Jul 01
Os pontos corridos vão matar o futebol
por Equipe De Primeira08h41
Por Mangabeira* - mangabeira@ovisnigra.org
Fato que atiçou minha curiosidade esses dias foi a sucessão dos resultados das quartas-de-final da Euro 2008. Aliás, meritória de um pequeno intermezzo é essa competição européia. Uma verdadeira celebração do futebol, onde ele, o esporte bretão, vem sendo jogado como há muito não se via: vertical e envolvente: objetivo e atraente. Vê-se poucas faltas e muita bola em jogo. Excelentes jogadores, partidas emocionantes – dos quatro jogos da fase mata-mata, três deles alcançaram a prorrogação, com a Holanda e a Turquia fazendo gols nos últimos segundos, e dois outros resolveram-se somente nas penalidades máximas. Uma beleza. Enquanto, lá, europeus se deliciam com exibições apaixonantes, cá, nós temos que nos contentar com as idiossincrasias do Dunga: já imaginaram o Guus Hiddink à frente da seleção canarinho?, não haveria equipe a nos bater.
Sem fugir do foco, o curioso é que, depois desta fase de quartas-de-final, a única equipe nas semi, das que se classificaram em primeiro na fase de grupos, é a Espanha – depois de uma batalha, travada na marca dos pênaltis, com a pior seleção do planeta, a Itália. Todas as outras, favoritas por excelência, tombaram, vencidas em embates excepcionais. Felipão e seus soldados, derrotados pela malandragem de Ballack – malandros, o alemães?, e nós, contentando-nos com Dunga...; a Turquia inabalável, guerreiros Highlander tingindo de lágrimas o pano quadriculado da costa da Dalmácia; a Laranja Mecânica contemporânea de Marco van Basten, de toque de bola admirável, sucumbida ante o preparo físico russo e a tenacidade d'um astro em ascensão, Arshavim. E isto, amigos, é a magia que permeia o futebol. Não há, neste esporte, favoritos. Não há, dentro das quatro linhas, razão e coerência - havê-los, ao menos, não se deveria. Futebol, por ser um jogo de estratégia que se joga estritamente com o coração, é vício incurável.
No entanto, e infelizmente, a Euro não é mais a regra, mas a exceção. O desfile de craques em prados europeus é o alento final para uma realidade avassaladora – da qual o título italiano da última Copa do Mundo é símbolo heráldico. Assistimos, na TV, um fóssil: este futebol vistoso está morto.
Lembro-me de reiteradas discussões com meus próximos, estes todos advogados do sistema competitivo do futebol de hoje, o esquema de pontos corridos. Sendo tipo de certame que favorece e premia os clubes-empresa, agremiações corporativas cujo objeto social é o futebol, é o sistema reinante em confederações as mais diversas. O Campeonato Brasileiro, último dos moicanos, há muito viu sofreu a final derrocada. O campeonato de pontos-corridos é o assassino do real futebol, congelando as emoções que deveriam preencher os espaços usurpados pela razão no desporto. É competição que premia os clubes ricos, que ficam cada vez mais ricos com as premiações, alijando ainda mais a essência da disputa de nossos campos – não excluamos a possibilidade de ver, dentro em pouco, o Campeonato Brasileiro como querela restrita a poucos, como já o é a Liga Espanhola, circunscrita a disputas bairristas entre Barcelona e Madrid, Villareal e Atlético de Madrid correndo [muito] por fora; o Calcio Italiano, revezamento exclusivo entre Milan, Inter e Roma; ou a Bundesliga, um acordo de comadres entre Bayern Munich, Werder Bremen e Schalke 04: o bicampeonato do São Paulo Futebol Clube, e o tri como possibilidade bastante plausível, é sintomático.
Saudoso, trago à mente imagens antigas, de um Flamengo inferior, sob a batuta do maestro Leovegildo Júnior a comandar a meia cancha, e d'um Gaúcho voador a auxiliar na conquista do título brasileiro de 1992. Tal acontecimento é hoje em dia improvável. Naqueles tempos, o Mengo se classificou para a fase do mata-mata nas últimas posições da fase classificatória: se classificaria, hoje em dia, pra sul-americana e olhem lá.
O que ocorre é que acabou-se a emoção. Não há mais o fulgor de se esperar até o último minuto para o gol salvador que vai dar o título. Nos campeonatos de pontos corridos, o resultado se constrói em rodadas passadas: o certame, muitas vezes, ao aproximar-se de sua reta final já tem os seus campeões bem definidos. E a comemoração se dá assim, discreta, os vencedores se limitando a darem-se tapinhas nas costas, uma camisa comemorativa, um churrasco meia-boca, e os torcedores nas arquibancadas batendo palminhas contidas ao invés do grito de fazer explodir a glote ou do turbilhão de lágrimas incessantes. Um futebol burocrático que caminha para pintar-se de cores aristocráticas. Vejo a hora acorrerem pro estádio damas com seus chapéus enormíssimos e senhores de fraque ou terno completo, assistindo o espetáculo com comedimento, enquanto pitam suas cigarrilhas e tecem elogios em francês. “Hum, essa jogada foi très chic! Superbe!”
Futebol só tem graça se obrigar o torcedor a gravitar no limiar d'um enfarto do miocárdio. À beira d'uma apoplexia. Às bordas d'um ataque epilético. Futebol é sentimento e decisão a cada lance. E não essa história de planejamento, gestão, administração, estrutura empresarial. A graça do esporte é saber que, sim, aquele clube que investe pesado, compra jogadores caros, tem estádio próprio, proventos muitos, pode ser surpreendido e perder um jogo, apenas um jogo, pr'aquele timezinho de várzea que treina em campo de terra batida, e, assim, dar adeus à taça. Perguntam-me se não seria mais justa essa opção, a dos pontos corridos, já que premiaria a equipe que de fato foi a melhor durante todo o campeonato, ganhou mais jogos, fez mais gols, organizou-se melhor como instituição. Sim, de fato: mais justo seria. Mas aí não mais seria futebol. Se fosse futebol mero esquema de ponderações equilibradas, o Brasil teria sido campeão do mundo em '50. E em '82. O São Paulo estaria na final da Libertadores. O Flamengo seria campeão da Copa do Brasil em cima do Santo André. O América teria sido campeão potiguar de 2007, com mais de dez pontos à frente do segundo colocado. E teríamos nas semi-finais da Euro Portugal versus Croácia, e Holanda enfrentando a Espanha.
A graça do futebol (ou calcio) (ou soccer) é a injustiça, o impedimento mal marcado, o gol de mão, o juiz corrupto, o pênalti ignorado, o spray de pimenta no vestiário.
Abaixo essa palhaçada de fair play, que ceifa os contra-ataques fatais e impede a seqüência do jogo e concede aos [pseudo] atletas uma excelente ferramenta de paralização do espetáculo – esses jogadores de araque, que saem de maca somente para no minuto seguinte saltar da cama médica e, dando pulinhos à margem do gramado, clamar ao juiz que os deixem voltar ao jogo. Abaixo essa mentalidade excessivamente regulamentada, que cria regras e regras e mais regras e impede que os praticantes e amantes desse esporte se lembrem que para bater uma bolinha bastam somente dois pares de chinelo e uma bola de meia. Abaixo a prática costumeira, de marcar falta a qualquer contato, os boleiros esquecendo da pelota e se preocupando em mergulhar na área à cata de pênaltis quando poderiam progredir na jogada e marcar mais um tento.
O futebol virou uma exibição falsa, de resultados quando não fabricados, completamente previsíveis. Vez ou outra a gente tem a satisfação de testemunhar o retorno da emoção ao jogo, e do futebol jogado com paixão. Como na Euro 2008. Eu vou torcer, admirador neófito, pra Fúria quebrar a maldição preconizada pelo rei Juan Carlos. Espero, pois, seja a Espanha campeã. Felizmente, não dá pra se afirmar antecipadamente uma vitória. Mata-mata é imprevisível, sabem vocês como é.**
*Mangabeira, torcedor do ABC, cedeu gentilmente este texto, originalmente publicado no site Confraria das Ovelhas Negras, ao De Primeira.
** O texto foi publicado no Confraria das Ovelhas Negras antes da final da Eurocopa.
Jun 30
A vitória do Novo Mundo
por Jones Rossi02h18

Não, este texto não é sobre "o Brasil na Euro". Marcos Senna, primeiro sul-americano campeão europeu de seleções, paulistano de 31 anos (faz 32 no dia 17 de julho), que até 2002 jogava no São Caetano, é muito mais que isso, é cara de um Novo Mundo que deu as caras nesta Eurocopa. Um mundo em que brasileiros jogam por seleções estrangeiras, representando países dos quais mal conhecem o idioma. E isto, ao contrário do que parece, não é ruim.
A Alemanha enfrentou uma Turquia que tinha no seu elenco um inglês, um brasileiro, dois alemães e um suíço. O fim das seleções? Não é, ao contrário do que os apocalípticos pregariam. É a consolidação de uma nova idéia européia de nação, mais aberta, mais democrática e heterogênea, sincrética como o Brasil de Mazola e Pelé, de Bellini e Garrincha.
Senna, um negro de sobrenome italiano, é a cara do Brasil, mas também da nova Europa, sempre tão afeita a radicalismos e à idéia de Nação como algo sagrado e fechado a quem é de fora. O nazismo perdeu a guerra, mas parte de seu intento foi alcançado. Transformou a Alemanha em um país praticamente sem judeus. Agora, mais de 60 depois do fim da Guerra, o nazismo perdeu. A Europa vai aos estádios torcer por suas seleções cheias de estrangeiros e descendentes de imigrantes. A Holanda é negra desde a década de 80, africanos jogam na Alemanha e na Polônia, Senna é campeão pela Espanha e um dos melhores da Euro.
Joseph Blatter, presidente da FIFA, quer limitar o número de estrangeiros nas seleções e times e impor regras mais rígidas para evitar este intercâmbio. Mas proibir a livre circulação das pessoas é como proibir o livre mercado de idéias, quase impossível.
E Blatter está errado. As seleções européias não estão sendo descaracterizadas. Apenas refletem a nova composição de seus países, cheios de imigrantes em busca de uma vida melhor, sejam eles da periferia de São Paulo, como Marcos Senna, ou da Argélia, como os pais de Zidane.
Ninguém pode culpá-los por a encontrarem no gramado, berço de uma nova Europa.
Jun 16
Porque a Itália vai ganhar a EURO 2008
por Equipe De Primeira13h15
Por Napoleão de Almeida
Está escrito: a Itália vai ganhar a Eurocopa deste ano, a EURO 2008. Só não vê quem não quer. E estou escrevendo antes para que ninguém diga depois que sou engenheiro de obras prontas.
E não, não me baseio nos craques italianos tampouco no fato da Azzurra ser a atual campeã do Mundo. Minha certeza é com base histórica.
A Itália só ganha competições em que está desacreditada. É histórico. O time vai, capenga, se classificando fase após fase. E quando chega a hora, papa o pessoal.
E a hora chegou, nesta terça, contra a freguês (deles) França.
Para chegar a essa conclusão, fiz um resgate no tempo e olhei as campanhas dos grandes títulos italianos.
O primeiro foi o Mundial de 1934, jogado em casa. E mesmo assim, para a vaga ser confirmada contra a Espanha, só em um jogo extra. E o título, apenas após a prorrogação. Sofrido, como os italianos gostam. Veja a campanha:
1934
7 x 1 EUA
1 x 1 Espanha
1 x 0 Espanha (jogo extra para desempate)
1 x 0 Austria
1 x 1 Tchecoslováquia (1 x 0 prorrogação)
Em 1938, os italianos viajaram até a vizinha França para levar o Bi. Foi talvez o único em que a Itália não sofreu. Talvez, porque a classificação contra a Noruega veio na prorrogação. Depois, passeio nos donos da casa, alguma dificuldade para derrotar a briosa Seleção Brasileira (é, naquele tempo tínhamos brio) e uma surra na Hungria.
1938
1 x 1 Noruega (1 x 0 prorrogação)
3 x 1 França
2 x 1 Brasil
4 x 2 Hungria
Em 1968, a Itália venceu a Eurocopa. Na época, eram apenas dois jogos, semifinais e finais. E em se tratando de Itália, tinha que ser diferente. O time se enroscou na URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Nota: você sabe o significado de URSO? Responda nos comentários que eu confirmo depois) e só se classificou por... sorteio! Na final, contra a Iugoslávia, novo empate. A UEFA achou feio dar a taça em novo sorteio e realizou um jogo extra. Aí sim, a Azzurra ganhou um jogo. E a taça.
1968
0 x 0 URSS (sorteio)
1 x 1 Iugoslávia
2 x 0 Iugoslávia (jogo extra para desempate)
Apesar da força e da tradição do futebol italiano (foi vice em 1970 na Copa do Mundo), a Squadra Azzurra passou um cortado até voltar a vencer. E foi em 1982, pra nossa tristeza. A primeira fase foi a mais capenga possível. O time se enroscou em “potências” como Polônia, Peru e Camarões e só se classificou porque fez um gol a mais que os africanos. Mas dali em diante, depois da já tradicional capengada, surrou três gigantes: Argentina, Brasil (sim, éramos gigantes) e Alemanha. O que parecia ruço virou Rossi.
1982
0 x 0 Polônia
1 x 1 Peru
1 x 1 Camarões (classificação nos gols pró: 2 contra 1)
2 x 1 Argentina
3 x 2 Brasil
2 x 0 Polônia
3 x 1 Alemanha
Mais dois novos vices (Copa 94 e EURO 2000) e a Itália ganhava o Mundo pela quarta vez em 2006. Fácil? Nada. A primeira fase parecia baba, mas o time se enroscou nos EUA e teve que correr para tirar a República Tcheca (eterno quase) no confronto direto. Nas oitavas, um pênalti mandrake contra a Austrália permitiu novo avanço (ou avanzo, como queiram). Depois de uma lambada na Ucrânia, um confronto emocionante com a Alemanha em território inimigo. E uma vitória sensacional na prorrogação. Na final, contra os franceses, era batata: mesmo com Zidane (até a cabeçada), iria dar Itália. E foi nos pênaltis, pra não ser fácil – como sempre.
2006
2 x 0 Gana
1 x 1 EUA
2 x 0 Rep. Tcheca
1 x 0 Austrália
3 x 0 Ucrânia
0 x 0 Alemanha (2 x 0 prorrogação)
1 x 1 França (5 x 3 pênaltis)
Em 2008, a Euro está no papo. Depois de uma sova da Holanda e do enrosco na Romênia, chegou a hora. Vou cantar a pedra: o time faz 1 x 0 na França, suado, e conta com o empate entre a quase desinteressada Holanda e a aplicada Romênia: 2 x 2. O segundo lugar colocará a Itália contra a Espanha. E não terá Casillas, Xabi Alonso ou Fernando Torres que segure a camisa italiana: 3 x 1 com autoridade. Em paralelo, a Holanda, ainda iluminada, surra a retranqueira Suécia, 4 x 0. Na semi, a Laranja Mecânica vai voltar a ser Amarela Emperrada: 2 x 1 Itália. E virá a final. Até lá, Portugal já terá sucumbido ante a poderosa Alemanha. A decisão será praticamente em território teuto. E mesmo assim, nos pênaltis, após um 1 x 1 arrastado durante o jogo e a prorrogação, a Itália será campeã. Anotem aí a campanha.
2008
0 x 3 Holanda
1 x 1 Romênia
17/06 vs. França (1 x 0)
22/06 vs. Espanha (3 x 1)
26/06 vs. Holanda (2 x 1)
29/06 vs. Alemanha (1 x 1, 4 x 2 pênaltis)
Duvidam?
Jun 05
Ah, Eurocopa!
por Equipe De Primeira02h40
# Por Raphael Pinheiro
EM 2004:
* O bicho-papão antes do torneio: Rep. Tcheca
* O flop: Alemanha
* O craque anunciado: Pavel Nedved
* O craque constatado: Otto Rehhagel
* Quem caiu de pé: Portugal
* A zebra: Grécia
EM 2008:
* O bicho-papão antes do torneio: Alemanha
* O flop: França ou Itália
* O craque anunciado: Cristiano Ronaldo
* O craque constatado: Cesc Fàbregas
* Quem vai cair de pé: Espanha ou Rússia
* A zebra: Romênia ou Croácia
Pra compensar minha ausência do podcast.
Dez 29
Melhores de 2007 - Internacional
por Equipe De Primeira07h16
Continuamos com nossa saga. Abdicando de nossas férias nas Ilhas Gregas somente para adular nossos mimados leitores, que não têm o que fazer no final de ano a não ser opinar em nossas listas, hoje segue os melhores e piores do ano ao redor do Mundo. Sempre conte com a opinião parcial e nada isenta do De Primeira. Só para revolucionar as coisas por aqui, vamos começar pelos piores.
Troféu Espanha de amarelão
Ronaldinho Gaúcho, não satisfeito em não fazer nada pela Seleção, agora também amarela no Barça
Troféu Real Madri de investimentos milionários que não dão em nada
Shakhtar Donetsk : investiu uma grana e não pegou nem Copa da Uefa. E depois todos os contratados foram embora.
Troféu Ronaldinho Gaúcho de amarelada na Seleção
Inglaterra, que foi eliminada em casa por um time qualquer do Leste europeu
Troféu Botafogo de queda de rendimento
Momento efêmero do futebol escocês, que tentou o pulo do gato, estava contaminando até os clubes (Rangers 3x0 Lyon) e no fim foi só um sopro.
Conferir se volta a se repetir o desempenho nas eliminatórias da Copa...
Troféu América-RN de qualidade
Áustria: a seleção é tão ruim que houve levante de torcedores para que não participasse do Euro, dando espaço a outra seleção. Sendo time-sede, pega muito mal.
Troféu Dercy Gonçalves de lucidez mental
Oliver Kahn, caduco, metendo o pau justamente nos caras que estão carregando o Bayern nas costas. Tomou um gancho da diretoria
Melhores
Troféu persistência
A superação da Internazionale, um time que passou mais de uma década sem convencer e agora demonstra segurança sem paralelo no continente. Único grande invicto de todas as ligas ainda.
Troféu cabaço perdido 2
Kaká melhor do mundo, conseqüência inevitável como sendo o único que se salva no Milan.
Troféu Retorno
A seleção alemã, que voltou a se sentir grande depois da copa do mundo e se classificou facilmente para a Euro.
Troféu Revelação
Fàbregas, que possivelmente vai se firmar como um espanhol que não amarela.
Troféu Muhammad Ali de pugilismo
Escreverem este post Raphael Pinheiro e Jones Rossi
Nov 24
Só falta o da Série C
por Equipe De Primeira20h25
* Se a série A foi conquistada com facilidade pelo São Paulo, o mesmo não pode ser dito do Coritiba na B.
* O time tinha um título praticamente ganho até duas rodadas atrás e caiu de produção, mas buscou na bacia das almas e com um a menos, a virad em cima do Santa Cruz por 3 a 2. Eu já vi este filme: o cara vem do banco e faz o gol do título. Anderson em 2005. Henrique Dias em 2007, guardadas devidas proporções.
* Agora falta o campeão da C. Tá com cheiro de decisão na última rodada.
* Na metade da semana, na UWFC (o Campeonato Não-Oficial do Mundo), deu 2 a 1 entre Grécia e Hungria, com a Grécia mantendo o cinturão. Buzsáky abriu para os húngaros, Vanczák empatou contra e Basinas virou de pênalti.
postado por Leonardo Bonassoli
Nov 22
Inglaterra fora. E daí?
por Equipe De Primeira12h25
por Alessandro Manoel
Vários sites esportivos destacaram a eliminação do English Team da Eurocopa. O De Primeira não fará diferente. Mas prefiro dizer que não foi surpresa. Inglaterra fora. E daí? Que bela 'selecinha' essa. Talvez a com maior lobby da história. Você já parou pra pensar que o currículo dos sujeitos tem apenas aquela Copa de 66 roubada na cara dura? Os ingleses sequer têm um terceiro lugar em Copas. E falando em terceiros lugares, só têm UM na Eurocopa? E antes disso, só um título olímpico em... 1912.
Tá. Vamos ser justos. Eles conquistaram três títulos olímpicos. No primeiro, em 1900, precisaram jogar apenas uma vez e era um time, o Upton Park FC. O segundo foi mais duro. Já como seleção, vitória de 12 x 1 na Suécia, 4 x 0 na Holanda e 2 x 0 na final sobre a Dinamarca, que em fases anteriores aplicou um 17 x 1 na França A (?) e 9 x 0 na França B (!!). O último título verdadeiro foi mesmo em 1912, em Estocolmo. Campanha parecida, três partidas e uma medalha no bolso. Tentei vencer a tentação de dizer que os sul-americanos não participaram destas Olimpíadas, mas não sei como nos sairíamos (nós sul-americanos) neste torneio. O campo do 'se' é colossal... Tudo bem que eles se acharam a última bono do pacote e resolveram não participar mais de Olimpíadas. Só voltaram a jogar em 36. Levaram couro desde então.
O fato é que o English Team não merece os torcedores que tem. E ambos não merecem os técnicos retranqueiros que a FA teima em contratar. Os jogadores ingleses são muito bons, mas lhes falta um espírito vencedor quando no selecionado. Tanto que os times ingleses são vencedores, e com razão. Mas é bom não misturar as coisas. Sempre achei e sempre acharei esquisito um jogo de seleção contra time. Parece que estamos desafiando alguma lei da física e a qualquer momento o mundo tende a acabar por culpa disso.
Outros que não merecem a seleção que têm são os escoceses. Perderam em casa a classificação e deixaram passar uma oportunidade rara de tirar um sarro dos ingleses. Aliás, os favoritos fizeram algumas lambanças: Portugal e Alemanha empatando em casa por 0 x 0 respectivamente. Holanda perdendo pra Bielo-Russia.
Confira os classificados para a Eurocopa em 2008:
GRUPO A (Polônia e Portugal)
GRUPO B (Itália e França)
GRUPO C (Grécia e Turquia)
GRUPO D (Alemanha e República Tcheca)
GRUPO E (Croácia e Rússia)
GRUPO F (Espanha e Suécia)
GRUPO G (Romênia e Holanda)