Yahoo! Posts

De Primeira: Futebol, Futebol e Futebol

RSS

Foto ilustrativa

Nov 20

LEC: O Leilão da sede campestre é o punhal nas costas do povo

por Felipe Lessa14h26

Justo quando o Londrina Esporte Clube entregou sua sede campestre ao povo, ela será leiloada. O martelo pode ser batido hoje, às 14 horas. A tristeza toma conta do ambiente, pois o clube social havia se tornado referência de respeito da liberdade individual e coletiva. Tem jovem que ainda está na sede, preocupado. A reflexão é grande, pois desde a democratização (ou abandono, para os ingênuos) não havia mais cobrança de títulos, mensalidades ou carteirinhas. Bastava não ter medo de ser feliz e desfrutar de tudo aquilo que o governador Moisés Lupion deixou de presente para a cidade.

O primeiro sinal de alento foi a transparência. Os documentos não foram jogados fora, como falaram alguns maldosos especuladores. Toda papelada estava ali, logo ao lado da piscina, livre para consultas de todos. Afinal, o LEC é o clube do povo, e o povo tem o direito de saber o que acontece no clube. Se no futebol, conselho e diretoria escondem tudo o que ocorre, o povo tomou para si a sede campestre e mostrou como se faz. Do povo não se deve guardar segredos.

Os últimos jovens a se divertir na sede campestre mostram que havia consciência social no Londrina Esporte Clube. A sede era de todos, local onde o único pecado atendia pelo nome preconceito. E assim, a garotada aproveitava brisa e vibe do momento para beijar deliciosamente suas latas de refrigerante, puxando saborosos tragos da criptonita existente dentro delas. Tardes refrescantes.

Essa garotada não precisava mais se deslocar do Jardim Bandeirantes, Leonor e região até o Vale do Rubi, Lago Igapó ou qualquer outro ponto desagradável para alegria e relaxamento. A nobre mocidade agora tinha portas abertas no LEC. Se os outros clubes sociais da cidade são excludentes, o LEC havia quebrado a regra. Bastava ter compaixão com o prazer do próximo e cair pra dentro.

As rodinhas de amigos eram bem divertidas. Todo mundo unido, compartilhando pertences, rindo muito. Ouvindo zumbidos dos dos dos dos dos dos causados pelo consumo de alguma vitamina na na na na na nos gramados dos dos dos do do LEC QUI QUI QUI QUI QUI....

Nos campos de futebol deixados de herança (abandonados) pela antiga e reacionária diretoria do clube, as latas de cola e os vidros de benzina até hoje enfeitam os gramados. A quantidade é extremamente maior que a de garrafas d´água deixadas pelos antigos juniores após os treinos. Afinal, esses jovens frequentadores do LEC baforavam tão empolgados quanto os cheiradores homenageados pelos Ramones no censurado hino “Carbona is not glue”.

No imaginário dessa juventude, talvez a expectativa de mandar uma tabelinha com o Elber. Nos anos 90, era ele quem mandava no pedaço. Virou lenda. Quem sabe algum dos malucos que hoje deitam e rolam por esses campinhos não conseguem chegar na mesma Europa onde o cara mais considerado das antigas chegou. Ao menos em suas viagens particulares, eles andavam conseguindo.

Quem por último frequentou o LEC também se revolta ao escutar que a vida do clube morreu. Basta ver as camisinhas jogadas pelo piso destruído do antigo refeitório, os sinais de que mesmo a vida sexual não apenas existe. Ela evoluiu, surrou o velho moralismo e o expulsou destes domínios.

Nos anos 70, ver meninas nadando e tomando banho de sol vestindo os clássicos maiôs era o auge da sexualidade no clube. Na modernidade de agora, é só levar acompanhante, disposição e escolher o local adequado para a prática do amor carnal. Cada ambiente fica livre para quem ali chegar, optando por um local ou outro de acordo com interesses e posições necessárias para o orgasmo. O clube social do Londrina é mente aberta, não reprime ninguém.

A liberdade é tanta que algumas capivaras decidiram passar o resto de suas vidas na piscina do clube. Morreram e os corpos foram retirados depois das almas chegarem ao plano superior. Em decisão coletiva, foi definido que mamãe e três filhotes de capivara seriam os últimos a nadar nessa que foi a primeira piscina olímpica do Paraná.

O respeito a essas capivaras é digno. Estavam protestando, pois sabiam que o espaço do povo será roubado. Vai ser entregue aos burgueses. Na tarde desta sexta-feira, 20 de novembro, devem bater o martelo. Hoje, ainda tem algum transtornado vagando pelas dependências da sede campestre. A tristeza é geral, pois foram os reacionários dirigentes do Londrina que esculacharam as dívidas do clube. Justo quando o povo assume, ele acaba, para pagar dívidas feitas por quem enriqueceu com o futebol. Com isso, é a odiada burguesia que vai respirar aqueles ares muito em breve. O sonho acabou, os dias serão mais duros a parir de amanhã.

*As fotos são reais, cortesia de Rafael Pio.
**Ninguém deu lance. A sede campestre voltará a ser leiloada apenas em 2010.

1 comentário
EsportesFutebol ParanaenseLondrina

Out 01

Boxe: O último round de Miguel de Oliveira

por Felipe Lessa03h41

Nenhum jab, gancho ou direto foi aplicado na quase subterrânea escola de Boxe do Londrina Esporte Clube nesta quarta-feira (30/09) que se passou. Os sacos de pancada e os aparadores permaneceram pendurados, mas sem movimentos. Nenhum aluno foi visto pulando cordas na empoeirada sala localizada no Estádio Vitorino Gonçalves Dias. Diante do clima de tristeza, tudo indicava que era algo relacionado com a saúde do idealizador do esporte no norte do Paraná: morreu Miguel de Oliveira, 66 anos.

Apesar de há 72 dias estar internado na UTI, lutando contra problemas renais crônicos e também pulmonares, foi na academia dirigida desde 80 pelo chamado Rei do Boxe Londrinense que apareceram alunos, amigos e admiradores em busca de notícias. Acreditavam que dava.

Afinal, o “Mestre” sempre resistia a tudo dentro e fora dos ringues. Seja como diretor técnico da Federação Paranaense de Pugilismo, treinador ou até mesmo assistente social....a falta de apoio e os problemas nunca foram páreo para ele. Infelizmente dessa vez não deu para Miguel, que nada pôde fazer diante de uma parada cardíaca no Hospital do Coração - um fato que só não é classificado como nocaute pois Oliveira foi daqueles que nunca se deixou nocautear. Com certeza, esses mais de dois meses de luta provaram que ele foi linha de frente até o fim.

Miguel de Oliveira sempre foi um combatente apaixonado pela modalidade que começou a praticar no final dos anos 50, aos 16 de idade. Competia de forma amadora no Rio de Janeiro e de lá saiu na década seguinte para fazer um passeio em Londrina. Ficou até os últimos dias de sua vida.

No início, precisava viajar para assistir e lutar boxe em São Paulo. Mas Miguel estava decidido a ficar em Londrina e no ano de 1975 aceitou o convite do sargento Mauricio Augustinho Pereira para dar aulas e implantar o pugilismo na cidade.

Sua missão foi cumprida ao revelar nomes que vão de Genésio Trindade, Campeão brasileiro e sulamericano nos anos 80, até Edilson Pereira, que há poucos anos levantava o título de campeão nacional amador, pouco antes de se profissionalizar.

Mesmo quem nunca levantou títulos tem bons motivos para agradecer a Miguel. Muitos foram os trabalhos sociais do professor que jamais deixou um aluno, mesmo os diversos em situação de risco, sem treinar por falta de dinheiro - seja para compra de luvas, seja para a mensalidade. Mais de 500 alunos já aprenderam as técnicas com Oliveira, que em julho precisou deixar sua academia com cerca 200 atletas aos cuidados do pupilo Edilson Pereira.

Sua morte gerou comoção na Federação Paulista de Boxe, que passará três dias de luto. Até mesmo o presidente da federação ao qual mantinha divergências ideológicas e políticas, Macaris Livramento, ficou chocado com a morte do rei do Boxe Londrinense. Nem mesmo a Confederação Brasileira de Boxe esqueceu de prestar homenagens a essa personalidade tão confundida (porém que jamais deverá algo em nobreza) com o xará campeão mundial da modalidade. A morte do Mestre foi um golpe baixo contra todos amantes das lutas nos ringues. O gongo final soa às 10 horas desta quinta-feira, quando o corpo será enterrado em Londrina.

*Todos sabemos que esse blog é apenas sobre futebol. Mas devo a homenagem ao Mestre. Miguel sempre me aturou livre de mensalidades quando estive sem emprego. Na minha última ida a Londrina, na semana de LEC x São José pela Série D, fui visitar a academia e me informaram sobre o estado de saúde desse amante do futebol londrinense. Era uma das figuras que jamais faltava ao tradicional Encontro de Boleiros da cidade, além de ser um fanático torcedor do Tubarão. Daqueles que poderiam nem pagar ingresso para ver jogo no VGD, pois bastava olhar pelas janelinhas do boxe que miram dentro do campo....mas que fazia questão de pagar seu ingresso religiosamente para ver o Alviceleste em campo.

6 comentários
EsportesMemóriaLondrina

Mai 29

Anarquizando a pelota

por Felipe Lessa19h47

Quando os atletas do clube inglês Easton Cowboys and Cowgirls não vestiram seus fardamentos para disputa da partida amistosa contra o Autônomos Futebol Clube, e os times se misturaram, parecia que uma simples pelada de final de semana estava por ocorrer. Algo visualmente desorganizado, sem estruturas, pretensões e com boleiros de habilidades duvidosas. Futebol extremamente amador em Santo André, no ABC Paulista.

A passagem de carros e pedestres, interrompendo peleja disputada na cancha de asfalto, ganhava novas dimensões quando seu contexto era analisado. A Rua Alcides Queirós foi parte integrante de um evento idealizado com o intuito de discutir futebol, política e princípios como a Autogestão, como meio de quebrar os preconceitos da sociedade.

“O futebol de rua é um dos jogos mais anárquicos do mundo. Não por ser desorganizado, mas por ser um jogo de livre acesso para qualquer pessoa, seja homem, mulher, homossexual, criança ou jovem. Todos têm o direito de jogar, sem necessitar de muitos recursos. Basta qualquer coisa redonda e um espaço qualquer”, explica João Borghi, um dos idealizadores do evento.

Os visitantes ingleses foram a grande atração do Anarchy in the UK and ABC, onde puderam, além de jogar bola, compartilhar com os camaradas brasileiros um pouco mais dos princípios norteadores do Easton Cowboys and Cowgirls.

Trata-se de um clube desportivo e social diferenciado, fundado por alguns punks em 1992 e que hoje conta com centenas de adeptos. Apesar de possibilitar a prática de modalidades que vão do futebol ao críquete e basquete, o maior vínculo do Easton é ideológico: não existe a presença de um craque em qualquer um dos times. A vida social de cada integrante e os debates sobre questões e pensamentos libertários são mais importantes que vitórias em qualquer competição.

Um dos orgulhos exaltados pela equipe de Bristol é seu patrocinador: o Plough bar, localizado nas redondezas do território dos cowboys e cowgirls, que o consideram como um segundo lar – mesmo nos minutos de concentração que antecedem as partidas em casa.

Fora de casa
A caravana dos Easton Cowboys e Cowgirls em terras brasileiras foi agitada. Chegaram no dia 16 de maio, participaram de torneio de futsal em verdurada, torceram pelo Santo André no Bruno Daniel, estiveram em debates com presença desde professor da USP até líder da Gaviões da Fiel, questionaram o “futebol negócio”, relacionaram política e futebol, gênero e preconceito, entre outros.

Antes de ir embora das terras tupiniquins, no dia 27, houve uma série de partidas de futebol masculino e feminino contra times como Hermanos de Pelé, Rio Punxxxx e os próprios Autônomos, além de outros times mistos. Por aqui, além do futebol de rua, jogaram em locais como canchas de salão e futebol de areia.

Além da turnê pelo Brasil, excursões inusitadas para o futebol convencional fazem parte do auge do Easton. Foram até Chiapas, no sul do México. Por lá, além de jogarem uma série de torneios contra equipes de futebol zapatistas, auxiliam as comunidades locais com recursos financeiros e voluntários para aplicação de projetos desportivos. Foram eles também a primeira equipe de futebol inglesa a disputar uma partida no território palestino. Outro feito fora de seus domínios é a participação anual da Copa do Mundo AntiRacista, que ocorre na Itália. Literalmente, anarquizaram a pelota.

3 comentários
EsportesFutebolPolíticaSexoVídeo

Mai 28

E o Magrão?

por Leonardo Mendes Jr.23h08

A choradeira correu forte pelo vestiário principal do Beira-Rio. Tite, com o talento de um ator principiante de Malhação, por pouco não chorou ao lamentar a contusão de Nilmar produzida pelos predadores de verde e branco. Predador que Vitória Piffero identificou rapidamente: era Carlinhos Paraíba. Compreensível com aquela cabeleira e a carinha que Deus lhe deu e o Diabo esculpiu.

Quem apenas viu as entrevistas coloradas após o jogo de quarta-feira ficou com a impressão de uma carnificina promovida pelo Coritiba, que elegeu Nilmar, o lesionado, como mártir. Teoria que rapidamente desmancha como óstia em boca de beata.

Nos números, o Inter bateu mais. 20 a 15, segundo estatística do gauchíssimo Clic RBS. No qualitativo, até Nilmar reconheceu que não houve maldade de Felipe no lance que lesionou seu quadril.

No comparativo a coisa começa a complicar para o Colorado. O que dizer de Magrão? Se a bola está nos pés do adversário, Magrão está deitado, aplicando um de seus carrinhos assassinos. Preste atenção no próximo jogo. Se a disputa é pelo alto, seu cotovelo nervoso logo sai à caça de um nariz, uma garganta ou qualquer osso adversário.

Guiñazu, suspenso no Beira-Rio, também na alivia. Não é maldoso como Magrão, mas pega firme. Sandro, o novato, aprendeu rapidinho com os companheiros. Não perde a viagem, chega firme, vai para o choque. Algo normal no futebol. O Coritiba joga assim. O Inter joga assim. É o futebol do Sul. Tite e Piffero sabem disso desde que nasceram.

Mas, claro, é muito mais cômodo posar como o time habilidoso que apanha dos botinudos para condicionar a arbitragem.

4 comentários
EsportesFutebolFutebol ParanaenseCoritiba

Mai 20

Somos contra o fechamento do Londrina Esporte Clube

por Felipe Lessa20h07

Estão querendo fechar o Londrina em 2009. Montar um novo clube e esquecer todas suadas glórias e conquistas do passado. Querem falir o alviceleste para escapar de auditorias nas contas, seguidas de processos na justiça. Para tal, orquestraram o caos, similar ao funcionalismo público, apenas para privatizar. Enlataram toda história de um Tubarão como se fosse uma sardinha.

Gente que não torce pelo Londrina, não deveria nem mesmo assumir o clube no passado. Queridinhos que batem no peito e falam as abobrinhas de sempre, mas que torcem por qualquer time de São Paulo e por uma boa quantidade de moedas no seu bolso.

Definitivamente, estão matando com o futebol. Estarão matando a história de jogadores como João Neves e Alexandre Bianchi, que por muito tempo defenderam o LEC e têm quantias absurdas a receber. O zagueiro, autor do gol da conquista do estadual, em 92, hoje é carcereiro. Foi praticamente esquecido por “clube” e pela cidade. O segundo está em crise financeira, trabalha pesado como motorista de caminhão e até pouco tempo atrás estava desempregado. Pior: precisou vender diversas fardas de guerras alvicelestes para pagar dívidas.

Esses caras são gente que gosta do clube. Estão certos em cobrar suas dívidas na justiça. Jamais serão taxados de traidores. Estão indignados de saber que não recebiam salários, enquanto seus queridos diretores utilizavam carros novos.

Fechar o clube da cidade é motivo de vergonha, daquelas que nem mesmo um título nacional protagonizado pelo tal Igapó Futebol Clube apagaria de nossa pequena Londrina.

Quero que expliquem a dívida que fez em 94, que segundo boatos, estava na casa de R$1 milhão – e que por causa dela boa parte dos jogadores semifinalistas da Copa São Paulo de tal ano ficou com um excelentíssimo senhor de Ibiporã. Quero que algum doutor explique a dívida de R$200 mil pela quebra de contrato com Rui Barbosa – que me perdoe, pois seu futebol não valia mais que três balas e dois clicletes de multa rescisória. Quero saber onde está o dinheiro do Rafinha. Como um atleta pede dispensa para voltar ao futsal e depois aparece no Coritiba? Tem muitas questões a serem respondidas. Nós queremos as respostas.

Chegou a hora de deixar de hipocrisia. Enquanto Londrina não torcer por um time da cidade, continuará sendo uma cidade pequena e fracassada. Uma cidade que odeia os curitibanos, mas que jamais conseguirá se igualar a eles. E depois ainda falam de bairrismo, protecionismo, etc...

Com essa mentalidade, Londrina merece mesmo é ver futebol pela TV. Isso até o dia em que as grandes emissoras decidirem que para ver futebol na tv TODOS TERÃO QUE PAGAR. Ou acham que a transmissão dos estaduais foi por amor?

Gente de espírito pobre continua sempre pobre. Como o futebol de Londrina. Empobrecido, pela mente pobre, fraca e egoísta dos "empresários QUE FICARAM fortes" às custas do trabalho sujo realizado no alviceleste. E depois falam que Londrina é forte e grande. É uma grande província, que não tem estrutura mental para manter seus bons frutos nos domínios de terras vermelhas. Fechar o Londrina Esporte Clube é um crime contra os honestos que existem na cidade.

Surge aí uma nova versão do Galo Adap. Clube que encheu nossa tradicional e querida cidade rival, Maringá, de lágrimas ao anunciar desistência do Campeonato Paranaense de 2009. Será um time daqueles que quando a cidade mais precisará, pode fechar as portas - desde que haja uma previsão de cálculos e negócios para isso.

Vale ressaltar que o interesse do Malucelli não é fazer Londrina feliz. Nada contra ele, mas é questão de princípios. Quem não impede de o mesmo abandonar nossas terras, quando conveniente, como fez a Adap em Campo Mourão? Assim como fizeram aqueles que já assaltaram as contas do Londrina e que agora mandam recadinhos ao patrício curitibano, ele quer ganhar dinheiro. Nós, os londrinenses, queremos nosso Tubarão novamente. Nosso Paraná pede que não haja impunidade para esse crime contra nosso futebol.

Saiba mais:

http://www.bonde.com.br/bonde.php?id_bonde=1-31-26-90-20090519#comentarios

MANIFESTO DE TORCEDORES, EX-FUNCIONÁRIOS, EX-ATLETAS E DIRETORIA DO G.R.T.O.E.S. FALANGE AZUL CONTRA O FECHAMENTO DO LONDRINA ESPORTE CLUBE

11 comentários
EconomiaEsportesFutebolCampeonato BrasileiroFutebol ParanaenseJornalismoImprensaSérie DLondrina

Mai 11

Sopa de perguntas

por Alessandro Manoel17h03

Fluminense apresentou novos uniformes nesta segunda-feira. Detalhe para o número 2, com duas faixas diagonais.

Eis, então, algumas perguntas que surgem.

O Vasco foi o primeiro clube brasileiro a usar faixas diagonais? Os torcedores cruz-maltinos farão piadas sobre a 'cópia'? É verdade que o Vasco adotou esta faixa quando foi treinado por um argentino, que queria homenagear o River Plate? Esse uso dos millonarios tem a ver com o caminho diagonal que os europeus fizeram para chegar ao centro do mundo (Buenos Aires)?

O Peru copiou quem?

A Ponte Preta usava antes do Vasco? E o uso do uniforme alvinegro listrado verticalmente no primeiro título de sua história este ano pode fazer com que os torcedores pensem que a faixa diagonal dá azar? Eu fui influenciado pelo bom momento ponte-pretano ou pelo poder paulista quando ao final da década de 70 eu achava que time preto e branco com faixa diagonal era a Ponte e não o Vasco?

Será que um post com tantas perguntas atrairá bons comentários?

6 comentários
EsportesFutebolFutebol ArgentinoFutebol CariocaHumorMemóriaFluminenseVasco

Abr 19

8 a 1, placar final

por Equipe De Primeira17h00

Por Fabrício Kichalowsky

Com um jogo pela Copa do Brasil pela frente, o Inter se poupou na segunda etapa e fechou a partida em 8 a 1, o mesmo placar da final do Gauchão do ano passado.

Dessa forma, o Colorado começa o ano com três taças: já havia ganho o 1º Turno, a Taça Fernando Carvalho; com a vitória de hoje, venceu também a Taça Fábio Koff e o 2º Turno. Invicto, com 18 vitórias em 21 partidas, além do melhor ataque, da melhor defesa e do artilheiro da competição, Táison, o Clube começa um ano histórico fazendo história.

Internacional, Bicampeão Gaúcho.

-----

No Morumbi, 0 a 0. No Maracanã, 0 a 0.

No Beira-Rio, 7 a 0.

É isso mesmo, fechados os primeiros 45 minutos de jogo em Porto Alegre, o Internacional dá show e conquista seu primeiro título no ano do Centenário. Com um trio de jogadores único, Nilmar, Táison e D'Alessandro, o Colorado joga a sério e mostra que quer ser o grande time de 2009, não apenas regionalmente, onde não tem adversário, como nacionalmente.

Agora, é esperar pelo placar final. No ano passado, o Inter surpreendeu o Brasil ao fazer 8 a 1 ao natural no Juventude. No andar da carruagem, a marca será batida com facilidade.

1 comentário
EsportesFutebolFutebol Gaúcho

Abr 08

100 Anos de Glórias

por Equipe De Primeira01h45

Por Fabrício Kichalowsky

Não lembro da primeira vez em que fui ao Beira-Rio. Nem de quando me descobri Colorado. Vai ver porque isso eu sempre fui. Como meu pai. Como meus irmãos. Como meu sobrinho, que recém dá os primeiros chutes com a canhotinha. Canhotinha de D'Alessandro, que com um passe genial colocou a bola à feição para Índio fazer o seu quinto gol em dez clássicos e entrar de vez para a história do Sport Club Internacional.

Para muitos, Índio é um dos maiores jogadores do Inter de todos os tempos. E quer saber? Pra mim também. Sou fã de Gamarra, mas como contestar um jogador que fez parte das maiores conquistas do Clube? Uma zaga com Índio e Figueroa... Nada mal.

Mas... e o gol? Pergunta difícil. Taffarel sempre foi um dos meus ídolos. Mas escolhendo ele eu teria que abrir mão de Manga; ou Manguita Fenômeno, como dizem os mais velhos que o viram bicampeão brasileiro em um time que fez história e mandou no Brasil nos anos 70. Nas laterais, Paulinho e Oreco. Não vi nenhum jogar, mas respeito a quase unanimidade em relação aos seus nomes.

O meio-campo do meu time dos sonhos começa com o maior jogador da história do Colorado, um dos maiores do Brasil. O que ouço falar sobre Beckembauer eu vejo em Paulo Roberto Falcão. Sim, aquele que foi preterido por Chicão em 78. Que fez aquele golaço em 82 contra a Itália. O Rei de Roma. Igual a ele, nunca houve. Ao seu lado, escalo Carpegianni, bicampeão brasileiro, heptacampeão gaúcho, um craque com a bola nos pés.

Daí pra frente, é só alegria: vou com quatro atacantes, justo para aquele que já foi conhecido como Rolo Compressor. E o primeiro deles não poderia ser outro: Fernandão, o Capitão Planeta, capitão e líder das maiores conquistas do Clube nos últimos anos. Um predestinado, que no seu jogo de estréia faria o Gol 1000 dos clássicos gre-Nal.

Numa linha mais à frente, Valdomiro e Tesourinha. O primeiro, para muitos, é o maior jogador da história do Inter. Ficou 12 anos no Clube. Jogou mais de 800 partidas, um número inacreditável hoje em dia. Octacampeão gaúcho, tricampeão brasileiro. Se títulos valem, e valem muito, nenhum outro tem mais que Valdomiro. Tesourinha também tem oito títulos gaúchos. E, para meu pai, jogou mais que Garrincha.

Eu acredito.

Na frente, comandando o ataque, Carlitos. Artilheiro do Rolo Compressor da década de 40, fez mais de 300 gols em 14 anos de Inter. Mas, mais do que isso: é o maior artilheiro dos clássicos gre-Nais, com 45 gols. Para mim, é o bastante.

Fazer uma seleção de todos os tempos do Internacional é contar, resumidamente, a vida de um Clube que, desde sua fundação, faz história. Fez história abrindo suas portas para as minorias. Fez história vencedo um regional com 100% de aproveitamento. Fez história sendo Campeão Brasileiro Invicto. Fez história vencendo todos os títulos que um clube do Brasil poderia disputar.

Obrigado, Inter, por toda a felicidade que me proporciona.
Obrigado, pai, por me fazer Colorado.

De um Colorado apaixonado.

5 comentários
EsportesFutebol

Fev 26

Círculo de História Atleticana

por Alessandro Manoel01h24

Para ajudar a resgatar e debater o passado do Atlético Paranaense, a torcedora Milene Szaikowski teve a ideia de promover encontros periódicos com torcedores rubro-negros. Chamado de Círculo de História Atleticana, já vai para a quinta edição e os melhores momentos das quatro primeiras reuniões estão relatados no blog http://circuloatleticano.wordpress.com. Para quem quiser saber mais sobre o Furacão, vale a pena a visita para achar posts como este:

O Coronel
Os torcedores mais novos talvez não saibam, mas o grito mais marcante da torcida atleticana, foi criado por um torcedor conhecido como Coronel. Ele era um guardador de carro que sempre estava nos jogos do Atlético na Baixada e tornou-se um personagem folclórico das arquibancadas.Em 1988, num dos jogos da final contra o Pinheiros, no Pinheirão, ele pela primeira vez puxou o grito:

A-TLÉ-TICOOOOOOOOOOOO

Começava gritando baixinho e pausadamente, até que aquele grito ia crescendo e se tornava forte. A torcida entrou na onda e o grito pegou. Neste primeiro jogo, foi meia hora pelo menos, gritando A-TLÉ-TICOOOOO sem parar.

3 comentários
EsportesFutebolFutebol ParanaenseHumorMemóriaAtlético

Fev 01

O modo como posts surgem

por Alessandro Manoel15h15

Em Curitiba é bem raro as pessoas saberem de cabeça qual o número das linhas de ônibus que pegam. E o número 666 é o de uma linha chamada Novo Mundo. Talvez seja piada do pessoal da Urbs (empresa municipal curitibana que gerencia o transporte público local) com o número da besta e um mundo novo para apavorar quem acredita nestas coisas. Vai saber.

O ponto é que a gente se acostuma e não repara que algumas coisas podem ser algo engraçado para outros mesmo sendo comuns em nosso mundinho particular. Este assunto já chegou perto de ser abordado em posts sobre a Terceirona do Brasileirão. Em 2008 havia a minha torcida para que Brasil de Pelotas e Holanda-AM. Se acontecesse certamente alguma matéria da Placar iria ligar o confronto entre os dois times e um dos três jogos entre as seleções em copas (1974, 1994 e 1998) Quem seria o Van der Saar amazônico? O Cruyff do Pulmão do Mundo??

Enquanto eu pensava no 666 que passeia em direção ao sul curitibano, lembrei de dois confrontos no campeonato paranaense. Fox do Iguaçu x Iguaçu (de União da Vitória) e Paraná x Paranavaí. Pra paranaenses é comum. Será que a distância os nossos amigos de Belém acham isso engraçado?Lembro também que O Havelange uma vez estava em Curitiba e foi convencido a assistir a Atlético x Paraná Clube. Um repórter foi lá perguntar o que o rapaz achava do confronto e ele soltou um “estou satisfeito em acompanhar o jogo entre Paraná e Paranaense”. Mas também tivemos Engenheiro Beltrão x Francisco Beltrão.

Em São Paulo é engraçado o jogo entre Noroeste e Oeste. Será este o futuro clássico Rosa-dos-ventos? Os torcedores do Oeste vão tirar sarro porque o Noroeste é um mero ponto colateral e irão levar ao estádio uma bandeira com o dom Odilo Pedro Scherer? Uma pena que não temos mais um afastamento necessário pra sorrir em um confronto São Paulo x Paulista. Sem falar na quantidade de santos presentes.

A série A2 nos traz o clássico maniqueísta Rio Preto x Rio Branco com o Rio Claro chegando pra dizer que a mistura é que ganha jogo. Atlético Sorocaba x São Bento ainda é um dérbi mais legal, confesso. O fato é que o Bandeirante vai subir pra série A2 só pra invadir Sertãozinho. Ou talvez Nacional e Internacional subam junto e transfiram este jogo inusitado pra uma divisão mais chique. Monte Azul x Pão de Açúcar deveria estar no mesmo grupo.

À primeira vista, os cariocas só têm a nos oferecer América x Americano, que estão em divisões diferentes. Mas na terceira divisão há um clube que consegue fazer um “autoclássico”. O alvinegro Associação Esporte Clube Rio São Paulo. Rio São Paulo! E misturando tudo, há o Boavista da primeira divisão com o Bela Vista da terceira. Por sinal esta divisão carioca conta com times de nomes bem sugestivos: Semeando Cidadania Futebol Clube, Rubro Social Esporte Clube, Futuro Bem Próximo Atlético Clube e Fênix 2005 Futebol Clube.

E preparem-se. Guarani x Tupi se enfrentam no próximo dia 8 em Divinópolis. E dia 14 jogam Social x Democrata. Aliás, Democrata de Governador Valadares x Democrata de Sete Lagoas é bem comum por lá. Pena que atualmente este último está no Módulo II (a série B local).

Só consegui forçar a barra no Catarinense com Videira x Figueirense, que estão em divisões diferentes. O Gauchão tem como destaque a quantidade incrível de Esporte/Sport Clube/Club (Oito na principal e seis na segunda). Mato Grosso do Sul devia arrumar um par a altura para a Associação Atlética das Moreninhas. Operário x Comercial parece muito sem graça diante disso.

Preciso que algum leitor baiano nos ajude a confirmar se está correta a informação que tirei do site da Federação Baiana de Futebol sobre a existência de um time chamado Botafogo Esporte Clube e OUTRO chamado Botafogo Sport Clube. De qualquer forma dá para montar Serrano x Serrinha com Monte Rey querendo entrar na briga. Pernambuco tem três Ferroviários: Clube Ferroviário do Recife, Ferroviário Esporte Clube de Serra Talhada e Ferroviário Esporte Clube do Cabo.

Vou parar por aqui pra não ficar um post grande demais. Você, leitor, pode apontar novos jogos alternativos entre equipes de um mesmo estado. É que se for pra colocar jogos de times de qualquer lugar aí o céu é o limite e Chapadão x Chapadinha é imitar demais o Léo Aquino...

4 comentários
EsportesFutebol AlternativoVárzeaFutebol ParanaenseFutebol PaulistaFutebol PernambucanoFutebol ParaenseFutebol Mineiro

Grupo de Discussão

Clique aqui e participe!

Arquivo



Categorias


[ La Brute - Jogo Online em Flash Grátis ]