Nov 19
TRICOLOR CELESTE: é hoje!
por Equipe De Primeira16h21

É o hoje o lançamento do livro TRICOLOR CELESTE, de autoria do grande repórter Luís Augusto Símon, colaborador deste blog. Quem estiver em São Paulo, por favor, compareça às 19 horas, na rua Mourato Coelho, 1194, Pinheiros, Bar Boleiros.
Se Menon escreve bem sobre o Corinthians, tema de seu último livro, imagine sobre os grandes jogadores do Uruguai (país que adora) que passaram pelo São Paulo (time pelo qual torce com fervor).
Nas palavras do próprio Menon, "o livro fala de Pablo Forlán, Pedro Rocha, Dario Pereyra e Diego Lugano, uruguaios que viraram ídolos do São Paulo."
Tem mais. "Fala também sobre eles no futebol uruguaio. Quem ler vai saber
1) quem ensinou Lugano a arregalar os olhos daquele jeito. A mesma pessoa que jura cabecear a bola com tanta força que ia de sua área até a área do adversário.
2) por que Dario Pereyra só come gema do ovo. E como Estevam Soares, graças a Dario, conheceu Julio Iglesias
3) O que o presidente Henri Aidar pediu a Pablo Forlán minutos antes do início da partida que garantiria o título paulsta de 1970, após 17 anos de jejum
4) Quem é Hobberg, o primeiro Verdugo, ídolo de Pedro Rocha.
Tem muito mais. Foi um livro que me deu muito prazer fazer. Fui até Montevidéu falar com a família de Dario e de Lugano e pesquisei na bibliotea municipal."
As apresentações são de Luis Augusto Monaco, Mauro Beting e Milton Neves.
O preço ainda não está definido, mas o autógrafo do Velho Homem de Imprensa é grátis.
Espero vocês todos por lá."
Não vai poder ir? Compre o livro aqui.
Nov 02
Valmir Gomes é de carne e osso...eu vi
por Felipe Lessa21h51

Quinta-Feira fui até o centro de Curitiba. Minha irmã precisava do carro, e assim eu já agilizava meu deslocamento para o encontro com um amigo que está vendo um esquema de trampo pra mim.
Era cerca de 18hrs, e um acidente na região ajudou a piorar a situação do congestionamento habitual de cada dia. Entre os diversos carros embaralhados, quando o caos estava prestes a acabar, tive meus 2 ou 3 minutos de glória e um bom motivo para sorrir. O mestre Valmir Gomes estava dentro de um carro, dirigindo e falando ao celular.
Primeiro eu o vi pelo retrovisor, atrás do meu meio de locomoção. Fiquei olhando e tive certeza que era a lenda quando estrategicamente dei um jeito de trocar de faixa. Eu estava lado a lado com Valmir Gomes, separado apenas pela estrutura física do veiculo. Baixei a janela e mandei uns berros. Algo tipo "AOOOO, VALMIR. É NÓIS. RIO BRANCO ATÉ MORRER!".
Ele ainda estava no telefone. Deu um sorrisinho, fingiu que não era com ele e continuou conversando. Acho que o chapéu pescador da Seleção Paraguaia (doado posteriormente ao Marcão) que eu estava usando e o óculos na cara devem ter feito ele ficar cabreiro. Talvez pensando que eu era um legítimo estivador do Porto de Paranaguá, estilo os que certa vez tentaram pegar Valmir na Estradinha, dando um rolé na capital. Se pá, ele sentiu vergonha pelo comportamento. O meu, claro.
Mantive a tentativa de contato. Mandei novos berros e dessa fez fui mais ousado. Joguei uma pequena bolinha de papel, feita na hora com uma folha de revista feminina que minha irmã havia esquecido no carro. Tentei jogar no carro dele para chamar atenção, não para atingi-lo, que fique claro. Mas eu errei a disparada. Apesar do trânsito lento, acertei no carro errado. Por sorte, o mestre olhou - mesmo que ainda falando ao telefone.
Fiz um sinal de positivo e dei um sorriso faceiro. Valmir Gomes retribuiu, sorrindo para mim mais uma vez. Infelizmente o congestionamento acabou, perto ali da rua dos fundos do Terminal Guadalupe. Pouco depois a lenda arrancou, caiu fora e sumiu pela urbanização central de nossa terra querida chamada Curitibá. Mas eu o vi ao vivo, sei que ele existe. Uma pena que não tinha ninguém comigo, pra escrever o endereço do De Primeira em um papel e mostrar ou entregar para nosso ídolo representante da crônica esportiva paranaense. Nem dá nada. Pelo menos já sei que ele existe, de carne e osso. Eu vi!
Out 24
Blitz na peixaria do Globoesporte.com
por Ana Carolina Moreno19h42
Vender o peixe da empresa é uma coisa (aliás, uma coisa infelizmente necessária), mas o Alexandre Abreu passou um pouco dos limites da sem-vergonhice.
Eis o texto que publicou no blog Conexão Gontijo na última sexta-feira (link direto):
O reconhecimento internacional da Musa do Brasileirão
A edição britânica da revista “FourFourTwo” descobriu e se encantou com a promoção “Musa do Brasileirão”. A revista dedicou uma página de sua última edição a falar sobre a promoção que agita este site. Todas as etapas da competição foram explicadas e uma foto foi para publicada para que o leitor tivesse uma completa idéia do evento, que já está virando uma tradição no futebol brasileiro. A ultima campeã foi dissecada pela publicação, que fez questão de mostrar o grande esforço das candidatas. A “FourFourTwo” é a maior multinacional das revistas de futebol em todo mundo; são seis edições além da matriz e a brasileira começou a circular no ano de 2009, podendo ser encontrada em todo o território nacional.
Estaria tudo muito bem, não fossem as incongruências que, espero, tenham sido fruto da falta de conhecimento do idioma e da situação da revista em questão. Porque me custaria aceitar que o GE necessita agir com tanta falta de rigor jornalístico.
O estilo "assessoria de imprensa", para mim, é inaceitável, mas se ele quiser, que o use à vontade. "Descobriu e se encantou"? "uma foto foi para(sic.) publicada para que o leitor tivesse uma completa idéia do evento"? "fez questão de mostrar o esforço das candidatas"? Só lamento.
Agora, mentira já é demais. E duas no mesmo texto, para distorcer os fatos e dizer que esse concurso já está virando "tradição no futebol brasileiro"?
A revista não se encantou com coisa nenhuma. Como os próprios leitores comentaram no blog do GE, a publicação ridiculariza o concurso e brinca com todos os possíveis esteriótipos brasileiros. Me diz o que Carnaval tem a ver com a Musa do Brasileirão? A própria linha fina, um dos elementos de primeira leitura da página, usa a expressão "a frankly exploitive competition", que em português se traduz por "uma competição francamente exploratória". Outro elemento de destaque é a legenda no topo da página: "E o vencedor é... todos os machos com sangue quente do mundo inteiro". Não é a mulher que vence, Alexandre Abreu.
Ela só não é mais direta para não atacar frontalmente o absurdo machismo praticado pelo Globo Esporte nessa competição, que para começar nem é uma competição. O regulamento diz claramente que é a equipe do GE quem escolhe as finalistas, ou seja, a mocinha inocente que compra mil biquinis com as cores do suposto time do coração e pede para os amigos produzirem ensaios sensuais caseiros é só massa de manobra para aumentar a audiência do site. A vencedora do concurso em 2007, por exemplo, já tinha feito curso de manequim, títulos de miss e acumulava no currículo aparições na novela global Marmelad... quero dizer, Malhação.
Mas voltemos à reportagem... Se por "bizarre challenges" (desafios bizarros) Alexandre de Abreu presume que o repórter Celso de Campos Jr. quis explicar o concurso passo a passo, para que o leitor tivesse a idéia completa do evento, eu diria que seria só uma versão resumida, mas que dá sim para pintar a imagem da competição. Os destaques da reportagem, que afirma que não é preciso muito mais do que um top rasgado para ganhar a contenda: um torneio de bambolê, usado "justificar o zoom de um minuto em cada garota chacoalhando os seus bens", o talento de cada candidata em sambar sobre salto alto e biquini característico da fantasia carnavalesca (é essa parte da tradição futebolística?), e, claro, o desfile em traje de festa, ainda que o autor ache estranho que a maioria delas pareça mais uma assistente de palco de um mágico do que uma mulher vestida para uma festa elegante.
Pelo nome, você já deve saber que Celso de Campos Jr. é brasileiro. Ele é jornalista formado pela Cásper Líbero e, entre outros trabalhos, publicou uma biografia de Adoniran Barbosa, depois de três anos de pesquisa. Celso é correspondente da 4-4-2 inglesa há anos, além de colaborar com outras publicações internacionais sobre futebol. Portanto, ele conhece o tema, conhece o público da revista lá fora e sabe muito bem que imagem as pessoas têm das brasileiras: mulheres pouco cultas que usam pouca roupa porque aqui faz calor e também porque é a única maneira de elas chegarem a ser algo na vida. Não é à tôa que ele guarda para o final de seu texto as aspas da mãe da vencedora da última edição: "esse título mudará nossas vidas", para depois concluir que é ainda mais chocante ouvir da menina vencedora que ela é virgem e está se guardando para o casamento. Tanta hipocrisia depois de tanta submissão choca as pessoas do mundo desenvolvido. Mas parece que ao GE só importa vender seu peixe. Seja ele fresco ou podre.
Abaixo a página escaneada da reportagem.
PS: A Four-Four-Two, apesar de ter bastante renome internacionalmente, bem que tentou publicar uma edição verdadeiramente brasileira, mas hoje se limita a circular traduções de textos produzidos lá fora.
Out 02
O novo coveiro do LEC
por Felipe Lessa17h33
Infeliz e inoportuno o momento em que o ex-gerente de futebol do Londrina Esporte Clube, Adriano Coelho, resolveu desabafar*. Se ele diz que o Tubarão não tem dinheiro, bastava cobrar do presidente a prestação de contas sobre as cifras que entram no clube. No entanto, a palavra prestação de contas jamais fez parte do vocabulário de Peter Silva, o presidente do LEC. O mesmo Adriano preferiu omitir tal questão. Tentar lacrar o caixão do clube que classificou como “defunto” é mais fácil.
Enquanto isso, cinco jogadores “do Londrina” estão em Caxias do Sul. Foram negociados com o Juventude, mas “o Londrina mesmo”, como instituição, não sentiu nem o cheiro do dinheiro de nenhuma dessas negocioações. Adriano questionou o fato publicamente? Isso para não falar dos atletas que o LEC vai perder na justiça por falta de pagamento do FGTS, ficando disponíveis a serem negociados com qualquer clube. Será proposital? O que pensa Adriano sobre isso?
E o caso do Jayme, jovem promessa ao qual o Londrina perdeu os direitos federativos por falta de pagamente do mesmo FGTS? Foi ao comprar parte destes mesmos direitos que o rapper Gabriel, o Pensador, passou a fazer negócios com Peter Silva – ou com o LEC, como diz a reportagem de outubro publicada na Revista Placar. Foi uma história mal contada, repleta de bastidores e possíveis conspirações. Adriano poderia abordar o assunto.
De alguns anos para cá, nem mesmo o conselho deliberativo consegue averiguar documentos que comprovem os gastos e receitas. Teriam poder para destituir qualquer cartola, mas nunca tomaram nenhuma atitude. Talvez por comodismo, talvez por motivos nebulosos. Esse conselho funciona? Mas Adriano não comentou nada em nome da moralização alviceleste.
Alias, o conselho do Londrina parece uma mãe para qualquer dirigente. Enquanto eram feitas denúncias de que atletas de empresários amigos supostamente estariam jogando por ordens de dirigentes, no Campeonato Paranaense 2009, nem mesmo uma palha foi movida para investigar o caso. Enquanto isso, o que se via era o Tubarão sendo rebaixado. Nessa época, Adriano estava fora. Mas se quiser, ele pode falar o que pensa disso. Com certeza ouviu algumas boas nos bastidores do VGD.
Talvez já neste mês de outubro ocorram as eleições presidenciais no Londrina Esporte Clube - um patrimônio do esporte paranaense. Trata-se da pior crise da história do Tubarão, algo que vai se agravar após a disputa da Copa do Brasil que começa em fevereiro (torneio que pode durar apenas um jogo). É na segundona do Paranaense 2010 que o Alviceleste ficará em definitivo fora da vitrine do futebol nacional. Sem calendário, ou com jogos pífios, vai faltar dinheiro. Adriano, com seus conhecimentos futebolísticos, não quer ser voluntário no processo de reestruturação do LEC?
No dia 10 de dezembro deve ser fundado o oportunista Esporte Clube Londrina. Uma reinvenção de um antigo clube amador da cidade orquestrada por Otávio Gianelli, o Limpa-Trilho. Adriano Coelho estará de que lado? Seu patrão, Gilberto Ponce do Grupo Rodinatto, vai ficar de que lado da moeda? Iran Campos, Dorival Paganni, Sérgio Malucelli & Cia farão seus “investimentos” onde?
Com o perdão do clichê, chutar quem já está caído é fácil. Mas as pessoas que realmente se preocupam com o LEC deveriam mesmo era espalhar qualquer tipo de irregularidade cometida por cartolas e dar nome aos bois. Pois diferente dos estimados cartolas, a instituição Londrina Esporte Clube ainda tem o respeito e carinho de todo povo paranaense. No dia que torcedores de verdade, como Carlos Franchello e Murilo Zamboni, assumirem o Tubarão...o defunto ressuscita para se vingar daqueles que um dia o mataram. Adriano, o novo coveiro, também é torcedor?
*Artigo escrito em resposta ao depoimento feito pelo ex-gerente de futebol do LEC, Adriano Coelho, que classificou o Londrina como defunto em uma entrevista para a Rádio Paiquerê.
Set 02
LEC: Acabou a cerveja, mas a esbórnia continua
por Equipe De Primeira03h55
POR FELIPE LESSA
Londrina Esporte Clube e Ministério Público do Paraná devem assinar na tarde de hoje um termo que impede a venda de bebidas alcoólicas nos jogos com mando do Tubarão. Segundo o site do MP, a medida serviria para “propiciar maior segurança e bem-estar aos torcedores, bem como contribuir para a redução da violência”. No entanto, o que já é feito pela atual gestão para trazer essa segurança aos torcedores?
Em 2007, durante o trabalho, o repórter Sérgio Ribeiro foi espancado após uma partida no VGD. Teve fratura no nariz e um dente foi quebrado pelo agressor, um dos seguranças contratados pelo presidente Peter Silva para “propiciar maior segurança e bem-estar” no estádio. Nada foi feito com o protagonista da violência, que sumiu, como se nada ocorresse...sem passar pelo bafômetro. Apenas para recordar, eram tempos em que a diretoria de um homem só estava contra a imprensa.
O bem-estar também é esquecido quando falta água e refrigerante para os torcedores. Esse fato ocorreu na última partida em casa, contra o São José-RS. No mesmo jogo, válido pelo Campeonato Brasileiro Série D, boa parte dos 6 mil torcedores que foram ao Estádio do Café se assustaram na hora de ir ao banheiro. Precisaram voltar até a arquibancada e apelar para o papel higiênico utilizado na festa da torcida organizada. Houve gente que preferiu ir embora para casa, pois as privadas estavam todas sujas e não havia sinalizações indicativas para higiene do local.
Falta também no Londrina um programa para os harmonização dos torcedores, apesar de nunca ter sido feito uma pesquisa relacionada com as brigas – que raramente existem – nos jogos do Tubarão. Policia Militar, diretoria do LEC, Ministério Público e torcida organizada poderiam sentar para definir o que fazer com aqueles que vão com camisas de outros times para o estádio. É um começo, embora o estudo seja necessário.
É melhor começar logo. Muita coisa ainda precisa ser realizada. Falta também um projeto de Sócio Torcedor. Falta transparência. Falta diálogo com a torcida – já que os adeptos constantemente são vetados de reuniões do clube. Falta um sistema de identificação de torcedores. Falta dar aquela conferida para ver se pequenas garrafas de wisky não estão entrando com os convidados nas cadeiras cativas. Mas acabar com a cerveja do povão é mais fácil....e ainda pode render alguma promoção pessoal no portifólio.
OFF:
Sugestão de leitura ao presidente Peter Silva e promotoria do Ministério Público do Paraná em Londrina
http://www.culture.gov.uk/images/publications/footballtaskforcereport.pdf
Jul 13
Como matar um sonho
por Ana Carolina Moreno21h33

Dépor 1 x 1 Barça, última rodada da Liga 2008-2009 (Filipe Luis, no canto inferior direito)
Talento ele tem. O suficiente para ter sido titular em nada menos que todas as partidas da última Liga española e ser eleito pela Uefa o melhor lateral esquerda do campeonato. Seriedade e profissionalismo, também. Vide as palavras do seu treinador, Miguel Ángel Lotina:
- Sabemos o que o Filipe nos dá. Como jogador y como pessoa é um dez, mas também somos conscientes de que as pessoas têm ilusões e lhe está batendo à porta um Barcelona.
Mas o sonho atual de qualquer jogador são, o de jogar na equipe que, jogando o futebol mais bonito, ganhou três títulos, incluindo a Liga dos Campeões, pode ir por água abaixo para Filipe Luís Kasmirski. E a razão ainda é incerta.
Em junho, ele embarcou para o Brasil com o sétimo lugar no bolso. Por pouco o Deportivo La Coruña não havia assegurado uma vez mais a vaga na Copa da Uefa. Mas, para uma equipe que começou o ano pensando em não ser rebaixada, o resultado não chegou a decepcionar.
Alguns dias depois, a Conmebol européia o incluiria na sua “seleção da Liga”. O brasileiro foi um dos 11 melhores jogadores do futebol espanhol na temporada 2008-2009. Uma honra enorme para um menino calado e educado do interior de Santa Catarina.
Logo, porém, começou a turbulência. Boatos de que o Barcelona queria Filipe. Bar-ce-lo-na.
Junho, na Espanha, é o equivalente para o “jornalismo esportivo” do mês de janeiro no Brasil. Ele muda o nome temporariamente para “jornalismo especulativo”. Para o Dépor, uma possível venda do passe do brasileiro seria o melhor negócio do ano. A oferta inicial era 8 milhões de euros. O clube havia pagado 2,2 milhões pelo jogador.
Mas o Deportivo tem dívidas, muitas. Não tem patrimônio. E é comandado por um presidente-dono (não, aqui não é preciso nem roubar na urna, porque não há eleição). Que queria o valor da multa, 20 milhões. E jogou água no chopp, cozinhou a negociação a banho-maria e deu tempo e espaço suficientes para todo tipo de notícia. O Marca publicou que o clube que vendeu o Filipe ao Dépor havia bloqueado as contas do time coruñes porque ele não havia pago os 4 milhões de euros que devia. Veja a inflação de números.
Especulações sobre outros times interessados, idas e vindas dos dois empresários do Filipe à Espanha também fizeram parte do repertório midiático no mês passado. A dupla parece que fez o teatro “good cop, bad cop”. Enquanto um evitava fazer qualquer declaração, o outro caprichava nas críticas ao dirigente deportivista.
Enquanto isso, o catarinense tentava descansar no Brasil. Tentar, tentou. Mas nós, os jornalistas, não deixamos. Tampouco ajudou a possibilidade de vestir as cores do time catalão no ano que vem e quem sabe finalmente abrir os olhos do treinador da seleção que arrisca até lateral direita na ala esquerda do campo.
Então ele viajou aos Estados Unidos de férias. Tentar descansar, ele tentou. Mas ninguém deixou.
Finalmente, ele encurtou as férias e voltou à Espanha quatro dias antes do previsto para tentar arrumar a bagunça que criaram em torno do seu destino. As ofertas sobem e descem, o Barça quer resolver logo, o Dépor prefere esperar. O Barça foge a todo custo de gastar dinheiro em demasia porque precisa se opor ao carnaval monetário do Real Madrid. O Dépor quer ganhar o máximo com a transferência, como tem o direito de exigir
E o Filipe enfrenta agora a tarefa hercúlea de treinar com a camiseta do time que o acolheu na Espanha e suportar a própria frustração pelo circo criado em torno dessa negociação. Uma verdadeira bola de neve cujo desfecho deve acontecer até a próxima segunda-feira. E que, até agora, está completamente indefinido.
Uma coisa é certa: o apoio da torcida, independente de sua permanência ou não, está garantida depois de dois anos de devoção completa à camisa e à cidade. O próprio treinador resume a posição do atleta:
- Se fosse o meu filho, o encorajaria a ir para o Barça.
Mai 20
Somos contra o fechamento do Londrina Esporte Clube
por Felipe Lessa20h07
Estão querendo fechar o Londrina em 2009. Montar um novo clube e esquecer todas suadas glórias e conquistas do passado. Querem falir o alviceleste para escapar de auditorias nas contas, seguidas de processos na justiça. Para tal, orquestraram o caos, similar ao funcionalismo público, apenas para privatizar. Enlataram toda história de um Tubarão como se fosse uma sardinha.
Gente que não torce pelo Londrina, não deveria nem mesmo assumir o clube no passado. Queridinhos que batem no peito e falam as abobrinhas de sempre, mas que torcem por qualquer time de São Paulo e por uma boa quantidade de moedas no seu bolso.
Definitivamente, estão matando com o futebol. Estarão matando a história de jogadores como João Neves e Alexandre Bianchi, que por muito tempo defenderam o LEC e têm quantias absurdas a receber. O zagueiro, autor do gol da conquista do estadual, em 92, hoje é carcereiro. Foi praticamente esquecido por “clube” e pela cidade. O segundo está em crise financeira, trabalha pesado como motorista de caminhão e até pouco tempo atrás estava desempregado. Pior: precisou vender diversas fardas de guerras alvicelestes para pagar dívidas.
Esses caras são gente que gosta do clube. Estão certos em cobrar suas dívidas na justiça. Jamais serão taxados de traidores. Estão indignados de saber que não recebiam salários, enquanto seus queridos diretores utilizavam carros novos.
Fechar o clube da cidade é motivo de vergonha, daquelas que nem mesmo um título nacional protagonizado pelo tal Igapó Futebol Clube apagaria de nossa pequena Londrina.
Quero que expliquem a dívida que fez em 94, que segundo boatos, estava na casa de R$1 milhão – e que por causa dela boa parte dos jogadores semifinalistas da Copa São Paulo de tal ano ficou com um excelentíssimo senhor de Ibiporã. Quero que algum doutor explique a dívida de R$200 mil pela quebra de contrato com Rui Barbosa – que me perdoe, pois seu futebol não valia mais que três balas e dois clicletes de multa rescisória. Quero saber onde está o dinheiro do Rafinha. Como um atleta pede dispensa para voltar ao futsal e depois aparece no Coritiba? Tem muitas questões a serem respondidas. Nós queremos as respostas.
Chegou a hora de deixar de hipocrisia. Enquanto Londrina não torcer por um time da cidade, continuará sendo uma cidade pequena e fracassada. Uma cidade que odeia os curitibanos, mas que jamais conseguirá se igualar a eles. E depois ainda falam de bairrismo, protecionismo, etc...
Com essa mentalidade, Londrina merece mesmo é ver futebol pela TV. Isso até o dia em que as grandes emissoras decidirem que para ver futebol na tv TODOS TERÃO QUE PAGAR. Ou acham que a transmissão dos estaduais foi por amor?
Gente de espírito pobre continua sempre pobre. Como o futebol de Londrina. Empobrecido, pela mente pobre, fraca e egoísta dos "empresários QUE FICARAM fortes" às custas do trabalho sujo realizado no alviceleste. E depois falam que Londrina é forte e grande. É uma grande província, que não tem estrutura mental para manter seus bons frutos nos domínios de terras vermelhas. Fechar o Londrina Esporte Clube é um crime contra os honestos que existem na cidade.
Surge aí uma nova versão do Galo Adap. Clube que encheu nossa tradicional e querida cidade rival, Maringá, de lágrimas ao anunciar desistência do Campeonato Paranaense de 2009. Será um time daqueles que quando a cidade mais precisará, pode fechar as portas - desde que haja uma previsão de cálculos e negócios para isso.
Vale ressaltar que o interesse do Malucelli não é fazer Londrina feliz. Nada contra ele, mas é questão de princípios. Quem não impede de o mesmo abandonar nossas terras, quando conveniente, como fez a Adap em Campo Mourão? Assim como fizeram aqueles que já assaltaram as contas do Londrina e que agora mandam recadinhos ao patrício curitibano, ele quer ganhar dinheiro. Nós, os londrinenses, queremos nosso Tubarão novamente. Nosso Paraná pede que não haja impunidade para esse crime contra nosso futebol.
Saiba mais:
http://www.bonde.com.br/bonde.php?id_bonde=1-31-26-90-20090519#comentarios
MANIFESTO DE TORCEDORES, EX-FUNCIONÁRIOS, EX-ATLETAS E DIRETORIA DO G.R.T.O.E.S. FALANGE AZUL CONTRA O FECHAMENTO DO LONDRINA ESPORTE CLUBE
Mai 17
Desabafo
por Equipe De Primeira21h33
Por Joanna de Assis*
Eu sempre tive muito, mas muito orgulho mesmo, da minha profissão.
Repórter.
Caí no esporte por acaso, mas foi uma paixão incontrolável. Estudei jornalismo na Cásper Libero, lá tinha A Gazeta Esportiva... E não é que deu certo?
O começo foi muito difícil. É complicado às vezes competir com colegas que nasceram praticamente chutando uma bola. Eu estava com as minhas bonecas nessa hora. Quando era criança, futebol pra mim era a seleção brasileira (Eu amava o Taffarel) e o meu time de coração. E só.
Depois fui passando a gostar do esporte como um todo. E, mesmo não sendo são-paulina, acordei de madrugada para ver os títulos mundiais do São Paulo. Lembro do 'olho roxo' do Zetti... rs.
O tempo passou. Passou rápido. Em 2009 completo 10 anos de profissão, de quadras e gramados. E percebo que, por mais que eu fale que não há diferenças entre homens e mulheres nessa área, tem uma coisa que não muda: o preconceito.
E, pasmem. Não estou falando de jogadores ou técnicos, não. É óbvio que, em 10 anos, já tomei cantada de jogador e tal, mas foram tão poucas e bobas que eu nem considero. Felizmente jamais faltaram com o respeito comigo. E mesmo quem me cantou, hoje me respeita e muito.
Sabe de onde vem o problema MESMO? Dos próprios colegas de trabalho. Se tem repórter que sai com jogador, eu não sei, não quero saber. Deve haver. Mas por que a mania de inventar tanta coisa pelo simples fato de eu ter nascido mulher?
É impressionante. Se eu faço uma entrevista com um jogador bacana, pronto, é porque estou saindo com ele. Se um técnico me liga para passar alguma informação, pronto, é porque estou saindo com ele também. Se eu fosse homem será que falariam alguma coisa? Provavelmente, não. Se eu fosse homem eu seria um bom repórter. Mas como sou MULHER, eu não sou,não tenho méritos. Aliás,tenho... mas aí seriam outros méritos... Afinal, eu só consigo as coisas porque tenho cabelo loiro e manequim 38. Não preciso de cérebro.
Desculpem o desabafo... É que estou meio farta disso. Já pensei em desistir tantas vezes.
Certa vez eu arremessei longe a minha toalha. Fui trabalhar em dois restaurantes. Passei um ano só escrevendo na Placar, por puro hobbie. Mas eu sempe acabo voltando... Porque paixão, é como eu falei. Provoca abstinência quando não é compensada.
O ser humano deveria aprender a respeitar o outros. Aprender a não falar sem saber. Aprender a conhecer as pessoas... Aprender que, sim, é possível ser mulher e boa repórter, meus amigos. É possível desenvolver fontes e amizade sem que eles queiram necessariamnte algo a mais. É possível. Sabe por quê? Porque o ser humano tem outras belezas que provavemente você, este tipo de pessoa que dissemina boatos sem sentido, não tem, infelizmente. Mas calma, ainda há tempo, você pode se tornar uma pessoa melhor, eu acredito. Faz que nem o Obama... YES, YOU CAN.
Outro dia eu dei uma entrevista para a prima de uma colega lá da Globo, a Amanda, que está fazendo um TCC sobre MULHERES NO ESPORTE. Na pergunta sobre preconceito, eu respondi que havia melhorado. Mas Amanda... Acho que me enganei. Comigo pelo menos isso não muda.
Eu passei pelo menos uns 7 anos sem este tipo de problema. Agora, nos últimos três, um avalanche de fofoca, acusações, sacanagens... Que preguiça que eu tenho do ser humano.
Já chorei muito por causa disso... Mas eu aprendi que o mais importante é ter a consciência tranquila, e eu tenho. Fatos e boatos sempre existirão. Está na natureza de algumas pessoas. Mas o que vale, o que vale mesmo, é o que você pensa de você mesmo.
E por esse motivo que eu estou bem pra caramba...
*Joanna de Assis é repórter do canal SporTV e cedeu este texto gentilmente ao De Primeira
Mai 14
Calendário dinâmico, entre aspas
por Ana Carolina Moreno18h10
Prezada equipe do Globoesporte,
Favor explicar:
Mai 07
A imprensa esportiva vai mal. Muito mal
por Jones Rossi18h43
A imprensa esportiva consegue muitas vezes ser pior que as torcidas organizadas. Ontem eu escutei no rádio um repórter jogando um jogador corintiano sem pudor algum contra o Rafael Moura. Provocando mesmo. Não é jornalismo nem aqui nem na China. E isso se repete o tempo todo. Por que aguentar isso? Na minha modesta opinião, um cara desses tinha que apanhar de reio na bunda. Acho que ele vai preferir o boicote, como este que estão tentando fazer em Minas.
Acho muito simples acabar com essa mania da torcida ver pelo em ovo. Fazer boas matérias, fundamentadas, sem forçar a barra e sem sensacionalismo. Há quem consiga fazer isso. O Lance não consegue. As rádios não conseguem. Vai ver quem trabalha neste lugares. Um monte de piá de prédio. Nas rádios, velhos safados.
Enquanto no jornalismo científico, econômico e cultural as pessoas se especializam, fazem cursos, o que fazem os jornalistas esportivos? Nem ler os fdps leem. Então, o torcedor, vendo que o nível está rasteiro, se acha no direito de questionar tanto a má quanto a boa imprensa. Para eles não tem diferença. Então, em vez de defender a mídia, seria mais salutar ser menos corporativista e dar nome aos bois.
Quando o Atlético fechou o CT à imprensa, não foi por causa da Gazeta, imagino eu. E sim por causa dos sanguessugas que até dinheiro pediam aos jogadores. Por que não denunciar esses caras?
Aliás, o Furacão.com teve uma reação exemplar à hedionda capa da Tribuna. Deixou o histerismo de lado e perguntou a jornalistas de todo o Brasil o que achavam da capa. Ficou feio para a Tribuna. Quase todos condenaram. Quando pegaram leve, disseram que no mínimo era de mau gosto. A imprensa tem como papel analisar a si mesma. Não é costume no Brasil. Mas deveria começar a ser.