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De Primeira: Futebol, Futebol e Futebol

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Foto ilustrativa

Nov 09

6 motivos pro Fluminense torcer pelo rebaixamento

por Felipe Lessa21h25

1. A união
As campanhas motivacionais de Atlético-MG, Corinthians e Vasco provaram que o clube volta fortalecido quando joga uma segundona. E hoje em dia o Flu não tem força alguma. Está mais zoado que os dentes do maluco que fala no Pânico: “oh oh Adriano, ta me ouvindo?”. Jogar a segunda divisão será um ato grande para o tricolor, um TIM (team, em inglês) que quer ser respeitado e grande. Até mesmo aqueles que são meros simpatizantes se tornarão torcedores tão fanáticos quanto os de um clube que não caiu - na luta pela moralização de seu time do coração. Estreitam seus laços, acompanham as notícias e convidam os camaradas da rua a debater questões clubísticas. Em tempos onde torcida sequer tem o direito de dar opinião sobre como tirar sua equipe de uma crise (a diretoria do Flu só escuta marginal de organizada, aqueles que ganham uma porrada de ingressos pra se calarem eternamente), essas mesmas pessoas (os torcedores comuns, aquele que paga de verdade o ingresso e compra produtos oficiais), sem ter abertura política algum nos quadros diretivos, sentem-se responsáveis pela volta de seu clube no próximo ano. A união faz a força.

2. Relevância
Erraram todos jogadores, comissão técnica e diretores do Fluminense ao dizer que a presença dos torcedores nos próximos jogos do Brasileirão é importante. Não digo pela questão de receitas que isso gera ao clube carioca, mas sim por terem deixado explícito que a fase final da Sul-Americana é segundo plano. Essa é a chance do Flu conquistar um título internacional de casa cheia, acabando com o complexo pós vice na Libertadores e dando auto-estima aos tricolores para que pensem grande, sofram (e também façam) uma lavagem cerebral que mostre serem um time grande. Acho que a diretoria do Flu deveria dizer ao torcedor: não vá ao estádio, vamos deixar o time cair e aí vocês voltam na segundona pra nos fazer voltar. O lance é mostrar que não estão nem aí para o Brasileirão (o que, de fato, é a verdade entre diretores tricolores).

3. Poder
As verbas que entram nos caixas de times como o Fluminense são extremamente mais gordas que a dos demais clubes da Segundona. Mesmo recebendo menos da TV, esss clubes tem tanta exposição nacional que podem conquistar receitas maiores que a de equipes regionais da primeira divisão. Com o mínimo de organização, tem tudo para atropelar seus rivais no B-side do Campeonato Brasileiro. Os torcedores ficam confiantes, a diretoria também. Até mesmo a auto-estima dos atletas tende a aumentar, ao ponto de chegar em 2011 como clube favorito ao título, que aprendeu com erros passados e tem sede de mudança. Dá pra iludir legal e fazer uma historinha, filminho, camisa promocional, livro e até roupa de palhaço. Esses caras precisam ser mais ligeiros...

4. Marketing
Timão e Vasco mostraram como se faz. Criaram campanhas publicitárias que ficarão para o resto da vida. Os corintianos viraram bando de loucos apenas por seguir seu time em sua “difícil” trajetória em 2008. Criaram outros bordões como “nunca vou te abandonar”, lançaram isso em camisetas e ainda ganharam grana com a tristeza da fiel, que comprou tudo que podia para ajudar seu clube do coração. No Vasco, o sentimento não acabou, colocaram 76 mil no Maracá em jogo simples contra o Ipatinga e ainda vão ganhar dinheiro com heróis como Carlos Alberto. É isso que precisa o Fluminense, uma nova projeção, uma nova cara, que os faça esquecer de vexames passados. Alias, a exposição do Vasco em programas de televisão chega a ser maior que a de Flu e Fogo. Afinal, está ganhando tudo. O Fluminense tem tudo na mão. Qual o clube brasileiro sem estrutura e organização alguma que teria tudo isso de mão beijada? Só fazer um esquema terceirizado de comunicação e marketing e pronto, tem gente que pode até tirar um por fora com isso.

5. Lavando a alma
O estereótipo do tricolor das laranjeiras é o do time grande que virou pequeno e só voltou para a elite do futebol nacional depois de intervenções políticas. É, isso é verdade. Isso é negativo para a torcida, que diariamente sofre gozações de flamenguistas, botafoguenses e, principalmente, de vascaínos. Sofre e com razão. Cair seria ótimo para o clube. O Flu pode receber todo suporte político para voltar dentro dos campos, basta não ter medo. A situação de hoje é bem diferente dos tempos em que a CBF precisou resgatar o tricolor de elevador da terceira para a primeira divisão. Vasco, Corinthians e Atlético Mineiro deram a sentença. É a hora do Fluminense repensar o peso que tem sua camisa. Alias...faz tempo que ela não pesa nada, mas as emissoras que transmitem o PPV da Segundona querem ajudar (pra manter a Série B varolizada) e os pangões ficam moscando. Não pode. Não dá.

6. Brazil Tour
O Brasil tem uma Série A seletiva. Digo isso em relação aos estados, já que em 2009 são 20 equipes e 6 são paulistas – gente que não está nem aí para o futebol carioca. Dois clubes são mineiros, mas por lá apenas parte do interior gosta de futebol carioca. Em Curitiba, os cariocas também não fazem muito sucesso. Quem vai lá ver jogo são apenas algumas caravanas de Santa Catarina e de Paranaguá. Alias, só tem um time de Santa Catarina na Série A. Outro estado que apóia eles é a Bahia...e por aí vai...é pouco. Mas se jogar a Série B, poderão visitar pontos importantes do Brasil e com grande contingente de pessoas que ama o Fluzão. Brasília, Natal, Floripa, Fortaleza...é muito terreno fértil a ser explorado. Sem falar de jogos contra times pequenos de São Paulo, onde a torcida carioca será predominante e até mesmo a existência de embates no interior do Rio de Janeiro. É a chance de bombar os estádios dentro e fora de casa. E o Flu vai perder a oportunidade?

*Me olvidé (esqueci, no linguajar que não é o do tricolor dos pampas) de hablar (contar) sobre o que se passou com los de Grêmio en la (na) Segundona. Los pibes gremistas achavam a segundona realmente o máximo, quase tão legal quanto a Liber e o Gauchão. Quem quiser ler um pouco mais sobre isso, clique aqui que os parceiros do Impedimento mandaram a letra.

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Set 06

Maradona, Maradona, que amargado se te ve...

por Felipe Lessa02h45

Nem mesmo a simbologia de Maradona, Che Guevara e do Estádio Gigante de Arroyito pôde parar a Seleção Brasileira. Pelo contrário: se em 90, criar um ambiente psicologico de guerra deu certo...ontem, não. Foi o combustível de motivação que inflamou o time canarinho e o fez vencer a Argentina por 3 x 1, em Rosário.

Se para los hermanos faltou a pegada típica que todos estamos cansados de repetir, no conjunto visitante a apatia quase não existiu. Mesmo com Robinho viajando apenas a passeio, nomes como Kaká, Luisão, Luís Fabiano e Julio César foram fundamentais para que Messi e Tevez se tornassem simples figurantes.

Dentro de campo, todo clima de guerra que antecedeu a partida foi por água abaixo após pouco mais de 10 minutos do apito inicial. A sonolência argentina prevaleceu e foi fundamental para a marcação dos dois primeiros gols canarinhos. No primeiro, a zaga alviceleste deixou Luisão subir sozinho para marcar. No segundo, ela bateu cabeça. Bastou Luis Fabiano prestar atenção na jogada para fazer o gol no rebote do goleiro Andujar.

Tudo parecia dar certo para o Brasil. Na segunda etapa, até mesmo o gol argentino feito por Dátolo, que viu Julio César adiantado e arriscou de fora da área para balançar as redes, foi bom para a Seleção. Os donos da casa partiram para cima e deram brecha para Kaká mostrar o que pode fazer com a pelota. Esqueceu da misericórdia pregada pelos pastores de sua igreja para lançar Luís Fabiano nas costas do zagueiro. Sem piedade, o fabuloso decretou a sentença tocando por cima do goleiro.

Agora, os argentinos terão que somar pontos importantes em partidas difíceis como contra Paraguai e Uruguai fora de casa. Los hinchas e Maradona amargaram o resultado em silêncio tão triste quanto o tango de Horacio Sanguinetti. Ao Brasil pouco importa os desfalques contra o Chile, na Bahia. Com a seleção classificada para a Copa da África do Sul, o único medo é que falte motivação do escrete brasileiro para a partida. Mas se quiserem jogar bola, o samba continua...

Extra:
Um consolo para los hermanos....

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Abr 23

100 anos clamando por independência

por Felipe Lessa21h27

Os colorados estão dando um belo exemplo de como Coritiba e Coxas deveriam agir no ano do centenário. Para tal, não se precisou ligar a TV ou ir a Porto Alegre - onde mais de 15 mil colorados se reuniram, desfilaram e cantaram hinos de Internacional e Rio Grande do Sul pelas ruas.

Cidades paranaenses como Curitiba e Toledo se mobilizaram, com milhares de alvirubros gaúchos nas celebrações. Na capital, com uma marcha. No oeste do estado, um glorioso encontro que reuniu desde idosos à crianças.

Enquanto isso, no alto de nossas glórias paranaenses, encontro alviverdes descrentes e reclamando da não organização de algo grandioso por seu clube. O jantar de aniversário já é tradicional por si só, mas é rotina e não pode ficar nisso. O projeto de vigília no Alto da Glória precisa ser melhor explicado. Ou então, muitos podem confundir com atividades religiosas de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

O torcedor coxa quer saber de algo mais grandioso que um hotsite, algumas tardes de autógrafos e a simples contratação de Marcelinho Paraíba. Afinal, o Coritiba não é um clube pequeno. É praticamente nele que surge a história do futebol paranaense, e dele também que vemos o quanto parece ser insignificante a história do futebol local para quem no estado vive.

Os coxa-brancas querem mais que festejar na Praça do Homem Nu. Querem que sua diretoria estreite os laços de relacionamento, que os convoquem previamente para a organização de algo tão grandioso quanto foi a marcha colorada, em Curitiba - a do Rio Grande do Sul, nem se compara. Já vinha sendo organizada por mais de dois anos.

Enquanto isso, na capital dos pinheirais, vemos uma torcida amarga com as quase nulas possibilidades de título um estadual. Desacreditada para brasileiro e sulamericana. Com vontade de não passar mais inveja perante “gaúchos”, como também “paulistas” e “cariocas” que se alojam em Curitiba...O torcedor Coxa quer, e precisa, soltar um grito de independência, no ano em que nosso mais antigo clube de futebol em atividade completa 100 anos. Mostrar que o fim do provincianismo começa dentro dos clubes locais, e não criticando os belos feitos vindos de fora.

* E que os atleticanos e paranistas não contem vantagem. Faz parte de todo o trio de ferro lutar por algo no Paraná. Do interior, nem falo nada. O futebol lá já nasceu colônia e o pensamento colono parece ser orgulho para grande parte dessas comunidades. Em especial, a dos cartolas de futebol.

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Mar 26

Peleja virtual

por Equipe De Primeira21h32

*Por Rodrigo Abud

Existem muitas formas de se acompanhar uma partida de futebol. Pode-se acompanhar no campo de jogo, vendo in loco tudo o que acontece dentro e fora das quatro linhas, e com isso sentir toda a emoção natural de um jogo.

Para os que não gostam de ver jogo no estádio, uma solução é o acompanhamento pela TV. Método mais cômodo, mas com alguns inconvenientes como: locutores de segunda linha, comentaristas de terceira e analistas de arbitragem que nem linha tem, mas mesmo assim é uma forma.

Se o seu negócio é emoção e saudosismo pode acompanhar pelo rádio. Eu pessoalmente gosto, mas tem que ter coração musculoso para tal, já que alguns narradores conseguem (e estão certos) fazer aquele chute que saiu na bandeira de escanteio passar rente a trave.

Agora se você não está no campo, não está acompanhando pela TV e nem pelo rádio só sobrou uma forma: internet. As transmissões lance a lance são simplesmente sensacionais. Emoção do início ao fim, com o natural atraso para postagem do lance.

O que mais me angustia é saber que o gol que eu vejo, com grande emoção, em frente ao computador já foi comemorado pelos torcedores no estádio, os que acompanham pela TV e pelo rádio e que meu time pode, inclusive, já ter feito outro, ou sofrido um gol.

E é justamente uma transmissão pela internet que acompanho nesse exato momento. Sinto-me no local da peleja, vivendo o ambiente, podendo inclusive tomar uma cervejinha se eu quiser. Agora acompanho, pela internet, o julgamento do Artigo 9º do Campeonato Paranaense.
Destino: Página da justiça desportiva no portal UOL.

Como se trata de uma experiência nova, sinceramente não sei o que destacar, mas de prima destaco que diferentemente das coberturas dos jogos, nessa temos a postagem de fotos o que convenhamos da um charme a mais a transmissão.

Para que vocês possam sentir um pouco da emoção que estou tendo, vou relatar algumas das postagens feitas na transmissão:
13:32 “O DESTAQUE DA SESSÃO DESTA QUINTA-FEIRA, DIA 26 DE MARÇO, É O JULGAMENTO DO POLÊMICO CASO DO CAMPEONATO PARANAENSE, QUE TERÁ SEU FUTURO DEFINIDO A PARTIR DA DECISÃO DE HOJE.”

14:46 “O ADVOGADO DA FEDERAÇÃO DIZ QUE O ATLÉTICO/PR AGIU SIM DE MÁ FÉ EM RELAÇÃO A TODA ESSA POLÊMICA. EM RESPOSTA AO QUE DISSE DR. JULIANO, DR. DOMINGOS MORO LEVANTA-SE E PEDE RESPEITO POR PARTE DO ADVOGADO DA ENTIDADE. EXALTADOS APÓS UM VERDADEIRO BATE-BOCA, AMBOS TEM A PALAVRA CASSADA PELO PRESIDENTE DO STJD, DR. RUBENS APPROBATO.”

15:29 “SEGUNDO O PROCURADOR, DE ACORDO COM UMA SEGUNDA TABELA DIVULGADA PELA FEDERAÇÃO, SERIA MELHOR FICAR EM QUARTO DO QUE EM PRIMEIRO LUGAR, DIANTE DOS MANDOS DEFINIDOS PELA ENTIDADE. DR. PAULO SCHMITT DISSE QUE TAL MUDANÇA SÓ FOI FEITA PORQUE A COMPETIÇÃO FOI VENDIDA PARA UMA EMISSORA DE TELEVISÃO.”

15:43 “O RELATOR VOTA NO SENTIDO DE DAR PROVIMENTO AO RECURSO DO ATLÉTICO/PR, QUE PLEITEIA JOGAR TODAS AS PARTIDAS DA SEGUNDA FASE EM CASA, JÁ QUE FOI A MELHOR EQUIPE DA PRIMEIRA FASE. SEGUNDO DR. CAIO ROCHA, A INTERPRETAÇÃO DO REGULAMENTO É CLARA QUANTO AO CASO, NO QUAL PRIVILEGIA O CLUBE DE MELHOR CAMPANHA, JOGANDO EM CASA CONTRA O ADVERSÁRIO DE PIOR CAMPANHA.”

16:14 “NESSE MOMENTO SÃO CINCO VOTOS A FAVOR DO RECURSO DO ATLÉTICO/PR. ASSIM, FALTANDO QUATRO VOTOS PARA SEREM PROFERIDOS, O FURACÃO SÓ NÃO TERÁ VITÓRIA NO STJD CASO ALGUÉM VOLTE ATRÁS EM SEU VOTO.”

16:24 “RESULTADO DO JULGAMENTO: POR MAIORIA DE VOTOS, DAR PROVIMENTO AO RECURSO DO ATLÉTICO/PR.”
Fim da longa partida (3 horas) e nos tribunais valeu o que estava escrito.

Enfim, concordo com o resultado do STJD, mas estão conseguindo acabar com o futebol. Federações, clubes e tribunais entrando em campo e muitas vezes fazendo gol contra.

*Abud faz parte do Blog Jornalista de Merda e ficou indignado com os dias modernos

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Arquitetura

Fev 10

Quem não chora, não mama

por Felipe Lessa23h33

Os times pequenos sempre reclamam, em vão, quando são assaltados pela arbitragem contra times grandes. Isso é válido para o trio de ferro de Curitiba ao disputar o Campeonato Brasileiro. Isso é válido pelos clubes do interior no Campeonato Paranaense.

Porém, quando o juiz erra contra o grande, o resultado não poderia ser outro: BRONCA FORTE! Foi o que ocorreu com o auxiliar de apito da vitória do Londrina contra o Paraná Clube, na Vila Capanema. Em um jogo repleto de erros, dois gols legais dos paranistas foram anulados e uma penalidade inexistente foi marcada contra o clube do interior.

A punição, claro, deveria existir. Porém, não por pressão do clube da capital. Deveria ocorrer pela seriedade do quadro de árbitros da Federação Paranaense de Futebol. Da mesma forma como ocorre quando um jogador pede falta e o juiz interpreta que não foi. Pressionou, toma amarelo.

Afinal, pois aí entra outro problema: o psicológico. É a catimba que deixa claro: Na dúvida, vocês já sabem quem mia. E respeitam quem late e morde. É a catimba de Aurival Correia, presidente do tricolor da vila, na FPF.

E assim, toda vez que um trio de arbitragem se reunir nos corredores de um estádio qualquer, irão pensar duas vezes antes de marcar algo. E se ficar em dúvida....ninguém quer ser mordido.

O Paraná Clube não perdeu. Quem venceu foi o juiz. Não foi o Londrina que defendeu a penalidade e superou os erros da arbitragem. O derrotado dessa história somos todos nós que precisamos dividir tempo entre o gol de placa do Ricardo e a novelinha mexicana protagonizada por choramingões que não assumem perder. Pois sempre que perderem, deverá haver um culpado.

Bônus:
Para fazer justiça com a retórica do final feliz, presente em cada novela, fica de lambuja alguns links sobre a triste trajetória de Cinderela, até seu dia de princesa.

Parte 1, o gol!

http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM962551-7824-O+GOL+DE+PARANA+X+LONDRINA+PELO+CAMPEONATO+PARANAENSE,00.html

Parte 2, o reconhecimento.
http://furandoabola.wordpress.com/2009/02/10/teste/

Parte 3, o dia de princesa.
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/esportes/conteudo.phtml?tl=1&id=856138&tit=Ricardo-curte-fama-apos-golaco-na-Vila

Parte 4....
www.?????.com.br

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FutebolFutebol ParanaenseArquitetura

Fev 02

Portuga dixit

por Adriano Brandão08h09

Eu ia escrever um longo post sobre a rematada besteira que é a criação do Corinthians Paulista Paranaense. Mas Diogo Portugal o fez muito melhor. Enjoy:

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Futebol ParanaenseCorinthiansArquitetura

Jan 21

Província chora pelo fim do paulistão na RPC

por Felipe Lessa00h59

A transmissão do Campeonato Paranaense de futebol pela Rede Paranaense de Comunicação (RPC) está deixando muita gente de cabelos em pé.

Chocados ao saber que ao invés de Corinthians, São Paulo e Palmeiras terão de ver Coritiba, Atlético, Londrina, Cascavel, entre outros, os súditos estão esperneando.

E-mails e até mesmo mensagens de orkut figuram entre os meios que os rebelados paulistanos do Paraná estão utilizando para atacar. *Rádios que têm interesse em polemizar o assunto fazem parte do alicerce da plebe, em nome da **capitania.

A Paiquere, de Londrina, é um exemplo. Inclusive entrevistou Gil Rocha, chefe do Núcleo de Esportes da RPC, sobre o assunto. É uma forma de mostrar aos súditos que eles têm em quem confiar. Que a 5º Comarca é uma realidade e a Paiquerê sim, com o grande compromisso que tem com seus consumidores, irá transmitir o paulistão.

É uma tristeza. Escuto a Paiquerê desde minha infância, quando meu pai ia comigo ver os jogos do Londrina no Estádio do Café. Sempre com o radinho de pilha ligado, colado na orelha, escutava os nomes de Elber, Alexandre, João Neves, Marcos Severo, Joilton, entre outros, pelas narrações desta rádio londrinense. Foi meu pai que dizia: “liga na Paiquerê”.

Hoje, fora do território onde se prega que a independência do norte não existe, ainda utilizo a Paiquerê para ouvir jogos do Londrina. Vejo a rádio com grande credibilidade para acompanhar notícias e opiniões referentes ao clube.

Porém, desde que se assumiu paulista, é a Paiquere que até ontem eu recomendava a todos aqueles que me perguntam sobre o radialismo de referência no interior do Paraná. Porém, no mesmo hoje que acabei de citar, tenho vergonha de recomendar aos meus amigos.

Afinal, a rádio deveria defender a verdadeira referência do interior, como fez Gil Rocha. Este sim, na própria Paiquerê, defendeu a transmissão do futebol do Paraná aos paranaenses. Afinal, contraditoriamente, boa parte dos caipiras do interior (sem preconceitos, eu também sou pé-vermelho, caipira, mas sou Londrina Esporte Clube desde criancinha) não odeia apenas aos clubes da capital paranaense. Ele odeia também aos clubes locais. Vangloria-se das equipes da Grande São Paulo.

Talvez estes filhos de imigrantes esqueceram que o tempo da inimizade com Curitiba se acabou, junto com o ciclo do café. E pronto, a capital paranaense é repleta não apenas de pinheirais, porém com identidade própria. Carrega consigo algo que somente os grandes conseguem: imposição do respeito, pois se respeitam. Algo inexistente em Londrina, apenas uma gigante província.

O morador de Londrina, quando pensa que vive em São Paulo, chega a ser um exemplo do ridículo. Esqueceu que já se passaram 74 anos da chegada dos primeiros imigrantes à cidade. Não sabe que Londrina supera seus 500 mil habitantes e não precisa mais viver dos causos e fatos da capital paulista. Precisa criar identidade própria.

Da mesma forma como Londrina já tem vida própria, o esporte local também deve ter. E o mesmo serve para Cascavel, Maringá e Ponta Grossa, pelo menos.

Por sua vez, a RPC está dando seu voto de confiança ao futebol local. De todo o Paraná. MOstrando aos paranaenses que podem sim sentir-se representados. Assim como fazem os meios de comunicação de Minas, Rio, Porto Alegre e até mesmo São Paulo. Apesar da divisão injusta das cotas para os clubes, está colaborando pela força do futebol paranaense.

Colaborando para se criar a história de uma imprensa prestadora de serviços da comunidade que vive no Paraná. Gil Rocha, por assumir a condição de defensor do futebol paranaense na rede de comunicação, mostrou que a RPC pretende sim ser a referência para todos nós que aqui vivemos e gostaríamos de ver os paranaenses na elite do futebol brasileiro.

Leitura extra, para consolar consumidores do ridículo:


*

A rádio Paiquerê, de Londrina, vende transmissões do Campeonato Paulista para o interior de São Paulo e todo o Paraná. Consequentemente, engorda seus cofres com isso.

**
O Tratado de Madri, assinado em 1750, deu à Coroa portuguesa a posse do Paraná; que, então, integrava a capitania de São Paulo. Por alvará de 19 de fevereiro de 1811, foi criada a comarca de Paranaguá e Curitiba, pertencente à capitania de São Paulo. Dez anos depois, o movimento, liderado por Floriano Bento Viana, formulou abertamente sua reivindicação separatista, mas ainda sem obter êxito. O rápido desenvolvimento da cultura cafeeira atraiu milhares de imigrantes das províncias do Sul, do Sudeste e do Nordeste do país. O Paraná era parte da província de São Paulo, da qual se desmembraria apenas em 1853. Nessa época, a produção de café começou a ganhar destaque. (fonte: wikipedia)

***
Para os xiitas provincianos, uma grande notícia. O grupo político de Iran Campos está fazendo de tudo para garantir uma receita que dizem chegar a R$ 400 mil trazendo jogos de times paulistas para Londrina. Como? Comprando-os do Santo André, mesmo que o presidente do clube do ABC, Roman Maria Pinto, tenha desmentido as palavras de seu vice-presidente, liberal, aberto às tentações do capital fácil.

Se não der certo, ao menos podem comemorar a criação do Corinthians Paranaense, um filhote do J. Malucelli. Joel Malucelli, o presidente da Futpar – entidade que deveria representar os direitos do futebol paranaense – já fala inclusive em abrir uma loja para venda de artigos do clube em Londrina - esquecendo que o provinciano só comprará quando começarem a "piratear".

O que é uma piada, já que a própria Futpar deveria era repetir o exemplo de Severiano Moura, que mesmo destruindo o futebol paranaense, não permitiu que o Matsubara ficasse em Londrina. Ordenou o retorno à Cambará. É o que deve ser feito com Águia de Mandaguari e Iraty, de Irati (Malucelli tem negócios ali), que migraram suas categorias de base para a cidade. Da mesma forma, deveria rever seus conceitos e esquecer essa loja. Porém, o presidente está mais interessado no lucro de seu grupo ou no futebol paranaense?

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Futebol ParanaenseFutebol PaulistaArquiteturaJornalismoImprensa

Jan 20

Quinta comarca

por Adriano Brandão18h41

Parece que fechou.

Corinthians do B

Por que o escudo do tal Corinthians Paranaense tem a bandeira de São Paulo e não do Paraná?

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Arquitetura

Jan 16

DVD do Hexa: não, obrigada

por Ana Carolina Moreno20h14

Eis uma prévia do DVD do hexacampeonato são-paulino (tirada do canal oficial do clube no YouTube) e o que se pode concluir em comparação com o DVD do penta, a partir dos sete minutos apresentados acima e de outros fatores:

A diferença principal foi a própria campanha de 2008. Como as chances de título só se tornaram palpáveis bem perto do fim do campeonato, não houve tempo hábil para lançar o produto em dezembro, ou até mesmo produzi-lo com maior liberdade de trabalho. Em 2007, lembro inclusive de ver cinegrafistas profissionais na arquibancada filmando os torcedores, e muitíssimos detalhes de bastidores durante o ano e personagens fantásticos. O que aparece no clipe da versão hexa foi resgatado principalmente das emissoras de televisão com, claro, algumas cenas de bastidores básicas e uma musiquinha para aumentar a tensão.

De entrevistas, só mostram os próprios jogadores e o Muricy. Incluíram mais fontes oficiais talvez porque não tinham, dessa vez, histórias de torcedores tão ricas quanto da última vez. Como pra mim essa foi a melhor parte do DVD do penta, não me apetece ficar ouvindo o Juvenal Juvêncio dizer que tinha certeza que no segundo turno a equipe se recuperaria. Bobagem publicitária.

Dessa vez, o DVD será distribuído pela Fox, o que vai aumentar os pontos de venda pelo Brasil. O outro filme só era comprado nas bancas e foi distribuído pelo Lance.

Aqui não tenho como precisar, mas me lembro de ter pagado no máximo 15 dinheiros pelo DVD de 2007. Esse agora vai custar 50 reais e vem com box duplo. Acho exagerado, excludente, elitista. Ou seja, bem típico da linha que a diretoria vem seguindo. Pelo menos não se pode reclamar de inconsistência.

Pior é que, nesses sete minutos de prévia, já apareceram inúmeras cenas do Morumbi vazio. O cara não pagou os R$ 20 (às vezes R$ 30) pra ver o time ao vivo, e agora vai pagar R$ 50 pra ver pela televisão o que já viu pela televisão durante o ano todo?

O ideal, em qualquer universo onde há respeito com quem te apóia na alegria e na tristeza, seria preferir acesso em vez de lucro. Não adianta comemorarem depois a venda de 2.000 unidades em um mês, se poderiam ter vendido 3.000 ou qualquer quantia impossível de se precisar. Preferiria que 3.000 pessoas o tivessem do que contar com mais dinheiro no caixa. Preferiria também que as imagens do Muricy agradecendo a torcida após o jogo pudesse mostrar mais torcida no estádio.

É claro que, nesse box duplo, talvez esteja guardado um material fantástico, imperdível, fenomenal, com declarações e imagens inesquecíveis que eu nunca poderei encontrar no YouTube. Mas o meu filminho do penta, com a senhorinha que não perde uma partida, aquele moço do interiorzão paulista que nunca tinha ido ao estádio antes e mal podia falar de tanta emoção, aquela guria divertida de Porto Alegre e o figura do Recife, me mostra um lado mais bonito do Tricolor.

E acho importante deixar claro que consumismo não é prova de amor à camisa. É prova de frivolidade, cegueira e conformismo. Cobrar o olho da cara só porque o título é inédito não vai ajudar na campanha de expandir a base de torcedores. Uma equipe que te cobra tanto pelo seu amor, com tamanha cara-de-pau, não está fazendo por merecê-lo.

Admito, porém, que quase não pude resistir às lágrimas quando vi o Muricy falar sobre a emoção de conquistar esse título.

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Dez 19

Corinthiano maloqueiro e sofredor

por Alessandro Manoel12h16

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Arquitetura

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