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De Primeira: Futebol, Futebol e Futebol

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Out 15

Os bastidores da disputa eleitoral no Londrina

por Felipe Lessa16h47

Ao escolher quem será o próximo presidente do Londrina Esporte Clube, no dia 8 de novembro, os associados irão traçar definitivamente o futuro do Tubarão. O Alviceleste passa pela pior crise de sua história e pela primeira vez foi cogitada publicamente a intenção de fechar as portas do clube para criação de um novo time, este propriedade de empresários locais que atuam na venda de jogadores e com o compromisso único de dar lucro aos seus investidores.

Até agora as duas atuais chapas são uma incógnita para o torcedor desacreditado de tantas promessas, falta de transparência, sumiço de jogadores e pelo desastre da gestão Peter Silva. Gilberto Ponce e Marcelo Caldarelli, atuais pretendentes ao cargo máximo do Londrina, no momento apenas movimentam os bastidores para uma disputa baseada em incertezas.

Na base de Ponce o grande triunfo está no apoio do prefeito Barbosa Neto. Caldarelli, por sua vez, conta com a força de um suposto legado dos mais de 2 mil títulos remidos distribuídos na cidade durante sua gestão como presidente alviceleste. Ambos recusaram o apoio do atual presidente, Peter Silva, para as eleições.

Raio X dos candidatos:

Gilberto Ponce
É empresário e foi ligado ao grupo Royal Players, que faz o agenciamento da carreira de jogadores de futebol - era sócio de Persius Sampaio, questionado ex-diretor do Tubarão. Nas recentes visitas que fez em alguns setores representativos do Tubarão, ele alega ter deixado o ramo para dedicar-se exclusivamente ao Grupo Rodinato, uma indústria de comércios e ferragens.

Com o apoio do prefeito Barbosa Neto, Ponce é o escolhido para administrar o projeto desenvolvido por Antônio Carlos Gomes, responsável pelo processo de reestruturação do Atlético Paranaense.

A chapa Novo Londrina tem aspectos positivos como a reaproximação de diversos segmentos locais, que vão de empresas londrinenses, Rádio Paiquerê, torcida Falange Azul e até mesmo promotores de justiça envolvidos na prestação de contas sobre as dívidas trabalhistas do LEC.

Atuar na venda da Sede Campestre do Londrina também é uma das apostas do projeto da chapa. A meta é que o clube receba valores acima das dívidas estipuladas em cerca de R$ 6 milhões e assim comece uma vida nova.

Ponce também ganhou pontos ao vetar a presença de empresários de jogadores na reunião que apresentou o projeto do professor Antônio Carlos. Ainda assim, nomes como o de Sérgio Malucelli e Iran Campos foram comentados no encontro.

O principal ponto negativo é a substituição da sede do clube do Estádio Vitorino Gonçalves Dias para o Estádio do Café. A prefeitura tem intenção de vender o terreno do VGD para uma construtora local. Há também o interesse em remodelar o Café, para que o campo possa servir de treinamento para alguma das seleções que disputarem a Copa do Mundo de 2014. A nova possibilidade de terceirização do clube também é questionada pela torcida.

Marcelo Caldarelli
Presidiu o Londrina na gestão 96/97, é empresário no ramo da hotelaria e agencia jogadores de futebol. Durante os jogos da Série D do Brasileiro, protagonizou mini-comícios nas cadeiras cobertas do Estádio do Café e se auto-proclamou o nome mais indicado para assumir a frente do Tubarão.

No entanto, pode ter sua candidatura impugnada pelo Conselho Deliberativo após ter recebido o título de Persona Non Grata no LEC, devido a sua passagem como diretor da Portuguesa Londrinense. O polêmico Caldarelli caiu no desgosto dos alvicelestes ao tentar trocar o nome da Portuguesinha para Grande Londrina, ironizando o antigo clube ao qual agora tenta presidir novamente: “Será o Grande Londrina contra o pequeno”, dizia.

No legado de Caldarelli, folclores como a promessa de pagamento aos atletas com cabeças de gado que sequer estavam em seu nome, a contratação do ator global Nuno Leal Maia, as modelos gandulas e o episódio em Jandaia do Sul em que o ex-presidente disparou com seu revolver calibre 38 para cima, na tentativa de conter os ânimos da torcida rival.

Apesar de inovador, Marcelo Caldarelli é apontado junto de Peter Silva como uma das piores gestores do Londrina Esporte Clube. A dispensa de diversos funcionários alavancou as dívidas trabalhistas do LEC e a distribuição da grande quantidade de títulos remidos pela cidade tornou o clube social praticamente insustentável, sendo essa uma das justificativas da atual gestão para fechar as portas da sede campestre.

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Mai 29

Anarquizando a pelota

por Felipe Lessa19h47

Quando os atletas do clube inglês Easton Cowboys and Cowgirls não vestiram seus fardamentos para disputa da partida amistosa contra o Autônomos Futebol Clube, e os times se misturaram, parecia que uma simples pelada de final de semana estava por ocorrer. Algo visualmente desorganizado, sem estruturas, pretensões e com boleiros de habilidades duvidosas. Futebol extremamente amador em Santo André, no ABC Paulista.

A passagem de carros e pedestres, interrompendo peleja disputada na cancha de asfalto, ganhava novas dimensões quando seu contexto era analisado. A Rua Alcides Queirós foi parte integrante de um evento idealizado com o intuito de discutir futebol, política e princípios como a Autogestão, como meio de quebrar os preconceitos da sociedade.

“O futebol de rua é um dos jogos mais anárquicos do mundo. Não por ser desorganizado, mas por ser um jogo de livre acesso para qualquer pessoa, seja homem, mulher, homossexual, criança ou jovem. Todos têm o direito de jogar, sem necessitar de muitos recursos. Basta qualquer coisa redonda e um espaço qualquer”, explica João Borghi, um dos idealizadores do evento.

Os visitantes ingleses foram a grande atração do Anarchy in the UK and ABC, onde puderam, além de jogar bola, compartilhar com os camaradas brasileiros um pouco mais dos princípios norteadores do Easton Cowboys and Cowgirls.

Trata-se de um clube desportivo e social diferenciado, fundado por alguns punks em 1992 e que hoje conta com centenas de adeptos. Apesar de possibilitar a prática de modalidades que vão do futebol ao críquete e basquete, o maior vínculo do Easton é ideológico: não existe a presença de um craque em qualquer um dos times. A vida social de cada integrante e os debates sobre questões e pensamentos libertários são mais importantes que vitórias em qualquer competição.

Um dos orgulhos exaltados pela equipe de Bristol é seu patrocinador: o Plough bar, localizado nas redondezas do território dos cowboys e cowgirls, que o consideram como um segundo lar – mesmo nos minutos de concentração que antecedem as partidas em casa.

Fora de casa
A caravana dos Easton Cowboys e Cowgirls em terras brasileiras foi agitada. Chegaram no dia 16 de maio, participaram de torneio de futsal em verdurada, torceram pelo Santo André no Bruno Daniel, estiveram em debates com presença desde professor da USP até líder da Gaviões da Fiel, questionaram o “futebol negócio”, relacionaram política e futebol, gênero e preconceito, entre outros.

Antes de ir embora das terras tupiniquins, no dia 27, houve uma série de partidas de futebol masculino e feminino contra times como Hermanos de Pelé, Rio Punxxxx e os próprios Autônomos, além de outros times mistos. Por aqui, além do futebol de rua, jogaram em locais como canchas de salão e futebol de areia.

Além da turnê pelo Brasil, excursões inusitadas para o futebol convencional fazem parte do auge do Easton. Foram até Chiapas, no sul do México. Por lá, além de jogarem uma série de torneios contra equipes de futebol zapatistas, auxiliam as comunidades locais com recursos financeiros e voluntários para aplicação de projetos desportivos. Foram eles também a primeira equipe de futebol inglesa a disputar uma partida no território palestino. Outro feito fora de seus domínios é a participação anual da Copa do Mundo AntiRacista, que ocorre na Itália. Literalmente, anarquizaram a pelota.

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Abr 19

Em busca de futebol autêntico, inglês faz turismo na Alemanha

por Equipe De Primeira14h45

Por Mathias Wolf*

Dearlove Melvin vive em Londres e quando era mais jovem, foi treinador de seu time preferido, o Liverpool. Porém a progressiva comercialização da Premier League do futebol inglês levou-o a afastar-se do futebol inglês. A 4 anos ele vêm a Alemanha para assistir a jogos de futebol. Mais especificamente do FC St.Pauli.

Na entrevista ele fala sobre o vigor do time e sobre a economia que faz assistindo aos jogos na Alemanha.

Mr.Dearlove, você mora em Benfleet, próximo a Londres, mais precisamente próximo aos locais onde acontecem os jogos da Premier League, porém você e seu filho sempre vão a Alemanha para assistir aos jogos de um time de segunda divisão que é o St.Pauli. Por que?
Estamos em Hamburgo sempre que possível. O St.Pauli é mais vivo, mais excitante e mais autêntico que o futebol inglês. As festas no Millerntor são fantásticas e na Inglaterra você não pode festejar. Na Alemanha você pode beber cerveja e fumar na arquibancada - na Inglaterra você tem que sentar e tudo o que é divertido ao assistir um jogo é proibido. E os pubs se venderam, só pensam em dinheiro. De qualquer forma, vir assistir ao St.Pauli jogar é mais barato do que assistir a um jogo do Arsenal.

Explique.
Para ir ao jogo do Arsenal eu pago por volta de 60 euros por um ingresso. Para ir ao jogo do St.Pauli eu pago menos de 10 euros pelo ingresso, 20 euros pela passagem de avião e mais 40 euros pela pernoite. Me divirto 2 dias pelo mesmo preço. Isso é um dos motivos pela qual eu não sou o único torcedor com uma camiseta marrom e branca no avião.

De fato, a mídia inglesa tem noticiado que cada vez mais os torcedores têm deixado de ir aos jogos da Premier League para assistir aos jogos da Bundesliga.
E não há nada que se possa fazer contra isso. Isso acontece mesmo na Liga dos Campeões, que é a melhor liga do futebol mundial. Mas os clubes se distanciaram dos seus torcedores. Mas com os times na Alemanha, eles conseguem que a gente ainda se sinta parte da festa. Claro que com a comercialização da Bundesliga isso diminuiu um pouco, mas não é como na Inglaterra. Já faz 1 ano e meio que não vou a um jogo da Premier League, o clima é entediante pra mim. A 4 anos eu venho a St.Pauli - é um dos clubes mais conhecidos na Inglaterra. Eu sou viciado pelo St.Pauli.

O que você mais gosta no time?
Você vem e se sente bem vindo. Você sente livre em todos os jogos. Os torcedores são anti-racistas, anti-sexistas, eles são de esquerda como eu - nada há nada igual na Inglaterra. No Millerntor eles cantam "You'll Never walk Alone" quando o time perde. Como fazíamos antigamente, quando um jogador ainda não ganhava 70.000 libras por semana.

O que você faz quando não pode vir a Hamburgo?
Eu tenho muitos amigos que também não têm condições de assistir aos jogos de seus clubes favoritos. Então nos encontramos em algum pub para assistir futebol - e também aos jogos do St.Pauli.

A Premier League faz parte da sua história pessoal.
Sim, eu trabalhei 20 anos para o Liverpool. Foi meu time favorito desde a infância. Mas como os americanos o compraram, estava na cara que o time havia perdido a sua alma. Hoje eu trabalho como treinador no Drittligisten Southend United.

*Publicado originalmente 13/04/2009 no site Frankfurter Allgemeine e traduzido pelo blog. F.C St Pauli Brasil.

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FutebolPolítica

Mar 29

Apolíticos de nascença

por Felipe Lessa17h27

Embora na Europa, ou até mesmo em países da América Latina, o futebol e a política caminhem de mãos dadas, no Brasil isso não existe. Comento isso depois de conversar com amigos sobre a relação da politização partidária de nosso futebol. Nem comunistas, muito menos integralistas, nacionalistas, anarquistas, ou o que seja, são protagonistas de nossas histórias. No máximo encontramos coadjuvantes neoliberais, como no caso do Brasiliense.

Digo isso com base em tudo que se passou pela pátria. Confirmo quando contesto e desafio 90% integrantes de torcidas organizadas a dizer: Quem foi Che Guevara. Não sabem. Dentro de campo, fora a famosa Democracia Corinthiana, não se conhece relações afetuosas entre pelota e palanque.

Tudo é movido a dinheiro. Nunca houve paixão pelos debates no Brasil. E a razão está nos artistas da bola, o ópio do povo brazuca. Mesmo quando Osmar Santos narrou a indignação de uma nação, pelas Diretas, já, o futebol não se mesclou a identidade política. Afinal, o brasileiro é apolítico de nascença.

Basta perguntar aos representantes do futebol que viraram parlamentares: Qual sua ideologia política? Desde ex-jogadores até chefes de torcida, estes, em quase 100%, conquistaram espaço no cenário “político” nacional, mas jamais criaram ideologias políticas ou partidárias.

E a máquina da democracia é refletida nas arquibancadas. PSDB e PT, por exemplo, pediram apoio da torcida organizada do Atlético Paranaense. O presidente, amigo dessa gente acostumada a pagar tributos em troca de apoio, foi eleito vereador de Curitiba pelo PSC.

Em Londrina, a organizada carrega em sua camisa de 10 anos o apoio ($$$) de Hauly (PSDB.), que hoje disputa com o atual amigo dos alvicelestes, Barbosa Neto (PDT), uma vaga na prefeitura. Pergunte a eles se antes de apoiar receberam ou leram o estatuto destes partidos.

Sem falar da torcida Jovem Fla, que estampa Saddam Husseim e frases palestinas em suas bandeiras apenas por serem considerados “guerreiros”. E a organizada do Atlético Mineiro que vende produtos com a estampa de René Barrientos, apenas por este ter matado Che, o ícone da facção dos cruzeirenses.

Ou seja, não existe política (ideologia) em nosso futebol. Pois tirando equipes como Juventus (SP), Operário de Ponta Grossa (PR) e o Ferroviário (CE), desconhecemos uma maior ligação, mesmo que histórica, de ideologia e pelejas nas 4 linhas.

O mais perto que chegamos de “política” no Brasil futebolístico é o Internacional, de Porto Alegre. Fundado por imigrantes paulistas, os irmãos Poppe que foram renegados no Grêmio, o colorado que deixa nome e cores sugestivas aos leitores. Nos anos 2000, barrou a entrada de bandeiras com a estampa do pop star Guevara. Agora, tem uma barra liderada por um ex-cabeça do MST que enfeita o Beira Rio de bandeiras que deixariam qualquer leninista feliz.

Porém, repito aos amigos sonhadores, é um caso a parte. Política da casa é quando Luxa & Lula batem papo sobre o instituto de Vand, que precisa de gracejos financeiros. Nós, humildes habitantes da casa, nascemos apolíticos, fomos criados assim e creio que dessa forma morreremos.

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FutebolPolítica

Mar 23

Palanque Azul

por Felipe Lessa22h41

Esse do meio é o Barbosa Neto (PDT), candidato à prefeitura de Londrina. Na busca de votos para o inédito e polêmico terceiro turno, o ex-apresentador de TV confraternizou com os que estiveram presentes na festa da torcida organizada Falange Azul, ocorrida domingo (22). Na falta do Tio Billa (o real ganhador das eleições 2008), o populista pedetista é o predileto dos torcedores do Tubarão.

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FutebolPolíticaFutebol Paranaense

Jan 22

A volta dos que não foram

por Equipe De Primeira23h39

Por Felipe Lessa

Enquanto fora do Paraná, as estreitas relações entre clubes de futebol e prefeituras municipais são vistas com desconfiança, por aqui podem ser salvação. Em tempos de ofensivas de gigantes paulistanos contra mirrados caipiras paranaenses, até mesmo matar cachorro a grito vale para combater o provincianismo.

Se Ipatinga, Barueri e Santo André são atacados pelo forte domínio municipal sobre os passos do clube, no Paraná eu rasgo a retórica, jogo no lixo e ainda escrevo uma carta de agradecimento aos prefeitos que derem seu voto de confiança aos estandartes locais. Um voto necessário para evitar o domínio do empresariado sobre nossos clubes, como já existe no Iraty, Londrina Junior Team, Adap Galo, Toledo, Nacional de Rolândia, Arapongas, entre outros. Sem esquecer o caso mais bizarro. O Corinthians de Malucelli.

Não se trata de retrocesso. Trata-se de algo próximo de uma intervenção. Ser utilizado como cabo eleitoral é apenas um brinde. No Rio Branco de Paranaguá, um mesmo grupo político comandou o clube por cerca de 15 anos. Incluso nele o ex-prefeito da cidade, entre outros empresários que utilizaram o clube para alavancar sua vida social e empresarial.

Porém, o novo presidente, João Frumento parece ter surgido, por vontade divina para por a casa em ordem. O escolhido do prefeito José Baka Filho já foi gerente de negócios da rede MC Donalds no Paraná, pretende transformar o Rio Branco em uma grande potência comercial do estado.

Em conjunto com a Polícia Militar, uma atitude extrema, e positiva, para retomar velhos hábitos de arquibancadas repletas de camisas com o vermelho e o branco, como tudo começou: serão proibidas camisas outros clubes em jogos do Leão, no Caranguejão.

A exceção é quebrada apenas pela presença de visitantes. Nada mais. É um fator positivo para uma cidade tão influenciada por hábitos, incluso clubísticos, importados do Rio de Janeiro. Com isso, camisas de Flamengo, Vasco, Fluminense e até mesmo Botafogo, que faziam frente nas arquibancadas alvirubras, serão extintas.

A equipe da estradinha que jamais deixou de ser abençoada pelo gosto e carinho da população local, agora parte para objetivos maiores: ser o número um da cidade, onde a maior torcida é a do Flamengo. O Leão é a outra de todo parnanguara. Mas a intenção é que o torcedor volte a participar.

Foi reaberta a secretaria do clube - algo que se limitava aos escritórios de diretores de gestões anteriores. Também estão sendo reorganizadas as categorias de base. O clube pretende ter calendário o ano todo e também pretende organizar a questão de jogadores que não estão no clube, mas contam no BID da CBF – estes, segundo a imprensa local, boa parte de propriedade do antigo presidente.

Criar uma estrutura condizente com um time de 95 anos é a missão da nova diretoria municipal do bom e querido filho da cidade. Com pequenos feitos, mas que mostrem aos torcedores que eles tem por quem torcer.

Estreitar laços com a comunidade e prefeitura local é o que também vem fazendo Peter Silva, presidente do Londrina. Com presença garantida em todos os jogos do PPV paranaense, o líder máximo do tubarão reservou inclusive um bar para a apresentação dos jogos e união dos torcedores. Trata-se de um ponto de vista altamente positivo. Afinal, boa parte dos bares da cidade só se movimentam para ver o futebol de paulistas e cariocas na TV.

O contato próximo com a prefeitura também vem ocorrendo, fazendo reviver os tempos em que Franchello, folclórico presidente do clube, foi vice de Antônio Belinati. Mas, sem Bila novamente no poder – impedido de assumir por corrupção - a chefia alviceleste realizou visita ao prefeito interino da cidade, Padre Roque.

A intenção diplomática, tinha objetivos bem maiores que apenas cair nas graças do por enquanto prefeito londrinense. Lobby realizado e os diretores do Tubarão conseguiram manter o patrocínio de R$40 mil por mês pago pela estatal Sercomtel.

Em Maringá, como cabo eleitoral, o Grêmio pretende ressurgir. Volta com a vaga do Iguatemi, na segundona, ou na terceira, se for preciso nova razão social. Um plano de marketing para o time está sendo elaborado. Inclusive, um grande amigo que já trabalhou positivamente com estas ações no handebol de Londrina foi convidado para organizar o projeto.

O Grêmio pretende fazer com que Maringá volte a acreditar em um galo guerreiro. Por conseqüência, ajudar a eleger o possível candidato a uma vaga como deputado estadual: Umberto Becker, presidente do clube. A prefeitura também foi convidada a fazer parte da jogada, sendo que secretários municipais fazem parte do conselho do alvinegro.

Em tempos de parcerias frustrantes para os apaixonados paranaenses é uma chance de mudança. E quem sabe um estímulo à volta de clubes como o União bandeirante, do coronel Meneghel, ou do Matsubara, do fazendeiro Sueo Matsubara. Antes ver clubes próximos com suas prefeituras, que em mãos de empresários.

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FutebolPolíticaFutebol Paranaense

Jan 21

A palavra de três mil euros de Kanouté

por Ana Carolina Moreno12h27

Publicado originalmente no Terra Magazine em 20 de janeiro de 2009

Frédéric Kanouté é um homem de poucas palavras. Percebe-se pela maneira como responde às perguntas dos jornalistas e encerra as entrevistas acenando com um breve sorriso. Seus quase dois metros - faltaram oito centímetros para bater a marca - percorrem sem pressa os corredores do estádio de Riazor, casa do Deportivo La Coruña.

Foto: Agência EFE

É a segunda vez em quatro dias que o atacante do Sevilla visita a cidade do noroeste da España: uma coincidência de agendas fez com que as duas equipes se enfrentassem três vezes seguidas, duas pela Copa do Rei e uma pelo Campeonato Espanhol. Três batalhas que terminaram em três previsíveis vitórias para o time do jogador nascido na França em 1977, mas naturalizado em Mali.

Na primeira delas, em 7 de janeiro, Kanouté anotou o segundo gol do Sevilla aos 39 minutos do primeiro tempo. Bem colocado na pequena área, recebeu um passe de Diego Capel e, sem muito charme, girou a longa perna esquerda de fora para dentro do corpo pra encaminhar a bola rumo ao à meta adversária. Mas pouco se lembram do lance ligeiramente desengonçado, porque foram os cinco segundos seguintes ao gol que percorreram o mundo.

Evitando a tradicional corrida pelo campo, balançando os punhos cerrados e contraindo os músculos faciais para chegar à mais fidedigna expressão de sucesso, o atacante se dirigiu aos cinegrafistas e fotógrafos, se desvencilhou dos abraços dos colegas e levantou a camisa branca do Sevilla, revelando por baixo uma camiseta preta apenas uma palavra, traduzida em seis idiomas: "Palestina". Com boca e olhos bem abertos, para recuperar o fôlego e captar a reação imediata que seu gesto provocou, Kanouté colocou em prática o plano que idealizara quando Israel começou sua mais recente tentativa de aniquilar o arsenal de mísseis do Hamas às custas da população palestina.

Ele quebra o silêncio sobre o tema uma semana depois, quando o número de resultados do Google para a busca de "Kanouté Palestina" já havia passado de 40.000. Falando em espanhol correto, pausado e com leve sotaque francês, o jogador revelado pelo Lyon e com passagem pelas equipes inglesas do West Ham e do Tottenham deu a um grupo de jornalistas, após a partida, uma resposta simples e vaga:

- Fiz o que devia fazer.

A esta repórter, o titular da seleção de Mali afirmou ter evitado falar em público sobre o assunto por causa da grande repercussão que teve entre famosos e anônimos. Ele se diz contente pelas consequências de sua atitude e explicou que agiu sem pensar muito nelas:

- Não pensava muito na conseqüência, ainda que soubesse que talvez fossem me dar uma multa. Mas a minha motivação de fazê-lo ia muito além de uma multa ou sanção. Pensava que era uma boa oportunidade para eu sensibilizar as pessoas sobre o tema, e nada mais.

O próprio jogador, porém, admitiu que nem todas as reações foram de apoio. Mas, considerando que até o embaixador de Israel afirmou não ver nenhum caráter de incentivo à violência na mensagem, a consciência de Kanouté segue tranquila. O futebolista de Mali aceita sem a multa que levou pela atitude sem reclamar.

- A Federação Espanhola faz o que deve fazer.

Um time de futebol iraniano se ofereceu a pagar os três mil euros impostos pela entidade, valor estipulado no regulamento da Federação Espanhola de Futebol. Mas, para quem desembolsou 700.000 dólares para salvar uma mesquita em Sevilla prestes a ser despejada, a cifra não tira o sono, nem a calma, do jogador.

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FutebolPolíticaFutebol Espanhol

Nov 13

O sacrifício para ver a seleção... portuguesa

por Equipe De Primeira16h17

Por Umberto Dissenha Junior, de Brasília

Há pouco, comprei o ingresso para o jogo entre Brasil e Portugal, que será realizado na próxima quarta-feira, dia 19. O MEIO-INGRESSO saiu por "meros" R$ 90 reais, mais R$18,00 de taxa, totalizando R$108,00.

Essa taxa é cobrada pelo site que está vendendo. Detalhe é que a compra SÓ pode ser feita via site. Não há um maldito local vendendo.

Outra informação importante é sobre o volume de ingressos. No Bezerrão (mania brasileira de destruir nomes de estádios), cabem 20.000 pessoas.

No entanto, apenas 9.000 ingressos estão sendo vendidos. Os outros 11.000 (isso mesmo, ONZE MIL), serão distribuídos: cerca de 2.000 para a comunidade do Gama e os outros 9.000 para convidados, magistrados e o escambau.

Escutando ontem a CBN, um dirigente da federação local, ao ser indagado sobre o porquê de tantos convidados, teve a cara de pau e a filha de putagem de responder o seguinte: "Nossos convidados e magistrados podem dar uma retorno melhor que a torcida local".

Foda dar dinheiro para esses cornos, mas é o esforço que estou fazendo para ver a seleção portuguesa.

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FutebolPolíticaSeleção Brasileira

Out 07

Um pouco de atenção a quem não merece

por Jones Rossi16h30

Um pouco do modus operandi e do jeito canalha e mau-caráter de ser de quem vota de forma descerebrada pode ser visto nos comentários do post anterior. Uma mesma pessoa fez vários comentários com nomes diferentes, inclusive comentando o próprio comentário.

Dá para imaginar figura mais patética?

É claro que dá. Nós somos mais patéticos, já que o referido sujeito que perde tempo fazendo palhaçada enquanto está no trabalho é funcionário público, como mostram seu ip e e-mail. Ou seja, nós pagamos o salário do sujeitinho. Tem outro funcionário público que também gosta que aparecer aqui. O e-mail dele é jscarlos@pr.gov.br. Ainda bem que no estado do Paraná está tudo perfeito, assim alguns funcionários públicos podem ficar ofendendo os outros usando e-mail oficiais.

Abaixo, os comentários de Fábio, Matheus e Lucio, todos, na verdade, a mesma pessoa. Prestem atenção no e-mail e no IP. É o mesmo em todos os casos. Nem vou comentar os erros de português pois seria muita covardia.

1 - "06.10.08 @ 08:39 · Email: fabiomarques@cohapar.pr.gov.br · IP: 200.189.112.21 · No Spam Karma
Em resposta a: Política de segunda divisão
Comentário de: FABIO
JULIAO DA CAVEIRA
Essa kara tem um carisma muito grande imaginen a DOR DE COTOVELO DE politicos que tem grana e gastaran nao cairao
pra dentro agora VOCE JONES é um colunistazinho que só sobrevive pra falar mal dos outros se voce fosse bom nao taria
escrevendo na net e sim tava num jornal de veradade"

2 - 06.10.08 @ 09:52 · Email: fabiomarques@cohapar.pr.gov.br · IP: 200.189.112.21 · No Spam Karma
Em resposta a: Política de segunda divisão
Comentário de: FABIO
vai se danar
perdeu playboy

3 - 06.10.08 @ 11:23 · Email: fabiomarques@cohapar.pr.gov.br · IP: 200.189.112.21 · No Spam Karma
Em resposta a: Política de segunda divisão
Comentário de: MATHEUS
VIU SEU JONES O LUIZAO TEM O RESPEITO DE TODOS NÓS
NEN É CONSIDERADO RIVAL E ELE NEN É MAIS O PRESIDENTE DA IAV O JULIO TEM UMA RESPEITO GRANDE
PELO LUIZAO POR ISSO SE CONTROLE NAS SUAS COLUNAS E NAO FALE O QUE VOCE NAO SABE ; AGORA O OUTRO CANDIDATO PAPAGAIO NAO CONSEGUIU NEM OS VOTOS
DOS INTEGRANTES IMPERIO KKKKKKKKKKKKKKKKKK
SAO MUITO FRACO

4 - 06.10.08 @ 17:22 · Url: http://VAI MORA EM SP CAROL · Email: fabiomarques@cohapar.pr.gov.br · IP: 200.189.112.21 · No Spam Karma
Em resposta a: Política de segunda divisão
Comentário de: MATHEUS
ELE CONHECE TODAS AS FAVELA DA PERIFERIA DA CIDADE
COISA QUE VC NEM SABE O QUE É ISSO JÁ BASTA
VAI DORMI PAULISTA VAI PRA TUA PRIA QUE É O TIETE

5 - 07.10.08 @ 12:08 · Url: http://VAI MORA EM SP CAROL · Email: fabiomarques@cohapar.pr.gov.br · IP: 200.189.112.21 · No Spam Karma
Em resposta a: Política de segunda divisão
Comentário de: MATHEUS
SEU JONES VAI LÁ NA SEDE DA TORCIDA SEJA HOMEN E VÁ
NA CASA DELE AGREDILO VERBALMENTE QUE NEN VOCE TA FAZENDO "NAO SEJA BUNDAO E VÁ FALA COM O
JULIAO" VÁ TERRORISTA DE INTERNET BUNDA MOLE

6 - 07.10.08 @ 12:12 · Url: http://VAI MORA EM SP CAROL · Email: fabiomarques@cohapar.pr.gov.br · IP: 200.189.112.21 · No Spam Karma
Em resposta a: Política de segunda divisão
Comentário de: LUCIO
PAULISTA É UMA COMEDIA VOTA ATÉ EM MALLUF OU PITA
QUE TAO FAZ 500 ANOS NA POLITICA E SÓ AFUNDARAM O
BRASIL OS ENGRAVATADOS É SÓ UMA MAQUIAGEN
JONES VAI SE DANAR
PERDEU PRAYBOI

7 - 07.10.08 @ 14:19 · Url: http://VAI MORA EM SP CAROL · Email: fabiomarques@cohapar.pr.gov.br · IP: 200.189.112.21 · No Spam Karma
Em resposta a: Política de segunda divisão
Comentário de: LUCIO
COM CERTEZA PORQUE JÁ COLOCAMOS MEDICO,SOCIOLOGO,ADVOGADOS, E SÓ FIZERAM CACA
QUEM SABE COLOCANDO UM MOTORIISTA OU UM GARI OU
UM PRESIDENTE DE TORCIDA DE CERTO
COM CERTEZA TEMOS QUE COLOCAR PESSOAS QUE VIVEM
OS PROBLEMAS SOCIAIS DAS CIDADE
EXEMPLO: O ANALFABETO DO LULA CUZIDO COLOCOU O SOCIOLOGO DO FHC NO BOLSO

8 - 07.10.08 @ 14:31 · Email: MARTINS@YARROO.COM.br · IP: 200.189.112.21 · No Spam Karma
Em resposta a: Política de segunda divisão
Comentário de: MARTINS
Gostei muito do comentario do Lucio sinceramente eu acho que ele
tem toda razao chega de engravatados vamos eleger pessoas do povao que sabem os verdadeiros problemas da população mais pobre e ele citou o presidente Lula como exemplo, o nosso Brasil nunca viveu um momento de tanto crescimento ,em geração de empregos de devedor passou a ser credor chega de FMI que tinha aa cara do FHC e é por isso que eu boto mais fé no JULIAO DA CAVEIRA do que no DR TALLLLL.
FODA-SE QUEM NÃO GOSTA!!!

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FutebolPolítica

Out 05

Política de segunda divisão

por Jones Rossi23h18

Julião da Caveira (é assim que ele se identifica), chefe da torcida organizada do Atlético, foi eleito vereador com 4.041 votos, menos que o rival Luizão Stellfeld, que obteve 6.784, mas que por questões de proporcionalidade, legenda e etc. acabou ficando com a vaga.

Fica então os parabéns para a torcida do Coritiba, que se mostrou mais inteligente e não elegeu nem Luizão, nem Papagaio (apenas 2.993 votos), ambos ligados a torcidas organizadas.

Agora resta saber que tipo de proposta vai sair da cabeça de Julião nos próximos quatro anos. Infelizmente, para ter uma idéia do tipo de gente que faz a política curitibana, pode até não ser pior que o que vai ser proposto por Cantora Mara Lima, Pastor Valdemir, Roberto Hinça e Derosso, entre outras figuras "notáveis" que também foram eleitas e reeleitas.

E o povo curitibano, que se acha o tal, deixou esse pessoal ser eleito. É provavelmente a cidade mais superestimada do País.

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