Nov 09
6 motivos pro Fluminense torcer pelo rebaixamento
por Felipe Lessa21h25
1. A união
As campanhas motivacionais de Atlético-MG, Corinthians e Vasco provaram que o clube volta fortalecido quando joga uma segundona. E hoje em dia o Flu não tem força alguma. Está mais zoado que os dentes do maluco que fala no Pânico: “oh oh Adriano, ta me ouvindo?”. Jogar a segunda divisão será um ato grande para o tricolor, um TIM (team, em inglês) que quer ser respeitado e grande. Até mesmo aqueles que são meros simpatizantes se tornarão torcedores tão fanáticos quanto os de um clube que não caiu - na luta pela moralização de seu time do coração. Estreitam seus laços, acompanham as notícias e convidam os camaradas da rua a debater questões clubísticas. Em tempos onde torcida sequer tem o direito de dar opinião sobre como tirar sua equipe de uma crise (a diretoria do Flu só escuta marginal de organizada, aqueles que ganham uma porrada de ingressos pra se calarem eternamente), essas mesmas pessoas (os torcedores comuns, aquele que paga de verdade o ingresso e compra produtos oficiais), sem ter abertura política algum nos quadros diretivos, sentem-se responsáveis pela volta de seu clube no próximo ano. A união faz a força.
2. Relevância
Erraram todos jogadores, comissão técnica e diretores do Fluminense ao dizer que a presença dos torcedores nos próximos jogos do Brasileirão é importante. Não digo pela questão de receitas que isso gera ao clube carioca, mas sim por terem deixado explícito que a fase final da Sul-Americana é segundo plano. Essa é a chance do Flu conquistar um título internacional de casa cheia, acabando com o complexo pós vice na Libertadores e dando auto-estima aos tricolores para que pensem grande, sofram (e também façam) uma lavagem cerebral que mostre serem um time grande. Acho que a diretoria do Flu deveria dizer ao torcedor: não vá ao estádio, vamos deixar o time cair e aí vocês voltam na segundona pra nos fazer voltar. O lance é mostrar que não estão nem aí para o Brasileirão (o que, de fato, é a verdade entre diretores tricolores).
3. Poder
As verbas que entram nos caixas de times como o Fluminense são extremamente mais gordas que a dos demais clubes da Segundona. Mesmo recebendo menos da TV, esss clubes tem tanta exposição nacional que podem conquistar receitas maiores que a de equipes regionais da primeira divisão. Com o mínimo de organização, tem tudo para atropelar seus rivais no B-side do Campeonato Brasileiro. Os torcedores ficam confiantes, a diretoria também. Até mesmo a auto-estima dos atletas tende a aumentar, ao ponto de chegar em 2011 como clube favorito ao título, que aprendeu com erros passados e tem sede de mudança. Dá pra iludir legal e fazer uma historinha, filminho, camisa promocional, livro e até roupa de palhaço. Esses caras precisam ser mais ligeiros...
4. Marketing
Timão e Vasco mostraram como se faz. Criaram campanhas publicitárias que ficarão para o resto da vida. Os corintianos viraram bando de loucos apenas por seguir seu time em sua “difícil” trajetória em 2008. Criaram outros bordões como “nunca vou te abandonar”, lançaram isso em camisetas e ainda ganharam grana com a tristeza da fiel, que comprou tudo que podia para ajudar seu clube do coração. No Vasco, o sentimento não acabou, colocaram 76 mil no Maracá em jogo simples contra o Ipatinga e ainda vão ganhar dinheiro com heróis como Carlos Alberto. É isso que precisa o Fluminense, uma nova projeção, uma nova cara, que os faça esquecer de vexames passados. Alias, a exposição do Vasco em programas de televisão chega a ser maior que a de Flu e Fogo. Afinal, está ganhando tudo. O Fluminense tem tudo na mão. Qual o clube brasileiro sem estrutura e organização alguma que teria tudo isso de mão beijada? Só fazer um esquema terceirizado de comunicação e marketing e pronto, tem gente que pode até tirar um por fora com isso.
5. Lavando a alma
O estereótipo do tricolor das laranjeiras é o do time grande que virou pequeno e só voltou para a elite do futebol nacional depois de intervenções políticas. É, isso é verdade. Isso é negativo para a torcida, que diariamente sofre gozações de flamenguistas, botafoguenses e, principalmente, de vascaínos. Sofre e com razão. Cair seria ótimo para o clube. O Flu pode receber todo suporte político para voltar dentro dos campos, basta não ter medo. A situação de hoje é bem diferente dos tempos em que a CBF precisou resgatar o tricolor de elevador da terceira para a primeira divisão. Vasco, Corinthians e Atlético Mineiro deram a sentença. É a hora do Fluminense repensar o peso que tem sua camisa. Alias...faz tempo que ela não pesa nada, mas as emissoras que transmitem o PPV da Segundona querem ajudar (pra manter a Série B varolizada) e os pangões ficam moscando. Não pode. Não dá.
6. Brazil Tour
O Brasil tem uma Série A seletiva. Digo isso em relação aos estados, já que em 2009 são 20 equipes e 6 são paulistas – gente que não está nem aí para o futebol carioca. Dois clubes são mineiros, mas por lá apenas parte do interior gosta de futebol carioca. Em Curitiba, os cariocas também não fazem muito sucesso. Quem vai lá ver jogo são apenas algumas caravanas de Santa Catarina e de Paranaguá. Alias, só tem um time de Santa Catarina na Série A. Outro estado que apóia eles é a Bahia...e por aí vai...é pouco. Mas se jogar a Série B, poderão visitar pontos importantes do Brasil e com grande contingente de pessoas que ama o Fluzão. Brasília, Natal, Floripa, Fortaleza...é muito terreno fértil a ser explorado. Sem falar de jogos contra times pequenos de São Paulo, onde a torcida carioca será predominante e até mesmo a existência de embates no interior do Rio de Janeiro. É a chance de bombar os estádios dentro e fora de casa. E o Flu vai perder a oportunidade?
*Me olvidé (esqueci, no linguajar que não é o do tricolor dos pampas) de hablar (contar) sobre o que se passou com los de Grêmio en la (na) Segundona. Los pibes gremistas achavam a segundona realmente o máximo, quase tão legal quanto a Liber e o Gauchão. Quem quiser ler um pouco mais sobre isso, clique aqui que os parceiros do Impedimento mandaram a letra.
Out 15
Os bastidores da disputa eleitoral no Londrina
por Felipe Lessa16h47
Ao escolher quem será o próximo presidente do Londrina Esporte Clube, no dia 8 de novembro, os associados irão traçar definitivamente o futuro do Tubarão. O Alviceleste passa pela pior crise de sua história e pela primeira vez foi cogitada publicamente a intenção de fechar as portas do clube para criação de um novo time, este propriedade de empresários locais que atuam na venda de jogadores e com o compromisso único de dar lucro aos seus investidores.
Até agora as duas atuais chapas são uma incógnita para o torcedor desacreditado de tantas promessas, falta de transparência, sumiço de jogadores e pelo desastre da gestão Peter Silva. Gilberto Ponce e Marcelo Caldarelli, atuais pretendentes ao cargo máximo do Londrina, no momento apenas movimentam os bastidores para uma disputa baseada em incertezas.
Na base de Ponce o grande triunfo está no apoio do prefeito Barbosa Neto. Caldarelli, por sua vez, conta com a força de um suposto legado dos mais de 2 mil títulos remidos distribuídos na cidade durante sua gestão como presidente alviceleste. Ambos recusaram o apoio do atual presidente, Peter Silva, para as eleições.
Raio X dos candidatos:
Gilberto Ponce
É empresário e foi ligado ao grupo Royal Players, que faz o agenciamento da carreira de jogadores de futebol - era sócio de Persius Sampaio, questionado ex-diretor do Tubarão. Nas recentes visitas que fez em alguns setores representativos do Tubarão, ele alega ter deixado o ramo para dedicar-se exclusivamente ao Grupo Rodinato, uma indústria de comércios e ferragens.
Com o apoio do prefeito Barbosa Neto, Ponce é o escolhido para administrar o projeto desenvolvido por Antônio Carlos Gomes, responsável pelo processo de reestruturação do Atlético Paranaense.
A chapa Novo Londrina tem aspectos positivos como a reaproximação de diversos segmentos locais, que vão de empresas londrinenses, Rádio Paiquerê, torcida Falange Azul e até mesmo promotores de justiça envolvidos na prestação de contas sobre as dívidas trabalhistas do LEC.
Atuar na venda da Sede Campestre do Londrina também é uma das apostas do projeto da chapa. A meta é que o clube receba valores acima das dívidas estipuladas em cerca de R$ 6 milhões e assim comece uma vida nova.
Ponce também ganhou pontos ao vetar a presença de empresários de jogadores na reunião que apresentou o projeto do professor Antônio Carlos. Ainda assim, nomes como o de Sérgio Malucelli e Iran Campos foram comentados no encontro.
O principal ponto negativo é a substituição da sede do clube do Estádio Vitorino Gonçalves Dias para o Estádio do Café. A prefeitura tem intenção de vender o terreno do VGD para uma construtora local. Há também o interesse em remodelar o Café, para que o campo possa servir de treinamento para alguma das seleções que disputarem a Copa do Mundo de 2014. A nova possibilidade de terceirização do clube também é questionada pela torcida.
Marcelo Caldarelli
Presidiu o Londrina na gestão 96/97, é empresário no ramo da hotelaria e agencia jogadores de futebol. Durante os jogos da Série D do Brasileiro, protagonizou mini-comícios nas cadeiras cobertas do Estádio do Café e se auto-proclamou o nome mais indicado para assumir a frente do Tubarão.
No entanto, pode ter sua candidatura impugnada pelo Conselho Deliberativo após ter recebido o título de Persona Non Grata no LEC, devido a sua passagem como diretor da Portuguesa Londrinense. O polêmico Caldarelli caiu no desgosto dos alvicelestes ao tentar trocar o nome da Portuguesinha para Grande Londrina, ironizando o antigo clube ao qual agora tenta presidir novamente: “Será o Grande Londrina contra o pequeno”, dizia.
No legado de Caldarelli, folclores como a promessa de pagamento aos atletas com cabeças de gado que sequer estavam em seu nome, a contratação do ator global Nuno Leal Maia, as modelos gandulas e o episódio em Jandaia do Sul em que o ex-presidente disparou com seu revolver calibre 38 para cima, na tentativa de conter os ânimos da torcida rival.
Apesar de inovador, Marcelo Caldarelli é apontado junto de Peter Silva como uma das piores gestores do Londrina Esporte Clube. A dispensa de diversos funcionários alavancou as dívidas trabalhistas do LEC e a distribuição da grande quantidade de títulos remidos pela cidade tornou o clube social praticamente insustentável, sendo essa uma das justificativas da atual gestão para fechar as portas da sede campestre.
Jun 27
Nomadismo encarecido no Paraná
por Felipe Lessa16h33
Os clubes nômades do Paraná terão que pagar R$200 mil ao departamento de finanças da Federação Paranaense de Futebol caso queiram novas migrações. Basta saber se a FPF vai cumprir a nova resolução, ou conseguir colocá-la em prática. Nos últimos anos, virou moda não ter casa fixa para se jogar bola em nosso estado.
Diversos casos ocorreram apenas em 2009. A Portuguesa Londrinense esqueceu a parceria com o CAC e deixou Cambé, para jogar para média de 30 amargas testemunhas no Estádio do Café. Reclamou da falta de incentivo e por pouco não foi parar em União da Vitória, já que o Iguaçu caiu para a segundona e a Lusinha é uma das candidatas ao acesso.
Em Maringá, a Secretaria de Esportes da prefeitura de Silvio Barros está em negociação com diretores do Engenheiro Beltrão, para uma possível migração até a cidade canção. O próximo passo seria a mudança de nome, que ressuscitaria o Grêmio de Maringá. Uma das questões que ainda estavam em debate é: montar um novo GEM ou reativar algum dos tantos já finados? Alias, os bastidores afirmam que existe, também, uma negociação com Paranavaí e Cianorte.
Outro clube que pretende a migração é o Iraty. O empresário Sérgio Malucelli construiu um centro de treinamento em Londrina, está fazendo esquemas com o prefeito Barbosa Neto e disse que até 2010 pretende solucionar a questão. A idéia inicial do empresário seria uma parceria com LEC ou Lusa. Porém, nos bastidores do Conselho Deliberativo do Londrina, se diz que antigos diretores o convenceram a mudar de idéia. O argumento é que a transferência do azulão ou a criação de um novo clube seria mais vantajosa financeiramente.
Isso para não falar dos Amérios, de Umuarama, que após rebaixamento do Foz na elite do futebol paranaense negociou para jogar a segundona do estadual na cidade da fronteira.
Não podemos esquecer do Real Brasil, o time do Aurélio Almeida. Seus times jogaram em Toledo, Curitiba, São José dos Pinhais, Maringá e Ponta Grossa. Atualmente, os galácticos do terceiro mundo migraram à Brasília, junto com Inri Cristo.
E a Adap? Passou em Jacarezinho, Campo Mourão e depois largou o profissionalismo nos domínios maringaenses. Alias, lá ainda tem o Maringá Iguatemi. Esse aí nasceu em Pitanga, trocou de nome e sede, mas foi rebaixado para a terceira divisão do paranaense, em 2009, jogando diante de silenciosas arquibancadas em Paranavaí.
Termino tudo com o Corinthians Paranaense. Nasceu Malutrom, em São José dos Pinhais, morreu Malucelli, em Curitiba. Cogitou mudar para Maringá (poutz, sempre lá), mas agora planeja apenas algumas turnês pelo interior.
Resumindo. A cobrança desses R$200 mil pode ser o início de uma nova postura da FPF (algo que não acredito). Se não tomarem medidas mais energéticas para conter o assassinato do futebol local, o torcedor vai continuar vendo jogo na TV - reforçando as estatísticas que pregam o fim dos estaduais. Permanecer com estádios vazios, equipes sem identificação nas cidades onde atuam e atletas sem vínculos com seus clubes realmente não tem sentido. Mas vamos ver no que dá. Ao menos alguém vai ganhar com o nomadismo encarecido. O tempo nos dirá quem...
Jun 09
Trocou de lar, permaneceu na mesma rua
por Felipe Lessa23h32

Errou o torcedor paranista, quando pensou que uma das grandes punhaladas sofridas na história do clube foi ter visto seu ex-presidente no lado adversário da Vila Capanema. Mesmo vencendo por 1 a 0 a partida contra o Marília, pela segunda divisão do Campeonato Brasileiro de 2008, a presença de Ocimar Bolicenho era vista como tormenta pelos tricolores.
Erraram aqueles que pensaram ser um choque único, daqueles que merecem o esquecimento eterno. Uma tormenta de proporções muito mais incômodas estaria por vir. Ele agora se muda para o outro lado da Engenheiro Rebouças, na Arena da Baixada. Bolicenho é o mais novo diretor de futebol do Atlético Paranaense.
No currículo, os grandes feitos fazem parte de uma história que parecia ser eterna pelo então clube de seu coração. Porém, talvez para ele, a promiscuidade clubística não pareça ser problema grave. Mesmo praticada na vizinhança. Há tempos, o novo diretor atleticano decidiu que no futebol moderno deve se deixar a paixão em segundo plano.
Começou sua carreira no Água Verde, clube da elite curitibana. Nos anos 80, era no Pinheiros onde coordenava o mesmo cargo que vai ocupar na baixada. Depois da fusão com o Colorado, mostrou audácia. Foi presidente do Paraná Clube na gestão 94/95. Até então, tinha seu nome vinculado a conquistas e títulos.
Mas pensando que a simples paixão não enche a barriga da família, licenciou-se do cargo de presidente do conselho normativo tricolor. Nunca mais levantou nenhum caneco, mas conquistou prestígio profissional. Para isso, teve sorte. Aproveitou-se da ascensão de seu ex-funcionário paranista, Vanderlei Luxemburgo. Pediu generosidade em uma possível oportunidade de emprego.
Foi parceiro no Instituto Wanderley Luxemburgo. Pela WL Sports, tomou frente do Joinville. Só que diante da derrotada campanha na equipe catarinense, decidiu caminhar por outros rumos. Por nova indicação do amigo, ex-funcionário, consegue novo emprego: assume o Marília.
Por lá, viu a equipe ser rebaixada para a terceira divisão do Campeonato Brasileiro, ano passado. Preferiu colaborar com os cofres...do clube... organizando uma das partidas desse campeonato, contra o Corinthians, em campo rival. Levou o jogo para Londrina, renomado quintal corinthiano, onde o MAC foi pressionado por uma multidão de alvinegros. O bicho pegou. Apesar da lavada, deu empate.
Apesar da queda futebolística de sua equipe, no interior paulista, Bolicenho não deixou de ascender. Conquistou uma vaga no Santos. Na Vila Belmiro, a grande amizade com Luxa foi uma das qualidades mais enaltecidas durante sua contratação. Porém, o sonho acabou. Após grave desentendimento com o treinador do Peixe, Vagner Mancini, foi despedido.
Mas Boli voltará ao lar. Quase isso. Afinal, vai comandar o outro clube do Rebouças. Poderá até, quem sabe, voltar a comparecer no Tribunal de Contas do Estado do Paraná. Por lá, nomeado desde 93, sua situação funcional estaria “à disposição”. Ou seja, emprestado a algum outro órgão público. Porém, não creio que o ilustre diretor de futebol esteja recebendo pelo cargo de economista. Seria impossível estar em dois lugares ao mesmo tempo, e Bolicenho quer mesmo ganhar sua vida no futebol.
Afinal, Juca, como é apelidado, sempre foi conhecido pelo esforço e dedicação no trabalho - desde sua infância. Não mancharia a reputação dos humildes vendedores de flores nos dias de finados. Nem daquelas crianças pobres que vendem sorvete, às vezes apenas para poder saborear um lanche no final do dia. Juca é trabalhador, deixou de lado a paixão futebolística para faturar seu ganha pão honesto no outro clube do Rebouças.
E garanto que no Atlético Paranaense, junto com o nobre patrício rubro-negro Marcos Malucelli, irá ajudar a construir uma história de riquezas. Ajudará nossa excelência a provar que o marketing não está com nada. E que o negócio é futebol. Mesmo no lado oposto da rua.
Mai 30
Eternos nômades do Paraná
por Felipe Lessa00h21
O nomadismo do futebol paranaense descambou para a completa falta de vergonha. É uma esbórnia imoral e desgraçada com o bicho do Paraná. Em 2009, três equipes estão na lista daquelas que mudaram ou pretendem mudar de praça esportiva. Iraty e Engenheiro Beltrão juntam-se ao Amérios de Umuarama nessa grande amostra da falta de comprometimento com a pelota local.
Comandado pela SM Sports, o Iraty já deixou claro: construiu um novo centro de treinamento em Londrina e vai pra lá com malas e pertences. Mais que isso, também querem transferir o registro do quase centenário azulão para o norte do Paraná. Ou seja, isso faz com que o povo iratiense perca seu tradicional clube fundado em 1911 para interesses capitais dos senhores Malucelli, Figger e Luxemburgo. Na antiga capital do café eles juntam-se com outros empresários que nunca explicaram onde foi parar o dinheiro de atletas do Londrina Esporte Clube – entre eles, Iran Campos.
Quem também está negociando deixar suas trouxinhas para trás e começar vida nova é o Engenheiro Beltrão. Com o Willie Davids em reforma, e o estádio de Marialva reprovado pela comissão de vistorias da Federação Paranaense, o novo Grêmio Maringá não irá mais disputar a terceirona do estadual e está interessado em ficar com a vaga do clube de Luiz Linhares.
Vergonha é o mínimo que poderia sentir o maringaense honesto, afinal...estão tentando mandar o galo, predador nato de nosso campeonato, de trampolim para a disputa da primeira divisão do próximo ano. Como se fossem pintinhos, entrariam pela razão social do Beltrão.
Já não basta o ato desonesto do Foz do Iguaçu que, rebaixado da elite em 2009, negociou disputar a segundona no mesmo ano da queda. Joga com a vaga do Amérios de Umuarama.
Realmente, depois do J. Malucelli virar Corinthians Paranaense, com bandeira paulista e que não descarta a possibilidade de realizar diversas turnês por todo estado, o futebol do Paraná descambou de vez. Infelizmente, nessa situação, são os honestos que lembram de Sid Vicious para gritar: Matem-me, por favor! Se a Federação não toma atitude, e continua ausente, é melhor pedir extinção.
Jamais imaginei que teria saudades de Severiano. Pensei que o extremo do ridículo era ver o Real Brasil treinar em Curitiba com uniformes do Grêmio de Maringá. Imaginei que o caso do Matsubara em Londrina havia servido de lição. Bom, diante de todas essas situações, não me espantaria ao escutar notícias afirmando que a Federação Paulista pode intervir e tomar conta do futebol paranaense. Com certeza, ninguém iria reclamar. Com o que tem aqui, não tem jeito! A moral futebolística daqui decretou falência.
Leia mais* :
http://pacocacomcebola.blogspot.com/2009/05/reuniao-complexa-na-fpf.html
http://elniopohlmann.blogspot.com/2009/05/gremio-fora-da-terceirona-no-arbitral.html
*para sentir mais vergonha
Mai 20
Somos contra o fechamento do Londrina Esporte Clube
por Felipe Lessa20h07
Estão querendo fechar o Londrina em 2009. Montar um novo clube e esquecer todas suadas glórias e conquistas do passado. Querem falir o alviceleste para escapar de auditorias nas contas, seguidas de processos na justiça. Para tal, orquestraram o caos, similar ao funcionalismo público, apenas para privatizar. Enlataram toda história de um Tubarão como se fosse uma sardinha.
Gente que não torce pelo Londrina, não deveria nem mesmo assumir o clube no passado. Queridinhos que batem no peito e falam as abobrinhas de sempre, mas que torcem por qualquer time de São Paulo e por uma boa quantidade de moedas no seu bolso.
Definitivamente, estão matando com o futebol. Estarão matando a história de jogadores como João Neves e Alexandre Bianchi, que por muito tempo defenderam o LEC e têm quantias absurdas a receber. O zagueiro, autor do gol da conquista do estadual, em 92, hoje é carcereiro. Foi praticamente esquecido por “clube” e pela cidade. O segundo está em crise financeira, trabalha pesado como motorista de caminhão e até pouco tempo atrás estava desempregado. Pior: precisou vender diversas fardas de guerras alvicelestes para pagar dívidas.
Esses caras são gente que gosta do clube. Estão certos em cobrar suas dívidas na justiça. Jamais serão taxados de traidores. Estão indignados de saber que não recebiam salários, enquanto seus queridos diretores utilizavam carros novos.
Fechar o clube da cidade é motivo de vergonha, daquelas que nem mesmo um título nacional protagonizado pelo tal Igapó Futebol Clube apagaria de nossa pequena Londrina.
Quero que expliquem a dívida que fez em 94, que segundo boatos, estava na casa de R$1 milhão – e que por causa dela boa parte dos jogadores semifinalistas da Copa São Paulo de tal ano ficou com um excelentíssimo senhor de Ibiporã. Quero que algum doutor explique a dívida de R$200 mil pela quebra de contrato com Rui Barbosa – que me perdoe, pois seu futebol não valia mais que três balas e dois clicletes de multa rescisória. Quero saber onde está o dinheiro do Rafinha. Como um atleta pede dispensa para voltar ao futsal e depois aparece no Coritiba? Tem muitas questões a serem respondidas. Nós queremos as respostas.
Chegou a hora de deixar de hipocrisia. Enquanto Londrina não torcer por um time da cidade, continuará sendo uma cidade pequena e fracassada. Uma cidade que odeia os curitibanos, mas que jamais conseguirá se igualar a eles. E depois ainda falam de bairrismo, protecionismo, etc...
Com essa mentalidade, Londrina merece mesmo é ver futebol pela TV. Isso até o dia em que as grandes emissoras decidirem que para ver futebol na tv TODOS TERÃO QUE PAGAR. Ou acham que a transmissão dos estaduais foi por amor?
Gente de espírito pobre continua sempre pobre. Como o futebol de Londrina. Empobrecido, pela mente pobre, fraca e egoísta dos "empresários QUE FICARAM fortes" às custas do trabalho sujo realizado no alviceleste. E depois falam que Londrina é forte e grande. É uma grande província, que não tem estrutura mental para manter seus bons frutos nos domínios de terras vermelhas. Fechar o Londrina Esporte Clube é um crime contra os honestos que existem na cidade.
Surge aí uma nova versão do Galo Adap. Clube que encheu nossa tradicional e querida cidade rival, Maringá, de lágrimas ao anunciar desistência do Campeonato Paranaense de 2009. Será um time daqueles que quando a cidade mais precisará, pode fechar as portas - desde que haja uma previsão de cálculos e negócios para isso.
Vale ressaltar que o interesse do Malucelli não é fazer Londrina feliz. Nada contra ele, mas é questão de princípios. Quem não impede de o mesmo abandonar nossas terras, quando conveniente, como fez a Adap em Campo Mourão? Assim como fizeram aqueles que já assaltaram as contas do Londrina e que agora mandam recadinhos ao patrício curitibano, ele quer ganhar dinheiro. Nós, os londrinenses, queremos nosso Tubarão novamente. Nosso Paraná pede que não haja impunidade para esse crime contra nosso futebol.
Saiba mais:
http://www.bonde.com.br/bonde.php?id_bonde=1-31-26-90-20090519#comentarios
MANIFESTO DE TORCEDORES, EX-FUNCIONÁRIOS, EX-ATLETAS E DIRETORIA DO G.R.T.O.E.S. FALANGE AZUL CONTRA O FECHAMENTO DO LONDRINA ESPORTE CLUBE
Abr 13
Aberração paranaense
por Felipe Lessa20h11
Caso o imprevisto ocorra, e o J. Malucelli for campeão paranaense de 2009, será o passo necessário para comprovar que o futebol dos pinheirais virou uma aberração. Uma espécie de Frankenstein da bola, que merece – e precisa – de atitudes drásticas para não morrer.
O clube está prestes a se tornar Corinthians e deixou claro que suas pretensões no futebol são empresariais e financeiras. Nada a se estranhar de um estado que abrigou a grande aberração chamada Real Brasil, cria do assassino de um grande expoente do tradicionalismo interiorano: Aurélio Almeida, dono da marca Grêmio de Maringá.
No entanto, a questão do futebol empresa no estado é uma evolução natural. Apenas evoluíram os interesses e trocaram os figurantes. Histórias como a do Matsubara sempre mostraram que o Paraná é uma questão de negócios. Fecharam as portas do futebol profissional, porém, a negociação da família que tentou mudar de Cambará para Londrina está em alta. Continuam com os juniores e são até donos de um time no Vietnã.
Em contrapartida, no profissional local temos o Roma. Veio de Barueri até Apucarana, após levar a Copa São Paulo de Juniores. De Barueri também veio Adir Leme, ex-diretor do time que foi recém promovido à primeira divisão do futebol nacional e que comprou o Arapongas.
Este realizou uma parceria com a Londrina Junior Team, para ter seu clube representado nas divisões de base por atletas dessa outra empresa. Vale lembrar que o LJT nasceu do Londrina Esporte Clube, quando a fuga de credores e a esperteza dos empresários fez com que fossem terceirizadas as categorias de base do LEC.
Alias, o próprio Nacional de Rolândia é comandado por ex-diretores do Londrina. Este que já “cedeu” cartola à Portuguesa Londrinense e Engenheiro Beltrão. Apenas atletas profissionais é algo que o próprio alviceleste parece não mais ter. Deve emprestar a equipe do Iraty para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série D. O time de Sérgio Malucelli inclusive tem um centro de treinamento e formação de atletas na antiga capital do café.
Bom, isso para não falar no Laranja Mecânica de Arapongas, Beletti Futebol Clube, Cascavel e Sérgio Santos, Rio Branco de Paranaguá e Trieste, São Paulo e Toledo Colônia Work, entre outros negócios obscuros que estão terminando de afundar o futebol local. A Federação omissa não faz nada. Se o futuro Corinthians Paranaense levantar o caneco de 2009, o que será feito pelos saudosistas? No caso de um nada, é o fim.
Classificação 2ª fase
Paranaense 2009 P J V E D GP GC SG
1 Atlético-PR* 11 4 3 0 1 7 3 4
2 Coritiba* 11 4 3 1 0 6 0 6
3 J. Malucelli 10 4 3 1 0 8 3 5
4 Paraná 7 4 2 1 1 4 3 1
5 Nacional 5 4 1 2 1 5 4 1
6 Cianorte 4 4 1 1 2 4 4 0
7 Iraty 0 4 0 0 4 4 11 -7
8 Paranavaí 0 4 0 0 4 1 11 -10
* O Coritiba recebeu 1 ponto extra por ter sido o segundo colocado da Primeira Fase.
* O Atlético recebeu 2 pontos extras por ter sido o primeiro colocado da Primeira Fase. Além disso ele tem vantagem em caso de empate em pontos: o primeiro critério de desempate é o desempenho na Primeira Fase.
Leia mais:
- Malucelli despacha Paranavaí e segue na luta pelo título
- Sobre o Corinthians Paranaense
Abr 01
Pelo fim da prostituição da Seleção Brasileira
por Felipe Lessa20h31

“Cada gol era uma facada no peito”. Com as palavras emprestadas daquele que é considerado Díos, com direito a igreja própria, falo do que nós brasileiros temos vergonha. Nós precisamos de um líder, alguém que inflame os torcedores e faça com que a canarinho volte a brilhar.
O exemplo que cito não são os humilhantes 6 a 1 sofridos pela Argentina, contra os bolivianos, em La Paz. Nós precisamos é daquele jogador fervoroso, que dá gracejos aos seus torcedores. Algo como fez o argentino Tevez. Durante invasão de uma torcedora no treino da seleção alviceleste, não pensou duas vezes para seguir na mesma direção, abrir os braços e dar aquele abraço na fã. Algo como falou Maradona, após o desastre. Coisas que chamem o torcedor para o idealismo e o desejo de participação.
Porém, por aqui, o nosso auge é ver a bela carta de amor que foi a história entre Kaká e Milan, terminada em beijinhos do mocinho filmado por cinderelas abaixo das janelas de seu quarto. Por aqui, nosso ridículo é ver um dentucinho dos pampas esquecer de suas raízes e pensar que virou pagodeiro. O tesão pelo futebol acabou em Dinho, Ronaldinho, de futebol cada vez mais pequeninho.
De nosso treinador, nada mais se espera. O capaxo número zero à esquerda, que pensa ser comparsa de ouro do RT, não conseguiu nem mesmo ter o tempo de implantar seu método força para recriar uma seleção. Logo nas convocações das Olimpíadas, já precisou voltar miando ao seu cantinho, quando a chefia atropelou sua autoridade e remendou na lista de chamada um querido desafeto que já foi dos pampas e se chama Dinho. O queridinho de ouro da CBF não pode ficar fora do R&11sTars Team!
O jogo contra o Equador foi prova de nossa displicência. Na noite de hoje, em Porto Alegre, contra o Peru, apenas uma continuação. Mesmo que a constelação de amarelo azedo vença, os princípios são os mesmos.
Infelizmente, aquilo que João Saldanha já previa no Mundialito de 90, na Itália, ocorreu. O verde e o amarelo viraram uma máquina de negócios. Apenas estrelas vendidas desfilam na passarela. Em troca, o choro e o sorriso de um povo são indiferentes. Valem mais os contratos publicitários.
E a cada vez que somos vendidos, mesmo como simplesmente bom espectadores que é o "torcedor brasileiro", levamos uma facada no peito. Queremos o Brasil de volta!
Nem os 6 a 1 tomados pelos argentinos, tão pouco a inflamação dos hinchas do Boca contra Maradona, podem ser comparados com nossa marmita obrigatória de cada dia. Rango azedo daqueles que são obrigados a dispensar no mínimo R$70 mangos para desfrutar 90 minutos do clubinho fechado de RT e suas princesas que vestem chuteiras.
No festival de teatro que é a "Seleção Brasileira", os únicos que comemoram são os prostituídos daquele que deveria ser nosso futebol.
A única comemoração do Show Team é a esbórnia daquilo que foi considerado um escrete, mas que hoje se resume aos dígitos e cifras bancárias.
Fev 13
15 pontos de vista sobre o Corinthians Paulista dos paranaenses Malucelli
por Felipe Lessa19h39

A parceria que tornou o J. Malucelli em Corinthians Paranaense causou polêmica no Paraná. Uns contra, outros a favor. Alguns pouco se importando. Diversos setores da sociedade se mobilizaram e participaram do acordo. De forma direta ou indireta. Levando em consideração o material publicado na imprensa sobre o assunto, além de comentários dos torcedores por aí, segue a profecia. O De Primeira preparou os 15 pontos de vista mais comentados por aí sobre o Corinthians dos Malucelli.
1 - Torcedores do trio-de-ferro:
Trata-se de uma modalidade de curitibanos que classificam Joel Malucelli como traidor. Talvez até maior do que Judas, o responsável pela morte de Jesus Cristo. Como bons curitibanos, paranaenses e bairristas que são, rejeitam tudo aquilo que vêm de fora. Em especial de São Paulo. Acreditam que o Paraná não é mais a 5ª comarca e clamam por independência. Sonham com seus times acima de todos. Sonham com o dia que verão Milan, Real Madrid e Manchester United negociando diretamente com Atlético, Coritiba e Paraná.
2 - Torcedores do Londrina e Grêmio de Maringá:
Carregam no peito o orgulho de torcer pelos dois clubes mais tradicionais do Paraná, fora do eixo-curitibano. Estão putos da cara por saber que deve ser inaugurada uma loja em Londrina e também pelas notícias da possibilidade de jogos em Maringá. Mais que isso. Sabem que dentro dos próprios territórios seus clubes perderam toda a credibilidade com a população local e temem que o Corinthians Paulista dos Paranaenses seja o futuro do futebol no interior do Paraná. Eu, como torcedor do Londrina, creio que seja algo bom. Algo como: “Ou vai ou racha”. Se os diretores não se espertarem e as cidades não se mobilizarem, podem procurar por Palmeiras, São Paulo ou Santos. Será o início do apocalipse do futebol do interior....e olha que não estou falando de Aurélio Almeida. Basta olhar quem está tocando estes dois times e o que já fizeram no passado.
3 - Torcedores de outros times do eixo RJ-SP:
Não estão dando importância ao caso. Muitos nem sabem do que se trata a parceria. Quando interados, acreditam na possibilidade de empresários oportunistas do interior estarem negociando partidas com dirigentes de clubes como Paraná Clube, Barueri, Santo André ou Marília, permitindo assim que o Coritnhians participe do Campeonato Paranaense. Estão confusos, pensativos e de tão difícil que é entender o caso, preferem gorar a volta do fenômeno arredondado aos gramados.
4 - Região oeste do Paraná:
São uma mistura entre os torcedores de outros times do eixo, com uma versão agauchada dos adeptos do trio-de-ferro. Acreditam que o Estádio Olímpico Regional de cascavel é casa da dupla Grenal e jamais deverá receber uma partida de um time paulista. Exceto, contra Inter ou Grêmio, já que no Cascavel, a pretensão é apenas ter um time de futebol na primeira divisão estadual para jogar a nova versão do Clássico da Soja, contra o Toledo. Mas é aí que entra outra questão: a terceira geração do Porco ganhou uma pitada de tricolor paulista, assim sendo, acreditam que seja algo para roubar o predomínio gaúcho na região. “Jamais!”, dizem os radicais de cuia e bombacha. Os farrapos não querem saber de Corinthians em território pampeano e se armam para a peleia.
5 - Grupo empresarial de Malucelli:
Após o fim da parceria com os Trombini, perderam um pouco de munição engatilhada. Perderam público e força em São José dos Pinhais. Migraram para Curitiba, construíram um estádio politicamente correto e mesmo assim não conquistaram adeptos. Atiram para todos os lados, na tentativa de manter um clube de futebol próprio, já que comandam ou tem participação nos principais clubes do Paraná. É a tacada final de alguém que quer se manter na elite do futebol paranaense. E em uma terra sem identidade alguma, nada melhor que aliar-se ao clube de maior torcida no estado e de maior fidelidade em todo Brasil. Inclusive, toda rebeldia da Fiel Curitiba com certeza foi previamente identificada. O grande nicho é o norte do Paraná.
6 - Corinthianos radicais de Curitiba:
São aqueles que não se cansam de dizer que Neto foi melhor que Pelé, que o primeiro fenômeno do futebol foi Tupãzinho e que a Copa de 90 teria outro destino caso Ronaldo jogasse, ao invés de Taffarel. Alguns destes existem em Curitiba. Classificam o Parque São Jorge como um verdadeiro santuário e sonham com o dia em que, sem alterações no projeto atual, poderão ver o timão vencer um mundial de clubes no estádio. Os fiéis curitibanos inclusive, como bons xiitas que são, rejeitam a idéia com medo de que a tradicional viagem anual até Meca, ops...era Rua São Jorge, seja incorporada pela indústria cultural. Pior: organizada pela temida corporação que não torce pelo time, mas que irá se chamar Corinthians Paranaenses. Bom, na verdade, foi a forma que eles conseguiram de aparecer na imprensa e mostrar que são fiéis de verdade.
7 - Corinthianos moderados de Curitiba e do interior:
Aprovam ou pouco se importam com a idéia. Devem comparecer a um jogo ou outro decorrente do desempenho do clube, ou do marketing deste novo Corinthians Paranaense. Também acreditam que é uma forma mais barata de acompanhar seu clube e de ver ele conquistando novos talentos. Não são fiéis, talvez comprem camisas piratas para tirar onda e também não terão suas vidas alteradas pela presença, ou não, do novo clube de futebol. Caso Neto deixe de ser apresentador de televisão e aceite o desafio de treinar o novo clube, a chance de presença nos estádios é maior. Com certeza, ajudarão o Timão Malucelli a ter a maior torcida do interior. Porém, sem votos de fidelidade.
8 - Corinthianos do interior e que odeiam a capital:
São uma espécie comum fora da divisa dos pinheirais. Muitos acompanham, ou já se fizeram presentes, nos jogos de times tradicionais como Londrina, Grêmio de Maringá e Operário de Ponta Grossa, se revoltaram com a corrupção ou falta de organização dentro destes clubes e culpam o trio-de-ferro, além da Federação Paranaense, por tudo isso. Acreditam que seus segundos clubes são constantemente roubados pelos árbitros e que a imprensa da capital manipula informações a favor de Atlético, Coritiba e Paraná Clube. Acreditam que é a hora da revanche e que com apoio da matriz, é a chance do ressurgimento do futebol do interior. São poucos os que irão abraçar a idéia, porém é nestes caras que Joel Malucelli deverá focar toda sua política de recrutamento de fiéis torcedores. Só precisa ser sábio para não criar conflitos com dirigentes da capital ou do interior. E, claro, contratar algum ícone de 90 ou da Democracia Corinthiana para dirigir eternamente o time.
9 - Corinthianos de São Paulo:
Tiram onda. Se na final da Copa São Paulo de Jr´s, eles gritaram das arquibancadas: “Não é mole não. No Paraná só tem put* e c*zão!”...vão ter que inventar uma nova música. Adoram dizer que o Paraná é o quintal deles. Estão pouco se lascando para o Corinthians Paranaense. Vão lembrar dele somente no caso de vitórias contra o Coxa ou Atlético, sem maiores repercussões.
10 - Corinthians Paulista:
Está feliz. Terá sua marca divulgada sem custos, ganhou uma nova escolinha de futebol e ampliará seus planos de domínio do continente. Desta vez, sem ajuda mínima da Globo. Com o fim do famoso “Terrão”, é uma tendência natural do grande clube que é.
11 - Federação Paranaense de Futebol:
Como sempre, ausente. Se ainda vivêssemos nos tempos de Severiano, creio que apenas uma boa recompensa o deixaria calado. Era a oportunidade perfeita para o antigo ditador mostrar sua “paixão” pelo futebol local, repetindo algo similar com o que fez com o Matsubara. Obrigou o verdão algodoeiro a voltar para Cambará, depois de passagem por Londrina. Os de agora não devem fazer nada, mesmo que o clube jogue em campos do interior, tornando-se andarilhos do norte. A realidade é que a FPF dificilmente toma posicionamentos bruscos e radicais contra dirigentes de grande força política. O futebol paranaense já virou um reduto de escolinhas de futebol. Dois casos recentes são da Adap, que já foi de Jacarezinho, Campo Mourão e Maringá, além do Iraty, que mudou suas categorias de base para Londrina. Olhem, amigos, coração de mãe sempre cabe mais um.
12 - Dirigentes dos times do interior:
Infelizmente, no interior os dirigentes não torcem pelos clubes que comandam. Sem exceções, até que se prove o contrário, ser chefe de uma equipe de futebol é uma espécie de trampolim para negócios maiores. Apoiaram Joel Malucelli na presidência da Futpar e agora devem pedir em troca que indique alguns de seus atletas para o Corinthians. Com certeza estarão presentes para fazer lobby em jogos do Corinthinhas Malucelli nas suas cidades. Assim, os clubes do interior que tem conta corrente devem dispensar seus atletas para repassá-los ao jotinha fiel. Os que não tem conta, fazem na mocada. Ninguém vai se importar mesmo. É a chance de conquistar o pote de ouro.
13 - Dirigentes da capital:
Até o momento, omissos. Estiveram presentes na assinatura da parceria. Briga de família, se resolve em casa.
14 – Boleiragem interiorana:
Darão o sangue contra a filial da Rua São Jorge. Da mesma forma como muitos se interessaram em jogar na Portuguesa Londrinense, na ocasião da parceria com o Vasco da Gama, devem focar suas atenções na nova equipe. Trata-se de uma vitrine para jogar no time que grande parte dos boleiros sempre sonhou em jogar. Praticamente todos os jogadores, ou boleiros, de times do interior não torcem e não tem identificação com os clubes que defendem.
15 - Imprensa:
A imprensa nacional (paulista e carioca), falará um pouco, como já está fazendo. Sem se preocupar muito. Na capital paranaense, jornalistas batem o pé e dizem ser contra. Trata-se de opinião quase unânime, pois querem mesmo é o fortalecimento do futebol paranaense, cada vez mais fraco e oprimido. No interior, trata-se de uma questão difícil. Com exceção de alguns jornais independentes e que publicarão sobre o clube se achar conveniente, apenas como curiosidade para o grande número de leitores, espectadores e ouvintes interessados no assunto, o jabá vai correr solto. Se você for analisar, o número de “jornalista” metido a agenciador de futebol no interior não para de crescer. Duvida? Só pesquisar.
Nov 03
Londrina: reconquista e decadência
por Felipe Lessa15h45


Com direito a invasão de campo, choro de treinador e decreto de status de herói inesquecível para alguns jogadores, o Londrina Esporte Clube foi campeão do 1º Turno da Copa Paraná. A vitória sobre o Foz do Iguaçu por 3 a 2 no Estádio do Café tirou a mordaça que teimava em calar cada torcedor alviceleste.
A sensação é a mesma de 92. Desde essa época Londrina não comemorava tanto. Foi o ano em que o tuba passou pelo Atlético nas semi-finais, bateu o União na final e levou o caneco do Campeonato Paranaense para as prateleiras da Vila Casoni, para o VGD.
Ainda assim, se valerem torneios menores, em 94 o alviceleste se mostrou maior que o trio de ferro e ficou com o título da Copa Curitiba. Em 96, faltou pouco para subir à elite do futebol brasileiro. Em 98, Varley de Carvalho vendeu o sonho da torcida para a diretoria do Gama, em Brasília. Um ano depois, a mesma torcida que invadiu o campo na tarde de ontem era obrigada a comemorar o último título londrinense de forma tímida e de certa forma envergonhada.
Campeão Paranaense da segunda divisão. Reconquista do direito de jogar na elite dos pinheirais, cataratas, cafezais, plantações de soja, algodão e cana de açúcar. Os tempos de reconquista são os mesmos de hoje, no entanto, em 2008 ainda não há nada ganho.
A primeira fase da Copa Paraná não tem valor algum. Apenas uma vaga na final da competição, caso o LEC não vença o segundo. Esse é o verdadeiro perigo, afinal o Londrina tem vocação de vice no torneio. Em 99 ao menos a derrota veio com estilo, em um Clássico do Café. Grêmio de Maringá campeão.
Em 2007 a mesma torcida que comemorou a conquista do turno inicial em Cianorte chorou em ares frescos. O Londrina sucumbiu diante do J. Malucelli no estádio ecológico Janguito Malucelli e a comemoração anterior de nada valeu. É a mostra da carência da torcida londrinense, que sem ganhar títulos importantes precisa comemorar o que aparece para se manter viva.
Agora é preciso vencer o segundo turno e recuperar todo espaço perdido, ou então....a comemoração será em vão. Para levar a vaga na Copa do Brasil 2010 e no Brasileiro da Série D 2009, é preciso ser campeão definitivo, não apenas do turno. Não se trata do ato de desmerecer os feitos do treinador Nei Cesar. Do goleiro Serginho. Trata-se do início da reconquista....ou da edificação da decadência do Tubarão.
Situação que infelizmente é mais ampla que o 11 contra 11 destes heróis dominicais da antiga capital do café. Pois a reconquista de terreno e poder de fogo no Londrina Esporte Clube fará com que as contas bancárias de ex-diretores, ex-presidentes, entre outros office-boys da notícia possam sucumbir.