Out 09
O Flamengo e a reta final do Brasileirão...
por Equipe De Primeira01h11
Por Daniel Soares
Primeiro tempo maluco no Barradão, no jogo Vitória x Flamengo. Pra quem não tomava gol há 6 jogos, tomar dois de bola parada e mais um de contra-ataque foi fogo. E eu que achava que o principal problema seria o ataque formado por Dênis Marques e Zé Roberto. O Zé está em ascensão e jogou muito bem, principalmente no primeiro tempo.
O Dênis Marques só consegue fazer gol quando a bola desvia no zagueiro. Tá com cara de que vai se consagrar no Campeonato Carioca 2010 fazendo muitos gols em cima de Boavista, Resende, Tigres et caterva. Depois de um segundo tempo sonolento, o Flamengo achou um gol aos 46 minutos. O ponto em Salvador acabou sendo lucro dadas as condições do jogo.
Mas o Flamengo continua tendo que vencer todos os quatro jogos que tem em casa (São Paulo, Santos, Goiás e Grêmio), mais o clássico contra o Botafogo (o jogo será no Engenhão) e vencer as três partidas teoricamente mais fáceis fora de casa (Barueri, Náutico e Corinthians) pra continuar com chances de Libertadores. Muito difícil encaixar uma sequência tão regular, mas é possível até os resultados me provem em contrário.
Os outros jogos....
-O Internacional conquistou uma vitória obrigatória no Beira Rio. Nem as vitórias obrigatórias vinham acontecendo. Voltou a ser candidato sério à Libertadores.
-Acabou o fôlego do Jason? O São Paulo empatou com o Coritiba no Morumbi num daqueles momentos do campeonato em que isso é quase entregar a Taça pro adversário. Alias, no final do jogo o travessão salvou o time do Morumbi de perder em casa. E lá vai o Marcelinho Paraíba mantendo o Coxa na Série A. Esqueci de falar, no texto sobre o Fla x Flu, que ele foi um dos reforços que acertaram o Flamengo no segundo semestre de 2008.
-O Fluminense é um condenado à morte. Ainda está vivo, mas aguarda apenas marcarem a data da execução. Dead man walking. Corinthians? Feliz Natal!
-O Santos fez o que tinha que fazer pra ter um pouco de paz e o Sport já tem o veredito. Aguarda apenas a marcação da data, como o tricolor carioca.
-O 0x0 na Arena da Baixada não chegou a ser tão ruim para os dois clubes. O Atlético segue mantendo distância segura do rebaixamento e mantém proximidade da zona da Sulamericana (alguém se importa?). O Grêmio mantém respirando por aparelhos as chances de Libertadores.
-Quantas pessoas terão pago ingresso para assistir o "clássico" Barueri x Santo André? Ninguém precisa de dois clubes paulistas sem torcida na Série A, a não ser os grandes paulistas, que assim ganham um número maior de partidas em casa.
-A Nação Rubro Negra, mais uma vez comovida, agradece os esforços atleticanos e esmeraldinos de dar emoção ao campeonato. O Botafogo respira e ganha confiança. O Cruzeiro se permite sonhar com a Libertadores.
-O São Paulo provavelmente também agradece ao Palmeiras, que com o empate suado de hoje dá ânimo novo ao tricolor após a ducha fria do empate de ontem. Dois empates em 2x2 com times do sul do país.
Ago 04
Corinthianos, sem título de fidelidade
por Felipe Lessa02h25

Quando o empresário Joel Malucelli anunciou a parceria entre o clube que levava o nome de sua família e o Corinthians Paulista, falava-se em ganho de torcida – com base na pesquisa publicada pela Gazeta do Povo, que apontou o time paulista como detentor do maior contingente de torcedores no Paraná.
O nome do clube mudou, permaneceu a bandeira de São Paulo no símbolo da filial, mas as arquibancadas não foram tomadas por uma massa alvinegra. Ironicamente, o que se vê, é um estádio completamente tomado pelo verde.
Não que os rivais palmeirenses tenham decidido comparecer aos jogos da Série D para gorar o Corinthians dos pinheirais, mas pela razão do público quase inexistente. Os dirigentes do clube pelo visto não previram a parceria com a equipe paulista quando, em 2007, foi construído e inaugurado o Eco-Estádio Janguito Malucelli, onde a grama substitui os blocos de cimento nos 6 mil assentos destinados ao público.

A trágica pretensão de conquista por torcedores pode ser vista a partir da comparação dos borderôs publicados nos sites da Federação Paranaense de Futebol (FPF) e Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Ao invés de crescer, a quantidade de pagantes no estádio localizado nas redondezas do parque Barigui, em Curitiba, diminuiu – ou no máximo se manteve.
Na segunda rodada da Série D do Campeonato Brasileiro, o Corinthians Paranaense registrou seu maior público. Um total de 108 testemunhas acompanharam a vitória por 2 x 1, contra o São José (RS). O público foi menor que o recorde do J. Malucelli* no Eco-Estádio, pelo Paranaense 2009. No empate de 0 x 0 contra o Iguaçu, 181 torcedores do Jotinha estiveram presentes.
Quando os números comparam o menor público em cada torneio, o calvário do Timãozinho ocorreu na estréia em casa. Somente 91 espectadores assistiram a vitória contra o Brusque (SC), por 2 a 1, pela Série D. Apenas dois a mais que no confronto contra o Cascavel, pelo estadual, que ficou no 0 x 0.
Sem contar com o apoio das mais de 8 mil pessoas presentes na comunidade do novo clube no orkut,Joel Malucelli também parece ter perdido o carisma dos pouco mais de 600 simpáticos pertencentes da remanescente comunidade do Jotinha na rede social. Eles afirmam que foram traídos. Negam-se a dar apoio ao clube que virou uma mera filial da equipe do estado vizinho – a exemplo do que fez a Fiel Curitiba, torcida do Corinthians Paulista na capital paranaense, que boicotou e disse repudiar a nova agremiação.
Na próxima partida, última rodada da primeira fase na Série D, o Corinthians Paranaense enfrenta o Pelotas em casa. Para se classificar sem depender do resultado do confronto entre Brusque x São José, a filial do Timão terá que vencer a equipe gaúcha. Nessa hora, seria fundamental o apoio dos fiéis torcedores aos funcionários de Joel Malucelli. Mas será que a Fiel paranaense merece o título de fidelidade?
Campeonato Brasileiro de Futebol
Classificação 1ª fase / Grupo 10 - Série D
Pos. Clube PG
1º SÃO JOSÉ/RS 12
2º CORINTHIANS/PR 8
3º BRUSQUE/SC 7
4º PELOTAS/RS 1
*Não foram computados os jogos do Jotinha contra Paraná e Coritiba no Janguito Malucelli, onde predominou a presença dos torcedores "visitantes".
Jun 28
Proteção ao clube do coração ou dois Corinthians na Série A?
por Felipe Lessa06h30

Diversos sites publicaram que o Atlético Paranaense venceu um time chamado Corinthians B, sabadão, na Arena da Baixada.
Curioso, procurei na tabela do Campeonato Brasileiro 2009 e não encontrei nenhum clube com esse nome. Time B, até onde se sabe, são aqueles clubes inscritos para jogar divisões inferiores dos campeonatos.
Foi o caso do Palmeiras, no Paulistão. No Paranaense, Londrina e Paraná, por exemplo, já inscreveram seus times B. Porém, vasculhei melhor a tabela do Brasileirão e o máximo que encontrei de B corinthiano foi o J. Malucelli, na série D.
Infelizmente, se o grupo do Corinthians tem peças de reposição ruins, caso pretenda poupar atletas para jogos importantes, não creio que seja o papel do jornalista atuar em defesa de seus clubes do coração. Praticar jornalismo é uma coisa, assessoria é outra. Até onde se sabe, Julio, Boquita, Souza, Jucilei,Lulinha, MOrais, entre outros, assinaram Contrato com o Sport Club Corinthians Paulista. Ou não?
Se você não curtiu o que escrevi e acha que é certo o jornalista prestar serviço de assessoria ao Corinthians, clique aqui .Deixe seu currículo, quem sabe não arruma uma vaguinha.
Jun 11
Pela vitória do Brasil, precisávamos perder
por Felipe Lessa10h27

Nossos vizinhos perderam oportunidade única de vingança pelo extermínio que cometemos na Guerra do Paraguai. De lambuja, poderiam ajudar o futebol canarinho. Uma derrota do Brasil poderia acarretar no início da queda do império. Afinal, Recife é a última base em que Ricardo Teixeira e CBF conseguem manter vestígios ideológicos e sentimentais por seu exército particular.
Toda vez que a amarelinha desembarca no Recife, os aparelhos ideológicos são acionados para reforçar, e forjar, um alienado carinho. Perdeu a graça.
Tudo começou em 93, no mesmo mês de junho, quando a velha guarda de aríetes do RT aplicou devastadora surra nos então humildes desafetos do futebol brasileiro. O Brasil estava vingado da humilhação infernal aplicada pelo diabólico capitão Etcheverry, na boliviana La Paz – quando o imbatível escrete conhecia pela primeira vez o gosto salgado da derrota em uma eliminatória da Copa. Pela primeira vez, havíamos sentido medo de lembrar do mundial.
É por isso que digo: tínhamos tudo para perder felizes. O fato de ver a seleção não entrar de mãos dadas simbolizaria perfeitamente o fim da era Teixeira. A derrota iria mostrar que a união não existe, e que a seleção só será brasileira quando valorizar a aclamação de seu verdadeiro povo. Por isso, eu adoraria ver um Paraguai arrasador.
Apenas para poder analisar a munição da mídia contra o Médici do futebol brasileiro. Um desastre no Arruda teria o valor simbólico da punhalada que toda ditadura merece tomar. Sem falar que ajudaria a aliviar o sentimento de culpa, pelo extermínio que meus compatriotas ajudaram a proporcionar entre 1864 e 1870.
O Duelo
Tomamos o primeiro golpe quando o Ronaldo paraguaio, Cabanas, estufou um balaço para cima de Julio César. Parecia ser a redenção brasileira. Realmente acreditei que iríamos perder. O jogo e também o cabresto.
Porém, quando as estratégias de cada agrupamento foram colocadas na mesa, Dunga levou sorte. Deixou o encargo da missão aos seus comandados – como tudo deve ser no futebol. Na falta de Luís Fabiano, nomeou Robinho. Deu-lhe um pouco mais de autoridade. E foi retribuído com o tiro de empate, ainda no primeiro tempo.
Apesar do combate disputado, a munição paraguaia acabou no segundo tempo. Sem balas, sem pistolas ou estilingues, nada puderam fazer. Quando Nilmar virou o escore do embate, com permissão de Robinho, ficou claro: só haviam matracas do lado de lá da fronteira. Enquanto do lado de cá, o matador colorado consolidava a confiança que Dunga deu ao ex-santista: o pedido para que com ele fosse formada a linha de frente brasileira.
E o Brasil venceu no Arruda. Para a explosão de Ricardo Teixeira, novo alívio de Dunga e o sentimento de dever cumprido por parte dos defensores da CBF. Talvez perdemos pois a munição inimiga ficou em Ciudad del Lest. Os paraguas estão fortes, mas foram humildes. Infelizmente, vão precisar de tempo: para perder a humildade, e ganhar nova oportunidade de deixar o Brasil completamente desmoralizado.
Jun 09
Trocou de lar, permaneceu na mesma rua
por Felipe Lessa23h32

Errou o torcedor paranista, quando pensou que uma das grandes punhaladas sofridas na história do clube foi ter visto seu ex-presidente no lado adversário da Vila Capanema. Mesmo vencendo por 1 a 0 a partida contra o Marília, pela segunda divisão do Campeonato Brasileiro de 2008, a presença de Ocimar Bolicenho era vista como tormenta pelos tricolores.
Erraram aqueles que pensaram ser um choque único, daqueles que merecem o esquecimento eterno. Uma tormenta de proporções muito mais incômodas estaria por vir. Ele agora se muda para o outro lado da Engenheiro Rebouças, na Arena da Baixada. Bolicenho é o mais novo diretor de futebol do Atlético Paranaense.
No currículo, os grandes feitos fazem parte de uma história que parecia ser eterna pelo então clube de seu coração. Porém, talvez para ele, a promiscuidade clubística não pareça ser problema grave. Mesmo praticada na vizinhança. Há tempos, o novo diretor atleticano decidiu que no futebol moderno deve se deixar a paixão em segundo plano.
Começou sua carreira no Água Verde, clube da elite curitibana. Nos anos 80, era no Pinheiros onde coordenava o mesmo cargo que vai ocupar na baixada. Depois da fusão com o Colorado, mostrou audácia. Foi presidente do Paraná Clube na gestão 94/95. Até então, tinha seu nome vinculado a conquistas e títulos.
Mas pensando que a simples paixão não enche a barriga da família, licenciou-se do cargo de presidente do conselho normativo tricolor. Nunca mais levantou nenhum caneco, mas conquistou prestígio profissional. Para isso, teve sorte. Aproveitou-se da ascensão de seu ex-funcionário paranista, Vanderlei Luxemburgo. Pediu generosidade em uma possível oportunidade de emprego.
Foi parceiro no Instituto Wanderley Luxemburgo. Pela WL Sports, tomou frente do Joinville. Só que diante da derrotada campanha na equipe catarinense, decidiu caminhar por outros rumos. Por nova indicação do amigo, ex-funcionário, consegue novo emprego: assume o Marília.
Por lá, viu a equipe ser rebaixada para a terceira divisão do Campeonato Brasileiro, ano passado. Preferiu colaborar com os cofres...do clube... organizando uma das partidas desse campeonato, contra o Corinthians, em campo rival. Levou o jogo para Londrina, renomado quintal corinthiano, onde o MAC foi pressionado por uma multidão de alvinegros. O bicho pegou. Apesar da lavada, deu empate.
Apesar da queda futebolística de sua equipe, no interior paulista, Bolicenho não deixou de ascender. Conquistou uma vaga no Santos. Na Vila Belmiro, a grande amizade com Luxa foi uma das qualidades mais enaltecidas durante sua contratação. Porém, o sonho acabou. Após grave desentendimento com o treinador do Peixe, Vagner Mancini, foi despedido.
Mas Boli voltará ao lar. Quase isso. Afinal, vai comandar o outro clube do Rebouças. Poderá até, quem sabe, voltar a comparecer no Tribunal de Contas do Estado do Paraná. Por lá, nomeado desde 93, sua situação funcional estaria “à disposição”. Ou seja, emprestado a algum outro órgão público. Porém, não creio que o ilustre diretor de futebol esteja recebendo pelo cargo de economista. Seria impossível estar em dois lugares ao mesmo tempo, e Bolicenho quer mesmo ganhar sua vida no futebol.
Afinal, Juca, como é apelidado, sempre foi conhecido pelo esforço e dedicação no trabalho - desde sua infância. Não mancharia a reputação dos humildes vendedores de flores nos dias de finados. Nem daquelas crianças pobres que vendem sorvete, às vezes apenas para poder saborear um lanche no final do dia. Juca é trabalhador, deixou de lado a paixão futebolística para faturar seu ganha pão honesto no outro clube do Rebouças.
E garanto que no Atlético Paranaense, junto com o nobre patrício rubro-negro Marcos Malucelli, irá ajudar a construir uma história de riquezas. Ajudará nossa excelência a provar que o marketing não está com nada. E que o negócio é futebol. Mesmo no lado oposto da rua.
Mai 30
Eternos nômades do Paraná
por Felipe Lessa00h21
O nomadismo do futebol paranaense descambou para a completa falta de vergonha. É uma esbórnia imoral e desgraçada com o bicho do Paraná. Em 2009, três equipes estão na lista daquelas que mudaram ou pretendem mudar de praça esportiva. Iraty e Engenheiro Beltrão juntam-se ao Amérios de Umuarama nessa grande amostra da falta de comprometimento com a pelota local.
Comandado pela SM Sports, o Iraty já deixou claro: construiu um novo centro de treinamento em Londrina e vai pra lá com malas e pertences. Mais que isso, também querem transferir o registro do quase centenário azulão para o norte do Paraná. Ou seja, isso faz com que o povo iratiense perca seu tradicional clube fundado em 1911 para interesses capitais dos senhores Malucelli, Figger e Luxemburgo. Na antiga capital do café eles juntam-se com outros empresários que nunca explicaram onde foi parar o dinheiro de atletas do Londrina Esporte Clube – entre eles, Iran Campos.
Quem também está negociando deixar suas trouxinhas para trás e começar vida nova é o Engenheiro Beltrão. Com o Willie Davids em reforma, e o estádio de Marialva reprovado pela comissão de vistorias da Federação Paranaense, o novo Grêmio Maringá não irá mais disputar a terceirona do estadual e está interessado em ficar com a vaga do clube de Luiz Linhares.
Vergonha é o mínimo que poderia sentir o maringaense honesto, afinal...estão tentando mandar o galo, predador nato de nosso campeonato, de trampolim para a disputa da primeira divisão do próximo ano. Como se fossem pintinhos, entrariam pela razão social do Beltrão.
Já não basta o ato desonesto do Foz do Iguaçu que, rebaixado da elite em 2009, negociou disputar a segundona no mesmo ano da queda. Joga com a vaga do Amérios de Umuarama.
Realmente, depois do J. Malucelli virar Corinthians Paranaense, com bandeira paulista e que não descarta a possibilidade de realizar diversas turnês por todo estado, o futebol do Paraná descambou de vez. Infelizmente, nessa situação, são os honestos que lembram de Sid Vicious para gritar: Matem-me, por favor! Se a Federação não toma atitude, e continua ausente, é melhor pedir extinção.
Jamais imaginei que teria saudades de Severiano. Pensei que o extremo do ridículo era ver o Real Brasil treinar em Curitiba com uniformes do Grêmio de Maringá. Imaginei que o caso do Matsubara em Londrina havia servido de lição. Bom, diante de todas essas situações, não me espantaria ao escutar notícias afirmando que a Federação Paulista pode intervir e tomar conta do futebol paranaense. Com certeza, ninguém iria reclamar. Com o que tem aqui, não tem jeito! A moral futebolística daqui decretou falência.
Leia mais* :
http://pacocacomcebola.blogspot.com/2009/05/reuniao-complexa-na-fpf.html
http://elniopohlmann.blogspot.com/2009/05/gremio-fora-da-terceirona-no-arbitral.html
*para sentir mais vergonha
Mai 27
Abadá corintiano
por Jones Rossi09h18

Veja mais aqui.
Mai 03
Campeões pelo Brasil
por Equipe De Primeira23h11
Por Fabrício Kichalowsky
Aos contrários de alguns (muitos?), eu gosto dos campeonatos regionais. Foi através deles que as grandes rivalidades nasceram e cresceram. E, se hoje temos grandes clubes no Brasil é, também, devido às conquistas regionais que fortaleceram os clubes e ajudaram a formar as equipes que fariam história no cenário nacional.
Isso significa que os campeões regionais são candidatos a um título brasileiro? Curiosamente, neste ano sim. Três times vistos como favoritos à Copa do Brasil e ao Brasileirão levantaram a taça nos últimos dias. Sem dúvida, vem aí um Campeonato Brasileiro como há muito não se via.
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Campeonato Gaúcho
Inter 2x1 Grêmio
Inter 8x1 Caxias
No Gauchão, a bem da verdade, não houve final. A disputa foi dividida em duas taças, Fernando Carvalho e Fábio Koff, representando os dois turnos. E o Internacional foi imensamente superior, em todos os sentidos. A primeira taça foi conquistada com mais uma vitória sobre o tradicional rival. A segunda, com um antológico placar de 8 a 1. Com melhor campanha, melhor ataque, melhor defesa e artilheiro do campeonato, o Colorado levou o estadual e começou vitorioso o ano do seu Centenário.
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Campeonato Paulista
Santos 1x3 Corinthians
Corinthians 1x1 Santos
Depois de uma temporada na Segunda Divisão, o Corinthians fez um Paulistão louvável. Enfrentou todos os grandes de São Paulo e venceu-os com autoridade. Na primeira final, na Vila Belmiro, com uma atuação fantástica de Ronaldo que, em dois lances, decidiu o campeonato. Invicto e com um dos maiores atacantes do mundo, o Timão ressurge como um dos grandes times do Brasil, no momento.
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Campeonato Carioca
Botafogo 2x2 Flamengo
Flamengo (4) 2x2 (2) Botafogo
A disputa regional mais equilibrada não poderia terminar de outra forma que não nos pênaltis. Na primeira partida, Maicossuel foi decisivo nos dois gols botafoguenses. Na segunda, Kléberson fez ambos os gols flamenguistas. Mas o nome da decisão carioca acabou sendo o goleiro Bruno que, depois de defender uma penalidade máxima no tempo regulamentar, deu o tricampeonato carioca ao Flamengo com duas defesas na disputa dos pênaltis. Mantida a base do time campeão e com o acréscimo de Adriano, que trocou Milão pelo Rio de Janeiro, o Fla chega ao Brasileirão muito forte.
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Campeonato Mineiro
Cruzeiro 5x0 Atlético
Atlético 1x1 Cruzeiro
O elástico placar de 5 a 0 praticamente decidiu o campeonato a favor do Cruzeiro já na primeira partida. Com jogadores como Kléber, ex-Palmeiras, além de Vágner e Ramirez, entre outros, a Raposa manteve a base forte do ano passado e vai para o Campeonato Brasileiro como um dos candidatos ao título. Assim como em 2008, diga-se de passagem.
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Além desses, Sport (PE), invicto, além de Avaí (SC), Atlético (PR), Goiás (GO) e Vitória (BA) venceram suas disputas regionais e festejaram junto às suas torcidas.
Se vão fazer um bom papel no Brasileirão não se sabe, é provável que não, mas isso de forma alguma diminui suas conquistas em âmbito regional. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. E a festa nas arquibancadas pelo Brasil só demonstra o quanto o torcedor valoriza os campeonatos estaduais.
Abr 21
Em defesa de Diego Souza
por Jones Rossi06h24
Que tipo de punição merece Diego Souza, meio campo do Palmeiras que surtou no último sábado, já no final do jogo contra o Santos? Depois de uma discussão com o zagueiro santista Domingos, Diego empurrou de leve o adversário, que se jogou no chão como se tivesse sido atingido de verdade. Revoltado com a simulação, o palmeirense foi tomar satisfações e precisou ser detido pelos companheiros. Quando tudo já parecia resolvido, Diego Souza retornou ao campo e deu uma rasteira em Domingos. Você pode ver tudo aqui: http://www.youtube.com/watch?v=FSYsUCjIsoA
No vídeo, uma gravação da Sportv, com narração de Milton Leite e comentários de Mauricio Noriega, no momento da confusão, os dois já pedem uma "punição exemplar" ao meia palmeirense. No calor do momento, nada mais natural. Mas agora é preciso analisar o que aconteceu de fato.
Para começar, Diego Souza não foi violento. Pode ter sido burro, pode ter ficado nervoso além da conta, pode ter exagerado na reação às provocações de Domingos, mas não foi violento. Ficou claro que o empurrão não machucou o zagueiro santista. (E aqui cabe também a defesa de Domingos. Ele fez o certo. Diante do destempero do adversário, fingiu ter sido agredido para ganhar vantagem. Se o juiz caiu nessa, problema do juiz. Como também poderia o árbitro poderia ter visto e punido apenas ele. Calculou os riscos, e foi em frente. Deu certo desta vez. Da próxima, com uma arbitragem atenta, talvez não dê.)
Mas se ficou claro que o empurrão não machucoou Domingos, a rasteira também não passou de um lance circense, ao melhor estilo Trapalhões (veja o vídeo abaixo). Plasticamente deu a impressão de ser algo muito brutal, o que não foi, absolutamente. No primeiro jogo da semifinal do campeonato paulista entre São Paulo e Corinthians, por exemplo, Ronaldo deu uma entrada violentíssima em André Dias http://www.youtube.com/watch?v=9U74Oa8t-6U. Recebeu apenas um cartão amarelo.
Então, se o empurrão e a rasteira que Diego Souza deu em Domingos não passaram de lances que poderiam ter sido protagonizados por Mussum e Zacarias, o que sobra? Há quem diga que Diego criou um clima de beligerância no estádio, inflamando a torcida, que poderia ficar sem controle, estimulada pelas cenas de agressão. Argumento inválido. Cada um é responsável por seus atos. O que Diego fez não é desculpa para ninguém sair por aí batendo na torcida rival. E todos sabemos que as torcidas organizadas nunca precisaram de justificativa para brigar por aí.
Diego, no entanto, deve ser punido. Pela agressão e pela expulsão. Dois, três jogos no máximo. Nada de punição "exemplar". Se for assim, é preciso tirar Ronaldo das finais do Paulista. O que ele fez em André Dias foi bem pior.
Mussum coloca Diego Souza no bolso
Abr 20
Quando perder não dói
por Ana Carolina Moreno11h45
Dá até um certo alívio, entende?
Quero dizer, é claro que perder não é bom. É uma merda. Todo mundo lá no estádio, todos os meus amigos – os que não são bundões e compraram ingresso a tempo, é claro. Eu aqui, tendo que acompanhar a partida de longe. Só podendo escutar o hino pelo blip.fm. Tendo que ganhar de um a zero sem poder gritar e ainda precisando saber tudo pela internet, com no mínimo 15 segundos de atraso. O lag, aliás, é outra merda.
Mas poderia ter sido pior. Poderíamos ter conseguido a vantagem no primeiro jogo e a jogado fora em três pênaltis como na semi-final do ano passado. Poderíamos ter perdido a cabeça e reencenado um show de horrores como o de Diego Souza. Que, aliás, se não um punição rigorosa pelo surto psicótico que teve, pelo menos deveria passar por um tratamento psicológico. Se trabalhasse em qualquer outro campo de atuação, seria demitido pela desproporcionalidade de sua reação. As circunstâncias que afetam o futebol (salários, expectativas, câmeras etc) diferenciam essa de outras profissões. Mas alguma conseqüência tem que ser aplicada, nem tanto pela exemplaridade, mas porque esse comportamento está totalmente fora do socialmente aceitável.
Enfim, o domingo foi uma brisa perto do sábado. Sinto pelos palmeirenses que o jogo tenha sido tão atribulado quanto a semi-final de 2008. Se no ano passado eles se deleitaram com o resultado, dessa vez ficaram com o palito mais curto. E correm o risco de tirar férias forçadas até o Brasileiro. De qualquer maneira, até domingo passado eu achava que todo clássico ia virar um espetáculo de esquizofrenia e embrulhar meu estômago. Mas ontem me provaram que pode ser um jogo calmo, com vencedores e perdedores, rivalidade saudável e respeito mútuo.
Viu como poderia ter sido pior?
O São Paulo perdeu ontem não porque faltou André Dias e Rogério Ceni. Perdeu porque não quis ganhar. Na falta de espírito de equipe, sobrou gente querendo a faixa de herói. E chutando a esmo. Perdeu também porque Ronaldo estava do outro lado. Esse sim foi o único herói. Sem Ronaldo, o jogo duraria todos os 90 minutos para o qual estava programado, e não seria encerrado bruscamente depois do primeiro gol. E provavelmente acabaria em empate, o que talvez seria pior, porque aí a bola no travessão do Borges viraria outro “e se...?”.
Desses já tenho uma lista quilométrica, da qual cito, como exemplo aleatório, o item “e se o Roberto Carlos não estivesse preocupado com a meia naquela cobrança de falta no jogo contra a França?”. Mas poderia ser também o “e se o Adriano fosse um pouco mais malandro e segurasse melhor a bola no campo do Flu na Libertadores do ano passado, não dando tempo praquele escanteio mortal?” Ontem perdemos perdendo, o que é bem melhor que perder empatando, mais ainda que perder ganhando e nem se compara a perder por culpa do juiz.
O fato é que (e escrevo isso mesmo sabendo que vocês não vão acreditar): ser eliminado do Paulista dói muito pouco. Talvez se estivéssemos no limiar da eliminação da Libertadores, ou se sequer nela estivéssemos. Talvez se hoje não fosse o dia em que nasce* meu primo Pedro. O sobrinho do meu outro primo César, corinthiano roxo que morreu há nove anos, um mês e três dias, e deve ter ficado com as bochechas rosadas depois de ver o passe do Ronaldo. Porque a bochecha dele sempre mudava de cor quando ficava muito feliz (nesse caso, por ganhar) ou bravo (nesse caso, por não ter visto a vitória de perto, e não poder zoar a metade são-paulina da família).
Vai ver ainda estou matando as saudades do Corinthians, pelos oito longos meses em que estivemos separados.
Ou contente pelos palmeirenses estarem imersos no seu próprio drama para vir me encher a paciência (engraçado que com os corintianos nunca tem estresse, ganhou ganhou, perdeu perdeu).
Ou ciente de que esse futebolzinho café-com-leite, se chegasse à final, seria por demérito do adversário, e não mérito próprio (e o Corinthians que se cuide contra o Santos).
Ou em choque pela história do Rogério (aquele vídeo dele no Reffis não me convenceu por um segundo sequer).
Mas dor de cotovelo, isso tenho certeza que não é.
*Cesariana programada é um dos fatores mais estranhos da cultura brasileira.