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Jul 13

Como matar um sonho

por Ana Carolina Moreno21h33
Dépor 1 x 1 Barça, última rodada da Liga 2008-2009 (Filipe Luis, no canto inferior direito)
Dépor 1 x 1 Barça, última rodada da Liga 2008-2009 (Filipe Luis, no canto inferior direito)

Talento ele tem. O suficiente para ter sido titular em nada menos que todas as partidas da última Liga española e ser eleito pela Uefa o melhor lateral esquerda do campeonato. Seriedade e profissionalismo, também. Vide as palavras do seu treinador, Miguel Ángel Lotina:

- Sabemos o que o Filipe nos dá. Como jogador y como pessoa é um dez, mas também somos conscientes de que as pessoas têm ilusões e lhe está batendo à porta um Barcelona.
Mas o sonho atual de qualquer jogador são, o de jogar na equipe que, jogando o futebol mais bonito, ganhou três títulos, incluindo a Liga dos Campeões, pode ir por água abaixo para Filipe Luís Kasmirski. E a razão ainda é incerta.

Em junho, ele embarcou para o Brasil com o sétimo lugar no bolso. Por pouco o Deportivo La Coruña não havia assegurado uma vez mais a vaga na Copa da Uefa. Mas, para uma equipe que começou o ano pensando em não ser rebaixada, o resultado não chegou a decepcionar.

Alguns dias depois, a Conmebol européia o incluiria na sua “seleção da Liga”. O brasileiro foi um dos 11 melhores jogadores do futebol espanhol na temporada 2008-2009. Uma honra enorme para um menino calado e educado do interior de Santa Catarina.

Logo, porém, começou a turbulência. Boatos de que o Barcelona queria Filipe. Bar-ce-lo-na.
Junho, na Espanha, é o equivalente para o “jornalismo esportivo” do mês de janeiro no Brasil. Ele muda o nome temporariamente para “jornalismo especulativo”. Para o Dépor, uma possível venda do passe do brasileiro seria o melhor negócio do ano. A oferta inicial era 8 milhões de euros. O clube havia pagado 2,2 milhões pelo jogador.

Mas o Deportivo tem dívidas, muitas. Não tem patrimônio. E é comandado por um presidente-dono (não, aqui não é preciso nem roubar na urna, porque não há eleição). Que queria o valor da multa, 20 milhões. E jogou água no chopp, cozinhou a negociação a banho-maria e deu tempo e espaço suficientes para todo tipo de notícia. O Marca publicou que o clube que vendeu o Filipe ao Dépor havia bloqueado as contas do time coruñes porque ele não havia pago os 4 milhões de euros que devia. Veja a inflação de números.

Especulações sobre outros times interessados, idas e vindas dos dois empresários do Filipe à Espanha também fizeram parte do repertório midiático no mês passado. A dupla parece que fez o teatro “good cop, bad cop”. Enquanto um evitava fazer qualquer declaração, o outro caprichava nas críticas ao dirigente deportivista.

Enquanto isso, o catarinense tentava descansar no Brasil. Tentar, tentou. Mas nós, os jornalistas, não deixamos. Tampouco ajudou a possibilidade de vestir as cores do time catalão no ano que vem e quem sabe finalmente abrir os olhos do treinador da seleção que arrisca até lateral direita na ala esquerda do campo.

Então ele viajou aos Estados Unidos de férias. Tentar descansar, ele tentou. Mas ninguém deixou.

Finalmente, ele encurtou as férias e voltou à Espanha quatro dias antes do previsto para tentar arrumar a bagunça que criaram em torno do seu destino. As ofertas sobem e descem, o Barça quer resolver logo, o Dépor prefere esperar. O Barça foge a todo custo de gastar dinheiro em demasia porque precisa se opor ao carnaval monetário do Real Madrid. O Dépor quer ganhar o máximo com a transferência, como tem o direito de exigir

E o Filipe enfrenta agora a tarefa hercúlea de treinar com a camiseta do time que o acolheu na Espanha e suportar a própria frustração pelo circo criado em torno dessa negociação. Uma verdadeira bola de neve cujo desfecho deve acontecer até a próxima segunda-feira. E que, até agora, está completamente indefinido.

Uma coisa é certa: o apoio da torcida, independente de sua permanência ou não, está garantida depois de dois anos de devoção completa à camisa e à cidade. O próprio treinador resume a posição do atleta:

- Se fosse o meu filho, o encorajaria a ir para o Barça.

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Mai 09

Gripe, comodidade, pequenez e uma bola de papel

por Equipe De Primeira17h19

Por Ana Carolina Moreno

A praga pessimista que persegue o Jones Rossi e lhe inspira a escrever posts quase semanais sobre o fim do futebol me infectou. Antes fosse uma gripe – de qualquer tipo – para poder ficar em casa descansando. Deviam inventar essas máscaras pra gente se proteger das más notícias em relação ao futebol. Aí vão as da última semana, e por favor notem que todas são provocadas por quem não está dentro das quatro linhas:

Conmebol constipada e a diretoria do SPFC aproveitando, seguindo o exemplo geral do mundo mundial
Ok, o A(H1N1) foi uma lástima, pegou o México de surpresa e o pânico desmedido se espalhou pelo mundo todo. Tudo bem não querer sujeitar os jogadores brasileiros e uruguaios ao risco de jogar uma partida ao ar livre em um ambiente aglomerado (a única recomendação dos médicos, aliás, é evitar as multidões, a máscara não serve para nada). Agora, é um grande sinal de fracasso da entidade ser incapaz de encontrar um outro estádio no continente inteiro para hospedar essas duas partidas.

Ficam dizendo que o tema não tem nada a ver com futebol e é verdade. Mas usam esse argumento como maneira de fugir da responsabilidade. Deveriam ter vergonha na cara.
As diretorias dos clubes mexicanos também não querem ajudar. Antes já estavam resignadas a jogar fora do país, mas a idéia de fazer apenas um jogo desagradou e eles agora querem ou México ou nada. Se o próprio governo mexicano, que está lidando muito bem com o surto epidêmico, fechou estádios, restaurantes e escolas, não há motivo para essa atitude radical, até porque os jogadores de fora do México não devem ser obrigados a jogar no país morrendo de medo. Entendo que o medo é um tanto exagerado, mas enfim, com a saúde não se brinca.

A diretoria do São Paulo não sei bem o que anda fazendo. Achei muito razoável o jogo ser no Couto Pereira (depois que outros países fecharam suas portas). Na minha opinião, o São Paulo deveria ter ido atrás de conseguir um estádio para o jogo de ida. Jogar as duas no Morumbi, ou fazer apenas um jogo em casa, para mim, é tirar proveito de que o outro time está em situação delicada. Aproveitar que a Conmebol está dando um nó nas pernas e se classificar para a próxima fase sem nem pisar no campo é pura sacanagem. Vocês podem dizer que todos os clubes reagiriam igual e é bem verdade, pois cada um só se importa consigo, e um clube nunca consegue fazer pressão suficiente sobre uma entidade com infra-estrutura e ego inchados.

Exemplo: a maldita taça de bolinhas, que todos os clubes diziam que deveria ser do Flamengo, aí todos passaram anos sem pensar nisso e, na hora que o assunto voltou à tona, cada um foi cuidar do seu umbigo. Agora que São Paulo já tem quatro casos de gripe, quero ver se ela se espalha sem controle, começa a matar quem já tinha outros problemas respiratórios, espalha pânico. O que dirá o Tricolor se chega uma semi-final contra o Boca (nem vi a tabela, não sei se há chance) e a Conmebol diz que vai ser jogo único na Bombonera? Atchim?

Série D
Vide o post do Daniel imediatamente abaixo. Se a gente considera (com razão) que o Avaí é um time pequeno, imagina se alguém vai ligar pro que acontece com o Macaé... O Brasil é a Veneza do futebol, vai submergindo de pouco em pouco até desaparecer por completo.

Quando torcer demais pode voltar como um bumerangue na testa
Aconteceu nessa semana na Alemanha, quando faltavam sete minutos pra acabar a partida contra o Werder Bremen e o Hamburguer garantia, em casa, sua vaga na semi-final da Copa da Uefa. Uma bola ia perdida na linha de fundo e o zagueiro do Hamburguer foi salvar do escanteio e mandá-la pro goleiro começar a jogada. Quando ele foi chutar, a bola “tropeçou” numa bola de papel, o jogador furou o chute e lá foi a pelota pra escanteio. O futuro imeditado você já adivinhou né? O Werder Bremen cruzou, marcou e se classificou para a final.

Podia ter sido uma poça d’água, o vento ou qualquer outro fenômeno natural. Mas não, foi a beleza da mão humana. A bola de papel, pelo que dizem, fazia parte de uma grande coreografia dos torcedores do Hamburguer para a partida. O time já havia ganhado de um a zero no jogo de ida e começaram o de volta com um pé na final. A gente acha que aquele monte de papel higiênico que os latino-americanos despejam no campo do adversário (que no segundo tempo vira o campo do anfitrião), mas pelo visto nem é preciso tanto para mudar o destino da bola.

Eis o vídeo, para quem gosta de uma boa tragédia:

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Jan 10

"Brasil! Filipe!"

por Ana Carolina Moreno14h01
Filipe Luís Kasmirski

O fim do ano de Filipe Luís, lateral do Deportivo La Coruña, foi agridoce. Apesar de poder visitar a família no Brasil e fechar 2008 com a classificação para a próxima fase da Copa da Uefa e uma vitória de 4 a 1 sobre o Recreativo de Huelva pela Liga, com direito a um golaço seu, o catarinense de Jaraguá do Sul sabia que encontraria seu Estado alagado depois das chuvas de novembro. E, ainda por cima, que teria de ver seu time do coração, o Figueirense, rebaixado.

Ouça trechos da entrevista concedida ao Blog de Primeira, onde ele fala sobre a diferença entre a importância que se dá à Copa da Uefa e o desdém que os clubes brasileiros dispensavam à Sulamericana, pelo menos antes do título conquistado pelo Internacional, sua adaptação à Espanha, a sombra dos antigos ídolos brasileiros no La Coruña, sua relação com a torcida deportivista e sobre o time que o revelou.

“Tenho um amor pelo Figueirense muito grande, um carinho, uma dívida com eles. Espero um dia poder voltar e me despedir lá”, afirma o titular da lateral esquerda do Dépor. 'Feli', como é chamado pelos companheiros de time, está escalado para a partida de hoje contra o Sevilla pelo campeonato espanhol. A equipe entra em campo às 20h (17h, no horário de Brasília) e uma vitória pode deixá-la pela primeira vez entre os quatro primeiros da tabela, zona de classificação para a Liga dos Campeões. Atualmente, o time ocupa a sexta colocação, último posto que dá acesso à Copa da Uefa 2009-2010. São 30 pontos em 17 jogos, com nove vitórias, três empates e cinco derrotas.

Segundo o camisa 3, o objetivo principal do Deportivo é chegar aos 42 pontos, número que geralmente garante a salvação contra o rebaixamento. “Se a gente conseguir isso antes do previsto, claro, vamos tentar brigar para entrar na Uefa ou quem sabe na Champions”, explicou, otimista, mas consciente da dificuldade de enfrentar times maiores, mais ricos e com vários pontos a mais.

Apesar de o fantasma do rebaixamento rondar La Coruña mesmo após anos sem descenso, a torcida coruñesa mais otimista vibra com a palavra Champions. E vibrou também em 21 de dezembro, quando Filipe, depois de correr por 90 minutos na partida contra o Recreativo de Huelva, conseguiu ser mais rápido que seu marcador e, ao receber um passe certeiro, encobriu o goleiro e marcou o quarto tento da goleada. “Brasil! Filipe!”, gritou o torcedor atrás de mim na arquibancada, quando o jogo acabou. Grito que já foi direcionado a jogadores como Bebeto, Djalminha, Mauro Silva e Donato.


No vídeo com os melhores momentos da partida acima, a jogada de Filipe começa a partir do 3:10.

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FutebolFutebol EspanholCopa da UEFA

Mai 14

Zenit e a justiça divina

por Equipe De Primeira19h54

O leitor Claudio Sereno mandou um e-mail para vários blogs esportivos, inclusive o nosso, lamentando a conquista da Copa da Uefa pelo Zenit. O problema seria a torcida racista - o técnico holandês Dick Advocaat admitiu não ter jogadores negros no time para não contrariar as sempre mui certinhas torcidas organizadas. Abaixo publicamos o texto de Cláudio.

"Primeiramente um olá para todos que estão recebendo este e-mail.

Estou enviando este para alguns dos jornalistas esportivos que eu tenho mais contato e/ou conhecimento.

Ao fim do texto há uma lista com os nomes daqueles que eu não consegui o endereço de e-mail. Assim, peço àqueles que tenham como repassá-lo, que o façam... e já agradeço.

Aproveitando o assunto, gostaria de deixar uma pequena reclamação:
Quem possuir um blog, visto que são 9 em 10 que o têm, por favor coloque o seu endereço de e-mail no mesmo, para quem quiser enviar um e-mail sem usar o espaço para comentários.

Muito bem... vamos ao que interessa.

Estou aqui para escrever sobre este timinho que apareceu na Rússia, chamado Zenit.

Quando comecei a pesquisar os endereços de e-mails de vocês, o jogo Zenit X Rangers, estava 0 x 0. Contudo, o tal Zenit venceu e conquistou a Copa da UEFA. Pois bem... parabéns para eles.

Agora me digam.

Como a UEFA permite que um time declaradamente racista faça parte do seu grupo de associados? Não é só uma parte da torcida, como acontece em algumas equipes da Itália, Alemanha ou Espanha. É a maioria da torcida deles.

O próprio técnico já deixou claro que não pede a contratação de negros, pois o presidente também não permite, já que sua torcida não os tolera.

Pelo amor de Deus!!! Onde estamos??? Em pleno século XXI!!!

Vocês não acham que está na hora de alguém se manifestar quanto a isso?

Eu adoraria iniciar um movimento contra essa barbárie, mas tenho um pouco de receio de prejudicar os jogadores brasileiros que lá estão (Rússia), caso descubram que as manifestações se iniciaram aqui.

Amigos... sou fã incondicional da maioria esmagadora de vocês. Portanto gostaria de pedir, suplicar, implorar pelas suas ajudas.

Foi uma pena que essa equipe ainda foi campeã daquela Copinha...
Se houvesse a tal justiça divina mesmo no futebol, como os atletas de Cristo tanto pregam, não haveria acontecido tal ato.

Sou telespectador do Redação Sportv, Pontapé Inicial, Bate-Bola, Bem Amigos, Linha de Passe, Tá na Área, TV Lance, Troca de Passes, etc, etc e etc. Portanto, vamos deixar de picuinhas e problemas de concorrência e nos unir para acabar com mais essa mancha no futebol.

Vou tentar mandar este texto durante estes programas esta semana, para lembrá-los do meu pedido.

Desde já, muito obrigado pela atenção.

Claudio Sereno da Luz
Rio de Janeiro

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Copa da UEFA

Mai 07

Пошли на драку*

por Alessandro Manoel03h35

Há um certo cavalheirismo russo ao receber as torcidas estrangeiras em solo pátrio. E na final maior do futebol interclubes europeu deste ano, pode se dizer que os russos estão babando. Coloquem-se no lugar deles. Moscou irá receber cerca de 45 mil torcedores ingleses e os torcedores moscovitas querem o seu quinhão.

Desde a decisão de quem seriam os semifinalistas eles estão se comunicando com os possíveis rivais que iriam disputar a Liga dos Campeões no gramado do Стадион Лужники para o animado encontro no lado de fora do estádio que inaugurou a Olimpíada em Moscou. Naquele mesmo lugar em que o urso Misha chorou ao final dos Jogos.

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A coisa toda funciona assim (e é assim em qualquer jogo contra estrangeiros): Os locais se organizam no orkut deles: http://vkontakte.ru/ para marcar todos os detalhes da porradaria em grandes proporções. Como a Uefa tem uma certa predileção por colocar alemães e russos na mesma chave, o resultado é que a pancadaria é homérica. Imaginem centenas de russos unidos para darem porrada em centenas de alemães. Agora coloque um zero a mais na equação e está organizada a peleja.

A expectativa entre os russos é grande já que é mais raro os ingleses, inventores do futebol e da pancadaria organizada com o futebol como desculpa esfarrapada, irem até Moscou e é uma espécie de sonho de consumo dar porrada em milhares de ingleses bêbados e prontos para o que der e vier.

O Стадион Лужники é ideal para estes encontros. Ele é afastado de tudo, há espaço suficiente para que esta turba se enfrentar e o metrô pára na frente. As autoridades russas sabem de tudo e pouco se importam e é isso o que importa para os ingleses, que já assumiram o compromisso. E já se sabe que entre ingleses haverá briga. Uma diversão só, não?

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Ajuda muito o fato de que o jogo será vetado para os torcedores russos. Ou seja. Toda a energia será focada na briga. Os pulmões não precisarão gritar por noventa minutos os gritos de guerra usuais e depois dá para descansar no Rio Moscou, que passa bem pertinho. Com 20 graus positivos a vida é boa.

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Para uma melhor localização, aqui está uma visão de cima. As letras 'M' em vermelho mostram as estações de metrô. Não haverá separação alguma entre as torcidas. O trecho cinza é uma avenida que separa o complexo olímpico da rapa:

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Para a turma roqueira. Este estádio, de propriedade da Prefeitura de Moscou, foi o primeiro a receber uma banda de rock. O Scorpions se apresentou aí em 1990. E ainda era União Soviética. O time que manda seus jogos neste lugar é o Torpedo, um time sem torcida e sem dinheiro e que vive na primeira divisão russa meio que por milagre (último título foi em 1976!). Ninguém gosta do estádio e só sobrou o coitado do time. Ao menos ele tem um site em inglês: http://www.torpedo.ru/

Já na final da outra competição européia entre clubes uma semana antes, que será no estádio do Manchester City, entre o peterburjets Zenit e o Rangers, de Glasgow, 30 mil da boa terra de São Peterburgo querem usufruir da gentileza em solo inglês. Se pensar bem tudo combina, até.

Eu, de minha parte, prefiro ser jurado de uma competição de roupa de banho que existe por lá. Apenas moças russas de boa índole e que qualquer turista encontra no dia-a-dia em Moscou: http://foto.mail.ru/catalog/bikini/1x.html

* Em alfabeto latino, seria Poshli na draku. Mas pra falar é assim, ó: Paxlí ná drakú. Traduzindo pro português: "Venham para a briga". Malditos russos que não têm uma boa palavra para que eu traduzisse isso como "Venham pra porrada"...

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Nov 17

Grande Safra e Suas Sementes

por Equipe De Primeira14h06

Um bom time começa por um bom goleiro (e acaba num mau ponta esquerda, como diria aquela piadinha do Nego Pessoa). E a afirmação tem sido a tônica do futebol brasileiro com a atual geração de jovens e bons goleiros como Felipe (Corinthians), Bruno (Flamengo), Diego Cavalieri (Palmeiras), Tiago (Portuguesa), entre outros. Em vários clubes, temos bons e jovens goleiros aguardando uma chance e o goleiro brasileiro virou - a exemplo dos demais jogadores - produto de exportação até para a Itália - país com uma excelente média no nível dos goleiros e que tem brasileiros na meta de três de seus principais clubes.

Mas como o goleiro brasileiro chegou a tal nível de excelência? Eu respondo que é a junção de dois fatores: sistema de treinamento e mudanças nas regras.

Antes da década de 1980, era um tanto raro achar goleiro brasileiro no nível dos estrangeiros. Foi pelo final da década de 1970, que começou o treinamento específico para goleiros, trabalhando características como reflexos, característica símbolo do arqueiro nacional. O treinamento específico de goleiros começou a dar resultado em meados dos anos 80 com o primeiro goleiro brasileiro considerado de nível internacional: Taffarel, curiosamente um ex-jogador de vôlei (do tempo que não tinha nem líbero). Depois dele, veio a geração de Dida, Marcos e Rogério Ceni e agora a de Júlio César, Doni, Hélton e cia. Criou-se uma cultura de goleiros brasileiros, moldados pelo sistema genuinamente brasileiro.

Agora, sistema a parte, o que falei de mudança de regras é o seguinte: depois do fracasso ofensivo da Copa de 1990, a FIFA resolveu acabar com o recuo de bola para o goleiro com o intuito de fazer a boal ficar mais tempo em jogo e de dar mais gols por partida. Bola recuada com pé, o goleiro passou a ter que se virar sem as mãos. Alguns brasileiros não se davam bem, mas a média de nossos goleiros neste quesito é boa, sendo que até o Taffarel, criado antes da nova regra, fazia suas graças e dava algumas treinadas de ponta-esquerda (está certo que isso foi numa fase dele encostado no clube). Dida tem dificuldades até porque estava subido de categoria quando a "nova" regra entrou em ação. Os novos goleiros já são completamente condicionados a sair jogando e sabe como é que é brasileiro com bola no pé...

Defendido por Leonardo Bonassoli

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