Primeiro tempo maluco no Barradão, no jogo Vitória x Flamengo. Pra quem não tomava gol há 6 jogos, tomar dois de bola parada e mais um de contra-ataque foi fogo. E eu que achava que o principal problema seria o ataque formado por Dênis Marques e Zé Roberto. O Zé está em ascensão e jogou muito bem, principalmente no primeiro tempo.
O Dênis Marques só consegue fazer gol quando a bola desvia no zagueiro. Tá com cara de que vai se consagrar no Campeonato Carioca 2010 fazendo muitos gols em cima de Boavista, Resende, Tigres et caterva. Depois de um segundo tempo sonolento, o Flamengo achou um gol aos 46 minutos. O ponto em Salvador acabou sendo lucro dadas as condições do jogo.
Mas o Flamengo continua tendo que vencer todos os quatro jogos que tem em casa (São Paulo, Santos, Goiás e Grêmio), mais o clássico contra o Botafogo (o jogo será no Engenhão) e vencer as três partidas teoricamente mais fáceis fora de casa (Barueri, Náutico e Corinthians) pra continuar com chances de Libertadores. Muito difícil encaixar uma sequência tão regular, mas é possível até os resultados me provem em contrário.
Os outros jogos....
-O Internacional conquistou uma vitória obrigatória no Beira Rio. Nem as vitórias obrigatórias vinham acontecendo. Voltou a ser candidato sério à Libertadores.
-Acabou o fôlego do Jason? O São Paulo empatou com o Coritiba no Morumbi num daqueles momentos do campeonato em que isso é quase entregar a Taça pro adversário. Alias, no final do jogo o travessão salvou o time do Morumbi de perder em casa. E lá vai o Marcelinho Paraíba mantendo o Coxa na Série A. Esqueci de falar, no texto sobre o Fla x Flu, que ele foi um dos reforços que acertaram o Flamengo no segundo semestre de 2008.
-O Fluminense é um condenado à morte. Ainda está vivo, mas aguarda apenas marcarem a data da execução. Dead man walking. Corinthians? Feliz Natal!
-O Santos fez o que tinha que fazer pra ter um pouco de paz e o Sport já tem o veredito. Aguarda apenas a marcação da data, como o tricolor carioca.
-O 0x0 na Arena da Baixada não chegou a ser tão ruim para os dois clubes. O Atlético segue mantendo distância segura do rebaixamento e mantém proximidade da zona da Sulamericana (alguém se importa?). O Grêmio mantém respirando por aparelhos as chances de Libertadores.
-Quantas pessoas terão pago ingresso para assistir o "clássico" Barueri x Santo André? Ninguém precisa de dois clubes paulistas sem torcida na Série A, a não ser os grandes paulistas, que assim ganham um número maior de partidas em casa.
-A Nação Rubro Negra, mais uma vez comovida, agradece os esforços atleticanos e esmeraldinos de dar emoção ao campeonato. O Botafogo respira e ganha confiança. O Cruzeiro se permite sonhar com a Libertadores.
-O São Paulo provavelmente também agradece ao Palmeiras, que com o empate suado de hoje dá ânimo novo ao tricolor após a ducha fria do empate de ontem. Dois empates em 2x2 com times do sul do país.
Quando o empresário Joel Malucelli anunciou a parceria entre o clube que levava o nome de sua família e o Corinthians Paulista, falava-se em ganho de torcida – com base na pesquisa publicada pela Gazeta do Povo, que apontou o time paulista como detentor do maior contingente de torcedores no Paraná.
O nome do clube mudou, permaneceu a bandeira de São Paulo no símbolo da filial, mas as arquibancadas não foram tomadas por uma massa alvinegra. Ironicamente, o que se vê, é um estádio completamente tomado pelo verde.
Não que os rivais palmeirenses tenham decidido comparecer aos jogos da Série D para gorar o Corinthians dos pinheirais, mas pela razão do público quase inexistente. Os dirigentes do clube pelo visto não previram a parceria com a equipe paulista quando, em 2007, foi construído e inaugurado o Eco-Estádio Janguito Malucelli, onde a grama substitui os blocos de cimento nos 6 mil assentos destinados ao público.
A trágica pretensão de conquista por torcedores pode ser vista a partir da comparação dos borderôs publicados nos sites da Federação Paranaense de Futebol (FPF) e Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Ao invés de crescer, a quantidade de pagantes no estádio localizado nas redondezas do parque Barigui, em Curitiba, diminuiu – ou no máximo se manteve.
Na segunda rodada da Série D do Campeonato Brasileiro, o Corinthians Paranaense registrou seu maior público. Um total de 108 testemunhas acompanharam a vitória por 2 x 1, contra o São José (RS). O público foi menor que o recorde do J. Malucelli* no Eco-Estádio, pelo Paranaense 2009. No empate de 0 x 0 contra o Iguaçu, 181 torcedores do Jotinha estiveram presentes.
Quando os números comparam o menor público em cada torneio, o calvário do Timãozinho ocorreu na estréia em casa. Somente 91 espectadores assistiram a vitória contra o Brusque (SC), por 2 a 1, pela Série D. Apenas dois a mais que no confronto contra o Cascavel, pelo estadual, que ficou no 0 x 0.
Na próxima partida, última rodada da primeira fase na Série D, o Corinthians Paranaense enfrenta o Pelotas em casa. Para se classificar sem depender do resultado do confronto entre Brusque x São José, a filial do Timão terá que vencer a equipe gaúcha. Nessa hora, seria fundamental o apoio dos fiéis torcedores aos funcionários de Joel Malucelli. Mas será que a Fiel paranaense merece o título de fidelidade?
Campeonato Brasileiro de Futebol Classificação 1ª fase / Grupo 10 - Série D Pos. Clube PG 1º SÃO JOSÉ/RS 12 2º CORINTHIANS/PR 8 3º BRUSQUE/SC 7 4º PELOTAS/RS 1
*Não foram computados os jogos do Jotinha contra Paraná e Coritiba no Janguito Malucelli, onde predominou a presença dos torcedores "visitantes".
Proteção ao clube do coração ou dois Corinthians na Série A?
por Felipe Lessa06h30
Diversos sites publicaram que o Atlético Paranaense venceu um time chamado Corinthians B, sabadão, na Arena da Baixada.
Curioso, procurei na tabela do Campeonato Brasileiro 2009 e não encontrei nenhum clube com esse nome. Time B, até onde se sabe, são aqueles clubes inscritos para jogar divisões inferiores dos campeonatos.
Foi o caso do Palmeiras, no Paulistão. No Paranaense, Londrina e Paraná, por exemplo, já inscreveram seus times B. Porém, vasculhei melhor a tabela do Brasileirão e o máximo que encontrei de B corinthiano foi o J. Malucelli, na série D.
Infelizmente, se o grupo do Corinthians tem peças de reposição ruins, caso pretenda poupar atletas para jogos importantes, não creio que seja o papel do jornalista atuar em defesa de seus clubes do coração. Praticar jornalismo é uma coisa, assessoria é outra. Até onde se sabe, Julio, Boquita, Souza, Jucilei,Lulinha, MOrais, entre outros, assinaram Contrato com o Sport Club Corinthians Paulista. Ou não?
Se você não curtiu o que escrevi e acha que é certo o jornalista prestar serviço de assessoria ao Corinthians, clique aqui .Deixe seu currículo, quem sabe não arruma uma vaguinha.
Na noite de quarta-feira, uma briga entre torcedores de Vasco e Corinthians terminou com um assassinato e oito pessoas feridas. Cerca de 15 ônibus da Força Jovem do Vasco passavam pela Marginal Tietê, na capital paulista, quando se depararam com um ônibus e alguns carros de corinthianos.
Sem o reconhecimento de “torcida organizada”, não havia escolta para o grupo pertencente a Gaviões da Fiel, denominado Movimento Rua São Jorge, parado por outro grupo de policiais para uma revista – no momento em que também se dirigiam da zona leste ao Pacaembu.
Foi o suficiente para que paus, pedras e barras de ferro estivessem em punhos de “torcedores” para um combate brutal, supostamente iniciado por vascaínos que correram em direção dos donos da casa, em número bem menor. Os 20 batedores da Polícia Militar, que realizavam a escolta, afirmaram que nada puderam fazer até a chegada de reforço. Realmente, o contingente policial era pequeno para acalmar e controlar os mais de 500 vascaínos ali presentes.
Um promotor afirmou que o ataque foi realizado pelos corinthianos. Ele deveria nos responder a razão de não haverem disparos da calibre 12, portada pelos mesmos – já que a policia paulistana não realiza escolta para quem não reconhece como torcida. No mundo das organizadas, se a polícia resolve não escoltar, é cada um por si. A qualquer momento pode ser realizado um ataque rival.
Com isso, o despreparo policial permitiu 15 minutos de violência e um saldo trágico. Algo que torcedores comuns, daqueles que vão ao estádio apenas para ver futebol, jamais teriam vontade de experimentar. Mas que os organizados sabem que pode ocorrer a qualquer momento. Os policiais também.
No final do jogo, ainda houve tempo para que um dos ônibus da “torcida” carioca fosse incendiado. Ficou no prejuízo o motorista que, sem seguro e ainda pagando as parcelas do veículo, não sabe o que fazer da vida.
A promotoria pública de São Paulo agora fala em jogos com torcidas únicas. Mas seria essa a solução? Imagino que um torcedor do Vasco, não pertencente a uma organizada, jamais iria ao Pacaembu com a intenção de defender a bandeira cruzmaltina na porrada, antes ou após eliminação na Copa do Brasil. Simplesmente vive longe, ou até na própria São Paulo, e gostaria de ver seu clube em campo. Eles, e outros tantos torcedores que não querem brigar, para variar serão penalizados? A secretaria de segurança pública paulistana também vai ser investigada? Se a corda arrebentar, dessa vez que não seja somente no lado mais fraco.
Mortes no futebol brasileiro A violência relacionada com as bancadas do futebol brasileiro chegou ao extremo no dia 17 de junho de 1988. Minutos depois de sair de um bar, próximo ao Parque Antártica, Cléo Sostenes dirigia-se até a sede da torcida Mancha Verde do Palmeiras. Precisava realizar um telefonema, deu alguns passos e foi atingido por três tiros. Os suspeitos do assassinato eram integrantes da Gaviões da Fiel, que antes do ataque teriam assaltado o veículo utilizado para cumprir a missão.
No estádio Nicolau Alayon, localizado na Zona oeste da capital paulista, em janeiro de 1992, ocorre a primeira morte dentro de um estádio. Integrantes da Independente, do São Paulo, arremessaram uma bomba contra a torcida do Corinthians. Rodrigo Gaspari, de 13 anos, morreu ao ser atingido. Ele assistia seu time pela Copa São Paulo de Juniores.
No Pacaembu estádio, pelo mesmo torneio, em 1995, houve a maior briga entre torcidas organizadas do futebol brasileiro. São-paulinos indignados com a perda do título invadem ao gramado para brigar contra palmeirenses que comemoravam a conquista. Uma batalha campal como jamais foi vista em estádios brasileiros é traçada.
Integrantes da torcida Independente aproveitam o grande número de entulhos localizados na região onde estavam para carregarem-se de munição. Mastros de bandeiras também são utilizados no conflito que deixa como vítima o tricolor Marcio Gasparim.
No final dos anos 90, um jovem morreu ao ser atingido por uma bomba após briga entre atleticanos e coxas, em um terminal de Curitiba. Em 2007 um integrante da Jovem Fla morreu após emboscada das torcidas organizadas de Vasco e Botafogo.
No decorrer dos anos, uma das principais bandeiras do Ministério Público foi a extinção das organizadas e a proibição das faixas nos estádios de diversos estados. As organizadas voltaram e os atos violentos continuam acontecendo até hoje em grandes centros como São Paulo, Curitiba, Belém, Natal, Porto Alegre, Recife, Florianópolis, Rio de Janeiro, entre outros.
Falha policial Em 2005, um integrante da Leões da TUF, do Fortaleza, foi assassinado após perseguição proporcionada por integrantes da torcida Fúria Jovem do Botafogo. O fato ocorreu no Rio de Janeiro, e integrantes da torcida afirmam que a polícia mudou os planos na hora da volta. Um integrante da facção carioca também foi morto na troca de tiros.
São diversas as ocasiões em que integrantes de torcidas organizadas seguem integrantes de grupos rivais para efetuar disparos. Vale deixar a questão: Como essas armas da torcida visitante entraram no Rio de Janeiro? Se a polícia permitiu a troca de tiros na estrada, algo que ocorre constantemente nesse estado, a escolta foi falha? A secretaria de segurança fluminense deveria investigar a questão de “acordos” entre policiais e componentes de organizadas.
Agressões Não existem estatísticas que provem o contrário, porém, durante conflitos de torcidas é maior o número de feridos ou o detidos? Em uma das ações policiais, uma torcedora do Paraná Clube perdeu a visão – após incidente ocorrido na saída da Arena da Baixada.
Outro incidente que mostra operação policial questionável envolve faixas dos torcedores.Entre os casos mais conhecidos, a ocasião em que policiais paulistanos revistavam a faixa de uma organizada do Cruzeiro, no início dos anos 2000. Não permitiram a entrada da mesma no estádio e horas depois o material apareceu na mão de torcedores do Corinthians, supostos integrantes da Gaviões da Fiel. Um caso similar ocorreu também com o desaparecimento de uma faixa da torcida do São Paulo, na mesma época, durante embarque em um aeroporto da cidade.
Entrevista Apesar da Guarda Popular do Internacional não ser uma torcida organizada, passa pelos mesmos problemas. Ao viajar, o movimento de torcedores independente de facções depende de escoltas e precisa lidar com o desgosto de torcidas rivais. Por isso, entrevistamos Hierro Martins, um dos organizadores do grupo. Ele fala sobre alguns problemas relacionados as bancadas de futebol e uma possível solução.
DP - Existe solução para a violência no futebol? Hierro - Existe, sim. E a solução começa por cada um de nós. A conscientização de que violência no futebol não precisa existir é o primeiro passo a ser dado por todos que vivem o futebol, principalmente as lideranças de torcidas - pra ser a melhor, não precisa ser a mais violenta!
DP - Acha que o fim das organizadas vai acabar ou amenizar a violência? Hierro - Podem acabar com as organizadas. Vão somente acabar com o comando, vão acabar com o elo aliado contra a violência, mas as organizadas não acabarão, as pessoas vão continuar organizadas dentro do estádio de futebol, organizadas e sem comando, onde o que vale é quem dá mais porrada, e não o que um líder recomenda.
Temos o maior exemplo disto no Rio Grande do Sul, onde as maiores torcidas não são organizadas como entidade, mas se organizaram e se agrupam dentro do estádio. No RS, os estádios estavam propícios a se tornarem campo de guerra. Antes das primeíras vítimas fatais aparecerem, a conscientização anti-violência falou mais alto.
DP - Voce falou no elo aliado contra a violência. E nos casos em que esse elo não pretende ser um aliado contra a violência? Hierro - Se o elo não é aliado contra a violência, ele não tem que existir !
DP - Qual o papel da polícia e poder público para contribuir com a violência? Hierro - Eu incluo na sua pergunta o papel da grande mídia também. Se ela publicasse e tornasse informativo toda realidade que acontece quando, por exemplo, o poder público não pune quem tem que ser punido, a polícia não previne. Somente dá borrachada
Tem muitas outras coisas que todos nós que vivemos o futebol sabemos que estes órgãos continuam falhando e deixando acontecer errado. A partir do dia que a grande mídia noticiar e informar as falhas e conivências - torcedor escoltado largado na mão de torcida inimiga, faixa de torcida recolhida e depois vendida pra torcida rival e etc - de quem é pago pra prevenir e proteger, toda sociedade saberá e cobrará muito mais. A generalização de marginal não caberá somente ao torcedor. Extorsões, conivências, cacetada e spray de pimenta não conscientiza, só gera violência.
DP - Comente algumas das ações da popular que ajudaram a diminuir os atos de violência Hierro - A principal de todas foi quando na véspera de um clássico, num churrasco no pátio do Beira-Rio, fomos alvo de disparos de arma de fogo por torcedores rivais. No momento havia um mutirão de preparativos para o clássico (Grenal), onde tinha mulher e crianças ajudando pra fazer a festa do dia seguinte.
O momento era de cólera geral. Passados 15 minutos dos disparos, 4 ou 5 motos chegando com armas pro revide. Era uma coisa que até então nem tinha que perguntar nada para ninguém. Tinha que ir no rival e responder do mesmo jeito. Os presentes esperavam isso, as pessoas no clube sabiam que o barril de pólvora iria explodir, o próprio rival esperava e se escondia com medo da resposta.
Um momento de lucidez caiu sobre 3 de nós e surpreendentemente decretamos: "Ao primeiro disparo contra o rival, acabamos com a torcida !" no dia do clássico apresentamos uma faixa de 25 metros de comprimento - A TORCIDA QUE NÃO USA ARMAS! Fizemos uma passeata na avenida principal do estádio, começamos em 100, depois 150 torcedores. Quando chegamos no portão de acesso do nosso setor já éramos 5 mil torcedores. Todos querem a paz nos estádios, basta praticar!
DP - Já passaram algum problema por evitar brigas? Hierro - Eu respondo processo no fórum de Porto Alegre, por ter evitado de um torcedor rival encontrado no setor ser espancado talvez até a morte. A suposta "vitima" e o poder público me acusam de não ter sido cordial com o torcedor rival e ter tirado ele do meio do espancamento com força bruta!
DP – Deixe uma mensagem aos leitores do blog Hierro - A cada dia que se notícia um conflito entre torcidas, eu me entristeço, fico triste. Essas pessoas não deveriam de se orgulhar pelo conflito, por terem participado, por terem colocado o dito "inimigo" pra correr. Elas precisam repensar suas vidas e abrir os olhos para o buraco que estão jogando esta "classe" (torcidas). Nós mesmo, os torcedores, estamos nos derrotando. Em um conflito da torcida "x" contra a torcida "y" não tem vencedor. Só derrotados!
As agências de notícia informam que Ronaldo pode ser punido pelo STJD por causa do puxão de cabelo em Fahel, do Botafogo. Paulo Schmitt, procurador-chefe do tribunal, já solicitou as imagens para análise.
Que o caso pare por aí. Que Schmitt assista, dê risada do desespero ridículo do gordo e jogue o DVD no fundo de uma gaveta – se for regravável, dá até para baixar algum filme do Festival de Cannes na internet. E que depois abra uma boa garrafa de vinho, saia para jantar ou, se a tevê ajudar, assista a um jogo do seu Atlético.
Mas, acima de tudo, que não leve esse caso ridículo para o tribunal. Semana passada Fred já cagou na cabeça do STJD por causa da denúncia por agressão a Gomes, defensor do Goiás. Reação normal. Quando Fred saiu do país, o STJD no máximo validava viradas de mesa. Ainda não havia assumido esse caráter invasivo a absolutamente tudo que se refira ao futebol brasileiro.
Imaginem Ronaldo, 15 anos de Europa, entrando no tribunal por um puxão de cabelos. Seria mais um choque para o Fenômeno, acostumado ao civilizado futebol europeu.
Ronaldo já teve de enfrentar os moquifos que alguns clubes chamam de vestiário, mais especificamente em Itumbiara. Também sofre para adestrar os desorganizados repórteres de rádio e tevê que passariam por cima da própria mãe para arrancar uma palavra do camisa 9. Ainda vão reabrir os dentes dele à base de microfonadas.
Agora, nem imagina o risco que corre, de virar atração no tribunal. Até imagino os deslumbrados auditores exaltando as qualidades do Ronaldo, mais como fãs do que na condição de zeladores da moral esportiva.
Ter Ronaldo jogando no Brasil deve ser visto como uma oportunidade de ouro para o futebol nacional. É a chance de profissionalizar a nossa estrutura e atrair outros craques de volta para o país.
Se forma-se o caos em volta dele a cada fim de partida, por que não criar zonas mistas nos estádios? Funciona assim no mundo inteiro. Uma cordinha ou uma grade baixa separando jogadores de repórteres. O repórter chama, o jogador (às vezes) para e fala. Simples. Todo mundo sai ganhando.
E quanto aos ídolos? Ronaldo mostrou que é possível ser feliz e ganhar muito dinheiro jogando no Brasil. O Corinthians mostrou o caminho. O Flamengo seguiu para resgatar Adriano. Por que não fazer o mesmo por Ronaldinho e Robinho? Se eles forem muito caros, que recorra-se a atletas menos estrelados, mas ainda assim de altíssima qualidade. Alex, escondido no Fenerbahçe, caberia perfeitamente em qualquer clube do país. Duvido que ele resista a uma investida séria e bem articulada.
Ronaldo desnudou um mundo novo para o nosso futebol. Os cartolas, atrasados por natureza, não perceberam. A turma do STJD, esperta de nascença, ao que parece, já.
Zé Pelintra é meu amigo. Por uma dose de cachaça me livra de visitar terreiros de umbanda para prosear em bares do subúrbio na Zona de Meretrício parnanguara. Incorporado em um marujo inglês, supporter do Chelsea, me soltou uma história. O papo é reto. Segue abaixo:
Corinthians Paranaense = projeto nebuloso para importação do Corinthians Paulista pelos empresários paranaenses da região norte. Todo processo foi financiado por caixas 2,3,4,5...e assim vai...de Londrina e Grêmio de Maringá, times de cidades que se integrarão e vão compor a nova capital do estado de São Paulo.
COADJUVANTES *Joel Malucelli foi apenas um laranja, em busca de mais dinheiro. Nem sabe ele que está sendo manipulado.
*Aurélio Almeida realizou um serviço sujo e desleal contratado por terceiros para desmoralizar grandes polos do futebol paranaense. Maringá, Foz, Toledo, Curitiba, São José dos Pinhais, entre outros foram os alvos. A compra do Grêmio de Maringá foi o carro chefe do processo. Apucarana, parte da trupe, se arrependeu e quer retomar a força do galo. Mas não irá dar certo. Aurelio Almeida apenas não comprou o Londrina pois quem manipulou a situação foram ex dirigentes do LEC, que já haviam cuidado da desmoralização alviceleste na cidade.
*Um novo suposto front estaria utilizando o ex-apresentador-torcedor-organizado-candidato-a-vereador, Nelo. Este está recebendo dinheiro de um grupo de empresários para infernizar a vida de ex-amigos torcedores organizados. Finalizado todo procedimento, Coxa e Atlético passarão a integrar o Campeonato Sulista de Futebol (sc, rs e parte sul do Paraná), com bandeira independente da nova federação curitibana de foot-ball, enquanto o restante será novamente incorporado ao estado de São Paulo. Estuda-se criação de estados independentes, no caso a região de Cascavel e Paranaguá.
Enquanto isso, Auréli@ irá ser protagonista de um novo ato libertário, em Brasília (nova jerusalem), vai virar crente e pastor missionário de Inri Cristo. Com possibilidade de operação para mudança de sexo, o que poderia transformá-lo na mais nova inriquete. Dizem que um transexual brasileiro, cosmopolita por ofício, em 10 anos terá levado no futebol uma bolada suficiente.
O projeto maior é criar um time chamado The Real Alcatraz, equipe divulgada como inovadora na divisão principal da NBA - elite do basquete mundial, nos EUA. 20 anos depois, essa enigmática pessoa vai assumir a presidência da entidade. Três dias depois, milionários iranianos comprarão a liga. Presume-se que um estádio chamado Pinheirão sedie o jogo das estrelas. Haverá uma grande briga entre organizadas de Corinthians, Real Alcatraz e Chicago Bulls. Depois disso, o mundo acaba.
Mantos sagrados Ocorreu sábado (21), em Curitiba, o maior encontro de colecionadores de camisa do Brasil. Com 40 participantes, mais os visitantes, foram expostas até mesmo relíquias usadas por Pelé, Vavá, entre outros grandes nome do futebol. Para obter as preciosidades, houve gente que desembolsou valores acima de R$ 1 mil reais. Um dos objetivos dos organizadores é de, em breve, formar uma associação, como já ocorre em países como Argentina e Inglaterra.
Santistas insanos Neymar e Ronaldo já haviam sido ofuscados por Dentinho, durante a vitória corinthiana contra o Santos, por 1 a 0. Indignados, creio que por isso, os torcedores resolveram tentar aparecer mais que os jogadores. O pau comeu e o saldo foi de torcedores e policiais machucados. A treta ocorreu depois de um início de tumulto entre seguidores de ambos os times, que arremessavam copos e objetos uns contra os outros, quando a Polícia Militar foi acionada. Sem medo algum dos policiais, os torcedores santistas foram para cima. Até mesmo o presidente do Peixe, Marcelo Teixeira, é acusado de incitar o tumulto. Ele nega.
Degola paranaense Seis equipes paranaenses ainda correm risco de rebaixamento no Estadual 2009. Londrina, Iguaçu, Toledo, Cascavel, Engenheiro Beltrão e Foz do Iguaçu são os candidatos. Até o momento, os três primeiros a serem citados ficam com a ingrata vaga na segundona do Campeonato Paranaense. O Tubarão, fritando mais do que sardinha em pastelaria chinesa, enfrenta o Coxa em casa. Já o time de União da Vitória, tenta dar seus últimos suspiros contra o paraná, em Curitiba. No jogo dos desesperados, o Porco enfrenta o time da fronteira, no 14 de Dezembro. Outro em situação perigosa é o Engenheiro, que dependendo da combinação de resultados pode cair. E pior. Enfrentará o furacão, que precisa se reabilitar, na Arena. Aperta coração!
tormenta sobre a farda atleticana A marca que já é a grande tormenta dos vascaínos, pretende aprontar também em Curitiba. Como consta no Arquibancada Virtual, do camarada Leo Mendes Jr, a Champs pretende substituir a Umbro no Atlético. Trata-se do mais novo pesadelo dos torcedores rubro-negros. Que desgraça!
Miguxês alviveiiid? Repararam na camisa que o Palmeiras jogou contra o Guaratinguetá, pelo Campeonato Paulista 2009? Letras e números “54M5UN6” substituíram o Samsung. Que proposta essa do patrocinador, heim. Creio que que seja algo pala agladar akelix ki exclevem aximmmmmmmmmmm.
Retrô desprezível Essa saiu no blog do Antônio Bordallo. Pelo visto, os simpatizantes do nazismo estão tentando utilizar da boa fama das camisas retrô para fazer propaganda. Algumas camisas da seleção alemã, dos tempos de Adolf Hitler, podem ser compradas na internet. Imagine a alegria de um judeu ao ver um infeliz utilizando a camiseta. Creio que algo será feito para conter a onda de preconceito que pode ser protagonizado pela camisa. A primeira atitude deve ser barrar a comercialização, como já foi feito com a Fiorentina, que tentou esconder algumas suásticas em uma de suas camisas dos anos 90.
15 pontos de vista sobre o Corinthians Paulista dos paranaenses Malucelli
por Felipe Lessa19h39
A parceria que tornou o J. Malucelli em Corinthians Paranaense causou polêmica no Paraná. Uns contra, outros a favor. Alguns pouco se importando. Diversos setores da sociedade se mobilizaram e participaram do acordo. De forma direta ou indireta. Levando em consideração o material publicado na imprensa sobre o assunto, além de comentários dos torcedores por aí, segue a profecia. O De Primeira preparou os 15 pontos de vista mais comentados por aí sobre o Corinthians dos Malucelli.
1 - Torcedores do trio-de-ferro: Trata-se de uma modalidade de curitibanos que classificam Joel Malucelli como traidor. Talvez até maior do que Judas, o responsável pela morte de Jesus Cristo. Como bons curitibanos, paranaenses e bairristas que são, rejeitam tudo aquilo que vêm de fora. Em especial de São Paulo. Acreditam que o Paraná não é mais a 5ª comarca e clamam por independência. Sonham com seus times acima de todos. Sonham com o dia que verão Milan, Real Madrid e Manchester United negociando diretamente com Atlético, Coritiba e Paraná.
2 - Torcedores do Londrina e Grêmio de Maringá: Carregam no peito o orgulho de torcer pelos dois clubes mais tradicionais do Paraná, fora do eixo-curitibano. Estão putos da cara por saber que deve ser inaugurada uma loja em Londrina e também pelas notícias da possibilidade de jogos em Maringá. Mais que isso. Sabem que dentro dos próprios territórios seus clubes perderam toda a credibilidade com a população local e temem que o Corinthians Paulista dos Paranaenses seja o futuro do futebol no interior do Paraná. Eu, como torcedor do Londrina, creio que seja algo bom. Algo como: “Ou vai ou racha”. Se os diretores não se espertarem e as cidades não se mobilizarem, podem procurar por Palmeiras, São Paulo ou Santos. Será o início do apocalipse do futebol do interior....e olha que não estou falando de Aurélio Almeida. Basta olhar quem está tocando estes dois times e o que já fizeram no passado.
3 - Torcedores de outros times do eixo RJ-SP: Não estão dando importância ao caso. Muitos nem sabem do que se trata a parceria. Quando interados, acreditam na possibilidade de empresários oportunistas do interior estarem negociando partidas com dirigentes de clubes como Paraná Clube, Barueri, Santo André ou Marília, permitindo assim que o Coritnhians participe do Campeonato Paranaense. Estão confusos, pensativos e de tão difícil que é entender o caso, preferem gorar a volta do fenômeno arredondado aos gramados.
4 - Região oeste do Paraná: São uma mistura entre os torcedores de outros times do eixo, com uma versão agauchada dos adeptos do trio-de-ferro. Acreditam que o Estádio Olímpico Regional de cascavel é casa da dupla Grenal e jamais deverá receber uma partida de um time paulista. Exceto, contra Inter ou Grêmio, já que no Cascavel, a pretensão é apenas ter um time de futebol na primeira divisão estadual para jogar a nova versão do Clássico da Soja, contra o Toledo. Mas é aí que entra outra questão: a terceira geração do Porco ganhou uma pitada de tricolor paulista, assim sendo, acreditam que seja algo para roubar o predomínio gaúcho na região. “Jamais!”, dizem os radicais de cuia e bombacha. Os farrapos não querem saber de Corinthians em território pampeano e se armam para a peleia.
5 - Grupo empresarial de Malucelli: Após o fim da parceria com os Trombini, perderam um pouco de munição engatilhada. Perderam público e força em São José dos Pinhais. Migraram para Curitiba, construíram um estádio politicamente correto e mesmo assim não conquistaram adeptos. Atiram para todos os lados, na tentativa de manter um clube de futebol próprio, já que comandam ou tem participação nos principais clubes do Paraná. É a tacada final de alguém que quer se manter na elite do futebol paranaense. E em uma terra sem identidade alguma, nada melhor que aliar-se ao clube de maior torcida no estado e de maior fidelidade em todo Brasil. Inclusive, toda rebeldia da Fiel Curitiba com certeza foi previamente identificada. O grande nicho é o norte do Paraná.
6 - Corinthianos radicais de Curitiba: São aqueles que não se cansam de dizer que Neto foi melhor que Pelé, que o primeiro fenômeno do futebol foi Tupãzinho e que a Copa de 90 teria outro destino caso Ronaldo jogasse, ao invés de Taffarel. Alguns destes existem em Curitiba. Classificam o Parque São Jorge como um verdadeiro santuário e sonham com o dia em que, sem alterações no projeto atual, poderão ver o timão vencer um mundial de clubes no estádio. Os fiéis curitibanos inclusive, como bons xiitas que são, rejeitam a idéia com medo de que a tradicional viagem anual até Meca, ops...era Rua São Jorge, seja incorporada pela indústria cultural. Pior: organizada pela temida corporação que não torce pelo time, mas que irá se chamar Corinthians Paranaenses. Bom, na verdade, foi a forma que eles conseguiram de aparecer na imprensa e mostrar que são fiéis de verdade.
7 - Corinthianos moderados de Curitiba e do interior: Aprovam ou pouco se importam com a idéia. Devem comparecer a um jogo ou outro decorrente do desempenho do clube, ou do marketing deste novo Corinthians Paranaense. Também acreditam que é uma forma mais barata de acompanhar seu clube e de ver ele conquistando novos talentos. Não são fiéis, talvez comprem camisas piratas para tirar onda e também não terão suas vidas alteradas pela presença, ou não, do novo clube de futebol. Caso Neto deixe de ser apresentador de televisão e aceite o desafio de treinar o novo clube, a chance de presença nos estádios é maior. Com certeza, ajudarão o Timão Malucelli a ter a maior torcida do interior. Porém, sem votos de fidelidade.
8 - Corinthianos do interior e que odeiam a capital: São uma espécie comum fora da divisa dos pinheirais. Muitos acompanham, ou já se fizeram presentes, nos jogos de times tradicionais como Londrina, Grêmio de Maringá e Operário de Ponta Grossa, se revoltaram com a corrupção ou falta de organização dentro destes clubes e culpam o trio-de-ferro, além da Federação Paranaense, por tudo isso. Acreditam que seus segundos clubes são constantemente roubados pelos árbitros e que a imprensa da capital manipula informações a favor de Atlético, Coritiba e Paraná Clube. Acreditam que é a hora da revanche e que com apoio da matriz, é a chance do ressurgimento do futebol do interior. São poucos os que irão abraçar a idéia, porém é nestes caras que Joel Malucelli deverá focar toda sua política de recrutamento de fiéis torcedores. Só precisa ser sábio para não criar conflitos com dirigentes da capital ou do interior. E, claro, contratar algum ícone de 90 ou da Democracia Corinthiana para dirigir eternamente o time.
9 - Corinthianos de São Paulo: Tiram onda. Se na final da Copa São Paulo de Jr´s, eles gritaram das arquibancadas: “Não é mole não. No Paraná só tem put* e c*zão!”...vão ter que inventar uma nova música. Adoram dizer que o Paraná é o quintal deles. Estão pouco se lascando para o Corinthians Paranaense. Vão lembrar dele somente no caso de vitórias contra o Coxa ou Atlético, sem maiores repercussões.
10 - Corinthians Paulista: Está feliz. Terá sua marca divulgada sem custos, ganhou uma nova escolinha de futebol e ampliará seus planos de domínio do continente. Desta vez, sem ajuda mínima da Globo. Com o fim do famoso “Terrão”, é uma tendência natural do grande clube que é.
11 - Federação Paranaense de Futebol: Como sempre, ausente. Se ainda vivêssemos nos tempos de Severiano, creio que apenas uma boa recompensa o deixaria calado. Era a oportunidade perfeita para o antigo ditador mostrar sua “paixão” pelo futebol local, repetindo algo similar com o que fez com o Matsubara. Obrigou o verdão algodoeiro a voltar para Cambará, depois de passagem por Londrina. Os de agora não devem fazer nada, mesmo que o clube jogue em campos do interior, tornando-se andarilhos do norte. A realidade é que a FPF dificilmente toma posicionamentos bruscos e radicais contra dirigentes de grande força política. O futebol paranaense já virou um reduto de escolinhas de futebol. Dois casos recentes são da Adap, que já foi de Jacarezinho, Campo Mourão e Maringá, além do Iraty, que mudou suas categorias de base para Londrina. Olhem, amigos, coração de mãe sempre cabe mais um.
12 - Dirigentes dos times do interior: Infelizmente, no interior os dirigentes não torcem pelos clubes que comandam. Sem exceções, até que se prove o contrário, ser chefe de uma equipe de futebol é uma espécie de trampolim para negócios maiores. Apoiaram Joel Malucelli na presidência da Futpar e agora devem pedir em troca que indique alguns de seus atletas para o Corinthians. Com certeza estarão presentes para fazer lobby em jogos do Corinthinhas Malucelli nas suas cidades. Assim, os clubes do interior que tem conta corrente devem dispensar seus atletas para repassá-los ao jotinha fiel. Os que não tem conta, fazem na mocada. Ninguém vai se importar mesmo. É a chance de conquistar o pote de ouro.
13 - Dirigentes da capital: Até o momento, omissos. Estiveram presentes na assinatura da parceria. Briga de família, se resolve em casa.
14 – Boleiragem interiorana: Darão o sangue contra a filial da Rua São Jorge. Da mesma forma como muitos se interessaram em jogar na Portuguesa Londrinense, na ocasião da parceria com o Vasco da Gama, devem focar suas atenções na nova equipe. Trata-se de uma vitrine para jogar no time que grande parte dos boleiros sempre sonhou em jogar. Praticamente todos os jogadores, ou boleiros, de times do interior não torcem e não tem identificação com os clubes que defendem.
15 - Imprensa: A imprensa nacional (paulista e carioca), falará um pouco, como já está fazendo. Sem se preocupar muito. Na capital paranaense, jornalistas batem o pé e dizem ser contra. Trata-se de opinião quase unânime, pois querem mesmo é o fortalecimento do futebol paranaense, cada vez mais fraco e oprimido. No interior, trata-se de uma questão difícil. Com exceção de alguns jornais independentes e que publicarão sobre o clube se achar conveniente, apenas como curiosidade para o grande número de leitores, espectadores e ouvintes interessados no assunto, o jabá vai correr solto. Se você for analisar, o número de “jornalista” metido a agenciador de futebol no interior não para de crescer. Duvida? Só pesquisar.
Eu ia escrever um longo post sobre a rematada besteira que é a criação do Corinthians Paulista Paranaense. Mas Diogo Portugal o fez muito melhor. Enjoy: