Jul 31
Saudades do Campusca
por Equipe De Primeira00h31

*Por Daniel Soares
Hoje eu tirei a tarde pra matar as saudades do Campusca. Campo Grande Atlético Clube, o clube do meu bairro. Do estádio, 15 minutos a pé da minha casa. O clube que trazia o Flamengo, o Vasco, o Fluminense e o Botafogo pra jogar aqui pertinho. Todos os craques do futebol carioca até os anos 90 botaram os pés no Estádio Ítalo del Cima, que chegou a ser palco de um Fla x Flu, em 1992, ano em que o Maracanã estava fechado. O estádio que tinha placas de publicidade das lojas aqui da esquina: Roberto Eletrônica, Borracheiro Boca Rica e Auto Escola Jorge. Uma época em que o bairro se envolvia com o clube, que contava com o apoio do comércio local.
Hoje o Roberto se aposentou, foi morar na Costa Verde e sua loja de eletrônica virou uma livraria evangélica. O Borracheiro Boca Rica virou franquia de uma grande rede. Apenas a auto escola prosperou. O Ítalo del Cima está literalmente caindo aos pedaços. Rebocos caindo, infiltrações, vergalhões aparentes, torres de iluminação tombando. Interditado há mais de dois anos.
O Campo Grande AC é um fantasma do que foi. Promovido à primeira divisão carioca nos anos 60, teve seu auge nos anos 80, quando foi campeão da Taça de Prata do Brasileiro em 1982 e tendo disputado a primeira divisão carioca seguidamente até 1992. Rebaixado, foi campeão da segundona em 1993. Lanterna em 1994 não foi rebaixado porque naquele ano não houve rebaixamento. Mas de 1995 o clube não escapou. Depois de quase subir em 1997, penou na segunda divisão até o buraco aumentar com a queda para a terceira divisão em 2002. Nesse tempo o clube viu sua infraestrutura desmoronar, os campos de treinamento virarem casa de funk e pagode - e o bairro se afastar completamente. Ninguém lembrava mais da existência do clube. O futebol do estado foi dominado pelos times de prefeitura do interior e da Baixada, em detrimento dos clubes tradicionais do Subúrbio.
Inusitadamente, o orkut deu uma sobrevida à torcida. Os mais jovens se lembraram que existia um clube no bairro. Mais de mil associados à comunidade, o que passou a render umas 100 pessoas por jogo no estádio. O problema é que, em 2007, o estádio foi interditado e o CGAC foi obrigado a perambular por aí, como cabe a um bom fantasma. Se já era difícil atrair os moradores do bairro para jogos em casa. Imagina em estádios distantes, às 15h de um dia de semana?
Inexplicavelmente, dessa maneira errante, o Campo Grande conseguiu fazer uma incrível campanha de recuperação, ser vice-campeão da terceira divisão carioca de 2008 e ser promovido para a segundona.
De volta após 7 anos, o time faz campanha errante. A disputa é para não cair. Hoje mandou o jogo no Estádio Romário de Souza Faria, o popular Marrentão. O pequeno estádio fica em Xerém, distrito do município de Duque de Caxias, num pé de serra muito verde onde a Região Metropolitana se encontra com a Serrana. A 85km de Campo Grande.
O Marrentão é a casa do Duque de Caxias FC, e ao ve-lo se compreende porque o tricolor da Baixada tem que mandar seus jogos na Série B do Brasileiro no Estádio do América, em outro município. O estádio não tem arquibancadas atrás dos gols e as "cabines" estão inacabadas. Não têm energia elétrica. O gramado é lamentável. Todo um lado estava inexplicavemente encharcado num dia de sol.
O jogo? Foi contra a Portuguesa Carioca, da Ilha do Governador. Encontro outrora comum na primeira divisão. A Portuguesa vem de dias melhores recentes. Disputou a primeira divisão pela última vez em 2006. Tem estádio bem conservado e mais apoio da comunidade local.
Foi 3x1 para os lusos. Teve gol de bicicleta, montinho artilheiro, um zagueiro driblado pela poça d'água e jogadores seguindo orientações da torcida em detrimento das do técnico. Foi divertido, apesar de tudo. Pretendo voltar. Antes que acabe.
*Daniel Soares, formado em economia, tem um texto de deixar macaco velho do jornalismo esportivo envergonhado. Hoje, nos deixou com saudades dos tempos em que o futebol honrava cada letra de sua palavra.
Mai 21
Benazzi: Não tem como subir com por favor e com licença
por Leonardo Mendes Jr.23h24
Já escrevi algumas vezes que Vágner Benazzi era o nome ideal para treinar o Paraná na Série B. O cara sabe como fazer um grupo limitado (algo comum em divisões de acesso) fazer milagres dentro de campo. A Portuguesa é a prova mais recente dessa fórmula.
O Paraná não acertou com Benazzi, que hoje foi apresentado no Vila Nova. Bati um papo rápido com ele, no começo da noite, logo após uma palestra em que se apresentou aos novos comandados. Foi ótimo. Benazzi fugiu da cartilha do politicamente correto. Disse que dinheiro (salário em dia e premiação) é fundamental para fazer um time subir, que com por favor e com licença não se vai a lugar algum na Série B e revelou ter sido pego de surpresa com o anúncio de Zetti no Paraná.
O que você falou na palestra?
Falei de tudo que aprendi no futebol. É hora de erguer a autoestima deles, mostrar que quem joga na B, joga em qualquer divisão. Mas quem joga nas outras, nem sempre consegue jogar na B. Depois conversei com eles de dois em dois, para ouvi-los. A maioria bateu nessa tecla, de que precisava ser ouvido. Vim para ajudar, não atrapalhar. Costuma dar certo se o grupo aceitar a ideia.
Você já tem 16 acessos na carreira. Qual o segredo?
Se gostar. Um grupo unido, em que um defenda o outro, defenda o treinador. Falei que gosto de cobrar, mas eles têm de entender que é o melhor para eles, aceitar minha reclamação. Gosto de manter a família junto a eles, de ligar para as esposas, para as mães.
Dá para conseguir sucesso na Série B falando “por favor” e “com licença”?
Não dá. Não chega a lugar nenhum. Ou até chega, lá nos quatro últimos. Às vezes só é possível se fazer compreender com a voz bem alterada.
O que funciona mais para conseguir um acesso: união, salário em dia ou premiação?
Se chama jogo, tem dinheiro. Logicamente há motivação, e se chama dinheiro. Claro que nem sempre dá certo. Às vezes gasta um tubo de dinheiro e não sobe.
Por que não acertou com o Paraná?
Me surpreendi quando apresentaram o Zetti. Tinha me reunido com o Márcio (Vilella) em São Paulo, só faltava ele conversar com investidor para dar o xeque-mate. Aí no outro dia anunciaram o Zetti. Faz parte do futebol.
Te deram alguma satisfação?
Se fossem dar satisfação no dia, com 90% combinado, iam ouvir o que não queriam. Como não houve, estou normal, continuam sendo meus amigos. Se precisar lá na frente, a gente vai com o maior carinho. Não sou de guardar mágoa, a vida é muito curta para isso.
Aqui, um pouco de Benazzi, no teaser do dvd O Caminho dos Campeões, sobre o retorno da Lusa à Série A do Brasileiro, em 2007.
Dez 16
Os heróis famosos e anônimos da saga corintiana na Série B
por Equipe De Primeira18h02

Por Mauricio Stycer, colunista do IG
Entre os vários "livros de oportunidade" escritos na esteira da volta do Corinthians à Série A do Brasileiro, "A saga corintiana", de Luis Augusto Simon (Publisher, 136 págs, R$ 27), a ser lançado nesta quarta-feira, no Bar Boleiros, em São Paulo, chama a atenção por focar não apenas os conhecidos heróis, mas uma série de personagens secundários ou anônimos da epopéia.
Menon, como é conhecido, é desses jornalistas esportivos capazes de encontrar histórias interessantes para contar não apenas entre os vencedores, mas também em personagens menos óbvios ao redor do universo que cerca a competição. Em duas oportunidades que editei matérias suas, no "Lance!" e na "CartaCapital", tive o prazer de ler reportagens diferentes, pouco óbvias, sobre figuras esquecidas, derrotadas ou à margem do glamour que cerca o esporte no mundo de hoje.
O seu relato, jogo a jogo, da passagem do Corinthians pela Série B, em 2008, não poderia ser diferente. A primeira figura a aparecer no livro é Monga, "um enorme gavião de aproximadamente 1,90 m e 180 quilos", que colocou o dedo na cara do presidente corintiano, Andrés Sanches, no dia seguinte à queda para a segunda divisão, e disse: "Não adianta ficar culpando a antiga diretoria porque você fazia parte dela também."
Sanches, conta Menon, só não atendeu um pedido dos torcedores (que queriam a cabeça de Antonio Carlos, nomeado diretor de futebol), mas dispensou todos os jogadores que a Fiel exigiu ver longe do Corinthians após o fracasso em 2007 (Gustavo Nery, Vampeta, Iran, Betão, Zelão e Fábio Brás, entre outros).
A contratação de Mano Menezes – dois dias depois de o técnico ter dirigido o Grêmio no empate em 1 a 1 que selou a queda do Corinthians – é o primeiro passo acertado rumo à volta, que ocorreria um ano depois. Mano trouxe Herrera, personagem que Menon trata com carinho, apesar da eficiência duvidosa e da fama, na Argentina, de "quase gol" – o personagem que sempre aparece nas fotos abraçando o companheiro, mas raramente é o autor do gol.
Enquanto o goleiro Felipe ("muito bom de marketing") e o atacante Lulinha ("estava onde não devia estar" em 2007) são personagens que alternaram altos e baixos ao longo deste ano, a trajetória do atacante Dentinho é a que mais se aproxima do conto de fadas que o futebol dos dias de hoje promete.
Bruno Bonfim, nascido em 1989, virou Dentinho aos 12 anos, quando começou a se destacar no futebol. Contrário a apelidos, Paulo Cesar Carpegiani, um dos técnicos do Corinthians em 2007, pediu que ele voltasse a usar o nome de batismo. No início de 2008, porém, o craque resolveu voltar a ser chamado pelo apelido. Nas palavras de Menon, foi a melhor contratação do Corinthians em 2008. "Chegou Dentinho e saiu Bruno Bonfim".
"Botei na cabeça que 2008 vai ser um grande ano para mim e estou me preparando para isso. Em casa, pego um pente e faço de conta que é um microfone para aprender a dar entrevistas. A minha namorada me ajuda", disse o atacante. Ao final do ano, Dentinho contabilizava 24 gols marcados – 14 pela Copa do Brasil. Seus pais, cujos nomes (Adonis e Eunice) estão tatuados em seus braços, eram funcionários de um orfanato. Hoje, moram em um apartamento comprado pelo filho
A crônica de cada partida da Série B é temperada por observações laterais, mas muito perspicazes, de Menon, como na vitória do Corinthians por 4 a 1 sobre o Barueri, no primeiro turno:
"A vista de quem está sentado em uma das cabines de imprensa da Arena Barueri é impressionante. Basta abaixar um poucos os olhos para se ver um estádio moderno, projetado para abrigar algum jogo da Copa do Mundo de 2014. Sonho que não vai se realizar, é lógico. Quando os olhos estão mirando as arquibancadas em frente, o que se vê é uma enorme favela, que leva à pergunta inevitável: não haveria nada mais importante a se fazer em Barueri do que um estádio de futebol? Ou outra questão: vale a pena manter um time de futebol com muita verba oficial?"
Outro herói anônimo da saga corintiana é Rafael Santos Silva, o Dog. Tinha 25 anos quando viu o time cair para a segunda divisão e prometeu acompanhar todos os jogos na Série B. Dog assistiu os 20 primeiros. No domingo, um dia após a vitória sobre o CRB por 2 a 1 em Maceió, foi fazer um passeio em uma praia, distante 66 km da capital, caiu no mar, afogou-se e morreu. O presidente do Corinthians, registra Menon, foi ao enterro de Dog. Os pais do jovem, para cumprir a promessa dele, assistiram os demais 18 jogos do time na Série B.
Há outros personagens fascinantes nesta epopéia. Gente como René, goleiro do Barueri e sócio número 20.070 da Gaviões da Fiel. Ou L., 18 anos, interno da Fundação Casa, ex-Febem, que assistiu ao lado do ex-craque Zé Maria a vitória sobre o Ceará por 2 a 0, jogo que garantiu a volta do Corinthians à Série A com seis rodadas de antecedência. Enfim, num ano que tinha tudo para ser uma página a ser esquecida, o Corinthians venceu 45 partidas – foi o time brasileiro que mais venceu – e transformou sua saga num evento memorável, que este livro ajudará a eternizar na memória do torcedor.
Dez 13
Depois da queda...
por Equipe De Primeira20h58
por Leonardo Bonassoli
...o coice? Quem sabe? Dos quatro times que caíram para a Série B em 2007, apenas o Corinthians voltou direto. Juventude, Paraná e América-RN estacionam pelo menos um ano na Segundona. Menos mau para o Paraná e principalmente o América, que flertaram até com um rebaixamento para a Terceirona. Prova que a Série B não é tão fácil quanto se imagina.
Até por isso vou tentar dar uma de Mãe Dinah e prever o que poderá acontecer com cada um dos rebaixados deste Brasileirão.
Figueirense - 44 pontos
Em 2008 foi do êxtase (janeiro) ao fracasso (dezembro). A saída do clube é mesclar garotos da base campeã da Copa São Paulo de 2008 com alguns bons nomes a serem prospectados. Pintado chegou tarde demais neste ano, quando o time finalmente engrenou depois de um troca-troca desenfreado de treinadores. Meu palpite é que brigue para subir, mas que não seja aquela bola cantada que foi o Corinthians.
Vasco - 40 pontos
Corinthians 2008? Tem chances. O Vasco costuma subir bons garotos da base e tem cacife para atrair bons jogadores, pelo menos para os padrões da Série B. Além disso, os novos contratos de patrocínio ajudarão na recuperação do time, que sofre com a terra arrasada por Eurico Miranda. Talvez seja uma campanha mais próxima do Atlético Mineiro. Vamos ver o que Dinamite e Dorival Júnior irão fazer.
Portuguesa - 38 pontos
Tem tudo para não subir de primeira. Sinceramente mostra ter problemas estruturais no clube. Corre por fora.
Ipatinga - 35 pontos
Para quem foi rebaixado no Campeonato Mineiro, o Tigre do Vale do Aço até que foi bem. Muitos esperavam um América de Natal Reloaded, mas conseguiu fazer o dobro de pontos e arrancou alguns resultados importantes. Terá uma temporada dupla de Segundona em 2009. No Módulo II do Mineiro, deverá subir com facilidade. Na Série B do Brasileirão, tem pinta de meio de tabela. Lembrando que o Ipatinga refez a parceria com o Cruzeiro e terá alguns jogadores da base cruzeirense por empréstimo. Curiosidade: a base do Tigre só vai até o juvenil (por enquanto). Nos juniores, entra a parceria com o Cruzeiro, que cedeu 20 jogadores desta faixa de idade.
Ago 26
Você acredita?
por Equipe De Primeira20h06
por Napoleão de Almeida
Vendo as situações de Atlético e Paraná nas Série A e B lembrei de ver no começo do ano uma previsão para os clubes no site Globo.com.
Logo, pedi socorro ao Google e me assustei:
A coisa é feia.
Para Cinara Mattos, a cartomante, em 07/01/2008, o futebol paranaense iria sofrer duas quedas e amargar um ostracismo.
Esse, com o Atlético, que não irá cair apesar de passar susto, segundo ela: "Não é bom o ano para o Atlético, com poucas vitórias. Mas perseverança eles têm de sobra. O time corre risco de rebaixamento no Brasileiro, mas uma mão forte vai levantá-los".
Quem iria cair da Série A para a B seria o Coritiba. Segundo Cinara, "O Coritiba é alarme falso, não chega a lugar algum. Vai voltar de onde veio e não tem chance fora de casa, justamente porque não é comandado por pessoas de coração".
Vale lembrar que a diretoria do Coxa, melhor paranaense no ano, mudou logo na virada de 2007 para 2008.
Agora, o que mais assusta, era a previsão para o Paraná:
"O Paraná corre grande risco de ir para a Terceira Divisão, apesar de o pessoal estar se esforçando e lutando. Não tem união, amizade, harmonia. E sem harmonia nada dá certo", previa.
São 20h em ponto, 25 minutos do primeiro tempo na Vila e o placar é Paraná 0-1 Fortaleza.
Você acredita?
Update
O Paraná virou, 3-1, e quebrou a série de sete (7!) derrotas consecutivas.
Ago 14
A decadência dos pequenos grandes clubes brasileiros
por Felipe Lessa00h09
Villa Nova e Uberlândia em Minas, Londrina e Grêmio de Maringá no Paraná, Campo Grande, América e Bangu no Rio de Janeiro, Internacional de Limeira, União de Araras e Juventus em São Paulo e Tuna Luso no Pará. São clubes que carregam em suas histórias algo muito importante em comum. Foram destaque no cenário nacional e sonharam com o dia que seriam grandes.
Alguns foram vice, outros campeões, mas hoje não carregam distinções. Todos dependem de calendário improvisado pelas federações locais para continuar jogando. Alguns, até mesmo dispensam tal calendário extra, por falta de dinheiro.
A falta de grana é fruto de dois fatores. O primeiro fica pela administração amadora destes clubes. O segundo é a Lei Pelé (9.615/98), que favorece empresários e clubes empresas.
Para tentar dialogar e debater sobre o segundo problema, dirigentes de clubes e federações estiveram reunidos terça-feira, em Brasília. Na Câmara dos Deputados, eles analisaram e opinaram em assuntos sobre possíveis mudanças na Lei Pelé.
No que vai dar, não sabemos. Mas, para você não pensar que certos clubes já morreram, o De Primeira preparou um pequeno guia dos desesperados. Saiba um pouco mais sobre os clubes que já sonharam em ser grandes, no entanto, hoje, fora do campeonato nacional, lutam para não cair no esquecimento.

Londrina Esporte Clube/PR - Campeão da Taça de Prata em 1980, quarto colocado na elite do brasileiro em 77 e três vezes o melhor do estadual. Tais campanhas não impedem um saldo devedor que supera R$5 milhões. Para tentar se salvar e viver, a diretoria do time precisou realizar uma parceria com um empresário paulista. O novo dono cuida de todos acordos do clube, inclusive da venda de atletas. O empresário salvador da pátria fica com mais de 80% da arrecadação do Tubarão, que vai disputar a Copa Paraná com intenção de se classificar para a Quarta Divisão do Brasileiro em 2009. Atualmente, o grande feito do antigo clube de Elber é a torcida. Os alvicelestes se aquecem para o torneio regional jogando na Time Mania, fazendo do LEC o maior do interior do Brasil nas apostas.
Site: www.londrinaesporteclube.com.br

Grêmio de Maringá/PR - O saldo negativo nas contas fez com que o clube mudasse de nome. Sem dinheiro, mas com esperança de voltar a ser o grande Galo Guerreiro que bateu no Santos e foi vencedor do Torneio dos Campeões da CBD em 68, diretores entregaram o clube ao "empresário" Aurélio Almeida. O homem que, por interesses pessoais tentou fazer Maringá esquecer dos três campeonatos paranaenses, foi defenestrado, surgindo o Galo, novo time da cidade. O novo clube, apesar de ter toda a simpatia dos antigos adeptos do Grêmio e de toda a cidade canção, ainda luta para conquistar receitas e voltar forte ao cenário nacional. No segundo semestre de 2008, o Galo vai ficar parado, aguardando novidades sobre o paranaense 2009. Vai investir nos times de base.
Site: www.galomaringa.com.br

Internacional de Limeira/SP - Foi o primeiro clube paulista a levar o caneco para o interior do Estado, em 86. Já em 88, o alvinegro conquistaria a segunda divisão do campeonato brasileiro, batendo o Náutico. Hoje, longe da fama, o Leão de Limeira fechou uma parceria com um empresário carioca. O novo dono da bola enviou um treinador para comandar a equipe no Sub-20 estadual 2008 e futuramente, na A3 paulista. Pelo jeito, ainda vai demorar para que o Limeirão, com capacidade para 40 mil pessoas, volte a lotar para fazer festas em preto e branco. Os torcedores andam desanimados.
Site: www.internacionaldelimeira.com.br

União São João de Araras/SP - Dos decadentes, é o mais recente a vencer um campeonato importante. Em 1996, o ex-clube de Roberto Carlos, venceu a 2ª Divisão do Brasileiro. Hoje atua apenas pela Copa Paulista, e está fazendo feio. Na 5ª rodada estava em 6º do grupo 3, sem nenhuma vitória. Em 2009 vai disputar o Campeonato Paulista pela A-2.
Site: www.uniaosaojoao.com

Juventus/SP - O Moleque Travesso levou a segunda divisão do campeonato brasileiro para a Mooca em 1983, ao bater no que viraria tri-vice-campeão do torneio, o CSA de Alagoas. Na atualidade, disputa a Copa Paulista. Na condição de terceiro colocado de seu grupo, o Juve empatou sua última partida com o São José em casa, na Rua Javari.
Site: www.juventus.com.br

Tuna Luso/PA - Os cruz-maltinos do norte conquistaram a segundona do Campeonato Brasileiro em 1985. Carregam nas costas 10 campeonatos paraenses. No ano passado, na condição de vice estaduais, disputaram a C do brasileiro. Em 2008, o fiasco veio com a penúltima posição no estadual. Fiasqueira legitimada com a goleada de 5 a 1 para o Paysandu, na rodada final.
Site: www.tunaluso.net

Villa Nova/MG - O primeiro campeão da segundona nacional, em 1980, completou o centenário em 2008. Foi uma grande festa mensal, que rendeu selo nos correios, hino cantado por banda de rock e amistoso contra o Flamengo. A equipe se prepara para fazer bonito na Taça Minas Gerais e venceu um jogo treino contra o América por 1 a 0. O Leão do Bonfim comemora sua presença na mídia, embora, na posição de campeão nacional, merece lugar bem mais digno.
Site: www.villanovamg.com.br

Uberlândia/MG - O Periquito do triângulo mineiro foi o melhor da segunda divisão do Brasileiro em 1984. Em 2007, o verdão de Minas chegou a contratar Viola, com a missão de fazer Uberlândia sorrir. Mas, atualmente os torcedores reclamam da ausência de Sheslon e Pedro Paulo para a estréia contra o Tupi. O jogo será válido pela Taça Minas Gerais. E faz tempo que o Periquito está em baixa. Tanto que precisa comemorar conquista Sub-21 do Atlético Mineiro na Holanda, com participação de sete jogadores do time do alviverde, que em 2009, volta ao campeonato da elite mineira. Foi vice-campeão da segundona estadual. O América Mineiro foi o vencedor.
Site: www.uberlandiaec.com.br

Bangu/RJ - Em 1985, o time do bicheiro Castor de Andrade deu show no brasileiro da primeira divisão. Apenas não passou pelo Coritiba, nas penalidades, com um maracanã completamente lotado. O campeonato carioca foi parar em Moça Bonita duas vezes. Atualmente, o show acabou. O clube implora por uma parceria. Ainda assim, vai bem na segundona local. No seu último confronto, o Bangu que era líder, foi derrotado em casa pelo Miguel Couto. Mas foi uma zebra.
Site: www.bangu.net

Campo Grande/RJ - O Campusca foi campeão da segundona do brasileiro em 1982, mas seu time de maior sucesso foi o de 91. Na ocasião, o clube contou com Roberto Dinamite e Cláudio Adão. Falando em ídolos, (W)Vanderley Luxemburgo começou sua carreira no alvinegro, em 1983. Seu principal rival é o Bangu. Atualmente o clube se encontra na terceira divisão carioca.
Site?

*América/RJ – O campeão dos campeões de 1982 quase tirou o São Paulo do brasileiro de 86. Trata-se de um dos mais tradicionais clubes do Brasil, que inspirado pelos feitos do Bangu em 85, se agigantou diante do tricolor do Morumbi. O São Paulo se classificou pela contagem mínima, privilegiado por ter Careca em seu elenco, um dos maiores centro-avantes que nossa pátria já viu jogar. Foi a última grande campanha do Diabo. Atualmente, o time de Tim Maia sumiu do mapa. Em 2008, conseguiu a proeza de ser rebaixado no Campeonato Carioca.
Site: www.americafootballclub.com
*Juan Saavedra colaborou c/ o América/RJ
Ago 07
Furacão ressurge e Timbu é devastado na noite dos desesperados
por Felipe Lessa06h57

O clima relativamente frio, contemplado pela chuva que caiu antes das 20h30, propiciou ambiente perfeito para um jogo de desesperados na noite desta quarta-feira, na Arena da Baixada. Atlético Paranaense e Náutico duelaram em Curitiba, buscando mais que três pontos na tabela.
A ambição de ambas equipes era escapar do rebolo do rebaixamento e iniciar uma reconquista da moral de seus brasões, tanto com os torcedores, como também entre o próprio amontoado de jogadores. Tratava-se de uma tarefa difícil, onde os mais radicais arriscavam empate, ou então, um placar magro, chorado, sem favorito ou zebra.
A desesperança tanto fez parte do evento, que dos 17 mil associados do rubro-negro, pouco mais de 12 mil se dirigiram ao Joaquim Américo para acompanhar o jogo.
O Atlético ficou quatro jogos sem ganhar. Em casa, perdeu para o Botafogo e ficou no empate com o Figueirense. Fora, foi derrotado por Vitória e Sport.
Tais resultados haviam ajudado a colocar o rubro-negro no G-4 de baixo, o que causou a queda do treinador, Roberto Fernandes, do diretor de futebol de futebol, Alberto Maculan, e de Antônio Carlos Gomes, do departamento de fisiologia.
E na entrada interina de Tico, no comando da equipe, mais Edinho Nazareth, na direção de futebol, o time venceu. Para os que têm fé, por ajuda divina. Para os que preferem a razão, pelas conversas que os novos comandantes tiveram com os jogadores, pela forma como colocaram o Atlético para jogar.
Terminou 2 a 0 , com gols de Rafael Moura, aos 18 do primeiro tempo, e Danilo, aos 36 da etapa final. O placar deu uma leve afrouxada na corda que estava no pescoço de dirigentes, jogadores e, em especial, torcedores. O atleticano de arquibancada além de não encher os bolsos com as receitas do clube, ainda paga mensalidade para aceitar as piadas de torcedores do rival, o Coritiba, que divide a 5a posição do campeonato nacional com o Vitória, depois de na mesma quarta-feira, bater no Vasco em São Januário.
Mas tudo bem, o Atlético promete agora partir para a reconquista de espaço. Contou com a volta de Kelly, subiu para a 14a posição com 20 pontos, voltou a vencer no Joaquim Américo e mandou o Náutico para a ribanceira da ZR, completando oito partidas sem levar os três pontos para os Aflitos. O Atleticano, ontem ao menos, sorriu um pouco, ao saber que o alvirubro de Recife está tão desesperado que foi buscar ajuda psicológica.
Mais. O atleticano pode sorrir sabendo que tem no gol a segurança de Galatto, que mais uma vez fez belas defesas. O torcedor sorri por saber que tem um novo ídolo, mais um goleiro, que a exemplo do último grande arqueiro, Ricardo Pinto, veio de fora para se consagrar na equipe da Rua Buenos Aires.
A alegria atleticana fica na esperança da fé em Chico, cria da casa, considerado por torcedores e imprensa, o melhor em campo na partida de quarta. Tudo bem que a situação atleticana não é das melhores. No entanto, repito. A torcida voltou a sorrir. Está feliz da vida. Pediu até mesmo um "fica, Tico".
A esperança agora é seguir o exemplo do coxa e bater nos cariocas, na 19a rodada do Campeonato Brasileiro. Para tal, a equipe vai contar com a presença do artilheiro rubro-negro na competição, Alan Bahia, que executou goleiros rivais por 5 vezes. O volante não jogou contra o Náutico, pois cumpria suspensão pelo terceiro cartão amarelo. A torcida rubro-negra ficou tão feliz que nem chegou a comentar nada sobre a provável extinção da cerveja com álcool nas arquibancadas. Chegou a hora do time se reencontrar. Vencer o Flamengo que está em crise, no Rio de Janeiro, virou obrigação. Se não, o desespero continua.
Jun 05
As 100 velinhas do primeiro campeão brasileiro....da segundona
por Felipe Lessa17h44

No dia 28 de junho, um dos mais queridos clubes de Minas Gerais e do Brasil completa 100 anos. É o Villa Nova, de Nova Lima, clube que ao mesmo tempo que seu primo rico, Atlético Mineiro, conquistava o primeiro Campeonato Brasileiro, em 1971. E os torcedores alvi-rubros pouco se importam quando falam que o título foi o da segunda divisão, pois na verdade, foi da primeira. Como menciona o site do clube, a elite do futebol brasileiro fazia parte da divisão extra. Era o time do Villa, levando o nome da cidade aos olhos e ouvidos de todo país desbancando o Remo na final.
Apesar do passado repleto de glórias, nos dias de hoje os torcedores do Leão do Bonfim se contentam com a sexta colocação obtida no Campeonato Mineiro 2008, torneio que venceu em 1932 (época em que as ligas de futebol em MG não eram unificadas), 33, 34, 35 e 51. No ano de seu centenário, o Villa venceu times como o "possível azarão da série A", o Ipatinga, mas, não superou o Cruzeiro no Mineirão, nem o Atlético em casa.
Perdeu para os clubes da capital? E daí. Os Villa-Novenses estão faceiros da vida, comemorando com pão de queijo e garapa o jogo contra o Flamengo/RJ, dia 27, em uma das principais atividades festivas da comemoração dos 100 anos. As cores do vermelho e branco de Nova Lima, interior do Estado prometem tomar conta de casas, ruas, bares, e claro, do estádio. Na segunda-feira, 2/6, foi lançada a campanha "Uma cidade em Vermelho e Branco", iniciativa que pretende tingir toda a cidade nas cores do clube, fato que já vêm ocorrendo desde a realização do “Carnaval do Centenário”.
Dia do Villa
O aniversário de cem anos será refinado. Agora, todo 28 de junho em Nova Lima é dia de festa. Trata-se do Dia do Villa-Novense, uma iniciativa do vereador local, Luciano Vítor Gomes, presidente da Câmara Municipal de Nova Lima.

Parabéns via correio
Até mesmo selo e carimbo personalizados lançados pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) fazem parte da festa. Para legitimar a sentença, o evento de lançamento dos selos contou com a presença do diretor dos Correios em Minas Gerais, Fernando Miranda.
O selo elaborado pelos Correios traz o escudo do Villa Nova estilizado em forma de coração, com a inscrição “Uma Cidade em Vermelho e Branco”, numa homenagem, também, aos 307 anos de fundação do Município de Nova Lima.

Literatura leonina
Em abril de 2008, foi lançada Enciclopédia do Leão, o livro "Villa Nova: 100 Anos de Glória em Vermelho e Branco", de autoria do jornalista Wagner Augusto, assessor de imprensa da agremiação.
No segundo semestre, a literatura leonina ganhará mais dois títulos: "Almanaque do Leão do Bonfim", um arquivo com todos os jogos realizados pelo Villa Nova de 1908 a 2008, e "Villa Nova: 100 Anos de História em Foco", livro que reunirá fotografias do clube ao longo dos últimos 100 anos.

Let´s Rock
Para não dizer que o ritmo do futebol é o pagode, uma banda de Nova Lima entrou em ação. Os Beira Kaos gravaram o hino do clube em versão Rock´n´Roll e vão se apresentar amanhã (06/05). A apresentação faz parte do Projeto Sextas nas Feiras Especiais, onde neste mês de junho, outras três bandas ainda fazem a festa da torcida em frente ao Estádio do Villa Nova.
Festa para curar ressaca
No dia do Villa, 28 de junho, os toques de sino começam meio-dia. Talvez para acordar os torcedores que possivelmente estejam de ressaca, após longa comemoração de vitória sobre o Flamengo. Logo depois, tem carnaval, desfile do Bloco Leão Maluco com a Banda do Bloco dos Sujos, Bateria da Escola de Samba Monte Castelo, Bateria da Escola de Samba Unidos do Rosário e Banda Kero Biss. Sorte que o dia seguinte é domingo. Parabéns Villa, Nova Lima e torcedores.
Para mais informações sobre os 100 anos do Villa Nova acesse:
http://www.villanovamg.com.br
Mai 13
Ipatinga campeão
por Jones Rossi13h11
Você já leu os guias da Série A e da Série B, preparados por Leonardo Mendes Jr.? Cobrem dele as previsões no final do ano. Desde já aposto no Ipatinga.
Mai 11
Já subiu, não perca seu tempo
por Jones Rossi02h10

Ontem começou a longa festa que levará o Corinthians de volta à Série A. Mais de 30 mil pessoas no Pacaembu (com um gramado bom como jamais visto por lá), transmissão da Globo com comentários de Caio e Arnaldo Cézar Coelho, legenda para os cantos da torcida. O jogo até foi bom tecnicamente. Na verdade, tudo se parece mais com um ano sabático futebolístico do que com a Série B.
E será assim até o final do ano, com reportagens mostrando longos takes da torcida cantando, chorando, xingando, vibrando - tudo para perpetuar a mística corintiana - e um DVD coroando tudo, com um título do tipo "A saga do Timão" ou "Ressurreição alvinegra".
Preguiça do que o futebol se tornou, inclusive a antiga Série B. Não dá para levar uma Segundona que tem Corinthians e um CRB que joga bem e dá passes de calcanhar. O que veremos a seguir? Sandro Goiano ganhando o Belfort Duarte?
Resultados
Sex 09/05/2008
Barueri 2x0 Gama
Bragantino 1x0 Santo André
Brasiliense 2x2 Marília
Paraná 0x1 Avaí
Sáb 10/05/2008
Ceará 2x1 Juventude
Bahia 1x1 Fortaleza
Criciúma 1x0 América-RN
Corinthians 3x2 CRB
São Caetano 3x0 Ponte Preta
ABC 3x2 Vila Nova