Out 16
O Império Sudaca na Copa 2010
por Equipe De Primeira20h30

Por Daniel Soares e Felipe Lessa
O gol de Bolatti contra o Uruguai no final do segundo tempo garantiu não somente a Argentina na Copa do Mundo da África do Sul em 2010. Com a presença dos discípulos de Maradona, ao lado de Brasil, Chile e Paraguai, os sulamericanos formaram uma linha de frente representativa para tomar o velho continente de assalto no combate a ocorrer nas terras de Nelson Mandela.
Caso os uruguaios avancem na repescagem, diante da Costa Rica, a artilharia sudaca terá a força máxima de suas nove conquistas mundiais contra os europeus na disputa pelo maior número de títulos da competição, atualmente empatada. Entre os campeões do velho continente, Itália, Alemanha e Inglaterra estão na lista de representantes da Uefa. São velhos conhecidos de peleja, que fazem valer o ditado de que a Copa não existe apenas para prolongar os feriados brasileiros.
O Brasil garantiu sua classificação com três rodadas de antecedência, vencendo a Argentina no berço de Che Guevara. Apesar da frustrante última jornada, onde entorpecida pela altitude a seleção canarinho perdeu para a Bolívia e depois esbarrou em casa no ferrolho venezuelano, o complexo de vira-latas tão criticado nos tempos de Nélson Rodrigues deu lugar ao otimismo. Após alguns anos desprezada pelo seu povo, a Seleção voltou a ter verdadeiros ícones de identificação nacional como Luís Fabiano, Kaká e Julio Cesar. O escrete de Dunga está praticamente pronto. Ainda assim, precisa aperfeiçoar sua técnica de furar retrancas que deixaram o brasileiro angustiado com outros empates, como a Colômbia e Bolívia em casa.
O segundo posto sulamericano veio com a vitória chilena sobre o Equador. A condição de aríete do artilheiro das eliminatórias com 10 gols, Humberto Suazo, é digna de um possível ensaio de capa no HQ El Condorito - que já ilustrou sua seleção em um passado não muito distante. Junto de Benitez e do Mago Valdivia, o selecionado de El Loco Bielsa fez renascer a nostalgia de 98, quando com Salas e Zamorano demarcavam território no ataque do Chile. No entanto, se o treinador argentino quiser manter o status de herói por las calles de Santiago, problemas defensivos como a desatenção que os fez tomar de 4 do Brasil em Salvador precisam ser solucionados.
Com os mesmos 33 pontos dos chilenos, os paraguaios decepcionaram e ficando com o terceiro lugar. Ao perder para a Colômbia em casa, o time liderado por Salvador Cabañas desperdiçou a chance do simbólico título das Eliminatórias, o combustível que faltava para o êxtase de toda nação. Vestimentas albirojas passaram a figurar no cotidiano de todo país que, apesar do tropeço no final da fase classificatória, pela primeira vez almeja o sonho de vencer a Copa do Mundo. Mas para permanecer sonhando, precisam invocar o espírito que ganhou as ruas e transformou o período da Eliminatória em momentos tão patrióticos quanto aquele início dos anos 30, quando nossos vizinhos derrotaram os bolivianos na Batalla Del Chaco. O Paraguai precisa driblar a incapacidade na hora de definir, evitando que se repita qualquer recordação de 98. Na ocasião, o forte time com Arce, Gamarra e Chilavert caiu diante da França no mata-mata da Copa do Mundo.
O inverso da falta de superação paraguaia na hora de definir foi o que deu aos argentinos a quarta e última vaga direta. A seleção albiceleste penou com a derrota expressiva para a Bolívia fora de casa e o vexame de perder para o Brasil em Rosário. Maradona balançou no cargo de treinador, mas no fim desabafou com alegria. Seu time brigou até o fim para garantir sua vaga sem precisar da repescagem. Apesar da suposta displicência de Messi, valeu o espírito combative de Verón e Palermo. Contra o Peru, em Buenos Aires, por duas vezes passaram perto da tormenta. Cederam o empate no final do jogo, passaram na frente e quase tomaram um gol do meio de campo. Contra o Uruguai, o gol veio apenas no fim. Mas veio, e com a ajuda do Equador ainda permitiu que a Celeste Olímpica de Diego Forlán ainda possa garantir a última vaga do continente para o Mundial, contra o representante da Concacaf.
Vale lembrar que o adversário uruguaio na repescagem será o time de Renê Simões. No jogo contra os EUA, em Washington, a Costa Rica precisava vencer para garantir a vaga no Mundial. Fizeram 2x0 em menos de 30 minutos e passaram a aguardar o fim do jogo. Tomaram um gol no início do segundo tempo e continuaram aguardando o fim do jogo. O castigo veio aos 49m30: empate americano. Com a vitória de Honduras sobre El Salvador, os hondurenhos estão na Copa.

Recordando um passado próximo: nossas participações desde 98
Na Copa do Mundo de 1998 também tínhamos a representação de Brasil, Argentina, Paraguai e Chile. Somava-se a Colômbia. A campanha sulamericana foi a melhor em solo europeu dos últimos 30 anos. Quatro seleções se classificaram para as oitavas. O Paraguai foi eliminado pela França no gol de ouro, conforme comentado acima e Brasil e Chile tiveram que se pegar. 4X1 pra nós. O Brasil terminou vice-campeão e um gol holandês no finzinho evitou que a Argentina nos encontrasse nas semifinais.
Em 2002, Uruguai, Equador e até a Argentina ficaram fora na primeira fase. O Paraguai foi mais uma vez eliminado nas oitavas, daquela vez pela Alemanha. O Brasil seguiu representando a América do Sul até a conquista do título. Em 2006, Brasil e Argentina não passaram das quartas-de-final. O Paraguai decepcionou e ficou em terceiro no seu grupo, perdendo para Inglaterra e Suécia e vencendo apenas Trinidad & Tobago. A boa surpresa foi o Equador, que num início arrasador venceu Polônia e Costa Rica. Depois perdeu duas vezes ao enfrentar duas seleções européias de tradição: a Alemanha (3x0), em jogo que valia a primeira colocação do grupo (o Equador tinha a vantagem do empate) e para a Inglaterra (1x0), nas oitavas-de-final.
Resultados nas 3 últimas Copas:
Brasil
1998 - vice
2x1 Escócia
3x0 Marrocos
1x2 Noruega
4x1 Chile
3x2 Dinamarca
1x1 Holanda (4x2 penaltis)
0x3 França
2002 - Campeão
2x1 Turquia
4x0 China
5x2 Costa Rica
2x0 Bélgica
2x1 Inglaterra
1x0 Turquia
2x0 Alemanha
2006
1x0 Croácia
2x0 Austrália
4x1 Japão
3x0 Gana
0x1 França
Argentina
1998
1x0 Japão
5x0 Jamaica
1x0 Croácia
2x2 Inglaterra (4x3 penaltis)
1x2 Holanda
2002
1x0 Nigéria
0x1 Inglaterra
1x1 Suécia
2006
2x1 Costa do Marfim
6x0 Sérvia-Montenegro
0x0 Holanda
2x1 México
1x1 Alemanha (2x4 penaltis)
Paraguai
1998
0x0 Bulgária
0x0 Espanha
3x1 Nigéria
0x1 França
2002
2x2 África do Sul
1x3 Espanha
3x1 Eslovênia
0x1 Alemanha
2006
0x1 Inglaterra
0x1 Suécia
2x0 Trinidad & Tobago
Chile
1998
2X2 Itália
1x1 Áustria
1x1 Camarões
1x4 Brasil
Uruguai
2002
1x2 Dinamarca
0x0 França
3x3 Senegal
Ago 25
El Arenazo Sub-20
por Felipe Lessa00h42




Na chuvosa tarde desta segunda-feira, a Seleção do Uruguai venceu o Atlético Paranaense em amistoso válido pela categoria Sub-20. Apesar do clima de jogo que não vale nada, os desocupados de plantão aproveitaram para seguir até a Arena da Baixada acompanhar a peleja internacional e apoiar o Rubro-Negro.
La Celeste Olímpica, representada por jogadores de tradicionais uruguaios como Peñarol e Nacional, mostrava então sua fina forma de tratar a pelota. Mostrava ao curitibano como joga a vieja escuela, mesmo quando não poupou grosserias. Desde o apito inicial, aproveitaram da falta de pulso do árbitro, desceram o sarrafo e ainda iniciaram um tumulto para ganhar tempo. Para conter a situação, os jogadores rubro-negros encararam. Partiram para os empurrões e deram sua pequena amostra de “patriotismo”.
No entanto, foi só o que os atleticanos tiveram para apresentar. O time da casa jogou sem vibração, personalidade ou vontade de vencer, forçando então os favoritos uruguaios a mostrar um pouco da classe de seu futebol para vencer a peleja por 1 a 0.
Após escanteio pela esquerda, no fundo do gol onde estavam as esvaziadas dependências da organizada Os Fanáticos, Sebastian Coates, o camisa 10 da Albiceleste, subiu para cabecear com requinte platino. Balançou as redes do Furacãozinho e festejou abraçando a los parceros.
Pouco depois, o destaque celeste, um jovem de número 14 e que até agora não descobri o nome, foi substituído. Parecia acabar a graça do espetáculo dentro de campo. Foi ele o autor da cobrança do escanteio no gol uruguaio. Também realizou pelo menos três grandes jogadas de ataque no mano a mano, fora as inversões de jogo com perfeição. No entanto, o carregador de piano da roja alviceleste de hoje teve que dar seu lugar a um companheiro, de futebol mediano e igual ao dos outros.
Chegava a hora das atenções na Arena voltarem a ter o povão das arquibancadas como protagonistas. Os cerca de 300 “plantonistas” atleticanos não perdoaram o cumprimento dos atletas uruguaios que trocavam beijinhos logo após cada substituição. Elogios não faltaram por parte dos torcedores, que a cada cena de carinho também gritavam: “Ronaldo”, imitando o personagem Zina, corinthiano que aparece aos domingos no programa Pânico na TV...mas com simbologia um pouco diferentes para o aceno. Isso quando não gritavam “beija, beija, beija” ou algo mais agressivo, relacionado com a sexualidade de cada atleta.
Uma turma de maria chuteiras também não perdeu sua pose na hora de “participar” do jogo. A cada dividida, passe de bola ou tentativa de ataque, a mais velha delas, uma loira que aparentava não ter mais que 25 anos, gritava: “Vai amor, força”. Porém, apesar de ser a única pessoa que sabia o nome de cada um dos jogadores atleticanos, não foi somente um deles que escutou o incentivo carinhoso.
Um casal de estudantes também pagou seus R$ 2 da aposta da Time Mania para entrar no estádio. No entanto, os adolescentes ao invés de olhar a partida, ficavam brincando de pega-pega. Depois passearam pelo estádio. Olharam um pouco das bolas, amarelas ou brancas que estavam no gramado. Fizeram de tudo. Mas para a agonia da platéia, além de não verem a bola entrar, não se beijavam. Esse jogão ficou no oxo brabo.
Na hora de ir embora, antes mesmo de acabar a partida, a garota parecia emburrada. Nem parecia dar bola para os cerca de 20 garotos que se juntaram atrás do gol para cantar as músicas do Atlético. Ficaram lá tietando os juniores do Furacão, mas não ganharam camisas e ainda ficaram tristes com o futebol de péssima qualidade apresentado pela sua equipe. O mesmo motivo também deixou a turma dos aposentados com cabeça dolorida.
Faz parte. Apesar do Arenazo, sempre é bom acompanhar um combate diferenciado, como o que foi visto na tarde de hoje. Mas algo inquestionável foi comentado pelos atleticanos presentes: a qualidade dos futuros sucessores de Palo Baier, Alex Mineiro, Galatto & cia.
Jun 10
Peñarol vence o Clausura
por Equipe De Primeira00h31
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Por Glauco de Pierri, novo integrante palmeirense do De Primeira
"O grito de campeão deve ter sido escutado até na Antártida". É assim que começa o texto do diário El País, de Montevideo, sobre a volta por cima do Peñarol, clube mais popular do Uruguai, no torneio clausura do país. A equipe, que entre outras façanhas já conquistou cinco vezes a Copa Libertadores da América, venceu o River Plate por 5 x 3 em uma grande virada e agora irá disputar o título do campeonato uruguaio.
O jogo deste domingo serviu para os mais de 65 mil torcedores do Peñarol que foram ao Estádio Centenário lavar a alma. Nos últimos anos, a equipe tem feito campanhas sofríveis – o último título foi conquistado em 2003. Cinco anos sem levantar uma taça pode ser considerado uma eternidade em um país onde existem apenas dois clubes grandes de verdade. O Nacional é o outro gigante uruguaio.
Na campanha do clausura, as glórias vão para o técnico Mario Saralegui, que mudou a forma de jogar do time. Ele assumiu o posto na 4ª rodada e conquistou nada menos do que 33 pontos em 36 possíveis – um excepcional aproveitamento de 91,6%.
Agora, para confirmar a volta por cima e garantir a faixa, o Peñarol irá disputar as finais contra o Defensor, vencedor do torneio apertura. Não existe vantagem do empate e os jogos serão disputados nos dias 22 e 25 de junho. Se necessária, uma terceira partida será realizada na capital uruguaia no dia 29 desse mês.
Os últimos campeões uruguaios foram o Danúbio (2004 e 2007) e o Nacional (2005 e 2006). Quem vencer garante a vaga na Copa Libertadores de 2009.
E viva a Norteña, a Pilsen e a Patrícia.
Fev 15
Liber, como te quiero
por Jones Rossi00h27

Há vida na TV além de Corinthians, São Paulo e Flamengo. O canal Sportv brindou o telespectador com a estréia do Lanús na Libertadores, contra o Danubio do Uruguai. Um jogo como todo jogo deveria ser: disputado, corrido, cheio de alternativas, violento na medida exata, com confusões esporádicas no decorrer do período.
Campeão argentino, o Lanús, time preferido do De Primeira graças a sua política agressiva de marketing, fazia o primeiro jogo de sua história na Libertadores. Dono de 0,5% da torcida argentina – como bem informou o comentarista Lédio Carmona – o que significa um total de 50 mil torcedores, o Grená não jogou de estádio cheio, mas contou com o apoio fervoroso dos que foram. Havia também uma boa hinchada do Danúbio.
Contando com uma espécie de quadrado mágico formado por Peletieri mais recuado, Valeri e Acosta fazendo a ligação e Sand (aquele mesmo do Vitória) à frente, o Lanús dominou de imediato as ações. Fez o primeiro com Peletieri e dava pinta de que iria golear. Mas Sand tinha outros planos, que incluíam perder o maior número possível de gols.
Durante a orgia de gols desperdiçados por Sand, Abelenda foi lá e empatou em uma magnífica cobrança de falta, ainda no primeiro tempo, e Acosta colocou novamente o Lanús em vantagem. A TV argentina conseguiu a proeza de repetir o lance do gol pelo menos 78 vezes, o que nos privou das cenas de uma confusão armada no meio campo. Um guri do Danubio chegou moendo o joelho de outro do Lanús, que fez um teatro básico. A justa represália veio em forma de um pisão na canela do volante do Danúbio, que retribuiu em outro lance erguendo o pé na altura do cérebro do adversário grená. Pura Libertadores. A TV ainda mostrou um garoto de quatro anos sob claro efeito de psicotrópicos, dançando sozinho e com as mãos para cima como se estivesse em um show do Doors. Galvão Bueno certamente celebraria “a volta das famílias aos estádios argentinos”.
Quando parecia que mesmo que deixassem a bola parada sobre a linha do gol uma hecatombe se abateria sobre o planeta para evitar que Sand marcasse, eis que ele recebe na mesma linha da incauta zaga, toca no canto esquerdo e corre para o abraço. Fosse Sand brasileiro faria uma dancinha infame ou o célebre sinal de descarrego. Mesmo tendo morado na Bahia, ficou imune a tais hábitos hediondos. Nada como um jogo de Libertadores.
Outros resultados:
Terça
Deportivo Cuenca 1 x 0 Estudiantes
Caracas 2 x 0 San Lorenzo
Quarta
Coronel Bolognesi 0 x 0 Framengo
Cúcuta 0 x 0 Santos
Cruzeiro 3 x 0 Real Potosí
Univ. San Martin 2 x 0 River Plate
Quinta
Lanús 3 x 1 Danubio
Cienciano 2 x 1 Nacional-URU
Jan 24
Edson Bastos x Rodolfo Rodriguez
por Leonardo Mendes Jr.03h32
Quando o Kiko e o Chaves se juntavam para jogar bola no pátio da Vila, era comum ver os dois brigando para definir quem seria qual goleiro. Invariavelmente o bochechudo e o morador do oito queriam ser o Barbiroto ou o Rodolfo Rodriguez. Obviamente, duas traduções livres dos dubladores, já que na versão original eles deviam querer ser Carbajal ou algum outro guapo mexicano.
Mas ainda assim, homenagens justas na versão brasileiro. Barbiroto costumava barbarizar no gol do Juventus no Torneio Início. E Rodolfo Rodriguez deu entrada no processo de canonização em 1984, com sete defesas em seqüência contra o América de Rio Preto.
Pois nesta quarta-feira apareceu um herege disposto a repetir o milagre da muralha da vila. E quem sabe a chutar Barbiroto das futuras traduções do velhos episódios de frente do Chaves.
A seqüência de defesas de Edson Bastos, do Coritiba, contra o Real Brasil, não é tão extensa, nem tem o mesmo grau de dificuldade da obra de Rodolfo. Mas impressiona. E encanta.
Nov 22
A maldição de 50
por Jones Rossi00h37
Barbosa, goleiro do Brasil em 1950, sempre dizia que a pena máxima para um crime no Brasil era de 30 anos e que ele, considerado culpado da derrota para o Uruguai, já pagava sua pena há mais tempo que isto.
Pois se existe alguém para dividir esta culpa, para o bem e para o mal, é a Seleção do Uruguai. Creio que, de alguma forma, todo o ressentimento de nossa Nação, nunca totalmente dissipado, ainda pesa como uma maldição sobre os uruguaios. Assim como Juvenal hoje vive abandonado em um casebre na Bahia, a Celeste se escora pelos gramados em busca da glória perdida em algum ponto entre o Maracanã e o Centenário.
A derrota desta noite por 2 a 1, para o Brasil, se explica mais por isso do que pelos méritos brasileiros. Como tem feito desde que Dunga assumiu, o Brasil vence sem grandes esforços, embora até tenha demonstrado certa vontade no segundo tempo.
O Uruguai continua apostando na raça, na catimba e, quando estava 1 a 0, em certa firula para irritar o adversário. Talvez inspirados pelo último feito grandioso do time, que foi botar Rivelino para correr até escorregar de bunda pelas escadarias do Mário Filho, tentam colocar certa banca em cima dos rivais. Hoje, nem o baixinho Daniel Alves caiu nessa, e encarou de igual para igual el Loco Abreu.
Aos poucos, o Uruguai definha. Fica fora de uma a cada duas Copas do Mundo. Faz figuração na Copa América. Consegue sucumbir nos pênaltis para o Brasil de Doni. Enquanto o mundo do futebol espera uma ressurreição uruguaia, a crise afeta até times como o trimundial Nacional e o Peñarol, que ganham da TV menos que o Paraná Clube ou o Juventude.
O Uruguai hoje é um fantasma em campo. Ninguém faz chorar 200 mil pessoas impunemente.