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De Primeira: Futebol, Futebol e Futebol

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Mar 04

Conheça o Travinha: novo blog paraense

por Felipe Lessa01h15


A blogosfera futebolística ganhou recentemente um novo representante de peso: o Travinha, do colega de casa Leonardo Aquino. Cheirando açaí e maniçoba, o novo meio de informação, que leva o nome de um futebol popularmente jogado nas ruas do Pará, surgiu em meados de fevereiro e promete ser a mais nova enciclopédia virtual das pelejas do estado nortista.

Seu conteúdo varia entre as notícias factuais, curiosidades, histórias e personagens da terra de Tuna Luso, Remo e Paysandu. Outra missão é resgatar imagens e vídeos de diversas épocas e estádios. Sem mais palavras, acesse:

http://travinha.wordpress.com/

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FutebolTecnologiaMemóriaFutebol Paraense

Out 08

Um templo à altura do nosso futebol

por Jones Rossi10h46

Entrada principal do Pacaembu, em São Paulo

Dono do melhor futebol do mundo, pródigo em títulos e craques, ao Brasil ainda faltava um lugar onde a história vencedora de nossos Pelés e Garrinchas fosse contada. Com a inauguração do Museu do Futebol, na última segunda-feira, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, a lacuna foi finalmente preenchida.

Com três pavimentos incrustados de maneira quase imperceptível na imponente entrada do estádio, em uma área de 6.900 m2, um pouco menor que o campo do Maracanã, a intenção do museu, nas palavras de Leonel Kaz, curador e idealizador de boa parte de suas atrações, é “mostrar a história do Brasil no século 20 através do futebol.”

Houve também a preocupação em guardar um espaço para o time do coração dos visitantes, mesmo os que moram fora de São Paulo. Todos os times que já participaram alguma vez do Campeonato Brasileiro estão presentes de alguma forma. Nem os extintos Colorado e Pinheiros foram esquecidos. A primeira visão ao entrar no museu são três paredes com fotos que retratam desde times de botão até propagandas antigas estreladas por jogadores de futebol, passando por flâmulas e escudos diversos. Coritiba, Atlético e Paraná aparecem três vezes nos quadros pendurados, contando para o Tricolor uma flâmula do E.C. Água Verde. O Londrina também está lá.

Pelé onipresente

Mas a maior atração do andar térreo é a exposição “As Marcas do Rei”, dedicada a Pelé, sempre tratado nos textos com pronome pessoal em letra maiúscula: “Ele”. Não faltam objetos pessoais de Pelé, como o cartão de inscrição na Copa de 1962, uma bola de meia que lhe foi dada de presente pelos amigos de infância e os uniformes do Bauru Atlético Clube, o Baquinho, clube no qual começou a jogar, e da seleção, com o qual foi campeão mundial em 1958. Não faltam nem as capas dos discos gravados pelo Rei em parceria com Elis Regina e Sérgio Mendes e fones para escutar o disco “Ginga”, com canções compostas e interpretadas por Pelé. Na saída, uma estátua de cera em tamanho real mostra Pelé com o uniforme completo da Seleção de 70. E no segundo piso, um vídeo do Rei exibido em um telão recebe os visitantes em português, inglês e espanhol. Quase onipresente, Ele ainda divide com Garrincha uma atração no terceiro piso.

A parte com potencial mais polêmico do museu está na entrada do segundo pavimento. Ali são projetadas em painéis translúcidos as imagens dos 25 maiores jogadores brasileiros de todos os tempos, segundo os consultores do museu.

“Todo mundo votou nos Anjos Barrocos (nome da atração) para chegar numa lista”, conta o jornalista Marcelo Duarte, autor do Guia dos Curiosos. Os encontros feitos parte em São Paulo e parte no Rio de Janeiro reuniram especialistas como o próprio Marcelo, Juca Kfouri, Celso Unzelte e João Máximo. Pelé e Garrincha são presenças óbvias na lista, que ainda conta com os tricampeões Gilmar, Gerson, Jairzinho, Tostão, Carlos Alberto Torres e Rivellino; os pioneiros de 1958 Didi, Djalma Santos, Nilton Santos, Vavá e Zagallo; os tetracampeões Bebeto, Romário e Taffarel; os pentacampeões Ronaldo (também tetra), Ronaldinho, Rivaldo e Roberto Carlos; e craques que nunca venceram a Copa do Mundo, como Zico, Sócrates, Falcão, Julinho Botelho e Zizinho.

Logo adiante, em um misto de homenagem aos goleadores e narradores, gols históricos podem ser ouvidos nas vozes de locutores como Ary Barroso, Fiori Gigliotti e Osmar Santos. No mesmo salão, gols escolhidos por 30 personalidades são exibidos em telões. As duas atrações são das poucas inacabadas do museu: funcionam, mas ainda não é possível escolher qual gol escutar ou ver. Em breve, garante Kaz, a opção estará disponível.

A sensação de subir ao terceiro pavimento é parecida com a de entrar em um estádio em dia de clássico. Em uma área imediatamente abaixo da arquibancada do Pacaembu, vários telões com o som no volume máximo reproduzem os gritos das 30 maiores torcidas do país, incluindo os três grandes da capital: Atlético, Coritiba e Paraná.

“Fiquei deslumbrado. A vibração e a sensação ali são muito boas”, diz o palmeirense Luciano Martins, de 37 anos, que foi ao museu com o filho Rafael, de 11. “A gente aprende a ter respeito pelos outros times. É um espaço ecumênico”, afirma o corintiano Avelino de Sousa Filipe, 38 anos, que foi acompanhado da filha Amanda, de 7 anos.

Cultura e futebol

A partir dali, cultura e futebol se misturam. A história da chegada e desenvolvimento do futebol no Brasil é mostrada com mais de 400 fotografias retratando também os costumes do país entre o final do século 19 e começo do século 20. O museu também alçou Domingos da Guia e Leônidas da Silva à condição de “heróis da cultura nacional”, ao lado do pintor Cândido Portinari e do escritor Mário de Andrade.

Na sala das Copas do Mundo, as fotos dos jogadores e títulos mundiais dividem espaço com momentos históricos, como a chegada do Homem à Lua ou a morte de Ayrton Senna. “As pessoas falam sobre as fotos, se lembram. Há uma riqueza oral que o museu passa. Não é um museu para ficar parado, mudo. Não é ficar olhando uma escultura grega sem entender nada”, teoriza Leonel Kaz.

Pênalti a 115 km/h

As atrações do terceiro pavimento são ligadas por uma passarela que tem vista para toda a praça Charles Miller, onde fica o estádio. Depois de passar por ela, várias placas trazem números e curiosidades sobre o futebol, como a partida com o maior número de jogadores expulsos ou a maior goleada de todos os tempos, além de frases folclóricas.

A frase “Quem nasce Barcímio Sicupira nunca pega apelido”, dita pelo maior artilheiro da história do Atlético, estampa uma das placas.

Antes da saída há atrações que dão mais a impressão de se tratar de um parque de diversões do que de um museu. Uma exibição em três dimensões de Ronaldinho, que gravou especialmente para o museu, realizando jogadas e truques. E um goleiro virtual, projetado em uma parede, que tenta defender pênaltis cobrados pelos visitantes. Um sensor mede a velocidade do chute. O mais rápido atingiu 115 km/hora.

Inaugurado na segunda-feira, o museu foi aberto ao público na quarta-feira, quando registrou 600 visitantes. Na sexta-feira, o número já tinha saltado para 984. A organização do museu espera ter os mesmos 40 mil por mês do Museu da Língua Portuguesa, que também fica em São Paulo.

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Ago 04

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por Equipe De Primeira14h45

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FutebolTecnologia

Mai 14

Joaquim Américo: a conclusão do velho novo caldeirão

por Felipe Lessa22h19

Domingo, 18 de maio, o Atlético Paranaense enfrenta o São Paulo no Estádio Joaquim Américo, a popular Arena da Baixada. Será a estréia do rubro-negro em casa, no Campeonato Brasileiro de 2008. Uma estréia com ritmo de despedida. “O que? Vamos nos despedir?”, perguntam os torcedores mais fanáticos. Pois sim, respondo, trata-se de uma despedida.

Vai ser a última estréia do furacão em campeonatos brasileiros a ser zombada por torcedores do Coritiba, que de olho gordo, chamam a Arena da Baixada carinhosamente de “meio-estádio”. O Atlético ainda não pretende concluir a construção do estádio, com direito ao “andar de cima”, no entanto, com as arquibancadas térreas finalizadas, definitivamente, não é apenas o sarro que vai diminuir. Na verdade, no sentindo inverso, é a torcida atleticana que poderá comparecer em maior número e lotar a capacidade estimada em 30 mil pessoas.

O Atlético planeja inclusive, como anunciado na Gazeta do Povo de domingo, 11 de maio, jogar a partida final do torneio, contra o Flamengo, com a casa completa. E atentem-se torcedores do Coritiba. Não são apenas 30 mil. Sei que já estão fazendo colocações pretensiosas como: “e o que existe de diferente nisso tudo?”, ou, “meu Deus, está fazendo glória por acabarem o meio-estádio?”. Tenham calma, respondo.

E não respondo por contestar. Indico que a conclusão do Joaquim Américo - agora na fase inicial, mas o estádio já não vai mais ser meio - é um marco para a história do futebol paranaense. A história do Joaquim Américo é um guia de tradição, luta e modernidade.

Tradição, por ser “o mais antigo estádio do futebol paranaense em funcionamento”, como lembram Carneiro Neto e Vinicius Coelho no livro Atletiba, a Paixão de Multidões. O campo foi construído em 1914, em um terreno “onde existia a Casa de Pólvora, no bairro da Água Verde” e pertencente à família Hauer, que alugou o terreno ao primeiro dono do Estádio Joaquim Américo: o Internacional, um embrião do Atlético Paranaense de hoje.

Aqui entra a questão de luta, identidade e vontade do Rubro-Negro em ter a baixada como sua casa. O terreno, como conta mais uma vez o livro de Carneiro Neto e Vinicius Coelho, foi comprado anos mais tarde, no final dos anos 20 e inicio dos 30, pelo então presidente do clube, Luis Feliciano Guimarães. Nascia a luta dos atleticanos pela casa própria. Vinda para o clube, depois de um acordo entre o ex-presidente Candido Mader e o governo paranaense.

E os atleticanos já poderiam falar: temos nossa casa, nossa. Uma casa própria que passou por muitas reformas, e que, não teve conclusão, devido ao impasse entre rubro-negro e uma escola que ocupava a parte do estádio onde será construído o restante das arquibancadas. Um impasse resolvido no impulso de uma final de Libertadores da América, que não foi disputada na Baixada contra o mesmo São Paulo da estréia de domingo, por não atender a capacidade mínima exigida pela entidade máxima do futebol da América do Sul, a Conmebol.

E se a final não foi disputada no Joaquim Américo por questões de capacidade de público, nos anos 80, o Atlético passou perto de abandonar a baixada para ter um dos maiores estádios do mundo. Por uma iniciativa de seu ex-presidente que comandava a Federação Paranaense de Futebol, Onaireves Moura, quase trocou seu eterno lar pelo Pinheirão. Em 1987 estava tudo certo para isso, como conta a reportagem “A paixão muda de endereço”, de autoria de Roberto José da Silva e publicada na Placar 888, deste mesmo ano.

“Agora, o Atlético vai liberar sua valorizadíssima área no bairro Água Verde e mudará o departamento de futebol para o Pinheirão sem contar outras vantagens”, relata o material que apresenta o grande plano de Onaireves Moura, visto com um alto grau de raiva pelos rivais:da época: Coritiba, Colorado e Pinheiros.

O grande plano de Severiano previa tornar o Pinheirão em um monstro, que fizesse o rubro-negro engolir a qualquer coisa. O plano era fazer com que o estádio símbolo de seu império tivesse a capacidade para abrigar 127 mil torcedores, em maioria, claro, atleticanos, pois o contrato previa que o Atlético “mandasse todos seus jogos no local”, enquanto fosse filiado à Federação.

Mas, para a alegria de todo atleticano de hoje, sua casa não mudou de endereço e nem virou um clube social para 5 mil sócios. E o Joaquim Américo, que nos anos 30, passava a ser o primeiro estádio de futebol de Curitiba a ter suas arquibancadas de concreto totalmente cobertas, virou a Arena da Baixada idealizada por Mário Celso Petraglia, em 97 e inaugurada em 1999, como um marco na modernização do futebol brasileiro, que contava com estádios antigos e sucateados.

Voltando a 2008, quase 10 anos depois da inauguração da Arena, em partida que o Atlético venceu os paraguaios do Cerro Porteño, o jogo de domingo é um marco, na historia de um Joaquim Américo tantas vezes demolido, reconstruído e adaptado. O jogo contra o Flamengo vai ser parte de uma etapa que está nas fases finais, e deve ter conclusão antes de 2014, quando existe a possibilidade do primeiro estádio moderno do Brasil sediar um jogo de Copa do Mundo.

O mesmo estádio que foi sede da primeira transmissão radiofônica de futebol no Paraná, em 1934, e hoje, 2008, moderniza e polemiza o sistema de contratos para irradiação de uma partida, fazendo algo que ninguém havia feito no Brasil de forma expressiva.

Por essas e outras, a Arena da Baixada, Caldeirão, Joaquim Américo, ou como você prefira chamar, é um marco não apenas na historia do Atlético, mas sim dos paranaenses e brasileiros. Com o estádio do CAP completo, para poder falar algo, qualquer um terá que dar um passo à frente. Foi o que o Rubro-Negro fez.

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Abr 26

Comentário da semana

por Equipe De Primeira20h56

"E porque não se cria um cartão tipo "ticket restaurante" que seria permanente? O cara vai numa lotérica, coloca créditos no cartão e no dia é só passar o cartão na roleta e está debitado o ingresso.
Será que somos tão atrasados que nem isso pode ser implementado?
Quem comprar créditos para o ano todo teria seu ingresso garantido sem aumentos, isso seria mais difícil num pais corrupto como o nosso, mas essa é a idéia, pra quem tem Urna Eletrônica, isso é fichinha."

Comentário do leitor Roberto no post em que Felipe Lessa conta a confusão na hora de comprar ingresso para um jogo do São Paulo no Pacaembu. Com alguns ajustes, a idéia de Roberto poderia revolucionar o futebol brasileiro. Fica a dica.

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EconomiaFutebolTecnologiaEstádios

Abr 13

Blog mostra o Maraca que não passa no PPV

por Juan Saavedra20h40

Quando não está cobrindo assuntos cascudos como endocrinologia e diabetes, a jornalista Cristina Dissat dedica parte de seu tempo a encarnar uma versão não obsessiva de L.B. "Jeff" Jefferis, personagem de James Stewart no filme Janela Indiscreta, de Alfred Hitchcock. Aproveita a localização privilegiada da sua residência e perambula com o notebook wireless pelas dependências do apartamento, quase na esquina do estádio do Maracanã.

É do oitavo andar do imóvel que a empresária, sócia de uma empresa de comunicação voltada para a área médica, observa o que acontece nas imediações em dias de jogos e imediatamente publicas as informações em um blog, o Fim de Jogo. “Fico perto da varanda, ou no quarto e até mesmo da área de serviço que dão para o outro lado da rua. Depende de onde preciso escrever. Uma vez, a confusão foi na Praça Niterói e só dava para ver da área de serviço. O computador foi parar em cima da máquina de lavar”, conta, sem esconder o riso.

Criado no inicio de 2004, o blog acompanha em tempo real o que acontece nos arredores do Mário Filho, acompanhando a tendência do chamado jornalismo cidadão. Ele bate o ponto sempre, não importa o tamanho do evento. De um midiático jogo da seleção brasileira a um insosso Cabofriense e Madureira, passando pelos Jogos Pan-Americanos. Quem visita o Fim de Jogo pode encontrar informações não noticiadas no serviço pay per view de um canal de TV por assinatura: o movimento das bilheterias do estádio do Maracanã, as condições para estacionamento no local, os eventuais conflitos nas ruas vizinhas e, terminado o jogo, como está a dispersão dos torcedores.

Cristina Dissat: redação na varanda do apartamento, com notebook, smartphone e rádio.
Foto: Celso Pupo

Para dar conta de tanto trabalho, Cristina conta com uma rede de colaboradores, a começar pela família. Seu marido, o fotógrafo Celso Pupo, contribui com as imagens e, através de um rádio, transmite informações diratamente das ruas. Os filhos André e Daniel, ambos estudantes universitários, ajudam a mãe na manutenção do blog e são entusiasmados voluntários. Isso sem falar na ajuda de amigos - jornalistas ou não - com mensagens de e-mail, chamadas telefônicas ou mensagens de texto e até mesmo de vizinhos e desconhecidos.

Apesar do nome, a cobertura do blog começa cedo. Na manhã da semifinal entre Botafogo e Flamengo, pela Taça Rio, a equipe saiu às ruas para observar a chegada dos primeiros torcedores. O primeiro post foi publicado ao meio-dia, quatro horas antes do apito inicial. O último, só quando o silêncio tomou conta da vizinhança. Quem visitou o site durante a semana, no entanto, pôde conferir vários informes sobre a procura por ingressos nas bilheterias.

Nesses quatro anos de trajetória, a experiência mais marcante aconteceu durante as finais da Copa do Brasil, em 2006, entre Flamengo e Vasco. “A cena de milhares de torcedores tentando entrar no estádio, com policiais a cavalo andando para todos os lados, o helicóptero da polícia voando baixo, levantando poeira e com os holofotes acesos, era uma mistura de sensação de pânico e fascinação. Para mim, foram as coberturas mais impressionantes”, relata.

O fotógrafo Celso Pupo vai para as ruas, fotografar o movimento dos torcedores e da polícia, antes e depois dos jogos.

O blog não entrou em recesso nem mesmo quando o Maracanã fechou as portas, nos meses que antecederam o Pan. A notícia passou a ser o andamento das obras e os preparativos para o Rio 2007. Nesse meio tempo, Cristina ganhou credencial para cobrir todas as pautas e coletivas da Suderj. O reconhecimento também veio do Flamengo, que a procurou para uma parceria em ações do Gease, comitê que monitora as condições de segurança e conforto do torcedor nos estádios. O Flamengo cedeu uma credencial ao blog para trabalhar no interior do estádio durante os jogos do Rubro-Negro. Hoje, a galeria de fotos é um dos chamarizes do Fim de Jogo.

A mais nova investida é a produção de vídeos. Com um smart phone, são feitos filmes do movimento nas ruas. Um deles foi um pequeno conflito entre torcedores do Flamengo e do Vasco, em março. “No vídeo é possível ver grupos de torcedores correndo, vindos da Av. 28 de Setembro. O policiamento surgiu de várias direções e chegou a atirar balas de borracha. Policiais a cavalo vieram da Rua Prof. Manuel de Abreu. Um dos grupos voltou para a Av. 28 de Setembro, enquanto outros corriam na direção contrária”, noticiou o blog.

Cristina pretende comprar uma câmera para gravar vídeos de mais qualidade. Tudo isso é feito sem qualquer patrocínio nem apoio financeiro. Ao investir na geração de conteúdo próprio, seu empreendimento criou um blog off-estádio pautado pela prestação de serviço. Um modelo ainda sem paralelo no país.

Para saber mais: ouça o podcast feito pelo site Jornalistas da Web sobre a iniciativa.

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E Agora?

por Equipe De Primeira11h54

por Leonardo Bonassoli

O Atlético Paranaense resolveu cobrar pelos direitos de transmissão de rádio de seus jogos. Quinze Paus cada jogo. Para isso alegou o artido 42 do Estatuto do Torcedor, que versa sobre direitos de imagem.

Olha, pode ser justo cobrar os direitos das rádios, pois elas lucram com os jogos, mas o valor de 15 mil reais é irreal. É mais caro que jogo de Copa do Mundo. Se cinco rádios no Brasil puderem pagar, é muito. Se uma rádio em Curitiba conseguir pagar, é muito.

O rádio brasileiro perdeu muito espaço com a televisão, tendo dificuldade para se manter com os atuais patrocínios. As rádios estão contendo despesas com pessoal e muitas caindo na mão de grupos religiosos, especialmente no AM.

Se os valores fossem realistas, o chiado do setor da imprensa teria sido bem menor. A propósito, o ponto correto da legislação para embasar isso é o princípio do Direito de Arena, que pertence aos dois times que jogam. O Atlético, em algum lugar do eixo tempo no passado, já tinha ganho uma ação nesse gênero (se alguém estiver com base de dados para isso, pode me soprar quando foi isso, mas acho que foi nos anos 80).

Se isso for manobra para o clube ter uma rádio própria e ter exclusividade, é um jogo muito sujo, sórdido, pois é simplesmente matar a concorrência com métodos desleais (leal é ganhar na qualidade). Se for rádio web apenas, simplesmente matou os planos de crescimento do time, pois é pouca gente que tem equipamento para isso.

Não foi muito inteligente adotar esta medida sozinho, sem outros clubes, pois pode significar a perda de potenciais torcedores, especialmente fora de Curitiba, causar desemprego em massa nas rádios locais, e quebrar os Sistemas de Comunicação locais, mas provavelmente o caminho a ser tomado pelas rádios é o da justiça ou o do boicote, aí novamente a corda vai arrebentar do lado mais fraco: o do torcedor. Além disso, passa uma imagem de arrogância do clube, uma espécie de Efeito Vasco/Eurico, que perde potenciais torcedores por conta do cartola.

Agora resta descobrir os próximos capítulos desta novela, que não passará pelo rádio, só pelo pay-per-view. Estão todos pagando para ver...

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Fev 24

Por que o Olé é melhor que todos os jornais brasileiros

por Jones Rossi22h03

Confira aqui, na seção 'Diosa del dia'.

Normalmente eu colocaria o link acima no Twitter, mas deixarei este aqui pela qualidade da moça e para avisar que no endereço http://twitter.com/deprimeira você pode acompanhar links que não valem um post inteiro aqui no blog, mas certamente valem ser mencionados.

Você também pode acompanhar o blog sem precisar entrar aqui todo dia. Ali na parte superior esquerda do blog, é só clicar onde está escrito RSS para receber os posts no seu agregador de notícias. Se você ainda não está familiarizado com o termo RSS, procure as instruções na Wikipedia e saiba como usar.

No mesmo link, você também pode escolher receber o RSS por e-mail, em formato newsletter. Cada vez que o blog for atualizado, você recebe um e-mail com o post novo.

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TecnologiaImprensa

Set 09

Algumas daquelas promessas que não se cumpriram

por Equipe De Primeira09h45

O Championship Manager/Football Manager é pródigo em nos apontar em versões antigas aqueles jogadores que eram ditos como grandes promessas e que hoje nem mais ouvimos falar.

Vou ficar só num exemplo e vocês poderão completar e falar deles.

O meu exemplo é o Adiel. Lembram dele? Um meia-atacante que surgiu como promessa no Santos, mas acabou realmente sumindo do mapa. No CM 99/00, ele é craque e gnha título de melhor atrás de título de melhor. Digamos que o que projetaram para ele é o que aconteceu com Diego e Robinho na realidade. É ele sumiu do mapa. alguém sabe realmente por onde anda Adiel?

E você? Conhece outro "craque" do CM/FM que não deu o sucesso que os coletores de dados do jogo esperavam? Não vale o Tó Madeira, pois é um jogador "fictício" que nunca chegou ao profissional.

Postado por: Leonardo Bonassoli

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