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De Primeira: Futebol, Futebol e Futebol

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Nov 09

6 motivos pro Fluminense torcer pelo rebaixamento

por Felipe Lessa21h25

1. A união
As campanhas motivacionais de Atlético-MG, Corinthians e Vasco provaram que o clube volta fortalecido quando joga uma segundona. E hoje em dia o Flu não tem força alguma. Está mais zoado que os dentes do maluco que fala no Pânico: “oh oh Adriano, ta me ouvindo?”. Jogar a segunda divisão será um ato grande para o tricolor, um TIM (team, em inglês) que quer ser respeitado e grande. Até mesmo aqueles que são meros simpatizantes se tornarão torcedores tão fanáticos quanto os de um clube que não caiu - na luta pela moralização de seu time do coração. Estreitam seus laços, acompanham as notícias e convidam os camaradas da rua a debater questões clubísticas. Em tempos onde torcida sequer tem o direito de dar opinião sobre como tirar sua equipe de uma crise (a diretoria do Flu só escuta marginal de organizada, aqueles que ganham uma porrada de ingressos pra se calarem eternamente), essas mesmas pessoas (os torcedores comuns, aquele que paga de verdade o ingresso e compra produtos oficiais), sem ter abertura política algum nos quadros diretivos, sentem-se responsáveis pela volta de seu clube no próximo ano. A união faz a força.

2. Relevância
Erraram todos jogadores, comissão técnica e diretores do Fluminense ao dizer que a presença dos torcedores nos próximos jogos do Brasileirão é importante. Não digo pela questão de receitas que isso gera ao clube carioca, mas sim por terem deixado explícito que a fase final da Sul-Americana é segundo plano. Essa é a chance do Flu conquistar um título internacional de casa cheia, acabando com o complexo pós vice na Libertadores e dando auto-estima aos tricolores para que pensem grande, sofram (e também façam) uma lavagem cerebral que mostre serem um time grande. Acho que a diretoria do Flu deveria dizer ao torcedor: não vá ao estádio, vamos deixar o time cair e aí vocês voltam na segundona pra nos fazer voltar. O lance é mostrar que não estão nem aí para o Brasileirão (o que, de fato, é a verdade entre diretores tricolores).

3. Poder
As verbas que entram nos caixas de times como o Fluminense são extremamente mais gordas que a dos demais clubes da Segundona. Mesmo recebendo menos da TV, esss clubes tem tanta exposição nacional que podem conquistar receitas maiores que a de equipes regionais da primeira divisão. Com o mínimo de organização, tem tudo para atropelar seus rivais no B-side do Campeonato Brasileiro. Os torcedores ficam confiantes, a diretoria também. Até mesmo a auto-estima dos atletas tende a aumentar, ao ponto de chegar em 2011 como clube favorito ao título, que aprendeu com erros passados e tem sede de mudança. Dá pra iludir legal e fazer uma historinha, filminho, camisa promocional, livro e até roupa de palhaço. Esses caras precisam ser mais ligeiros...

4. Marketing
Timão e Vasco mostraram como se faz. Criaram campanhas publicitárias que ficarão para o resto da vida. Os corintianos viraram bando de loucos apenas por seguir seu time em sua “difícil” trajetória em 2008. Criaram outros bordões como “nunca vou te abandonar”, lançaram isso em camisetas e ainda ganharam grana com a tristeza da fiel, que comprou tudo que podia para ajudar seu clube do coração. No Vasco, o sentimento não acabou, colocaram 76 mil no Maracá em jogo simples contra o Ipatinga e ainda vão ganhar dinheiro com heróis como Carlos Alberto. É isso que precisa o Fluminense, uma nova projeção, uma nova cara, que os faça esquecer de vexames passados. Alias, a exposição do Vasco em programas de televisão chega a ser maior que a de Flu e Fogo. Afinal, está ganhando tudo. O Fluminense tem tudo na mão. Qual o clube brasileiro sem estrutura e organização alguma que teria tudo isso de mão beijada? Só fazer um esquema terceirizado de comunicação e marketing e pronto, tem gente que pode até tirar um por fora com isso.

5. Lavando a alma
O estereótipo do tricolor das laranjeiras é o do time grande que virou pequeno e só voltou para a elite do futebol nacional depois de intervenções políticas. É, isso é verdade. Isso é negativo para a torcida, que diariamente sofre gozações de flamenguistas, botafoguenses e, principalmente, de vascaínos. Sofre e com razão. Cair seria ótimo para o clube. O Flu pode receber todo suporte político para voltar dentro dos campos, basta não ter medo. A situação de hoje é bem diferente dos tempos em que a CBF precisou resgatar o tricolor de elevador da terceira para a primeira divisão. Vasco, Corinthians e Atlético Mineiro deram a sentença. É a hora do Fluminense repensar o peso que tem sua camisa. Alias...faz tempo que ela não pesa nada, mas as emissoras que transmitem o PPV da Segundona querem ajudar (pra manter a Série B varolizada) e os pangões ficam moscando. Não pode. Não dá.

6. Brazil Tour
O Brasil tem uma Série A seletiva. Digo isso em relação aos estados, já que em 2009 são 20 equipes e 6 são paulistas – gente que não está nem aí para o futebol carioca. Dois clubes são mineiros, mas por lá apenas parte do interior gosta de futebol carioca. Em Curitiba, os cariocas também não fazem muito sucesso. Quem vai lá ver jogo são apenas algumas caravanas de Santa Catarina e de Paranaguá. Alias, só tem um time de Santa Catarina na Série A. Outro estado que apóia eles é a Bahia...e por aí vai...é pouco. Mas se jogar a Série B, poderão visitar pontos importantes do Brasil e com grande contingente de pessoas que ama o Fluzão. Brasília, Natal, Floripa, Fortaleza...é muito terreno fértil a ser explorado. Sem falar de jogos contra times pequenos de São Paulo, onde a torcida carioca será predominante e até mesmo a existência de embates no interior do Rio de Janeiro. É a chance de bombar os estádios dentro e fora de casa. E o Flu vai perder a oportunidade?

*Me olvidé (esqueci, no linguajar que não é o do tricolor dos pampas) de hablar (contar) sobre o que se passou com los de Grêmio en la (na) Segundona. Los pibes gremistas achavam a segundona realmente o máximo, quase tão legal quanto a Liber e o Gauchão. Quem quiser ler um pouco mais sobre isso, clique aqui que os parceiros do Impedimento mandaram a letra.

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Mai 30

Eternos nômades do Paraná

por Felipe Lessa00h21

O nomadismo do futebol paranaense descambou para a completa falta de vergonha. É uma esbórnia imoral e desgraçada com o bicho do Paraná. Em 2009, três equipes estão na lista daquelas que mudaram ou pretendem mudar de praça esportiva. Iraty e Engenheiro Beltrão juntam-se ao Amérios de Umuarama nessa grande amostra da falta de comprometimento com a pelota local.

Comandado pela SM Sports, o Iraty já deixou claro: construiu um novo centro de treinamento em Londrina e vai pra lá com malas e pertences. Mais que isso, também querem transferir o registro do quase centenário azulão para o norte do Paraná. Ou seja, isso faz com que o povo iratiense perca seu tradicional clube fundado em 1911 para interesses capitais dos senhores Malucelli, Figger e Luxemburgo. Na antiga capital do café eles juntam-se com outros empresários que nunca explicaram onde foi parar o dinheiro de atletas do Londrina Esporte Clube – entre eles, Iran Campos.

Quem também está negociando deixar suas trouxinhas para trás e começar vida nova é o Engenheiro Beltrão. Com o Willie Davids em reforma, e o estádio de Marialva reprovado pela comissão de vistorias da Federação Paranaense, o novo Grêmio Maringá não irá mais disputar a terceirona do estadual e está interessado em ficar com a vaga do clube de Luiz Linhares.

Vergonha é o mínimo que poderia sentir o maringaense honesto, afinal...estão tentando mandar o galo, predador nato de nosso campeonato, de trampolim para a disputa da primeira divisão do próximo ano. Como se fossem pintinhos, entrariam pela razão social do Beltrão.

Já não basta o ato desonesto do Foz do Iguaçu que, rebaixado da elite em 2009, negociou disputar a segundona no mesmo ano da queda. Joga com a vaga do Amérios de Umuarama.

Realmente, depois do J. Malucelli virar Corinthians Paranaense, com bandeira paulista e que não descarta a possibilidade de realizar diversas turnês por todo estado, o futebol do Paraná descambou de vez. Infelizmente, nessa situação, são os honestos que lembram de Sid Vicious para gritar: Matem-me, por favor! Se a Federação não toma atitude, e continua ausente, é melhor pedir extinção.

Jamais imaginei que teria saudades de Severiano. Pensei que o extremo do ridículo era ver o Real Brasil treinar em Curitiba com uniformes do Grêmio de Maringá. Imaginei que o caso do Matsubara em Londrina havia servido de lição. Bom, diante de todas essas situações, não me espantaria ao escutar notícias afirmando que a Federação Paulista pode intervir e tomar conta do futebol paranaense. Com certeza, ninguém iria reclamar. Com o que tem aqui, não tem jeito! A moral futebolística daqui decretou falência.

Leia mais* :

http://pacocacomcebola.blogspot.com/2009/05/reuniao-complexa-na-fpf.html

http://elniopohlmann.blogspot.com/2009/05/gremio-fora-da-terceirona-no-arbitral.html

*para sentir mais vergonha

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Fev 01

O modo como posts surgem

por Alessandro Manoel15h15

Em Curitiba é bem raro as pessoas saberem de cabeça qual o número das linhas de ônibus que pegam. E o número 666 é o de uma linha chamada Novo Mundo. Talvez seja piada do pessoal da Urbs (empresa municipal curitibana que gerencia o transporte público local) com o número da besta e um mundo novo para apavorar quem acredita nestas coisas. Vai saber.

O ponto é que a gente se acostuma e não repara que algumas coisas podem ser algo engraçado para outros mesmo sendo comuns em nosso mundinho particular. Este assunto já chegou perto de ser abordado em posts sobre a Terceirona do Brasileirão. Em 2008 havia a minha torcida para que Brasil de Pelotas e Holanda-AM. Se acontecesse certamente alguma matéria da Placar iria ligar o confronto entre os dois times e um dos três jogos entre as seleções em copas (1974, 1994 e 1998) Quem seria o Van der Saar amazônico? O Cruyff do Pulmão do Mundo??

Enquanto eu pensava no 666 que passeia em direção ao sul curitibano, lembrei de dois confrontos no campeonato paranaense. Fox do Iguaçu x Iguaçu (de União da Vitória) e Paraná x Paranavaí. Pra paranaenses é comum. Será que a distância os nossos amigos de Belém acham isso engraçado?Lembro também que O Havelange uma vez estava em Curitiba e foi convencido a assistir a Atlético x Paraná Clube. Um repórter foi lá perguntar o que o rapaz achava do confronto e ele soltou um “estou satisfeito em acompanhar o jogo entre Paraná e Paranaense”. Mas também tivemos Engenheiro Beltrão x Francisco Beltrão.

Em São Paulo é engraçado o jogo entre Noroeste e Oeste. Será este o futuro clássico Rosa-dos-ventos? Os torcedores do Oeste vão tirar sarro porque o Noroeste é um mero ponto colateral e irão levar ao estádio uma bandeira com o dom Odilo Pedro Scherer? Uma pena que não temos mais um afastamento necessário pra sorrir em um confronto São Paulo x Paulista. Sem falar na quantidade de santos presentes.

A série A2 nos traz o clássico maniqueísta Rio Preto x Rio Branco com o Rio Claro chegando pra dizer que a mistura é que ganha jogo. Atlético Sorocaba x São Bento ainda é um dérbi mais legal, confesso. O fato é que o Bandeirante vai subir pra série A2 só pra invadir Sertãozinho. Ou talvez Nacional e Internacional subam junto e transfiram este jogo inusitado pra uma divisão mais chique. Monte Azul x Pão de Açúcar deveria estar no mesmo grupo.

À primeira vista, os cariocas só têm a nos oferecer América x Americano, que estão em divisões diferentes. Mas na terceira divisão há um clube que consegue fazer um “autoclássico”. O alvinegro Associação Esporte Clube Rio São Paulo. Rio São Paulo! E misturando tudo, há o Boavista da primeira divisão com o Bela Vista da terceira. Por sinal esta divisão carioca conta com times de nomes bem sugestivos: Semeando Cidadania Futebol Clube, Rubro Social Esporte Clube, Futuro Bem Próximo Atlético Clube e Fênix 2005 Futebol Clube.

E preparem-se. Guarani x Tupi se enfrentam no próximo dia 8 em Divinópolis. E dia 14 jogam Social x Democrata. Aliás, Democrata de Governador Valadares x Democrata de Sete Lagoas é bem comum por lá. Pena que atualmente este último está no Módulo II (a série B local).

Só consegui forçar a barra no Catarinense com Videira x Figueirense, que estão em divisões diferentes. O Gauchão tem como destaque a quantidade incrível de Esporte/Sport Clube/Club (Oito na principal e seis na segunda). Mato Grosso do Sul devia arrumar um par a altura para a Associação Atlética das Moreninhas. Operário x Comercial parece muito sem graça diante disso.

Preciso que algum leitor baiano nos ajude a confirmar se está correta a informação que tirei do site da Federação Baiana de Futebol sobre a existência de um time chamado Botafogo Esporte Clube e OUTRO chamado Botafogo Sport Clube. De qualquer forma dá para montar Serrano x Serrinha com Monte Rey querendo entrar na briga. Pernambuco tem três Ferroviários: Clube Ferroviário do Recife, Ferroviário Esporte Clube de Serra Talhada e Ferroviário Esporte Clube do Cabo.

Vou parar por aqui pra não ficar um post grande demais. Você, leitor, pode apontar novos jogos alternativos entre equipes de um mesmo estado. É que se for pra colocar jogos de times de qualquer lugar aí o céu é o limite e Chapadão x Chapadinha é imitar demais o Léo Aquino...

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Jan 08

Manual do boleiro....o assassino do futebol

por Felipe Lessa19h58

Segue na íntegra um manual secreto encontrado no perfil de orkut de pelo menos 11 jogadores (boleiros). É o pacto que decreta o fim do futebol brasileiro! Acabou o amor pelo clube. Acabou a raça. Acabou a tradição.

Confira o protocolo da tragédia:
Boleiro não joga, desfila.
Boleiro não domina a bola, bota a criança para dormir.
Boleiro não conversa, resenha.
Boleiro não aluga, resenha com as minas.
Boleiro não treina, ensina.
Boleiro não faz fundamento, ensaia.
Boleiro não comemora gol, acena para a torcida.
Boleiro não se machuca, fica contundido.
Boleiro não é metido, só anda na ponta do pé.
Boleiro não é cumprimentado, ele é aplaudido.
Boleiro não corre, faz a bola correr!
Boleiro não dribla, apenas ignora o adversário.
Boleiro não mete mala, tem seu estilo próprio.
Boleiro não tem amigos, tem parcerias.
Boleiro não toca, dá um tapa.
Boleiro não joga, dá show.
Boleiro não menti, dá migué.
Boleiro não humilha, apenas mostra a verdade para o adversário.
Boleiro não chuta, coloca.
Boleiro não corre, corta caminho porque quem corre é a bola.
Boleiro não é intelectual, é fera.

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Out 19

Até quando o Londrina vai omitir a bandidagem?

por Felipe Lessa19h14

O Londrina Esporte Clube ainda luta para quebrar o estereotipo de valente, mas amador e caipira no futebol paranaense. Quer se profissionalizar para não seguir o mesmo rumo dos tradicionais que sucumbiram no interior do estado. No entanto, para isso vai precisar solucionar um problema velho, mas atual. Mais uma revelação sumiu das dependências do Vitorino Gonçalves Dias, na saudosa Vila Casoni.

Dessa vez foi o volante Felipe Guedes, um dos destaques do Tubarãozinho na Copa Belo Horizonte de Juniores 2008. A denúncia foi feita no blog do radialista e autor do livro de 40 anos do Londrina, J. Mateus que ainda afirma: “Existe um pedido de liberação do garoto na justiça... o pior de tudo é que algumas vozes afirmam que gente de dentro do clube, do Londrina, teria participação direta nesse caso”.

Cabe agora ao Londrina tornar público quem são essas pessoas de dentro do clube. É lamentável a situação. Pois se não haver um acerto, perde o Londrina, mais que por ter outro jogador roubado, mas sim na credibilidade. Perde o garoto, que ficará até março de 2009 sem jogar. Ganham os empresários que conseguem mais uma vez mostrar o quanto é fácil tirar jogadores do alvi celeste.

A denúncia é gravíssima, já que o Londrina está em processo de reformulação da gestão de suas contas. Para tal, fez um acordo com o empresário Adir Leme, voltou a ter crédito com comerciantes, empresários e moradores da cidade.

Chegou a hora de acordar e tomar providências. Afinal, de que importa estar invicto na Copa Paraná, fazer planejamentos, parcerias, acordo com a justiça do trabalho para pagar as dívidas e ser bom em apostas na Time Mania, se o LEC não consegue expulsar os entreguistas que continuam roubando as pratas da casa. É a chance do Londrina mostrar que está a caminho de ser um clube confiável. Pois se isso não for feito agora, não será feito jamais.

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Set 23

Malucos da bola

por Leonardo Mendes Jr.09h53

Há uns dois anos (talvez mais ou menos, não lembro), a revista de música Blender publicou uma lista dos 50 maiores malucos do mundo pop.

Li a divertidíssima relação e comecei a esboçar algo do mundo do futebol. Listei alguns nomes, desenvolvi uma meia dúzia e larguei mão.

Semana passada, resgatei a lista aqui no laptop, completei os nomes que faltavam, desenvolvi uma historinha para cada um e, bingo!, fiz o ranking. Que inicialmente eu publiquei em pílulas lá no Arquibancada Virtual e agora solto de uma vez só aqui no DP, com duas alterações após lembranças muito bem-vindas do amigo Juan Saavedra.

Ah, sim. Aqui está a lista da Blender.

50 Maradona
O conjunto da obra do argentino é vasto, mas nada supera a agüinha batizada entregue para Branco no Brasil x Argentina da Copa de 90. Merece abrir o ranking.

49 Espíndola
O argentino do L.A. Galaxy acaba de ganhar sua credencial de maluco – e de mané. Ao comemorar um gol seu com uma cambalhota, quebrou a perna direita. Pior, o gol foi anulado.

48 Guilherme
Trombador e goleador, mostrou todo seu amadorismo como bad boy ao quebrar o braço pulando o muro da concentração.

47 Evaristo de Macedo
Excelente contador de histórias, Evaristo tem uma lendária de quando treinava o Corinthians. Com o clube em crise financeira e o dólar nas alturas, reuniu os jogadores para defender o salário “verdinho” de Rincon e Gamarra. Após dizer que os estrangeiros tinham razão em exigir seus direitos, pediu que eles saíssem da sala. Diante apenas dos brasileiros, soltou: “Esses gringos são mercenários pra caralho, hein..”.

46 Carlos Roa
Titular da seleção argentina na Copa de 98 e do emergente Mallorca, abandonou a carreira no auge porque sua religião o proibia de trabalhar aos sábados.

45 Nélson Patola
Ícone do sofrível Botafogo dos anos 90, o volante ganhou fama por dar uma “vistoriada” nos documentos de Rogerinho, volante do Fluminense.

44 Catê
Revelado pelo São Paulo de Telê, teve a grande chance sua carreira ao ser contratado pela Sampdoria, da Itália. Para comemorar a chegada ao calcio, tomou um porre com os novos amigos italianos. Acabou na delegacia.

43 Júnior Baiano
Quando jogava pelo São Paulo, conseguiu ser suspenso por gesticular que o árbitro Oscar Roberto Godói estava bêbado apitando um São Paulo x Corinthians.

42 Jardel
Gols de cabeça e frases de efeito eram as especialidades do atacante. A ele são atribuídas pérolas como “Clássico é clássico, é vice-versa” e “Quando o jogo esquenta sobe a minha naftalina”.

41 Viola
Gente que passa a vida inteira falando de si mesmo em terceira pessoa não pode ser normal.

40 Oséas
Escanteio para o Corinthians. Oséas volta para ajudar na marcação na zaga do Palmeiras. Bola na área, Oséas sobe e... manda para o gol. Depois do jogo, o atacante das trancinhas disse ter achado que estava no ataque.

39 Mário Sérgio
Por garantia, gostava de ir ao estádio e para a concentração armado, hábito que, dizem, manteve como treinador.

38 Anselmo
Entrou na final da Libertadores de 1980, contra o Cobreloa, com um único propósito: acertar um soco no chileno Mario Soto, que havia batido em Zico nos três jogos da final. Cumpriu sua missão. E foi expulso.

37 Djalminha
Perdeu a convocação para a Copa de 2002 por dar uma cabeçada em John Toshack, seu técnico no La Coruña.

36 Gilmar Fubá
Como se já não bastasse o apelido por causa das mamadeiras de fubá que sua mãe lhe dava quando criança, Gilmar foi alvo de uma disputa inusitada entre Marcelinho Carioca e Vampeta. Durante o dia, ia ao culto religioso com o camisa 7; à noite, caía na balada com o volante. “Era como se eu tivesse um anjinho num ombro e um capetinha no outro”, dizia.

35 Marcinho
Artilheiro e ídolo do Flamengo, comandou uma festinha bem animada na região de Belo Horizonte, que terminou com uma prostituta acusando o atacante de agressão e dois divórcios no elenco rubro-negro.

34 Edílson
No ápice da rivalidade entre Corinthians e Palmeiras, fez uma série de embaixadinhas na final do Paulistão-99 que transformou o gramado do Morumbi em um ringue de telecatch.

33 Materazzi
O zagueirão italiano é um dos maiores carniceiros da história do futebol mundial. Mas entra aqui mesmo por ter conseguido tirar o zen Zidane do sério em uma final de Copa do Mundo, na última partida do craque franco-argelino como profissional.

32 Guilherme e Jajá
Companheiros do Coritiba, trocaram socos e pontapés em pleno Maracanã, contra o Flamengo. Acabaram expulsos.

31 Valdiram
O atacante que já defendeu Cianorte, Vasco e jogou no futebol português tem também no currículo duas prisões por tentativa de estupro e outro por agressão a uma namorada.

30 Piá
Revelado pelo Santos, o meia já esteve preso por tráfico de drogas e foi a julgamento em um júri popular por suposta participação em um assassinato.

29 Renato Gaúcho
Prometeu desfilar nu em Copacabana se o Fluminense caísse para a Série B em 96. O Flu caiu – virou a mesa, é verdade --, mas Renato, graças a Deus, não cumpriu a promessa.

28 José Roberto Wright
Antes de se tornar um enfadonho comentarista de arbitragem, Wright fez suas maluquices. Nos anos 80, foi apitar um Flamengo x Vasco com um gravador escondido sob o uniforme. Registrou as nada gentis conversas entre árbitro e jogador numa partida de futebol.

27 Cleisson
O volante atualmente no Ceará surtou quando descobriu que Palhinha, seu companheiro de Grêmio, tinha um caso com a mulher do goleiro Danrlei. Quando os dois jogavam no Cruzeiro, Palhinha freqüentava a casa de Cleisson, que, por via das dúvidas, deu uma surra no camisa 10.

26 Vampeta
Ligeiramente aperitivado, deu uma cambalhota na rampa do Palácio do Planalto durante a recepção do presidente Fernando Henrique aos pentacampeões mundiais de 2002.

25 André Catimba
A sua desastrosa comemoração pelo gol do título gaúcho do Grêmio sobre o Internacional, em 1977, é uma das imagens mais famosas do futebol brasileiro. Ao tentar dar uma cambalhota, perdeu a passada do pulo e caiu de peito no chão. Machucado, teve de ser substituído.

24 Ronaldo
Sinceramente. Alguém que pega a Cicarelli, a Lívia Lemos, as Ronaldinhas, a Raica e mais uma seleção de modelos e ainda assim sai com três travestis não pode ser considerado normal.

23 Higuita
Assinou seu atestado de insanidade ao tentar sair driblando em uma prorrogação de Copa do Mundo – perdeu a bola, levou o gol e a Colômbia foi eliminada. E renovou com a defesa do escorpião, em Wembley. Não satisfeito, já aposentado, recauchutou totalmente a lataria bancado por um programa de tevê do seu país.

22 Domingos
Na épica Batalha dos Aflitos, Domigos perdeu o controle ao ser expulso. Possesso com o árbitro Djalma Beltrame, arrancou um batente da porta do vestiário dos Aflitos e saiu quebrando tudo que via pela frente – piá, espelho, banco – aos gritos de “Estão nos roubando”. Precisou ser contido pelos membros da comissão técnica que estavam no vestiário gremista.

21 Matthaus
Passou como um furacão pelo Atlético Paranaense em 2006. Em pouco mais de dois meses, brigou com o auxiliar na Ponte da Amizade, apanhou de fotógrafo, curtiu o carnaval carioca, teve uma amizade bem colorida com uma jornalista local e voltou para casa com o rabinho entre as pernas, para tentar salvar o casamento.

20 Serginho Chulapa
Fazia gols com a mesma facilidade que se metia em confusões. Foi suspenso por 14 meses por chutas a canela de um bandeirinha, pisou na cabeça de Emerson Leão em um clássico paulista e, já como treinador, bateu duas vezes em jornalistas por não gostar de algumas perguntas feitas por eles.

19 Sílvio Luis
O narrador da Band merece lugar nessa lista por uma passagem em sua biografia. Durante as transmissões de jogos do Napoli pelo Campeonato Italiano, nos anos 90, costumava narrar com o zíper da calça aberto e o pênis em uma das mãos. Ele reproduzia cada ação do atacante Careca em campo (caiu para a direita, caiu para a esquerda) em seu órgão sexual.

18 Dulcídio Wanderley Boschilla
Com fama de briguento, Dulcídio era certeza de confusão sempre que era escalado para apitar uma partida. Em um Palmeiras x Portuguesa, mandou voltar três vezes um pênalti para a Lusa porque Emerson Leão havia se adiantado (isso nos anos 70!). Em outro jogo do Porco, expulsou todos os jogadores do banco de reservas porque eles estavam reclamando.

17 Cantona
Confusões não faltam na vida do ex-craque francês. A maior delas foi dar uma voadora em um torcedor que o xingou enquanto ele deixava o gramado de Old Trafford.

16 Edmundo
Uma dúvida paira sobre sua carreira: ganhou o apelido de Animal pelos gols e dribles ou façanhas como bater em um argentino e dar-lhe as costas ou ficar preso em um quarto de hotel por chutar a câmera de um cinegrafista equatoriano?

15 Fowler

Ídolo do Liverpool, o atacante inglês era chegado a algumas bizarrices: indignado por ter marcado a seu favor um pênalti inexistente – e sem conseguir ser ouvido pelo árbitro – errou a cobrança deliberadamente. Em outra ocasião, respondeu às acusações de que era viciado em cocaína “cheirando” a linha de fundo na comemoração de um gol.

14 Marinho Chagas
Em campo, Marinho foi um ala antes mesmo de o termo existir no futebol mundial. Fora dele, era freqüentador assíduo de baladas homéricas, quase sempre ao lado do amigo Paulo César Caju. “Tenho 50 anos, mas vivi por 200”, definiu a Bruxa.

13 Josimar
Seus dois foguetes de fora da área (contra Irlanda do Norte e Polônia) foram das poucas alegrias brasileiras na Copa de 86. O famoso trio balada-mulheres-dinheiro destruiu sua carreira e atrasou sua vida, mas o nosso camisa 13 está aqui por causa de uma das mais célebres frases do futebol mundial. Questionado sobre o que faria com o motoradio ganho de um emissora de rádio que o elegeu o melhor em campo, não pestanejou: “A moto eu vou vender e o rádio eu vou dar para a minha tia”.

12 Paulo César Caju
Baladeiro de primeira, o ex-ponta de Botafogo, Grêmio e seleção brasileira escreveu em sua autobiografia que boa parte do time gaúcho se dopava quando foi campeão da Libertadores e Mundial. Pressionado pelos colegas e sem ter como provar a acusação, retirou o trecho do livro, em um grande mico editorial.

11 Romário
Apesar da carreira pródiga em insanidades, Romário entra na lista por uma marotice de quando estava defendendo uma seleção brasileira de base. Ao ver o saguão do hotel ser invadido por turistas, o Baixinho posicionou-se estrategicamente e fez xixi na cabeça dos visitantes.

10 Índio
Campeão mundial pelo Internacional, o zagueiro teve uma saída “de outro mundo” do Palmeiras em 2003. No intervalo de um jogo contra o Corinthians, começou a babar uma espuma branca e disse que estava com o diabo no corpo. Foi dispensado.

9 Sculli
Sobrinho de um conhecido mafioso italiano, o atacante do Gênoa já chegou a fazer um gol em uma partida que seu clube deveria perder só para ganhar uma fatia do acerto. Também foi acusado de participação em fraude eleitoral e de ameaçar concorrentes em disputas amorososas, tudo em nome da máfia.

8 Heleno de Freitas
Em 42, arrumou um tumulto com um jogador do Madureira chamado Lelé (olha a piada pronta) que exigiu a intervenção da polícia para ser resolvido. Por onde passou, arrumou confusão, muitas por conta da sífilis, contraída em suas muitas aventuras amorosas, que o fez morrer sozinho, em um sanatório.

7 Dé Aranha
Atacante carioca dos anos 70, era famoso por suas artimanhas para enganar os zagueiros. Em um Bangu x Flamengo, atirou uma pedra de gelo na bola, enganando o zagueiro rubro-negro Reyes. Ele apanhou a bola livre, na área, e mandou para a rede. Também acostumava se abaixar na área em lances de escanteio e pegar um punhado de areia. Quando a bola vinha, ele jogava areia nos olhos do beque adversário e subia livre para cabecear.

6 Montebello
Um dos hits do You Tube. Goleiro da Camboriuense, Montebello saiu preso e algemado de campo após uma confusão durante partida de uma divisão menor do futebol de Santa Catarina.

5 Gascoigne
O alcoolismo o meteu diversas vezes em clínicas, delegacias e viagens esquisitíssimas. Dia desses, após matar três garrafas de uísque em um pub, garantiu ter recebido um telefonema do papa Bento XVI e feito uma ligação para George W. Bush.

4 Almir Pernambuquinho
No livro Eu e o Futebol, se define de forma definitiva. “Quebrei a perna do Hélio, do América. Briguei com o time inteiro do Bangu na decisão do Campeonato Carioca de 1966. Paralisei o Milan num jogo em que o Santos se sagrou bicampeão mundial: dei um chega-pra-lá no Amarildo e chutei a cabeça do goleiro Balzarini. Agredi jogadores de outros times, briguei com tantos que até perdi a conta. Eu fui um marginal do futebol.”

3 Didi Facada
Quando jogava no Internacional, foi preso por dar uma facada na stripper que contratou para dançar na festa de aniversário da sua mulher.

2 Paulinho
Sumiu do Flamengo alegando que ia para o enterro do próprio filho. A mãe do volante negou, falou que o garoto estava bem. Depois Paulinho disse que o defunto era seu irmão. Novamente foi desmentido pela mãe. Terminou admitindo que o enterro era de um primo próximo. E ficou por isso mesmo.

1 George Best
Em uma célebre frase, o ex-jogador do Manchester United definiu seu estilo errante de vida: “Metade do que ganhei eu gastei com mulheres, bebidas e carros. A outra metade eu realmente desperdicei.”

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Set 17

O pior dia de minha vida

por Felipe Lessa22h29

Segunda-feira foi um dos dias mais bacanas de minha tubaronatvidade de toda vida. Foi também um dos dias mais tristes. Foi o dia em que visitei o Brexó da Manu. Comércio da esposa de Alexandre Bianchi, o jogador que por mais tempo vestiu a camisa do Londrina Esporte Clube.

Fiquei feliz por sair do brexó com uma relíquia alvi celeste, usada em 93. Com direito ao distintivo do Bamerindus na manga do manto que para mim é sagrado. Fiquei triste por ter a oportunidade de comprar a camisa. Por saber que ao mesmo tempo que a entidade Londrina Esporte Clube deve cerca de R$100 mil a um dos melhores jogadores que vi atuar em minha vida, dezenas de "diretores" encararam o LEC como empresa corrupta e pública. Acabaram com meu sonho de menino para lucrar algo que com certeza supera a dívida de Alexandre em 100 vezes. Muita gente ficou rica em Londrina. Por causa do Londrina.

Só do Elber, existe a denúncia de que a cascata superou em 50% daquele U$1 milhão anunciado. Algo que vou verificar, apurar e continuar investigando. Só de 96, saber que enquanto os jogadores estavam há seis meses sem receber, havia diretor chegando de carro importado no estádio, enquanto algumas pratas da casa supostamente sumiram do clube, fico revoltado. Só de saber que na gestão do presidente doador de bois, os benefícios dos jogadores não foram pagos junto ao INSS, enquanto isso, a família do rapaz que virou um dos chefes da Lusa Londrinense é um credor do clube (mas eles trabalharam????). É algo que me dói o coração.

Enquanto isso, Alexandre que vestiu a camisa do Londrina por mais de 15 anos, desde as categorias menores do clube, está vendendo o glorioso fardamento do Lonrina por desgosto. Melancolia de saber que enquanto muita gente ficou rica, ele teve seu passe preso. Afinal, tentaram ganhar algum dinheiro em cima dele também. Foi impedido de migrar para outro clube, daqueles chamados grandes brasileiros.

E veja que nunca havia defendido a migração no futebol. Mas por causa dos sem vergonha que mandaram no clube desde boa parte de sua história, em especial, desde o final dos anos 80 (perdão, Agostinho Garrote. Isso não é para você), eu realmente entendo o sofrimento dos velhos guerreiros que passaram pelo Londrina.

E que hoje são até mesmo criticados por parte da torcida por cobrar do clube...aquilo que o clube deve. Acredito inclusive que o jogo contra o Gama foi realmente vendido. Vendido como tais diretores, como um que organizou uma taça de revelação de talentos em Londrina e hoje pretende voltar a comandar a base do clube. O mesmo que logo mais estará organizando, junto com um ex-paranista vendido, o jogo entre Corinthians e Marilia no Estádio do Café. Vergonha suprema"

Vergonha de nesta semana comprar uma camisa que sempre sonhei ter, desde os tempos de criança. Uma camisa que chegou em minhas mãos e que poderia fazer o sonho de muitos acabar. Mas não o meu. Acredite, Londrina. Saudações aos gloriosos que passaram pelo LEC. Que foram xingados pelos corinthianos cornetas, filhos de uma certa gente que sempre usou o Londrina como uma puta de luxo. Mas que um dia, acredite, vai pagar pelo estupro realizado no tubarão, que pela mão de certos bandidos, está próximo de se tornar uma lata de sardinha.

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Ago 26

Uma tarde suburbana

por Felipe Lessa07h58


Longe das badalações, tecnologias e grandes investimentos, domingo (25) datou a estréia da Taça Paraná de Futebol Amador para Combate Barreirinha e Urano. As equipes jogaram no Recanto Tricolor, estádio e sede campestre do time polaco. Fora do Barreirinha, o local é complicado de se achar e fica na região de Colombo. Nada que a solicitação de informações em botecos suburbanos não resolva.


Nas quatro linhas, o jogo terminou 1 a 1, com Giba anotando para o time da casa e Salário para os visitantes da Vila São Pedro. Foi uma tarde bacana. O jogo muito disputado e de raça excessiva, gerou algumas discussões. Se não fossem todos camaradas, creio que por pouco poderia acontecer um quebra-pau. Mas no fim das contas a rivalidade fica no grito, começa aos berros e termina no bar.


No comércio, destaque para o prato típico, o pão com bife tão recomendado por Bonassoli. Se o papo é estádio, o Recanto Tricolor não conta com arquibancadas. Talvez por isso, muita gente acompanhou o jogo do bar. Fora dele, ao fundo do gol de entrada, também existe um barranco. Os otimistas dizem que é o Eco Estádio Janguito Malucelli do Combate. Os realistas dizem que é apenas otimização do espaço. O barranco já existia.


O grande feito do tricolor é mesmo a construção do bar, base principal do quartel general de campo do tricolor. Como informou o ex-presidente e atual conselheiro do clube, Norberto Boasczyk, é do boteco também que o Combate conquista boa parte de sua receita financeira, embora o ex-presidente afirme que algo surge também por via de “apoio cultural”, oferecido em especial por empresas do bairro.


A grana arrecadada não dá vida de príncipe aos comandantes da equipe. Tanto é que a atual diretoria assiste o jogo em um camarote que talvez não seja melhor que os banquinhos de alambrado. O ambiente ainda está em fase de construção, com tijolos a vista e poeira nos olhos.


Por ali também fica o setor de imprensa, com cadeira cativa para a Rádio Colombo, local de trabalho de caras gente fina como o Daniel e o Chicória, além de um dos narradores mais invocados das irradiações das araucárias, o todo tatuado Caveira, que infelizmente não estava presente na abertura da Taça Paraná.


Nos bastidores, desde o território da Vila São Pedro (a camionete), até o bar (base local), diversas histórias, entre elas, a do dia em que o Seu Norberto teve que encarar uma faca. Tudo ocorreu depois de ter xingado um ex-diretor da Federação Paranaense de Futebol, em jogo do Combate, cerca de dez anos atrás. Mas o clima suburbano é de alegria. Passaram-se dez dias e ambos estavam abraçados, tomando cafezinho e debatendo sobre o amadorismo do futebol curitibano. Algo que fazem até hoje.


E nos momentos atuais, a bola da vez é Salário, o rei do subúrbio. No entanto, o jogador que até ontem estava na grande mídia voltou a ser mais um. Que trabalha durante a semana e joga nos sábados e domingos. A vida segue. Sem problemas. Esse é o futebol do suburbão de Curitiba. Trato fino da peleja local. Orgulho da cidade.

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Ago 19

Um texto ruim sobre um momento ruim após um jogo ruim

por Ana Carolina Moreno17h13

Confesso que acordei sem o espírito de futebol.

Quem conhece sabe que isso é mentira, claro.

Acordei com medo. Ver ou não ver, eis a questão. Não, a televisão fica desligada e eu torcerei de longe, em silêncio. Se ontem deu certo, hoje não há motivo para perdermos.

Mas eu e você estamos presos, meu bem. Acorrentada à nossa perna direita uma enorme bola de ferro que, nem me lembro porquê, costumam chamar de "paixão nacional". Um apelido carinhoso capaz de convencer apenas quem já se resignou à prisão perpétua.

Impossível fugir de um Brasil e Argentina. Nem se eu me esconder no box do banheiro com fones de ouvido. As poucas mensagens pela internet já indicam o empate. Quando os narradores de plantão no Gmail, MSN e Twitter anunciam o intervalo, corro para ver os melhores momentos.

Ronaldinho dá um drible nervoso em Messi. Messi deixa Diego no chão. Em câmera lenta e cruel. Messi passa por vários brasileiros e a bola sobra na grande área. Algumas defesas do arqueiro brasileiro, a única bola rumo ao argentino passa longe. Alguns lances de jiu-jitsu, boxe e judô. Na falta de tática, vale até mudar de esporte. Um comentarista afirma que o Brasil jogou bem. A corrente que me ata à bola afrouxa, e quase nem dá pra perceber a marca vermelha impregnada na pele.

Brasileiros novamente em campo. A camisa da seleção da Nike nos insulta, mas ninguém desvia o olhar. Brasileiros masoquistas em campo, um monte deles, incluindo vocês. E lá permanecem, depois do gol de Agüero.

Eu não. Desliguei de novo, quero fugir.

Aqui, porém, não se pode fugir do futebol. Até quem sequer sabe o nome do atual líder do campeonato mais importante do Brasil comenta o jogo para quem estiver por perto, física ou virtualmente. Não consigo fugir do segundo gol. Nem do terceiro. Já sei que foi pênalti. Já sei que foi Riquelme.

Lucas e Thiago Neves expulsos. Melhor se fosse eu. Ana, direto pro chuveiro!

**

Desde o meio-dia o peso que arrastamos conosco pelas ruas, no metrô, no fumódromo do escritório se tornou menos suportável. O encosto parece três vezes mais pesado, mas o cálculo preciso é impossível. Amor não se mede em números.

A noite chegará e nossa bola nos acompanhará ao boteco. Afinal, de algo precisaremos para esquecer as mágoas. A cada gole, algumas gramas, só que a mais. A cada replay no Jornal Nacional, um novo quilo. Horas debatendo com amigos e desconhecidos a melhor forma de carregar essa bola. Os mais idealistas matutarão em silêncio algum plano para quebrar as correntes e, finalmente, se libertarem desse mundo agridoce.

Cansados de sofrer, tentaremos dormir, estranhando a cama, que parecerá mais próxima do chão. A cabeça embaixo do travesseiro. Lá se foi o sonho dourado da véspera. As glórias de ontem, principalmente as mais deliciosas, justamente aquelas conquistadas em cima de nossos algozes, passarão longe do pesadelo de hoje à noite: um elefante azul e branco, com um anão de cabelos espetados montado em cima, passeará pelas nossas costas enquanto um sol sorridente iluminará nossa bola e, então, perceberemos que ela não é de ferro. É de bronze.

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Não deu, de novo

por Equipe De Primeira12h01

Por Napoleão de Almeida

Foto: Globo.com
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