2006) foi pior que esse Corinthians ai...
Enfim... Acontece... Faz parte do esporte...
Sem hipocrisia de minha parte... Ainda bem!
Mas, acreditem, eu estou decepcionado... Achei que esse Corinthians era o Corinthians que eu conhecia...
Jun 12
TV Globo falsifica o áudio do futebol para agradar corinthianos
por Equipe De Primeira15h18
Por Julio Moreira*
'Não pára, não pára, não pára!' Este era o canto da torcida organizada do Corinthians que se ouvia ontem à noite, durante o início da transmissão do jogo pela TV Globo. Pelo menos aqui em São Paulo.
Mas veja, o Estádio da Ilha do Retiro tem capacidade para 36 mil pessoas, das quais 35 mil eram torcedores do Sport e apenas 1000 torciam para o Corinthians. Como então o canto da torcida era corintiano?
Tecnologia e engenharia de som. O áudio foi captado e divido em 3 canais - o do narrador, o da torcida do Corinthians e o geral do estádio. Então, o diretor técnico aumenta o volume do canal da torcida do Corinthians e diminui o volume geral do estádio. Isto cria no telespectador a falsa idéia de que a torcida no estádio é do Corinthians e ajuda a audiência, aqui em Sao Paulo, onde a maioria da população é corinthiana.
Esta forcinha da técnica durou até o primeiro gol do Sport, pois então, a esmagadora torcida do Sport foi ao delírio e aí não houve técnica que ajudasse o torcedor do Timão. Ainda mais depois do segundo gol.
A transmissão do futebol é uma operação JORNALÍSTICA, realizada pelo departamento de jornalismo esportivo. Não se pode falsear o áudio do estádio. Nao é ficção, não é dramaturgia. É jornalismo.
A TV Globo foi convidada pelo Comitê Gestor das Olimpíadas de Pequim para gerar as imagens do Vôlei de Praia. Este convite foi feito pela sua reconhecida competência técnica. Não pode, ou melhor, não deve, colocar em risco este reconhecimento para turbinar a audiência de um jogo. É pequeno, não precisa.
*Julio Moreira é colunista do site especializado em mídia e publicidade Blue Bus e cedeu gentilmente este artigo ao De Primeira.
Carlinhos Bala falou, Carlinhos Bala avisou
por Jones Rossi01h59

Não tinha como terminar bem. Havia algo de podre no reino do Corinthians quando o meia Romerito foi chamado de volta pelo Goiás justamente na semana da final da Copa do Brasil. Depois descobriu-se que uma figura que trabalha para o Corinthians e tem influência na diretoria do Goiás tratou do espúrio acordo. Depois li em algum lugar que o Corinthians tinha um elenco melhor que o São Paulo. E finalmente uma capa sem sentido do Lance! mostrava o gramado do estádio do Sport na Ilha do Retiro, uma provocação barata e bairrista. A seqüência de acontecimentos deixou claro que o Corinthians perderia o título. E perdeu.
Mas não foi por culpa do Mano Menezes. Certamente serão tecidos comentários sobre a "postura" do time em campo, para muitos excessivamente defensiva. Pois o Corinthians jogou da maneira mais correta possível. Até sair o gol do Sport, aos 30 minutos, o goleiro Felipe não tinha sido incomodado NENHUMA vez.
O Sport, como já havia feito no final de semana contra o Palmeiras, não precisou fazer uma partida fora de série para conseguir o resultado que lhe garantia o título da Copa do Brasil. A chave foi a entrada de Enílton, em um ato de loucura de Nelsinho Batista que depois se revelou extremamente sábio. Com a sua entrada, o meia Luciano Henrique pôde recuar para servir os atacantes e até fazer seu próprio gol, o do título, em uma mezza falha de Felipe.
Mais importante ainda, nos dois jogos, foi Carlinhos Bala, o Cascão do Sport. Seu cabelo EMO ENSEBADO DO AXÉ deveria ser imortalizado com uma estátua em frente ao estádio do rubro-negro pernambucano. Bala foi quem mais mostrou o que os comentaristas de TV gostam de chamar de 'personalidade' e 'atitude'. Pelos menos 50% do título deve-se a ele, se não mais. Em São Paulo teve a ousadia de cunhar a frase "Este foi o gol do título", ainda no calor do pós-jogo no Morumbi, referindo-se ao gol de honra marcado por Enílton no fim da partida.
Pouquíssimos jogadores em toda a história do futebol teriam a coragem de falar algo assim sem medo de represálias, sem falastronice e ainda depois se garantir em campo. Bala bancou suas palavras. Fez o primeiro gol do Sport em um belo chute cruzado e era visto em todos os setores do gramado, marcando atrás, armando jogadas no meio campo e fazendo o esquema suicida de Nelsinho funcionar de maneira quase perfeita. Foi mais decisivo do que muitos jogadores mais talentosos que ele jamais foram ou serão. Para completar, ainda cavou duas expulsões entre os corintianos, que terminaram a partida com nove.
Para o Corinthians, talvez tenha sido o melhor. Não dá para dizer que um time que perdeu o título no gol qualificado seria inferior. E quem sabe o título não daria uma sensação de dever cumprido aos jogadores e não causaria uma falta de motivação para o restante da Série B? Vale ressaltar que Acosta sofreu um pênalti aos 43 minutos do segundo tempo, que o árbitro Alício Pena Jr. decidiu simplesmente ignorar. Mas pode ter sido simplesmente a justiça divina em ação, vingando os colorados por 2005. Pois nada foi mais justo que ver Romerito abraçado aos companheiros no final da partida, comemorando como se tivesse estado em campo o tempo todo.
Para finalizar, o vídeo abaixo mostra Luciano do Vale esculachando os próprios companheiros de Band que quiseram criar um clima de guerra para o jogo no Recife. Mas, à noite, narrou o jogo pianinho.
Jun 06
Manual do imperialismo paulista
por Jones Rossi20h12
De tempos em tempos, um time longe do eixo Rio-SP põe a cabeça para fora e ousa desafiar o establishment do futebol brasileiro. Mas o preço a pagar geralmente é caro. Logo, com o apoio até da imprensa e de jornalistas preconceituosos, o time começa a ser perseguido dentro e fora das quatro linhas. A mais nova vítima é o Sport, que se atreveu a eliminar o incensado Palmeiras de Luxemburgo e desafiar o "Timão" na Copa do Brasil.
Funciona da seguinte forma. Em um primeiro momento, o time aparece com um bom futebol, ganha algumas partidas importantes, recebe elogios de jornalistas - que em geral nunca viram os jogos da referida equipe - e certa admiração dos torcedores adversários dos times eliminados.
Mas a lua-de-mel vai acabando à medida que o time chega mais longe e ameaça os queridos paulistas. Se o time for do Sul, logo surgem os adjetivos de sempre: violento e retranqueiro. E o técnico é truculento, a menos que ele depois venha treinar um time de São Paulo, como fizeram Felipão e Mano Menezes. Caso o time seja do Nordeste, o preconceito vem mais forte. De repente os estádios se tornam "alçapões", e surgem frases como a "CBF tem que tomar alguma atitude", e "lá em cima é complicado".
Vejamos o caso do Sport. A imprensa esportiva está colocando a confusão que houve no jogo do Náutico contra o Botafogo no mesmo balaio da final da Copa do Brasil. De repente, Recife, uma cidade belíssima e culturalmente tão ou mais rica que São Paulo, se tornou uma terra de bárbaros e a polícia de lá virou a pior do Brasil, como se aqui e no resto do País só houvesse polidos gerdarmes suíços.
A maioria das críticas embute um preconceito latente em certa parte da mídia paulistana, retrógrada e ultrapassada. Outro dia mesmo vi um espetáculo dantesco de um radialista falando barbaridades de um time de fora de São Paulo (não vou falar o nome o imbecil para não dar ibope). O tom era tão raivoso que dificilmente um torcedor organizado faria melhor - no caso, pior. Veja bem, tudo isso usando a carteirinha de jornalista e radialista.
Saí da imprensa esportiva há cinco anos, em boa parte por causa disso. E só tem piorado desde então. Hoje muita gente se sente no livre direito de falar qualquer bobagem, tendo a profissão de jornalista como passe livre para destilar preconceito e estimular o clima de guerra e violência, como se já não vivêssemos em um mundo suficientemente desgraçado.
Ainda bem que o povão corintiano e palmeirense não concorda com o que esses idiotas dizem. Há poucos times mais nordestinos que o Corinthians, e o Palmeiras teve um de seus maiores períodos de glória com o pernambucano Rivaldo. Mas esses radialistas e pseudo-jornalistas não entendem nem de futebol, que dirá de povo.
Mai 20
Bem-aventurados os humildes
por Jones Rossi01h27

Final de 2007. Corinthians rebaixado, endividado, alquebrado, no fundo do poço. Pano rápido.
Menos de seis meses depois as coisas não parecem muito melhores se você for contá-las a alguém ou colocar no papel. O Palmeiras tem um timaço e é campeão paulista, o São Paulo e o Santos estão vivos na Libertadores e até a Portuguesa está na Primeira Divisão. Mas há esperança no ar, um pouco daquela velha eletricidade corintiana que explode ao menor contato com uma fagulha de entusiasmo desmedido. Foi assim em 77, 90 e 2000. Será assim em 2008.
Hoje, contra o Botafogo, pelo jogo de ida das semifinais da Copa do Brasil, o Corinthians pode esquecer toda a desgraceira que se abateu sobre o clube nos últimos tempos como uma pesada mortalha de ferro. Esquecer o rebaixamento, os rivais, a Série B, Dualib, Andrés, camisa lilás, CRB e Gama.
Hoje é a chance do Corinthians de ser grande entre os grandes, de renascer alvinegramente como já o fez tantas vezes desde tempos imemoriais, quando os dinossauros ainda comiam nossos primos mamíferos. Pois se estava escrito que o Fluminense seria campeão há mil anos, desde o Big Bang as estrelas comentam sobre o que vai acontecer hoje, no Engenhão.
Sob o comando de um sobrevivente da Batalha dos Aflitos, o Corinthians dará o primeiro passo para o título mais improvável de sua história. Como tantos outros e como nenhum mais. Como só o Corinthians é capaz de fazer.