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De Primeira: Futebol, Futebol e Futebol

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Nov 09

6 motivos pro Fluminense torcer pelo rebaixamento

por Felipe Lessa21h25

1. A união
As campanhas motivacionais de Atlético-MG, Corinthians e Vasco provaram que o clube volta fortalecido quando joga uma segundona. E hoje em dia o Flu não tem força alguma. Está mais zoado que os dentes do maluco que fala no Pânico: “oh oh Adriano, ta me ouvindo?”. Jogar a segunda divisão será um ato grande para o tricolor, um TIM (team, em inglês) que quer ser respeitado e grande. Até mesmo aqueles que são meros simpatizantes se tornarão torcedores tão fanáticos quanto os de um clube que não caiu - na luta pela moralização de seu time do coração. Estreitam seus laços, acompanham as notícias e convidam os camaradas da rua a debater questões clubísticas. Em tempos onde torcida sequer tem o direito de dar opinião sobre como tirar sua equipe de uma crise (a diretoria do Flu só escuta marginal de organizada, aqueles que ganham uma porrada de ingressos pra se calarem eternamente), essas mesmas pessoas (os torcedores comuns, aquele que paga de verdade o ingresso e compra produtos oficiais), sem ter abertura política algum nos quadros diretivos, sentem-se responsáveis pela volta de seu clube no próximo ano. A união faz a força.

2. Relevância
Erraram todos jogadores, comissão técnica e diretores do Fluminense ao dizer que a presença dos torcedores nos próximos jogos do Brasileirão é importante. Não digo pela questão de receitas que isso gera ao clube carioca, mas sim por terem deixado explícito que a fase final da Sul-Americana é segundo plano. Essa é a chance do Flu conquistar um título internacional de casa cheia, acabando com o complexo pós vice na Libertadores e dando auto-estima aos tricolores para que pensem grande, sofram (e também façam) uma lavagem cerebral que mostre serem um time grande. Acho que a diretoria do Flu deveria dizer ao torcedor: não vá ao estádio, vamos deixar o time cair e aí vocês voltam na segundona pra nos fazer voltar. O lance é mostrar que não estão nem aí para o Brasileirão (o que, de fato, é a verdade entre diretores tricolores).

3. Poder
As verbas que entram nos caixas de times como o Fluminense são extremamente mais gordas que a dos demais clubes da Segundona. Mesmo recebendo menos da TV, esss clubes tem tanta exposição nacional que podem conquistar receitas maiores que a de equipes regionais da primeira divisão. Com o mínimo de organização, tem tudo para atropelar seus rivais no B-side do Campeonato Brasileiro. Os torcedores ficam confiantes, a diretoria também. Até mesmo a auto-estima dos atletas tende a aumentar, ao ponto de chegar em 2011 como clube favorito ao título, que aprendeu com erros passados e tem sede de mudança. Dá pra iludir legal e fazer uma historinha, filminho, camisa promocional, livro e até roupa de palhaço. Esses caras precisam ser mais ligeiros...

4. Marketing
Timão e Vasco mostraram como se faz. Criaram campanhas publicitárias que ficarão para o resto da vida. Os corintianos viraram bando de loucos apenas por seguir seu time em sua “difícil” trajetória em 2008. Criaram outros bordões como “nunca vou te abandonar”, lançaram isso em camisetas e ainda ganharam grana com a tristeza da fiel, que comprou tudo que podia para ajudar seu clube do coração. No Vasco, o sentimento não acabou, colocaram 76 mil no Maracá em jogo simples contra o Ipatinga e ainda vão ganhar dinheiro com heróis como Carlos Alberto. É isso que precisa o Fluminense, uma nova projeção, uma nova cara, que os faça esquecer de vexames passados. Alias, a exposição do Vasco em programas de televisão chega a ser maior que a de Flu e Fogo. Afinal, está ganhando tudo. O Fluminense tem tudo na mão. Qual o clube brasileiro sem estrutura e organização alguma que teria tudo isso de mão beijada? Só fazer um esquema terceirizado de comunicação e marketing e pronto, tem gente que pode até tirar um por fora com isso.

5. Lavando a alma
O estereótipo do tricolor das laranjeiras é o do time grande que virou pequeno e só voltou para a elite do futebol nacional depois de intervenções políticas. É, isso é verdade. Isso é negativo para a torcida, que diariamente sofre gozações de flamenguistas, botafoguenses e, principalmente, de vascaínos. Sofre e com razão. Cair seria ótimo para o clube. O Flu pode receber todo suporte político para voltar dentro dos campos, basta não ter medo. A situação de hoje é bem diferente dos tempos em que a CBF precisou resgatar o tricolor de elevador da terceira para a primeira divisão. Vasco, Corinthians e Atlético Mineiro deram a sentença. É a hora do Fluminense repensar o peso que tem sua camisa. Alias...faz tempo que ela não pesa nada, mas as emissoras que transmitem o PPV da Segundona querem ajudar (pra manter a Série B varolizada) e os pangões ficam moscando. Não pode. Não dá.

6. Brazil Tour
O Brasil tem uma Série A seletiva. Digo isso em relação aos estados, já que em 2009 são 20 equipes e 6 são paulistas – gente que não está nem aí para o futebol carioca. Dois clubes são mineiros, mas por lá apenas parte do interior gosta de futebol carioca. Em Curitiba, os cariocas também não fazem muito sucesso. Quem vai lá ver jogo são apenas algumas caravanas de Santa Catarina e de Paranaguá. Alias, só tem um time de Santa Catarina na Série A. Outro estado que apóia eles é a Bahia...e por aí vai...é pouco. Mas se jogar a Série B, poderão visitar pontos importantes do Brasil e com grande contingente de pessoas que ama o Fluzão. Brasília, Natal, Floripa, Fortaleza...é muito terreno fértil a ser explorado. Sem falar de jogos contra times pequenos de São Paulo, onde a torcida carioca será predominante e até mesmo a existência de embates no interior do Rio de Janeiro. É a chance de bombar os estádios dentro e fora de casa. E o Flu vai perder a oportunidade?

*Me olvidé (esqueci, no linguajar que não é o do tricolor dos pampas) de hablar (contar) sobre o que se passou com los de Grêmio en la (na) Segundona. Los pibes gremistas achavam a segundona realmente o máximo, quase tão legal quanto a Liber e o Gauchão. Quem quiser ler um pouco mais sobre isso, clique aqui que os parceiros do Impedimento mandaram a letra.

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Dez 07

Kukín e Eu

por Equipe De Primeira02h17

por Leonardo Bonassoli

2000 era o ano. Tardes vazias se espalhavam, talvez pela primeira vez e última vez muitos anos. "Oficina vazia, cabeça do diabo", diria alguém errando o ditado como a Magda do Sai de Baixo, que estava em voga na época, exceto se estiver sendo traído pela minha memória-fantasia.

A outra ponta do contexto do início da história: estrangeiros. Vivemos atualmente com uma boa presença de estrangeiros no futebol brasileiro. Antes, tivemos alguns picos. No Atlético Paranaense, houve uma série de estrangeiros que começou com o uruguaio Matosas no início de 1996. Naquela época, só dois estrangeiros por equipe podiam ser relacionados. Depois do sucesso de Nowak e Piekarski, o Atlético Paranaense resolveu trazer dois jogadores de uma mesma nacionalidade para o clube: os peruanos Abel Augusto Lobatón Espejo e Carlos Antonio Flores Murillo.

Lobatón foi o que mais deu certo. Não que o centroavante fosse um primor técnico (longe disso). O que aconteceu foi o fato de ter feito um gol em Atletiba na primeira de suas duas curtas passagens pelo time da Baixada.

Já Flores, que carregava a alcunha de "Kukín", pouco jogou pelo Furacão. Aí que o primeiro e o segundo parágrafos se encontram: eu vi ele jogar no dia 27 de outubro de 2000, na Arena da Baixada, num amistoso entre um mistão do Atlético e equipe do Juventus de São Paulo. A Copa João Havelange, em disputa na época, tinha número ímpar de times, o que fazia com que os times tivessem folgas na tabela. Este amistoso foi em uma das folgas.

Foi uma partida fraca tecnicamente (um time reserva contra um que estava a milhas da elite). Bentinho, com a 9 do CAP, perdeu gols a rodo. Tanta gente jogou que depois do número 18 começaram a repetir os números das camisas. E com a 8 entra o herói de nossa história. Ele joga alguns minutos, com bons passes e antecipações no meio. Jogador mais clássico e que jogava de primeira passes açucarados e antevia movimentos. Nada para impedir um empate em 2 gols contra o Juventus, que não deperdiçou suas chances.

Pouco tempo disso, ele retornou para o Sport Boys, clube de origem, sendo que a alegação foi de "problemas pessoais". Passei a acompanhar alguns passos deste jogador, entre os mais obscuros da história recente do clube (Roland Tüske está no mesmo nível). Clube atrás de clube. Resgatei uma frase dele: "é so a gente beber duas garrafas que já dizem que estamos nos embebedando", para entender um pouco do perfil polêmico do atleta.

No Unión Huaral, após sair do clube, disparou: "esses dirigentes não entendem de futebol. Com exceção de 2 ou 3, eles só entendem de frango". Foi nessa passagem pelo Huaral que aconteceu a lendária foto da comunidade Futebol Alternativo do orkut. E seguia o polêmico Kukín de clube em clube.

No Villa del Mar, da Segundona, Flores foi acusado de entrar em luta corporal no vestiário com o treinador, sob a alegação de não ter gostado de ser substituído. Entre sumidas e aparecidas seguiu nosso "herói".

Há alguns anos, surgiu a notícia de que Carlos Flores esteve internado numa clínica para se curar de dependência química. Era realmente mais um bom jogador que poderia ter ido mais longe se não fossem os vícios e confusões. A lista não é pequena e cada um conhece dezena de casos.

Mas incrivelmente ele "fugia" de competições internacionais, pois neste troca-troca de times ele sempre parava em clube que não disputava nem Libertadores, nem Sulamericana. Tudo até este ano, quando o Sport Ancash disputou a Sulamericana com Flores envergando a camisa 10. Foi meu reencontro com o futebol dele (desta vez pela TV). Era o dia 24 de setembro, e numa partida sonolenta, Ancash e Palmeiras ficaram no zero a zero na cidade de Lima. Todas as bolas paradas eram de Flores e muitas levaram perigo ao gol do goleiro Marcos. O peruano sentiu um pouco os 34 anos de idade, mas mesmo com a mobilidade reduzida mostrou lances de habilidade como um cruzamento de beach soccer.

Ele viria para o Brasil depois de oito anos. Mas alegaram que ele não teria tomado uma vacina, sendo barrado. Outros diziam que na verdade era um problema com a FIFA, pois Flores tinha ultrapassado o limite de times que poderia defender no período de um ano. Ele não pôde jogar uma partida oficial aqui no Brasil.

O jogo que vi dele teve um público pequeno. Alguns brasileiros viram pela TV o jogo recente dele. Tem uma anedota de música que Indie é aquele que tem uma banda que só ele conhece. Eu tenho um jogador que eu fui um dos poucos a ver em atuação num estádio do Brasil. Seria eu um indie do futebol?

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Dez 04

A melhor final do ano

por Jones Rossi01h11

O melhor time do ano no Brasil continua sendo o Fluminense de Renato Gaúcho na Libertadores. Thiago Silva, Thiago Neves, Conca, Washington foram gigantes e perderam a final apenas nos pênaltis. Mas a melhor final do ano é sem dúvida a série entre Estudiantes e Inter. Até pela estatura dos dois times. O Inter é maior que o Flu, assim como a LDU não chega aos pés do Estudiantes de Verón.

A Sul-Americana, apesar do desprezo de quem só pode não gostar de futebol, reuniu os melhores times do continente e teve jogos espetaculares desde as quartas-de-final. E o Inter, com um elenco desproporcional em tempos de crise e pouca ousadia nas contratações, surgiu como campeão anunciado da Copa, apesar da má campanha no Brasileiro.

Jogou uma partida histórica em La Plata, perfeita em qualquer aspecto. Fez com que a Globo mudasse a programação desta quarta-feira e substituísse o filme pelo seu jogo.

Em Porto Alegre sentiu a força de uma camisa como a do Estudiantes, que tem jogadores incansáveis como Verón e Desábato, além de Angeleri. Mas tem seus próprios heróis. O principal deles, sem dúvida, D'Alessandro.

O meia argentino joga um futebol que não se vê mais no Brasil. Não é só habilidoso. Ele faz a partida seguir seu próprio ritmo, como se quando estivesse interessado de verdade fosse impossível perder o jogo. Provoca na medida certa e nunca se deixa levar pelas pancadas adversárias.

Se D'Alessandro fosse brasileiro seria Romário. E se este time continuar em 2009, com outro técnico, dificilmente terá um adversário à altura. O São Paulo de 2009 se chama Inter e sabe jogar futebol.

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Nov 06

Diego contra os professores

por Equipe De Primeira18h01

Por Luis Augusto Simon

A escolha de Maradona para dirigir a seleção argentina pode ser - e tomara que seja - um contraponto à ditadura dos "professores" que inundam o futebol brasileiro. O personagem, cujo estereótipo mais forte é Luxemburgo, ganhou muita força. Passou a ter importância maior que o craque. São os mais procurados por entrevistas - um cara pode fazer três gols no jogo e sempre haverá espaço para o depoimento do "professor" - e comentaristas buscam explicar o resultado de um jogo apenas e tão somente pelas táticas aplicadas pelo "professor".

Ganham milhões por isso. Luxemburgo, quando estava no Corinthians, chegou a colocar um ponto no ouvido de Ricardinho, em partida contra o Santos. Um fato que é a subversão do futebol. Onde ficam a criatividade, a espontaneidade, a opção pela jogada "errada" que se transforma em um golaço se você tem um "professor" falando em seu ouvido?

Com Maradona, isso pode terminar. Ele, com certeza, dará mais liberdade de criação aos jogadores. Ele acredita e sabe que o craque é que resolve. Há dois problemas, é lógico

1) Craque não sabe ensinar. Treina pouco e espera que alguém resolva, como ele resolvia em seu tempo. Só que o tempo dele passou.

2) É capaz del DIEZ querer jogar.

Bem, de uma forma ou de outra, ele não faria o que o professor Luxemburgo fez ontem. Mandou os seus reservas para um alçapão enfrentar um jogo nervoso e foi fazer um bico na TV Globo.

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Set 22

Palmeiras campeão?

por Ana Carolina Moreno13h13

Perdi completamente a rodada de ontem. Estava na estrada a caminho de São Paulo entre as 16h e as 20h30. Mas, quando entrei na cidade, fui recebida com o trânsito da saída do estádio do Palmeiras. O mar de camisas verdes com flashes da marca texto que nunca passa despercebida era tranqüilo, quieto, comportado. Nem parecia que o time do Parque Antártica tinha acabado de colar no líder. Mas colou. E agora?

A Placar ficaria mais do que feliz se em dezembro um dos seus palpites se concretizasse. E não é a única. Andam dizendo por aí que os times estão muito equilibrados em suas inconsistências e, por isso, o que deve contar no final é quem dirige a equipe. Entre qualquer brasileiro que não o Felipão e Luxemburgo, todo mundo, é claro, aposta no segundo.

A essa altura do campeonato (e não é que essa expressão funciona além da metáfora batida?), fica fácil colocar a grana no atual vice. Campeão de fato e de direito do Paulista de 2008, elenco encorpado, jogadores antes em recuperação e agora em franca ascensão, torcida em paz com diretoria, só falta fechar o ano com chave de ouro.

Mas é o único no pelotão de elite que divide a agenda com a Copa Sul-Americana. O Botafogo também, mas depois de perder de virada para a Portuguesa... Desiste, né?

Eu ainda penso com o coração e aposto no meu time. Acho que o Hugo está escondendo um ás na manga, atrás dessa personalidade aparentemente autista, acho que o Dunga vai deixar o Hernanes em paz no mês que vem e ele vai poder treinar de verdade para recuperar o futebol, acho que o Borges vai voltar com tudo, acho que vamos ganhar do Cruzeiro, do Ipatinga e do Náutico e, quando chegar a hora de enfrentar o Palmeiras, vamos à desforra sem gols de mão.

Até tentei "pensar fria e analiticamente" como vocês, meninos lindos educados simpáticos inteligentes e paranaenses (de todos os times), dizem que fazem. Mas ainda tenho muitas dúvidas para arriscar um palpite.

Conseguirá Luxemburgo conciliar um campeonato concorridíssimo no Brasil e outro pra lá de impertinente, que fará a equipe jogar na quinta no Peru e no domingo em Pernambuco?

E, se passar dessa fase, será que ainda agüentará a correria na rodada seguinte, visitando a Argentina ou a Bolívia?

Conseguirá, ainda, deixar de lado essa competição, a ambição e o sonho de ganhar algum título internacional nesta parceria com o Palmeiras sempre bem sucedida regionalmente, caso a tabela do Brasileiro aperte?

Conseguirá o elenco segurar a euforia, agora que a pressão de jornalistas, comentaristas e palpiteiros/as atacará no esquema tático do "todos contra um"?

Conseguirá a torcida, ou a diretoria, ou Deus, ou o diabo, segurar WL se outubro for um mês negro demais para Dunga?

Conseguirão os dirigentes alviverdes permissão para receber o São Paulo na partida do returno?

Conseguirei ingressos na torcida visitante para esse jogo?

E ainda tem gente que prefere ver a novela das oito...

Em tempo
Enviei as energias negativas para Santa Catarina e, pelo visto, deu certo. Como no domingo eu concentrarei minha zica lá no Nordeste, e não me atreveria nunca a meter o bedelho em um Atletiba, o Furacão vai ter que se virar apenar com o Gallato na próxima rodada. Foi mal, Camila!

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Ago 13

Pretensões, marketing y nadie de gols na Arena

por Felipe Lessa00h51

Noite deprimente para os cerca de 18 mil atleticanos que migraram de seus lares até o Joaquim Américo, para ver o rubro-negro jogar. Noite triste, pois o espetáculo da Arena ofereceu um 0 a 0 horrível para a mente dos presentes. Quem foi ver El Paranaense, levou um susto ao encontrar o mesmo Atlético do brasileiro, empatando vagarosamente contra o São Paulo.

Foi um jogo atípico. Até mesmo o paraguaio Julio de los Santos tentou mostrar serviço. Tentou. Ferreira também tentou aparecer, em vão. Que não apareçam conformados tentando dizer que El Paranaense foi ofensivo, jogou bem. Ferreira tentou ditar o ritmo do jogo, em castelhano, mas não rolou, o gol não apareceu. Pedro Oldone entrou no segundo tempo para tentar resolver. Logo ele, que entrou, derrapou, patinou e não fez nada. Continuou 0 a 0. Normal.

O São Paulo, de jogadores experientes como Bosco e Júnior, mais alguns coadjuvantes como Cazumba e Mazola, fez a sua, não se expôs. Até deu esperanças aos tricolores presentes naquilo que pensava eu, seria um espetáculo. Mas não foi. O ato mais bonito que vi, foi quando Muricy Ramalho mostrou quem manda no time. Quando Mazola ousou a desobedecer, no primeiro tempo, e tomou uma sonora bronca que, com certeza, deve ter sido escutada até mesmo na barulhenta bateria da organizada.

Tudo bem que logo aos 2, Anderson Aquino deu um susto na torcida visitante. Tudo bem que o Atlético “pressionou” boa parte do jogo. Mas, o caldeirão que poderia ferver, foi abafado pela chuva, que desceu na metade do primeiro tempo, mas, parou logo em seguida. Todos presentes gostariam de ver gols.

Bem que o torcedor atleticano tentou fazer sua parte. Mostrou amor e fidelidade ao rubro-negro cantando o jogo inteiro. Mostrou que a lealdade é de extrema importância ao “elogiar” os ausentes Dagoberto e Aloísio. Mas, desta vez, grito de torcida não ganhou jogo. Nem meu fiel companheiro suportou. Meu melhor amigo, o chinês prateado de nome LivStar, não está mais entre nós. Depois dessa, nossa recente, mas profunda, história de amizade se acaba.

Sim, caros amigos, o rádio estragou, no meio do jogo. Ficou quieto. Da mesma forma que a torcida, que, preferiu nem lamentar o empate. Guardou para si o rancor e foi embora, quieta. Eu também fiquei quieto. Nem mesmo o lanche e a pipoquinha servida por algumas subalternas do patrocinador do campeonato, ao pessoal da imprensa, ajudou a amenizar o gosto dessa partida sem sal e tempero.

Chega a hora de manter a mesma “humildade” do clube de casa, voltar para o lar e pensar em pretensões, marketing. Entrar em um ônibus lotado de pessoas melancólicas e pensar no que falar de um jogo como esse. Como bom humilde que sou, não vou mais reclamar. Se a pretensão do Atlético hoje foi apenas entrar e jogar, nada mais, a minha vai ser finalizar por aqui. Já escrevi. Vou dormir.

Pretensões não servem para nada, já fiz meu marketing daquilo que deveria ser uma festa. Se Deus permitir que no jogo seguinte o time volte a ganhar, tudo bem. Se não permitir, todos se conformam. Somente uma bênção divina pode mudar a situação. Pois na atual temporada, o atleticano carrega a certeza que não é o povo escolhido por Deus. Que não é sua vez de ser feliz.

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Ago 12

Castelhanos muy distintos, pretensiones iguais?

por Felipe Lessa19h51

Terça-feira e domingo distinguem o castelhano de dois bairros curitibanos. Dois personagens distinguem a situação de campo castelhano da dupla Atletiba. Ambas situações vão distinguir a dupla maior do Paraná de todo o Brasil.

Do lado rubro-negro, no Rebouças, é tenebroso saber que a Copa Sul-americana precisa dar certo, para que se esqueça o fiasco do time no Brasileirão. El paranaense leva a sorte de enfrentar na noite de terça, um time mesclado entre reservas e juvenis do São Paulo. No final de semana, que venha o Ipatinga. É a chance do grande nome do time, que está jogando um pequeno futebol, mostrar serviço. Dá-lhe Ferreira.

Do lado verde, no Alto da Glória, a histeria dá lugar ao tom de alegria. Ariel Nahuelpan quer jogar contra o Palmeiras, final de semana. O grandalhão, ex-Nuevo Chicago, chegou com boas referências, se machucou treinando, com raça, e agora quer jogar. Nada de futebol refinado, do clássico argentino. Sem meias palavras, dizem que ele marca gols nem que seja na marra. Brutalidade e carisma permitiram que o hermano coxa mostrasse sua banca de goleador. Já ganhou a simpatia desde crianças até radicais de arquibancadas, mesmo sem estrear. Seguindo tais referências, os coxas querem e acreditam na Líber.

Quarta e segunda-feira teremos os resultados que vão dizer: O castelhano Atletiba vai vir no estilo paraguaio? Depende. Se a humildade dos pinheirais levar a sério um time reserva do tricolor, a coisa fede. Caso resolvam se amedrontar diante de um concorrente a vaga na Líber, a coisa fede em dobro, ainda mais depois das bobeiras ditas pelo Luxa.

Chegou a hora de se impor. A coisa no Atlético está feia. Perder hoje é desrespeito. No Coritiba, jogar de igual para igual com o Palmeiras é questão de honra, de confirmar objetivos. Confirmar pretensiones. Confirmar a grandeza do futebol paranaense.

***Acrescentei o "?" no título depois de Cap 0 x 0 SPFC

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Mai 20

Tempo de Bob?

por Equipe De Primeira11h29

por Leonardo Bonassoli

Segundo informações que começam a pulular pela manhã, Roberto Fernandes, 37 anos, teria proposta para ser o novo futuro ex-treinador do Atlético.

O programa Bom Dia Esportivo, da TV Guararapes, retransmissora da Band em Recife, veiculou uma informação de que o treinador do Náutico, atual líder do Campeonato Brasileiro, estaria trocando a Rosa e Silva pela Estrada do Ganchinho.

Segundo a Rádio Globo/CBN, o treinador deverá dar uma entrevista coletiva em Pernambuco, às 15h, podendo confirmar seu desligamento do Náutico e sua contratação pelo Atlético Paranaense.

Sinceramente: uma aposta num treinador jovem e com alguns resultados expressivos no futebol nordestino.

Update (11h40): segue singela lista de clubes treinados por Mr. Bob Fernandes: Unibol, Primavera de Indaiatuba, Independente de Limeira, Londrina, Guaratinguetá, Anapolina, São Bento de Sorocaba, União São João, Ceará, Vila Nova, Santo André, Ituano, Brasiliense e Náutico.

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Dez 06

Há algo fora da nova ordem

por Jones Rossi12h19

Existe algo muito errado na sociedade quando os bares com telão deixam de transmitir jogos de futebol para exibirem propagandas ridículas inventadas por publicitários que obviamente desprezam o nobre esporte bretão.

Fui encontrar Leonardo Aquino e Paulo Guedes na intenção de encher a cara e ver a final da Copa Sul-Americana, entre Arsenal de Sarandi e América do México. Mas por causa de uma promoção ridícula de uma cerveja cujo nome não citarei, o telão do bar estava devidamente ocupado com propagandas que obtiveram o efeito contrário. Prometo não consumir mais um gole sequer da referida cerveja. Ambev falirá.

Por causa dos leitores sedentos por informação do De Primeira, porém, vasculhei todos os sites noticiosos desta América de Chavez e Kirchner. Saibam, então, mesmo com atraso, que o Arsenal conquistou o maior título de sua história ao PERDER por 2 a 1, no estádio Racing, em Avellaneda, diante de 25 mil hinchas. Valeu o regulamento dos gols marcados fora de casa. No México, venceu por 3 a 2.

Mas foi lindo, conforme vocês podem conferir no vídeo abaixo. Depois de tomar um gol no primeiro e outro no segundo tempo, Martín Andrizzi saiu do banco de reservas para marcar o gol do título. Faltando sete minutos para o fim da partida, Andrizzi driblou, aos tropeções, três zagueiros do América e chutou cruzado para alegria insana dos torcedores.

Mais não falo. Deixo vocês com este espetacular vídeo. E saibam mais da história do jovem Arsenal, fundado em 1961, neste link.

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Copa Sul-Americana

Out 28

Notas curtas da semana

por Equipe De Primeira09h23

* Romário treinador foi bombástico. Romário treinador arrumando time e quase classificando, mais ainda. Quem sabe mais no futuro? Se Romário virar treinador mesmo, seguirá os passos de Renato Gaúcho, jogador com fama de baladeiro, técnico bem sucedido.

* Agora o Vasco passou para a batuta de Marlon Brando, vulgo Valdyr Atahualpa Ramirez Espinosa.

* E o Coritiba está mais perto na Série A como nunca esteve desde 2005. Depende só dele e - na verdade - não precisa nem contar muito com ele mesmo. Qualquer tropeço do quinto colocado pode significar um caixa mais polpudo para 2008.

* E o perde ganha que sempre foi essa Segundona é o maior aliado do Coxa, atrás apenas dele mesmo e de sua torcida em casa.

* Por falar nisso, Gustavo - o Papa - está se firmando como o artilheiro das horas decisivas para o Coritiba. Tem estrela o Ratzinger dos Pampas.

* E Alex Mineiro conseguiu se recuperar antes da hora, entrando no segunda etapa de Cruzeiro 1 x 1 Atlético Paranaense. Tem tudo para recuperar a posição de titular, pois Marcelo Ramos não tem rendido bem desde o clássico contra o Paraná Clube, em que fez seu gol 400 e o 401.

* E o que é essa contusão do Ronaldo? Ele ainda não conseguiu sair da pré-temporada e dezembro para ele já era. Já começa a levantar dúvidas se essa temporada será aproveitável.

Postado por Leonardo Bonassoli

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