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De Primeira: Futebol, Futebol e Futebol

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Abr 07

A distorcida mente de torcida

por Equipe De Primeira20h29

Por Felipe Martynetz

A demissão de Celso Roth, na madrugada de domingo para segunda-feira, não fez senão concretizar uma tendência que se vinha delineando havia algum tempo. O coro contra o treinador gremista não só era entoado desde uns bons meses atrás pela própria torcida como foi a trilha sonora de boa parte de seus catorze meses de trabalho no time da Azenha. Nada surpreendente, portanto, a demissão após a terceira derrota da equipe no terceiro Gre-Nal disputado neste alvorecer de 2009.

Igualmente indigna de surpresa é a reação da torcida; não desta ou daquela facção, deste ou daquele perfil de torcedor, mas do torcedor médio. Estúpido e sentimental por excelência, o torcedor médio pariu, deu de mamar, alimentou e, por fim, trouxe à plena maturidade esse lugar-comum contra Celso Roth – afinal, aproveitando o clima de Páscoa, tachá-lo de burro, retranqueiro ou afins já é um clichê mais batido que boneco de Judas Iscariotes em Sábado de Aleluia.

De sensibilidade embotada para uma análise mais aprofundada de qualquer situação, o torcedor tende a centralizar a responsabilidade por maus resultados na comissão técnica, sobretudo no treinador, cujo nome costuma ser o único que esse dito torcedor médio sabe, para a alegria das mães dos demais integrantes da comissão. É precisamente o que fundamenta essa cultura de constante e enfadonha troca de treinadores, que não é uma exclusividade do Brasil, mas é onde ela me parece atingir seu supremo patamar de imbecilidade.

O cacarejo contra Roth, como supracitado, não era recente. O mais curioso é que a mente do torcedor, não bastasse a incapacidade de analisar detidamente a atuação da equipe, o desempenho de cada atleta – culpando, por conta disso, apenas o comandante –, ainda sofre uma espécie de amnésia mesmo no âmbito do treinador. No específico caso do ex-técnico tricolor, isso é ainda mais notável: o Grêmio com uma campanha invejável no início de 2008, o único time do Brasil ainda invicto – e, ao perder as primeiras partidas do ano, as inesperadas eliminações para Juventude e Atlético Goianiense, no Gauchão e na Copa do Brasil, respectivamente. Até aí, é um tanto compreensível a revolta decorrente do duplo trauma.

No Brasileirão, porém, cotado para lutar contra o rebaixamento, o Grêmio fez a sua melhor campanha em campeonatos brasileiros desde o título de 1996, abocanhando o vice-campeonato. E mesmo naquela ocasião o título fora conquistado no mata-mata, uma vez que na fase de pontos corridos a equipe se classificara na sexta posição, fazendo a finalíssima com o oitavo e último classificado, a Portuguesa. Apesar da perda do Brasileiro se dar no segundo turno, após ter uma vantagem de 11 pontos sobre o São Paulo, além da melhor campanha dos últimos doze Brasileiros, o Grêmio realizou proezas nada próprias de seu feitio: com um elenco razoável, aplicou goleadas de 3x0 no Goiás, 4x0 no Atlético Mineiro e 7x1 no Figueirense – todas em território inimigo. E, no entanto, quem enaltece isso em prol de Roth?

Mas seu boneco vodu tem ainda mais alfinetes do que meramente estes, visto que a amnésia que acomete a já limitada mente do torcedor médio é mais grave do que se pensa. Esta foi a terceira passagem de Celso Roth pelo Grêmio, tendo as duas anteriores sido em 98-99 e 2000. Na primeira delas, o treinador assumiu na quarta rodada do Brasileirão uma equipe que, após um primeiro semestre de completo fracasso com Lazaroni, começara o certame nacional perdendo as três primeiras partidas, empunhando a lanterna. Comandando um dos elencos mais medíocres que o Grêmio teve nos anos 90, Roth classificou, após uma arrancada antológica, a equipe na última rodada da primeira fase, com uma virada absolutamente heróica de 4x2 sobre a Portuguesa que garantiu a oitava colocação. A eliminação veio nas quartas-de-final, num confronto disputadíssimo contra o Corinthians, que seria o campeão daquele ano.

O ano 2000 tinha tudo para ser um ano glorioso: as contratações milionárias feitas com o investimento da ISL e o comando do técnico Émerson Leão. Os fiascos do início da temporada custaram o emprego de Leão, substituído por Antônio Lopes. Na final do Gauchão, o Grêmio, de Lopes e Ronaldinho, perderia para o Caxias de Tite, então uma revelação como treinador [conferir “Quando a cartola (quase) não deixa o coelho sair”: http://www.interney.net/blogs/deprimeira/2008/07/11/quando_a_cartola_quase_nao_deixa_o_coelh/]. Depois de perder as duas primeiras partidas do Brasileirão – naquela ocasião, sob o nome de Taça João Havelange –, o delegado Lopes, demitido, dava lugar a Celso Roth. O Grêmio, uma vez mais, emergia das profundezas da tabela e se classificava para a fase final. Batendo a Ponte Preta, nas oitavas-de-final, e o Sport, nas quartas, o time sucumbiu apenas nas semifinais ante o São Caetano, que viera do módulo inferior e seria, para espanto de todos, vice-campeão brasileiro. Ironicamente, enquanto Roth ressuscitava a autoestima gremista, Leão e Lopes passaram a compor a comissão técnica da Seleção Brasileira – com Leão sendo novamente demitido após alguns fracassos nas Eliminatórias da Copa de 2002.

Não obstantes os méritos que Roth, aqui, ali e acolá, teve em suas três passagens pelo Olímpico, é curioso como esse estigma contra ele persiste. Uma das birras é quanto ao fato de ele, supostamente, não conquistar títulos, não ser um vencedor, em suma – desmentida pelos títulos do Gauchão e da Copa Sul de 99. A outra – e mais recente – que permeou seu comando tem a ver com os três clássicos perdidos neste ano, além do tabu de Roth nunca ter vencido Tite em Gre-Nal. É inquestionável o quão doloroso é perder um tal clássico; não se pode esquecer, contudo, que foi sob o comando de Roth que o Grêmio quebrou o tabu de mais de dois anos e meio (22/09/96) sem vencer Gre-Nais, ao vencer o segundo jogo da final do Gauchão de 99 por 2x0.

Como ressaltado anteriormente, o torcedor médio, por pura atrofia mental, tende a sublimar suas frustrações num só alvo: o técnico. É, sem dúvida, o que explica essa cultura obsessiva de troca de técnicos, de imediatismo nos resultados, de cobranças exageradas – uma cultura intrinsecamente absurda, pois tira o fôlego de qualquer trabalho melhor planejado, que demande mais prazo. Se um treinador merece críticas é pela sua parcela de responsabilidade, ou seja, pelas substituições que faz no decorrer do jogo, pelas declarações que dá em entrevistas coletivas, enfim. É ridículo, deprimente e revoltante notar como alguns treinadores são cobrados, os estereótipos ocos que circundam determinadas situações do futebol.

Um Grêmio sem treinador enfrenta hoje o boliviano Aurora, às 19 horas, no Estádio Olímpico. Pode ser que, agora, as coisas ganhem uma oxigenada e, renovadas, o tricolor vislumbre sua aurora; pode ser que nada mude, não importando quem assuma o comando técnico nos próximos dias. De qualquer forma, é patético ver um trabalho tão delicadamente planejado por meses a fio ser interrompido de forma tão grosseira em face da pressão – que, em sua maior parte, nada mais é do que birra – da massa torcedora, crendo piamente que um salvador trará soluções imediatas aos problemas gremistas.

Este texto não se refere meramente à demissão de Celso Roth do comando do Grêmio, mas a toda uma cultura que, com raros questionamentos, teimosamente vigora no futebol brasileiro. É uma crítica à forma como Tite, tão vitorioso que foi na equipe, era pejorativamente tratado por muitos em seus últimos meses na Azenha. É uma crítica à massa que, outrora tão sedenta para que Felipão assumisse a Seleção Brasileira, o desmoralizou de todas as maneiras possíveis enquanto ele comandava o elenco canarinho rumo ao Penta. É uma crítica à covardia da mídia esportiva, que não raro alimenta a mediocridade do estúpido torcedor médio, configurando um autêntico quadro de midiocridade.

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Nov 06

Diego contra os professores

por Equipe De Primeira18h01

Por Luis Augusto Simon

A escolha de Maradona para dirigir a seleção argentina pode ser - e tomara que seja - um contraponto à ditadura dos "professores" que inundam o futebol brasileiro. O personagem, cujo estereótipo mais forte é Luxemburgo, ganhou muita força. Passou a ter importância maior que o craque. São os mais procurados por entrevistas - um cara pode fazer três gols no jogo e sempre haverá espaço para o depoimento do "professor" - e comentaristas buscam explicar o resultado de um jogo apenas e tão somente pelas táticas aplicadas pelo "professor".

Ganham milhões por isso. Luxemburgo, quando estava no Corinthians, chegou a colocar um ponto no ouvido de Ricardinho, em partida contra o Santos. Um fato que é a subversão do futebol. Onde ficam a criatividade, a espontaneidade, a opção pela jogada "errada" que se transforma em um golaço se você tem um "professor" falando em seu ouvido?

Com Maradona, isso pode terminar. Ele, com certeza, dará mais liberdade de criação aos jogadores. Ele acredita e sabe que o craque é que resolve. Há dois problemas, é lógico

1) Craque não sabe ensinar. Treina pouco e espera que alguém resolva, como ele resolvia em seu tempo. Só que o tempo dele passou.

2) É capaz del DIEZ querer jogar.

Bem, de uma forma ou de outra, ele não faria o que o professor Luxemburgo fez ontem. Mandou os seus reservas para um alçapão enfrentar um jogo nervoso e foi fazer um bico na TV Globo.

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Ago 26

Uma profecia e especulações sobre o novo técnico da seleção

por Ricardo Sabbag12h19

Dunga não será mais técnico da seleção brasileira. Hoje, amanhã, depois de 7 de setembro, quando der na veneta de Ricardo Teixeira, quando ele bater com as 10... Algum dia, afinal, Dunga deixará o comando do escrete canarinho e outro brasileiro deverá assumir a batuta.

Ao que tudo indica, conforme as previsões dos melhores informados, isso deve acontecer mesmo após as duas próximas rodadas das eliminatórias sul-americanas para a Copa 2010 (a África do Sul, não se esqueçam, é logo ali) caso o time confirme seu desempenho dos últimos jogos e leve uma naba do Chile, no primeiro jogo.

Se ganhar, Dunga vai ficando. Afinal, em time que está ganhando não se mexe.

Mas (aqui vai a PROFECIA) Dunga não vai ganhar. Não vai porque insiste com um time que não joga bem. O meio de campo é lento e pouco criativo e o ataque, agora ainda “reforçado” com Ronaldinho, não é efetivo. Deve haver uma melhora nas laterais, especialmente pelo lado esquerdo, com Juan (se jogar com Kleber tem que ir direto pro Bom Retiro). Mas duvido sinceramente que esse time consiga jogar bem. Provável escalação: Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Juan do Flamengo (time brasileiro com dois Juan, hmmmm); Gilberto Silva, Josué, Anderson e Ronaldinho; Robinho (Diego) e Luís Fabiano.

Então, com a iminência da partida do arrepiado, vamos nós especular sobre alguns prováveis (outros nem tanto) nomes que poderiam tomar posse do cargo e se tornar o próximo inimigo público número 1:


Luxerley Wanderburgo: É, pelo CURRÍCULO e pelo NETWORKING, o mais provável substituto. Antes mesmo de ser técnico pela primeira vez, em 1998, já dizia querer ser o técnico de 2010. Também, dizem, tem a simpatia do patrão. Mas duas coisas pesam contra o beleza: o insucesso de sua primeira passagem à frente do selecionado e os problemas terceiros que teimam em rondar sua carreira (que, na verdade, foi o que determinou sua saída em 2000). Em tese, a idéia de comandar uma seleção de alto nível como a do Brasil cairia como uma luva no perfil do técnico, mas sua temporada no Real Madrid (à época uma espécie de seleção mundial, também) também não foi das melhores, o que nos deixa com uma pulga atrás da orelha. Não somos simpáticos, também, à idéia de concatenar o trabalho na seleção e em clube, haja vista que foi exatamente o que aconteceu há dez anos, e o resultado, na ocasião, não foi legal.


Zico: O Galinho de Quintino tem um FUTURO PROMISSOR como D.T., mas o que ele mais deseja, supõe-se, seria assumir um clube europeu de ponta. Como as vagas desta categoria estão preenchidas, fala-se no nome de Arthur Antunes Coimbra para o cargo de treinador do time nacional. A favor: a simpatia da torcida brasileira e as cores do país, sua disponibilidade, sua necessidade de mostrar serviço e seu pequeno histórico bem sucedido frente ao Fenerbahçe. Mas é só. Contra: não é dos mais experientes, não é muito chegado de Ricardão Teixeira, pegaria uma batata quente que tem altas chances de queimar suas mãos. Esse parece não ser o melhor momento para Zico se tornar técnico do Brasil. Mas é uma (boa) opção.


Dr. Muricy Ramalho: O característico BOM-HUMOR do atual treinador do SPFW só deve piorar caso seja ele a envergar a jaquela amarelinha. Não há técnico do Brasil que não tenha sido devidamente xingado, execrado, seviciado, difamado e sepultado pelo público, de Telê Santana a Feola. Não seria diferente com o Muricy. E acho, sinceramente, que o treinador brasileiro precisa ter muito jogo-de-cintura para suportar a pressão e os 190 milhões de outros técnicos, e o atual técnico do São Paulo não parece o melhor candidato para suportar essa situação. Se fizessem uma DINÂMICA DE GRUPO para escolher o novo colaborador da CBF, Muricy seria eliminado na primeira etapa. Mas tem o desejo de crescer na vida e acaba parecendo uma boa opção para o caso de Ricardo Teixeira não querer dar uma segunda chance a Luxemburgo, por qualquer motivo que seja. Corre por fora, mas no pelotão da frente.


Paulo Autuori: É o queridinho da imprensa-de-espírito-crítico. Ganhou o mundial com o São Paulo e sumiu do mapa do futebol de primeiro nível. Já foi sondado por Inter, Santos e outros times de ponta, mas continua escondido nem sei no Oriente Médio, no Japão ou na Casa do C*. Dizem que é inteligente, esclarecido, estudado, boa praça. Um PARTIDÃO, enfim. Mas, até onde eu me lembre, nos tempos de Botafogo ele era tido como uma espécie de SUCESSOR do LAZARONI. E alguém que simplesmente LEMBRE o ex-treinador do Paraná Clube (e da seleção) já é motivo de desconfiança. Ao mesmo tempo, Autuori tem um quê de salvador de pátria, mais ou menos o que foi Felipão em 2001.


Abelão Braga: Os colorados AMAM, por motivos óbvios, o ex-zagueiro, atual treinador do Al-guma Coisa. Os coxas também. E os atleticanos, os paranistas e os ponte-pretanos. Mas pelos motivos errados. Abel é um bom técnico, mas seria, tal qual Emerson Leão em 2001, fritado depois de quatro partidas marroumenos. Assumir a seleção agora, no calor do desespero, é para poucos. E não escrevo isso questionando a qualidade de Abel como treinador. Mas ele não é nenhuma UNANIMIDADE e, se um dia chegar ao posto de comandante do Brasil, o melhor seria que pegasse a seleção com tempo para planejar e formar uma comissão técnica de confiança. Deve ficar para especulações futuras, quando será um nome passado entre os da nova geração (você sabe, aquele pessoal da turma do Caio Júnior).


Felipão: Nem vou perder tempo falando das características do BIGODE. Melhor simplesmente dizer que as chances são nulas devido sua importância no futebol mundial e o novo cargo no Chelsea.


Guus Hiddink: Hahaha, você deve estar pensando. E com razão. Não há qualquer possibilidade de um técnico estrangeiro assumir a seleção brasileira, afinal, “somos muito melhores nisso do que os outros”. Mas, se o mundo fosse um lugar DECENTE, o Brasil seria treinado pelo Ganso e jamais perderíamos de 3 a 0 para a Argentina novamente. Depois de tudo o que ele fez com Coréia, Austrália e Rússia, fico imaginando como seria ele treinando uma seleção de qualidade (já houve a Holanda em 98, sim). Queria ver os boleiros precisando MOSTRAR SERVIÇO para envergar a amarelinha e um PADRÃO TÁTICO de verdade na seleção. Sonhar não custa nada, né? Mas esqueça. Vamos nos ater à realidade dos fatos.


BEM, AMIGOS. Seja qual for a decisão de Teixeirão, uma coisa é certa: não será fácil levar o Brasil às cabeças em 2010. A geração não é das mais fortes e o pior: há uma notável falta de comprometimento de alguns jogadores. Renovação? Dunga assumiu com esse discurso. Foi mais ou menos bem, no começo, com Elano e Dudu Cearense. Depois sucumbiu com a idéia fixa de que a vitória contra a Argentina na malograda Copa América seria paradigmática. Houve um cinco a zero contra o Equador no Maracanã e foi só. Agora, está em vias de pegar o boné. Próximo, por favor!

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Ago 17

E se o Brasil for ouro?

por Equipe De Primeira09h19

Por Napoleão de Almeida

E se Dunga conseguir levar o Brasil ao inédito ouro olímpico? Será que o técnico da Seleção, odiado por muitos e tolerado por outros tantos, vai, finalmente, ganhar o respeito da opinião pública?

Outras feras, unanimidades anteriores, já tentaram, mas não conseguiram a proeza. O melhor exemplo é o decantado Vanderlei Luxemburgo. Luxa, rei no futebol brasileiro (especialmente com Felipão no Chelsea), foi fritado após perder uma Olimpíada. Se disfarça, se renega... mas a CBF e o Brasil querem essa medalha de ouro.

Claro. Pense em uma competição mundial que o Brasil possa disputar um dia (não vale a Eurocopa, espertinho) e lá estará, na história, a Seleção Brasileira entre os campeões. MENOS nos Jogos Olímpicos.

E depois de times badalados, de equipes cheias de futuros craques, eis que Dunga, quietinho, vai dando um padrão de jogo a esse time, que tem um Ronaldinho recuperado e vários valores que serão, sem dúvida, jogadores de alto nível em pouco tempo. Renan, Rafinha, Breno, Hernanes, Thiago Neves, Anderson, Diego, Pato e Lucas, todos menores de 24 anos, ainda não estão perto de atingir o ápice. E já jogam o que jogam.

Vem aí a Argentina, com um time tão bom ou até melhor que o nosso. Mas eles, mais que ninguém, tremem contra a amarelinha. E Dunga, contra os vizinhos, nunca perdeu. Pelo contrário: já surrou duas vezes e até Copa América levantou.

Dunga, que nunca dirigiu nem um Bragantino da vida, pode chegar à única conquista que o Brasil não tem. Dunga, a aposta da CBF para esperar Felipão, vai acertando uma equipe que não fez nada daquilo que pregamos como ideal para uma preparação olímpica. Raríssimos amistosos, poucas convocações. E lá estamos, na semi-final. Vai entender.

Brasil, campeão olímpico de futebol, é o sonho da CBF e da FIFA. Com o país do futebol, maior vencedor da história do esporte, chegando à conquista, a tendência do esporte sair dos jogos é enorme. O Brasil faz muita pressão para que o COI mantenha os jogos para não passar o carão de ficar sem esse. E é com Dunga - pasmem! - que podemos chegar lá.

Se o Brasil chegar ao ouro, Dunga terá, novamente, surpreendido a todos. Não o vejo como um grande técnico: parece não conhecer muito de tática, é grosseiro com a imprensa e já convocou muito mal (né Afonso?). Mas, contra tudo isso, estão os resultados de Dunga, já de cara, um vencedor.

O povo quer Telê, quer espetáculo. E, por alguma razão, não gosta de Dunga. Mas é do filho bastardo que pode vir o ouro inédito.

Torço por Dunga, com todos os senões e uma boa dose de otimismo. Acho mesmo que desta vez vai.

Em tempo

Custava à CBF e a Nike colocar uma bandeira do Brasil no lugar do escudo da CBF??

A amarelinha, sem nenhuma referência ao país, nunca explicitou tanto a intenção comercial quanto agora.

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Ago 04

Cerveja diminui tormenta atleticana depois de três lascas botafoguenses

por Felipe Lessa02h14

Os cerca de 18 mil esperançosos torcedores do Atlético Paranaense tentaram, tentaram e tentaram, mas não conseguiram sair sorridentes da Arena da Baixada. Lucio Flávio , Jorge Henrique e Túlio, com seus três gols botafoguenses, legitimaram a perturbação rubro-negra, dando alegria aos cerca de 200 torcedores cariocas.

No primeiro tempo, até que o 1 x 0 ficou barato. O Atlético partiu para cima em certos momentos, como aos 17, quando o ataque foi travado no momento do abate, aos 21, quando em belo chute a bola passa ao lado direito do goleiro Renan. O arqueiro do fogo fez sua primeira boa defesa aos 27, quando Ferreira chutou lateralmente. O lance ocorreu na entrada da área botafoguense, mas, ficou no sonoro uhhhhhhh, dos fanáticos, que estavam logo atrás do gol.

Mas, depois de chances perdidas, logo em seguida surge o primeiro desafeto atleticano. Aos 28, Danilo derruba Jorge Henrique dentro da área e a equipe alvinegra ganha penalidade ao seu favor. Era o furacão pagando pelas falhas que permitiram com que o fogo chegasse ligeiro, aos 2 do primeiro tempo com João Henrique, que parou em bela defesa de Galatto.

Aos 4, o time do ex-cap, Ney Franco ganha escanteio em nova defesa do único herói atleticano. Aos 9, a mesma coisa, Galatto salva. Quando se marcavam 16 e 22 minutos na Arena, a tormenta e o ataque alvinegro se repetem. A equipe botafoguense mostrou uma coisa: queria marcar mais que o Atlético, em jogo rápido com boa movimentação pelas duas equipes.

O que fez a diferença foi o número de acertos de passes e jogadas. Enquanto nada dava certo para o time local, os visitantes deitavam e rolavam. E foi assim que o Jorge Henrique foi derrubado na área atleticana, aos 28. Lucio Flávio, o primeiro dos desafetos, não deichou quieto. Abriu o marcador chutando a penalidade no meio do gol, batendo o imbatível goleiro Galatto.

Aos 35, Ferreira tenta a reação e, mais uma vez, fica nisso, ele apenas tenta. Chuta por cima. Depois disso, o jogo não teve mais graça. Nem para bater o Atlético serviu, atuando de forma que a CBF considera bela, mas que o torcedor crê ser desnecessário. Ou seja, atuação Fair Play.

O que acontece é que ninguém estava interessado em jogo limpo, ao menos do lado malandro, do lado carioca. O Fogo mesmo mostrou que gostaria de vencer nos 5 finais da primeira etapa. Fez duas faltas boas, dos 40 aos 42. Faltas bonitas. Infrações de um time que veio para vencer. Segurou como devia. Deixou os rubro-negros desesperados.

Tão desesperados que, com certeza, no segundo tempo a festa foi da torcida, que cantou sem parar. A festa foi apenas da torcida. Esqueça de Marcio Azevedo, Julio dos Santos, Ferreira e Alan Bahia. As arquibancadas não deixaram de gritar amor ao clube nem depois dos tentos anotados aos 13 e 24 do segundo tempo. Talvez por devoção ao investimento. Os mais de 17 mil sócios atleticanos querem aproveitar o investimento de R$ 50 mensais para se divertir.

Uma das formas foi debatendo o futuro no clube, por meio dos deliciosos copos de cerveja, lembre-se, com álcool. Só na equipe De Primeira foram mais de 6 litros de investimento. Claro, para aproveitar o pega 4, paga 3 mais R$1, de um dos bares da baixada.

Cada gole de cerveja era precioso. Abria um pouco a visão não apenas da equipe do blog, como de cada um dos presentes nas cadeiras ao redor. Desde o pedido pela troca de treinador - o que vai ocorrer de acordo com a diretoria - por algum outro ídolo antigo, legitimado com o “hey Bob vai tomar no cu”, um viva a ZR (Zona de Rebaixamento), até a alegria de se conquistar um novo campeonato nacional, em 2009, contra o São Caetano. “Claro, da segundona”, como ressalta a mãe do Jones Rossi, fundador do DP.

Bom, pouco importa. Ou se bastante importa, me desculpe. Vai saber? Todos hoje ficaram confusos, desnorteados com o 3 a 0. O que importa é que a coisa ficou feia e que a cerveja alcoólica, que vai deixar de estar presente entre os atleticanos depois da partida contra o Náutico, fez o torcedor rubro-negro um pouco mais feliz, mesmo vendo seu time tomar um chocolate vergonhoso.

Nas palavras do presidente atleticano, João Augusto Fleury, a torcida ainda agüenta tudo que acontece pois, “o atleticano não é um bando de mulherzinha, que a qualquer problema vai até a esquina e fica chorando”.

Olha, não sei viu, ainda prefiro o argumento da boa cerveja, pois se na mesma coletiva Mario Celso Petraglia chegou a falar de humildade na diretoria, é sinal que a coisa está feia mesmo. E se continuar feia, depois do jogo contra o time pernambucano, quando a venda de cervejas com álcool será barrada dentro do estádio, certamente, tudo deve piorar.

O pau comeu
Nem tudo foi alegria na Arena da Baixada. Policiais Militares aproveitaram para mostrar seu poder bélico depois do jogo, quando houve desentendimento entre torcedores atleticanos e botafoguenses. Com os desentendidos, não se sabe ao certo o que ocorreu, mas, com crianças, mulheres e perdidos que transitavam na região da sede da organizada do Atlético, houve um festival da degustação de balas, nada doces, feitas de borracha.

Trata-se de uma briga antiga entre atleticanos e botafoguenses, que alicerçados por ódio e revanche, mais se importam com os confrontos de fora do campo do que com os que ocorreram hoje na Arena da Baixada, por exemplo.

O estopim para tudo isso seria uma amizade entre botafoguenses e coxas brancas, em rivalidade agravada por ato ocorrido na sexta-feira. Em tal data, alguns atleticanos foram convidados para um “churrasco” em Campo Largo, região metropolitana de Curitiba. No entanto, chegaram e não havia carne, nem cerveja.

O que haviam eram torcedores do Coritiba, armados e que dispararam diversos tiros contra o grupo rival. E por isso, na versão dos atleticanos, o que houve hoje foi legitima defesa. Um revide contra os amigos do coxa, e, contra os coxas que estavam com os botafoguenses. Uma briga de pessoas que geralmente não se conhecem, mas, criam diversas razões para se odiar.

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Jul 29

Dunga é o cara!

por Equipe De Primeira10h24

por Chrystian Grassi

Para qualquer jornalista, a realização vem quando seu trabalho é reconhecido e você tem a oportunidade de fazer uma grande matéria. As grandes matérias nem sempre envolvem grandes personalidades, porém, qual jornalista não gostaria de ter como entrevistado Carlos Caetano Bledorn Verri, mais conhecido como Dunga, o técnico da Seleção Brasileira de Futebol.

Na coluna desta semana me inspirei nos grandes tablóides ingleses que publicam entrevistas fictícias, inventam fatos apenas pra vender jornal, criar polêmicas. Então resolvi fazer o mesmo e entrevistar o “Coach” Dunga.

Segue na integra.

CHRYSTIAN: Dunga, é mesmo verdade que quem escolhe e faz as suas roupas é sua filha? Você não se envergonha de usá-las?
DUNGA: É sim, ela tem muito bom gosto, me sinto muito elegante vestindo as suas criações.
CHRYSTIAN: Te marcou negativamente a “Era Dunga”?
DUNGA: Bah, tchê, de forma alguma, aquela geração foi vitoriosa, conquistamos a copa do mundo e tenho certeza que brilhamos mais que a geração de 82, que não ganhou nada. O que o Zico ganhou na seleção? Nós fomos Tetra!
CHRYSTIAN: É verdade que você segurou o baixinho Romário todos os dias na concentração, e que com seus conselhos o “Peixe” foi o melhor jogador daquela copa?
DUNGA: Bah, sem dúvida, fui eu e o Taffarel, que somos gaúchos disciplinados que colocamos o Romário nos eixos. Sem este trabalho psicológico o Brasil não teria conquistado aquela copa, foi justamente nesta ocasião que descobri que eu daria pra um bom técnico.
CHRYSTIAN: E você se inspirou em quem como treinador?
DUNGA: Bah, tive muitos professores, mas sem dúvida o que mais me marcou, em quem eu me espelho é o Parreira.
CHRYSTIAN: Por que o Parreira, por causa da copa de 94?
DUNGA: Não só por ter sido o seu capitão, mas também pelo estilo durão e teimoso, sou assim, muito convicto e não aceito palpites.
CHRYSTIAN: Bem, estamos às vésperas das Olimpíadas, e logo teremos a Copa, você se sente pressionado pela imprensa?
DUNGA: De maneira nenhuma, tenho certeza do excelente trabalho que estou fazendo, e vocês da mídia não sabem o que se passa dentro das quatro linhas, eu já vivi lá e sei o que é melhor.
CHRYSTIAN: Em relação às convocações, é você quem descobre jogadores como o Afonso, ou tem indicação de empresários?
DUNGA: Que nada, eu acompanho todos os campeonatos da Europa, e me impressionei pela técnica do Afonso Alves.
CHRYSTIAN: E o Campeonato Brasileiro?
DUNGA: Bah índio veio! Assim vocês querem demais, se nossos melhores jogadores estão lá fora, pra que eu perder tempo em ver jogos dos clubes daqui? Deixa os empresários se interessarem por estes jogadores que despontam por aqui, aí eu os convoco pra seleção.
CHRYSTIAN: Mas daí não fica muito evidente que tem gente levando dinheiro nestas convocações, ou os empresários entendem mais de futebol que vocês?
DUNGA: Que é isso! Nós somos preparados e não precisamos destas coisas, é por isso que não dá pra falar com a imprensa brasileira, vocês acham que tem sempre outros interesses. Não quero mais falar sobre isso, vamos voltar a falar das belas roupas que minha filha faz.

Bem, esta foi a melhor entrevista fictícia do Dunga. Quem sabe na semana que vem eu entreviste o Ricardo Teixeira.

Chrystian Grassi é jornalista e amigo do De Primeira

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Jul 15

Crise técnica?

por Ricardo Sabbag12h39

As boas atuações do time do Flamengo têm reacendido um debate sobre a participação de jogadores "brasileiros", que jogam no Brasil, na seleção. Teriam Fábio Luciano, Léo Moura, Juan, Ibson e outros lugar no time de Dunga?

Não só o Flamengo abasteceria essa seleção pura. É fácil pensarmos em outros nomes de aparente consenso: Alex (Inter), Marcos (Palmeiras), Thiago Silva e Thiago Neves (Fluminense), Miranda e Alex Silva (São Paulo), Ramires (Cruzeiro). Se alinhássemos 11 nomes e respectivas posições, teríamos um bom time. Certamente não um time bom o suficiente para disputar um título internacional, mas um time competente.

Fato é que não precisamos de uma seleção puramente brasileira. Me parece estupidez deixar os maiores jogadores brasileiros - especialmente o Kaká, convenhamos - fora da seleção por algum tipo de ato nacionalista. Mas, ao mesmo tempo, muitos jogadores com experiência internacional chamados recentemente por Dunga não têm tido boas atuações, precisamente Maicon e Gilberto, Gilberto Silva, Mineiro e Josué.

Não acredito que Dunga não convoque mais jogadores "brasileiros" por birra. Penso que o caso, ali, é outro. A conquista da Copa América se tornou paradigmática na trajetória de Dunga como técnico da seleção. Com os grandes craques dando as costas para a competição, ele apostou num time de "guerreiros" e, para o bem ou para o mal, levou o caneco. Isso fez com que o técnico acreditasse que aquele time, mesmo não sendo nenhum primor de técnica, fosse capaz de seguir em frente.

Talvez seja. Mas é esse raciocínio que acaba barrando a possibilidade de experiências com jogadores que estão jogando muito mais que os selecionados. Me parece que Dunga prefere apoiar o seu grupo, num gesto de confiança e retribuição àqueles jogadores, do que propriamente tentar encontrar a melhor seleção do momento. É o velho discurso contrasensual da "coerência". O técnico quer parecer coerente chamando sempre a mesma base, mas é incoerente ao dizer que está chamando os melhores. Não está.

É fato que a seleção brasileira está atravessando uma crise técnica com o afastamento dos Ronaldos, a má fase de Robinho e a dificuldade de contar com Kaká livre e solto em todos os jogos. Não é possível saber, no entanto, se um jogador que está bem num clube vá repetir o mesmo sucesso na seleção, como é o caso atual de Diego, sem convocá-lo para jogos de importância razoável, como por exemplo os próximos confrontos pelas Eliminatórias.

***

Essa questão me parece um pouco distante do efeito 'janela de transferências' sobre o futebol brasileiro. Talvez boa parte desses selecionáveis esteja daqui a um mês jogando por um obscuro time árabe ou de um país europeu de menor tradição no futebol, e não saberemos muito sobre eles. Há outra categoria de jogadores - os mais novos que chegam a times de ponta, caso de Daniel Alves, que também devem pedir passagem ao longo do segundo semestre. Isso pode mudar bastante o panorama da seleção.

Mas o mais importante nessa questão é que a batata de Dunga está mais do que assada e qualquer um sente que basta fracassar nas Olimpíadas para o técnico cair fora - e logo teremos Vanderlei Luxemburgo deixando recados no celular de Ricardo Teixeira. A possível mudança de técnico pode mudar tudo. Ou nada. Mas será o verdadeiro fato novo na seleção.

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Seleção BrasileiraTécnicos

Jun 23

Fritura?

por Jones Rossi15h56

Dunga, sexta-feira (20), em entrevista ao Blog do Boleiro:

"Sei que os caras vão fazer leitura labial comigo, mas não mudo de posição. Estou tranqüilo."

Fantástico, Rede Globo, domingo (22):

O que o Dunga ouviu no jogo da seleção, todo mundo sabe. Mas o que será que ele andou dizendo em campo? Confira no vídeo!

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FutebolSeleção BrasileiraTécnicosJornalismoImprensa

Jun 21

Dunga em drops

por Equipe De Primeira08h19
Desempenho de Dunga como técnico da Seleção (até 18/06/08)

30 jogos
19 vitórias
4 derrotas
7 empates
57 gols pró
21 gols contra

Maior seqüência de vitórias: 5 jogos
Maior seqüência de derrotas: 2 jogos
Maior goleada aplicada: 6 x 1 Chile
Pior derrota sofrida: 0 x 2 (Portugal, México, Venezuela e Paraguai)
Freguês: Equador, três derrotas

- A média de gols pró é de 1,9 por partida
- A média de gols sofrida é de 0,7
- O aproveitamento de pontos é de 70%
- Todas as derrotas de Dunga na Seleção foram por 2 x 0
- O melhor momento foi a conquista da Copa América, vencida na final sobre a Argentina, 3 x 0
- O pior momento acontece agora: três jogos sem vitória, duas derrotas seguidas, uma histórica para a Venezuela
- A melhor aposta de Dunga foi no zagueiro Luisão, titular da Seleção
- A pior segue sendo o impagável Afonso Alves

Pérolas de Dunga no site dele (capitaodunga.com.br):
“Depois do Júlio todos os governantes de Roma passaram a ser césares, e "césar" - na Forma de kaiser, tzar, etc. - ficou nome genérico, como um dia "dunga" também será” (Essa é de Luiz Fernando Veríssimo)

“Em 1958 e 1962, o Brasil revelou para o mundo sua inconparável (sic) superioridade futebolística. A seleção que tinha brilhantes talentos criativos como Pelé, Didi e Garrincha, também tinha em jogadores como Djalma Santos, Nilton Santos, Bellini, Mauro e Zito, uma defesa tão eficiente quanto o seu ataque.

A partir daí, o Brasil, pasmo e deslumbrado com a beleza espetacular do futebol arte, por muitos anos esqueceu de defender, muitas vezes tomando tantos gols quanto marcava. Finalmente, a partir de 1989, o Brasil nunca mais foi o mesmo. (...)

A partir desta revolução, que teve Dunga como símbolo, o Brasil chegou em três finais de Copa do Mundo seguidas, em 1994, 1998 e 2002. (...)

Depois de Dunga, (...) volantes (...) brasileiros são exportados como titulares para os maiores clubes da Europa, muitas vezes se destacando como os melhores do mundo em suas posições. Crianças brasileiras tem hoje como ídolos não só jogadores de ataque, como de defesa, algo que antes não acontecia.

(...) A geração Dunga mudou para sempre a cultura do futebol brasileiro para melhor, bem melhor.”
(texto do site oficial do técnico da Seleção)

O que ninguém conhece:

“O Instituto Dunga de Desenvolvimento do Cidadão-IDDC, é uma sociedade civil , sem fins lucrativos, que atua no Rio Grande do Sul na promoção social de crianças, adolescentes, famílias e idosos, através do esporte educacional.O IDDC é integrado por pessoas físicas voluntárias, interessadas no fomento de ações e programas sociais que visem, prioritariamente, o desenvolvimento e a formação do cidadão para a prática do bem comum, solidário e de participação”
(texto do site oficial do técnico da Seleção)

Por Napoleão de Almeida

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EsportesFutebolSeleção BrasileiraTécnicosVárzeaEliminatórias Sul-AmericanasCopa do Mundo

Jun 20

Demitir ou não demitir Dunga? Essa é questão?

por Jones Rossi20h00

Os mesmos jornalistas que louvaram quando ele entrou no comando da Seleção agora pedem sua cabeça em público. Nunca se falou tanto em "fritura" e demissão quanto agora, depois do empate contra a Argentina.

Até Galvão Bueno deixou de vender o peixe como habitualmente faz e criticou publicamente Dunga. Atualmente, não há maior sintoma de desprestígio para um técnico de Seleção do que ser defenestrado por Galvão Bueno, sempre porta-voz de interesses maiores.

Talvez por isso Dunga tenha vindo a público e dado uma das melhores entrevistas que já vi um técnico de Seleção conceder. Falou mal até da Rede Globo. Alguns trechos esclarecedores:

"Estou puto, mas estou tranqüilo. Sei que querem a minha cabeça."

"Queira ou não queira, a poderosa manda e os caras que trabalham para ela acham que mandam. Não digo que seja a TV Globo, mas alguns profissionais que trabalham lá e estavam acostumados com privilégios e não têm mais. Lá nos Estados Unidos, vieram pedir para entrevistar um jogador à uma da manhã. Disse não. Eles foram à loucura. Um câmera ficou dizendo que ia falar com A, B ou C, mas falei que não. Não tenho culpa se os caras chegaram atrasados em três dos quatro treinos que dei. Não é meu problema se o cara perdeu a hora passeando no shopping."

"O que fiz foi atender o que 95% da mídia pediu e 100% da população brasileira queria: coloquei ordem, acabei com a festa que foi na Copa do Mundo de 2006."

"Estou atendendo o que o meu patrão determinou."

"Os caras que a vida toda reclamaram dos privilégios de uma emissora, agora se juntam com ela para meter o pau."

"O Ricardo (Teixeira) recebe relatórios de tudo o que vamos fazer, quem convocamos, porque convocamos, qual o nosso objetivo. Funciona como uma empresa."

"Eu quero contar com os melhores. Não sou maluco. Não sou doente."

"Seleção é pressão. O jogador tem que dizer “tenho cinco, dez minutos para jogar e vou dentro”. Viu o Anderson? Como ele entrou contra o Paraguai?"

"Eu estou na seleção porque sempre achei que seleção não é escolha, é missão. Estou tranqüilo. Aquilo que me propus a fazer, renovação e o fim das mordomias de alguns setores da mídia, estou fazendo."

Gostei da entrevista do Dunga. Acho que ele ainda pode dar certo na Seleção. Falar em título mundial é até injusto no momento. Mas quando foi preciso, na Copa América, ele ganhou.

Agora veja o vídeo abaixo, que descolei no site do Idelber. É sobre a mídia esportiva argentina, mas cairia como uma luva na brasileira. Não deixem de ver, tem até legenda.

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